Diretor de “Os Dez Mandamentos” faz filme sobre a guerra da Ucrânia
Alexandre Avancini (da novela e do filme “Os Dez Mandamentos”) já contribuiu muito para a teledramaturgia brasileira e agora está mirando no cinema gringo. Diretor de novelas e apaixonado por histórias de guerra, ele colheu depoimentos reais sobre o conflito na Ucrânia e – ao se emocionar com os relatos – decidiu realizar um curta que falasse sobre o tema. E assim nasceu o projeto “War and peace”. O diretor pegou histórias de mulheres do exército ucraniano e transformou suas personagens em super-snipers. Ele mesmo escreveu a sinopse e o roteiro – de sete páginas – do projeto com a intenção de usar o curta como apresentação para angariar investimentos estrangeiros, visando realizar um longa. Dono de uma produtora instalada em Los Angeles, ele se reveza entre Brasil e os EUA. Tanto que o lugar escolhido para as gravações de “War and peace” foi Petrópolis, região serrana do Rio, em um haras chamado Mandala. Local que ele afirma ser “idêntico à Ucrânia”. O curta conta a história de cinco mulheres que são forçadas a entrar na guerra. Elas formam um verdadeiro esquadrão de snipers e lutam ferozmente contra o exercito russo. O elenco é composto por 11 atores: Jessika Alves, Tammy Di Calafiori, Rayanne Morais, Talita Maia, Marie McHugh, Cláudio Heinrich, Letícia Medina, Victor Pecoraro, Mari Cysne, Isa Salmen e Bruno Ahmed. Todos tiveram que deixar o português de lado e atuar em inglês e ucraniano. “War and Peace” marca a volta da parceria do diretor com Cláudio Heinrich, estrela de “Uga Uga” (2000), uma das novelas que Alexandre dirigiu na Globo. O último trabalho do ator no cinema tem nove anos – a comédia “Didi Quer Ser Criança” (2004). Com a falta de convites para atuar, Cláudio focou no jiu-jitsu e na faculdade de jornalismo, mas agora, com “War and Peace”, ele almeja um retorno triunfal ao ofício de ator. Já Alexandre Avancini foi responsável por sucessos como “Por Amor” (1997) e “Presença de Anita” (2001), antes de ir para Record em 2005 para dirigir a novela “Prova de Amor”, que virou um dos maiores sucessos na história do canal. E por lá ficou mais de 15 anos. Em 2016, Alexandre começou a se aventurar no cinema e se tornou um fenômeno de público. “Os Dez Mandamentos – O Filme”, um copilado da novela bíblica que ele dirigiu na Record, tornou-se uma das maiores bilheterias da história do cinema brasileiro. Depois disso, Alexandre foi escalado para dirigir a biografia do seu patrão, “Nada a Perder” – sobre a controversa história de vida do bispo Edir Macedo. E o longa também se tornou uma das maiores bilheterias do nosso cinema. Todos esses números foram contestados por acusações contra a Igreja Universal de comprar (e distribuir) os ingressos dos dois filmes entre seus fiéis. Na época, salas de cinema vazias foram expostas na internet e colocaram em cheque a credibilidade dos números. De qualquer forma, Alexandre – oficialmente – é um diretor com grandes números de bilheteria no Brasil. E agora quer estrear em Hollywood. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alexandre Avancini (@alexandre.avancini)
“Acapulco” é renovada para 3ª temporada
A Apple TV+ anunciou a renovação de “Acapulco”, série de comédia estrelada e produzida pelo comediante mexicano Eugenio Derbez, para sua 3ª temporada. A atração é inspirada pelo filme “Como se Tornar um Conquistador”, estrelado por Derbez em 2017, e foi desenvolvida por Austin Winsberg (criador de “Zoey e a Sua Fantástica Playlist”), Eduardo Cisneros (do fenômeno “Não Aceitamos Devoluções”) e Jason Shuman (que escreveu com Cisneros a comédia “Half Brothers”). A trama acompanha um jovem mexicano que consegue seu emprego dos sonhos em 1984, trabalhando num resort luxuoso na praia de Acapulco. Mas ele logo percebe que o trabalho é muito mais complicado do que imaginava, levando-o a questionar todas as suas crenças e morais. Curiosamente, esta premissa é apenas ligeiramente abordada no filme que inspirou a série – bem no começo, quando o amante latino do título internacional ainda estava em forma. A história de “Como se Tornar um Conquistador”, porém, era outra, acompanhando o protagonista já numa fase de ex-bonitão (Derbez), que precisa aprender a se virar após a mulher rica e mais velha com quem ele se casou há 25 anos resolve trocá-lo por um homem mais jovem. Derbez participa como narrador dos episódios, que se passam como um flashback da juventude de seu personagem, Máximo Gallardo. O papel do jovem Máximo é interpretado por Enrique Arrizon (“Aceleradas”). Veja abaixo o trailer da 2ª temporada.
Séries “Deixa Ela Entrar” e “Gigolô Americano” são canceladas
O canal pago americano Showtime anunciou o cancelamento das séries “Deixa Ela Entrar” (Let the Right One In) e “Gigolô Americano” (American Gigolo). As duas atrações eram baseadas em filmes e terminam após apenas uma temporada produzida. Além disso, a emissora decidiu não exibir a inédita “Three Women”, que já tinha sido totalmente gravada com Shailene Woodley (“Divergente”), Betty Gilpin (“GLOW”) e DeWanda Wise (“Jurassic World: Domínio”). Os cancelamentos vieram à tona durante o anúncio da fusão do canal com a Paramount+ nos EUA. Com a fusão, o Showtime passou a se chamar Paramount+ with Showtime. A mudança não afeta o mercado internacional. No Brasil, o conteúdo da Showtime já era oferecido pela Paramount+ desde 2021. Tanto “Deixa Ela Entrar” quanto “Gigolô Americano” foram lançados no país pela plataforma da Paramount Global. Durante a apresentação da fusão para o mercado norte-americano, nesta segunda (30/1), o CEO da Paramount, Bob Bakish, anunciou que a empresa “diminuirá o investimento de áreas com baixo desempenho e que representam menos de 10% de nossas visualizações. Já iniciamos conversas com nossos parceiros de produção sobre qual conteúdo faz sentido no futuro e quais programas têm potencial de franquia”. Adaptado do romance de mesmo nome de Lisa Taddeo, “Three Women” chegou ao Showtime após um leilão acirrado entre plataformas rivais. Segundo a Variety, a Paramount vai agora vender a série pronta para os antigos interessados no projeto. “Gigolô Americano” era baseada no filme de Paul Schrader de 1980 e trazia Jon Bernthal (o “Justiceiro” da Marvel) como Julian Kaye, profissional do sexo que foi vivido pelo então galã Richard Gere há 40 anos. A trama se passava 15 anos depois da história original, acompanhando o protagonista após sair da prisão pelo crime em que foi falsamente implicado. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista-produtor David Hollander, um dos principais escritores de “Ray Donovan”, que já tinha lidado com a indústria do sexo no longa “Censura Máxima” (2000). Mas ele foi demitido durante as gravações, após denúncia e investigação de mau comportamento nos sets, deixando o cargo de showrunner nas mãos de Nikki Toscano – que trabalhou em “Revenge”, “Bates Motel” e na recente “The Offer”. “Deixa Ela Entrar” adaptava o livro do autor sueco John Ajvide Lindqvist, que inspirou o filme original “Deixa Ela Entrar” (2008) e sua refilmagem “Deixe-me Entrar” (2010), estrelada por Chloe Moretz e assinada por Matt Reeves (o diretor de “Batman”). A história acompanha um pré-adolescente que, vítima de bullying de seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos que começaram a abalar a população local. A série foi desenvolvida por Andrew Hinderaker, roteirista de “Penny Dreadful” e criador de “Away”, e enfatizava o relacionamento da vampira com seu “pai”, trazendo o ator mexicano Demián Bichir (“Mundo em Caos”) no principal papel adulto da trama. Já a menina era vivida por Madison Taylor Baez, a jovem Selena de “Selena: A Série”. A escalação com intérpretes latinos era completamente diferente das versões anteriores, mas as mudanças também atingiram o menininho loiro da adaptação original, que foi interpretado por um ator mirim negro, Ian Foreman (“Merry Wish-Mas”). O elenco também incluía a brasileira Fernanda Andrade (“A Filha do Mal”). Veja os trailers nacionais das duas séries canceladas.
HBO troca protagonistas de “My Brilliant Friend”. Veja primeira foto das novas Lenu e Lila
A HBO trocou as protagonistas de “My Brilliant Friend”. A primeira foto da 4ª e última temporada da série apresenta as novas intérpretes das amigas geniais da escritora Elena Ferrante. A atriz Alba Rohrwacher é a nova Elena Greco, a Lenu (vivida nas temporadas anteriores por Margherita Mazzucco), enquanto Irene Maiorino assume o papel de Lila Cerullo (que era interpretada por Gaia Girace). Um detalhe curioso é que Alba é irmã da cineasta Alice Rohrwacher, que dirigiu episódios da 2ª temporada. Alba Rohrwacher também é uma estrela aclamada na Itália, que já venceu a Copa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza por “Corações Famintos” (2014). Menos conhecida, Irene Maiorino atuou em “Gamorra: A Série” (2014-2021). A 4ª temporada completa a adaptação completa da Tetralogia Napolitana de Elena Ferrante, numa coprodução entre a HBO e a rede pública italiana Rai. A saga literária de Ferrante, que no Brasil ficou conhecida como “A Amiga Genial”, acompanha as amigas Lenu e Lila da infância à vida adulta, tendo como pano de fundo a história da Itália na metade final do século 20. O último volume se chama “História da Menina Perdida”. “Quando decidimos trazer para a tela a obra-prima de Elena Ferrante, a Tetralogia Napolitana, sabíamos que a história de Elena e Lila tinha que ser contada em sua totalidade. É emocionante e agridoce embarcar nesta quarta e última temporada”, disse Francesca Orsi, vice-presidente de programação da HBO na Itália, em comunicado oficial. “My Brilliant Friend” encerrou sua 3ª temporada em 27 de fevereiro de 2022 e os novos episódios ainda não tem previsão de estreia.
Adama Niane, ator de “Lupin”, morre aos 56 anos
O ator francês Adama Niane, que viveu um dos principais antagonistas da série “Lupin”, morreu no domingo (29/1), aos 56 anos. A causa da morte do artista, que viveu o ex-presidiário Léonard Kone na produção da Netflix, não foi informada. O protagonista de “Lupin”, Omar Sy, lamentou a morte do colega nas redes sociais: “Eu estendo minhas profundas condolências aos entes queridos de Adama Niane, um ator imenso, ao lado do qual tive a oportunidade e o prazer de atuar. Um homem de rara benevolência. Que sua alma descanse em paz.” Na série da Netflix, Kone foi um criminoso a serviço do vilão Hubert Pellegrini (Hervé Pierre). Nascido em Paris, Niane começou a trabalhar em produções televisivas nos anos 1990 e teve uma longa carreira como ator. Antes de “Lupin”, ele também se destacou na minissérie inglesa “The Last Panthers” (2015), que ficou conhecida por ter como trilha uma das últimas músicas de David Bowie. Entre seus trabalhos de cinema, destacam-se ainda os filmes “Baise-moi” (2000), “35 Doses de Rum” (2008), da premiada cineasta Claire Denis, “Um Amor Necessário” (2019), “Estranhos em Casa” (2019) e “Felicidade” (2020). Seu último papel foi na minissérie policial “L’île aux 30 Cercueils”, lançada em 2022 na França.
Sobrinho de Michael Jackson vai viver cantor no cinema
A cinebiografia de Michael Jackson definiu seu ator principal. O escolhido foi Jaafar Jackson, de 26 anos, que é filho de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael Jackson. O sobrinho do Rei do Pop também tem uma incipiente carreira de cantor, mas nenhuma experiência como ator em seu currículo. Suas participações em sets de gravação consistem de aparições em clipes de parentes e no reality da família, “The Jacksons: Next Generation”. O filme de Michael Jackson, por sinal, tem como produtores executivos a família do astro falecido. “Sinto-me humilde e honrado em dar vida à história do meu tio Michael. Para todos os fãs de todo o mundo, vejo vocês em breve”, Jaafar escreveu em seu Instagram, ao lado de um foto em que aparece fantasiado de Michael Jackson. Intitulado “Michael”, o projeto está a cargo do produtor Graham King, que renovou o interesse pelas cinebiografias musicais com o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. O roteiro foi escrito por John Logan, que já foi indicado três vezes ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), e será dirigido por Antoine Fuqua (de “O Protetor”). Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi o cantor solo mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas que o tornaram mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu denúncias de abuso de menores contra o cantor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaafar Jackson (@jaafarjackson)
Criadores de séries canceladas acusam Warner Bros. Discovery de “ferir diversidade”
Os criadores e showrunners de “Tuca & Bertie”, “Gordita Chronicles” e “Whistleblower”, séries canceladas e excluídas do catálogo da HBO Max, acusaram a Warner Bros. Discovery de “ferir os trabalhadores e a diversidade”, uma vez que a maioria das atrações canceladas eram comandadas por minorias. A acusação foi feita por meio de uma carta aberta, publicada no site do WGA, o Sindicato dos Roteiristas dos EUA. “As baixas desta megafusão incluem inúmeros projetos criados por, apresentando e/ou centrados nas experiências de mulheres e pessoas de cor”, afirma o post, citando vários títulos que foram descartados pela empresa desde que David Zaslav assumiu o posto de CEO. A publicação cita como exemplos notáveis “’Batgirl’, um dos poucos filmes de super-heróis convencionais a apresentar uma atriz principal latina; ‘Full Frontal With Samantha Bee’, um dos poucos programas noturnos apresentados por mulheres; ‘Gordita Chronicles’, uma série sobre uma família de imigrantes dominicanos cuja showrunner era uma mulher latina; ‘Tuca & Bertie’, uma série animada com duas protagonistas dubladas por atrizes não brancas, e ‘Chad’, uma série sobre um adolescente iraniano nos EUA, criada e estrelada pela comediante iraniana-americana Nasim Pedrad”. Claudia Forestieri, criadora de “Gordita Chronicles”, falou na publicação que “eu entrei na televisão para combater os estereótipos negativos do mainstream a respeito das comunidades latinas e contar histórias como ‘Gordita Chronicles’, que apresenta uma jovem dominicana que imigra com sua família para Miami. A showrunner [Brigitte Muñoz-Liebowitz] e eu fizemos tudo ao nosso alcance para preparar a série para o sucesso, e a 1ª temporada foi regada com críticas positivas e fortes números de audiência”, explicou ela. “Mas após a fusão, a HBO Max recebeu um novo mandato de sua liderança da Discovery para cortar custos e ‘Gordita Chronicles’ foi cancelada apenas cinco semanas após a primeira exibição e agora será removida da plataforma. Os executivos do estúdio alegaram que o cancelamento refletia o ‘rebranding’ da HBO – por implicação, se distanciando de séries sobre famílias latinas. Essa fusão forneceu evidências bastante nítidas e imediatas de que a consolidação da indústria não apenas prejudica a diversidade e a inclusão, mas também pode contribuir para o apagamento dos latinos americanos.” Lisa Hanawalt, criadora de “Tuca & Bertie”, também se manifestou, afirmando: “eu originalmente criei ‘Tuca & Bertie’ para a Netflix, mas quando eles a cancelaram depois de apenas uma temporada, brigamos para que a série fosse para a rede Adult Swim da Warner. A série protagonizada por mulheres tinha sido um sucesso cult e uma queridinha da crítica – os executivos da Warner sabiam que precisava de apoio publicitário e tempo para aumentar os espectadores no espaço da animação adulta dominado por homens”, contou ela. Porém, segundo Hanawalt, o problema novamente foi o mesmo. “A fusão ocorreu pouco antes do lançamento da temporada mais recente, e quase todos que trabalhavam na equipe de marketing de ‘Tuca & Bertie’ foram demitidos. Em seguida, vários dos principais executivos do Adult Swim e HBO Max saíram em meio à turbulência. Os projetos de marketing planejados para promover a nova temporada não aconteceram. Então descobrimos que a série havia sido cancelada”, contou ela. “Já é mais difícil para programas centrados em mulheres, e essa fusão nos custou o apoio de que precisávamos para prosperar”. Por fim, Moisés Zamora também contou a sua experiência criando a série “Whistleblower”, “um drama focado em mulheres advogadas e defensoras que lutaram contra uma cultura de assédio sexual e corrupção nas forças armadas dos EUA, alcançando ganhos históricos após o assassinato da soldado mexicana-americana Vanessa Guillén em Fort Hood”. Zamora explicou que “após um processo de licitação com vários canais, vendi o ‘Whistleblower’ para a HBO Max em fevereiro de 2021. Durante o desenvolvimento, só recebemos elogios dos nossos executivos. As protagonistas eram três mulheres BIPOC [abreviação para negras, indígenas ou pessoas de cor], e era uma história que eu estava animado para contar. Apesar de tudo, a série foi cancelada logo após a fusão, antes de entrar em produção. A especulação da imprensa é que a nova empresa está se concentrando mais no que é visto como conteúdo voltado para o ‘americano médio’. Mas comunidades negras, asiáticas e latinas também são ‘americanos médios’”. A carta aberta do WGA denuncia “a série de fusões que nos trouxe até aqui – primeiro a fusão de US$ 85 bilhões da AT&T-Time Warner e depois a fusão de US$ 43 bilhões da WarnerMedia-Discovery”. “Cada uma prometeu criar um concorrente melhor, mas, em vez disso, deixou a entidade fundida sobrecarregada de dívidas e focada em cortar custos para racionalizar essas desastrosas decisões de negócios”, aponta o texto. “No entanto, a mania de fusões da mídia não mostra sinais de desaceleração; a última especulação da indústria é que a Comcast pode tentar adquirir a Warner Bros. Discovery”, continua a postagem. “Sem uma intervenção do governo, esse ciclo de consolidação reativa provavelmente continuará até deixar apenas três ou quatro empresas controlando todo o conteúdo, enquanto os criadores e consumidores de conteúdo pagam o preço por essas fusões dispendiosas”.
Marilyn Manson enfrenta novo processo por agressão sexual contra menor
O cantor Marilyn Manson está enfrentado um novo processo de agressão sexual. Segundo a revista Rolling Stone, o novo caso é relativo à agressão sexual cometida por Manson contra uma menina menor de idade na década de 1990. A ação foi movido no tribunal de Long Island, em Nova York, por uma autora anônima identificada apenas como “Jane Doe”. No processo, ela nomeia Manson (cujo verdadeiro nome é Brian Warner) e suas antigas gravadoras, a Interscope e a Nothing Records, como réus. Conforme relatado pela Rolling Stone, o processo “inclui acusações de agressão sexual e imposição intencional de sofrimento emocional contra Warner, e negligência e imposição intencional de sofrimento emocional, entre outras acusações, contra as gravadoras”. A vítima teria conhecido o cantor após um show em Dallas, em 1995, quando ele convidou-a e outra garota para entrarem no seu ônibus de turnê. Na ocasião, ele teria perguntado especificamente as suas idades, notas escolares, endereços residenciais e números de telefone. Jane Doe tinha 16 anos na época, sendo que a idade de consentimento no estado do Texas é de 17 anos. “Dentro do ônibus da turnê, o réu Warner realizou vários atos de conduta sexual criminosa contra a autora, que era virgem na época, incluindo, entre outros, cópula forçada e penetração vaginal”, afirma o processo. “Um dos membros da banda assistiu ao réu Warner agredir sexualmente a autora.” O processo afirma ainda que “a autora estava com dor, assustada, chateada, humilhada e confusa. Depois que ele terminou, o réu Warner riu dela… Então, o réu Warner exigiu que a autora ‘saisse do meu ônibus’ e ameaçou a autora que, se ela contasse a alguém, ele mataria ela e a sua família”. O abuso, porém, não teria se encerrado ali. Ao longo dos anos seguintes, o cantor teria influenciado a vítima a entrar numa espiral de abuso de drogas. O processo também aponta que Manson controlava quem a vítima poderia ver, com quem ela poderia interagir, além de tê-la convencido a fazer sexo com “outros membros da banda ou seu assistente ao mesmo tempo”. Ele também exibia um “comportamento hostil e verbalmente abusivo”, o que incluía o uso de calúnias raciais e outras ofensas, como chamá-la de gorda. O processo alega que as gravadoras “estavam bem cientes da obsessão do réu Warner com violência sexual e agressão sexual de menores”. Segundo o que foi apontado pelos advogados da vítima, a Interscope e a Nothing Records nunca tiveram “um sistema ou procedimento razoável para investigar, supervisionar ou monitorar sua equipe e/ou agentes, incluindo o réu Warner, para evitar aliciamento pré-sexual e assédio sexual, abuso sexual e agressão a fãs, incluindo menores e mulheres”. “Os réus Interscope e Nothing Records estavam cientes da prática do réu Warner de agredir sexualmente menores e ajudaram e encorajaram tal comportamento”, continua o processo. “Como resultado do abuso e agressão sexual de Brian Warner, permitido e encorajado pelos réus Interscope e Nothing Records, a autora sofreu grave sofrimento emocional, físico e psicológico, incluindo vergonha e culpa, perda econômica, capacidade econômica e perda emocional.” Jeff Anderson, um advogado conhecido por sua luta contra o abuso sexual dentro da Igreja Católica, é um dos advogados do caso. Ele disse à Rolling Stone que “este processo desta sobrevivente é um passo gigantesco para jogar luz numa indústria que esconde perigos à vista de todos. É hora de encarar a música. Novas leis dão aos sobreviventes tempo para tomar medidas reais por justiça e proteção”. “Novas leis poderosas em Nova York e na Califórnia dão aos sobreviventes adultos a chance de tomar medidas legais contra predadores e aqueles que os protegem e lucram com eles”, continuou o advogado. “Somos gratos aos sobreviventes e a tantos outros que agora se alinham conosco para expor os predadores e aqueles da indústria da música que permitiram, promoveram e lucraram com sua violência contra os vulneráveis”. Recentemente, Marilyn Manson fechou um acordo com a atriz Esmé Bianco (conhecida pelo papel de Ros em “Game of Thrones) para encerrar o processo de abuso e agressão sexual que ela havia aberto contra ele. Além de Bianco, várias outras mulheres fizeram acusações similares contra o cantor, incluindo a sua ex-noiva, a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”).
Comentário racista de Gabriel choca Larissa e o público do “BBB 23”
Gabriel Fop segue firme na disputa de pior participante da história do “BBB”. Nesta segunda (30/1), ele chocou Larissa Santos com um comentário racista sobre o cabelo de Bruno “Gaga”. Enquanto estavam na academia do “BBB 23”, o ex-Casa de Vidro passou a mão no cabelo do atendente de farmácia e disse para Larissa: “C#ralho… Passa a mão no cabelo do Bruno, ó. Duro”. Sem jeito, o alagoano respondeu: “É o gel, menino. Fica assim”. “Parece o carpete da grama ali”, continuou Gabriel aos risos. Larissa preferiu não dizer nada e sair de cena. Minutos depois, a professora de educação física contou para Fred sobre o que acabara de presenciar. “O Gabriel falou um negócio pro ‘Gaga’ [Bruno] que eu fiquei [em choque]… Ele falou: ‘Ah, seu cabelo é duro que nem os carpetes aí da rua’”, contou a personal trainer. “Ah, não, velho. Isso é pesado”, respondeu o YouTuber chocado. “Ele [Bruno] ficou sem graça, sabe? Mas eu nem falei nada. Saí”, completou Larissa. Nas redes sociais, a revolta se multiplicou. “Cara sem noção” foi o comentário mais leve. Alguém até lembrou situação parecida que aconteceu no “BBB 21”: “Quero ver o Tadeu dá aquela aula que o Thiago deu quando o Rodolfo fez o que fez com João… Aguardando o Jogo da Discórdia, pois foi nesse dia mesmo que o Thiago falou”. Comentando um movimento bizarro de defesa da permanência de Gabriel no programa, uma internauta profetizou: “Os fãs desse cara vão se arrepender de deixar ele aí. O cara vai se queimar mais e mais. E olha que tá retraído. Se voltar vai só fazer e falar merd*!” Gabriel disputa com Domitila Barros e Cezar Black o paredão desta semana no reality da Globo. Os fãs desse cara vão se arrepender de deixar ele aí. O cara vai se queimar mais e mais. E olha que tá retraído. Se voltar vai só fazer e falar merda! — F… (@Badzon4) January 30, 2023 Quero ver o Tadeu dá aquela aula que o Thiago deu quando o Rodolfo fez oque fez com João… Aguardando o jogo da discórdia Pois foi nesse dia mesmo que o Thiago falou — Debora Rafaela (@DeboraR30056077) January 30, 2023 – Larissa contando que ouviu o GABRIEL FOP falando pro GAGA que o cabelo dele é duro igual a grama da casa do BBB e a GAGA ficou sem graça #BBB23 #ForaGabriel pic.twitter.com/CsGKJUPU7j — Thaylor 🦅🥀 AI PRETO (@lorthay25) January 30, 2023 Militância chata? Ta de sacanagem ne fdp — Thaylor 🦅🥀 AI PRETO (@lorthay25) January 30, 2023 Racismo já foi a gota d'água, né, @boninho expulsa logo esse garoto! #BBB23 — Conta Tudo, Mohamed! 📢 #BBB23 (@eusouomohamed) January 30, 2023 Abuso psicológico e racismo não é entretenimento Gabriel tem que ser EXPULSO — Links da NBA 🏀 (@nbalinksbrasil) January 30, 2023
Phoebe Dynevor deixa “Bridgerton” e não aparecerá na 3ª temporada
A atriz Phoebe Dynevor, protagonista das duas primeiras temporadas de “Bridgerton”, não vai participar da próxima temporada da atração. A informação partiu da própria atriz, em entrevista ao site Variety. “Bem, eu fiz minhas duas temporadas”, disse ela quando questionada sobre seu futuro em “Bridgerton”. “Fiz o que queria com essa personagem e ela teve um ótimo arco. Se eles me chamarem de volta no futuro, quem sabe?” Em outra entrevista, desta vez para o site ScreenRant, Dynevor reforçou que “infelizmente não estou na 3ª temporada. Potencialmente no futuro. Mas a 3ª temporada, estou animada para assistir como espectadora”. Seu contrato previa apenas duas temporadas e agora ela se junta a Regé-Jean Page, intérprete do Duque de Hastings, na vida após a série. Primeiro a abandonar a atração, Page só foi contratado para uma temporada e decidiu não estender o acordo para aparecer em novos capítulos. A nova temporada também trará outra mudança. A nova showrunner, Jess Brownell, decidiu se focar nos personagens Colin (Luke Newton) e Penelope (Nicola Coughlan), pulando o terceiro livro da franquia de Julia Quinn. “Bridgerton” é uma adaptação das obras de Quinn. Depois de adaptar “O Duque e Eu”, o primeiro volume da saga literária, com foco em Daphne Bridgerton (Dynevor), a filha mais velha da família Bridgerton, e “O Visconde que Me Amava”, em que o solteiro mais cobiçado da temporada de bailes foi Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey), a 3ª temporada vai se focar em “Os Segredos de Colin Bridgerton”, o quarto livro. A mudança faz sentido no contexto da série, já que a relação dos dois teve mais desenvolvimento nas duas primeiras temporadas do que o arco de Benedict (Luke Thompson), foco do terceiro livro, “Um Perfeito Cavaleiro”. Além disso, no último episódio da 2ª temporada, Penelope ouviu Colin dizer que jamais se casaria com ela, gancho clássico de trama romântica. “Como assistimos a esses dois atores em nossas telas desde a 1ª temporada, já estamos investidos neles. Sabemos quem eles são como pessoas”, disse Brownwell à Variety. “Eu sinto que, especialmente na última temporada, há esses momentos de tensão entre eles, em que Colin quase percebe que Penelope sente algo por ele, mas não chega lá. Em vez de deixar essa dinâmica de lado, queríamos empurrá-la para a 3ª temporada. Realmente parecia o momento perfeito para começar.” A 3ª temporada de “Bridgerton” ainda não tem previsão de estreia. Mas o público poderá ver Phoebe Dynevor em outras produções, como no drama “Fair Play”, vendido recentemente para a Netflix pelo valor de US$ 20 milhões, e a comédia “The Threesome”, sobre um casal que decide fazer sexo a três. Nenhum dos dois filmes tem data de lançamento definida.
Julia Roberts e Jennifer Aniston vão trocar de corpos em comédia
As atrizes Julia Roberts (“Ingresso para o Paraíso”) e Jennifer Aniston (“The Morning Show”) vão estrelar uma comédia sobre troca de corpos. De acordo com o site Deadline, o filme está sendo desenvolvido para a plataforma de streaming Amazon Prime Vídeo. O projeto foi disputado por diferentes serviços de streaming antes de ir parar na Prime Video, que já tem experiência de trabalho com Roberts (em “Homecoming”). Um dos fatores que impulsionou a disputa foi o sucesso recente da comédia “Ingresso para o Paraíso” (2022), estrelada por Roberts e George Clooney, que rendeu mais de US$ 160 milhões nas bilheterias mundiais. Apesar disso, não foram divulgados maiores detalhes sobre a trama. O projeto também não tem título nem previsão de estreia. Além de estrelarem, as duas atrizes vão produzir o filme, ao lado de Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”). A direção ficará por conta de Max Barbakow, diretor da ótima comédia “Palm Springs” (2020). Curiosamente, essa não é a única comédia sobre troca de corpos em produção. Outro filme atualmente em desenvolvimento é “Family Leave”, que será estrelado por Jennifer Garner (“De Repente 30”) e Emma Myers (“Wandinha”). Julia Roberts será vista a seguir no drama “Leave the World Behind”, dirigido por Sam Esmail (“Mr. Robot”), que será lançado em dezembro. Já Jennifer Aniston estrela a comédia “Mistério em Paris”, continuação de “Mistério no Mediterrâneo” (2019), que ficará disponível em 31 de março na Netflix.
Bicho-Papão: Novo terror de Stephen King ganha trailer
A 20th Century Studios divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado do terror “Bicho-Papão: O Conto” (The Boogeyman), adaptação de um conto de Stephen King. A prévia destaca a presença do personagem-título, um monstro que se esconde na escuridão e só parece ser visto pelas crianças. O trailer também dá a entender o motivo de a 20th Century ter escolhido lançar esse filme nos cinemas, e não no streaming como havia sido planejado. Com uma ambientação sombria e tensa, e com diversas cenas de susto, é o tipo de obra que parece se beneficiar da imersão da sala de cinema. A trama do filme vai acompanhar uma adolescente e sua irmã mais nova que ainda estão se recuperando da trágica morte da sua mãe. Porém, elas se veem atormentadas por uma presença sádica na casa e lutam para fazer com que seu pai, ainda em luto, também perceba aquela ameaça antes que seja tarde demais. O elenco é formado por Chris Messina (“Eu Me Importo”), Sophie Thatcher (“Yellowjackets”), Vivien Lyra Blair (“Obi-Wan Kenobi”), David Dastmalchian (“O Esquadrão Suicida”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Madison Hu (“Bizaardvark”). O roteiro da adaptação foi escrito por Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas de “Um Lugar Silencioso”), em parceria com Mark Heyman (“Cisne Negro”), e a direção ficou por conta de Rob Savage (“Cuidado Com Quem Chama”). Vale lembrar que a história já rendeu um curta de 28 minutos em 1982, que também foi lançado num vídeo de 1994 como parte de uma antologia de adaptações dos contos de “Sombras da Noite”. Só que nesta versão não existem adolescentes na trama, apenas um homem calvo de meia-idade, que busca auxílio com um psiquiatra ao se sentir assombrado em sua própria casa. “Bicho-Papão: O Conto” chega aos cinemas brasileiros em 1 de junho, um dia antes da sua estreia nos EUA.
Escritores processam Netflix por plágio em “Depois do Universo”
O casal de autores João e Lidia Ribeiro abriram um processo de plágio contra a Netflix. A dupla está pedindo uma indenização de R$ 70 milhões por conta do filme brasileiro “Depois do Universo”, estrelado pela cantora Giulia Be e por Henrique Zaga (“The Stand”). O processo foi motivado por supostas semelhanças entre o filme, lançado em outubro de 2022, e um dos livro do casal, intitulado “Juilliard – A Arte do Amor”, de 2018. Na trama do filme da Netflix, uma jovem pianista, que está à espera de um transplante de rim, cria uma conexão inesperada com seu médico e, com isso, encontra a coragem de realizar seus sonhos musicais. Já “Juilliard – A Arte do Amor” se passa em uma das maiores escolas de arte do mundo e acompanha Julie, uma jovem que sempre teve o sonho de estudar lá, mas que sofre de uma doença terminal. Ela estava preparada para tudo, exceto viver o único sentimento que ela não não queria, não desejava e não podia, que é amar. Os autores, que assinaram a obra com os pseudônimos J.O. Brook e L.B. Brook, apontaram diversas similaridades entre as duas narrativas, reforçando assim a afirmação de que se trata de plágio. As principais semelhanças são que, em ambos os casos, a protagonista é uma pianista com uma doença terminal que se apaixona por um jovem chamado Gabriel. Mas existem outras similaridades. Nas duas histórias, a protagonista é vista tocando um piano imaginário, Gabriel tem um melhor amigo gay, ele escolhe dar um colar de presente para amada e ainda o fato de que ela descobre uma piora em sua saúde após terminar o namoro. Ao todo, os escritores listaram 70 semelhanças entre as duas obras. Porém, também existem diferenças, como a profissão de Gabriel (um bailarino no livro e um médico no filme) ou a doença da protagonista (leucemia no livro e lúpus no filme). Mas a principal diferença é que o livro a protagonista morre e Gabriel fica vivo, enquanto o desfecho no filme é o oposto. Do valor que foi pedido pelos autores, R$ 50 milhões são correspondentes a danos materiais e R$ 20 milhões são por danos morais. Segundo João, o livro foi inspirado na história da sua mãe e do luto que ele sentiu após a morte dela. “Ver a minha dor sendo usada é um sentimento de violação”, disse João Ribeiro ao Splash. “Depois do Universo” foi co-escrito e dirigido por Diego Freitas (“O Segredo de Davi”). Ele trabalhou no texto com dois roteiristas colaboradores: o estreante Rodrigo Azevedo e o ator João Côrtes (que atuou em “O Segredo de Davi”) Até o momento nem os realizadores e nem a Netflix se manifestaram em relação ao processo.












