Marvel libera curta integral do Porco-Aranha com dublador do Aranhaverso
A Marvel divulgou em seu canal no YouTube o curta animado “Peter Porker – O Espetacular Porco-Aranha” (“Spider-Ham: Caught in a Ham”), que mostra uma aventura solo do personagem de “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018). Peter Porker fazia parte de um universo antropomórfico da Marvel, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. A tentativa de lançar quadrinhos de humor da Marvel teve curta duração. Por isso, a ideia de um Porco-Aranha só foi voltar a fazer rir numa piada aleatória do filme de “Os Simpsons” (em 2007), antes de ganhar proeminência no primeiro longa animado do Homem-Aranha. O curta foi lançado originalmente como um extra do blu-ray do filme vencedor do Oscar de Melhor Animação, e traz o comediante John Mulaney repetindo seu papel vocal como Porco-Aranha. Na trama, ele enfrenta seu grande inimigo, o Dr. Crawdaddy (voz de Aaron LaPlante, dublador dos Gremlins de “Hotel Transilvânia 3”) Roteiro e direção são de Miguel Jiron, que trabalhou na animação do “Aranhaverso”. Além de vencer o Oscar, “Homem-Aranha no Aranhaverso” foi sucesso de público e crítica e já teve sua sequência encomendada.
Um Conto de Natal vai virar musical com Will Ferrell e Ryan Reynolds
O clássico “Um Conto de Natal” de Charles Dickens, adaptado diversas vezes para o cinema e a TV, vai ganhar mais uma versão. Desta vez, será um musical produzido e estrelado por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Ryan Reynolds (o “Deadpool”). O filme tem roteiro e direção de Sean Anders e John Morris, responsáveis pela comédia “Pai em Dose Dupla” e sua continuação, ambas estreladas por Ferrell. Escrito por Dickens em 1843, “Um Conto de Natal” conta a conhecidíssima história de Ebenezer Scrooge, um homem avarento e solitário, que odeia o Natal e tudo o que a festa representa, até que recebe a visita de três fantasmas que o fazem repensar seu comportamento, despertando sentimentos aparentemente adormecidos. Trata-se de uma das histórias mais filmadas de todos os tempos, cujas primeiras adaptações datam da década de 1920. Mais recentemente, “Um Conto de Natal” também virou comédia com Bill Murray, romance com Matthew McConaughey, animação computadorizada com Jim Carrey e foi até encenada pelos Muppets. Por enquanto, a versão musical segue sem previsão de estreia.
O Massacre da Serra Elétrica vai ganhar novo filme do diretor de O Homem das Trevas
“O Massacre da Serra Elétrica” vai ganhar mais uma continuação. Os direitos do filme original de 1974 foram revertidos para o co-roteirista do longa, Kim Henkel, que negociou com a Legendary para dar continuidade à franquia. A sequência será produzida pelo cineasta uruguaio Fede Álvarez, que já dirigiu um reboot/sequência de terror clássico, “A Morte do Demônio”, em 2013, além de “O Homem das Trevas” (2016) e “Millennium: A Garota na Teia de Aranha” (2018). O acordo não garante que ele também vai dirigir o longa. Com direção do falecido Tobe Hooper, “O Massacre da Serra Elétrica” original acompanhava um grupo de jovens que, ao viajar ao Texas, acabava na propriedade de parentes canibais, sendo caçados por um maluco que matava com serra elétrica e usava pedaços de suas vítimas como máscara. O próprio Hopper assinou a primeira sequência, simplesmente chamado de “O Massacre da Serra Elétrica 2”, em 1986. E vários outros filmes se seguiram, entre eles um remake, um prólogo e até alguns que se apresentaram como continuações diretas do primeiro longa. Até Henkel dirigiu uma dessas sequências, “O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno” (1994), transformando o filme numa continuação oficial – e pior exemplar da franquia. Portanto, não é surpresa que o novo projeto prometa ignorar as outras continuações para retomar a trama a partir da história original. Embora não seja novidade, a ideia tem uma justificativa recente: o sucesso de “Halloween”, que ignorou décadas de continuações para emendar sua trama diretamente no primeiro filme. O novo “Massacre” ainda não tem previsão de estreia.
Trailer legendado do remake de Noite de Terror estrega reviravoltas e revela quem é o assassino
A Universal divulgou o pôster e o trailer legendado do remake de “Noite de Terror” (Black Christmas). E não é pra ver, porque é spoiler do começo ao fim. O vídeo entrega as principais mortes e reviravoltas da trama, inclusive que é (são) o(s) assassino(s) e provavelmente até o desfecho. Impressionante. Esta já é a terceira filmagem de “Black Christmas”, sinalizando que a fase dos remakes começa a ser substituída por uma nova etapa: os remakes dos remakes. Apesar disso, a história é completamente diferente das versões anteriores. A produção canadense original de 1974, dirigida por Bob Clark (que depois fez “Porky’s”), foi precursora do slasher, subgênero dos psicopatas mascarados que atacam adolescentes, quatro anos antes de “Halloween” (1978) e seis antes de “Sexta-Feira 13” (1980). A trama acompanhava um grupo de amigas de faculdade (entre elas Margot Kidder, a futura Lois Lane de “Superman: O Filme”) que é atacada em sua irmandade por um assassino misterioso. Após vários telefonemas anônimos e o desaparecimento de uma das garotas, elas acionam a polícia, que só começa a se preocupar com o caso quando um cadáver é encontrado perto da casa. Logo, um assassino começa a matar uma por uma. O detalhe é que a identidade do criminoso nunca é revelada e ele escapa impune. Na segunda versão, intitulada “Natal Negro” no Brasil, os assassinos eram dois irmãos dementes, que morrem nas mãos da “final girl”. Com produção da Blumhouse, que também foi responsável pelo terceiro “Halloween”, a nova filmagem parece seguir a premissa da série “Screem Queens”, com vários assassinos e o envolvimento de uma fraternidade de estudantes masculinos. Além disso, há um viés feminista mais evidente de guerra dos sexos. O elenco é liderado pela atriz Imogen Poots (“Sala Verde”) e inclui alguns atores conhecidos de séries, como Aleyse Shannon (“Charmed”), Brittany O’Grady (“Star”), Lily Donoghue (“Jane the Virgin”), Caleb Eberhardt (“The Deuce”), Brittany O’Grady (“Star”), Simon Mead (“Golden Boy”) e Cary Elwes (“Stranger Things”). A direção está cargo de Sophia Takal, premiada por seu terror independente de estreia, “Always Shine” (2016), que tem 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 12 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Fratura: Família de Sam Worthington desaparece em trailer legendado de suspense
A Netflix divulgou o pôster, seis fotos e o trailer legendado do suspense “Fratura” (Fractured), em que Sam Worthington (“Fúria de Titãs”) tem que lidar com o misterioso desaparecimento de sua família. A trama lembra “Plano de Voo”, filme estrelado por Jodie Foster em 2005. Mas em vez da filha da protagonista desaparecer num avião, desta vez o mistério acontece num hospital. Worthington vive Ray Monroe, que vai às pressas para um pronto-socorro com a filha e a mulher (Lily Rabe, de “American Horror Story”) após a criança se machucar num acidente. Quando as duas são levadas para uma sala de exames, Ray espera o retorno durante horas, até perceber que elas sumiram. Os registros da visita da família o hospital desaparecem junto com as duas e logo ele percebe que algo mais sinistro pode estar acontecendo. O roteiro é de Alan B. McElroy (criador da franquia de terror “Pânico na Floresta”) e a direção está a cargo de Brad Anderson (“Chamada de Emergência”). “Fratura” ainda conta com os atores Stephen Tobolowsky (“One Day at a Time”), Adjoa Andoh (“Invictus”) e a criança Lucy Capri (“Queen America”). A estreia está marcada para 11 de outubro na plataforma de streaming.
As Five: Conheça a premissa da série derivada de Malhação: Viva a Diferença
Surgiram os primeiros detalhes de “As Five”, série teen derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, que vai continuar a história mais bem-sucedida da novelinha da Globo, premiada com o Emmy Kids Internacional. O cineasta Cao Hamburger (de “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Xingu”) está escrevendo os episódios do spin-off, que vai mostrar o que aconteceu com as “Five”, as cinco protagonistas da história original – no final da novelinha, cada uma seguiu um rumo diferente. A trama vai se passar uma década depois dos acontecimentos de “Malhação: Viva a Diferença” (que foi ao ar no ano passado!), acompanhando o reencontro das cinco amigas. Algumas mudaram de cidade, outras se casaram e tem até quem virou mãe, mas elas não se veem há muitos anos. Infelizmente, o motivo do reencontro será um enterro – de Mitsuko (Lina Agifu), mãe de Tina (Ana Hikari). Tina continua morando em São Paulo e virou uma produtora musical ao lado do namorado, Anderson (Juan Paiva). Quando a notícia da morte de sua mãe chega nas amigas, ela recebe apoio das quatro para superar o momento difícil. Mas logo vai ficar claro que cada uma delas também atravessa uma crise particular. A primeira a aparecer é Keyla (Gabriela Medvedovski), que também ficou em São Paulo. Por conta da criação do filho, agora na fase de pré-adolescência, a jovem teve de abandonar os estudos e apenas trabalha para criar o filho. Não está claro como a série irá tratar a separação de Keyla com Tato (Matheus Abreu), já que o ator não estará na série. Benê (Daphne Bozaski), por sua vez, vem do Rio de Janeiro, onde também trabalha com música ao lado do marido. Ela se casou com Guto (Bruno Gadiol) e vem superando a cada dia suas crises de Asperger. A amiga Lica (Manoela Aliperti) continua envolvida com Samantha (Giovanna Grigio) e ambas viraram importantes influenciadoras digitais do Brasil. Elas são muito amigas de MB (Vinícius Wester), que virou dono de um restaurante. A última a se reenturmar é Ellen (Heslaine Vieira), que se mudou do Brasil logo que terminou os estudos e está há 10 anos nos EUA. A jovem chega para o enterro e leva a tiracolo o novo namorado, surpreendendo as amigas. Com o reencontro, as amigas vão relembrar da juventude em que eram inseparáveis e, a partir daí, uma vai ajudar a outra a superar a atual crise que cada uma atravessa. Em ritmo intenso de gravação, “As Five” tem previsão de estreia para o começo de 2020 no Globoplay.
Parceria de Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey ganha “clipe de bastidores”
Ariana Grande divulgou em seu canal do YouTube um vídeo de bastidores das gravações de “Don’t Call Me Angel”, sua parceria com Miley Cyrus e Lana Del Rey para a trilha do filme “As Panteras”. O vídeo é praticamente um novo clipe, ao som da música integral e sem qualquer comentário. Os bastidores incluem Miley Cyrus ensaiando suas poses de “bad girl”, Lana Del Rey treinando “arremesso” de facas e Ariana ensaiando sua coreografia. No final, muitos abraços e congratulações, inclusive com a diretora Hannah Lux Davis, parceira habitual dos vídeos de Ariana. Lançado há uma semana, o clipe original já passou das 62 milhões de visualizações no YouTube. Por sinal, o vídeo oficial também foi lançado apenas no canal da cantora de “Thank U, Next” e ganhou links nas páginas das outras duas. Também é significativo que Ariana seja a primeira a cantar e ainda domine o refrão. Se isso não deixar claro quem é a estrela da produção, o “clipe de bastidores” privilegia ainda mais a sua participação. No cinema, porém, o trio protagonista é outro, formado por Kristen Stewart (“Crepúsculo”), Naomi Scott (“Power Rangers”) e a novata Ella Balinska (“The Athena”). O filme que acompanha o hit só vai estrear em 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Criador de Rambo diz ter vergonha de ser associado ao novo filme
O escritor David Morrell, criador de John Rambo no livro “Primeiro Sangue” (First Blood, de 1972), adaptado dez anos depois no filme “Rambo: Programado para Matar”, postou um desabafo no Twitter contra o novo longa do personagem consagrado no cinema por Sylvester Stallone. “Concordo com as críticas de ‘Rambo: Até o Fim’. O filme é uma bagunça. Me sinto envergonhado de ter meu nome associado a isso”, escreveu. Ao lado do texto, Morell incluiu um link para uma compilação de críticas negativas publicada pelo jornal USA Today, que destacam a orgia de violência e o racismo caricatural do filme, numa trama que ecoa o discurso do presidente Donald Trump ao filmar todos os homens mexicanos como encarações do mal – bandidos, estupradores e assassinos. É o “MAGA Country”, numa alusão ao slogan “Make America Great Again” usado por Trump em sua eleição, que serve de justificativa para a política imigratória mais dura da história dos Estados Unidos e para a prioridade do governo em construir um muro na fronteira do México. O filme foi destruído pela crítica norte-americana, recebendo apenas 35% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Quando se excluem os blogs de “críticos” amadores, a aprovação desaba de vez, ficando em 15% na opinião da velha e verdadeira imprensa (aquela que publica críticas em papel). As poucas resenhas positivas foram escritas por eleitores declarados de Trump e simpatizantes da extrema direita. Veja o post original de Morrell abaixo. I agree with these RAMBO: LAST BLOOD reviews. The film is a mess. Embarrassed to have my name associated with it.https://t.co/Yd2G9T7A9A pic.twitter.com/RS0gGHzL5h — _DavidMorrell (@_DavidMorrell) September 20, 2019
The Rhythm Section: Trailer de filme de ação transforma Blake Lively em superespiã
A Paramount divulgou o pôster e o trailer de “The Rhythm Section”, filme de ação estrelado por Blake Lively (“Águas Rasas”). A prévia explora o desejo de matar da protagonista, que se mostra disposta a tudo para se vingar pelos responsáveis por um atentado que matou sua família. Recorrendo a disfarces, subterfúgios e com um dedicação mortal, ela acaba se transformando numa superespiã. O vídeo tem mais diálogos que ação, mas as cenas de luta são intensas. O que faz lembrar que a atriz machucou a mão durante as filmagens e precisou passar por uma cirurgia. O elenco coadjuvante inclui Jude Law (“Capitã Marvel”), Sterling K. Brown (“This Is Us”), Max Casella (“A Lei da Noite”), Daniel Mays (“Belas Maldições”) e Raza Jaffrey (“Perdidos no Espaço”). A trama adapta uma franquia literária de Mark Burnell sobre a personagem vivida por Lively, Stephanie Patrick. Uma curiosidade sobre o autor é que ele cresceu no Brasil e já afirmou que a principal influência na criação de Stephanie Patrick, também conhecida como Petra Reuter, foi o filme “Nikita – Criada Para Matar” (La Femme Nikita, 1990), de Luc Besson. O próprio Burnell assina o roteiro. Já a direção é de Reed Morano, que tem longa carreira como cinematógrafa, mas curta como diretora. Seu trabalho mais conhecido é a série distópica “The Handmaid’s Tale”, pelo qual venceu o Emmy de Melhor Direção em 2017. A produção, por sua vez, ficou a cargo de Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, da Eon Productions, a empresa dos longas de 007, e é a primeira vez que eles realizam um thriller de espionagem sem James Bond. A estreia está marcada para 31 de janeiro nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Joaquin Phoenix define seu primeiro projeto após Coringa
Joaquin Phoenix definiu seu próximo projeto após sua aclamada atuação em “Coringa”, que chega aos cinemas em 3 de outubro. Ele vai estrelar o novo filme do cineasta indie Mike Mills, indicado ao Oscar pelo roteiro de “Mulheres do Século 20”. O projeto ainda não tem título ou sinopse revelada, mas deve começar a ser filmado nos próximos meses com produção do estúdio A24 – que já venceu o Oscar por “Moonlight”. Phoenix já foi indicado três vezes ao Oscar, e tem boas chances de conseguir sua quarta indicação por “Coringa”, após o longa de Todd Phillips conquistar o Leão de Ouro no Festival de Veneza e sua performance ser muito elogiada.
Festival do Rio recorre ao crowdfunding para não acabar
Sob ameaça de acabar por falta de patrocínios, o Festival do Rio decidiu recorrer ao crowdfunding. A organização do evento abriu nesta quinta-feira (19/9) uma campanha no site Benfeitoria para arrecadar quase R$ 1,2 milhão. O detalhe é que esta quantia cobre apenas parte dos R$ 4,5 milhões necessários para a mostra carioca acontecer. As negociações para suprir o resto estão sendo feitas com empresas e o governo do estado. O jornal O Globo revelou que, hoje, o Festival do Rio tem apenas R$ 500 mil garantidos. Na semana passada, os organizadores fizeram um “apelo público” no Facebook, acenando para a possibilidade de o evento ser cancelado diante da dificuldade de levantar recursos. O cancelamento se tornou uma possibilidade após o governo Bolsonaro ordenar o corte de financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”. Por determinação do inimigo declarado dos gastos em cultura no país, a Petrobras revelou que não renovaria o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que incluía o Festival do Rio, mas também a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Dias depois, o governo encaminhou um novo modelo para aprovação de incentivos culturais no país, que estabeleceu o teto de R$ 1 milhão por projeto. Todos os festivais de cinema importantes do país foram atingidos duplamente pelas duas medidas, já que custam mais que isso por edição. Além disso, os recursos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) foram congelados por portaria do governo – que a grande imprensa insiste em ignorar – , impossibilitando acesso aos programas de fomento e apoio cultural da Ancine. O primeiro evento de cinema a enfrentar problemas no governo Bolsonaro foi um dos menores e mais baratos do Brasil, o Anima Mundi. Correndo risco de acabar, o festival mudou sua configuração, diminuiu ainda mais e recorreu à vaquinha virtual para realizar sua edição deste ano. Graças a financiamento coletivo, o festival, que dá vaga na disputa do Oscar de Melhor Curta de Animação, conseguiu sobreviver mais um ano. É nesta pequena vitória que o Festival do Rio se inspira para tentar sair do papel. Mas só isso não adianta. O Festival do Rio não é, obviamente, o Anima Mundi, que buscou “apenas” RS$ 400 mil para se viabilizar. É – ou era – o maior festival de cinema do país. Mesmo em crise financeira, no ano passado, conseguiu exibir 200 títulos de 60 países em 20 locais da cidade, durante 11 dias — uma redução em relação aos 250 filmes da edição anterior. Deste total, 84 obras eram brasileiras (ou coproduções) – 64 longas e 20 curtas, entre ficções e documentários. Por conta disso, o evento é considerado a maior e mais relevante mostra do cinema nacional contemporâneo, que ao passar por suas telas ganha um cobertura intensa a mídia, que nenhum outro festival consegue replicar. Talvez o festival tenha que abrir mão de uma parte de sua programação, pois, se por um lado tem uma grande importância para o cinema nacional, apresenta-se como um festival internacional, com centenas de obras estrangeiras numa disputa direta por talento com a Mostra de São Paulo. Mas Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, revelou ao jornal O Globo que o desabafo público da semana passada rendeu o aparecimento de empresas interessadas em patrocinar o evento. Como os apoios ainda não foram fechados, ela não cita os nomes. “O prazo é apertado, temos que montar um festival em menos de dois meses. Se acontecer, certamente será uma edição menor, não vamos fingir que nada aconteceu. Mas seguimos trabalhando na programação e dialogando com os produtores dos filmes”, disse Ilda a O Globo. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, o governador do Rio, Wilson Witzel, comprometeu-se a ajudar o festival. Veja abaixo o vídeo da campanha de financiamento coletivo.
A Vida Invisível: Candidato brasileiro ao Oscar destaca participação de Fernanda Montenegro em novo trailer
Um novo trailer de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”), foi divulgado com algumas novidades. Para começar, a prévia foi disponibilizada pela Sony – e não por uma distribuidora indie, como a Vitrine – e ressalta que o filme é o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2020. O vídeo também destaca o papel de Fernanda Montenegro, primeira e última atriz a aparecer na tela. Ela encerra a apresentação fazendo um convite ao público para ver a obra nos cinemas. Além de representar o Brasil na busca de uma indicação ao Oscar, o longa foi considerado o Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e premiado no Festival de Munique com o CineCoPro Award — destinado à melhor coprodução do cinema alemão com outros países. Também esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, na Austrália, do Midnight Sun, na Finlândia, de Karlovy Vary, na República Tcheca, no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Jerusalém, em Israel. Para completar, ainda foi elogiado em publicações de prestígio como as revistas americanas The Hollywood Reporter (que o relacionou como um dos 10 melhores filmes de Cannes) e Variety (para quem é “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Internacional”), e atualmente registra 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, “A Vida Invisível” é definido como um “melodrama tropical”, que acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos: Eurídice quer ser pianista na Áustria e Guida quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado e desses desejos frustrados surge um desencontro que as separa. Mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. O elenco de “A Vida Invisível” reúne Carol Duarte (“O Sétimo Guardião”) e Julia Stockler (série “Só Garotas”) como protagonistas, além de Gregório Duvivier (“Desculpe o Transtorno”), Nikolas Antunes (“Ilha de Ferro”) e Flavio Bauraqui (“Impuros”). Fernanda Montenegro (“Infância”) tem pequena participação como a versão madura de Euridice. O filme já pode ser visto de forma limitada nos cinemas de Fortaleza (CE) a partir desta quinta (19/9), para cumprir regra de qualificação ao Oscar, mas o lançamento nacional amplo está marcado apenas para o dia 31 de outubro. A produção também ganhou um novo pôster, que pode ser conferido abaixo.
Rambo: Até o Fim é a maior estreia de cinema da semana
Os cinemas recebem 12 estreias nesta quinta (18/9). A obra com maior distribuição é “Rambo: Até o Fim”, que traz Sylvester Stallone de volta ao personagem dos anos 1980, mas como uma antítese do primeiro filme. Manifestação física (e ultraviolenta) da visão de Donald Trump sobre a fronteira mexicana, o lançamento pode decepcionar quem esperar algo diferente de mais carnificina que o terror da semana. O terror da semana é “Midsommar”, segundo longa de Ari Hester, diretor de “Hereditário”. Mais chocante que sangrento, começa lento, com um grupo de turistas americanos que viaja para uma pequena comunidade sueca durante festividades locais de verão. A princípio encantados com o clima idílico, os visitantes não demoram a mudar de ideia sobre o passeio, mas, como é praxe em histórias de terror, a esta altura já é tarde demais. No circuito limitado, o destaque é “A Música da Minha Vida”, um dos filmes mais fofos do ano, sobre um adolescente de família tradicional paquistanesa que descobre, na Inglaterra de 1987, o rock de Bruce Springsteen e finalmente se sente compreendido, encontrando sentido e direção para sua vida. Belíssima homenagem à música de Springsteen da diretora Gurinder Chadha, que já tem uma comédia cultuada em sua filmografia, “Driblando o Destino” (Bend It Like Beckham, 2002). A programação também inclui um novo desenho de Asterix, com história inédita nos quadrinhos e animação computadorizada, e mais duas curiosidades. O suspense brasileiro “Os Jovens Baumann”, por exemplo, chama atenção por usar a técnica das gravações encontradas, típica dos terrores inspirados pela “Bruxa de Blair”, para recriar imagens dos anos 1990 e dar ar de documentário a uma trama de mistério. Igualmente inusitado, o francês “Branca como a Neve”, de Anne Fontaine (“Coco Antes de Chanel”), transforma a fábula dos irmãos Grimm num drama contemporâneo, quente e feminista, com Isabelle Huppert (“Elle”) no papel da madrasta. Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Rambo: Até o Fim | EUA | Ação O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), agora ele vive recluso e trabalha em um rancho que fica na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida antiga marcada por lutas violentas, mas quase sempre vitoriosas, ficou no passado. No entanto, quando uma jovem amiga da família é sequestrada, Rambo não consegue controlar seu ímpeto por justiça e resolve enfrentar um dos mais perigosos cartéis do México. Midsommar – O Mal Não Espera a Noite | EUA | Terror Após vivenciar uma tragédia pessoal, Dani (Florence Pugh) vai com o namorado Christian (Jack Reynor) e um grupo de amigos até a Suécia para participar de um festival local de verão. Mas, em vez das férias tranquilas com a qual todos sonhavam, o grupo vai se deparar com rituais bizarros de uma adoração pagã. A Música da Minha Vida | Reino Unido | Musical Astérix e Obelix embarcam em uma jornada inédita. Dessa vez eles precisam ajudar o velho druida Panoramix a encontrar um novo guardião para a poção mágica de Gália. Durante a viagem pela região, eles devem impedir que a receita mágica caia nas mãos erradas, dando início a uma inesperada aventura. Asterix e o Segredo da Poção Mágica | França | Animação Astérix e Obelix embarcam em uma jornada inédita. Dessa vez eles precisam ajudar o velho druida Panoramix a encontrar um novo guardião para a poção mágica de Gália. Durante a viagem pela região, eles devem impedir que a receita mágica caia nas mãos erradas, dando início a uma inesperada aventura. Os Jovens Baumann | Brasil | Suspense Em 1992, em um encontro de família nas férias de verão, toda a geração mais jovem de herdeiros da família Baumann desaparece misteriosamente. Através de fotos da viagem e registros em vídeo recém descobertos, reconstrói-se os últimos dias desses jovens, em uma tentativa de entender o mistério a tantos anos sem solução. Depois do Casamento | EUA | Drama A gerente de um orfanato em Calcutá, na Índia, luta para manter o estabelecimento funcionando. Desesperada por dinheiro, ela acredita ter encontrado a benfeitora perfeita (Julianne Moore), dona de empresa multimilionária. Porém, para receber o dinheiro, ela precisa viajar até Nova York e conhecer a mulher por trás da riqueza, em meio a uma pomposa celebração matrimonial. Chegando ao local, a gerente não consegue disfarçar os segredos que a unem ao marido da empresária. Branca como a Neve | França | Comédia Claire (Lou de Laâge) é uma bela jovem mulher que trabalha no hotel do seu falecido pai, agora administrado por sua madrasta Maud (Isabelle Huppert). Quando seu namorado mais novo se apaixona por Claire, Maud é tomada por ciúmes e decide se livrar da enteada. Assim, a garota vai parar em uma fazenda, onde ela conhece sete “príncipes” que a ajudam a se libertar de sua criação restrita. Dafne | Itália | Comédia Dafne (Carolina Raspanti) é uma determinada e talentosa jovem com Síndrome de Down que, logo após a morte de sua mãe, precisa aprender a se conciliar com o seu pai, com quem nunca teve uma convivência exemplar. Percebendo que só possuem um ao outro, eles precisam aprender a compreender suas próprias diferenças. Meu Mundial – Para Vencer Não Basta Jogar | Uruguai | Drama Tito (Facundo Campelo) é um garoto talentoso, que sonha em se tornar um grande jogador de futebol. Aos 13 anos, ele chama a atenção de um importante olheiro e consegue fechar um contrato milionário com um time. Do dia para a noite, Tito tira a sua família da pobreza e começa a assumir as responsabilidades do mundo adulto, mas é só quando as coisas começam a dar errado que o garoto voltará a encontrar no esporte algo além de um compromisso profissional. Torre das Donzelas | Brasil | Documentário Há desejos que nem a prisão e nem a tortura inibem: liberdade e justiça. Há razões que nos mantêm íntegros mesmo em situações extremas de dor e humilhação: a amizade e a solidariedade. O filme traz relatos inéditos da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes em São Paulo. “Torre das Donzelas” é um exercício coletivo de memória feito por mulheres que acreditam que resistir ainda é um único modo de se manter livre. Longe da Árvore | EUA | Documentário Por mais que pareçam ser unidos e organizados, os integrantes da família Allnutt são completamente diferentes entre si. Enquanto os pais acreditam ser falhos em realizar um regime disciplinar prático e correto, os filhos sentem-se incompreendidos o tempo todo e lutam para que consigam ser ouvidos da maneira que julgam certa. Uruguai na Vanguarda | Brasil | Documentário Documentário que retrata os movimentos sociais feitos pela população uruguaia sob governo do presidente José Mujica. A partir dessas manifestações, houve a conquista da legalização do casamento de pessoas de mesmo sexo, da cannabis, do aborto e da cota racial. Professores, ativistas, artistas, estudantes e políticos fizeram parte da formação desse grupo que lutou em prol de justiça na sociedade sul-americana do Uruguai.











