Skyplay estreia Emma e anuncia A Caçada para este mês
A plataforma Skyplay, da provedora de TV por assinatura Sky, está promovendo estreias de filmes antes do cinema e de serviços on demand rivais. Neste fim de semana, lançou “Emma”, nova adaptação da obra clássica de Jane Austen, e anunciou ainda para este mês “A Caçada”, que ganhou repercussão ao ser atacado por Donald Trump. A nova versão de “Emma”, que foi grafada no exterior como “Emma.”, com ponto final, traz a atriz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) no papel-título. A personagem, também vivida por Gwyneth Paltrow em 1996, é uma jovem do começo do século 19 que adora arranjar namoros e casamentos para seus amigos, causando mil confusões, mas se vê totalmente perdida quando o assunto é sua própria vida amorosa. O Sr. Knightley, pretendente de Emma, é vivido pelo ator britânico Johnny Flynn (“Genius”) e o elenco ainda inclui Bill Nighy (“Questão de Tempo”), Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Mia Goth (“Suspiria”), Josh O’Connor (“The Crown”) e Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). A direção é de Autumn de Wilde, que estreia em longas-metragens após dirigir vários clipes do músico Beck, e o lançamento nos cinemas estava marcado para 23 de abril no Brasil. Ele chegou a ser exibido brevemente nos cinemas americanos, em fevereiro passado. Mas o atraso do calendário nacional coincidiu com a chegada da pandemia de coronavírus no pais, fazendo a estreia ser cancelada e o filme remanejado para VOD. Já “A Caçada” (The Hunt) chegaria em 28 de maio, após estrear em março nos EUA. O lançamento em VOD deve seguir de perto a data original no lançamento no país. O filme mostra uma dúzia de militantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Os alvos se consideram “pessoas comuns”, vítimas da “elite” na trama, numa metáfora pouco sutil, que transforma o discurso de coitadismo dos heterossexuais brancos americanos em sátira de terror. Isto incomodou Trump que foi ao Twitter tachar o filme de “racista”, termo que ele usa para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos. Tanto “A Caçada” quanto “Emma” são produções da Universal, que os liberou para VOD no fim de março nos EUA. Veja os trailers oficiais legendados dos dois filmes abaixo.
Cate Blanchett negocia estrelar adaptação do game Borderlands
A atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) está negociando estrelar a adaptação do game “Borderlands”. Embora a Lionsgate, responsável pela produção, não tenha confirmado, várias fontes da imprensa americana indicam que ela deve interpretar a protagonista Lilith. Lançado em 2009, “Borderlands” se passa em um planeta chamado Pandora, que foi explorado por uma mega-corporação e, após ser abandonado, se tornou uma terra sem lei à la “Mad Max”. No jogo original, Lilith pertence a uma espécie de “sereias” com poderes especiais, como a manipulação do tempo-espaço. Ela era um dos quatro “Caçadores de Relíquias” que viajam até Pandora para caçar um cofre alienígena, que, segundo boatos, contém tecnologia avançada. Só que para atingir seu objetivo, os caçadores precisam lutar contra a fauna local e a população de bandidos, além de tentar impedir que o chefe de um exército particular alcance o cofre primeiro. A franquia teve três jogos principais e dois derivados. O título mais recente é “Borderlands 3”, lançado em 2019 para PC, Xbox One e PlayStation 4. O detalhe é que a adaptação para os cinemas foi anunciada antes desse lançamento, em 2015, com o mesmo produtor envolvido no atual projeto: Avi Arad, dos filmes do “Homem-Aranha”. Na época, a direção estava a cargo de Eli Roth (“Bata Antes de Entrar”). Não há previsão para o começo das filmagens ou para a estreia, devido à pandemia do novo coronavírus.
Remake de Colheita Maldita está sendo filmado em plena pandemia
Nem todas as produções foram paralisadas devido à pandemia de coronavírus. O site The Hollywood Reporter apurou que o remake de “Colheita Maldita” (Children of the Corn) conseguiu contornar a suspensão de suas filmagens ao adotar medidas de proteção para a equipe, em conjunto com as autoridades da cidade australiana em que está sendo rodado. O diretor Kurt Wimmer (“Ultravioleta”), responsável pela nova versão do conto de Stephen King, readaptou o planejamento das filmagens com a ajuda das autoridades locais e do produtor Lucas Foster (“Ford vs Ferrari”). A equipe foi reduzida e tem seguido todas as regras estipuladas pelo governo australiano para o período de isolamento social. Segundo a organização Screen NSW, os realizadores têm “mantido a polícia local informada de sua operação”. Essa será a terceira versão do livro a chegar às telas. A estrela de “Exterminador do Futuro”, Linda Hamilton, protagonizou a primeira versão em 1984. Depois de sete continuações, a história ganhou seu primeiro remake em 2009, feito para TV, que, por sua vez, rendeu mais duas sequências – a última em 2018. Apesar da continuidade das filmagens, o novo “Colheita Maldita” ainda não tem previsão de estreia.
Shirley: Elisabeth Moss vive escritora da Maldição da Residência Hill em trailer de suspense premiado
Premiado no Festival de Sundance, o suspense “Shirley”, estrelado por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”), teve o primeiro trailer e pôster divulgados pelo estúdio indie Neon. No filme, Moss interpreta uma escritora perturbada de livros de terror, que encontra inspiração para sua próxima obra quando ela e seu marido convidam um jovem casal a se tornarem seus hóspedes. A história é supostamente baseada num caso real envolvendo a escritora Shirley Jackson, autora de “A Assombração da Casa da Colina” (The Haunting of Hill House), best-seller de 1959 que inspirou a série da Netflix batizada no Brasil de “A Maldição da Residência Hill” (como se Hill fosse nome próprio). O marido é interpretado por Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”) e o casal formado por Odessa Young (“País da Violência/Assassination Nation”) e Logan Lerman (“Hunters”). Com direção de Josephine Decker (“A Madeline de Madeline”) e produção do cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”), “Shirley” será lançado digitalmente em 5 de junho nos EUA e ainda não tem previsão para o Brasil.
Chris Hemsworth comemora recorde de Resgate na Netflix
O astro Chris Hemsworth postou em seu Instagram um vídeo em que a Netflix comemora o recorde de público de “Resgate”. O material divulgado afirma que o longa é o mais assistido da plataforma de streaming em vários países do mundo, como Austrália, Espanha, Índia, Brasil e Estados Unidos, além de ter se tornado a maior estreia de um filme da Netflix em todos os tempos. Nem a Netflix nem o ator anunciaram os números comemorados. Em 1º de maio, a plataforma “revelou” que “Resgate” teria sido visto por 90 milhões de assinantes em sua primeira semana, um recorde de consumo mensal. Como a audiência da Netflix não é auditada, a informação é apenas a palavra da empresa. “Resgate” conta a história de Tyler Rake (Chris Hemsworth), um mercenário que aceita a missão de resgatar o filho sequestrado de um chefão do crime por outra facção criminal. Filmado na Índia e na Indonésia, o longa foi produzido pelos irmãos Russo (diretores de “Vingadores: Ultimato”), por meio de sua empresa AGBO, e o elenco ainda traz David Harbour (o Xerife Hopper de “Stranger Things”), Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Golshifteh Farahani (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Também foi primeiro filme dirigido por Sam Hargrave, dublê do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) que chegou a trabalhar como diretor assistente dos Russo em “Vingadores: Guerra Infinita”. Assinado por Joe Russo, o roteiro é baseado na história em quadrinhos “Ciudad”, escrita por ele e Ande Parks há cerca de uma década. Russo já fechou contrato com a Netflix para desenvolver uma nova continuação – ou prólogo – da trama de ação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Hemsworth (@chrishemsworth) em 9 de Mai, 2020 às 8:05 PDT
A Casa quer ser o Parasita espanhol
Disponibilizado pela Netflix, o thriller espanhol “A Casa” tem sido comparado, em muitos aspectos, ao premiado filme sul-coreano “Parasita”. Ambos apresentam histórias centradas na inveja e na disparidade de classes sociais. E ambos mostram como essas disparidades resultam em conflitos violentos. Entretanto, enquanto a obra de Bong Joon-ho trouxe um frescor ao cinema mainstream, essa produção de streaming apenas requenta assuntos já discutidos em outros filmes, com qualidade inferior ao que veio antes. Escrito e dirigido por David Pastor e Àlex Pastor (de “Vírus”), o longa-metragem acompanha Javier Muñoz (Javier Gutiérrez), um publicitário veterano tentando reaver as suas glórias do passado. Quando o conhecemos, Javier participa de diversas entrevistas de emprego, exibindo um portfólio de duas décadas atrás. Incapaz de se adaptar aos novos tempos, ele não encontra trabalho em nenhuma agência – ou recusa as ofertas que lhes são feitas. Sem dinheiro para pagar o aluguel, Javier precisa sair do apartamento de luxo onde vivia e se mudar para um bairro afastado. Obcecado com a sua antiga moradia, o protagonista começa a espiar a família de Tomás (Mario Casas), novos moradores do local. Ainda em posse da sua chave, Javier passa a invadir o apartamento, onde ainda se sente em casa. Sua obsessão evolui ao ponto de Javier se aproximar de Tomás com o intuito de recuperar a imagem bem-sucedida que lhe foi tomada. Vale destacar, porém, que embora Tomás pareça ter a vida de comercial de margarina desejada por Javier, esse não a adquiriu com o suor do seu trabalho: o segredo do sucesso de Tomás foi casar-se com a filha do dono de uma grande empresa de transporte. Trata-se, portanto, de uma falsa meritocracia, exposta pelo próprio Tomás em determinado momento. A aparência de sucesso é mais importante do que o sucesso em si. E o jogo de aparências encontra o tabuleiro perfeito na ascensão social predatória do filme: Javier deseja roubar o seu antigo status, literalmente tomando o lugar de Tomás. Esta talvez seja a maior diferença entre “A Casa” e “Parasita”. Pois no caso do longa-metragem sul-coreano, existia uma relação quase de apego ao hospedeiro, enquanto a obra espanhola é movida pela necessidade de conquistar e substituir. Ao fazer esta escolha, os diretores/roteiristas não se esforçam em se distanciar do caminho já trilhado por muitas outras histórias movidas por inveja e ganância, que normalmente seguem a mesma narrativa. Até mesmo os momentos em que o protagonista invade o apartamento e é quase flagrado pelos moradores parecem cópias de outras produções mais bem-sucedidas: como “Enquanto Você Dorme”, para ficar apenas no cinema espanhol. A obviedade da narrativa torna “A Casa” um filme raso. A comparação com “Parasita”, portanto, é também bastante injusta.
Em clima de revolta social, Os Miseráveis não decepciona
“Os Miseráveis” (2019) é o primeiro longa-metragem de de Ladj Ly, diretor nascido em Mali e residente na França. Tem como base um curta de mesmo nome (de 2017) e foi consagrado no Festival de Cannes com o Prêmio do Júri, dividindo a honraria com “Bacarau”, de Kleber Mendonça Filho. São, aliás, dois filmes que têm muito em comum, tratando de uma reação à violência e autoritarismo de quem se acha acima da lei. Ambos os filmes, apesar de diferentes em outros aspectos, estão entre as obras recentes que melhor refletem o seu tempo. Muitos também comparam “Os Miseráveis” a “Faça a Coisa Certa” (1989), de Spike Lee, devido ao final explosivo. E a comparação tem mesmo tudo a ver. A trama segue o ponto de vista de uma dupla de policiais. Um deles sai da província para ir trabalhar em Paris, mais especificamente na brigada anti-crime de Montfermeil. O lugar serviu de locação para o romance clássico de Victor Hugo, daí o motivo do título do filme, que serve como homenagem a “Os Miseráveis” mais famoso e também como referência a uma situação social ainda muito complicada na região. O policial que está chegando, Pento, vivido por Damien Bonnard (de “Na Vertical”), é o que mais se aproxima do espectador, já que tem uma visão mais pacífica e totalmente alheia da rotina daquela sociedade e da atuação de seus colegas policiais, de nomes Gwada (Djibril Zonga) e Chris (Alexis Maneti). Como o público, ele acha estranho o estilo de trabalho de seus novos colegas, bastante violentos e cheios de si. E há as figuras das crianças marginalizadas. Há o garotinho que brinca com um drone, que filma tanto espaços privados quanto imagens públicas e que será crucial para a trama; há um outro que rouba um filhote de leão de um circo e que sofrerá violência mais adiante; e há toda uma fauna de adultos e crianças que têm sua importância para a história. O que se deve destacar como um dos méritos do filme é o quanto o jovem cineasta é capaz de povoar sua trama com vários personagens e várias situações e conseguir dar complexidade e profundidade a todos, tanto aos policiais quanto aos que vivem à margem da sociedade. Alguns podem ficar surpresos com o fato de o diretor abrir e encerrar o filme com o ponto de vista dos policiais. De todo modo, a escolha não tira a voz das crianças. Ao contrário, é fácil se sentir incomodado com a atitude autoritária e torcer por uma revolta. Quanto a isso, o filme não decepciona.
Festival de Cannes desiste da edição de 2020, mas irá promover os filmes selecionados
Em meio às incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, a organização do Festival de Cannes descartou qualquer possibilidade de realizar uma edição física do evento em 2020 e anunciou que vai criar um selo para que os filmes de sua seleção recebam reconhecimento, além de buscar parceria com outros festivais internacionais para promovê-los. Em entrevista realizada neste domingo (10/5) para o site Screen Daily, Thierry Fremaux, diretor do festival, confirmou que não será possível organizar o evento, mas descartou uma edição digital. Em vez disso, revelou seus planos para promover os filmes que deveriam ser exibidos em Cannes nesta semana, entre 12 e 23 de maio. Estes filmes vão receber um selo “Cannes 2020”. “Anunciaremos a lista no início de junho”, ele afirmou. “Em nosso coração, o que queremos fazer é promover os filmes que vimos e amamos. Recebemos filmes de todo o mundo, obras magníficas e é nosso dever ajudá-los a encontrar seu público. Uma vez anunciada a lista, o objetivo é começar a organizar eventos nos cinemas” para promover as obras selecionadas. Muitos dos filmes que não puderam estrear em Cannes devem aparecer em festivais do fim do ano, como os de Toronto, Veneza e Nova York, entre outros. Fremaux acrescentou que a ideia com Veneza é ir além de incluir um selo nas obras, mas apresentar filmes em conjunto. Até o momento, o Festival de Veneza mantém sua edição para 2020, inicialmente marcada para setembro, mas o governo italiano ainda não liberou a reabertura dos cinemas. Por conta disso, sua realização ainda não está 100% definida. Tudo vai depender da evolução da pandemia. Além de Cannes, os tradicionais festivais de cinema de Karlovy Vary, na República Tcheca, de Locarno, na Suíça, o SXSW, nos EUA, e de Edimburgo, na Escócia, já foram cancelados.
Mais de 500 artistas assinam manifesto contra Regina Duarte: “Ela não nos representa”
Um grupo formado por mais de 500 artistas, intelectuais e produtores culturais divulgou um manifesto de repúdio à Regina Duarte, secretária nacional de Cultura do governo Jair Bolsonaro. O texto reuniu assinaturas de atores, cantores, compositores, escritores, roteiristas, cineastas, artistas plásticos, fotógrafos e dançarinos em reação à polêmica entrevista da ex-atriz para a CNN Brasil, em que ela justificou muito mal a ausência de manifestações oficiais por ocasião de mortes de artistas ilustres, minimizou a ditadura militar brasileira, a tortura praticada no período, a crise sanitária do coronavírus e teve um chilique, interrompendo a entrevista, quando a emissora mostrou um vídeo enviado pela atriz Maitê Proença pedindo soluções para a classe artística em meio à pandemia. O grupo de artistas declara que faz parte da maioria que defende a democracia e apoia a independência das instituições para fazer valer a Constituição de 1988, pede respeito aos mortos e àqueles que “lutam pela própria sobrevivência no país devastado pela pandemia e pela nefasta ineficiência do poder público”, acrescenta que “não tolera os crimes cometidos por qualquer governo, que repudia a corrupção e a tortura e que não deseja a volta da ditadura militar”. O manifesto, com assinaturas de muitos antigos colegas da atriz na Globo, segue dizendo que não aceita “os ataques reiterados à arte, à ciência e à imprensa, e que não admite a destruição do setor cultural ou qualquer ameaça à liberdade de expressão”. E conclui afirmando: “Ela não nos representa.” Confira aqui a lista dos signatários e leia abaixo a íntegra do texto: “Brasil, 08 de maio de 2020 Somos artistas brasileiros e fazemos parte da maioria de cidadãs e cidadãos que defende a democracia e apoia a independência das instituições para fazer valer a Constituição de 1988. Fazemos parte da maioria que entende a gravidade do momento que estamos vivendo e pedimos respeito aos mortos e àqueles que lutam pela própria sobrevivência no país devastado pela pandemia e pela nefasta ineficiência do poder público. Fazemos parte da maioria de brasileiros que não tolera os crimes cometidos por qualquer governo, que repudia a corrupção e a tortura e que não deseja a volta da ditadura militar. Fazemos parte da maioria que não aceita os ataques reiterados à arte, à ciência e à imprensa, e que não admite a destruição do setor cultural ou qualquer ameaça à liberdade de expressão. Como artistas, intelectuais e produtores culturais, formamos a maioria que repudia as palavras e as atitudes de Regina Duarte como Secretária de Cultura. Ela não nos representa.”
Dua Lipa vira heroína espacial em novo clipe animado
Dua Lipa lançou uma nova versão do clipe de “Break My Heart”, feita inteiramente no formato de animação. O vídeo a transforma numa heroína interplanetária, ao estilo de Barbarella, que encontra força num coração de cristal para enfrentar um robô gigante. O vídeo é assinado pelo italiano Marco Pavone, que trabalhou na Disney, teve curtas exibidos na MTV e já assinou três longas animados – “00 – Zero Zero 3D” (2011), “Extra 3D” (2013) e “Tropico” (2017). E é bem diferente do clipe anterior, uma produção live-action lançada no final de março, em que a cantora britânica lidava com vários pretendentes e tentava “fugir” de um relacionamento mais sério. A canção é parte do álbum “Future Nostalgia”, uma coleção de faixas dançantes influenciadas pelo pop dos anos 1980.
Emicida lança clipe animado inspirado em Dragon Ball
O rapper Emicida divulgou o clipe de “Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo)”, que se materializa como uma animação inspirada em “Dragon Ball”. Fã declarado do anime, Emicida já tinha referenciado o desenho em outros trabalhos. A música conta com participações especiais de Zeca Pagodinho, da dupla Os Prettos e até de uma banda japonesa, a Tokyo Ska Paradise Orchestra, que fornece o instrumental com sopros. “Nesse momento de isolamento, estamos vivendo as relações de modo mais intenso e a tônica desse vídeo é a amizade”, disse Emicida, em comunicado. “Nós crescemos assistindo a esse tipo de animação, como o ‘Dragon Ball’, com nossos amigos. Então é uma maneira de revisitar uma lembrança nostálgica, aquele sentimento gostoso de trombar os nossos camaradas dentro de uma atmosfera que remete à nossa infância”. No clipe, Emicida aparece como uma versão do personagem principal, o Goku, que se locomove em uma nuvem voadora. Zeca Pagodinho é representado como o Mestre Kame (mestre de artes marciais e primeiro professor de Goku). Os Prettos são os guerreiros Tenshinhan e Caos, enquanto o grupo Tokyo Ska Paradise Orchestra teve o seu terno inspirado em um modelo usado por Kuririn. Ao final, todos correm de Godzilla, que acaba caindo no samba ao lado do fantasma do baterista Wilson das Neves (1936-2017), a quem o vídeo é dedicado. O vídeo tem direção de Felipe Macedo e produção da Laboratório Fantasma. Já a música foi disponibilizada num EP digital, acompanhada por duas versões cantadas em inglês.
Produções de Avatar 2 e série do Senhor dos Anéis já podem ser retomadas na Nova Zelândia
Exemplo de contenção à pandemia do novo coronavírus, a Nova Zelândia fechou tudo e, após a população ficar trancada em casa por dois meses, a curva de contaminação entrou em queda vertiginosa, permitindo um relaxamento gradual da quarentena nesta semana. Entre as atividades que tiveram permissão para serem retomadas está a produção de filmes e séries, entre eles as continuações de “Avatar”, da Disney, e a atração baseada em “O Senhor dos Anéis”, da Amazon. Os estúdios interessados em retomar os trabalhos precisarão seguir uma série de normas estipuladas pela Comissão de Filmes da Nova Zelândia e aprovadas pelo governo. Annabelle Sheehan, presidente da Comissão, informou que diversos sindicatos ligados à indústria cinematográfica da Nova Zelândia trabalham em conjunto para o estabelecimento dos procedimentos que permitirão “filmagens seguras”. As filmagens das sequências de “Avatar”, de James Cameron, estavam avançadas quando foram suspensas em meados de março. O diretor estava filmando simultaneamente “Avatar 2” e “Avatar 3”, visando lançar o primeiro em dezembro de 2021 e o próximo no final de 2023. Já a série ainda sem título de “O Senhor dos Anéis”, rodada nos mesmos cenários do filme, mal tinha começado a ser gravada, após longo período de pré-produção. Por isso, ainda não tem previsão de estreia.
Diretor de Hereditário e Midsommar vai produzir remake de comédia sci-fi sul-coreana
O cineasta Ari Aster, diretor dos filmes de terror “Hereditário” (2018) e “Midsommar: O Mal Não Espera a Noite” (2019), definiu seu próximo projeto. Ele vai produzir um remake americano do filme sul-coreano “Save the Green Planet!” (2003). Entretanto, não fará a direção. O responsável pela refilmagem será o próprio diretor do filme original, Jang Joon-hwan. Comédia de sci-fi, o filme acompanha um sujeito que acredita que mundo está sendo invadido por alienígenas. Num ato desesperado, ele decide salvar o planeta sequestrando o homem que seria o chefe da invasão. O filme original venceu vários prêmios, inclusive como Melhor Filme do Festival de Bruxelas, na Bélgica, e adquiriu fama de cult entre fãs de cinema alternativo. A trama original será adaptada por Will Tracy, roteirista da série “Succession” e do programa “Last Week Tonight with John Oliver”. Ainda não há previsão para o início da produção do remake.











