O Despertar das Formigas expõe a opressão do cotidiano
Em “O Despertar das Formigas”, filme da Costa Rica dirigido por Antonella Sudassi Furnis, assiste-se ao que se poderia chamar de opressão do cotidiano, que recai sobre a mulher numa estrutura tradicional patriarcal. O que se dá é uma naturalização da existência, em que as relações de gênero e seus respectivos papéis e responsabilidades nunca são postos em dúvida, nem mesmo pelas vítimas mais evidentes do processo. A opressão não está nas pessoas, que apenas repetem o que aprenderam e viveram, mas no contexto social que produziu e solidificou as regras e os valores em vigor. O controle social se expressa nas falas, expressões, expectativas, cobranças, piadas, críticas, fofocas e eventualmente na ação das autoridades. No filme “O Despertar das Formigas” tudo isso está exposto, visível no dia-a-dia de Isabel (Daniela Valenciano), seu marido Alcides (Leynar Gómez) e duas filhas, vivendo em aparente harmonia e equilíbrio familiar, mesmo numa situação de pobreza, no interior da Costa Rica, zona rural. As cenas em que Isabel leva uma lâmpada de um ponto para outro da casa porque não pode comprar mais uma e o momento em que essa lâmpada se quebra falam por si. Apesar disso, uma moradia digna e a alimentação estão garantidas. As relações afetivas entre os membros da família são boas. O que não se percebe nesse contexto é o quanto a carga pesa sobre os ombros da mulher. Isabel cuida das crianças e da casa, cozinha, faz doces para as festinhas, ajuda na lição das crianças e ainda costura para receber algum dinheiro para pôr na casa. Um agravante simbólico é o cuidado que precisa ter com os cabelos longos, dela e das duas filhas, um padrão estético apreciado pelos homens e estimulado pelas mulheres. Isabel leva tudo isso bem, encarando esse peso todo como natural. O que acaba por produzir um despertar das formigas é uma expectativa reiterada pelo marido e pela sociedade por mais um filho, agora um menino, objeto de desejo até das duas filhas do casal. Isabel percebe que não dará conta disso também e aí fica claro para ela a insanidade dessa exigência. A mudança do meio social é muito difícil sem uma ação coordenada de luta feminina por igualdade de direitos, mas o filme mostra que, no terreno das relações pessoais, algo também pode ser feito, desde que com firmeza e assertividade. Como diz um provérbio chinês, se você mostra que sabe o caminho que quer, os outros lhe dão passagem. “O Despertar das Formigas”, que tentou – sem conseguir – uma vaga no Oscar de Filme Internacional, é uma produção modesta, de baixo orçamento, mas muito bem realizada, com um ótimo elenco encabeçado por Daniela Valenciano e que tem nas duas meninas, Isabella Moscoso e Abril Alpizar, um atrativo à parte.
A Melhor Juventude é um dos maiores filmes do cinema italiano, em qualidade e duração
O grande filme de Marco Tullio Giordana, “A Melhor Juventude” (La Meglio Giuventú), de 2006, finalmente chega aos cinemas brasileiros, dividido em duas partes. Conta a história de uma família em que dois irmãos vivem juntos e separados em momentos da história recente da Itália, dos anos 1960 aos 2000. Vão a Roma, passam pelas origens em Ravena, estudam em Bolonha, se encontram em Florença em plena cheia que castigou a cidade, em eventos de radicalismo político e repressão em Turim, nos julgamentos de Milão, na máfia siciliana, em Palermo, onde também se dá o assassinato do juiz Giovanni Falcone e outros, no tempo da Brigada Vermelha, e por todos os cantos, ao longo desse período contemporâneo italiano. Uma jovem com problemas mentais compõe o trio de protagonistas, o que permite discutir o descalabro dos hospitais psiquiátricos e a revolução promovida por Basaglia no mundo, a partir da Itália. A costura dos fatos e personagens é muito bem feita, a filmagem exala humanidade, afeto e compreensão, em meio aos inevitáveis conflitos da vida, desencontros amorosos e familiares. Recheada por ótimos atores de um elenco jovem e música da mais alta qualidade, e não só italiana. Vai de Dinah Washington a Cesária Évora. Todos perseguem seus sonhos, se iludem, se magoam e seguem em frente, na busca incessante por uma vida que possa ser melhor. É um dos grandes filmes do cinema italiano de todos os tempos. Grande na qualidade e também no tamanho. São 6 horas de duração, por isso as sessões estão sendo divididas em duas, de 3 horas cada uma. Talvez você diga: nem pensar! E não tente. Se você disser: vou ver só a primeira parte para conferir como é, eu lhe garanto, você não vai querer perder a segunda parte, por nada desse mundo. E se chegar ao final da saga vai sentir um gosto de que ainda queria mais.
Ameaça Profunda mostra versão marinha e genérica de Alien
“Ameaça Profunda” apresenta uma história sobre ganância corporativa, de um conglomerado que resolveu explorar os confins mais abissais do oceano em busca de minério, sem se preocupar com a segurança dos seus funcionários ou com as consequências dos seus atos. Há também uma trama envolvendo a protagonista, a engenheira mecânica Norah (Kristen Stewart), que senta a perda de uma pessoa amada como uma âncora, impedindo-a de ir a lugar algum que não seja para baixo. Tudo isso existe no filme, só não é mostrado. Não há nada de errado em um filme querer investir em subtextos e no desenvolvimento dos seus personagens como forma de dar mais substância à sua narrativa. Mas não é o caso aqui. Escrito por Brian Duffield (A Babá) e Adam Cozad (A Lenda de Tarzan), o roteiro acompanha um grupo de funcionários de uma mineradora subaquática que sobrevive a uma explosão e precisa cruzar um longo caminho pelo fundo do oceano, para chegar até as capsulas de evacuação. Mas durante o percurso eles começam a suspeitar que a explosão não foi causada por um terremoto, como tinham suspeitado antes, mas por algo sobrenatural, originário do fundo do oceano. As referências à “Alien – O 8º Passageiro” são explicitas: a companhia gananciosa, o pequeno grupo de tripulantes e a ameaça externa. Há, inclusive, uma cena na qual eles trazem uma criatura a bordo (e mexem nela com a mão!). Mas ao contrário do filme de Ridley Scott, em que as personalidades dos tripulantes eram bem desenvolvidas, desta vez não surge um envolvimento do público com os personagens, fazendo com que o espectador não se importe com os seus destinos. Mas não é por falta de tentar forçar empatia. Toda a subtrama envolvendo o trauma da protagonista é mal explorada e sua conclusão resulta, no mínimo, equivocada. O cenário das profundezas do oceano, que impede que se enxerga à frente, serve como metáfora para a personalidade de Norah, cuja vida segue sem rumo, incapaz de distinguir o dia da noite, o sonho da realidade. Ela está tão frágil quanto a estrutura que a abriga. Os tremores constantes e a gagueira ocasional apontam um colapso iminente. Além disso, é comum que ela seja mostrada sozinha e, mesmo quando está acompanhada, o filme arranja um jeito de isolá-la. Algumas das justificativas para esse isolamento não fazem o menor sentido. Em uma cena, Norah sugere seguir sozinha por um corredor apertado, sob a justificativa de ser a menor do grupo, por mais que todos estejam vestindo um exoesqueleto de tamanho único. Ainda assim, é um dos tais momentos que servem para reforçar a solidão da protagonista. Essa ideia é contraposta por diversos cartazes vistos nas paredes da plataforma falando sobre a importância de trabalhar em equipe. Mas solidão e luto não são equivalências. E ao trata-las como tal, o longa transmite a ideia de que só merece a vida quem a aproveita em conjunto. É uma visão simplista e equivocada. E, sinceramente, pode não ter sido a intenção inicial dos roteiristas. Isto porque o filme passa a impressão de que dezenas de páginas do roteiro foram jogadas no mar para que o diretor William Eubank (“O Sinal: Frequência do Medo”) desse mais ênfase às cenas de ação. E Eubank claramente gosta de ação. Sua predisposição por criar sequências grandiosas de explosões em câmera lenta transforma a destruição da plataforma submarina (ocorrida nos primeiros cinco minutos) em um espetáculo visual. Mas o impacto é prejudicado pela constante repetição deste recurso (são pelo menos três explosões em câmera lenta ao longo do filme) e pela montagem confusa – em certos momentos, é impossível distinguir quem está em perigo. As referências se alternam no terceiro ato, abandonando a abordagem intimista de “Alien” e apostando em um clima catastrófico, no melhor estilo de “Círculo de Fogo”. O resultado, porém, é genérico, e fica aquém dos filmes referenciados.
O Caso Richard Jewell faz o que denuncia, com estereótipos e manipulação
Dirigido pelo veterano Clint Eastwood, “O Caso Richard Jewell” narra a história real do personagem-título, um segurança que salvou a vida de centenas de pessoas quando uma bomba explodiu em Atlanta, durante as Olimpíadas de 1996. Jewell (interpretado por Paul Walter Hauser) sempre sonhou em proteger o país e em ter o devido reconhecimento pelos seus serviços. Tudo se tornou realidade rapidamente. O simpático segurança se tornou herói nacional, foi parar nas capas de jornais e na TV. Editoras começaram a procurá-lo, interessadas em transformar a sua história em um livro. Mas o sonho durou pouco e logo se transformou em pesadelo. Em pouco tempo, aos olhos da mídia e do público, o heroísmo de Richard Jewell foi substituído pela vilania. Jewell se tornou suspeito da autoria do atentado e os mesmos jornais que antes bradejavam os seus atos passaram a condená-lo. As discussões acerca da manipulação da mídia e de fake news são pertinentes e atuais, mas a narrativa de Eastwood é anacrônica. O diretor investe em personagens caricatos, como a repórter sem escrúpulos (interpretada por Olivia Wilde), constantemente em busca da matéria de capa, e o agente durão do FBI (John Hamm), incapaz de assumir os seus erros. Nenhum desses têm o devido desenvolvimento porque, em outra época, isso não era necessário. O estereótipo, antes, era suficiente. Felizmente, a abordagem rasteira dos coadjuvantes é compensada pelo trio principal. Kathy Bates interpreta a mãe do protagonista com sensibilidade, delicadeza e emoção. E Sam Rockwell demonstra seu carisma característico no papel do advogado que aceita defender Jewell mesmo a contragosto. Mas o grande destaque é de Houser, capaz de tornar crível um sujeito que, nas mãos de um ator menos talentoso, seria apenas outro estereótipo. Afinal, Richard Jewell é um personagem complexo. Ele se equilibra entre o atencioso e o impertinente, o prestativo e o incômodo. Condicionado a aceitar e adorar a autoridade, ele não questiona as ações dos agentes federais, até quando eles abusam do poder. Em vez disso, ele se oferece para ajudá-los, sabendo que esta ajuda possa acabar condenando-o. Mais do que isso, Richard Jewell não é o típico herói. Acima do peso, solteiro e morando com a mãe, o protagonista carrega consigo as características “do perfil do terrorista solitário”, segundo aponta o agente do FBI. A falta de provas contra ele é irrelevante. Aos olhos das autoridades e da mídia ele “parece culpado”, e isso é suficiente. Há uma ironia em tudo isso, já que Eastwood usa estereótipos para denunciar o uso de estereótipos, e manipula a trama – inclusive com supostas fake news, que estão sendo contestadas na justiça, em relação ao papel da repórter – para atacar a manipulação de informação pela mídia. Para fazer defender a reputação de uma pessoa, destrói a de outra sem provas. Pegou especialmente mal uma cena do roteiro de Billy Ray (“Projeto Gemini”) que mostra o agente do FBI vazando informações à imprensa em troca de sexo. Para completar, logo a trama mostra a repórter tendo crises de consciência de uma hora para a outra. “O Caso Richard Jewell” expressa a visão política de Eastwood em relação à mídia, que é mesma de Donald Trump. Mas o foco permanece, como na maior parte de sua filmografia, no heroísmo individual. Não por acaso, ele já contou história muito parecida, ao explorar a linha tênue que separa a percepção de heroísmo e vilania, em “Sully: O Herói do Rio Hudson”.
O Farol é estudo da natureza humana em forma de terror
Novo trabalho do cineasta Robert Eggers (do ótimo terror “A Bruxa”), “O Farol” acompanha dois faroleiros, um jovem (Robert Pattinson) e um experiente (Willem Dafoe), deixados numa ilha árida e deserta para operarem o farol de lá. A trama se passa no século 19 e, assim como em “A Bruxa”, o diretor adota um ritmo mais lento, mais contemplativo, e constrói a sua narrativa por meio de diálogos retirados de documentos antigos. Visando aproximar-se da época retratada, Eggers optou por filmar com película preto e branco e no formato de tela 1.19:1, dando ao filme a aparência de obra antiga e desgastada. Este formato de tela era comum na época de transição do cinema mudo para o cinema falado. E “O Farol” homenageia esse período, especialmente o cinema expressionista alemão, tanto na imagem quanto no som. Boa parte do início do filme é rodada inteiramente sem diálogos. A ausência de falas, porém, é compensada pela cacofonia de sons diegéticos (o vento, o maquinário, o farol, etc) e extradiegéticos (a trilha sonora marcante). Estes sons servem como pequenos desconfortos que guiarão os personagens por uma lenta espiral de loucura. E Eggers enfatiza essa loucura ao aproximar sua câmera do rosto dos dois atores. Williem Dafoe encarna o experiente faroleiro como alguém satisfeito com a sua função. Ele encontrou o seu propósito e não deseja mais nada para si – por mais que o trabalho tenha lhe custado a família. Já Robert Pattinson oferece um contraponto. Embora fale do seu desejo de se acalmar e morar em um local tranquilo, seu personagem é uma espécie de um tubarão, um ser que precisa estar em constante movimento. O trabalho no farol é provisório, como tudo na sua vida. Não é de se estranhar, portanto, que suas atitudes mudem justamente quando ele passa a se sentir preso naquele lugar. Os planos fechados usados pelo diretor capturam toda a expressividade das atuações, compostas com um exagero proposital e ampliadas pelas sombras que marcam os rostos dos atores. A bela direção de fotografia de Jarin Blaschke (mesmo de “A Bruxa”) faz uso da escuridão para transformar homens em silhuetas e diminuir ainda mais a razão de aspecto da imagem – ampliando, com isso, a sensação de claustrofobia. A fotografia expressionista também serve para ilustrar as dicotomias entre os dois personagens. Enquanto o experiente faroleiro sente um prazer orgástico em ser engolido pela luz do farol, o outro fica relegado às sombras. E tais sombras simbolizam os segredos e a loucura prestes a emergirem. Aos poucos, visões de monstros marinhos se misturam com lembranças e segredos do passado. Realidade e fantasia se confundem até se tornarem indiscerníveis. Capaz de criar imagens belíssimas, como aquela na qual um navio desaparece em meio à névoa, condenando os personagens à solidão, Eggers não está interessado em fornecer respostas fáceis para o público. Seu interesse é em observar como aquelas pessoas reagem às situações extremas em que são colocadas. Quais caminhos eles percorrem quando não há para onde ir. “O Farol” é uma obra que se utiliza de monstros e metáforas para estudar a natureza humana, o trauma, a solidão e a loucura. É também, assim como o trabalho anterior do cineasta, um excelente filme de terror.
Stargirl: Filme da Disney+ ganha trailer com vencedora do America’s Got Talent
A plataforma Disney+ (Disney Plus) divulgou dois pôsteres e o trailer de “Stargirl”. O título é o mesmo da série de super-heróis que vai estrear na rede CW, mas esta “Stargirl” não tem outro poder além de ser encantadora. Além disso, a produção não é uma série, mas um filme feito para streaming, baseada no romance infanto-juvenil homônimo de Jerry Spinelli. No Brasil, o livro foi publicado como “A Extraordinária Garota Chamada Estrela”, em 2014. A história de Stargirl virou best-seller e conquistou muitos fãs por apresentar personagens sensíveis, misteriosos e que falam sobre o primeiro amor de uma maneira mágica, como imaginam os adolescentes. O trailer da Disney+ (Disney Plus) tem o mérito de evocar essa sensação, graças ao carisma de Grace VanderWaal, cujo sorriso é um verdadeiro efeito visual na tela. O filme marca a estreia da adolescente de 16 anos como atriz, após vencer o concurso de calouros “America’s Got Talent”, como cantora e instrumentista em 2016. Não é por acaso que ela aparece cantando com seu inseparável ukelele no papel de Stargirl. A trama, porém, acompanha o ponto de vista do jovem que se apaixona por ela, vivido por Graham Verchere (“Supergirl”), que já tem 18 anos na vida real. Seu personagem, Leo Borlock, esforçava-se para passar despercebido na escola, como arma secreta contra o bullying, até decidir ser percebido pela Stargirl. O elenco ainda inclui Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Darby Stanchfield (“Scandal”), Maximiliano Hernández (“The Last Ship”), Shelby Simmons e Karan Brar (ambos de “Acampados”). A direção é de Julia Hart, responsável pelo elogiado filme de super-herói “Fast Color” (82% de aprovação no Rotten Tomatoes). A estreia está marcada para o dia 13 de março em streaming.
Johnny Marr vai trabalhar na trilha de 007: Sem Tempo para Morrer
O guitarrista Johnny Marr, ex-The Smiths, vai trabalhar na trilha sonora de “007: Sem Tempo para Morrer” ao lado do compositor Hans Zimmer. Zimmer assumiu a missão em cima da hora, após um conflito de bastidores levar ao afastamento de Dan Romer, parceiro habitual do diretor do longa, Cary Joji Fukunaga (trabalharam juntos no filme “Beasts of No Nation” e na série “Maniac”). Conhecido como compositor de grandes épicos, Zimmer trabalha pela primeira vez na trilha de um filme de 007 e contará com o apoio de Marr para cumprir o cronograma apertado de criação e gravação musical. Os dois já trabalharam juntos em três filmes anteriores: “Amor Por Direito” (2015), “O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro” (2014) e “A Origem” (2010). “Parte do legado dos filmes de Bond são as músicas e eu fico muito feliz de trazer minha guitarra para ‘Sem Tempo Para Morrer’”, disse Marr, no comunicado que oficializou sua participação. A trilha sonora também contará com uma gravação inédita de Billie Eilish. Com isso, a estrela pop de 18 anos vai se tornar a mais jovem artista a cantar a música-tema de um longa da franquia. “007: Sem Tempo Para Morrer” tem estreia marcada para 9 de abril nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos EUA.
Detetives do Prédio Azul vão ao “Fim do Mundo” no trailer do novo filme
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “DPA 3: Uma Aventura no Fim do Mundo”. Depois de viajarem para a Europa na aventura passada, agora os Detetives do Prédio Azul precisarão ir até ao fim do mundo, também conhecido como Patagônia, logo ali na Argentina. O que leva Pippo (Pedro Henriques Motta), Bento (Anderson Lima) e Sol (Letícia Braga) para essa nova aventura é um objeto encontrado pelo porteiro Severino (Ronaldo Reis). O que parecia uma inofensiva relíquia é, na verdade, uma das faces do Medalhão de Uzur, responsável por controlar e manipular toda a magia existente no mundo. Assim que coloca o artefato no pescoço, o porteiro querido começa a se transformar em uma figura maligna, e parte para o Fim do Mundo. E é assim que o trio de heróis adolescentes se junta à feiticeira-mirim Berenice (Nicole Orsini), que já é membro honorário do grupo, para partir numa nova aventura, na tentativa de salvar o amigo em perigo. Dirigido por Mauro Lima (“Tim Maia”), o terceiro longa da franquia contará com várias participações especiais, entre elas uma dupla rival dos heróis, a bruxa Duvíbora (vivida por Alexandra Richter, de “Minha Mãe é uma Peça”) e sua filha Dunhoca (Klara Castanho, de “Tudo por um Pop Star”) que farão de tudo para colocar as mãos na relíquia. O elenco também inclui a volta de Suely Franco como a Vó Berta, além de Lázaro Ramos (“Mister Brau”) e Alinne Moraes (“Tim Maia”). A estreia está marcada para 25 de junho.
Parasita vira primeiro filme estrangeiro premiado pelo Sindicato dos Editores dos EUA
O suspense sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon Ho, fez História ao vencer o prêmio principal do Sindicato dos Editores dos EUA (ACE, na sigla em inglês), o Ace Eddie Awards. O longa foi a primeira produção estrangeira a conquistar o prêmio, que foi recebido pelo editor Jinmo Yang, na categoria de Melhor Edição em Filme Dramático. O prêmio equivalente em Comédia foi vencido por Tom Eagles, por seu trabalho em “JoJo Rabbit”. Tanto Jinmo Yang quanto Tom Eagles estão indicados ao Oscar 2020 de Melhor Edição. Em 9 de fevereiro, eles concorrerão à estatueta com profissionais de “Ford vs Ferrari”, “O Irlandês” e “Coringa”. Já a premiação televisiva reconheceu trabalhos nas obras mais premiadas do ano, “Game of Thrones”, “Chernobyl” e “Fleabag”, entre outras. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Edição em Filme de Drama – Parasita Ford vs Ferrari O Irlandês Coringa História de um Casamento Melhor Edição em Filme de Comédia – JoJo Rabbit Meu Nome é Dolemite A Despedida (The Farewell) Entre Facas e Segredos Era Uma Vez em Hollywood Melhor Edição em Animação – Toy Story 4 Frozen 2 Perdi Meu Corpo Melhor Edição em Documentário – Apollo 11 Indústria Americana Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Making Waves: The Art of Cinematic Sound Melhor Edição em Documentário para TV – What’s My Name: Muhammad Ali Abducted in Plain Sight Bathtubs Over Broadway Leaving Neverland Melhor Edição em Série de Comédia – Better Things – “Easter” Crazy Ex-Girlfriend – “I Need To Find My Enemy” The Good Place – “Pandemonium” Schitt’s Creek – “Life is a Cabaret” Melhor Edição em Série de Comédia Premium – Fleabag – “Episode 2.1” Barry – “berkman > block” Dead to Me – “Pilot” Boneca Russa – “The Way Out” Melhor Edição em Série de Drama Killing Eve – “Desperate Times” Killing Eve – “Smell Ya Later” Chicago Med – “Never Going Back To Normal” Mr. Robot – “401 Unauthorized” Melhor Edição em Série de Drama Premium Game of Thrones – “The Long Night” Euphoria – “Pilot”” Mindhunter – “Episode 2” Watchmen – “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” Melhor Edição em Minissérie Chernobyl – “Vichnaya Pamyat” Fosse/Verdon – “Life is a Cabaret” When They See Us – “Part 1”
Foto do set de Turma da Mônica: Lições recria cenário da graphic novel
O diretor Daniel Rezende publicou em seu Instagram uma imagem do set de “Turma da Mônica: Lições”, a continuação de “Turma da Mônica: Laços”, que recria o cenário da capa da graphic novel em que a trama se baseia. Ele ainda escreveu: “Para bom entendedor, meia imagem basta”. Veja abaixo. O longa está sendo filmado até 11 de fevereiro na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, voltando a reunir o elenco de “Laços”, Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Assim como no primeiro filme, a continuação também é baseada numa graphic novel dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi. Em “Lições”, os quatro amigos esquecem de fazer as lições da escola e têm que encarar as consequências, que não são poucas. A nova jornada valorizará ainda mais a amizade desta turma. Além do elenco mirim, também seguem no elenco Monica Iozzi, como Dona Luísa, e Paulo Vilhena, vivendo Seu Cebola. Ainda não há previsão para a estreia. Ver essa foto no Instagram Pra bom entendedor, meia imagem basta. Direto do set de filmagem do Turma da Mônica Lições . ❤️💚💛🧡 #turmadamonica #turmadamonicalicoes #monica #cebolinha #cascao #magali #cinemanacional Uma publicação compartilhada por Daniel Rezende (@danirez) em 16 de Jan, 2020 às 9:43 PST
Pedro Coelho apronta na cidade grande em novo trailer da continuação
A Sony divulgou o pôster o segundo trailer de “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, sequência de “Pedro Coelho”, em versões legendada e dublada em português. Novamente escrito e dirigido por Will Gluck e com o mesmo elenco do longa de 2018, o filme mostra Pedro Coelho (Peter Rabbit no original em inglês) organizando uma fuga dos animais da fazenda para a cidade grande. Daí, o subtítulo “O Fugitivo”. Com dificuldades para se ajustar à amizade inesperada com o fazendeiro “Severino” (o personagem de Domhnall Gleeson na verdade se chama McGregor sem a dublagem), Pedro/Peter se rebela e convence os demais animais a segui-lo para a cidade, onde planeja assaltar uma feira livre por comida. Claro que dá tudo errado e seus “papais” Severino e Bea (Rose Byrne) precisam intervir para salvá-los. Os dubladores dos coelhos são os mesmos do primeiro filme, com James Corden no papel-título e nada menos que Margot Robbie, Daisie Ridley e Elizabeth Debicki como coelhinhas. Entre as novidades, há um novo coelho dublado por David Oyelowo (“Selma”). A estreia está marcada para o dia 30 de abril no Brasil, quase um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
The Lovebirds: Comédia com Kumail Nanjiani e Issa Rae ganha trailer divertido
A Paramount divulgou o pôster e o divertido trailer da comédia “The Lovebirds”, ainda sem título em português. A prévia mostra Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) e Issa Rae (“Issa Rae”) como um casal apaixonado que tem a vida virada do avesso ao se tornar suspeito de assassinato. “The Lovebirds” é a segunda parceria de Najiani com o diretor Michael Showalter. Os dois fizeram juntos o sucesso “Doentes de Amor”, em 2017. Já o roteiro é de Martin Gero (criador da série “Blindspot”) em parceria com Aaron Abrams e Brendan Gall (que também trabalham na série). A estreia está marcada para 14 de maio no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Viúva Negra: Sinopse oficial fala em conspiração conectada ao passado da heroína
O filme solo da “Viúva Negra”, estrelado por Scarlett Johansson, teve sinopse divulgada pela Marvel. A descrição resume a trama a “uma perigosa conspiração conectada com o passado” da heroína. Leia abaixo. “Em ‘Viúva Negra’, thriller de espionagem repleto de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff – a Viúva Negra – confronta as partes sombrias de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada com o seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e as relações abaladas que deixou quando se tornou uma Vingadora.” O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”), e seu elenco também inclui Florence Pugh (“Midsommar”), David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”) como a “família” russa da protagonista. A estreia está marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












