Greta Thunberg: A “pirralha” que “fala qualquer besteira” vai ganhar documentário
A jovem ativista sueca Greta Thunberg será tema de um documentário da plataforma americana de streaming Hulu. Provisoriamente intitulada “Greta”, a produção tem direção do também sueco Nathan Grossman, que segue a adolescente de 16 anos desde seus primeiros dias em greve escolar. As câmeras registraram suas participações em protestos, convenções internacionais e outros eventos, promovendo a conscientização climática. Greta começou a ganhar projeção em 2018, aos 15 anos de idade, quando começou uma greve escolar por ações governamentais mais contundentes contra o aquecimento global. Na ocasião, lançou um questionamento que deixou muita gente refletindo: se vocês não se importam com o meu futuro na Terra, porque eu deveria me importar com o meu futuro na escola? Em questão de meses, a greve solitária atraiu a atenção da mídia e ganhou apoio nas redes sociais, tornando-se um movimento mundial de pressão para mudanças na polícia ambiental. Filha do ator sueco Svante Thunberg e da cantora de ópera Malena Ernman, a jovem é portadora da Síndrome de Asperger, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um espectro leve do autismo, que a faz dizer o que pensa e denunciar com aspereza as contradições das pessoas que falam uma coisa e fazem outra completamente diferente – como concordar que é preciso defender a Amazônia e agir em sentido oposto. Em setembro passado, ela participou de uma Cúpula da ONU para o Meio-Ambiente, em Nova York, em que acusou os governos de todos os países de condenar o futuro de sua geração pela falta de ações contra o aquecimento global. O discurso se tornou o mais reproduzidos do ano, viralizando em versões com batidas eletrônicas e guitarras de heavy metal. Veja abaixo, com direito a remix do célebre DJ Fatboy Slim. Ela terminou 2019 considerada a Personalidade do Ano pela revista Time. Até então, a pessoa mais jovem a receber o título de “Pessoa do Ano” tinha sido o pioneiro americano da aviação Charles Lindbergh que, em 1927, tinha 25 anos – 9 a mais que Greta. Mas ela não recebeu só elogios. Também foi atacada por políticos que consideram o aquecimento global uma fantasia da esquerda, como a ideia de que a Terra é redonda. Jair Bolsonaro – que, até onde se sabe, não foi diagnosticado com Asperger – a chamou de “pirralha” que “fala qualquer besteira”. “Uma pirralha de 16 anos fala qualquer besteira lá fora, qualquer besteira, falou para dar porrada no Brasil, e o pessoal dá destaque”, declarou o presidente do Brasil. A frase infeliz deve entrar no filme, que ainda não tem previsão de estreia.
Tarantino diz que está se “afastando” de filme de Star Trek
O diretor Quentin Tarantino afirmou que está cada vez menos propenso a comandar o próximo filme da franquia “Star Trek”. “Estou me afastando do projeto, mas ainda não tive nenhuma conversa oficial”, disse o cineasta em entrevista ao site Consequence of Sound. Foi Tarantino quem procurou o produtor J.J. Abrams e a Paramount com a ideia de fazer um filme da franquia em 2017, anunciando ainda que voltaria as atenções para esta produção após finalizar “Era Uma Vez em Hollywood”. Por conta disso, ajudou até a selecionar o roteirista Mark L. Smith (de “O Regresso”) para desenvolver a história, baseada em sua premissa. Mas o diretor também tem uma “ideia interessante” para uma terceira parte de “Kill Bill” e vem dizendo que se aposentará após finalizar o 10º filme de sua carreira – que será o próximo. Em julho, Tarantino já tinha dito ao site Deadline que ainda não tinha decidido se dirigiria o longa. Mas se o fizesse, o resultado seria uma espécie de “‘Pulp Fiction’ no espaço”. Ainda não há informações se a versão de “Star Trek” concebida por Tarantino e escrita por Mark L. Smith poderá ser realizada por outro diretor ou se o projeto será cancelado caso a desistência se cristalize. Na semana passada, o CEO da ViacomCBS, Bob Bakish, mencionou o desenvolvimento de dois filmes baseados na franquia. Um deles tem direção de Noah Hawley, criador de “Fargo” e “Legion”, e deverá contar com Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, John Cho e Simon Pegg em seu elenco. O outro seria o de Tarantino – que ainda não teve a “conversa oficial” com o estúdio.
Disney domina lista de pré-selecionados ao Oscar de Melhor Canção
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12) diversas listas de filmes pré-selecionados em algumas categorias do Oscar 2020. Além de Filme Internacional, Documentário e Efeitos Visuais, também foram divulgados os 15 candidatos que estão na disputa por vagas ao prêmio de Melhor Canção Original. Assim como aconteceu na categoria de Efeitos Visuais, as produções da Disney dominam a competição musical. Foram listadas cinco canções de filmes infantis do estúdio, que representam 33,3% do total. “O Rei Leão” lidera com duas faixas, mas a música que detém o favoritismo da premiação pertence ao desenho “Frozen 2” (“Into the Unknown”, também conhecida como “Minha Intuição” no Brasil). Canções de “Aladdin” e “Toy Story 4” também entraram. Em contraste com o domínio da Disney, a seleção inclui faixas de dois documentários musicais independentes (“Toni Morrison: The Pieces I Am” e “The Bronx, USA”) e de duas produções estrangeiras (o filme sul-coreano “Parasita” e o britânico “A Loucura de Rose”). A lista também sugere as estrelas que podem aparecer no Oscar para interpretar os finalistas, com destaque para Beyoncé (por “O Rei Leão”), Elton John (“Rocketman”) e Thom Yorke (“Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe”). Mas não Taylor Swift (“Cats”). Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista das 15 faixas pré-selecionados para o Oscar 2020 de Melhor Canção Original. “Speechless” (Aladdin) “Letter To My Godfather” (The Black Godfather) “I’m Standing With You” (Superação: O Milagre da Fé) “Da Bronx” (The Bronx, USA) “Into The Unknown” (Frozen 2) “Stand Up” (Harriet) “Catchy Song” (Uma Aventura Lego 2) “Never Too Late” (O Rei Leão) “Spirit” (O Rei Leão) “Daily Battles” (Brooklyn – Sem Pai Nem Mãe) “A Glass of Soju” (Parasita) “(I’m Gonna) Love Me Again” (Rocketman) “High Above The Water” (Toni Morrison: The Pieces I Am) “I Can’t Let You Throw Yourself Away” (Toy Story 4) “Glasgow” (As Loucuras de Rose)
Disputa Marvel x Scorsese segue entre pré-selecionados ao Oscar de Efeitos Visuais
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12) diversas listas de filmes pré-selecionados em algumas categorias do Oscar 2020. Além de Filme Internacional e Documentário, também foram divulgados os 10 candidatos que continuam na disputa por vagas ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais. A lista inclui três filmes inéditos nos cinemas, entre eles o controvertido “Cats”, cujos efeitos, responsáveis por transformar atores em gatos semi-humanos, tiveram grande rejeição nas redes sociais, por ocasião da divulgação de seu trailer. Os outros dois inéditos são o drama de guerra “1917” e a sci-fi “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Além do novo “Star Wars”, a Disney conseguiu emplacar a animação “O Rei Leão” e mais dois filmes da Marvel, respondendo por 40% do total de títulos listados. Quando consideradas as produções da Fox – dois fracassos produzidos por James Cameron – , a supremacia do estúdio atinge 60%. “O Irlandês”, de Martin Scorsese, também está na competição, pelo uso de efeitos para rejuvenescer seu elenco septuagenário. A inclusão ocorre depois de Scorsese polemizar, dizendo de que os filmes da Marvel “não são cinema”. É esperar para ver se a Academia concorda, numa disputa que pode chegar ao Oscar. Vale destacar ainda a inclusão de “Projeto Gemini”. Embora tenha fracassado nas bilheterias, o longa de Ang Lee aprimorou muito a tecnologia de reprodução de imagens em 3D. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista dos 10 filmes pré-selecionados para o Oscar 2020 de Melhores Efeitos Visuais. “1917” “Alita: Anjo de Combate” “Capitã Marvel” “Cats” “Projeto Gemini” “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” “O Irlandês” “O Rei Leão” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” “Vingadores: Ultimato”
Brasileiro Democracia em Vertigem segue na disputa do Oscar 2020
O documentário brasileiro “Democracia em Vertigem”, da diretora Petra Costa, avançou na disputa pelo Oscar 2020. O filme distribuído pela Netflix apareceu entre os 15 pré-selecionados ao prêmio, numa lista divulgada nesta segunda (16/12) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Com o corte sofrido por “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, de uma lista similar na categoria de Filmes Internacionais, “Democracia em Vertigem” se tornou o último candidato em potencial do Brasil à premiação do cinema americano. A obra de Petra Costa foi eleita um dos 10 Melhores Filmes de 2019 pelo jornal The New York Times, o que ajudou em sua repercussão. Mas seu principal cabo eleitoral é o presidente Jair Bolsonaro. O documentário recorda acontecimentos políticos dos últimos anos no país, com destaque para o Impeachment de Dilma Rousseff, culminando na eleição de Bolsonaro, apresentada como ameaça para a jovem democracia nacional. De fato, desde que foi eleito, Bolsonaro se tornou um dos políticos mais controvertidos do mundo, chegando a ser chamado de “menor e mais mesquinho” dos líderes globais pelo New York Times. O filme ajuda a explicar como o Brasil foi de Lula a Bolsonaro. “Democracia em Vertigem” vai disputar uma das cinco vagas na categoria de Melhor Documentário com alguns candidatos de peso, como “For Sama”, sobre a guerra na Síria, que foi premiado em Cannes e conquistou a maioria dos prêmios de documentários em 2019, e também “Honeyland”, produção da Macedônia do Norte que venceu o Festival de Sundance e também está na lista dos pré-selecionados na categoria de Melhor Filme Internacional. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista dos 15 documentários pré-selecionados para o Oscar 2020. “Democracia em vertigem” “Advocate” “American Factory” “The Apollo” “Apollo 11” “Aquarela” “The Biggest Little Farm” “The Cave” “For Sama” “The Great Hack” “Honeyland” “Knock Down the House” “Maiden” “Midnight Family” “One Child Nation”
A Vida Invisível fica fora do Oscar 2020
O Brasil está fora da disputa pelo Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12), uma lista com um primeiro corte de indicados, e “A Vida Invisível”, o concorrente brasileiro, não ficou entre os 10 pré-selecionados. A lista reúne filmes que estavam sendo considerados favoritos ao prêmio, como “Parasita”, de Bong Joon Ho, “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Les Misérables”, de Ladj Ly. A seleção também emplacou “Uma Mulher Alta”, de Kantemir Balagov, lançado no fim de semana passado nos cinemas brasileiros, e “Atlantics”, de Mati Diop, disponibilizado pela Netflix em novembro. Ao contrário deste ano, em que “Roma”, de Alfonso Cuarón, venceu o então chamado Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, nenhum título latino-americano foi selecionado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, era o candidato sul-americano de maior projeção, após vencer a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e conseguir indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. Além disso, vinha aparecendo em listas de Melhores do Ano da imprensa americana. As chances de Oscar para o Brasil agora estão na categoria de Melhor Documentário, onde “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, conseguiu emplacar entre os pré-selecionados. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista das 10 produções que seguem na disputa por 5 indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional. “Aqueles que Ficaram” (Hungria) “Atlantics” (Senegal) “Corpus Christi” (Polônia) “Dor e Glória” (Espanha) “Honeyland” (Macedônia do Norte) “Les Misérables” (França) “Parasita” (Coreia do Sul) “The Painted Bird” (República Tcheca) “Truth and Justice” (Estônia) “Uma Mulher Alta” (Rússia)
The Hollywood Reporter inclui brasileiras de A Vida Invisível na lista das melhores atuações de 2019
A revista americana The Hollywood Reporter divulgou nesta segunda (16/12) uma lista com as 25 melhores atuações de cinema em 2019, de acordo com seus críticos, e teve brasileiras na seleção. A dupla formada por Carol Duarte e Julia Stockler, protagonistas de “A Vida Invisível”, entrou no ranking. “É irônico que um grande filme sobre irmandade envolva duas irmãs que passam boa parte do filme cruelmente separadas”, escreveu o crítico David Rooney sobre a performance da dupla, que foi considerada em conjunto. “No entanto, o laço criado no começo do filme de Karim Aiunouz é indelével, graças à intensidade única destas relativas novatas, cujas emoções se desenrolam à beira de uma ansiedade dolorosa. Da frustração que beira a insanidade à vulnerabilidade nervosa, elas acabam chegando em uma resignação de partir o coração”, completou. Além de Stockler e Duarte, a lista incluiu outras performances de filmes feito fora dos EUA, como Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Pierre Deladonchamps e Vincent Lacoste (“Conquistar, Amar e Viver Intensamente”), Nora Hamzawi (“Vidas Duplas”), Tom Mercier (“Synonymes”), e Noémie Merlant e Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”). Destes, apenas o filme de Pedro Almodóvar (“Dor e Glória”) está na disputa de Filme Internacional com “Vida Invisível”. A revista também citou os desempenhos hollywoodianos de Brad Pitt (“Era Uma Vez em Hollywood”), Joaquin Phoenix (“Coringa”), Joe Pesci (“O Irlandês”), Lupita Nyong’o (“Nós”), Eddie Murphy (“Meu Nome É Dolemite”), Alfre Woodard (“Clemency”), Taylor Russell (“Waves”), Mary Kay Place (“A Vida de Diane”), George MacKay (“1917”), Jennifer Lopez (“As Golpistas”), Chris Galust e Lolo Spencer (“Give Me Liberty”), Adam Driver e Scarlett Johansson (“História de um Casamento”), Awkwafina (“The Farewell”) e Timothée Chalamet (“Adoráveis Mulheres”). Mas não os elogiados trabalhos de Adam Sandler em “Jóias Brutas” (Uncut Gems) e Renée Zellweger em “Judy”.
Você: Trailer legendado da 2ª temporada apresenta novo alvo do psicopata
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “Você” (You), que mostra o personagem vivido por Penn Badgley em nova cidade, com nova identidade e novo alvo, num clima de muita tensão embalado por um cover pop de “Creep”, rock clássico do Radiohead. No vídeo, Joe se apresenta como Will, enquanto envolve uma nova vítima. Interpretada por Victoria Pedretti (a Nell de “A Maldição da Residência Hill”), Love Quinn é uma aspirante a chef de cozinha que não liga muito para redes sociais. Ela também está tentando se recuperar de uma grande tragédia quando conhece Joe/Will, sentindo uma conexão profunda com ele. Tudo parece perfeito, até que surge uma “ex” para perturbar o “relacionamento”: Candace (Ambyr Childers), uma “namorada” que conseguiu escapar do psicopata. Enquanto a 1ª temporada foi uma coprodução entre a Netflix e o canal pago americano Lifetime, o serviço de streaming produz sozinho a continuação, que é inspirada no segundo livro da coleção literária de Caroline Kepnes, intitulado “Corpos Ocultos” – lançado no mês passado no Brasil. A adaptação dos livros como série tem produção de Greg Berlanti (criador de todas as séries da DC Comics do canal CW) e Sera Gamble (criadora de “The Magicians”), e os novos episódios serão disponibilizados no dia 26 de dezembro em streaming.
Continuação de Top Gun ganha novo trailer legendado
A Paramount divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Top Gun: Maverick”, em versões legendada e dublada. Por sinal, a prévia repete muitas das imagens vista no trailer anterior para estabelecer o retorno de Maverick e sua nova função, além de incluir diversas cenas de manobras aéreas à jato. De volta ao papel que o consagrou como astro de ação em 1986, Tom Cruise garante que fez todas as cenas sem truques ou dublês, inclusive aquelas em que aparece pilotando aviões de caça. E ninguém duvida, sabendo como ele é. A continuação vai reencontrar seu personagem Maverick como um instrutor na escola de pilotos da Marinha, que tem como novo aprendiz o filho de Goose (Anthony Edwards), que morreu em 1986. O personagem é interpretado por Miles Teller (“Whiplash”). Não foram divulgadas descrições dos demais personagens, mas o elenco é grande. Os atores da produção incluem Jennifer Connelly (“Noé”), que aparece numa relação com Maverick, Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”), Charles Parnell (“Transformers: A Era da Extinção”), Jay Ellis (“Insecure”), Bashir Salahuddin (“GLOW”), Danny Ramirez (“The Gifted”), Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”) e até Val Kilmer, que reprisa seu papel como Iceman. A direção está a cargo de Joseph Kosinski, que já dirigiu Cruise em “Oblivion” (2013). O filme tem estreia marcada para 25 junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Nelson Hoineff (1948 – 2019)
O jornalista, crítico e cineasta Nelson Hoineff morreu neste domingo (15/12), aos 71 anos. A informação foi compartilhada pelas redes sociais do diretor, sem que fosse informada a causa da morte. Como jornalista, ele ficou conhecido pela criação do “Documento Especial”. Exibido pela primeira vez em 2 de agosto de 1989, na Rede Manchete, o programa foi pioneiro no uso da câmera escondida, longos planos sem corte e por retratar pessoas e situações ignoradas pela imprensa. Em 430 episódios, a produção abordou da prostituição à grupos neonazistas. Entre suas maiores audiências, estão uma reportagem sobre a Igreja Pentecostal, feita inteiramente com câmera escondida, e um especial polêmico com o tema “Os Pobres Vão à Praia”, refletindo o preconceito dos cariocas – que é grande sucesso no YouTube até hoje. Outro episódio, “Vidas Secas”, dedicado à fome no Nordeste, rendeu a Hoineff um prêmio no Festival da TV de Monte Carlo, em Mônaco. Ele dirigiu vários episódios do programa, que chegou a ser líder de audiência em seu auge, em 1990. E acabou usando esta experiência para virar cineasta, notabilizando-se por formar uma filmografia de documentários premiados sobre diversas personalidades da cultura brasileira. Seus longas incluem “O Homem Pode Voar” (2006), uma reflexão sobre Santos Dumont, “Alô Alô Teresinha” (2009), que venceu Festival Cine-PE ao retratar o Chacrinha, “Caro Francis” (2010), perfil de Paulo Francis premiado no Festival de Paulínia, “Cauby: Começaria Tudo Outra Vez” (2015), sucesso comercial focado no cantor Cauby Peixoto, e seu longa final, “Eu, Pecador”, sobre o cantor e político Agnaldo Timóteo. Hoineff se especializou em cinema pela NYU (Universidade de Nova York) e em novas tecnologias da televisão pela New School for Social Research, em Nova York. Também foi membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual, fundador e por quatro vezes presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, co-fundador da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão, da qual foi vice-presidente por duas gestões, além de ter ajudado a lançar o Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro.
Frozen 2 ultrapassa US$ 1 bilhão em bilheteria antes da estreia no Brasil
Ainda inédito no Brasil, o filme “Frozen 2” superou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial neste domingo (15/12). Ao todo, são US$ 366,5 milhões arrecadados nos Estados Unidos e Canadá e US$ 666 milhões no resto do mundo, somando US$ 1,033 bilhão de faturamento global. No mercado internacional, a China lidera a venda de ingressos, com US$ 111,5 milhões de arrecadação, seguida pela Coréia do Sul (US$ 85,4 milhões), Japão (US$ 67,3 milhões), Reino Unido (US$ 49,6 milhões), Alemanha (US$ 39,9 milhões) e França (US$ 37 milhões). O montante total ainda é inferior à bilheteria do primeiro longa, que fez US$ 1,2 bilhão em 2013. A diferença é que “Frozen” levou 15 semanas para atingir US$ 1 bilhão, enquanto a continuação precisou de apenas quatro semanas e ainda não chegou a vários países. No Brasil, por exemplo, a estreia só vai acontecer no primeiro fim de semana de janeiro. A expectativa é que “Frozen 2” supere a arrecadação do anterior, considerando que já quebrou diversos recordes financeiros, inclusive de maior estreia animada mundial de todos os tempos. O desempenho de “Frozen 2” também ajudou a Disney a quebrar um recorde histórico de faturamento, fazendo com que o estúdio se tornasse o primeiro a atingir US$ 10 bilhões de bilheteria anual no mundo, em todos os tempos. Dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck, “Frozen 2” foi o sexto filme da Disney a atingir a marca bilionária neste ano – após “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões), “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão) e “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão). Trata-se, por sinal, de outro recorde. Até então, a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015.
Jumanji: Próxima Fase estreia com recordes na América do Norte
A estreia de “Jumanji: Próxima Fase” acabou com três semanas de liderança e muitos recordes de “Frozen 2” nas bilheterias da América do Norte. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan fez US$ 60,1 milhões entre sexta e domingo (15/1) nos Estados Unidos e Canadá, muito mais do que a Sony esperava, com uma abertura 40% maior que o filme anterior, “Jumanji: Bem-Vindo A Selva” – que rendeu US$ 36,1 milhões em 2017. O resultado transformou “Jumanji: Próxima Fase” na maior estreia de uma comédia lançada no mês de dezembro na América do Norte, em todos os tempos. A bilheteria também é a maior já faturada pela Sony Pictures numa estreia de dezembro. E tem um detalhe: o filme fez o mesmo sucesso no exterior. Como foi lançado na semana passada em vários países, seu total mundial já está em US$ 212,6 milhões. Mas não há valores em reais neste montante. O lançamento no Brasil está marcado apenas para 16 de janeiro. De todo modo, a crítica achou pior que o primeiro, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% do anterior. A Disney, porém, nem ligou para os recordes do rival, porque ainda está comemorando o sucesso de “Frozen 2”. A animação perdeu uma posição no ranking, mas já soma US$ 366,5 milhões no mercado doméstico e atingiu a marca encantada de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Mais detalhes sobre essa realização podem ser conferidos aqui. “Entre Facas e Segredos”, um dos poucos títulos do ranking que podem ser vistos no Brasil, fecha o Top 3. Apesar do elenco estelar, a produção tem orçamento modesto para os padrões dos grandes estúdios de Hollywood (US$ 40 milhões) e se pagou com três semanas em cartaz (com US$ 162,2 milhões mundiais). Duas estreias completam o Top 5: “O Caso Richard Jewell”, de Clint Eastwood, baseado num fato real que voltou a render polêmica com a exibição, e o terror “Natal Sangrento” (Black Christmas), ambos com rendimentos medíocres. Mas enquanto o drama de Eastwood ainda pode prosperar devido às críticas positivas (77% de aprovação) e possíveis indicações a prêmios na temporada, “Natal Sangrento” enfrenta má vontade generalizada – crítica (44%) e público (nota D+ no CinemaScore) odiaram. “O Caso Richard Jewell” estreia em 2 de janeiro no Brasil, enquanto o segundo remake do clássico canadense “Noite do Terror” (Black Christmas, 1974) deve chegar por aqui direto em VOD. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 60,1M Total EUA e Canadá: US$ 60,1M Total Mundo: US$ 212,6M 2. Frozen 2 Fim de semana: US$ 19,1M Total EUA e Canadá: US$ 366,5M Total Mundo: US$ 1B 3. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 9,2M Total EUA e Canadá: US$ 78,9M Total Mundo: US$ 162,2M 4. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5M Total Mundo: US$ 5M 5. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 4,4M Total Mundo: US$ 7,5M 6. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA e Canadá: US$ 98,2M Total Mundo: US$ 184,6M 7. Queen & Slim Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 33,1M Total Mundo: US$ 33,1M 8. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 49,3M Total Mundo: US$ 49,3M 9. Dark Waters – O Preço da Verdade Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 8,8M Total Mundo: US$ 9,2M 10. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 26,3M Total Mundo: US$ 37,8M
A Vida Invisível merece todo o reconhecimento que vem conquistando
A reflexão sobre o machismo e a condição opressora vivida pelas mulheres de gerações passadas – nossas mães, nossas avós etc – já era um tema caro a Karim Aïnouz desde seu primeiro filme, o curta-metragem “Seams” (1993), realizado quando o cineasta morava nos Estados Unidos, e que poderia muito bem servir como extra de alguma edição especial em BluRay de “A Vida Invisível” (2019), o novo e premiado filme do diretor cearense. Em “Seams”, Aïnouz entrevista sua mãe, suas tias e sua avó, a fim de saber como era o casamento, como era o relacionamento com os homens no passado. E a presença masculina, na grande maioria dos relatos, se mostrava, para usar um termo atual, tóxica. Em “A Vida Invisível”, o diretor adapta o romance “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, da jornalista pernambucana Martha Batalha, que conta a história de duas irmãs vivendo no Rio de Janeiro dos anos 1950, e que são separadas pelo destino, com a ajuda de homens capazes de oprimir, mentir e maltratar essas mulheres. No caso, o patriarca da família de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler) é essa principal mão poderosa e opressora. Mas, como um filme que abraça o melodrama com todas as forças, “A Vida Invisível” também brinca bastante com as ironias perversas da vida, com a forma como tudo parece conspirar para que aquelas duas irmãs não se vejam. A separação ocorre pela primeira vez quando Guida foge com um marinheiro grego e volta para casa grávida e frustrada – o jovem que parecia ser o seu príncipe encantado era na verdade um canalha. Guida vê como opção voltar para a casa dos pais, mas é expulsa pelo pai, que ainda conta que a irmã Eurídice está na Europa. Mal sabia Guida que sua irmã havia se casado com um homem patético, vivido por Gregório Duvivier, e que morava ali mesmo, no Rio de Janeiro. A cena do casamento e a noite de núpcias do novo casal passa toda a sensação de desconforto extremo da mulher. Na verdade, ela é praticamente estuprada na primeira noite. A imagem dos dois se olhando no espelho, após o sexo nada bom para a jovem, é memorável. Enquanto Guida se esforça para viver uma vida de mãe solteira, Eurídice tenta não engravidar, a fim de conseguir sua tão sonhada vaga em um conservatório de música. Ela é pianista e gostaria muito de estudar piano, aprofundar-se naquilo que mais ama. As duas, porém, vão vivendo uma vida de frustrações – Guida não consegue novos relacionamentos estáveis com os homens e Eurídice acaba engravidando contra sua vontade. O filme também afasta uma visão romântica da maternidade. É importante destacar que as duas protagonistas não são mulheres conformadas com suas condições no mundo do patriarcado. Guida é independente e tenta ser alegre, ir a festas e ter aventuras passageiras com alguns homens; Eurídice, por sua vez, tenta, à sua maneira, mesmo grávida, a vaga no conservatório. Enquanto isso, o filme vai entrecortando a narrativa com as cartas que Guida envia para a irmã, no endereço de seus pais, sonhando que um dia elas seja respondidas. Infelizmente, passam-se anos e as cartas não chegam a Eurídice. É uma situação bastante triste, que aproxima “A Vida Invisível” de um tipo de melodrama mais duro, como o do alemão Rainer Werner Fassbinder, do que dos exemplares clássicos hollywoodianos, como os filmes de Leo McCarey, que provocam o choro com mais facilidade. No filme de Aïnouz, o choro fica preso na garganta, pelo menos em boa parte da metragem. O filme foi gravado em película com uma câmera intacta de 1960, o que passa uma impressão de obra saída de tempos atrás, embora haja um diálogo direto com o momento atual. No aspecto visual, há ainda uma busca pelas cores saturadas na fotografia de Hélène Louvart, responsável pela direção de fotografia de “Feliz como Lázaro” (2018), de Alice Rohrwacher, e o uso do vermelho com certa constância, além da umidade do verde das árvores. E, há, claro, a presença maravilhosa de Fernanda Montenegro como a versão idosa de Eurídice, para fechar com chave de ouro este trabalho, vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes, indicado ao Spirit Awards e um dos favoritos à vaga no Oscar, na categoria de Melhor Filme Internacional. Karim Aïnouz e toda a equipe, incluindo o produtor Rodrigo Teixeira, merecem todo o sucesso que a obra anda conquistando mundo afora. E isso em um momento necessário para o cinema brasileiro, que ao mesmo tempo que chegou a um ponto de excelência e de visibilidade mundial em festivais, segue sendo atacado por um governo estúpido. Estúpido, burro e perverso, como o pai de Eurídice e Guida.









