Trailer de Você Nem Imagina revela “irmã” lésbica de Sierra Burgess É uma Loser
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer sua nova comédia romântica adolescente. E a prévia revela que “Você Nem Imagina” (The Half of It) é basicamente a irmã lésbica e mais inteligente de “Sierra Burgess É uma Loser”. Ambos os filmes de streaming tem a mesma premissa, inspirada pela mesma obra: “Cyrano de Bergerac”, peça clássica de 1897. A criação de Edmond Rostand já ganhou inúmeras adaptações, de modo que é fácil identificar as referências ao triângulo amoroso formado em torno de uma troca de cartas ou, no século 21, mensagens de texto. Mas é importante destacar que “Você Nem Imagina” é a primeira versão dessa trama a culminar com uma saída do armário, e por isso também evoca uma leitura LGBTQIA+ de “Alguém Muito Especial” (1987) – cult escrito pelo mestre dos filmes adolescentes John Hughes. Embora Cyrano fosse narigudo e Sierra Burgess gorda, a heroína do novo filme não é realmente feia. Ao contrário, Elie Chu é bonita, apenas prefere ser tomboy (pouco feminina) – como a Watts (Mary Stuart Masterson) do filme dos anos 1980. Nerd asiática da escola, ela ganha dinheiro fazendo lições de casa dos colegas, até ser procurada por um colega com um pedido incomum: escrever uma carta de amor para uma garota. O detalhe é que, ao conhecer a tal garota, ela se apaixona. Mas esconde do menino, assim como vem escondendo seu lesbianismo de todos os demais. A história e a direção são assinadas por Alice Wu, que antes só tinha feito o longa “Livrando a Cara” (2004). Já o elenco destaca Leah Lewis (a Georgie da série “Nancy Drew”) como Elie, em sua estreia em longa-metragem, além de Daniel Diemer (“Sacred Lies”) e Alexxis Lemire (“The Art of Murder”) como os outros vértices do triângulo central. A estreia está marcada para 1 de maio em streaming.
Aprendiz de Espiã troca estreia no cinema pelo streaming da Amazon
A Amazon adquiriu a comédia de ação “Aprendiz de Espiã” (My Spy), do estúdio STX, para lançar em seu serviço de streaming. “Aprendiz de Espiã” deveria ter sido lançado em setembro do ano passado nos cinemas americanos, mas foi adiado para abril deste ano para se distanciar de outra comédia do ator Dave Bautista – o filme “Stuber”. Só que os cinemas fecharam devido a pandemia de coronavírus, deixando a produção sem data de estreia nos EUA – apesar do lançamento internacional em alguns territórios da Ásia e Oceania em janeiro. O serviço Amazon Prime Video fará agora a distribuição exclusiva do longa, que no Brasil seria lançado pela Diamond Films. O filme segue uma fórmula já explorada com sucesso por Arnold Schwarzenegger (“Um Tira no Jardim de Infância”), Jackie Chan (“Missão Quase Impossível”), Dwayne Johnson (“O Fada de Dentes”) e outros adeptos do cinema de pancadarias para ampliar seu público e conquistar a simpatia infantil: virar brutamontes bonzinho num contexto de comédia com criança. No filme, Bautista vive um agente da CIA que prefere explodir os inimigos a cumprir os objetivos de suas missões. Por conta disso, é colocado sob observação. Para piorar, durante uma tocaia, é flagrado por uma menina de 9 anos, que grava sua espionagem com um celular e negocia não colocar o vídeo no ar em troca de aulas para virar espiã. E ela dá um baile no durão, além de descobrir que ele não é tão insensível quanto tenta parecer. A precoce Chloe Coleman (de “Big Little Lies” e que também estará em “Avatar 2”) vive a garotinha e o elenco ainda inclui Kristen Schaal (de “O Último Cara na Terra/The Last Man on Earth”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) e Parisa Fitz-Henley (“Midnight Texas”). O roteiro é dos irmãos Jon e Erich Hoeber (“RED: Aposentados e Perigosos”) e a direção está a cargo do veterano Peter Segal (“Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final”). “Aprendiz de Espiã” é o quarto filme transferido dos cinemas para o streaming por conta da crise sanitária. Anteriormente, a Universal já havia disponibilizado a animação “Trolls 2” em VOD nos EUA, a Netflix comprou a comédia “The Lovebirds”, da Paramount, e “Artemis Fowl” trocou a projeção cinematográfica por exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus). Veja abaixo o trailer legendado de “Aprendiz de Espiã”.
Empresa de filmes de Brad Pitt fecha parceria de produção com a Warner
A produtora Plan B, fundada por Brad Pitt, fechou um contrato de parceria, no estilo “first-look”, com a Warner Bros. Pictures. Isso significa que a Warner terá prioridade para avaliar projetos da produtora antes dos demais estúdios e decidir se deseja realizar os filmes. Além disso, também será responsável pela distribuição global das obras da Plan B, que até recentemente era parceira da Annapurna Pictures. Pitt fundou a Plan B em 2002 com seus sócios Dede Gardner e Jeremy Kleiner, e já produziu três longas vencedores do Oscar, “Os Infiltrados” (2006), “12 Anos de Escravidão” (2013) e “Moonlight: Sob a Luz do Luar” (2016). “Brad, Jeremy e Dede são cineastas extraordinários. Seu histórico de excelência fala por si mesmo. Estamos muito animados para colaborar com eles nos filmes dinâmicos e singulares pelos quais são conhecidos”, disse um comunicado assinado por Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures, e Courtenay Valenti, presidente de produção e desenvolvimento da empresa. Os próximos lançamentos da Plan B, produzidos antes da assinatura do contrato, são drama político “Irresistible”, de Jon Stewart, “Kajillionaire”, da diretora Miranda July, e “Minari”, de Lee Isaac Chung, premiado no Festival de Sundance 2020.
Mulher-Maravilha 1984 ganha comercial com nova data de estreia nacional
Adiado devido à crise sanitária, “Mulher-Maravilha 1984” ganhou um novo comercial, que destaca a nova data de estreia nacional. Apesar da empolgação com que o narrador informa o lançamento em 13 de agosto, o filme ainda pode ser adiado mais uma vez, caso os cinemas continuem fechados. O adiamento foi pouco extenso. O longa protagonizado por Gal Gadot estrearia em 4 de junho no Brasil, e agora chegará pouco mais de dois meses depois. Além da nova data, a prévia de 30 segundos, divulgada pela Warner, traz diversos trechos vistos no trailer completo e alguns milésimos de segundos inéditos, como a explosão de uma muralha e um vislumbre das amazonas cavalgando em uma praia. O filme é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.
Thomas L. Miller (1940 – 2020)
O produtor de TV Thomas L. Miller, responsável por sitcoms icônicos como “Happy Days”, “Três É Demais” (Full House), “Mork & Mindy”, “Laverne & Shirley”, “Step by Step” e o atual “Fuller House”, morreu no domingo (5/4) em Salisbury, Connecticut, de complicações resultantes de doenças cardíacas. Ele tinha 79 anos. Em sua carreira de seis décadas, Miller esteve por atrás de algumas das séries de comédias mais populares da TV americana. Apesar disso, elas não eram as favoritas da crítica, nem ganharam Emmys. Mas isso nunca o incomodou. “Nosso prêmio é que 30 milhões de pessoas estão assistindo”, disse o produtor, em uma entrevista de 1990 ao jornal Los Angeles Times. “Para mim, o objetivo é entreter. O fato dessas séries não ganharem prêmios não significa nada para mim se continuarmos agradando a tantas pessoas”. No Twitter, as estrelas de “Happy Days”, Ron Howard e Henry Winkler, prestaram homenagem a Miller. Howard o chamou de “gentil, inteligente e espirituoso” e alguém que acreditou desde cedo na sua capacidade de um dia virar diretor de cinema, enquanto Winkler escreveu que o produtor “me deu, junto com seus parceiros, minha vida em Hollywood”. Miller começou sua carreira em Hollywood trabalhando para seu ídolo, Billy Wilder. O cineasta contratou Miller como treinador de diálogos, e ele logo progrediu para diretor assistente, sem créditos, em clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), “Se Meu Apartamento Falasse” (1960), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “Beija-me, Idiota” (1964). Ele disse que aprendeu muito com Wilder, e o diretor vencedor do Oscar continuou a ser sua grande influência criativa no resto de sua carreira. Os dois permaneceram amigos até a morte de Wilder em 2002. Após a experiência em Hollywood, Miller passou para a televisão, como assistente de William Self na 20th Century Fox, onde criou sua primeira série. Os dois compartilharam a paternidade da comédia “Nanny e o Professor”, em 1970. Ele então se mudou para a Paramount, virando vice-presidente de desenvolvimento para supervisionar a programação da divisão televisiva do estúdio. Neste período, Miller desenvolveu programas como “The Odd Couple” e “Love, American Style”, além de quase 20 telefilmes. Mas preferiu abandonar a carreira promissora como executivo de TV para se estabelecer como produtor, criando sua primeira empresa de produção com o parceiro Edward K. Milkis. Para a ABC, a Miller-Milkis Productions desenvolveu, junto com o futuro cineasta Garry Marshall, as comédias “Happy Days”, “Laverne & Shirley”, “Mork e Mindy” e “Joanie Loves Chachi”, entre várias outras, além do filme “Golpe Sujo” (1978), com Goldie Hawn e Chevy Chase, na Paramount. Em 1979, Miller se juntou a seu parceiro de vida Robert L. Boyett, com que formou a Miller/Boyett Productions. O casal co-criou a série de comédia “Bosom Buddies” e “Angie” e, em meados dos anos 1980, garantiu um acordo com a Lorimar Television para produzir seriados para toda a família, incluindo “Full House” e “Perfect Strangers”. Eles também produziram o blockbuster musical de Burt Reynolds e Dolly Parton, “A Melhor Casa Suspeita do Texas” (1982), para a Universal. Em 1996, Miller e Boyett uniram-se ao produtor Michael Warren para criar uma nova companhia, a Miller/Boyett/Warren Productions, que produziu “Family Matters”, “Step by Step” e “Dose Dupla”. Esta última, estrelada pelas gêmeas de “Full House”, Mary-Kate e Ashley Olsen, também foi a derradeira série original criada pelo produtor, em 1998. A partir daí, Miller se mudou para Nova York e começou a trabalhar na produção de peças de teatro com Boyett. Ele ganhou um Tony Award de Melhor Peça de 2011 por “Cavalo de Guerra” e foi nomeado na mesma categoria em 2019 por “Tootsie”. Depois de quase duas décadas afastados, Miller e seu parceiro Boyett voltaram ao universo das séries como produtores de “Fuller House”, continuação de “Três É Demais” na Netflix. A atração durou cinco temporadas e vai se encerrar neste ano. Em um comunicado, a WBTV, que produzia “Fuller House”, disse que Miller “nasceu para entreter, impregnado de paixão e amor irreprimíveis por trazer alegria aos outros através do trabalho de sua vida. E que conjunto de talentos ele possuía! Ele foi ao mesmo tempo um executivo atencioso e de bom gosto, um escritor extremamente talentoso e um produtor de grande êxito, cujas muitas séries de sucesso viverão muitos anos na memória coletiva dos fãs de todo o mundo. Todos no Warner Bros. Television Group e na família ‘Fuller House’ sentirão muito a sua falta”.
Amazing Grace: Lendário filme “perdido” de Aretha Franklin chega em VOD no Brasil
O lendário filme “perdido” de Aretha Franklin (1942–2018), o documentário “Amazing Grace”, chegou nesta quinta-feira (8/4) aos serviços de VOD do Brasil. “Amazing Grace” foi filmado em 1972 pelo famoso cineasta Sydney Pollack (1934–2008), responsável por clássicos de Hollywood como “A Noite dos Desesperados” (1969), “Mais Forte que a Vingança” (1972), “Três Dias do Condor” (1975), “Tootsie” (1982), “Entre Dois Amores” (1985) etc, e registra a célebre gravação do disco homônimo, que se tornou o maior campeão de vendas da história da música gospel. Pollack levou uma grande equipe de filmagens para registrar o show da cantora na Igreja Batista New Missionary, no bairro pobre de Watts, em Los Angeles, flagrando o fervor do público diante de uma Aretha divina, no auge de seu talento, aos 29 anos de idade. Mas, apesar de ser o mesmo show que virou o disco “Amazing Grace”, o filme não foi lançado, permanecendo no limbo por 46 anos, a ponto de ser considerado “perdido”, arquivado em lugar desconhecido, devido a uma série de problemas legais e técnicos. A falta de lançamento foi consequência de uma opção equivocada do diretor, que não fez captação direta de som, nem usou claquetes ou marcações nas imagens para ajudar na sincronia em pós-produção, o que tornou a edição sonora impossível de ser realizada na época. Pollack chegou a contratar leitores labiais para ajudar a encaixar as falas com as imagens, e trabalhou com editores especialistas, sem obter sucesso. A decepção fez o filme ficar abandonado por quatro décadas até que Alan Elliott, ex-produtor da Atlantic, redescobriu o material e, com uso de novas tecnologias digitais, começou um lento processo de juntar o som às cenas e finalmente editar o filme a partir das imagens brutas. Renascido, o filme teve sua primeira exibição pública logo após a morte de Aretha em 2018, durante o Festival AFI, em Los Angeles, e a reação de pública e crítica foi arrebatadora. “Amazing Grace” atingiu 99% de aprovação no site Rotten Tomatoes, com elogios unânimes dos críticos norte-americanos. A produção agora pode ser vista no Brasil por meio das plataformas Apple TV (iTunes), Now, Google Play, YouTube, Vivo Play e Sky Play. Veja abaixo o trailer do filme original.
Allen Garfield (1939 – 2020)
O ator Allen Garfield, que trabalhou em vários filmes de Brian De Palma, Francis Ford Coppola e Wim Wenders, morreu na terça (7/4) devido a complicações causadas por covid-19. Ele tinha 80 anos. Nascido Allen Goorwitz em 22 de novembro de 1939, em Newark, Nova Jersey, ele foi boxeador amador, estudou com Lee Strasberg e Elia Kazan no Actors Studio, em Nova York, e começou a carreira no teatro, antes de aparecer pela primeira vez no cinema em 1968, na comédia erótica “Orgy Girls ’69”. Ele fez carreira no cinema underground, com papéis nos primeiros filmes de Brian De Palma, “Quem Anda Cantando Nossas Mulheres” (1968), “Olá, Mamãe!” (1970) e “O Homem de Duas Vidas” (1972). Também participou do cult “Putney Swope” (1969), produção contracultural de Robert Downey, o pai do ator de “Homem de Ferro”, e em comédias sobre o amor-livre, como “O Corujão e a Gatinha” (1970), de Herbert Ross, e “Procura Insaciável” (1971), de Milos Forman. A lista de participações em obras que refletiram e marcaram sua época inclui “Bananas” (1971), de Woody Allen, “A Organização” (1971), de Don Medford, o impactante “O Candidato” (1972), de Michael Ritchie, em que Robert Redford disputava uma eleição para o Senado dos EUA, o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman, e o suspense “A Conversação” (1974), que inaugurou sua parceria com Francis Ford Coppola – continuada nos musicais “O Fundo do Coração” (1981) e “Cotton Club” (1984). Além de trabalhar com alguns dos principais nomes da então chamada “Nova Hollywood”, Garfield ainda atuou na comédia “Primeira Página” (1974), de um dos maiores mestres da velha Hollywood, Billy Wilder. Sua filmografia se manteve impressionante até o fim, seguindo com o cultuado “O Substituto” (1980), de Richard Rush, e duas produções do alemão Win Wenders, o clássico “O Estado das Coisas” (1982) e “Até o Fim do Mundo” (1991), sem esquecer sua fase de blockbusters com “Um Tira da Pesada II” (1987), de Tony Scott – viveu o chefe de polícia Harold Lutz – , e “Dick Tracy” (1990), de Warren Beaty. Vieram muitos outros filmes, de maior ou menor destaque, até que Garfield sofreu um derrame enquanto filmava o terror “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. Mesmo assim, ele retornou em “Cine Majestic” (2001), de Frank Darabont. Mas em 2004 teve um segundo ataque, que o deixou incapacitado. Desde então, o ator vivia no asilo Motion Picture Country House and Hospital, dedicado a cuidar de atores aposentados.
Recluso há anos, Jean-Luc Godard faz live de quase duas horas no Instagram
Recluso há muitos anos, sem dar sequer entrevistas presenciais, Jean-Luc Godard surpreendeu o mundo por participar nesta terça (7/4) de uma live no Instagram, que durou quase duas horas – 1h40, para ser preciso. Em bate-papo com Lionel Baier, diretor da ECAL (Escola de Arte de Lausanne), Godard falou de cinema, linguagem, literatura, pintura, palavra e ciência nesses tempos de coronavírus, sem sair de sua casa em Rolle, na Suíça. Vale lembrar que, antes disso, sua última entrevista pública tinha sido por meio de Facetime, no Festival de Cannes de 2018, quando também falou com a imprensa sem sair de casa. Na ocasião, competia pela Palma de Ouro com o filme experimental “Imagem e Palavra”. Godard iniciou a conversa lamentando o cancelamento dos tradicionais torneios de tênis de Wimbledom e Roland Garros, que acompanhava pela TV. Questionado sobre o que estava vendo na TV, ele confessou que não assiste muito à programação. “Mas às vezes vejo se passa algum filme antigo que quero rever”, ressaltou. E seguiu seus comentários com um raciocínio picotado, saltando entre temas ou retomando assuntos anteriormente abordados, num fluxo muitas vezes desencontrado. Por exemplo, quando o diretor lembrou do trabalho do fotógrafo francês Pierre Bonnard (1867-1946), observou: “Pintar com o pincel não é a mesma coisa que escrever (com um lápis), é outra forma de expressão. A linha da escrita (faz mímica) diz quase nada. A sala escura (de revelação de fotos) é como a caverna do Platão, a gente fixa a realidade sobre o papel.” E quando Baier perguntou se a ideia da caligrafia e da escrita era uma coisa plástica em seu trabalho, saiu-se assim: “Sim. O primeiro livro de filosofia que me marcou foi do Brice Parain (que participou do filme ‘Viver a Vida’, do próprio Godard), escritor e filósofo francês que escreveu ‘Recherches sur la nature et le fonction du language’ (1943). Para mim, a linguagem não é o idioma. Talvez um ou outro sejam diferentes, com origens únicas, como o basco (euskera) e o finlandês. A linguagem é outra coisa, como a pintura e todos os grande escritores, como James Joyce, que buscavam ir mais além do que é a língua falada. Meu último filme é um pouco primitivo, mas a palavra é minha voz, vem da minha garganta, não da minha língua. A pintura é ação com a mão. Escrever no computador não é.” Ele ainda comparou o cinema com a ciência. “O cinema é um pouco como um antibiótico.” E relembrou do passado, admitindo sentir falta de conversar sobre cinema com colegas da nouvelle vague, como Eric Rohmer, Jacques Rivette e François Truffaut, todos já falecidos. Veja abaixo a íntegra da live, em francês.
Resgate: Filme de ação estrelado por Chris Hemsworth ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o novo pôster e o primeiro trailer legendado de “Resgate” (Extraction), filme de ação que volta a juntar o ator Chris Hemsworth (“Thor”) com os diretores de “Vingadores: Ultimato”. “Resgate” foi escrito por Joe Russo, um dos irmãos diretores do filme dos Vingadores, e dirigido por Sam Hargrave, dublê do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) que faz sua estreia como cineasta. Ele chegou a trabalhar como diretor assistente dos Russo em “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme seria originalmente chamado de “Dhaka”, nome da capital do Bangladesh, e traz Hemsworth como um mercenário contratado para salvar o filho de um traficante, raptado por outro traficante daquela região, missão que se torna uma das mais difíceis de sua vida. Hemsworth já tinha dito que a premissa rende “algumas das mais intensas sequências de ação que já fiz” e a prévia confirma a definição. Filmado na Índia e na Indonésia, o filme foi produzido pelos irmãos Russo, por meio de sua empresa AGBO, e o elenco ainda traz David Harbour (o Xerife Hopper de “Stranger Things”), Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Golshifteh Farahani (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A estreia está marcada para 24 de abril em streaming.
Festival de Animação de Annecy é cancelado, mas ganhará versão online
Os organizadores do Festival de Cinema de Animação de Annecy, na França, anunciaram que a 60ª edição do evento foi cancelada. Ela estava prevista para acontecer entre os dias 15 e 20 de junho deste ano. O evento é conhecido como uma espécie de Cannes da animação e já consagrou várias obras brasileiras, como os longas “Uma História de Amor e Fúria” (2013), de Luiz Bolognesi, e “O Menino e o Mundo” (2014), de Alê Abreu. “É com enorme decepção que nos resignamos a cancelar a edição”, pronunciaram-se os responsáveis pelo festival, em comunicado. “Motivados por nossa paixão e entusiasmo, apesar das restrições de confinamento, esperávamos manter a edição que havíamos preparado para vocês. Porém, a lógica e a situação internacional nos obrigam a agir com lucidez e responsabilidade. Precisamos mostrar respeito e profunda gratidão aos prestadores de serviços de saúde, bem como a todos aqueles que escolhem a solidariedade e o interesse público”. O comunicado prossegue: “O Annecy Festival é uma festa, uma ‘reunião de família’. Não podemos celebrar a animação e o nosso 60º aniversário quando alguns de vocês estão impedidos de participar”. O festival, porém, vai ganhar uma versão online, que, segundo os organizadores, está atualmente sendo elaborada. “Durante várias semanas nossos membros fundadores, parceiros, fornecedores, profissionais e criadores nos enviaram seu apoio total e, por isso, somos imensamente gratos. Esses incentivos nos motivam a oferecer uma versão online do Annecy Festival 2020. Esta versão daria acesso a obras exclusivas e conteúdo original, apesar das circunstâncias atuais. Em breve divulgaremos a programação que está sendo elaborada”. A seleção oficial dos participantes da versão online será anunciada no dia 15 de abril. Já o retorno da versão tradicional, presencial, na cidade alpina de Annecy só vai acontecer no ano que vem, em 14 de junho de 2021. Veja abaixo o cartaz produzido para o evento que foi cancelado.
Viúva Negra, Shang-Chi e Doutor Estranho 2 vão estrear uma semana antes no Brasil
Três dias depois de anunciar as novas datas de estreias e seus filmes nos EUA, a Disney oficializou a situação de seus próximos lançamentos no Brasil. A previsão de estreia reflete o otimismo pouco realista do calendário americano, com a primeira estreia marcada para junho. Pelo cronograma, o filme que abre a volta da Disney ao cinema é a animação “Soul”. Trata-se de uma produção que nunca alterou sua data. O desenho produzido pela Pixar está desde sempre marcado para 25 de junho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Em seguida, a Disney pretende lançar “Mulan”. O filme, que chegaria em março, foi remarcado para 24 de julho de 2020, mês que outros estúdios ainda consideraram inviável – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Já “Viúva Negra” será lançada em 29 de outubro. Mais plausível, esta data coloca o filme em cartaz no Brasil uma semana antes dos EUA, onde a estreia está marcada para 6 de novembro. Anteriormente, o filme chegaria aos cinemas no fim de abril. Ela não será o único filme da Marvel que chegará antes ao Brasil. “Eternos” (11/2/21), “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” (29/4/21) e “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” (28/10/21) também estrearão no Brasil com antecedência. No caso do primeiro, de apenas um dia, mas a diferença chega a uma semana para os demais. A lista também confirma que “Os Novos Mutantes” voltou para o limbo, ficando sem previsão. Triste sina do derivado dos X-Men, que deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. Claro que se os cinemas continuarem fechados, estas datas não significarão nada. Confira abaixo o calendário dos próximos lançamento da Disney no Brasil. “Soul”: 25/6 “Mulan”: 23/7 “Empty Man”: 6/8 “The One and Only Ivan”: 13/8 “The Beatles: Get Back”: 3/9 “King’s Man: A Origem”: 17/9 “Morte No Nilo”: 8/10 “The French Dispatch”: 15/10 “Everybody’s Talking About Jamie”: 22/10 “Viúva Negra”: 29/10 “Deep Water”: 19/11 “Free Guy – Assumindo O Controle”: 10/12 “West Side Story”: 17/12 “Raya and the Last Dragon”: 7/1/21 “Eternos”: 11/2/21 “Ron’s Gone Wrong”: 25/2/21 “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”: 29/4/21 “Cruella”: 3/6/21 “Jungle Cruise”: 29/7/21 “Hamilton”: 14/10/21 “Doctor Strange in the Multiverse of Madness”: 28/10/21 “Avatar 2”: 16/12/21
Novo clipe da trilha de Trolls 2 junta Justin Timberlake e Anna Kendrick
Justin Timberlake lançou em sua página no YouTube um novo clipe baseado na trilha da animação “Trolls 2”, disponibilizada nesta semana em serviços de VOD do exterior. A música “Don’t Slack” é uma parceria entre Timberlake e o cantor Anderson Paak, e o clipe traz os dois tentando contagiar com sua alegria a atriz Anna Kendrick, que aparece desanimada em trajes de quarentena (pijamas). Os personagens principais da franquia “Trolls” são dublados por Timberlake e Kendrick. “Don’t Slack” é a segunda música da trilha sonora de “Trolls 2” a ganhar clipe. A primeira foi “The Other Side”, uma parceria de Timberlake com SZA. A animação tinha estreia marcada para 9 de abril no Brasil, mas com os cinemas fechados a Universal decidiu lançar o filme em streaming nos EUA e Europa. Não há previsão para que o mesmo aconteça no Brasil, onde o estúdio planeja retomar o lançamento cinematográfico de “Trolls 2” em outubro.
Jay Benedict (1951 – 2020)
O ator Jay Benedict morreu no sábado (4/4) aos 68 anos, vítima de covid-19. A informação foi confirmada pela assessoria do ator. “É com muita dor que anunciamos a morte do nosso cliente Jay Benedict, que perdeu a batalha contra o covid-19 nesta tarde. Nossos pensamentos estão com sua família”, disse a TCG Artist Management em um comunicado. Nascido na Califórnia (EUA), Benedict teve uma longa carreira, com participações em várias séries, inclusive produções britânicas. Ele também apareceu em grandes sucessos do cinema, como “Vítor ou Vitória?” (1982), “Aliens, o Resgate” (1986), “A Casa da Rússia” (1990), “A Colônia” (1997), “Vatel, um Banquete para o Rei” (2000) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), entre outros, sempre em papéis pequenos. Seus últimos filmes foram duas produções francesas de 2017: a comédia “Madame” e a sci-fi “Depois do Apocalipse”. Benedict era casado com Phoebe Scholfield, que trabalhava com casting de dubladores e também era atriz – estrelou a série britânica “‘Allo ‘Allo!” (1982–1992).











