Filme de Polanski rende polêmica com presidente do juri do Festival de Veneza
A inclusão do novo filme de Roman Polanski na competição do Festival de Veneza vem gerando protestos de femininas. E a cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”), que preside o juri do evento, juntou-se ao coro dos descontentes, alimentando ainda mais a polêmica. De fato, ela precisou emitir uma nota pós se manifestar, corrigindo comentários que teriam sido “profundamente mal compreendidos”. Chamado de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), o novo filme de Roman Polanski baseia-se numa história real, o mais famoso erro de Justiça na história francesa, que condenou um herói militar inocente à prisão no fim do século 19, inspirando uma campanha na imprensa por sua libertação, acompanhada por denúncias de preconceito, perseguição e antissemitismo. O tema obviamente ecoa os últimos anos tumultuados da vida do diretor, que se considera perseguido e vítima de uma injustiça, além de seu passado como sobrevivente do Holocausto. Na entrevista coletiva de inauguração do festival nesta quarta (28/8), Martel disse que estava “incomodada” com a participação do cineasta, condenado por estupro nos anos 1970 nos Estados Unidos. E disse que não pretende assistir ao filme, para não se “levantar e aplaudir”, “porque represento muitas mulheres que lutam na Argentina por questões como essa”. Mas essa frase, segundo ela afirmou posteriormente, foi mal traduzida. Afinal, na mesma entrevista, ela também ponderou o desdobramento da questão. “Eu vi que a vítima considera o caso encerrado, não nega os fatos, mas acredita que Polanski já cumpriu o que ela e sua família pediram”, explicou Martel. “Se a vítima se sente compensada, o que vamos fazer? Executá-lo, impedi-lo de participar do festival, colocá-lo fora de competição para proteger o festival? Estas são conversas pendentes do nosso tempo. Tirar ou incluir, Polanski nos obriga a conversar. Não é algo simples de resolver”, reconheceu. “Eu não separo a obra do homem, mas acho que sua obra merece uma oportunidade por causa das reflexões que levanta”, acrescentou a cineasta. Em nota posteriormente enviada à imprensa, Martel resolveu deixar mais claro o seu ponto de vista. “Vendo alguns relatos depois da coletiva de imprensa de hoje, acredito que minhas palavras foram profundamente mal compreendidas. Como não separo o trabalho do autor, reconheço muita humanidade nos filmes anteriores de Polanski e não me oponho à presença de seu filme na competição. Eu não tenho nenhum preconceito em relação a isso e, claro, vou assistir ao filme como qualquer outro na competição. Se eu tivesse algum preconceito, teria renunciado à minha posição como presidente do júri”. O diretor do festival, Alberto Barbera, também se manifestou sobre a inclusão do novo filme do cineasta, chamando-o de “obra-prima” e reconstrução “extraordinária” de um evento histórico. “Eu não sou um juiz que deve se expressar com base em critérios e princípios da justiça, se ele deve ir, ou não, para a prisão. Sou um crítico de cinema que deve decidir se um filme merece, ou não, participar de uma competição. Foi isso que eu fiz. Meu trabalho termina aí”, afirmou. Polanski não vai comparecer à première de seu filme em Veneza, porque corre o risco de ser preso se sair da França. Ele tampouco dará entrevista coletiva por vídeo, como chegou a ser cogitado. Mas não há informações sobre a participação do elenco na divulgação do filme durante o festival. “An Officer and a Spy” é estrelado por Louis Garrel (“O Formidável”) no papel do capitão Dreyfus, além de Jean Dujardin (“O Artista”), Mathieu Amalric e a esposa de Polanski, Emmanuelle Seigner, que atuaram juntos no premiadíssimo “O Escafandro e a Borboleta” (2007) e num dos filmes mais recentes de Polanski, “A Pele de Vênus” (2013). O roteiro foi escrito pelo romancista britânico Robert Harris, que também já trabalhou com Polanski: no aclamado “O Escritor Fantasma”, premiado com o troféu de Melhor Direção no Festival de Berlim de 2010.
Trailer de A Lavanderia junta Gary Oldman, Antonio Banderas e Meryl Streep
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “A Lavanderia” (The Laundromat), filme sobre o escândalo internacional de lavagem de dinheiro que ficou conhecido na mídia como “Panama Papers”. A prévia tenta tornar o tema financeiro acessível por meio de didatismo e humor. E até lembra “A Grande Aposta” (2015), filme premiado com teor e abordagem similares. Mas o que acaba chamando mais atenção é a performance caricata de Gary Oldman (vencedor do Oscar 2018 por “O Destino de Uma Nação”) como um dos advogados golpistas, em tom praticamente de chanchada. Oldman e Antonio Banderas (“Dor e Glória”), interpretam, respectivamente, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, donos do escritório de advocacia ligada ao escândalo. Para quem não lembra, “Panamá Papers” foi o nome dado à investigação jornalística internacional que revelou 11,5 milhões documentos sigilosos sobre paraísos fiscais ligados ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. O escândalo revelou fortunas não declaradas de diversos políticos e celebridades, entre elas o diretor espanhol Pedro Almodóvar, amigo de Antonio Banderas. O filme tem direção de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e marca sua quarta parceria com o roteirista Scott Z. Burns – após “O Desinformante!” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013). E além dos nomes citados, o grande elenco da produção ainda destaca Meryl Streep (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Sharon Stone (“Artista do Desastre”), Melissa Rauch (“Big Bang Theory”), David Schwimmer (“Friends”), James Cromwell (“O Artista”), Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Robert Patrick (“Scorpion”), Will Forte (“Nebraska”) e Jeffrey Wright (“Westworld”). A première está marcada para domingo (1/9) no Festival de Veneza, mas a estreia em streaming só vai acontecer em outubro.
Joaquin Phoenix dá show em novo trailer tenso e legendado de Coringa
A Warner divulgou novos pôster, fotos e trailer legendado de “Coringa” (Joker), que não é um filme sobre a origem do vilão dos quadrinhos. A prévia confirma que a história não tem nada a ver com o personagem da DC Comics. Mas isso não prejudica o clima tenso, sombrio e o show do ator Joaquin Phoenix (“A Pé Ele Não Vai Longe”) no papel-título. Literalmente, já que ele se apresenta num palco em uma cena, mas também simbolicamente, porque aparece em todos os instantes do material, ilustrando a tragédia do personagem como um palhaço desiludido, que sofre decepções e violências cumulativas até enlouquecer. O tom e a cenografia são de produções dos anos 1970, o que torna referencial a participação de Robert De Niro no elenco – “Taxi Driver” (1976) e “O Rei da Comédia” (1982), de Martin Scorsese, parecem inspirar a trama. Mas também há uma alusão explícita a Charles Chaplin num rápido take, trazendo à tona paralelos com “Luzes da Ribalta” (1952). Ao longo do vídeo, Phoenix aparece em diferentes roupas de palhaço – a maioria vislumbrada nas fotos tiradas por paparazzi durante as filmagens. Até trocar a peruca verde por uma tintura de cabelo da mesma cor, para combinar com o figurino roxo e a maquiagem branca que conjuram uma imagem mais próxima do ícone da DC Comics. O vídeo é impressionante. Mas poderia anunciar um filme chamado Palhaço, já que não traz nada específico que remeta ao Coringa. Ou melhor, Arthur Fleck, o personagem de Phoenix. A começar pelo fato de a DC Comics nunca ter dado nome para a “identidade civil” do Coringa – que virou Jeremiah Valeska na série “Gotham”. O que já dá mostras da abordagem do diretor Todd Phillips (“Se Beber Não Case”), que também escreveu o roteiro com Scott Silver (“O Vencedor”). O elenco ainda conta com Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Marc Maron (“GLOW”), Frances Conroy (“American Horror Story”) e Brett Cullen (“Narcos”). “Coringa” será o primeiro filme da safra atual de adaptações da Warner produzido sem qualquer ligação com o universo cinematográfico da DC Comics. Caso seja bem-sucedido, outros lançamentos “independentes” devem ser produzidos. O filme vai ter première no Festival de Veneza, que começou nesta quarta (28/8). e tem estreia marcada para 3 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Festival de Veneza 2019 acumula coleção de polêmicas
O Festival de Veneza 2019, que começa nesta quarta (28/8), aposta nas estrelas de Hollywood, com vários lançamentos americanos, inclusive uma sci-fi estrelada por Brad Pitt (“Ad Astra) e seu primeiro filme de super-herói (no caso, supervilão: “Coringa”, de Todd Phillips) na disputa do Leão de Ouro. E embora chame muita atenção da mídia, o tapete vermelho cheio de estrelas de Hollywood é apenas parte da narrativa projetada pela seleção de filmes. A parte que reafirma Veneza como um palco estratégico para o lançamento de campanhas vencedoras do Oscar. Nos últimos anos, os vencedores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos iniciaram suas trajetórias com premières no festival italiano, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. O sucesso dessa proposta coincide com o período em que Alberto Barbera se tornou responsável por dirigir o evento, transformando o mais antigo festival de cinema do mundo, tradicionalmente voltado aos filmes europeus de arte, num desfile midiático de blockbusters americanos. Curiosamente, essa metamorfose é entendida como sinal de prestígio de Veneza. E embora “Coringa” deixe ainda mais evidente a crescente comicconização do festival, o problema é mais embaixo. A justaposição de Veneza com o Oscar vinha tirando o foco de uma narrativa constante de insensibilidade às demandas progressistas. Até este ano, quando a falta de tato ultrapassou todos os limites, tornando-se inaceitável. Para começar, apenas duas das 21 obras selecionadas para a competição principal são dirigidas por mulheres: “Babyteeth”, de Shannon Murphy, e “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al-Mansour. Em entrevista coletiva, Barbera bateu na tecla de que isso tem a ver com a qualidade das obras selecionadas e não com o sexo das cineastas. Mas as mulheres estão vencendo prêmios em vários festivais, com obras de qualidade explícita. Não bastasse esse problema, a programação de Veneza resolveu acolher filmes de estupradores conhecidos e até a obra com a cena de estupro mais longa já filmada, que serão exibidos em sessões de gala. A lista destaca o novo filme de Roman Polanski, “An Officer and a Spy” (J’Accuse), que deve concentrar manifestações feministas pela ficha corrida do cineasta, estuprador confesso. Há ainda “American Skin”, novo projeto de Nate Parker, julgado por estupro de uma universitária. E uma exibição especial da versão “integral” de “Irreversível” (2002), de Gaspar Noé, conhecido por incluir a cena mais indigesta de estupro do cinema. Veneza também vai continuar exibindo produções de streaming, após premiar “Roma”, da Netflix, como Melhor Filme do ano passado. “The Laundromat”, de Steven Soderbergh, “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “O Rei”, de David Michôd, são os representantes da plataforma neste ano, na contramão dos esforços de Cannes para banir o streaming das premiações de prestígio internacional. Por sinal, a programação, que começa com a projeção de “The Truth”, novo drama do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), se encerra com “Burnt Orange Heresy”, do italiano Giuseppe Capotondi, um diretor mais conhecido por comandar séries da Netflix. Em meio a tanta polêmica, as obras menos midiáticas arriscam-se a só chamar atenção se forem premiadas. Entre elas, há dois filmes de representantes da nova geração do cinema sul-americano, “Ema”, do chileno Pablo Larrain, e “Waiting for the Barbarians”, do colombiano Ciro Guerra – que na verdade é uma produção americana estrelada por Johnny Depp e Robert Pattinson. Quanto aos brasileiros, apenas dois longas foram selecionados em mostras paralelas – o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Venice Classics, e “A Linha”, curta animado de Ricardo Laganaro, na seleção de produções de realidade virtual. Mas há uma produção de Rodrigo Teixeira estrelada por Wagner Moura entre os longas da competição principal: “Wasp Network”, dirigida pelo francês Olivier Assayas. E “Ad Astra”, a sci-fi de James Gray, estrelada por Brad Pitt, também tem produção da RT Features, de Teixeira. Além da programação de filmes, o festival vai homenagear a atriz americana Julie Andrews e o cineasta espanhol Pedro Almodovar com Leões de Ouro pelas respetivas carreiras no cinema. O anúncio dos premiados vai acontecer em 7 de setembro, com a entrega do Leão de Ouro pelo juri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”). Até lá, Veneza vai dar muito o que falar, para o bem e para o mal.
Diretor de Thor: Ragnarok pode participar da continuação de Esquadrão Suicida
A continuação de “Esquadrão Suicida” pode contar com participação de Taika Waititi, o diretor de “Thor: Ragnarok”. Ele teria sido convidado por James Gunn para encarnar um papel no filme, mas não há confirmação oficial. A Warner não comentou a notícia, que por enquanto deve ser considerada apenas um rumor. Além de cineasta, Taika Waititi também é ator e costuma aparecer nos filmes que dirige. Em “Thor: Ragnarok”, ele viveu o alienígena Korg e será Adolf Hitler em seu próximo lançamento, a comédia “Jojo Rabbit”. Gunn pretende mudar a formação da Força-Tarefa de 2016, juntando novos personagens ao grupo, que manterá apenas quatro integrantes do filme de 2016: Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Amanda Waller (Viola Davis). As novidades incluem Idris Elba (“A Torre Negra”), John Cena (“Bumblebee”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Nathan Fillian (“Castle”) e Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), que não tiveram seus personagens identificados, mas a atriz portuguesa Daniela Melchior (“Parque Mayer”) foi apresentada como a Caça-Ratos, David Dastmalchian (“Homem-Formiga”) como o Bolinha e Storm Reid (“Euphoria”) como a filha de Idris Elba. Os detalhes da continuação permanecem em segredo, mas devem se tornar conhecidos em breve, já que as filmagens devem começar em setembro. A estreia está marcada para agosto de 2021.
O Rei: Timothée Chalamet é Henrique V em trailer de épico medieval da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “O Rei” (The King), que traz Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) como um dos reis mais jovens e famosos da Inglaterra, sobre quem William Shakespeare escreveu uma de suas peças mais conhecidas, “Henrique V”. A nova versão é bem diferente das filmagens anteriores desta história, entre elas a que lançou a carreira cinematográfica de Kenneth Branagh, em 1989. A começar pela juventude de Chamalet. Mas principalmente por não seguir o texto shakespeareano, que embora seja poético também é bastante rebuscado para o público atual. O roteiro foi escrito pelo ator Joel Edgerton, que interpreta um dos personagens principais da história, o cavaleiro alcoólatra John Falstaff. Ele assina a trama em parceria com o diretor do filme, o australiano David Michôd. Os dois já tinham trabalhado juntos antes em “Reino Animal” (o filme que originou a série homônima), estrelado por Edgerton e dirigido por Michôd em 2010. A trama vai encontrar Henry ainda como príncipe, que prefere beber nas tavernas entre os pobres a assumir compromissos da corte, mas que, com a morte de seu pai, se vê transformado num rei que precisa enfrentar conspirações e uma guerra com a França. E para aguentar as pressões, ele busca ajuda de seu companheiro de porres, Falstaff, que se torna seu mentor. Repleta de traições, decepções e atos de heroísmo, a história também inclui uma das batalhas mais épicas da história da Inglaterra, em que uma derrota iminente virou vitória lendária. O elenco ainda destaca Robbert Pattinson como o Delfim da França, o príncipe herdeiro do trono francês, em nova parceria com Michôd após “The Rover – A Caçada”, em 2014, além de Ben Mendelsohn (“Capitã Marvel”) como o rei Henrique IV e Lily-Rose Depp (a filha de Johnny Depp) como a princesa Catherine de Valois. A plataforma de streaming ainda não confirmou a data de estreia do filme, que terá première mundial na segunda-feira (2/9) no Festival de Veneza.
Um Dia de Chuva em Nova York: Novo filme de Woody Allen ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “Um Dia de Chuva em Nova York” (A Rainy Day in New York). Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, retrucando que resultam de lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Apesar disso, vários atores que trabalharam com Allen disseram publicamente que não voltariam a filmar com o diretor, inclusive parte do elenco visto no trailer abaixo, após a repercussão da campanha negativa. Para complicar ainda mais, o tema do filme entrou na usina de rumores das redes sociais, levando muitas publicações a noticiarem que a trama explorava o relacionamento de uma adolescente, vivida por Elle Fanning (“Espírito Jovem”), com um homem muito mais velho, que seria o personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) ou de Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Isto tornaria o filme difícil de ser aceito nos tempos atuais. Entretanto, o trailer traz outro contexto para o envolvimento da personagem de Fanning com homens mais velhos – e não apenas com um personagem específico – , deixando claro que Allen tem sido vítima de fake news. A prévia detalha toda a história, que é bastante envolvente. Elle Fanning é uma universitária que consegue uma entrevista exclusiva com um importante diretor de cinema (Liev Schreiber) em Nova York, e viaja com seu namorado (Timothée Chalamet, de “Me Chame pelo Seu Nome”) para passar um fim de semana romântico na cidade após a conversa marcada. Mas em plena entrevista o diretor revela passar por uma crise e convida a jovem a acompanhar os bastidores de seu novo filme, colocando-a em contato com outros integrantes da indústria, como os personagens de Jude Law e Diego Luna (“Rogue One”). Este último é um galã seguido por paparazzi que confundem Fanning com uma namorada. Ao mesmo tempo, ela se entusiasma com o acesso irrestrito e a possibilidade de um furo de reportagem, esquecendo o namorado. As horas passam, o namorado fica cada vez mais nervoso, mas também acaba se envolvendo numa filmagem, onde precisa beijar uma atriz interpretada por Selena Gomez (“Os Mortos Não Morrem”). A trama se complica e começa a chover. Allen processou a Amazon por não lançar o filme nem cumprir o contrato que previa a produção de seus próximos longas. A Amazon topou a briga e disse que não ia lançar mesmo, porque Allen ficou radioativo devido ao #MeToo. Mas Allen não ficou radioativo. Ele já está filmando outro longa e conseguiu recuperar os direitos de “Um Dia de Chuva em Nova York”, fechando com várias distribuidoras internacionais para realizar o lançamento do filme, que chega ao Brasil em 26 de dezembro.
Whindersson Nunes, Bruno de Luca, Tirullipa e Tom Cavalcante voltam a se juntar no trailer de Os Parças 2
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Os Parças 2”. A continuação do besteirol de 2017 se passa numa colônia de férias, onde Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) são contratados como monitores-faxineiros. O humor da prévia é aquele do “Zorra Total”, repleto de piadas machistas, preconceituosas e de duplo sentido. A comédia foi escrita por Cláudio Torres Gonzaga (do fraco “Vestido Pra Casar” e responsável pelo roteiro do primeiro filme) e dirigida por Cris D’Amato (“Sai de Baixo – O Filme”). A estreia está marcada para 14 de novembro.
Novos donos da casa de Invocação do Mal afirmam que ela ainda é assombrada
Enquanto a maioria das pessoas corre para se livrar de casa ligadas a eventos trágicos, o casal Cory e Jennifer Heinzen correram para adquirir a casa mal-assombrada que lançou a franquia “Invocação do Mal” no cinema. Assim que viram o anúncio na internet e reconheceram a residência, eles imediatamente se dispuseram a cobrir ofertas, mudando-se para a casa de Harrisville, onde o casal Warren supostamente encontrou fenômenos paranormais. Vale observar que a casa apresentada no filme é um cenário e não é a mesma residência em que os eventos sobrenaturais foram realmente verificados. A construção original é, por sinal, bem diferente do set cinematográfico, por isso a foto da fachada não lembra o filme. A casa comprada foi a do “terror” real. Na década de 1970, a família Perron, com cinco filhas, morava na casa de Harrisville, construída em 1736. O que quer que vivesse lá com eles “era brincalhão no começo, mas depois começou a ficar mais sinistro, mais sombrou”, lembrou Heinzen. “Ataques físicos, doenças misteriosas”, acrescentou. Isso atraiu a atenção de Ed e Lorraine Warren, famosos investigadores paranormais de Connecticut, cujas experiências inspiraram o filme de terror de 2013. Cory Heizen diz que se inspirou nos Warren para se tornar, ele próprio, um investigador paranormal, atividade que exerce há dez anos. “Sou fascinado pelos Warren”, ele assumiu, descrevendo a residência como “uma peça da história paranormal”. Uma história que, aparentemente, ainda não terminou. “Nós temos portas que abrem, ouvimos passos e batidas. Eu tive uma certa dificuldade de ficar lá sozinho. Eu não tenho o sentimento de que há algo maligno, mas ela está possuída. Você pode sentir que há muitas coisas estranhas acontecendo lá”, garantiu o novo proprietário da residência. Apesar da história da casa, os dois decidiram viver lá por conta do tamanho e por ter um enorme pátio. Além disso, pretendem reformá-la e abri-la para visitas, explorando o “turismo de terror”. “Toda essa jornada tem sido assustadora, mas é também empolgante. Estou ansiosa por compartilhar a energia dessa casa com outras pessoas”, disse Jennifer Heizen. Relembre o trailer de “Invocação do Mal”.
Edson Celulari vai virar diretor de cinema
O ator Edson Celulari (da novela “O Tempo Não Para”) vai dirigir seu primeiro longa-metragem no ano que vem. O filme, que também será estrelado por ele, é baseado numa história do cineasta e roteirista Paulo Nascimento sobre um pai e uma filha que decidem fazer uma viagem pela América Latina para se aproximar. A informação é da coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, que não traz mais detalhes. Curiosamente, Celulari não costuma atuar em muitos filmes. Neste século, foram apenas dois. Ele focou sua carreira na TV. Tanto que já trabalhou com Nascimento numa série: “Animal”, em 2014 no canal pago GNT. Os dois também colaboraram num dos raros filmes recentes de Celulari, “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos”, de 2018.
A Vida Invisível é o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2020
O filme “A Vida Invisível”, do diretor Karim Aïnouz, foi escolhido pela ABC (Academia Brasileira de Cinema) para representar o Brasil na disputa de uma vaga no Oscar 2020. O longa escolhido vai concorrer a uma indicação na categoria de Melhor Filme Internacional (novo nome da categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira) na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta terça (27/8) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Segundo Anna Mulayert, diretora da comissão da ABC, a escolha foi acirrada e se deu por diferença mínima de votos. “Estamos felizes com a qualidade dos filmes inscritos, com três filmes que estiveram em Cannes. Houve uma discussão de alto nível. Não houve unanimidade, embora todos tenham gostado do filme escolhido”, comentou a cineasta. “A Vida Invisível” foi a escolha de cinco votantes, enquanto “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho, foi o 2º colocado com quatro. Muylaert revelou que um grupo de votantes desejava passar uma mensagem política mais forte, escolhendo “Bacurau”, enquanto outros priorizavam a viabilidade do escolhido para o Oscar. Ao contrário deste raciocínio, nos últimos anos, a Academia tem privilegiado escolhas mais politizadas, conforme demonstram as vitórias do iraniano “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, em 2017, num protesto contra a política migratória do presidente Trump, o chileno “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio, em 2018, a favor da causa LGBTQIA+, e o mexicano “Roma”, de Alfonso Cuarón, em 2019, filmado em preto e branco e centrado numa empregada pobre e descendente de indígenas, num tom de inclusão social. “A Vida Invisível”, porém, também é socialmente engajado, já que sua temática é feminista. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. Os cinco membros que preferiram “A Vida Invisível” citaram preocupações como o levantamento de verba para o lançamento e divulgação de “Bacurau” nos Estados Unidos. Vencedor do troféu de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, o filme de Karim Aïnouz tem produção da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, que já disputou o Oscar de Melhor Filme com “Me Chame pelo Seu Nome”. Além disso, fechou distribuição nos Estados Unidos com a Amazon, que deve investir alto para dar visibilidade à produção. Em setembro, “A Vida Invisível” terá a sua primeira exibição na América do Norte, no Festival de Toronto. A seleção, porém, frustra mais uma vez o cineasta Kleber Mendonça Filho, que novamente apareceu com um filme favorito, “Bacurau”, e voltou a ser preterido. Em 2017, seu filme “Aquarius” perdeu a indicação para “Pequeno Segredo”, de David Shürmann, e, na ocasião, a escolha foi considerada política, devido a um protesto de Mendonça Filho e sua equipe contra o “golpe” (nome dado pela esquerda ao Impeachment de Dilma Rousseff) no tapete vermelho do Festival de Cannes. A atual presidente da comissão da ABC, Anna Muylaert chegou a ridicularizar o “Pequeno Segredo”, chamando-o de “O Pequeno Golpe”, “dirigido por Michel Temer e cia”. Importante destacar ainda que apenas 12 filmes se inscreveram para disputar o Oscar 2020, num período em que cerca de 150 produções nacionais foram lançadas. No ano passado, quando “O Grande Circo Místico” foi escolhido, 22 produções participaram da disputa. A grande diferença causa estranheza. Ainda mais que um dos favoritos, “Amor Divino”, de Gabriel Mascaro, não participou da seleção. Premiado em festivais internacionais e com 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes, “Amor Divino” tem potencial mais polêmico que “Bacurau”, ao mostrar o Brasil do futuro como uma nação subjugada pela extrema direita evangélica, que proibiu até o carnaval. Era provavelmente o representante que mais desagradaria Jair Bolsonaro, primeiro presidente brasileiro ativamente envolvido na censura de obras culturais desde a ditadura militar no país. A escolha de “A Vida Invisível” não significa que o filme brasileiro concorrerá ao Oscar. Apenas que este será o título enviado aos organizadores do prêmio para representar o Brasil numa relação de filmes de todo o mundo. A lista completa passará a seguir por uma triagem de um comitê da Academia, que divulgará uma relação dos melhores, geralmente nove pré-selecionados, no final do ano. Dentro desses, cinco serão escolhidos para disputar o Oscar. Os indicados ao Oscar 2020 serão divulgados no dia 13 de janeiro e a premiação está marcada para o dia 9 de fevereiro, em Los Angeles.
Cachorro vira-lata de A Dama e o Vagabundo ia ser sacrificado antes de virar astro de cinema
O cão vira-lata que protagoniza a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” quase foi sacrificado em um abrigo de animais abandonados. De acordo com informações do site norte-americano TMZ, o terrier mestiço Monte, de dois anos, estava na fila de eutanásia quando foi resgatado por uma ONG em Phoenix, no estado do Arizona. O cachorrinho condenado a morte acabou contando com dose dupla de sorte ao chamar atenção do adestrador de animais escalado pela Disney para selecionar os animais do filme, durante visita a ONG onde o terrier estava. Segundo o TMZ, o adestrador teria passado sete dias treinando o cão e ficou surpreso com seu desempenho. O cão se saiu tão bem que acabou adotado pelo seu treinador, que se comprometeu a não abandoná-lo após as filmagens, o que, infelizmente, é algo que ainda acontece em Hollywood após os animais terminarem seus trabalhos em filmes. Monte vive atualmente com um bebê guaxinim na casa de seu tutor. Já a nova versão de “A Dama e o Vagabundo” vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será lançada em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020. Veja o trailer aqui.
Lucy in the Sky: Natalie Portman é astronauta em novo trailer
A Fox Searchlight divulgou o segundo trailer de “Lucy in the Sky”, em que Natalie Portman (“Cisne Negro”) vive uma astronauta. A prévia é repleta de imagens surreais, que evocam a lisergia associada ao título da música dos Beatles que batiza o filme (e embala a trilha) e também o estilo narrativo de Noah Hawley. O criador da série “Legion” faz sua estreia como diretor de cinema nesta produção. No filme, Lucy (Portman) vai do êxtase no espaço ao tédio na Terra, tendo dificuldades para se readaptar ao cotidiano com o marido após ver as estrelas mais de perto. Envolvida num caso com um colega astronauta, vivido por Jon Hamm (de “Mad Men”), ela começa a alimentar a paranoia de estar sendo perseguida por ser mulher e passa a falhar nos testes de preparação para novos voos. A história foi inspirado no drama de uma astronauta real, Lisa Novak, que teve problemas psicológicos após voltar de uma missão no espaço em 2007, chegando a sequestrar a nova parceira de um ex-amante. O elenco também inclui Dan Stevens, protagonista de “Legion”, como o marido de Lucy, além de Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Ellen Burstyn (“Réquiem Para um Sonho”), Nick Offerman (“Parks and Recreation”) e Pearl Amanda Dickson (outra vista em “Legion”). A première vai acontecer no Festival de Toronto e a estreia está marcada para 4 de outubro nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão de lançamento nacional. A Fox do Brasil não divulgou nenhum material da produção.









