Gloria Groove faz show espetacular no The Town
Gloria Groove usou seu show na noite deste domingo (10/9) no palco The One, durante o festival The Town, para lançar o espetáculo “Noites de Gloria”, combinando elementos teatrais com uma estética que evoca o clima das baladas paulistanas. Foi, de fato, um verdadeiro espetáculo, que caiu nas graças do público e entrou para a lista das melhores apresentações do evento. Espetáculo de imagem e som Mostrando seu talento e carisma, a cantora iniciou com “Sobrevivi”, sinalizando o tom da apresentação. Vestida toda de branco e com uma coroa prateada, ela desceu de um pedestal, acompanhada de uma banda e dançarinos, também em branco, criando uma atmosfera mística. Numa performance de grande impacto visual, ela surpreendeu com várias trocas de figurino e pelo uso de efeitos no telão, que exibia uma lua gigante, símbolo da nova turnê. Além disso, os arranjos das músicas foram enriquecidos por um coral gospel e banda, acrescentando uma camada extra de sonoridade à apresentação. Noite de glória Outros pontos altos incluíram a presença do beatmaker Ruxell e uma variedade de ritmos, do pop ao funk. Gloria também optou por medleys, combinando trechos de sucessos como “A Queda”, “Bumbum de Ouro” e “Mil Grau” com samples de outros artistas, como Ja Rule e Valesca Popozuda. E o ápice ocorreu quando hits como “Bonekinha” e “Vermelho” inflamaram o público. “Os dias são de luta, mas as noites são de glória!”, exclamou a cantora, celebrando a apresentação. Com sua apresentação, Gloria rivalizou com nomes internacionais do festival e fez muita gente discutir quem fez o melhor show, ela ou Pabllo Vittar. Ambas arrasaram.
Globo censura beijo gay no “Domingão” e revolta redes sociais
A TV Globo voltou a ser foco de críticas nas redes sociais neste domingo (10/9) por censura ao afeto LGBTQIAP+. Após censurar beijos entre pessoas do mesmo sexo na novela “Vai na Fé”, a emissora cortou um beijo entre os atores Carmo Dalla Vecchia e Amaury Lorenzo durante o quadro Batalha do Lip Sync do programa “Domingão com Huck”. A edição cortou rapidamente a cena para mostrar a reação de Tiago Abravanel, outro concorrente do quadro, e a plateia. A interação ocorreu quando Carmo Dalla Vecchia, interprete de Érico em “Amor Perfeito”, surgiu vestido como drag queen dublando “Like a Virgin” e “Hollywood” de Madonna. Amaury Lorenzo, par romântico de Kelvin (Diego Martins) na mesma novela, participava como coadjuvante na apresentação. Quando os dois atores se aproximaram para um selinho, a câmara mudou de foco, alimentando imediatamente a revolta dos telespectadores. “Um selinho censurado, que vergonha”, comentou um internauta. Repercussão A insatisfação com o corte disparou nos tópicos do X (ex-Twitter). “O beijo do Carmo foi cortado em mais uma ação de censura do programa ‘família’ do Luciano Huck. A Globo dá um passo pra frente e três pra trás na representatividade”, apontou João Lima. Curiosamente, Déa Lúcia, mãe do falecido ator Paulo Gustavo, fez um discurso em defesa dos direitos LGBTQIAP+ logo após o corte, que foi exibido sem edições. “As pessoas têm que ser felizes e terem seus direitos garantidos”, declarou. Histórico recente de censuras da Globo Esse incidente ocorre meses após outra censura da Globo, envolvendo as personagens Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) na novela “Vai na Fé”. Na ocasião, a emissora também cortou uma cena que incluía um beijo entre as duas. Na verdade, foram várias reescritas para evitar o beijo, o que também atingiu os personagens Yuri (Jean Paulo Campos) e Vini (Guthierry Sotero). Carmo Dalla Vecchia é casado com o escritor João Emanuel Carneiro, enquanto Amaury Lorenzo tem sido destaque na trama “Terra e Paixão”. Os atores envolvidos ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso. Impressão minha ou rolou o boicote do beijo final? — Juliana Cotting (@JulickaCotting) September 10, 2023 O beijo que foi censurado pela produção do Domingão cadê Luciano Hulk o beijo cesurado ??? #Domingão pic.twitter.com/cUqNxfIzEv — Bruno Leicam (@brunomacielof) September 10, 2023 o beijo censurado no domingão CHEGAAA pic.twitter.com/hwV9ks0vfN — jurídico sabrina carpenter (@xininlandia) September 10, 2023 Exatamente 20 anos depois e o beijo ainda foi censurado kkkkkk e dizem que há progresso nos direitos. https://t.co/Z1G13uI3e3 — so blemer on the night (@lgblemer) September 10, 2023 CENSURADO – A edição do #Domingao cortou o momento do beijo entre Amaury Lorenzo, trajado com vestido de noiva, e Carmo Dalla Vecchia em uma performance que homenageou Madonna 🤔 #DomingaocomHuck — Fabio Maksymczuk (@tvfabio) September 10, 2023 Um selinho censurado, que vergonha #Domingão — A precursora da mom jeans (@marideia_) September 10, 2023 Cortaram o beijo ? E não foi um corte de câmera qualquer. Manteve muito tempo na plateia. Explica aí @tvglobo e @LucianoHuck ! Censurou ? É isto.. — Cotolinho (@cotolinho) September 10, 2023 o beijo censurado kkkkkk #caldeirao o mês lgbt já passou aí n pode mais mostrar na tv né kkkkkkk — indie (@1ND1S) September 10, 2023 Eu acho O CÚMULO em pleno 2023 a gente ainda ter que brigar por beijo gay censurado. Se sabe que não vai exibir, não crie a cena, é mais respeitoso. É a mesma coisa que autorizar casal lésbico em novela das 19h e não exibir os beijos dele. Desrespeitoso pra caralho. #Domingao — Rafael Revadam (@rafaelrevadam) September 10, 2023
Kim Petras faz show mais fraco do The Town
Kim Petras, primeira cantora trans a liderar as paradas americanas, foi uma das poucas estreias no Brasil da programação do festival The Town, mas não se saiu tão bem quanto Wet Leg no sábado (9/9), banda menos conhecida e patologicamente tímida. A popstar alemã tem 31 anos, sendo 17 deles dedicados ao pop dançante. Com um desempenho abaixo do esperado, ela não conseguiu transformar o autódromo de Interlagos em uma pista de dança efervescente, como era sua intenção. Em vez disso, sua performance encontrou uma audiência indiferente, composta principalmente por fãs de Bruno Mars, que preferiram permanecer sentados ou distraídos com suas selfies. A cantora alemã apostou em canções com títulos provocativos, como “Treat Me Like a Slut” e “They Wanna Fuck”, e incluiu a interpretação de “Unholy”, seu maior sucesso, gravado com Sam Smith. Mas a falta de uma banda de apoio e mudanças de figurino entregaram um show de pouca ambição, que ainda enfrentou problemas técnicos, como falhas de microfone. Petras se estabeleceu ao trabalhar com grandes nomes da produção musical, como Dr. Luke, Cirkut e Max Martin. Contudo, seu show deixa evidente a diferença entre o nível de produção em estúdio e sua performance ao vivo. Para piorar, a falta de originalidade em seus arranjos e a performance amadora sucederam, de forma contrastante, o show consagrador de Pabllo Vittar, que aconteceu minutos antes num palco menor.
Pabllo Vittar toca com banda e faz seu melhor show no The Town
Pabllo Vittar surpreendeu com um show memorável neste domingo (10/9) no festival The Town, em São Paulo. Divergindo do formato habitual de suas performances, a artista incorporou uma banda ao espetáculo, dando novos contornos a seus hits com solos de saxofone e guitarra. O espetáculo aconteceu no palco The One, um dos maiores espaços do evento, e o público compareceu em massa para vibrar com a artista. A inclusão da banda teve um impacto significativo, como ficou claro na reação dos fãs, predominantemente jovens, que responderam com entusiasmo redobrado. Mesmo aqueles menos inclinados ao som de Pabllo responderam positivamente às novas texturas sonoras. Diante das reações entusiasmadas, ela fez questão de frisar ao final da apresentação: “Com ou sem banda, eu sou o show”, deixando claro que o repertório e performance principal era dela. Esta mudança não é estranha à trajetória de Pabllo, que iniciou sua carreira como vocalista da banda do programa “Amor e Sexo” da TV Globo em 2017, antes de lançar-se em carreira solo. A artista parecia à vontade com os músicos, retomando uma dinâmica que faltava em suas recentes apresentações focadas em playback e dança. Participações e manifesto O show foi também marcado pela presença de Liniker e Jup do Bairro, adicionando mais um nível de excitação ao evento. Liniker contribuiu nas músicas “Disk Me” e “Baby 95”, enquanto Jup do Bairro adicionou sua voz em faixas como “Descontrolada” e “O Corre”. Um dos momentos de destaque foi quando Pabllo, erguida por bailarinos durante a performance de “Ultra Som”, do álbum “Batidão Tropical”, declarou com convicção de manifesto: “Meu nome é Pabllo Vittar, eu sou viado, eu sou drag”. A fala ressoou de forma notável, tanto no espaço físico do evento quanto nas redes sociais, onde fãs compartilharam o momento. Após passagens relâmpagos como convidada no Rock in Rio, Pabllo Vittar soube aproveitar um espaço só seu. Dando mostras de que percebeu o que fez, ela se emocionou na hora de sair do palco. Logo na beira dos bastidores, abraçou a mãe com visível sensação de felicidade pela realização de um dos melhores shows de sua carreira.
IZA encarna divindade no The Town
Com ares místicos, IZA abriu o palco principal do último dia do The Town, neste domingo (10/9), encarnando Afrodhit, divindade concebida como tema de seu novo álbum. Também escolheu as faixas recentes do disco “Afrodhit” para abrir o espetáculo numa aposta arriscada, já que o repertório do trabalho recém-lançado não conquistou plenamente os fãs. Em entrevista à Folha, Iza esclareceu que Afrodhit representa seu renascimento, um tema também ligado ao seu recente divórcio. “Vou dedicar [esse show] a todas mulheres que se sentem renascidas. O brilho pode até ofuscar, mas não apaga, não. A gente volta com tudo”, ressaltou. Nomes de peso IZA contou com a presença de MC Carol para dar voz à feminista “Fé nas Maluca”, faixa de trabalho do novo disco, e a funkeira aproveitou para incluir “Meu Namorado é Maior Otário”, que ressoou com o público. Do mesmo modo, o rapper L7nnon subiu ao palco para participar de “Fiu Fiu” e levantou a audiência com seu hit de 2022, “Ai Preto”. Para completar, Djonga marcou presença com “Sintoniza”, faixa também de “Afrodhit”, cujo ponto alto veio do telão, quando ele e IZA pararam diante do letreiro “Fogo nos racistas”, momento ovacionado pela plateia. Covers e hits A artista não se limitou a seu próprio catálogo. Ela cantou “Tá Ok”, do Kevin O Chris e Dennis DJ, e ainda prestou homenagem à Beyoncé, incorporando hits da americana ao setlist, que geraram as comparações entre as duas artistas nas redes sociais. Mas o melhor do show foi a parte final, que trouxe uma seleção de hits da cantora, como “Dona de Mim”, “Pesadão”, “Fé”, “Brisa” e “Ginga”. A recepção mais favorável ao repertório antigo e às participações especiais, acabou demonstrando que, ao contrário de Luísa Sonza, que também tocou diversas músicas de um disco recém-lançado no The Town, o repertório novo de IZA não agradou tanto.
“A Freira 2” estreia em 1º lugar nos EUA
A estreia de “A Freira 2” deu início à temporada de outono nas bilheterias da América do Norte. O terror da Warner Bros. abriu em 1º lugar com US$ 32,6 milhões com um lançamento em 3.726 salas de cinema. Em 2018, o primeiro “A Freira” teve uma abertura doméstica de US$ 53,8 milhões, chegando a uma arrecadação global de US$ 365,6 milhões. Embora a sequência não tenha alcançado os números da estreia original, o faturamento mundial total do fim de semana ficou acima das expectativas, estimado em US$ 88,9 milhões, um aumento de 118% em relação ao desempenho do 1º lugar do mesmo fim de semana no ano passado. Sucesso com críticas negativas No mercado internacional, “A Freira” arrecadou US$ 52,7 milhões em 69 países, com destaque para a América Latina. O México foi o mercado líder, com US$ 8,9 milhões, representando a maior estreia de um terror durante o período pós-pandêmico. Já o Brasil iniciou com US$ 4,4 milhões, conquistando 60% de participação na bilheteria local e alcançando o 2º melhor início para um filme da franquia “Invocação do Mal” no país. Entretanto, o terror ambientado em 1956, que traz um novo embate de Taissa Farmiga como a Irmã Irene contra a Freira do mal, não agradou público e crítica. O filme recebeu uma nota C+ no CinemaScore, avaliação feita com os espectadores na saída do cinema, e atingiu apenas 46% de aprovação no Rotten Tomatoes. Outros destaques Líder em sua estreia na semana passada, o thriller de ação “O Protetor: Capítulo Final”, estrelado por Denzel Washington, caiu para o 2º lugar, com US$ 12,1 milhões no fim de semana. Após 10 dias em cartaz, o filme da Sony atingiu uma arrecadação doméstica de US$ 61,9 milhões e global de US$ 107,7 milhões. A estreia de “Casamento Grego 3”, escrito, dirigido e estrelado por Nia Vardalos, ficou com o 3º lugar com US$ 10 milhões em 3.965 salas de cinema. Internacionalmente, o filme, ainda inédito no Brasil, rendeu apenas US$ 2,7 milhões em seus primeiros 21 mercados. A maior surpresa do ranking apareceu em 4º lugar, o filme em língua hindi “Jawan”, com uma impressionante arrecadação de US$ 6,2 milhões em apenas 87 cinemas. A estimativa mundial é de uma arrecadação de US$ 64,4 milhões, a maior já registrada para um lançamento em hindi. O thriller de ação estrelado pelo astro indiano Shah Rukh Khan também se tornou a maior estreia de Bollywood na Índia, com uma estimativa de US$ 42 milhões. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. “Barbie” chega a 1,4 bilhão O Top 5 se fecha com “Barbie”, que somou mais US$ 5,9 milhões e elevou seu total doméstico para US$ 620,5 milhões. O maior filme do ano até o momento também acumula um total de US$ 782,2 milhões no exterior, fazendo com que sua arrecadação global arredonde para US$ 1,4 bilhão. Vale lembrar alguns dos recordes do filme de Greta Gerwig: é o filme de maior bilheteria mundial de todos os tempos da Warner Bros, a maior arrecadação de Hollywood em 2023 e o maior título da Warner Bros em 40 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Argentina e Brasil. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | A FREIRA 2 2 | O PROTETOR: CAPÍTULO FINAL 3 | CASAMENTO GREGO 3 4 | JAWAN 5 | BARBIE
Marina Sena abre último dia do The Town com lágrimas e homenagem à Gal Costa
Marina Sena se emocionou muito ao abrir o último dia do festival The Town no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, neste domingo (10/9). A cantora fez uma apresentação como cover de Gal Costa, falecida em novembro passado, do visual ao repertório. A justificativa foi uma “homenagem” à “maior cantora do mundo” e “a voz que me tirou do interior”. Emoção e Lagrimas Antes mesmo de iniciar o espetáculo, Marina Sena começou a chorar durante entrevista para o Multishow. “Eu que agradeço [a oportunidade de cantar], pra c***. É porque Gal Costa é muito especial pra mim. É um presente gigantesco estar fazendo esse show aqui. Acho que me preparei a vida inteira para cantar esse repertório”, disse a artista, que lutou para segurar as lágrimas. Durante o show, ela reiterou o sentimento ao declarar que suas lágrimas estavam presentes, mas não impediam sua voz. Tributo Musical O repertório selecionado por Marina Sena remeteu ao clássico show “Fa-tal” de 1971 e a versões mais recentes de Gal Costa. E teve seus altos e baixos. Marina Sena encarou desafios ao cantar “Meu nome é Gal”, embora tenha ressaltado que seu nome é Marina. Pequenas falhas vocais e escolhas óbvias não esconderam a reverência com que a cantora executou o repertório, que a maioria do público presente provavelmente desconhecia, pela grande diferença geracional.
Marcius Melhem admite pensamentos sombrios após virar réu por assédio sexual
O humorista Marcius Melhem, que virou réu por assédio sexual em agosto, revelou ter pensado em suicídio. A revelação foi feito durante entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. “É uma dor que não passa. Você quer gritar para o mundo que não é aquela pessoa, que não fez aquilo, que tem provas. Mas ninguém quer te ouvir”, disse Melhem. O humorista vem realizando sessões de psicoterapia diárias e afirma que psiquiatras têm prescrito tratamentos mais intensivos em dias alternados para que ele consiga enfrentar a atual fase. Ele foi à Justiça contra Dani Calabresa em janeiro de 2021, meses após as acusações surgirem na imprensa no final de 2020. Com isso, as acusadoras entraram na Justiça, que só tornou o humorista réu no mês passado. A promotoria, que inicialmente citava 11 vítimas, incluindo as que se diziam testemunhas, levou adiante acusações de apenas três pessoas, afirmando que as demais – inclusive de Dani Calabresa – tinham prescrito. As acusadoras são as atrizes Carol Portes e Georgiana Coutinho Goes, e uma editora da TV Globo. A versão de Melhem Melhem se diz vítima de uma “junção de ressentimentos e de vinganças”. “As oito que me acusam são amigas, se conhecem, são de um mesmo grupo. Fica escancarado que houve uma combinação”, argumenta. Segundo sua versão, ele desmentiu todas as mulheres cujas acusações teriam prescrito. “É por isso que me dá desespero. Eu vejo que a coisa não para. Quantas mentiras eu tenho que provar para encerrar esse caso?”, questiona. “Mesmo numa guerra, há regras de humanidade. O que fizeram comigo foi desumano. Uma execração pública sem nenhuma prova, sem nenhum nome. É uma covardia muito cruel”, desabafou. “Eu provo que a Dani Calabresa mente, e ninguém nunca vai perguntar para ela por que ela mentiu. Você [a colunista] está aqui me perguntando milhões de coisas. Mas ninguém nunca pergunta nada a elas”. Abatido, ele não poupa críticas ao sistema judicial. Ressalta que antes da atual promotora, “quatro delegadas e cinco promotoras analisaram esse caso. E eu não fui indiciado nem denunciado por nenhuma delas.” Apoio O humorista destaca que o mais importante agora é o apoio de sua família, especialmente suas filhas Nina e Manuella. “Vamos, porque a vida é maior”, compartilhou ele, citando uma conversa com Joana, sua ex-mulher e mãe de suas filhas. “Com tudo o que aconteceu, ela está do meu lado. Porque ela viveu isso. Ela viu essas pessoas na minha casa. Ela sabe das mentiras”, finalizou o diretor. Se você está passando por um momento difícil e precisa de ajuda, ligue para o CVV (Centro de Valorização a Vida) pelo número 188. O serviço é gratuito e sigiloso.
Preta Gil tem alta após 28 dias e se prepara para nova cirurgia
A cantora Preta Gil recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã de domingo (10/9), após um período de 28 dias internada para o tratamento de um câncer no intestino. A cantora compartilhou a notícia com seus seguidores o Instagram, declarando estar emocionada e agradecida. “A tão sonhada alta chegou, dias desafiadores onde tive que lidar com muitas coisas difíceis mas ao mesmo tempo rodeada de competência e amor, muito amor, eu sou toda gratidão. Estou muito emocionada e talvez não consiga me expressar plenamente, o que importa é que venci mais essa batalha, vou me fortalecer para a próxima cirurgia e em breve poderei retomar minha vida”, escreveu Preta Gil no Instagram. No momento de sua saída do hospital, a cantora demonstrou bom humor, brincando com a quantidade de malas que possuía, que ocuparam “dois carrinhos”. Ela também celebrou o momento ao som de “Andar com Fé”, canção de seu pai, Gilberto Gil, e mostrou o reencontro com seus cachorros. “Muito grata a tudo o que vivi nesses 28 dias aqui no hospital”, acrescentou ao agradecer a equipe médica que ficou ao seu lado, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas. Cirurgia complicada Em agosto, a cantora submeteu-se a uma cirurgia extensa e complicada de 14 horas que incluiu uma histerectomia abdominal. O procedimento foi parte de um tratamento para adenocarcinoma, tipo de câncer que afeta o intestino e cujo diagnóstico foi confirmado em janeiro deste ano. Durante o período em que ficou internada, Preta usou uma sonda nasogástrica para se alimentar e aplicou uma bolsa de ileostomia, que deve ajudá-la na excreção de dejetos nos próximos meses. A artista, aliás, afirmou que o corpo dela ainda está se acostumando com a intervenção. Em conversa com o jornal O Globo, a cantora explicou o atual momento: “Hoje é um dia de adaptação em casa, ao enfermeiro, ao curativo, à troca de bolsa (de colostomia). Estou entendendo tudo, como vai ser, mas estou muito feliz de ter vencido essa etapa. Agora vou me fortalecer e me cuidar para a segunda cirurgia”. Próxima cirurgia A próxima cirurgia, programada para novembro, visa a religar o intestino e remover a bolsa de ileostomia e retomar a vida normal. Preta Gil projeta um mês adicional de hospitalização após a próxima operação. “Depois dessa operação, estou livre para viver minha vida”, disse ela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Preta Gil 🎤 (@pretagil)
Faustão recebe alta após transplante e agradece apoio: “Luta pela vida”
O apresentador Fausto Silva teve alta hospitalar neste domingo (10/9) após um transplante de coração bem-sucedido, e já fez publicações no Instagram ao voltar para casa. Faustão não hesitou em demonstrar sua gratidão aos profissionais de saúde envolvidos e o apoio dos fãs que rezaram por sua saúde, e reforçou a importância da doação de órgãos. “Alô, galera. Já saí do hospital, estou em casa, agora iniciando uma nova fase. Mas antes, de novo, agradecimento eterno a cada um de vocês que rezaram, fizeram mensagens de solidariedade e de apoio. Tudo isso me ajudou muito nessa luta pela vida”, disse Faustão num vídeo. Doação e inspiração Ele continuou, agradecendo à família do doador: “Agradecer à família do doador, a quem não tenho palavras. Vou rezar por eles pelo resto da minha vida”. E citou a enteada de seu filho, que também passou por um transplante neste ano, como inspiração. “Quero dizer que a inspiração deste transplante para mim foi de uma garota de 12 anos, Anne Garneiro, que ela ficou seis meses esperando, eu tive mais sorte com a questão do meu tipo de sangue, e ela ficou durante seis meses na espera, já foi transplantada em janeiro do ano passado, e hoje está muito bem, uma vitalidade incrível”. Faustão também trouxe palavras de incentivo para as pessoas que estão na fila para transplante: “Não desista. Vale a pena o sonho. É impressionante como você pode esperar o tempo que for… A missão agora é conscientizar cada um a colaborar, para que todo mundo transforme o Brasil em campeão de doadores. E que as autoridades espalhem centros [de doação de órgãos] pelo país, para não ficar um cara do Norte ou Nordeste, ter que vir para o Sudeste [em busca de um órgão]. Eterna gratidão a todos vocês e vamos à luta”. O apresentador finalizou afirmando que a próxima fase do tratamento inclui mais dois ou três meses de fisioterapia para a recuperação total. Agradecimentos aos médicos Faustão também deixou uma mensagem para os médicos que o acompanharam, numa postagem à parte. “Foi lindo ver a emoção de vocês na alta. Relação de amizade e de muita admiração. Gratidão eterna”, disse em publicação no Instagram, direcionando agradecimentos também ao Sistema Único de Saúde. “Continuem adiante e parabéns pelo lindo trabalho que fazem no Incor [Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP] pelo SUS, assim como no Hospital Albert Einstein”. A complexa cirurgia cardíaca não somente devolveu a Faustão a oportunidade de continuar com seus projetos de vida e carreira, mas também jogou luz sobre o funcionamento dos transplantes no país. Os médicos responsáveis, Fábio Gaiotto e Fernando Bacal, ressaltaram a importância do caso para o esclarecimento da população, principalmente em face de informações falsas que circulavam sobre Faustão ter “furado a fila” do SUS. “Nunca se falou tanto de transplante”, afirmaram. Agradecimentos à família do doador A doação que salvou sua vida veio do jogador de futebol de várzea, Fábio Cordeiro da Silva, que faleceu em 26 de agosto devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em 31 de agosto, Faustão agradeceu à família do doador: “Quero fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fábio, que teve uma grandiosidade incrível, uma generosidade absurda e proporcionou que eu continuasse vivo. Eternamente grato ao José Pereira da Silva, homem simples. Eu fico emocionado, porque ele me deixou a chance de viver de novo. Agradecer ao Welisson, irmão do Fábio, e à Jaqueline, a viúva. A esses que tenho que agradecer. Essas pessoas das mais humildes que, na hora que eu precisei, me deram um coração novo”. A mulher de Fausto Silva, Luciana Cardoso, criou um perfil no Instagram para incentivar a doação de órgãos, intitulado “Faustão do meu coração”, que chegou a ser derrubado pela plataforma, mas está de volta ao ar. Foi nela que o apresentador publicou as novas mensagens. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Familia Fausto Silva (@faustaodomeucoracao) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Familia Fausto Silva (@faustaodomeucoracao)
Organizador anuncia novos Rock in Rio e The Town
O empresário Roberto Medina, presidente da Rock World e fundador do Rock in Rio, anunciou que o festival volta ao Rio de Janeiro em 2024, e que The Town terá uma nova edição em 2025. A edição do Rock in Rio vai acontecer em setembro como o The Town, entre os dias 13 e 22, e marcará os 40 anos da festividade. Para celebrar o aniversário, Medina disse que haverá outros eventos, incluindo um musical no Rio e em São Paulo, além de um novo Rock in Rio Lisboa – entre os dias 15 e 23 de junho de 2024. The Town 2025 Já o The Town, que encerra sua primeira edição neste domingo (11/9) voltará em 2025 no mesmo local, mas com melhorias. Segundo a organização, cerca de 500 mil pessoas participaram do evento. Cerca de 237 mil utilizaram transporte público como metrô e trem, enquanto 210 mil optaram pelo serviço de ônibus expresso. “Entramos para a história ao fazer o maior festival de música e entretenimento de São Paulo. Exijam mais de mim, porque o próximo vai ser muito melhor e maior. Em serviço, em qualidade, em artistas”, afirmou Roberto Medina. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que The Town movimentou um total de R$ 1,7 bilhão na economia de São Paulo. A taxa de ocupação dos hotéis na capital aumentou 85% em relação à média de setembro nos anos anteriores. Por conta disso, o prefeito Ricardo Nunes indicou a intenção de realizar reformas no autódromo para aumentar a capacidade de público. “Nós temos um problema de espaço”, disse o prefeito. Apesar do sucesso, não faltaram críticas quanto à superlotação do evento, dificuldades no trânsito e demora para transitar entre palcos.
The Town: Festival pop se transforma com rock e tem seu melhor dia
Após uma quinta-feira (7/9) triste, marcada por apresentações protocolares de bandas de pop dançante como Maroon 5 e Chainsmokers, o dia dedicado ao rock foi um oásis no festival The Town. A programação apresentou-se como um espelho do próprio gênero: repleto de contrastes, nostalgia e experimentação. Numa demonstração poderosa do protagonismo feminino no cenário atual, cantoras como Pitty, Shirley Manson (do Garbage), Karen O (do Yeah Yeah Yeahs) e as jovens do Wet Leg chamaram atenção de forma positiva, ressaltando a diversidade do rock em suas múltiplas vertentes. E, cereja do bolo, Foo Fighters se provou o melhor headliner do evento. O melhor do rock brasileiro Pitty inaugurou o dia no palco Skyline com uma performance que homenageou os 20 anos de seu álbum de estreia, “Admirável Chip Novo”. A cantora surpreendeu o público ao colaborar com a Nova Orquestra, grupo sinfônico de jovens talentos, que enriqueceu o conjunto da obra, transformando o show em um evento multidimensional. O álbum “Admirável Chip Novo” não é apenas o primeiro capítulo na trajetória musical de Pitty, mas também um marco do rock brasileiro. Lançado em um período de declínio do gênero no país, o disco ajudou a revitalizá-lo, abrindo espaço para uma nova geração de artistas nos anos 2000 com hits como “Teto de Vidro”, “Máscara” e “Equalize”. Mesmo 20 anos após seu lançamento, o repertório demonstrou seu impacto duradouro, refletido no entusiasmo unânime dos presentes. Com uma presença carregada de nostalgia, mas também de muito significado, a cantora mostrou o valor do rock brasileiro num dia cheio de bandas americanas. O pior do rock brasileiro Por outro lado, o festival também teve maus exemplos do rock nacional. No palco The One, a aparição do Detonautas marcou principalmente pela falta de originalidade e pela participação questionável do convidado Vitor Kley. Terno Rei, com seu indie confortável, caiu no clichê com cover de Legião Urbana. Já o Barão Vermelho fez pior que isso. Agora com seu terceiro vocalista, Rodrigo Suricato, virou praticamente uma banda cover, tocando inclusive o repertório solo de seus antigos vocalistas, Cazuza e Roberto Frejat. Show da MTV dos anos 1990 A primeira atração internacional da noite, Garbage, fez uma apresentação marcante, com um setlist que privilegiou sucessos da MTV dos anos 1990. “Somos sobreviventes dos anos 1990, estamos honrados em estar aqui”, disse a cantora Shirley Manson, que cativou o público, especialmente ao tocar hits como “Only Happy When it Rains” e “Stupid Girl”. A banda mantém a mesma energia, sete anos desde sua última passagem pelo Brasil. Butch Vig, produtor de álbuns icônicos como “Nevermind” do Nirvana e “Siamese Dream” do Smashing Pumpkins, equilibra o som com sua bateria precisa. Shirley Manson, por sua vez, comanda o palco com sua voz multifacetada, capaz de mergulhar em lamentos etéreos ou proclamar uma revolta punk, com direito a cantar cover de “Cities in Dust”, clássico gótico de Siouxsie and the Banshees. Faixas mais recentes do álbum “No Gods No Masters” de 2021 também tiveram espaço, ainda que em menor quantidade. A cantora não poupou palavras durante a performance. “A vida é estranha, não sabemos se vamos voltar. Esperamos que sim, mas somos velhos e cansados”, expressou a cantora de 57 anos. A artista também fez questão de motivar a plateia: “Sejam corajosos e gentis. Amem a si mesmos, nós te amamos, São Paulo, obrigada por tudo”. Dissonância no festival O Yeah Yeah Yeahs subiu ao palco Skyline do festival The Town em uma posição delicada. Convocado para preencher o espaço deixado pelo Queens of the Stone Age, que cancelou por “orientações médicas”, o grupo nova-iorquino tinha a difícil tarefa de conquistar um público que esperava por algo completamente diferente. Formado nos anos 2000, o grupo liderado por Karen O fez sua primeira apresentação no Brasil em uma década, felizmente privilegiando as músicas mais antigas do que o repertório do álbum “Cool it Down”, lançado em 2022, que não agradou. O repertório incluiu “Zero”, “Heads Will Roll”, que trouxe uma chuva de papel picado, o rock de “Date with the Night” e a icônica “Maps”, que foi dedicada ao Queens of the Stone Age, Shirley Manson do Garbage e Dave Grohl do Foo Fighters, numa tentativa de engajar o público. Logo após “Maps” veio momento mais inusitado da noite, quando Karen O interrompeu o show perplexa com uma mulher presa na tirolesa, que cruzava o espaço à frente do palco. “Ela está bem. O socorro chegou”, informou. Foi um concerto em clima ambíguo, com um instrumental dissonante/atmosférico de arrepiar e uma performance energética da cantora, que emocionou os fãs. O problema é que quase não haviam fãs, já que a plateia indiferente apenas aguardava o Foo Fighters, a próxima atração. Fofura indie para poucos A emergente banda britânica Wet Leg, liderada pelas vocalistas e guitarristas Rhian Teasdale e Hester Chambers, trouxe frescor ao line-up do evento. Com um único álbum e apenas um quase hit, “Chaise Longue”, o grupo indie fechou o palco The One sem iluminação especial, convidados ou covers, mas com crise de choro e timidez, diante da plateia mais esvaziada do dia. Enquanto muitos se acomodavam para a chegada do Foo Fighters no palco principal, o Wet Leg fez uma grande entrega emocional do repertório de seu único disco. O horário não favoreceu o grupo, que fez o último show da turnê atual. A certa altura, Rhian se sentou no palco e começou a chorar, enquanto Hester repetia como estava impressionada por tocar no Brasil, falando para dentro, quase balbuciando. Elas são de uma cidadezinha pequena de uma ilha que só tem acesso à Inglaterra de barco, e a timidez foi tanta que Rhian tocou de costas quase todo o tempo, quando não se escondeu no fundo do palco. O som do Wet Leg combina elementos de pós-punk e influência de bandas dos anos 1990 como Breeders, com muitas letras irônicas e uma fofura que só bandas indie preservam. Mas tocou no festival errado. Seria um estouro no Primavera Sound. O fecho triunfal O encerramento ficou por conta da banda mais esperada da noite. Após o cancelamento do show do Foo Fighters em 2022 devido à morte do baterista Taylor Hawkins na véspera, a volta da banda americana ao Brasil levou o Autódromo de Interlagos a um estado de euforia coletiva. Liderada pelo vocalista Dave Grohl, a apresentação se transformou em um misto de tributo e celebração. Impactado pela quantidade de pessoas e o entusiasmo do público, Dave Grohl expressou sua surpresa diversas vezes, pedindo para as luzes se acenderem, de modo a ter a noção exata da plateia, que ele regeu com corais de refrões e gritos numa verdadeira catarse. “Amo tocar para vocês. A plateia brasileira é louca. Já tocamos em vários lugares, mas os brasileiros… É verdade. E vocês sabem disso, né?”, afirmou o músico, banhado pelo “mar de luzes” formado pelos celulares. O show também se tornou um momento para homenagear Taylor Hawkins. Em um dos pontos altos da noite, durante a execução de “Breakout”, Grohl agradeceu ao baterista Josh Freese, que assumiu as baquetas na ausência de Hawkins. “Por favor, dêem boas vindas calorosas e carinhosas para o cara que tornou possível estarmos aqui essa noite: Josh Freese”, proclamou Grohl. Posteriormente, a banda executou “Aurora”, descrita por Grohl como a canção favorita de Hawkins. “Vamos tocar essa música todos as noites até o fim de nossas vidas. Ela era a preferida do Taylor Hawkins”, ressaltou o vocalista. O Foo Fighters fez um espetáculo para agradar aos fãs, desfilando hits consagrados como “Learn to Fly” e “My Hero”, além de músicas do álbum mais recente, “But Here We Are”, lançado em julho deste ano. Todas as faixas foram recebidas com entusiasmo durante mais de duas horas, que foram encerradas, de forma apoteótica, com “Everlong”. Um showzaço de rock, que mostrou que as bandas não precisam fazer metal para tocar pesado, nem gravar música comercial para ter seu repertório cantado integralmente em coro pelo público. Com Grohl conversando com o público o tempo inteiro, foi como se, em vez de mais de 100 mil pessoas, ele tocasse num bar para amigos, numa noite emocional, em que demonstrou enorme prazer de tocar tudo o que o público queria ouvir. Tudo isso é rock, bebê Com as guitarras, baixos e baterias, The Town teve sua melhor noite, mostrando que o pop pode atrair gente, mas é o rock que dá a alma a eventos desse porte, com uma entrega total do público. Até a troca do Queens of Stone Age pelo Yeah Yeah Yeahs foi, de certa forma, interessante por ajudar a tornar o line-up mais abrangente, numa mostra da grande diversidade do rock contemporâneo. Reunindo artistas que marcaram os anos 1990 como Shirley Manson e Dave Grohl, os anos 2000 como Pity e Yeah Yeah Yeahs, e talentos emergentes como Wet Leg, o festival desfilou subgêneros num panorama pouco usual às produções de Roberto Medina, que no Rock in Rio demonstra acreditar que rock é só som pesado, tipo Guns ‘N Roses e Iron Maiden. Rock é muito mais, como o Primavera Sound chega em breve para reforçar.
Baterista do Ultraje a Rigor atualiza estado de saúde de Mingau: “Esperançosos”
O baterista Marco Aurélio Mendes da Silva, o Bacalhau do Ultraje a Rigor, atualizou o estado de saúde do baixista Mingau, que segue internado em estado grave após ser baleado na cabeça no sábado passado (2/9). “Ele é forte, está estável e estamos muito esperançosos”, disse o músico em sua conta do Instagram. “Obrigado a todos pelas orações, pela disposição na doação de sangue, pelas mensagens e pensamentos positivos. Com paciência, ele vai se recuperar, e tudo isso vai ficar para trás”, completou Bacalhau. Situação clínica Mingau foi submetido a duas intervenções cirúrgicas para controlar a pressão intracraniana. A primeira operação ocorreu devido à suspeita de uma bala alojada no crânio, o que posteriormente foi descartado pelos médicos. Na segunda-feira (4/9), o baixista passou por um procedimento chamado “craniectomia descompressiva”, sob o comando do neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira. A cirurgia durou aproximadamente duas horas e meia. Thiago Romano, coordenador médico da UTI do Hospital São Luiz do Itaim, onde Mingau está internado, explicou as fases de evolução de traumas como o sofrido pelo músico. “Geralmente, traumas dessa magnitude apresentam três fases de evolução: desfecho imediato; um inchaço cerebral, em que a pressão intracraniana é um desafio; e por último a fase de vigilância, que é o despertar e a reabilitação”, disse Romano durante coletiva de imprensa. O músico permanece em coma induzido e auxiliado por ventilação mecânica. Seu estado de saúde ainda é considerado grave, com incertezas sobre possíveis sequelas. A bala atingiu a região frontal esquerda do crânio, área responsável por funções motoras, como linguagem e visão. Crime violento A violência contra Mingau aconteceu um dia antes de seu aniversário de 56 anos. Rinaldo Oliveira Amaral, o Mingau, foi atingido por um disparo na cabeça em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. O músico foi inicialmente atendido em um hospital local e, em seguida, transportado de helicóptero para São Paulo, onde foi internado no Hospital São Luiz, com a necessidade de realizar uma cirurgia de urgência. Seu estado de saúde é considerado grave, e ele continua recebendo tratamento intensivo, sedado e mantido sob ventilação mecânica. Prisão de suspeito A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre o caso e prendeu um suspeito, flagrado com uma pistola calibre 40, drogas, dois carregadores e um kit rajada. Outras três pessoas teriam sido identificadas. O caso ocorreu num bairro perigoso, conhecido pelo tráfico de drogas. “Onde o tráfico de drogas atua, muitas vezes, armado no local”, explicou o delegado Marcello Russo. “Ao ver esse carro entrando, uma picape escura, [os atiradores] podem ter se confundido e efetuado algum disparo que acabou atingindo esse integrante da banda Ultraje a Rigor”.












