“Shang-Chi” ultrapassa US$ 250 milhões mundiais
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve-se imbatível no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 4,3 mil cinemas, o filme da Marvel/Disney arrecadou surpreendentes US$ 35,8 milhões nos últimos três dias, elevando seus rendimentos a US$ 145,6 milhões no mercado doméstico. O desempenho representa o maior segundo fim de semana de todo o período da pandemia, superando os US$ 25,8 milhões de “Viúva Negra”. A diferença de resultados dá razão à Scarlett Johansson em sua disputa contra a Disney. A atriz argumenta que o lançamento simultâneo em streaming prejudicou as bilheterias de seu longa, e a queda de arrecadação foi realmente dramática após a estreia. Já “Shang-Chi”, que é exclusivo dos cinemas, manteve uma arrecadação forte. O filme também se manteve em 1º lugar em vários países do mundo, incluindo o Brasil, Austrália, França, Alemanha, Coréia, Itália, México, Rússia, Espanha e Reino Unido. O sucesso do novo herói da Marvel é tão impressionante que precisou só de 10 dias, em plena pandemia, para cruzar os US$ 250 milhões mundiais. O montante internacional está em US$ 112 milhões, o que rende um total exato de US$ 257,6 milhões em todo o mundo. E isto sem o mercado chinês, que não deve receber “Shang-Chi” por censura política. Os números reforçam a decisão da Disney de encerrar sua experiência com o Premier Access, seu PVOD na Disney+, e voltar a realizar lançamentos apenas no cinema, ainda que com uma janela bem menor de exclusividade – 45 dias, em vez dos 90 de antes da pandemia. A Disney, por sinal, também ocupa o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas. “Free Guy – Assumindo o Controle” continua a mostrar fôlego, ultrapassando a marca de US$ 100 milhões de faturamento doméstico neste domingo (12/9), com um cume de US$ 101,8 milhões até o momento. No mundo inteiro, o valor está em US$ 276,5 milhões graças ao lançamento na China, que já rendeu US$ 76,3 milhões até o momento. A principal estreia da semana, o terror “Maligno” da Warner, abriu apenas em 3º lugar, com US$ 5,57 milhões em 3,5 mil telas nos EUA. Disponibilizado também na HBO Max, o filme não teve o desempenho esperado, especialmente diante das críticas positivas que costumam impulsionar bilheterias de terror – teve 74% de aprovação no Rotten Tomatoes. Somando as arrecadações internacionais, chegou a US$ 15,1 milhões em todo o mundo. O Top 5 ainda inclui outro terror, “A Lenda de Candyman”, com US$ 4,8 milhões em seu terceiro fim de semana para um total doméstico de US$ 48 milhões, e outra produção da Disney, “Jungle Cruise”, que fez US$ 2,4 milhões para um total doméstico de US$ 109,9 milhões após sete semanas nos cinemas.
Diretor celebra final das filmagens de “Missão: Impossível 7”
Uma das filmagens mais longas da história de Hollywood chegou ao fim. O diretor Christopher McQuarrie agradeceu à equipe de “Missão: Impossível 7” pela verdadeira missão impossível que foi enfrentar quase dois anos de produção. Junto de uma foto em que aparece ao lado de Tom Cruise no cenário, ele refletiu sobre o trabalho árduo e elogiou os esforços que lhe permitiram finalizar a fotografia principal. “Tudo o que você precisa são boas pessoas. Para nosso elenco e equipe indomáveis, imparáveis: mesmo nas melhores circunstâncias, deveria ser impossível. Mesmo vendo tudo isso, não podemos acreditar no que vocês conquistaram. Nunca teremos palavras adequadas para expressar a nossa gratidão e admiração – não apenas para vocês, mas também para seus familiares. Vocês são os melhores do mundo”, o diretor exaltou. As filmagens de “Missão: Impossível 7” começaram há 18 meses, em fevereiro de 2020 em Veneza, e sofreram quatro interrupções – uma por acidente no set e as demais por contágio de coronavírus. Durante a produção, o astro Tom Cruise ainda foi roubado e, segundo afirmam tabloides ingleses, iniciou um namoro com a colega Hayley Atwell (a Agente Carter da Marvel). Ainda sem título oficial, “Missão: Impossível 7” tem previsão de lançamento para setembro de 2022, mas Tom Cruise não terá folga, porque a continuação do longa já está encomendada e deverá começar a ser rodada em seguida. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie)
Disney anuncia fim de lançamentos simultâneos em streaming, mas impõe derrota aos cinemas
A Disney anunciou o fim de sua experiência com lançamentos híbridos. Após o processo de Scarlett Johansson contra a estreia simultânea de “Viúva Negra” nos cinemas e no Premier Acess (um PVOD) da Disney+, e do sucesso de “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis” nas bilheterias, os próximos filmes do estúdio serão lançados primeiro nos cinemas, antes de estarem disponíveis em streaming. Com isso, o filme de animação “Encanto” estreará nos cinemas no dia 24 de novembro e não aparecerá na plataforma Disney+ até 24 de dezembro. Todos os demais lançamentos previstos para 2021, como “O Último Duelo” de Ridley Scott, “Eternos” de Chloé Zhao e “Amor, Sublime Amor” de Steven Spielberg, terão ao menos 45 dias de exclusividade nas salas de cinema. O circuito exibidor dos EUA considerou a decisão uma vitória. Anteriormente, a Associação Nacional de Donos de Cinemas dos Estados Unidos (NATO, na sigla em inglês) chegou a divulgar um comunicado agressivo contra a Disney, apontando que “Viúva Negra” teve uma queda de 67% de arrecadação em sua segunda semana em cartaz por não ser um lançamento exclusivo dos cinemas. Argumentos deste comunicado foram utilizados no processo movido por Johansson contra o estúdio. Mas a verdade é que os donos de cinemas, que se dizem felizes agora, perderam a disputa. E perderam muito. O anúncio da Disney consolida a janela de 45 dias de exibição e se segue à iniciativas anteriores da Warner e da Paramount no mesmo sentido. Antes da pandemia, porém, a exclusividade dos cinemas durava o dobro do tempo: 90 dias. Há anos, Hollywood tentava diminuir o tempo de exclusividade dos filmes nos cinemas, mas os exibidores nunca permitiram, ameaçando boicotar quem ousasse lançar em vídeo qualquer filme antes dos 90 dias tradicionais. No começo da pandemia, quando a Universal tirou “Trolls 2” do circuito cinematográfico norte-americano e celebrou um dos maiores faturamentos de VOD de todos os tempos, as grandes redes peitaram o estúdio com ameaças contra suas futuras produções. O tom mudou muito desde então e agora as redes comemoram cortar pela metade sua janela anteriormente intocável. Trata-se de uma vitória de Hollywood, que em dois anos – e com a ajuda da pandemia – mudou de forma radical sua relação com os donos de cinema. O lançamento de várias plataformas ligadas aos estúdios tirou do circuito cinematográfico seu poder de barganha, consolidando uma alternativa mais viável que as salas de exibição para levar conteúdo ao público. A troca de paradigma fragilizou a posição dos cinemas, que agora comemoram perder “apenas” metade de seu antigo poder.
Festival de Veneza premia temáticas e cineastas femininas
O drama francês “Happening”, da cineasta Audrey Diwan, venceu neste sábado (11/9) o Leão de Ouro no Festival de Veneza, numa premiação histórica, que pode ser vista como uma forte mensagem pelos direitos das mulheres, com muitos troféus distribuídos para cineastas e temas femininos. “Sinto-me ouvido esta noite!”, disse Diwan ao aceitar o prêmio. Adaptação do romance homônimo de Annie Ernaux, “Happening” (L’Événement, em francês) conta a história de uma brilhante estudante universitária francesa do início dos anos 1960 que vê sua emancipação ameaçada ao engravidar. Sem opções legais disponíveis, ela tenta encontrar uma maneira de abortar ilegalmente. Além de escolher este filme, o Júri de Veneza, presidido pelo diretor sul-coreano Bong Joon-ho (“Parasita”), também enalteceu um filme sobre maternidade, “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar, dando à Penélope Cruz o troféu de Melhor Atriz. Numa premiação bastante focada em conquistas femininas, o troféu de Melhor Direção foi para outra cineasta, a neozelandesa Jane Campion por seu primeiro longa em 12 anos, o faroeste empoderador da Netflix “The Power of the Dog”. Para completar o festival das mulheres, a atriz Maggie Gyllenhaal levou o prêmio de Melhor Roteiro por sua estreia na direção, “The Lost Daughter”, adaptação de um romance da escritora italiana Elena Ferrante (pseudônimo de autor desconhecido). O filme masculino mais bem cotado foi o nostálgico “The Hand of God”, inspirado pela juventude do diretor italiano Pablo Sorrentino, que ganhou o Grande Prêmio do Júri (2º lugar) e rendeu ao protagonista Filippo Scotti o troféu de Melhor Jovem Ator. O filipino John Arcilla ficou com a Copa Volpi de Melhor Ator por “On The Job: The Missing 8”, e “Il Buco”, exploração cinematográfica do italiano Michelangelo Frammartino de uma das cavernas mais profundas do mundo, com o Prêmio Especial do Júri. Veja abaixo a premiação completa. Leão de Ouro (Melhor Filme) “Happening”, de Audrey Diwan Grande Prêmio de Júri (2ª Lugar) “The Hand of God”, de Paolo Sorrentino Leão de Prata (Melhor Direção) Jane Campion (“The Power of the Dog”) Copa Volpi Feminina (Melhor Atriz) Penélope Cruz (“Madres Paralelas”) Copa Volpi Masculina (Melhor Ator) John Arcilla (“On The Job: The Missing 8”) Osella de Ouro (Melhor Roteiro) Maggie Gyllenhaal (“The Lost Daughter”) Prêmio Especial do Júri (3ª Lugar) “Il Buco”, de Michelangelo Frammartino Prêmio Marcello Mastroianni (Melhor Ator Jovem) Filippo Scotti (“The Hand of God”) Leão do Futuro (Melhor Filme de Estreia) “Imaculat”, de Monica Stan e George Chiper-Lillemark
Como Hollywood filmou os ataques de 11 de setembro
O impacto dos ataques de 11 de setembro de 2001 abalaram o mundo, e a indústria cultural dos EUA foi jogada em seus escombros quase que imediatamente com a série “24 Horas”, lançada dois meses após a queda das Torres Gêmeas com forte influência da narrativa da “guerra ao terror”. Ainda assim, a tragédia propriamente dita precisou de tempo maior para ganhar imagens, aparecendo primeiro como um eco distante em “Rescue Me”, série de 2004 sobre os bombeiros de Nova York. O trauma foi tão grande que Hollywood chegou a apagar digitalmente as Torres Gêmeas nos primeiros filmes que estrearam após o 11 de setembro de 2001 – produções como “Homem-Aranha”, cujo trailer original trazia o World Trade Center, e “Homens de Preto II”, que precisou até mudar seu final. Foi preciso uma distância respeitosa de cinco anos para os ataques viraram filmes. Só que as primeiras produções avançaram direto na ferida, levando o público a passar mal com a encenação do sequestro de um dos aviões usados pelos terroristas em “Vôo United 93”, dirigido por Paul Greengrass, e a se revoltar novamente com “As Torres Gêmeas”, que Oliver Stone transformou em desastre patriótico com frases de exortação à guerra contra o Afeganistão, a mais longa e inútil da história dos EUA. A mistura de patriotismo e vingança rendeu vários filmes de guerra, dos quais o mais relevante é “12 Heróis”, em que o australiano Chris Hemsworth virou o primeiro “americano” a lutar no Afeganistão, mas principalmente filmes de guerra ao terror. Kathryn Bigelow se tornou a primeira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção ao filmar um dos conflitos criados pela reação bélica do presidente George W. Bush, batizado no Brasil, justamente, de “Guerra ao Terror”. Mas foi seu segundo longa sobre o tema, “A Hora Mais Escura”, que escancarou os diferentes elementos da ação militar e deu vazão à catarse de vingança com a morte do terrorista Osama Bin Laden. Hollywood também focou as perdas pessoais de entes queridos, em “Reine Sobre Mim” e “Tão Forte e Tão Perto”, mas as reverberações dos ataques renderam novas vítimas, resultado da xenofobia e violência americana, que o indiano “Meu Nome É Khan” denunciou de forma contundente. Outras abordagens humanistas se dedicaram a ponderar o valor total das vidas perdidas (“Quanto Vale?”) e até o impacto do radicalismo islâmico na vida de uma das viúvas dos terroristas (“O Dia que Mudou o Mundo”). O fato é que, conforme os anos se passaram, a história ganhou novos contornos, com a revelação de arbitrariedades (“O Mauritano”), mentiras explícitas (“O Relatório”) e incompetência absoluta (“The Looming Tower”) do governo dos EUA em relação aos acontecimentos trágicos. A ficção se encarregou de contar essa história de vários ângulos. Lembre abaixo (com trailers) de uma dúzia de obras inspiradas pelos ataques de 11 de setembro. São 11 filmes e uma minissérie, todos disponíveis em serviços de assinatura e/ou locação digital no Brasil, para fazer uma mostra de cinema em casa. Vôo United 93 | EUA | 2006 (Apple TV, Google Play, NOW, Telecine, Vivo Play, YouTube Filmes) As Torres Gêmeas | EUA | 2006 (Apple TV, Google Play, NOW, Telecine, Vivo Play, YouTube Filmes) Reine Sobre Mim | EUA | 2007 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, YouTube Filmes) Meu Nome É Khan | Índia, EUA | 2010 (Google Play) Tão Forte e Tão Perto | EUA | 2011 (Apple TV, Claro Video, HBO Max, Google Play, NOW, YouTube Filmes) A Hora Mais Escura | EUA | 2012 (Apple TV, Globoplay, Google Play, Netflix) 12 Heróis | EUA | 2018 (Apple TV, Google Play, NOW, YouTube Filmes) The Looming Tower | EUA | 2018 (Amazon Prime Video) O Relatório | EUA | 2019 (Amazon Prime Video) O Mauritano | EUA, Reino Unido | 2021 (Apple TV, Google Play, NOW, Telecine, Vivo Play, YouTube Filmes) O Dia que Mudou o Mundo | Alemanha, França, Líbano | 2021 (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Quanto Vale? | EUA | 2021 (Netflix)
Andy Garcia entra em “Os Mercenários 4”
O ator Andy Garcia se juntou ao elenco de “Os Mercenários 4”. O astro de “O Poderoso Chefão III” e “Onze Homens e um Segredo” vai interpretar um agente da CIA que recebe a missão de acompanhar os mercenários em sua nova missão. Ele vai se juntar a Sylvester Stallone, Jason Statham, Dolph Lundgren e Randy Couture, que reprisarão seus papéis dos longas anteriores, e os novatos Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”), 50 Cent (“Power”) e Tony Jaa (“Monster Hunter”). A história foi escrita por Spenser Cohen (“Extinção”) e revisada por Max Adams (da série “Six”) e John Joseph Connolly, a direção está a cargo de Scott Waugh (“Need for Speed: O Filme”), um dublê que virou diretor de filmes de ação, e as filmagens já vão começar em outubro. Os detalhes da nova trama estão sendo mantidos em sigilo, mas fontes da revista The Hollywood Reporter apontam que, desta vez, o protagonismo não estará a cargo de Stallone, mas de Jason Statham, além de haver bastante destaque na ação para Fox como a protagonista feminina. Além de estrelar, Statham também é um dos produtores do novo filme, que ainda não tem previsão de estreia.
Christopher Nolan filmará a criação da bomba atômica
O diretor Christopher Nolan (“Tenet”) definiu seu próximo filme. Ele vai voltar à época da 2ª Guerra Mundial, mas em vez das batalhes de “Dunkirk” focará nos bastidores burocráticos e científicos da criação da bomba atômica, com destaque para o envolvimento do cientista J. Robert Oppenheimer, gênio por trás do projeto Manhattan e autor da famosa frase: “Agora, eu me tornei a morte, a destruidora de mundos”. Segundo o site Deadline, o ator Cillian Murphy vai participar do projeto. Mais conhecido como protagonista de “Peaky Blinders”, Murphy já trabalhou várias vezes com Nolan, desde os filmes de Batman (onde viveu o vilão Espantalho), além de ter aparecido em “A Origem” e “Dunkirk”. O detalhe mais curioso é que o diretor não está tratando o projeto com a Warner, por onde lançou quase todos os seus longas nos últimos 20 anos – desde “Insônia” em 2002. Após falar mal da estratégia do estúdio de distribuir filmes simultaneamente nos cinemas e no “pior serviço streaming”, a HBO Max, ele abriu conversa com a concorrência sobre a possibilidade de financiar o longa-metragem. O último filme do diretor, “Tenet”, foi lançado exclusivamente nos cinemas em outubro de 2020. Apesar das dificuldades da crise sanitária, o épico de ação arrecadou US$ 363 milhões em bilheterias ao redor do mundo. Mesmo assim, a Warner considerou o valor baixo e optou por lançar todos os seus filmes posteriores num modelo híbrido de distribuição. Nolan ficou irritadíssimo. A grande ironia seria ele fechar uma parceria com uma plataforma de streaming. A Netflix já deixou claro que contratar o diretor é uma de suas ambições.
Deserto Particular: Filme de Aly Muritiba é premiado no Festival de Veneza
“Deserto Particular”, o mais novo filme do diretor Aly Muritiba (“Ferrugem”) venceu nesta sexta (10/9) o prêmio do público da Mostra Venice Days, no Festival de Veneza 2021. Inspirada na Quinzena dos Realizadores de Cannes, a seção contempla obras mais autorais e seus prêmios são determinados pelo público do festival. “Fazer um filme de amor, em um tempo tão turbulento, traze-lo para um dos maiores festivais do mundo e atingir o coração da audiência, é algo muito especial. E é também uma pequena prova de que no fim o amor sempre vence! E isso não é só nos filmes, o amor sempre vence na vida real e o amor vencerá inclusive na nossa história política”, disse o diretor Aly Muritiba, em comunicado emitido direto do festival italiano. “Deserto Particular” lida com aquilo que o diretor chama de “os afetos masculinos no Brasil contemporâneo” e traz Antonio Saboia (“Bacurau”) como protagonista, no papel de um policial curitibano. De acordo com a sinopse, ele está afastado do trabalho depois de cometer um erro e com tempo para investigar o desaparecimento de uma moradora do sertão da Bahia com quem se correspondia por aplicativo de celular. A suspeita o leva a cruzar o país em busca de seu amor. E em Sobradinho encontra o personagem de Pedro Fasanaro (“Onde Nascem os Fortes”). “’Deserto Particular’ é um filme de encontros. Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta (sic) democraticamente eleita, minha geração, formada depois da Ditadura Militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência. O país afundou numa espiral de ódio que culminou com a eleição de um fascista como presidente. Depois da eleição de Jair Bolsonaro, todas as minorias, mulheres, indígenas, a comunidade LGBTQIAP+, negros, entre outros, passaram a ser sistematicamente perseguidas, e o país se dividiu entre o sul conservador e o norte e nordeste progressista. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor”, explicou o cineasta em comunicado. O filme será lançado no Brasil pela Pandora, que ainda não divulgou previsão de estreia. Vivendo uma das fases mais produtivas de sua carreira, Aly Muritiba também assinou este ano a série documental “O Caso Evandro” na Globoplay e ainda lançou outro longa no Festival de Gramado, “Jesus Kid”, após ter vencido o evento de 2018 com “Ferrugem”.
Art Metrano (1936–2021)
O ator Art Metrano, que viveu o oficial Ernie Mauser em “Loucademia de Polícia”, morreu na última quarta-feira (8/9) de causas naturais em sua casa na Flórida, aos 84 anos. Sua carreira começou nos anos 1960 com figurante de várias séries da época, de “A Feiticeira” a “Chaparral”, até ele entrar no programa humorístico de 1970 “The Tim Conway Comedy Hour”. A partir daí, passou a ganhar papéis melhores em filmes e atrações televisivas, chegando a protagonizar séries efêmeras nunca exibidas no Brasil, como “The Chicago Teddy Bears” (1971) e “Loves Me, Loves Me Not” (1977), além de fazer aparições recorrentes em “Movin’ On” (1974–1976), “Baretta” (1975–1978), “Joanie Loves Chachi” (1982–1983) e “L.A. Law” (1986–1994). No cinema, ele participou de várias comédias populares como “Corações em Alta” (1972), “O Homem Mais Forte do Mundo” (1975), “A História do Mundo – Parte I” (1981) e “A Nova Paixão de Stella” (1998), além dos dramas “A Noite dos Desesperados” (1969) e “A Força de um Amor” (1983), entre outras produções. Mas seu maior destaque foi mesmo na franquia “Loucademia de Polícia”. Seu personagem, Ernie Mauser, foi introduzido em “Loucademia de Polícia 2: A Primeira Missão” (1985) como um dos principais antagonistas dos recrutas, um oficial ambicioso que é promovido (por curto período) a capitão. Ele ainda voltou na continuação, “Loucademia de Polícia 3: De Volta ao Treinamento” (1986), agora como comandante de uma academia policial rival, em luta contra Mahonney (Steve Guttemberg) e sua turma por fundos estatais que seriam cortados de uma das duas instituições. Seu último papel foi uma figuração como sem-teto na comédia “O Segredo do Sucesso” (2001), estrelada por Charlie Sheen.
Confira 20 filmes novos pra ver online no fim de semana
Com cada vez mais opções, a lista de estreias online da semana inclui vários filmes premiados, títulos populares e lançamentos exclusivos de streaming. Entre os principais destaques, “Minari – Em Busca da Felicidade” fez história no Oscar 2021. Vencedor do Festival de Sundance do ano passado, o longa transformou o sul-coreano Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”) no primeiro asiático indicado à estatueta de Melhor Ator e a veterana Youn Yuh-Jung (“Sense8”) na primeira asiática vencedora do prêmio da Academia, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Baseado na infância do diretor Lee Isaac Chung (“Lucky Life”), o drama acompanha uma família imigrante que enfrenta dificuldades quando o pai (Yeun) decide se mudar para a zona rural do Arkansas, apostando no sonho americano. Outro destaque de Sundance é “Nuvem Rosa”, estreia da gaúcha Iuli Gerbase, que venceu o Grand Prix do Festival de Sofia, na Bulgária, e foi aclamada pela imprensa americana durante sua passagem pelo festival indie – tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme da filha do cineasta Carlos Gerbase (“Menos que Nada”) é uma ficção científica que antecipou as quarentenas causadas pelo coronavírus. Escrito em 2017 e filmado em 2019, sua trama acompanha um casal de desconhecidos que, após uma noite de sexo casual, acorda no dia seguinte sob lockdown, quando uma misteriosa nuvem rosa passa a cobrir o mundo, matando quem sai nas ruas. Com a sorte de estar numa casa bem abastecida de alimentos, eles passam os dias, os meses e até os anos presos um com o outro, enquanto os efeitos da quarentena mundial são acompanhados pela TV, videoconferência e redes sociais. Impressionantemente premonitório. As opções mais populares incluem o novo terror da franquia “Jogos Mortais” e o suspense “Pequenos Vestígios” com grande elenco. Mas as melhores diversões são “Kate”, thriller de ação da Netflix que traz Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) matadora em todos os sentidos, e a cultuada comédia francesa “Jacky in the Kingdom of Women”, que imagina um taleban com gêneros invertidos, em que os homens são submissos. Há também um documentário e um novo drama (“O Dia que Mudou o Mundo”) sobre os eventos de 11 de setembro de 2001 – por sinal, o aniversário da tragédia vai render outra seleção temática com dicas de filmes no sábado (11/9). São, ao todo, 20 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. Confira abaixo as sugestões (com trailers). Minari: Em Busca da Felicidade | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) A Nuvem Rosa | Brasil | Sci-Fi (Google Play, NOW, Sky Play, Telecine, Vivo Play) Kate | EUA | Ação (Netflix) Jacky in the Kingdom of Women | França | Comédia (MUBI) Pequenos Vestígios | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, HBO Max, Now, Vivo Play, YouTube Filmes) Espiral – O Legado de Jogos Mortais | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, YouTube Filmes) Barry Fritado | EUA | Terror (Vivo Play) O Comandante: Pânico nas Alturas | China | Thriller (Apple TV, Google Play, Now, YouTube Filmes) Ray & Liz | Reino Unido | Drama (MUBI) Veredito | Filipinas | Drama (Reserva Imovision) No Caminho das Dunas | Bélgica | Drama (Supo Mungam Plus) Horas de Museu | Áustria, EUA | Drama (Supo Mungam Plus) Noite de Reis | França, Costa do Marfim | Drama (Google Play, NOW, Sky Play, Telecine, Vivo Play) Belle Époque | França, Bélgica | Drama (Apple TV, Google Plus, YouTube Filmes) O Dia que Mudou o Mundo | Alemanha, França, Líbano | Drama (Apple TV, Google Plus, NOW, YouTube Filmes) Os Conselhos da Noite | Portugal | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Anna | Brasil | Drama (NOW, Vivo Play) David Byrne’s American Utopia | EUA | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, YouTube Filmes) Ser James Bond | EUA | Documentário (Apple TV+) 9/11: Inside the President’s War Room | EUA | Documentário (Apple TV+)
“Diana: O Musical” ganha trailer da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Diana: O Musical”, filmagem da peça musical sobre a princesa Diana, que está em desenvolvimento para a Broadway. O espetáculo irá estrear na Netflix antes da abertura planejada para Nova York em novembro. “Diana: O Musical” foi um dos primeiros musicais da Broadway a anunciar sua estreia após o fechamento por mais de um ano dos teatros de Nova York devido à pandemia de coronavírus. Mas o público poderá ver a peça bem antes disso, graças a um acordo para sua exibição antecipada na Netflix no dia 1ª de outubro. Será a primeira vez que uma peça irá estrear primeiro no streaming, antes de poder ser vista pelo público num palco. A apresentação da Netflix foi gravada em 2020 com o elenco. Na produção, a atriz Jeanna de Waal (que apareceu em dois episódios de “Punho de Ferro”) interpreta a princesa Diana, enquanto a veterana Judy Kaye (vencedora de dois Tonys, o Oscar do teatro americano) vive a rainha Elizabeth II. A iniciativa da Netflix acontece após a plataforma Disney+ (Disney Plus) exibir uma gravação de “Hamilton”, o espetáculo mais bem-sucedido da Broadway nos últimos anos, também feita sem público e à portas fechadas. Mas o musical de Lin-Manuel Miranda já estava em cartaz desde 2015.
Owen Wilson vai estrelar nova “Mansão Assombrada” da Disney
O ator Owen Wilson (“Loki”) vai estrelar o novo filme baseado em “Mansão Assombrada” (Haunted Mansion), popular atração da Disneylândia e Disney World. Ele se junta a Tiffany Haddish (“Sócias em Guerra”) e LaKeith Stanfield (indicado ao Oscar por “Judas e o Messias Negro”) que já tinham sido anteriormente anunciados. Vale lembrar que “Mansão Assombrada” já foi transformada numa comédia com Eddie Murphy, que foi um fracasso de bilheterias em 2003. Mas o estúdio é destemido e contratou Kate Dipold, responsável por “Caça-Fantasmas” – também conhecido como “a versão feminina” de “Os Caça-Fantasmas” – , que foi outra atração do gênero a dar prejuízo. Contra esta zica, os produtores são os mesmos do sucesso “Aladdin”, Dan Lin e Jonathan Eirich. A direção está a cargo de Justin Simien (“Cara Gente Branca”) e ainda não há previsão de estreia.
Cena de “Shang-Chi” revela destino do falso Mandarim de “Homem de Ferro 3”
A Marvel liberou mais uma cena de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, atualmente em cartaz nos cinemas. A prévia revela o destino de Trevor Slattery, o ator contratado para viver o falso Mandarim de “Homem de Ferro 3”. Na cena, o protagonista (Simu Liu) e sua amiga Katy (Awkwafina) descobrem que o personagem vivido por Ben Kingsley virou o Bobo da Corte do verdadeiro Mandarim (Tony Leung). Lançado na última sexta-feira (3/9), “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” já arrecadou mais de US$ 150 milhões e deve se manter na liderança das bilheterias mundiais por pelo menos mais uma semana.












