Reencontro virtual do elenco de Chuck deixa criadores com vontade de retomar a série
Uma das séries que deixou mais fãs inconsoláveis com seu final, “Chuck” voltou a reunir seu elenco completo de forma virtual, numa videoconferência, para ajudar a campanha Feeding America dedicada à alimentar pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia do coronavírus. E o reencontro deixou os criadores com vontade de retomar a série! Organizada pela revista Entertainment Weekly, a reunião aconteceu na semana passada e foi uma oportunidade para os fãs e os próprios envolvidos matarem as saudades da série. Além de conversarem sobre os velhos tempos, eles também fizeram a leitura coletiva do roteiro de um episódio. Nas palavras icônicas de Devon “Capitão Incrível” Woodcomb, foi incrível – e pode ser conferido no vídeo baixo. A reunião contou com Zachary Levi (Chuck Bartowski), Yvonne Strahovski (Sarah Walker), Adam Baldwin (John Casey), Joshua Gomez (Morgan Grimes), Sarah Lancaster (Ellie Bartowski), Ryan McPartlin (Devon Woodcomb), Vik Sahay (Lester Patel), Scott Krinsky (Jeff Barnes), Mark Christopher Lawrence (Big Mike) e Brandon Routh (Daniel Shaw), entre outros, além dos criadores Chris Fedak e Josh Schwartz. Mas o principal desse encontro foi lembrar a Schwartz e Fedak o quanto eles amavam o programa, que encerrou suas cinco temporadas em 2012 . “Nós realmente adoramos essa reunião”, disse Fedak à EW. “Eu saí dizendo: ‘Que grupo legal! Que momento divertido foi fazer esse show!’ Ficamos cheios de todos os sentimentos”. Schwartz completou, dizendo que bastaram 10 segundos da leitura do roteiro para ver que “a química ainda estava lá”. E isso os motivou a pensar que “poderíamos fazer mais disso”. “Acho que realmente se resume a saber qual seria a história e por qual motivo. Somos realmente orgulhosos do legado da série e da série, então qualquer coisa que fizermos precisaria corresponder às expectativas do original”. “Nós não tínhamos realmente pensado nisso. Mas se existir pedidos e interesse dos fãs e de nossos parceiros na Warner Brothers, bem, seria nossa tarefa descobrir a história então”, completou. Para quem não lembra, a série do criador de “Gossip Girl” e “The O.C.” e de seu amigo de faculdade, o estreante Chris Fedak, era uma comédia de ação, que partia da típica fantasia nerd – o cara comum que vira superespião por acidente – para divertir com cenas de pastelão e ritmo de aventura. A responsabilidade de fazer os clichês funcionarem coube ao então pouco conhecido Zachary Levi (hoje, o super-herói Shazam), intérprete do personagem-título. Mas, desde a primeira aparição em cena, em 2007, quem mais encantou o público foi a ainda obscura atriz australiana Yvonne Strohovski (hoje em “The Handmaid’s Tale”), intérprete da loira fatal Sarah Walker, agente de CIA designada a monitorar e explorar Chuck como um recurso para missões de espionagem. A química já era clara no piloto. O nerd medroso e a loira gélida formaram um par perfeito. Forçados a viver um romance de fachada pela CIA, os opostos inevitavelmente seguiram as leis da física. Ao longo de cinco anos, o público presenciou a primeira missão, o primeiro beijo, a primeira briga, o começo do namoro, o noivado, o casamento e os planos para o resto de suas vidas. Considerada uma comédia de ação, “Chuck” acabou revelando ter um coração romântico. Mas a série também foi tão geek quando “The Big Bang Theory”. Do pôster original de “Tron” (1983) no quarto do protagonista à participação do próprio Tron, o ator Bruce Boxleitner, “Chuck” não economizou referências, com direito a abundância de diálogos sobre “Star Trek”, “Star Wars” e até um papel para Linda Hamilton, estrela de “O Exterminador do Futuro”, como a mãe de Chuck. Mate as saudades com o vídeo abaixo.
Especial interativo de Unbreakable Kimmy Schmidt ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o trailer do episódio interativo de “Unbreakable Kimmy Schmidt”, que servirá como epílogo da série, encerrada em janeiro passado. Em um formato similar ao filme “Black Mirror: Bandersnatch”, o especial permitirá que os espectadores façam escolhas para os personagens seguirem caminhos diferentes na história, dando diferentes finais para a trajetória da protagonista. A prévia destaca a participação de Daniel Radcliffe (o Harry Potter) e o enfrentamento final, após quatro temporadas, entre Kimmy (Ellie Kemper) e o Reverendo Richard Wayne Gary Wayne (Jon Hamm), responsável por mantê-la em cativeiro por vários anos. Entre as situações reveladas, o espectador deverá escolher se Kimmy se casa com o personagem de Radcliffe ou embarca numa aventura para salvar outras vítimas do Reverendo, num bunker ainda não descoberto. Lançada em 2015, a série “Unbreakable Kimmy Schmidt” acompanhava Kimmy, uma mulher que viveu 15 anos como refém em um culto, acreditando que era uma das únicas sobreviventes de um apocalipse que dizimou a Terra. Após ser resgatada de seu bunker subterrâneo, ela não lamenta ter sido enganada, preferindo ficar feliz por o mundo não ter acabado. E com essa felicidade, ela busca tentar se ajustar ao século 21 e uma Nova York que colide com a sua energia e pensamentos sempre positivos. Os criadores da série, Robert Carlock e Tina Fey (ambos de “30 Rock”), escreveram o especial. Descrito como “a maior aventura de Kimmy até agora”, o capítulo incluirá explosões, um hambúrguer dançarino, um casamento e batalhas de robôs, segundo a sinopse. “‘Unbreakable Kimmy Schmidt’ foi uma das primeiras séries de comédia originais na Netflix e agora será o primeiro evento de comédia interativo”, disse Tina Fey em comunicado oficial. “Acredito que o conceito é uma ótima opção para o nosso programa e será uma ótima maneira de concluir oficialmente a série”, completou. Intitulado “Kimmy vs The Reverend”, o especial estreia em 12 de maio em streaming.
Estrela da série Garota da Moto perde pai por covid-19
A atriz Christiana Ubach, estrela da série “Garota da Moto”, do SBT, usou suas redes sociais para homenagear o pai, Francisco, que morreu de Covid-19 nesse fim de semana. No Instagram, ela falou da dor que está sentindo por não poder abraçar os irmãos por causa da quarentena e aproveitou para reforçar a importância das pessoas fazerem isolamento social neste momento. “Meu pai faleceu ontem pela covid-19. E ainda estou tentando buscar palavras para descrever uma perda dessas no meio da calamidade em que estamos vivendo. Mas família é tudo e ultrapassamos todas as barreiras físicas, geográficas e espirituais para nos abraçarmos. Porque se tem um agravante da dor é o isolamento. E se tem um comprovante maior de amor é o isolamento. Os médicos, em especial o Dr. Eduardo Teixeira, foram a extensão dos nossos braços e abraços que não podiam sair de casa. Por isso, mais uma vez e incansavelmente, fica em casa. O vírus é agressivo e veloz”, desabafou. Christiana Ubach, que também trabalhou em “Malhação” e novelas da Globo, tentou ainda se despedir do pai de forma virtual, já que os enterros estão acontecendo sem a presença das famílias durante a crise sanitária. “O homem mais forte do mundo. Precisarei mesmo de força para escrever essas palavras que parecem inúteis para te descrever, mas serão necessárias no exercício e na tentativa de te dizer um até logo…”, escreveu. Veja a íntegra do post abaixo. Ver essa foto no Instagram O homem mais forte do mundo. Precisarei mesmo de força pra escrever essas palavras que parecem inúteis pra te descrever, mas serão necessárias no exercício, e na tentativa te dizer um até logo. A vida mais intensa e cheia de paixões que eu já assisti foi a sua. Dono de uma personalidade do cão, que quem me conhece ou conhece meus irmãos sabe o cheiro dela. Todo esse gênio veio dele. Também uma mania insistente de fazer o que se quer, de não desistir, de chutar pro gol até a bola entrar. De ter medo de subir no cavalo, e subir sem cela. Você me ensinou uns troços importantes véio… ter uma pitada (ou bastante) da sua personalidade me fez viva, me fez gostar de uma boa briga. Mesmo quando o orgulho falava mais forte, ele foi essencial pra minha sobrevivência e auto preservação. Dono de uma ira, uma gana, uma sabedoria toda própria. Certeza que a gente aprendeu a vencer com vc, incansável. Descansa guerreiro. Você ja fez tanto. Me fez esse ser bicho, meio bicho, meio selvagem, meio gente. Todo o meu amor infinito pelos animais. Obrigada por nós 5! Somos imbatíveis juntos, eu, @kikoperes @jubadao1 @mariperesdiniz @fabipsiqueira , e somos tudo o que temos. E a história continua pra frente, as crianças, seus 11 netos, ainda vão amar muito os animais, e ainda vão ter esse gênio do cão de atravessar gerações. (Obs: obrigada equipe médica do hospital de Santa Tereza em Petrópolis, em especial o Dr @dudateixeira81 que tratou do meu pai com tanto cuidado, carinho e amor. Fazendo com que ficássemos perto, mesmo estando longe, e fazendo a sua passagem com mais tranquilidade e afeto, mesmo nesse momento tão delicado.) #ficaemcasa !! Vocês não tem noção do tamanho da dor de não poder abraçar os seus irmãos quando seu pai parte. Transcendemos não é! Amo vocês tão imenso que nem sei …Fabi, Ju, Mari, Kiko muito obrigada por vocês existirem comigo. Te amo pai . Até logo Uma publicação compartilhada por Christiana Ubach (@chrisubach) em 27 de Abr, 2020 às 5:37 PDT
Regina Duarte será processada por fake news contra Marisa Letícia Lula da Silva
Os herdeiros de Marisa Letícia Lula da Silva, falecida esposa do ex-presidente Lula, anunciaram nesta segunda-feira (27/4) que processarão o deputado Eduardo Bolsonaro e a secretária especial da Cultura Regina Duarte por divulgarem fake news nas redes sociais que atingem “a memória e honra de Dona Marisa”. Eduardo Bolsonaro publicou em sua conta no Twitter que Marisa Letícia tinha um patrimônio de R$ 256 milhões, informação falsa replicada por Regina Duarte em seu Instagram. Segundo advogados dos herdeiros, ela tinha R$ 26 mil. Comunicado publicado no site de Lula diz que família pedirá uma indenização de R$ 131.408,70 tanto ao filho do presidente quanto à ex-atriz. “A ação também pede que os requeridos sejam condenados a publicar em suas redes sociais a sentença condenatória com o valor correto do investimento de Dona Marisa, corrigindo a desinformação propagada por eles”, completa a notificação. Regina Duarte já teve publicação marcada como falsa pelo próprio Instagram.
Paramount divulga novas datas das continuações de Missão Impossível e outros filmes no Brasil
O estúdio Paramount atualizou seu calendário de estreias cinematográficas com as datas de seus próximos lançamentos no Brasil. Os destaques são as novas datas de “Tom Clancy’s Without Remorse”, estrelado por Michael B. Jordan, o longa sci-fi “The Tomorrow War”, protagonizado por Chris Pratt, as duas novas sequências da franquia “Missão: Impossível”, com Tom Cruise, e a nova adaptação de “Dungeons & Dragons”. Por conta da pandemia do novo coronavírus, todos os cinemas estão fechados e as produções de novos filmes paralisadas, forçando os estúdios a alterar suas previsões de lançamentos de curto, médio e até longo prazo. Mas já há casos de calendários que tiveram que ser alterados duas vezes, por conta da continuidade da pandemia do novo coronavírus. A Paramount, por exemplo, acredita que as crianças irão aos cinemas em 30 de julho para ver “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, mas outros estúdios tiraram todos os filmes previstos para julho de suas programações. Confira abaixo a última lista atualizada de estreias do estúdio no Brasil. 2020 • Bob Esponja: O Incrível Resgate – 30 de julho de 2020 • Um Lugar Silencioso – Parte II – 03 de setembro de 2020 • Tom Clancy’s Without Remorse – 01 de outubro de 2020 • G.I Joe Origens: Snake Eyes – 22 de outubro de 2020 • Clifford – The Big Red Dog – 19 de novembro de 2020 • Um Príncipe em Nova York 2 – 17 de dezembro de 2020 • Top Gun: Maverick – 25 de dezembro de 2020 2021 • A Liga de Monstros – 21 de janeiro de 2021 • Nova Atividade Paranormal – 18 de março de 2021 • Infinito – 20 de maio de 2021 • Jackass 4 – 03 de junho de 2021 • The Tomorrow War – 22 de julho de 2021 • Missão: Impossível 7 – 18 de novembro de 2021 2022 • Dungeons & Dragons – 26 de maio de 2022 • Missão: Impossível 8 – 03 de novembro de 2022
Becoming: Documentário sobre Michelle Obama ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “Becoming”, documentário sobre a ex-primeira dama dos EUA Michelle Obama. A prévia mostra Michelle conversando com um grupo de jovens no Museu Afro-Americano da Filadélfia. Quando uma das garotas pergunta como é “voltar para a sua vida normal” após oito anos na Casa Branca, a ex-primeira dama responde que isso não é possível. “Quando eu tentei voltar para o caminho em que eu estava antes, descobri que ele não existia mais. É um novo caminho. Eu estou fazendo o que vocês estão fazendo. Tentando descobrir o que quero fazer daqui para a frente, as coisas com as quais eu me importo”, ela comenta. Batizado com o nome do livro lançado por Michelle Obama em 2018, o filme segue a ex-primeira dama pela turnê de lançamento da obra, que a levou a 34 cidades americanas. Detalhes de sua biografia, que fazem parte da obra literária, também serão evocados no filme. Com produção da Higher Ground, empresa estabelecida pelo casal Obama, que este ano venceu o Oscar de Melhor Documentário por “Indústria Americana”, o filme marca a estreia de Nadia Hallgreen na direção, após vários curtas documentais premiados. Michelle Obama promoveu o filme no Twitter dizendo esperar que ele passa servir de um pouco de “inspiração e alegria” nesses tempos de pandemia do novo coronavírus. “Nesses dias, pode ser difícil se sentir conectado ao mundo, ou esperançoso — mas as conexões que eu fiz com pessoas ao redor dos EUA e do mundo me lembraram que a empatia pode salvar vidas. Esse poder está claro no filme de Nadia”, escreveu. A produção estreia em 6 de maio na plataforma de streaming.
Maiores festivais de cinema do mundo vão lançar mostra digital coletiva no YouTube
Os maiores festivais de cinema do mundo se juntaram para realizar uma mostra digital, que será exibida pelo Youtube no final de maio. A lista de parceiros conta com os prestigiados festivais de Cannes, Veneza e Berlim, e foram reunidos pelos organizadores do festival de Tribeca, evento nova-iorquino produzido pelo ator Robert De Niro. Intitulado “We Are One: A Global Film Festival” (Nós Somos Um: Um Festival de Cinema Global), o evento do Youtube terá dez dias de duração, de 29 de maio a 7 de junho. O anúncio do evento virtual ainda não deixou claro se os maiores festivais do mundo cederão material inédito. Cannes, que já foi adiado por duas vezes, havia antecipado que não exibiria seus principais filmes online. Já Veneza manteve a data de sua próxima edição marcada para setembro, apesar de a Itália ser um dos países mais afetados pela crise sanitária. Essa incerteza em relação à realização das mostras cinematográficas impulsionou o projeto do YouTube, após o próprio Festival de Tribeca perder sua previsão de realização em 2020. Em vez de criar uma versão online, a produtora de Robert De Niro pensou num evento mais abrangente. A iniciativa foi anunciada no mesmo dia em que o Festival SXSW começa sua versão digital. A tradicional competição de cinema independente realizada no Texas, EUA, foi a primeira cancelada pela pandemia do novo coronavírus, em março passado. Mas sua proposta de edição online recebeu pouca adesão de cineastas. Apenas sete dos 135 longas inscritos no evento aceitaram o acordo de exibição gratuita na Amazon Prime Video. Por conta disso, o SXSW não participa do evento do YouTube, que além dos festivais citados também vai reunir curadoria de outras mostras renomadas, como os festivais de Sundance, Toronto, San Sebastián, Londres, Nova York, Jerusalém, Macau, Marrakech, Mumbai, Guadalajara, Sydney, Tokyo, Locarno e Karlovy Vary. Com apenas um representante mexicano, a América Latina acabou sub-representada, assim como a África. A promessa é de que o festival virtual tenha em seu programa, além de longas de ficção, curtas e documentários, também atrações musicais, de humor, entrevistas e conferências. Todo o material será disponibilizado de graça. O público só será incentivado a fazer doações para a OMS (Organização Mundial da Saúde) como forma de auxiliar o combate à covid-19. A programação completa do We Are One será anunciada nos próximos dias.
Se Joga, Charlie: Netflix cancela série de Idris Elba
A Netflix cancelou “Se Joga, Charlie” (Turn Up Charlie), comédia estrelada por Idris Elba. Lançada em março do ano passado, a série não terá 2ª temporada. Na trama, Elba interpretava o Charlie do título, que em sua imaginação é um DJ talentoso e solteirão assumido, mas que na realidade não passa de um fracassado que ainda mora com a mãe. Até que recebe um convite de emprego inusitado de um amigo que namora uma DJ famosíssima, vivida por Piper Perabo (“Covert Affairs”). Achando que o trabalho tem relação com seu suposto talento, ele se decepciona ao perceber que foi contratado como babá da filha problemática da estrela. Mesmo assim, isso realmente acaba mudando sua vida. Apesar da temática musical, a série tinha mais a ver com comédias infantis, especialmente com “Grande Menina, Pequena Mulher” (2003). Mesmo assim, possuía similaridades com a trajetória pessoal do ator, que surgiu como DJ no Reino Unido antes de se tornar uma estrela da TV e do cinema. Embora não tenha alcançado sucesso na música, até hoje ele trabalha como DJ por diversão. Não por acaso, Elba ajudou a criar “Se Joga, Charlie”, em parceria com o roteirista Gary Reich (“Vicious”). O ator inglês foi uma das primeiras celebridades de Hollywood a revelar ter pego covid-19. Ele e sua mulher, a modelo Sabrina Dhowre, ficaram em quarentena no mês passado, mas não precisaram de internação hospitalar.
O dilema entre o real mercado financeiro e a forma como ele é retratado na indústria cinematográfica
É interessante pensar na relação do grande público com o mercado financeiro em tempos em que ele está em grande destaque devido à volatilidade das bolsas de valores e das taxas de câmbio mundo afora. Muitas vezes, essa esfera do mundo econômico – que se mostra altamente influente no rumo da sociedade – se apresenta como algo “místico” para aqueles que não estão familiarizados com o meio. Claramente, a indústria do cinema não ajuda muito nessa desmistificação. Em seus retratos do mundo financeiro, as produções não costumam mostrar com a devida frequência investidores prudentes ou situações que denotem investimentos cautelosos, como a possibilidade de investir em ouro, considerado um dos investimentos mais seguros do mundo, ou a compra de títulos de dívida pública nacional, que dão segurança a milhões de investidores no Brasil e no resto do mundo. Em vez disso, dá-se espaço muitas vezes às atitudes insensatas realizadas pelos especuladores de Wall Street em tempos de bonança, cuja contraparte são as crises quase cíclicas do sistema econômico-financeiro. As representações menos positivas, por assim dizer, do mercado financeiro tiveram início nos cinemas com o filme “Wall Street”, dirigido por Oliver Stone e lançado em 1987. O vilão da história, Gordon Gekko, retratado brilhantemente pelo ator Michael Douglas, é uma amálgama de várias personalidades da época que criaram fama e fortuna por meio das trocas de ativos nos mercados de ação. View this post on Instagram Happy 75th birthday to Michael Douglas, pictured here in Wall Street (1987) as ruthless businessman Gordon Gekko, a role that won Douglas @theAcademy Award for Best Actor. Costume designer Ellen Mirojnick worked with @AlanFlusser to dress Gekko, establishing an iconic ‘80s look of power suits with dramatic pleated trousers, bold suspenders, and contrast-collar shirts. On Gekko’s left wrist, Douglas wears a gold @Cartier Santos watch, epitomizing a decade where luxury timepieces boomed as status symbols as Gekko himself declared that “greed…is good.” #hbd, @michaelkirkdouglas! . . #michaeldouglas #gordongekko #wallstreet #classicmovies #1980s #1980sfashion #mensfashion #mensstyle #menswear #suit #suits #suitandtie #suspenders #cartier #cartiersantos #watch #greedisgood #badass #bamf #bamfstyle A post shared by BAMF Style (@bamfstyle) on Sep 25, 2019 at 3:13pm PDT Gekko é retratado como uma pessoa sem escrúpulos, que fará de tudo para alcançar seu objetivo último de juntar cada vez mais dinheiro em seus bolsos e poder em suas mãos. Sua frase mais célebre, “a ganância é boa”, é repetida como alerta (ou como conselho, dependendo do caráter do interlocutor) mundo afora desde que o filme foi lançado. A tendência de “pintar” o mercado financeiro como um mundo além da nossa imaginação continua com filmes posteriores, principalmente os lançados após a crise de 2008. “O Lobo de Wall Street”, dirigido por Martin Scorcese, é a biografia de Jordan Belfort, que lançou mão de táticas escusas para crescer no mundo de especulações. Ironicamente, uma das empresas que financiaram o filme se envolveu em imbróglio semelhante em 2016. Outro retrato desse mundo é feito em “A Grande Aposta”, filme inspirado no livro homônimo de Michael Lewis, que conta a história de um grupo de investidores que ganhou bilhões de dólares ao apostar contra os grandes bancos americanos em meio à crise das hipotecas que atingiu o mundo na década passada. Não há de se reclamar de representações fidedignas de Wall Street em si e dos exageros deste mundo em específico. Entretanto, o mercado financeiro não é apenas um mundo de especulações e esquemas insanos gerados para se ganhar dinheiro em pouco tempo. Na verdade, um mercado financeiro bem utilizado e bem regulado executa a função oposta e ainda gera benefícios para a sociedade como um todo, em vez de premiar apenas alguns poucos indivíduos com intenções escusas. O ponto central da questão é que talvez representações do funcionamento de uma agência de microcrédito numa comunidade carente do Rio de Janeiro financiando microempresários ou do que foi feito ao longo da história do Brasil graças aos financiamentos de bancos públicos como o BNDES na nossa infraestrutura não geram um roteiro tão “rentável” quanto as loucuras de Belfort reproduzidas na grande tela por Leonardo Di Caprio. Ainda assim, seria de muito bom grado ver os especialistas da arte mostrarem o lado mais positivo do mercado financeiro para o grande público. Tal iniciativa ajudaria no processo de acabar com o mito de que as complicações inerentes ao mercado financeiro, que raramente envolvem pessoas que não estão totalmente imersas no meio, trazem à superfície. Além disso, faria com que a população em geral tivesse mais consciência da verdadeira importância do “sobe e desce” das bolsas de valores e das taxas de câmbio, o que daria às pessoas mais clareza em relação a como isso realmente afeta suas vidas. Se bem utilizado, o mercado financeiro pode trazer benefícios para todos. Isso depende não só da boa regulação por parte de agências governamentais, mas também do envolvimento maior da população nesse meio. Não basta ter olhos para o mercado, é preciso também treiná-los para saber para onde eles devem olhar.
Bolsonaro vira sinônimo de burro em série da Netflix
Lançada na Netflix na quinta-feira passada (23/4), a 3ª e última temporada da série mexicana “La Casa de Las Flores” usou o sobrenome da família Bolsonaro como sinônimo de “burro”. A ofensa acontece no quinto episódio, durante uma discussão entre a personagem Paulina de la Mora (papel de Cecília Suarez) e Diego Olvera (Juan Pablo Medina). Na cena, ela grita para o homem: “Cale a boca! Você é burro? Você é do Alabama [estado norte-americano]? Seu sobrenome é Bolsonaro ou o quê?”. A Netflix não substituiu o sobrenome do presidente na legenda oficial. A frase apenas reflete o que diversas publicações internacionais têm dito sobre Jair Bolsonaro desde que ele culpou Leonardo DiCaprio por incêndios na Amazônia. Comédia de flertes dramáticos, “La Casa de Las Flores” acompanha uma família de classe alta cheia de segredos. A série começa com o patriarca levando os filhos que teve com uma amante para a sua família — que não sabia de nada.
4ª temporada de The Last Kingdom estreia sem publicidade na Netflix
A 4ª temporada de “The Last Kingdom” chegou na Netflix neste domingo (26/4) sem muita publicidade. Apesar de ser uma das melhores produções do catálogo da empresa, o lançamento foi lembrado apenas no perfil oficial da série nas redes sociais. Nenhuma nota foi divulgada para a imprensa, nenhum trailer foi disponibilizado nas contas da plataforma, numa falta de iniciativa que evoca a relação da Netflix com outras produções já canceladas. Este abandono é um desserviço para os fãs, que são numerosos e apaixonados, e um pouco caso com o dinheiro investido na (super)produção da série. O público precisa saber que a temporada existe para procurá-la. Os novos capítulos marcam apenas o segundo ano de realização da série pela Netflix, que assumiu “The Last Kingdom” após a desistência da BBC ao final da 2ª temporada. Responsável por sua distribuição internacional, a plataforma resolveu bancar sozinha a produção, graças a seu sucesso em vários países, para continuar a contar a história, adaptada dos livros das “Crônicas Saxônicas” (The Saxon Stories), do autor inglês Bernard Cornwell. Desenvolvida por Stephen Butchard (séries “Vincent” e “Good Cop”), “The Last Kingdom” se passa nos final do século 9, quando muitos dos reinos separados que hoje formam a Inglaterra foram invadidos pelos vikings, e Wessex precisou se defender sozinho sob o comando do Rei Alfredo, o Grande (David Dawson). O elenco destaca o ator Alexander Dreymon como o herói do “último reino”, Uhtred, um jovem britânico que teve a família assassinada durante uma invasão dos vikings e acabou criado desde a infância como um filho por Ragnar Lothbrok. Após uma traição entre os próprios vikings implicá-lo no assassinato de Ragnar, ele foge de volta para Wessex, onde tenta reivindicar seu direito de nascença como herdeiro de terras da nobreza. Mas apesar das façanhas heroicas, continua a ser visto como um bárbaro pelo desconfiado Alfredo. Seguindo o padrão das temporadas anteriores, que adaptaram dois livros por vez, o quarto ano se concentra no sétimo e oitavo volumes das Crônicas: “O Guerreiro Pagão” (The Pagan Lord) e “O Trono Vazio” (The Empty Throne), que lidam com a transição de poder em Wessex. Até o momento, Bernard Cornwell publicou 12 volumes de suas Crônicas Saxônicas – o mais recente em 2019 – e o 13º estava previsto para este ano. Espera-se que o descaso atual tenha sido apenas um “lapso” momentâneo e a Netflix continue a produzir a série até o fim da história. WE ARE BACK! Season 4 of The Last Kingdom is now available on NETFLIX. Binge away, Arselings! #TheLastKingdom pic.twitter.com/dfqmPwvctx — The Last Kingdom (@TheLastKingdom) April 26, 2020
A Missy Errada: Nova comédia produzida por Adam Sandler ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado de “A Missy Errada” (The Wrong Missy), comédia besteirol estrelada por David Spade, que faz parte do acordo de produção firmado entre a plataforma e o ator Adam Sandler. Após formar uma dupla de sucesso com o falecido Chris Farley nos anos 1990, Spade se tornou um dos eternos coadjuvantes dos filmes de Sandler, em troca de estrelar suas próprias comédias eventuais produzidas pelo astro. Não por acaso, “A Missy Errada” também traz aparições de outros agregados de Sandler, como Nick Swardson, Rob Schneider e até o cantor Vanilla Ice. Entretanto, quem rouba as cenas é uma relativa novata na turma, Lauren Lapkus, intérprete da personagem-título. Ela já tinha trabalhado com Sandler em “Juntos e Misturados” (2014) e agarra a chance de protagonizar sua primeira comédia, após uma carreira repleta de tipos esquisitos, mas sempre coadjuvantes. Na trama, Spade se confunde ao trocar mensagens com a Missy errada, vivida por Lapkus, achando que estava convidando a Missy interpretada pela ex-modelo Molly Sims para acompanhá-lo num evento corporativo em uma ilha paradisíaca. E só se dá conta quando a mulher com quem teve um desastroso encontro às cegas se senta ao seu lado no avião. Sem saída, ele se prepara para passar a maior vergonha da sua vida na frente de seus colegas de trabalho, após dizer que viajaria com a mulher de seus sonhos. O roteiro é de Chris Pappas e Kevin Barnett, que assinaram “Zerando a Vida” (2016), comédia da Netflix estrelada por Sandler e Spade, e a direção é de Tyler Spindel, responsável por “Pai do Ano” (2018), fracasso anterior de Spade, produzido por Sandler. A estreia está marcada para 13 de maio em streaming.
Paulo Coelho diz que filme Resgate, da Netflix, usou frase de sua autoria sem créditos
O escritor Paulo Coelho denunciou neste domingo (26/4) nas redes sociais a apropriação de uma de suas frases literárias mais famosas no filme “Resgate”, estrelado por Chris Hemsworth (o Thor) na Netflix, sem a sua autorização. Escrevendo em inglês no Twitter, o autor brasileiro disse que a frase “Você não se afoga caindo em um rio, mas ficando submerso nele”, do livro “Diário de um Mago”, foi utilizada no filme sem os créditos. Em tom irônico, Paulo disse que “eles esqueceram de dar o crédito, o que não é um problema” e sugeriu ao roteirista do filme que procure no Google para encontrar diversos cartões, feitos por fãs, com a frase em questão. O livro “Diário de um Mago”, de onde a frase foi extraída, foi traduzido para mais de 40 idiomas em todo o mundo. Já o roteirista Joe Russo, que se apropriou da frase, dirigiu “Vingadores: Ultimato”, filme de maior bilheteria de todos os tempos. O diretor de “Resgate”, por sua vez, foi coordenador de dublês daquele filme, Sam Hargrave. You drown not by falling into a river, but by staying submerged in it (Coelho, “The Pilgrimage”- used in the Netflix movie Extraction. They forgot to mention the author, but this is not a big deal) — Paulo Coelho (@paulocoelho) April 26, 2020 "Você não se afoga caindo em um rio, mas ficando submerso nele." Paulo Coelho Publicado por Simplória em Sábado, 25 de abril de 2020












