Premiação do People’s Choice destaca Vingadores: Ultimato e Stranger Things
A premiação do People’s Choice Awards 2019, do canal pago americano E!, foi realizada na noite de domingo (10/11) na cidade de Santa Monica, nos Estados Unidos. No cinema, “Vingadores: Ultimato” foi o grande destaque com três prêmios: Melhor Filme do ano, Melhor Filme de Ação e Melhor Ator (Robert Downey Jr.). Mesmo número de prêmios conquistado por “Stranger Things” entre as séries: Melhor Série, Melhor Série de Drama e Melhor Estrela de Série (Millie Bobby Brown). Maior bilheteria de todos os tempos e maior sucesso da Netflix, “Vingadores: Ultimato” e “Stranger Things” são realmente populares. E não precisam realmente de um prêmio para que o mundo saiba disso. Entretanto, nem todos os vencedores do evento seguiram esse conceito básico da premiação. Como a votação é aberta ao público e realizada sem o menor controle, os fã-clubes mais organizados conseguem emplacar resultados que não refletem exatamente a ideia de popularidade do prêmio. São os casos, por exemplo, da vitória de “Shadowhunters”, cancelada por baixa audiência, como Melhor Série Sci-Fi/Fantasia, e a vitória de “After” como Melhor Filme de Drama. A bomba supostamente romântica, com apenas 17% de aprovação no Rotten Tomatos, deu prejuízo pela falta de público pagante nos cinemas, rendendo apenas US$ 12 milhões nas bilheterias norte-americanas. Além de explicar os resultados bizarros de algumas categorias, a característica fã-clubista também transforma o People’s Choice um clone do Teen Choice, dando mais destaque a produções e artistas adolescentes – os mesmos premiados pelo Teen Choice. Na prática, isso significa apenas que, em seu sucesso ao viciar os resultados, os fãs-clubes conseguiram fazer com que o People’s Choice Awards não signifiquem nada. Além dos premiados pelo público, que podem ser conferidos abaixo, o evento ainda prestou três homenagens: para Gwen Stefani, nomeada Estrela Fashion do ano, para Jennifer Aniston, eleita o Ícone do Ano e para Pink, escolhida como Campeã do Público MELHOR FILME Vingadores: Ultimato MELHOR FILME DE COMÉDIA Mistério no Mediterrâneo MELHOR FILME DE AÇÃO Vingadores: Ultimato MELHOR FILME DE DRAMA After MELHOR FILME PARA FAMÍLIA Aladdin MELHOR ATOR DE CINEMA Robert Downey Jr., Vingadores: Ultimato MELHOR ATRIZ DE CINEMA Zendaya, Homem-Aranha: De Volta ao Lar MELHOR ESTRELA DE FILME DE DRAMA Cole Sprouse, A Cinco Passos de Você MELHOR ESTRELA DE FILME DE COMÉDIA Noah Centineo, The Perfect Date MELHOR ESTRELA DE FILME DE AÇÃO Tom Holland, Homem-Aranha: De Volta ao Lar MELHOR ESTRELA DE FILME DE ANIMAÇÃO Beyoncé, O Rei Leão MELHOR SÉRIE Stranger Things MELHOR SÉRIE DE DRAMA Stranger Things MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA The Big Bang Theory MELHOR ATOR DE SÉRIE Cole Sprouse, Riverdale MELHOR ATRIZ DE SÉRIE Millie Bobby Brown, Stranger Things MELHOR ESTRELA DE SÉRIE DE DRAMA Zendaya, Euphoria MELHOR ESTRELA DE SÉRIE DE COMÉDIA Kristen Bell, The Good Place SÉRIE QUE VALE A PENA MARATONAR Outlander MELHOR SÉRIE DE SCI-FI/FANTASIA Shadowhunters MELHOR REALITY SHOW Keeping Up with the Kardashians MELHOR PROGRAMA DE COMPETIÇÃO America’s Got Talent MELHOR TALK SHOW DIURNO The Ellen DeGeneres Show MELHOR TALK SHOW NOTURNO The Tonight Show Starring Jimmy Fallon MELHOR PARTICIPANTE DE COMPETIÇÃO DA TV Hannah Brown, The Bachelorette MELHOR ESTRELA DE REALITY SHOW Khloé Kardashian, Keeping Up With the Kardashians MELHOR CANTOR Shawn Mendes MELHOR CANTORA Billie Eilish MELHOR GRUPO BLACKPINK MELHOR MÚSICA Shawn Mendes, Camila Cabello, “Señorita” MELHOR ÁLBUM Taylor Swift, Lover MELHOR ARTISTA COUNTRY Blake Shelton MELHOR ARTISTA LATINO Becky G MELHOR CLIPE BLACKPINK, “Kill This Love” MELHOR TURNÊ BLACKPINK, BLACKPINK 2019 World ESTRELA DA REDE SOCIAL David Dobrik MELHOR INFLUENCER DE BELEZA Bretman Rock CELEBRIDADE DA REDE SOCIAL Ellen DeGeneres MELHOR PET FAMOSO oug the Pug MELHOR COMEDIANTE Kevin Hart ARTISTA MAIS ESTILOSO Harry Styles MELHOR ATLETA Simone Biles MELHOR PODCAST Scrubbing In with Becca Tilley and Tanya Rad
Tommaso: Nova parceria de Abel Ferrara e Willem Dafoe ganha trailer para maiores
O estúdio francês Capricci divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Tommaso”, drama que volta a reunir o ator Willem Dafoe e o diretor Abel Ferrara após quatro filmes (“Enigma do Poder”, “Go Go Tales”, “4:44 – O Fim do Mundo” e “Pasolini”). A prévia é para maiores e contém cenas de nudez. Na trama, Tommaso (Dafoe) é um artista americano que vive em Roma com a sua esposa, Nikki, e sua filha de três anos, Dee Dee. O relacionamento deles é tumultuoso e Tommaso precisa lidar com o desejo da esposa em mudar as regras do casamento. Porém, essa mudança contraria a vida simples que o homem leva em Roma, como estudante de italiano e professor de teatro, a relações que mantém com os habitantes locais e o amor que sente pela filha. O seu temperamento artístico também implica que existe outro mundo na sua imaginação, um mundo em que as mulheres exercem grande influência. É budista com visões da paixão de Cristo e também um ex-viciado em drogas e alcoólatra numa cidade que ainda o vê como estrangeiro. O elenco também inclui Cristina Chiriac (esposa do diretor) como Nikki e Anna Ferrara (filha do diretor) como Dee Dee. “Tommaso” teve première no Festival de Cannes e ainda está sendo exibido no circuito dos festivais, com previsão de estreia comercial em 8 de janeiro na França.
Ilha da Fantasia: Versão de cinema da série clássica ganha pôster, sinopse e data de estreia
A Sony divulgou o primeiro pôster, a sinopse oficial e a data de estreia de “Ilha da Fantasia”, adaptação da série clássica dos anos 1970, que vai chegar aos cinemas como um filme de terror da produtora Blumhouse (de “Corra!” e “Atividade Paranormal”). Para quem não lembra, “Ilha da Fantasia” mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize, nos anos 1970). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. No filme, o Sr. Roarke será vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. “Mas quando essas fantasias se transformam em pesadelos, os convidados precisarão solucionar o mistério da Ilha para escaparem vivos”, completa o texto oficial. O elenco não identifica um novo Tattoo, mas inclui vários “convidados sortudos”, entre eles Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”), além de trazer Kim Coates (o Tig de “Sons of Anarchy”) como um personagem identificado como Devil Face (Cara de Diabo). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror estrelado por Lucy Hale. O filme da “Ilha da Fantasia” vai estrear em 13 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Midway surpreende com estreia à frente de Doutor Sono na América do Norte
“Midway – Uma Batalha em Alto Mar” surpreendeu o mercado, ao abrir em 1º lugar nos Estados Unidos e Canadá com uma bilheteria de US$ 17,5 milhões. Mas os valores baixos da arredação indicam mais um problema de desempenho de “Doutor Sono”, terror que continua “O Iluminado” (1980) e entrou em cartaz cercado de expectativas. Imaginava-se uma vitória tranquila da mais nova adaptação de Stephen King. Entretanto, fez apenas US$ 14,1 milhões, em 2º lugar. Dirigido por Roland Emmerich, “Midway” recria a maior batalha natal da 2ª Guerra Mundial, que já tinha rendido um blockbuster em 1976 e foi considerado um longa à moda antiga (antiquado, em outras palavras), com aprovação de apenas 44% pela crítica cotada pelo site Rotten Tomatoes. Entretanto, o elenco com atores famosos e jovens populares – o cantor Nick Jonas, entre eles – , somada à expectativa de cenas de ação do diretor de “Independence Day” (1996), ajudou-o a vender mais ingressos que o estimado. “Doutor Sono” foi lançado em 500 salas a mais, o que só deve aumentar a incredibilidade da Warner, que imaginava repetir o fenômeno de “It – A Coisa”. Afinal, a produção agradou a crítica, com 74% de aprovação, e também conta com atores conhecidos – Ewan McGregor e Rebecca Ferguson. No entanto, os espectadores ficaram mais entusiasmados com “Midway”, e não apenas na bilheteria, conforme atesta a nota A no CinemaScore, que pesquisa a opinião do público, enquanto o terror atingiu um B+. Mesmo com a vitória, “Midway” não pode comemorar. US$ 17,5 milhões não é bilheteria de abertura digna para uma superprodução que custou mais de US$ 100 milhões. A Lionsgate não está em posição financeira confortável para somar um novo prejuízo em suas contas. A aposta, agora, é transformar a atenção gerada pela conquista norte-americana em atrativo para o mercado internacional. A estreia no Brasil vai acontecer na próxima semana, em 20 de novembro. O fim de semana ainda trouxe mais dois lançamentos aos cinemas da América do Norte. A trama infantil de “Brincando com Fogo”, estrelada por John Cena, e a comédia romântica natalina “Uma Segunda Chance para Amar”, com Emilia Clarke, abriram em 3º e 4º lugares, respectivamente. Ambos tiraram notas baixas junto à crítica e parecem produções típicas da Netflix. “Uma Segunda Chance para Amar” chega aos cinemas brasileiros em 28 de novembro, enquanto “Brincando com Fogo” tem previsão de estreia apenas para janeiro de 2020. O Top 5 se completa com “Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”, que caiu do 1º para o 5º lugar em apenas uma semana. Fracasso nos EUA, onde ainda se arrasta para atingir US$ 50 milhões, a continuação de ficção científica está com praticamente US$ 200 milhões mundiais. Enquanto isso, “Coringa” continua em campanha para ingressar no clube dos bilionários. Se repetir a arrecadação deste fim de semana, a carteirinha de membro exclusivo será emitida já no próximo domingo (17/11). Ao todo, a adaptação dos quadrinhos atingiu com US$ 984,7 milhões mundiais neste fim de semana. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 17,5M Total EUA e Canadá: US$ 17,5M Total Mundo: US$ 17,5M 2. Doutor Sono Fim de semana: US$ 14,1M Total EUA e Canadá: US$ 14,1M Total Mundo: US$ 19,7M 3. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 12,8M Total EUA e Canadá: US$12,8M Total Mundo: US$ 15,3M 4. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 11,6M Total EUA e Canadá: US$ 11,6M Total Mundo: US$ 14,7M 5. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio Fim de semana: US$ 10,8M Total EUA e Canadá: US$ 48,4M Total Mundo: US$ 199,3M 6. Coringa Fim de semana: US$ 9,3M Total EUA e Canadá: US$ 313,4M Total Mundo: US$ 984,7M 7. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 97,3M Total Mundo: US$ 430,3M 8. Harriet Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 23,4M Total Mundo: US$ 23,4M 9. Zumbilândia: Atire Duas Vezes Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA e Canadá: US$ 66,6M Total Mundo: US$ 101,9M 10. Família Addams Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 91,4M Total Mundo: US$ 154,8M
Segredos Oficiais pertence à melhor tradição dos thrillers políticos
“Segredos Oficiais” é um thriller político na tradição dos melhores produzidos pela Nova Hollywood nos anos 1970, mas com aquele toque de maior realismo das produções britânicas. O filme conta a história real de Katharine Gun, vivida com brilhantismo por Keira Knightley (“Colette”). Funcionária de uma agência de inteligência da Inglaterra, ela obteve um memorando bombástico que revelava uma tentativa dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido de pressionar os demais países para obter apoio da ONU à guerra contra o Iraque em 2003, tendo como principal desculpa a existência das notórias – e inventadas – “armas de destruição em massa”. O filme é narrado com uma maestria impressionante, ainda que de maneira bem clássica. Talvez o maior mérito seja do roteiro, que foi coescrito pelo diretor Gavin Hood e consegue amarrar bem todos os personagens, apresentados nos momentos certos, e costurar a trama complexa de uma forma envolvente. É interessante como certos filmes, mesmo tratando de eventos ocorridos com uma distanciamento temporal relativamente grande, ainda falam sobre o momento atual. Afinal, vazamentos de informações privilegiadas estampam cada vez mais manchetes de jornais. Mas Gun não é retratada como uma heroína. O filme a mostra como uma pessoa comum que sente a necessidade de agir para impedir uma guerra (infelizmente, os Estados Unidos iniciam o ataque, mesmo sem o apoio da ONU) e que tem sua vida virada do avesso ao tomar essa decisão. O risco não é só dela, que pode ser presa, mas para seu marido, por ser imigrante, que enfrenta ameaças de deportação. O enredo vai sendo tecido com cuidado e esmero. Após a apresentação da personagem de Keira Knightley e as ações fundamentais para que o memorando ganhe o mundo, somos apresentados aos jornalistas do The Observer, principalmente àquele que escreveria a história, Martin Bright (em interpretação de Matt Smith, de “The Crown”). Depois, entra em cena o advogado Ben Emmerson (Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”), que será responsável pela defesa da jovem. O excelente trabalho dos atores e o modo como o filme lida de forma realista com o mundo dos jornais, o circo da mídia e todo o drama kafkiano enfrentado por Gun, contribui para que “Segredos Oficiais” não deva nada a outras obras recentes de denúncias jornalísticas, como “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom McCarthy, “Conspiração e Poder”, de James Vanderbilt, ou “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. E para quem não conhece a história real de Katharine Gun, o melhor é não pesquisar nada, pois o final é surpreendente.
Dan Aykroyd confirma presença de Bill Murray no novo Caça-Fantasmas
Bill Murray vai participar do novo filme dos Caça-Fantasmas. O retorno do ator foi confirmado por outro Caça-Fantasmas veterano, Dan Aykroyd, co-criador da franquia, em entrevista ao podcast The Greg Hill Show. O astro de “Os Caça-Fantasmas” (1984) e “Os Caça-Fantasmas 2” (1989) afirmou que Jason Reitman escreveu um roteiro emocionante que carrega o DNA dos longas originais, antes de confirmar que ele, Murray, Sigourney Weaver e Annie Potts filmaram cenas ao lado do novo elenco. Aykroyd ainda contou que o novo longa prestará tributo a Harold Ramis, que co-escreveu com ele o roteiro do filme original e viveu o Caça-Fantasmas Egon Spangler. O ator faleceu em 2014. Diferente do filme com elenco feminino de 2016, o novo Caça-Fantasmas será uma continuação direta das comédias originais. Apesar disso, a trama focará em uma nova família: Carrie Coon (“The Leftovers”) será mãe solteira dos personagens de Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). Além deles, Paul Rudd (“Homem-Formiga”) interpreta um professor de cidade pequena. A direção é de Jason Reitman (“Juno”, “Tully”), filho do diretor dos dois primeiros Caça-Fantasmas, Ivan Reitman. A estreia está prevista para 20 de agosto no Brasil, 40 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Extrema direita europeia ataca público de filme gay na Geórgia
O público do premiado “And Then We Danced” foi agredido na première do filme na Geórgia, país da antiga União Soviética, por um grupo de manifestantes da extrema direita do país. O longa, que conta uma história de amor LGBTQIA+, entre dois jovens dançarinos georgianos de balé, gerou quebra-quebra nas ruas da capital do país na sexta-feira (8/11). Centenas de manifestantes se juntaram para bloquear as ruas no lado de fora do cinema em que aconteceu a première no centro de Tbilisi, com o objetivo de cercar e atacar o público do filme. Uma mulher foi parar no hospital e dois policiais que tentaram conter as hostilidades acabaram feridos. Cantando “Vida longa à Georgia” e “Vergonha”, os agressores – alguns segurando cruzes e símbolos religiosos – tentaram forçar a entrada ao cinema, mas foram impedidos pela polícia. “Não é apenas um filme. É um insulto à nossa fé, às nossas tradições e a tudo que é sagrado para nós”, disse um dos manifestantes, identificado como Guram Damenia, para a imprensa do país. A polícia afirmou neste sábado que prendeu mais de 25 pessoas durante o ato violento. Dirigido por Levan Akin, georgiano residente na Suécia, “And Then We Danced” teve première no Festival do Cannes e já venceu uma dezena de prêmios em festivais ao redor do mundo. O filme também é o candidato da Suécia a uma vaga na disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional e tem 93% de aprovação da crítica de língua inglesa, segundo o site Rotten Tomatoes. Akin emitiu um comunicado condenando a violência – nada cristã – dos grupos que usam a religião para tentar impedir a exibição do filme, batendo inclusive em mulheres. “Muitas pessoas me perguntaram o que aconteceu na Geórgia em relação à estréia de ‘And Then We Dance’ na sexta-feira. Alguns grupos de extrema direita e a Igreja basicamente condenaram o filme e planejam impedir as pessoas de participar das sessões esgotadas. É absurdo que as pessoas que compraram ingressos precisem ser corajosos e arriscarem ser assediados ou até agredidos apenas para assistirem a um filme. Eu fiz este filme com amor e compaixão. É a minha carta de amor à Geórgia e à minha herança. Com essa história, eu queria recuperar e redefinir a cultura georgiana para incluir todos, não apenas alguns. Infelizmente, porém, os tempos em que vivemos são sombrios e os protestos violentos apenas provam como é vital enfrentar essas forças sombrias da maneira que pudermos”. Veja abaixo o trailer oficial de “And Then We Danced”, com legendas em inglês. O longa faz parte da mostra Mix Brasil, que começa sua 27ª edição na quinta-feira (14/11) em São Paulo.
Maria Perego (1923 – 2019)
A artista Maria Perego, criadora do personagem infantil Topo Gigio, morreu na quinta-feira passada (7/11), aos 95 anos. Apesar da idade avançada, ela estava trabalhando no retorno do personagem para a RAI, no ano que vem. A cauda da morte não foi revelada. Nascida em Veneza, em 1923, Perego começou a carreira no teatro de marionetes, e levou a experiência para a televisão. Alcançou o sucesso em 1959, quando criou, junto com o marido Federico Caldura, o ratinho Topo Gigio, inspirado no Mickey Mouse americano. Ela já trabalhava em programas infantis na RAI desde 1954, mas considerava a grande virada de sua carreira a decisão de abandonar os personagens de papel machê e investir em bonecos com mecanismos internos, manipulados por marionetistas vestidos de preto, incluindo capuz, que desapareciam sob o fundo, também preto, na TV. Topo Gigio nasceu desse processo. O personagem estreou na TV com a voz do ator Peppino Mazzullo e participou de diversos programas famosos da TV italiana, antes de iniciar sua bem-sucedida trajetória internacional. Fez sucesso no Japão, Espanha, em vários países da América Latina e até chegou até a ter carreira musical nos Estados Unidos, onde fez duetos com Louis Armstrong e Frank Sinatra. O ratinho estreou no Brasil em 1969, no programa “Mister Show”, na TV Globo, formando dupla com o comediante Agildo Ribeiro. Marcou época, vendeu muitos brinquedos. Mas o fenômeno foi incrivelmente curto. Foram apenas 32 apresentações até o final de 1970. O episódio final deixou milhões de crianças chorando por todo o país, ao apresentar o boneco indo embora, de volta para a Itália, com uma trouxinha no ombro, virando-se no último momento para acenar para o público. Os brasileiros voltaram a encontrar Topo Gigio 13 anos depois, num programa na Bandeirantes de 1983, ao lado do ator Ricardo Petraglia. Mas não foi a mesma coisa e a segunda vinda do ratinho durou menos ainda. Em 1987, os mesmos empresários insistiram mais uma vez e o personagem teve sua terceira passagem curta pelo Brasil.
Woody Allen entra em acordo com a Amazon e encerra processo por quebra de contrato
O cineasta Woody Allen entrou em acordo com a Amazon para encerrar a disputa judicial que travava com a empresa. Na noite de sexta-feira (9/11), Allen retirou o processo que movia contra a produtora por rompimento de um contrato para a produção de quatro filmes e pela recusa em distribuir um filme que ele já havia terminado – “Um Dia de chuva em Nova York”. Os termos do acordo não foram divulgados. Em fevereiro, Allen havia processado duas unidades da Amazon, reivindicando que elas não poderiam ter rompido os planos de distribuição por conta de uma acusação “sem base” de que ele teria molestado sua filha Dylan Farrow. As acusações não são novas e o diretor sempre negou tudo, retrucando que resultam de lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Allen não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal nos anos 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas Dylan aproveitou o movimento #MeToo no final de 2017 para resgatar a história e conseguiu criar uma reação de repúdio generalizado, como se houvesse fato novo. Em sua ação, Allen argumenta que a Amazon já sabia da acusação quando fechou o contrato. A Amazon respondeu dizendo que a amplificação da denúncia pelo #MeToo mudou as condições do negócio, pois impedia o estúdio de recuperar qualquer investimento que fizesse no diretor. Numa moção para descartar parte do processo de Allen, os advogados da Amazon afirmaram: “Dezenas de atores e atrizes expressaram profundo pesar por terem trabalhado com Allen no passado, e muitos declararam publicamente que nunca trabalhariam com ele no futuro”. Isto realmente aconteceu. Mas passados dois anos, a maré mudou, aumentando a quantidade de astros que vieram à público defender Allen, dizendo-se dispostos a trabalhar com o diretor quando ele quisesse, como Scarlett Johansson em setembro passado e Jeff Goldblum nesta semana. Isto pôs por terra os argumentos da Amazon. Para completar, a empresa de Allen, Gravier Productions, conseguiu fechar diversos lançamentos internacionais para “Um Dia de chuva em Nova York”, obra que a Amazon bloqueou nos Estados Unidos, e já arrecadou US$ 11,5 milhões em cinemas em todo o mundo. No Brasil, o filme protagonizado Timothée Chalamet, Elle Fanning e Selena Gomez chega aos cinemas no dia 21 de novembro. O acordo deve liberar o filme para ser lançado na América do Norte. Allen também fechou uma parceria com a produtora espanhola Mediapro e já rodou um novo filme na Espanha, “Rifkin’s Festival”, atualmente em pós-produção para um lançamento em 2020.
Academia Europeia de Cinema indica filmes de Polanski, Bellocchio e Almodóvar como Melhores do Ano
A Academia Europeia de Cinema anunciou os indicados a seus prêmios anuais. Na lista, divulgada neste sábado (9/11) durante o Festival de Sevilha, na Espanha, quatro filmes se destacam com o mesmo número de nomeações. Empatados em número de categorias, aparecem o espanhol “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, o italiano “O Traidor”, de Marco Bellocchio, o britânico “A Favorita”, de Yorgos Lanthimos, e o francês “An Officer and a Spy” (J’accuse), de Roman Polanski. As indicações ao filme de Polanski foram as que mais chamaram atenção. Não pela qualidade do filme, que, inclusive, foi premiado no Festival de Veneza deste ano, mas pelo timing. Polanski volta a ser celebrado um dia após ser novamente acusado de ter cometido estupro nos anos 1970. Em denúncia publicada pelo jornal Le Parisien na sexta (8/11), a fotógrafa francesa Valentine Monnier afirmou que o cineasta a estuprou em 1975 na Suíça, quando ela tinha 18 anos. Ela foi a sexta mulher a acusar o diretor de crime sexual, embora apenas um caso tenha ido à julgamento e levado Polanski a se exilar na França, para escapar da condenação nos Estados Unidos em 1977. Os quatro filmes citados vão disputar o troféu de Melhor Filme Europeu do ano, juntamente com o francês “Les Miserables”, de Ladj Ly, e o alemão “Systemsprenger” (“System Crasher”), de Nora Fingscheidt. Almodóvar, Polanski, Bellocchio e Lanthimos estão ainda na disputa de Melhor Direção, juntando-se à francesa Celine Sciamma por “Retrato de um Jovem em Chamas”. Nas categorias de interpretação, destacam-se as presenças da vencedora do Oscar Olivia Colman por “A Favorita”, António Banderas por “Dor e Glória”, Jean Dujardin por “J’accuse”, e Adèle Haenel por “Retrato de um Jovem em Chamas”. Esta última também esteve nas manchetes da imprensa francesa nesta semana, igualmente às voltas de denúncia de abuso sexual, mas na condição de vítima, tendo acusado o diretor que lançou sua carreira cinematográfica, Christophe Ruggia, de assédio quando ela tinha 12 anos de idade. Os Prêmios Europeus de Cinema (European Film Awards) visam reconhecer a excelência dos filmes produzidos na Europa e são entregues anualmente pela Academia Europeia de Cinema, composta por cerca de 3,5 mil profissionais da indústria cinematográfica do continente. A 32ª cerimônia de premiação vai acontecer em Berlim, Alemanha, no dia 7 de dezembro. Confira abaixo a lista dos indicados. Melhor Filme Les Misérables – Ladj Ly J’accuse – Roman Polanski Dor e Glória – Pedro Almodóvar System Crasher – Nora Fingscheidt A Favorita – Yorgos Lanthimos O Traidor – Marco Bellocchio Melhor Direção Pedro Almodóvar – Dor e Glória Marco Bellocchio – O Traidor Yorgos Lanthimos – A Favorita Roman Polanski – J’Accuse Céline Sciamma – Retrato de uma Jovem em Chamas Melhor Atriz Olivia Colman – A Favorita Trine Dyrholm – Queen Of Hearts Noémie Merlant & Adèle Haenel – Retrato de uma Jovem em Chamas Viktoria Miroshnichenko – Beanpole Helena Zengel – System Crasher Melhor Ator Antonio Banderas- Dor e Glória Jean Dujardin – J’Accuse Pierfrancesco Favino – O Traidor Levan Gelbakhiani – And Then We Danced Alexander Scheer – Gundermann Ingvar E. Sigurðsson – A White, White Day Melhor Roteiro Pedro Almodóvar – Dor e Glória Marco Bellocchio, Ludovica Rampoldi, Valia Santella & Francesco Piccolo – O Traidor Ladj Ly, Giordano Gederlini & Alexis Manenti – Les Misérables Robert Harris & Roman Polanski – J’Accuse Céline Sciamma – Retrato de uma Jovem em Chamas Melhor Documentário For Sama – Waad Al-kateab & Edward Watts Honeyland – Ljubomir Stefanov & Tamara Kotevska Putin’s Witnesses – Vitaly Mansky Selfie – Agostino Ferrente The Disappearance Of My Mother – Beniamino Barrese Melhor Comédia Ditte & Louise – Niclas Bendixen Tel Aviv On Fire – Sameh Zoabi A Favorita – Yorgos Lanthimos Melhor Animação Buñuel In The Labyrinth Of The Turtles – Salvador Simó J’ai Perdu Mon Corps – Jérémy Clapin L’extraordinaire Voyage de Marona – Anca Damian Les Hirondelles de Kaboul – Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec Curta-Metragens Cães que Ladram aos Pássaros Rekonstrukce The Christmas Gift Les Extraordinaires Mésaventures de la Jeune Fille de Pierre
Animação do Scooby-Doo para o cinema ganha primeiras fotos
A Warner divulgou as primeiras fotos de “Scooby”, primeira animação para o cinema de “Scooby-Doo”. As imagens chamam atenção para o uso de computação gráfica, que dá aos personagens uma aparência diferente, mas nem tanta, já que muitos traços originais foram preservados. Além disso, revelam que o filme terá um trecho com Scooby e Salsicha crianças, demonstrando que a amizade da dupla é bastante antiga. O filme terá vozes famosas em inglês. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continuará a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 também faz a voz do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. Além dos protagonistas clássicos do desenho, a produção terá outros personagens famosos do estúdio Hanna-Barbera, trazendo Tracy Morgan (“30 Rock”) como a voz do Capitão Caverna, Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) como o Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) como o Bionicão e Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) como o vilão Dick Vigarista. O roteiro é de de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção está a cargo de Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia – produziu a série “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e comandou o recente vídeo animado “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). A estreia está marcada para 14 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Robert Freeman (1933 – 2019)
Morreu o fotógrafo e cineasta Robert Freeman, que ficou conhecido por suas fotos icônicas dos Beatles. A informação foi divulgada por Paul McCartney em seu blog oficial nesta sexta (8/11), sem revelar a causa da morte. Mas o artista tinha sofrido um AVC em 2014 e vinha doente desde então. Freeman começou sua carreira como jornalista fotográfico no jornal britânico The Sunday Times. Ele causou uma forte impressão inicial com fotografias em preto e branco de vários músicos de jazz, incluindo o saxofonista John Coltrane, e isso chamou a atenção do empresário dos Beatles, Brian Epstein, que encomendou um retrato da banda em 1963. Este contato inicial levou a uma longa associação com os quatro músicos de Liverpool, incluindo o design e a fotografia das capas dos álbuns “With The Beatles” (“Meet The Beatles!” nos EUA), “The Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Ele também desenhou as sequências dos créditos finais dos dois primeiros filmes dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965), ambos dirigidos por Richard Lester, além de ter sido responsável pelas fotografias oficiais da produção e pelo visual dos pôsteres e materiais promocionais dos filmes. Ficou tão íntimo da banda que sua esposa, Sonny, teria sido a inspiração de John Lennon para compor a música “Norwegian Wood” – numa relação que também envolveria sexo. A alegação foi feita pela ex-esposa de Lennon, Cynthia Lennon, em sua biografia. Por coincidência, Freeman acabou se afastando dos Beatles nesta época. Mas aproveitou os contatos da banda, como Richard Lester. O diretor, que tinha gostado do trabalho do fotógrafo, o contratou para desenhar os créditos de seu filme mais premiado. Marco do cinema mod, “Bossa da Conquista” (The Knack) venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1965. A experiência com esses filmes permitiu a Freeman estrear como diretor, assinando outro cultuadíssimo filme mod, “As Tocáveis” (The Touchables, 1968). Definitivamente uma obra de fotógrafo, o longa é considerado um deleite visual, mas péssimo em termos de narrativa – o fiapo de história girava em torno do rapto do cantor de uma banda de rock por fãs histéricas. Uma curiosidade de sua trilha sonora é o destaque dado à obscura banda Nirvana original (dos anos 1960), além de incluir a primeira música do Pink Floyd ouvida no cinema (“Interstellar Overdrive”). Robert Freeman também dirigiu o documentário “O Mundo da Moda (Ontem-Hoje e Amanhã)” (Mini-Mid), sobre a Swinging London, e o drama “A Doce Promessa” (1969) na França, além de ter sido o fotógrafo oficial do primeiro calendário Pirelli. “Grande profissional, ele era imaginativo e um verdadeiro pensador original”, escreveu Paul McCartney em seu blog. “As pessoas costumam pensar que a foto da capa do ‘Meet The Beatles’ em meia-sombra foi uma foto de estúdio cuidadosamente arranjada. Na verdade, foi registrada rapidamente por Robert no corredor de um hotel em que estávamos hospedados, onde a luz natural vinha das janelas no final do corredor. Eu acho que não demorou mais que meia hora para chegar naquele resultado”. “Bob também inovou na foto da capa de ‘Rubber Soul’. Ele tinha o costume de usar um projetor de slides para mostrar pra gente como ficariam as fotos nos discos, projetando-as em um pedaço de papelão branco do tamanho exato da capa de um álbum. Durante a sessão de observação dessa imagem, o papelão que estava apoiado em uma pequena mesa caiu para trás, dando à fotografia uma aparência esticada. Então, ficamos empolgados com a ideia dessa nova versão de sua fotografia. Ele nos garantiu que era possível imprimi-lo dessa maneira, e como álbum era intitulado ‘Rubber Soul’ (alma de borracha), sentimos que a imagem se encaixava perfeitamente”, revelou o cantor. “Sentirei saudades deste homem maravilhoso e sempre apreciarei as boas lembranças que guardo dele. Obrigado Bob”.
Atividade Paranormal vai ganhar sétimo filme
O terror não tem fim. “Atividade Paranormal 7” apareceu no cronograma de produção da Paramount, divulgado na quinta-feira (7/11) nos Estados Unidos, com data de estreia marcada para 19 de março de 2021. Ainda sem detalhes revelados sobre a trama, “Atividade Paranormal 7” só tem confirmada até o momento a volta do produtor Jason Blum, que produzirá o longa por meio de sua empresa, Blumhouse. O filme original foi o primeiro grande sucesso comercial de Blum, que se transformou num dos produtores mais bem-sucedidos do terror a partir de lançamentos mais sofisticados, como “Corra!” e “Fragmentado”. Gravado com câmeras amadoras, manipuladas por atores para criar um efeito “documental” no registro dos fenômenos da história, o primeiro “Atividade Paranormal” foi feito com apenas US$ 15 mil de orçamento em 2007 e rendeu quase US$ 200 milhões em todo o mundo, inspirando inúmeras cópias e paródias. Com as continuações e derivados, a franquia já arrecadou cerca de US$ 900 milhões e se tornou a mais lucrativa de todos os tempos – em termos de custo e retorno financeiro. O último filme da saga, “Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma”, foi lançado em 2015. Feito em 3D, custou bem mais: US$ 10 milhões. E faturou bem menos: US$ 78 milhões mundiais.










