“Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” vence o Gotham Awards
O Gotham Awards deu início à temporada de premiações do cinema americano na noite de segunda-feira (28/11) com a consagração de “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”. A produção do estúdio indie A24 levou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atuação Coadjuvante (para o ator Ke Huy Quan). Ao aceitar o prêmio principal, o co-diretor de “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, Daniel Kwan, falou sobre a experiência de lançar o filme. “Uma das maiores coisas que aprendi sobre este ano é o trauma com o qual as pessoas em todo o nosso país e em todo o mundo estão lidando agora. Todo mundo está lidando com algum tipo de trauma”, disse Kwan. “Conheci tantas pessoas após as exibições que revelaram esse trauma para mim por causa da natureza do nosso filme, e uma das coisas que estou percebendo agora é que o trauma [é]… a coisa mais importante para lidarmos agora porque encolhe a imaginação e ficamos presos no passado”, continuou ele. “Agora, se vamos suportar os próximos 20, 30, 40, 50 anos juntos, teremos que curar esse trauma coletivamente. Teremos que descobrir como abrir a imaginação coletiva e como ser pessoas completas, emocionalmente talentosas, gentis e resilientes”. O drama “Tár”, dirigido por Todd Field, que havia liderado as indicações ao prêmio, acabou levando apenas um troféu: Melhor Roteiro. A diretora Charlotte Wells foi eleita a cineasta revelação por seu trabalho em “Aftersun” e o prêmio de Melhor Atuação ficou com Danielle Deadwyler, por “Till”. Entre as premiações televisivas, o destaque foi para “Pachinko”, eleita Série Revelação, enquanto Ben Whishaw venceu o Prêmio de Melhor Atuação em Série por “This Is Going To Hurt”. Além da entrega dos troféus, a cerimônia contou com homenagens aos atores Adam Sandler (“Joias Brutas”) e Michelle Williams (“Venom: Tempo de Carnificina”) e um tributo póstumo a Sidney Poitier (“No Calor da Noite”). O prêmio de Poitier foi apresentado pelo ator Jonathan Majors (“Lovecraft Country”), que anunciou a criação da Iniciativa Gotham Sidney Poitier, que ele chamou de “um conjunto ambicioso de programas” que visa expandir o legado de Poitier para apoiar a próxima geração de cineastas negros, por meio de bolsa de estudos, financiamento de projetos e incentivos para a progressão de carreiras. Confira abaixo o anúncio do prêmio principal, entregue por Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”), e a lista completa dos vencedores. MELHOR FILME “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” MELHOR DOCUMENTÁRIO “All That Breathes” MELHOR FILME INTERNACIONAL “Happening” PRÊMIO BINGHAM RAY PARA CINEASTA REVELAÇÃO Charlotte Wells (“Aftersun”) MELHOR ROTEIRO Todd Field (“Tár”) MELHOR ATUAÇÃO Danielle Deadwyler (“Till”) MELHOR ATUAÇÃO COADJUVANTE Ke Huy Quan (“Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) ATUAÇÃO REVELAÇÃO Gracija Flipovic (“Murina”) SÉRIE REVELAÇÃO (MAIS DE 40 MIN) “Pachinko” (Apple+) SÉRIE REVELAÇÃO (MENOS DE 40 MIN) “Mo” (Netflix) SÉRIE REVELAÇÃO DOCUMENTAL “We Need to Talk About Cosby” ATUAÇÃO EM SÉRIE Ben Whishaw (“This Is Going To Hurt”)
“Pantera Negra 2” é o filme mais visto no Brasil pela terceira semana
“Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” manteve a liderança das bilheterias no Brasil pelo terceiro fim de semana consecutivo. A produção da Marvel foi assistida por cerca de 432 mil pessoas e rendeu mais de R$ 7,25 milhões entre 24 e 27 de novembro. Em 2º lugar ficou o relançamento especial de “Harry Potter e a Câmara Secreta”, em comemoração aos 20 anos de sua estreia original, visto por 190,5 mil espectadores e com arrecadação de R$ 3,59 milhões. Principal título novo da semana, a animação “Mundo Estranho”, da Disney, entrou em 3º lugar com 111 mil pagantes e R$1,82 milhão. O Top 5 se completou com “Adão Negro” (R$ 921 mil) e o nacional “Nada É Por Acaso” (R$ 408 mil). 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA – 20º ANIVERSÁRIO | 3 | MUNDO ESTRANHO | 4 | ADÃO NEGRO | 5 | NADA É POR ACASO |
Kevin Spacey fará filme enquanto aguarda novo julgamento por assédio
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) vai emprestar sua voz para o vilão de “Control”, filme independente escrito e dirigido por Gene Fallaize (“Superman: Requiem”). “Control” é uma produção da Inglaterra, mesmo país onde Spacey está enfrentando novas acusações de abuso sexual. A trama do filme vai acompanhar a Secretária do Interior do Reino Unido (interpretada por Lauren Metcalfe) que tem um caso com o Primeiro-Ministro (Mark Hampton). Certa noite, enquanto ela dirige para casa, um outro homem (Spacey) planeja sequestrar remotamente o carro dela – que é totalmente autônomo -, colocando-a em perigo em meio ao tráfego das ruas de Londres. Spacey não deve aparecer no filme, que já está sendo rodado e não tem previsão de estreia. A notícia da sua escalação chega duas semanas após a Crown Prosecution Service (CPS) revelar que o ator deve enfrentar mais sete acusações de crimes sexuais no Reino Unido, elevando o seu total acusações para 12. Ele já estava sendo julgado no Reino Unido por outras cinco acusações de agressão sexual. As denúncias foram feitas por três homens e são relativas à época em que Spacey morava em Londres e atuou como diretor artístico do teatro Old Vic. Ele se declarou inocente de todas elas em julho e voltará ao tribunal em junho de 2023 para se defender. As novas acusações acontecem quase um mês depois que um júri de Nova York o inocentou de um processo civil de US$ 40 milhões, concluindo que ele não molestou o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) quando o denunciante era adolescente. Apesar de ter sido inocentado nesse caso, o ator foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que abalou sua carreira. Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. Spacey também já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, após o juiz do caso considerar que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar em um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero. Ele também interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Além disso, Spacey vai ministrar uma masterclass no Museu Nacional de Cinema da Itália, em Turim, onde também receberá um prêmio pelo conjunto de sua obra. O evento vai acontecer em 16 de janeiro de 2023.
Will Smith diz entender se o público não quiser ver seu novo filme após tapa do Oscar
O ator Will Smith (“King Richard: Criando Campeãs”) disse que consegue entender se público não quiser assistir seu novo filme, “Emancipation”, após o tapa que deu em Chris Rock no Oscar. Mas ele tem “esperança” de que sua ações na cerimônia da Academia “não acabem penalizando minha equipe”. “Entendo perfeitamente se alguém não estiver pronto”, disse Smith, em entrevista ao canal americano Fox. “Eu absolutamente respeitaria isso e permitiria que as pessoas tivessem o seu espaço caso não estivessem prontas”. Ao mesmo tempo, ele acrescenta que sua “maior preocupação é com a minha equipe” e em poder celebrar as realizações criativas do filme. Smith apontou especificamente para o trabalho do diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”), do diretor de fotografia Robert Richardson, da desenhista de produção Naomi Shohan, da figurinista Francine Jamison-Tanchuck e da atriz Charmaine Bingwa como dignos de elogios. Disse especialmente que “Emancipation” é “o maior trabalho” da carreira de Fuqua. “As pessoas nesta equipe fizeram alguns dos melhores trabalhos de suas carreiras, e minha esperança mais profunda é que minhas ações não penalizem minha equipe”, comentou. “Então, neste momento, é para isso que estou trabalhando. Isso é o que eu espero. Espero que o material, o poder do filme, a oportunidade da história… espero que o bem possa ser feito e abra o coração das pessoas no mínimo para ver, reconhecer e apoiar os incríveis artistas dentro e em torno deste filme.” Desenvolvido para a plataforma de streaming Apple TV+, “Emancipation” é baseado na história real do escravo Peter, que ficou famoso no século 19 após fugir de seu “dono” e torturador, engajar-se na Guerra Civil ao lado dos ianques e posar para uma foto expondo as cicatrizes de crueldade nas suas costas – marcas de um chicoteamento que quase o matou. A foto se tornou conhecida como “Scourged Back” e “viralizou” após ser publicada em uma série de veículos de imprensa em 1863, criando um impacto similar ao do assassinato de George Floyd em sua época. Estudiosos apontam a foto como uma das influências do crescimento do movimento abolicionista, que levou ao fim da escravidão nos EUA. De fato, pouco depois de sua publicação, países europeus anunciaram que deixariam de comprar algodão dos estados do sul dos EUA, onde a escravidão ainda era praticada. Durante uma exibição especial do filme no início de outubro, Smith contou que a sua decisão de fazer o filme foi baseada na representação de um lado diferente da identidade e da história negra durante o período da escravidão. “Eu nunca quis nos mostrar assim. E então esse filme apareceu. E este não é um filme sobre a escravidão. Este é um filme sobre liberdade. Este é um filme sobre resiliência. Este é um filme sobre fé”, disse ele na época. “Este é um filme sobre o coração de um homem – o que poderia ser chamado de a primeira imagem viral. As câmeras acabavam de ser criadas e a imagem do Peter açoitado deu a volta ao mundo. Foi um grito de guerra contra a escravidão, e essa foi uma história que explodiu e floresceu no meu coração, que eu queria poder contar para vocês de uma forma que só Antoine Fuqua poderia fazer.” Fuqua compartilhou um sentimento semelhante aos comentários mais recentes de Smith sobre o poder do filme. Em uma entrevista ao site The Hollywood Reporter, o diretor disse que “gostaria que o público visse a verdade e se inspirasse nela”. O diretor então explicou seu próprio raciocínio sobre manter o lançamento do filme neste ano, apesar das consequências. “Minha conversa sempre foi: ‘400 anos de escravidão, de brutalidade, não são mais importantes do que um momento ruim?’ Estávamos em Hollywood, e algumas coisas realmente feias aconteceram, e vimos que muitas das pessoas que recebem prêmios fizeram coisas realmente desagradáveis”, explicou ele. “Então, acho que a Apple considerou todas essas coisas e discutimos muitas dessas coisas. Uma decisão foi tomada pelas pessoas responsáveis pela distribuição e pelo dinheiro da Apple, e eu sou grato. Sou muito grato.” Ele também disse que os envolvidos com o filme nunca discutiram a possibilidade de “o filme não sair” após Smith estapear Rock, mas que a Apple foi “muito cuidadosa” ao avaliar o incidente e a repercussão do que aconteceu. Por fim, Fuqua resumiu que o que aconteceu entre Will Smith e Chris Rock foi “um evento infeliz, e espero que possamos seguir em frente e superar isso”. “Emancipation” tem estreia marcada para 9 de dezembro em streaming.
Brad Pitt e Margot Robbie alucinam no novo trailer de “Babilônia”
A Paramount divulgou uma novo trailer de “Babilônia”, que volta a reunir os astros Brad Pitt e Margot Robbie, após “Era uma Vez em… Hollywood”, novamente numa história sobre a velha Hollywood. Com muito sexo, drogas e jazz, a prévia destaca os excessos da Era de Ouro da indústria cinematográfica e a reviravolta moralista que isso causou. A maioria dos personagens do filme é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate no filme de Quentin Tarantino, Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual da transição do cinema mudo para o falado, enquanto o personagem Pitt é baseado em grandes atores dos anos 1920, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. O filme tem roteiro e direção de Damien Chazelle, diretor dos premiados “Whiplash” e “La La Land”, e seu elenco grandioso ainda inclui Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. O lançamento nos EUA está marcado para o Natal deste ano, visando abocanhar indicações ao Oscar 2023. No Brasil, porém, a estreia ficou para 19 de janeiro.
“Indiana Jones 5” ganha 12 fotos com heróis e vilões
A Disney divulgou 12 fotos oficiais de “Indiana Jones 5”, que destacam Harrison Ford de volta ao papel do arquiteto aventureiro e Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) como Helena, uma afilhada de Indiana Jones. Outros personagens com destaque nas imagens são os atores Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) e Boyd Holbrook (“Sandman”), que vivem os vilões do novo filme. Apesar de o filme se passar em 1969, em meio a corrida espacial, eles interpretam nazistas. Mikkelsen será o vilão principal, Voller, inspirado em parte pelo ex-nazista que se tornou engenheiro da NASA e um dos líderes da missão espacial americana, Wernher von Braun. Holbrook, por sua vez, interpretará o nefasto Klaber, capanga de Voller. Dois outros integrantes do elenco aparecem nas fotos: Shaunette Renée Wilson (“Pantera Negra”) como a agente Mason e Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) como Basil, mas não há maiores detalhes sobre suas participações na trama. Ainda sem título oficial, o filme tem direção de James Mangold (“Logan”) e estreia prevista para 29 de junho de 2023 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Pantera Negra” lidera bilheterias dos EUA pela terceira semana
“Pantera Negra: Wakanda para Sempre” permaneceu pelo terceiro fim de semana consecutivo como o filme mais visto da América do Norte. Durante o feriadão do Dia de Ação de graças – de quarta a domingo – atingiu uma receita doméstica de US$ 64 milhões e chegou a US$ 675 milhões mundiais. Mas se a Disney comemora o sucesso de mais uma produção da Marvel, também enfrenta uma crise de planejamento, devido ao lançamento de “Mundo Estranho” tão próximo do blockbuster do super-herói. Com a disputa de público na mesma faixa etária, a animação se deu mal, faturando apenas US$ 18,6 milhões no feriadão. Trata-se da pior abertura de um desenho da Disney no período de Ação de Graças neste século. No ano passado, “Encanto” registrou uma receita de US$ 40,6 milhões, apesar da pandemia. E em 2019 “Frozen 2” estabeleceu a bilheteria recorde de US$ 125 milhões no período. Extremistas radicais podem comemorar o fracasso como uma derrota da “lacração” da Disney – “Mundo Estranho” é a primeira animação do estúdio protagonizada por um personagem abertamente gay. Mas a análise interna é que o ex-CEO Bob Chapek treinou o público a esperar os lançamentos animados da Disney direto em streaming. Não por acaso, foi demitido na semana passada para retorno de Bob Iger ao comando do conglomerado. O 3º lugar do ranking também apresentou um desempenho que chama atenção, mas desta vez de forma positiva. Com lançamento limitado (em 696 telas), “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” teria faturado US$ 13,2 milhões nos últimos cinco dias. Embora o valor tenha sido registrado pelo Box Office Mojo, ele é uma estimativa fornecida pelos exibidores, porque a Netflix bloqueou a divulgação dos dados oficiais. Contrária à exibição de seus filmes nos cinemas, a Netflix fez uma concessão ao diretor Rian Johnson para contar com as continuações da franquia “Knives Out” (que foi traduzido como “Entre Facas e Segredos” no Brasil) em sua plataforma. “Glass Onion” teve o maior lançamento já feito pela empresa em cinemas dos EUA e Canadá. Mas o sucesso da iniciativa pressiona a companhia a reconsiderar seu discurso da prioridade ao streaming. Muitos apontam que um lançamento tradicional (em mais de 3 mil salas) poderia dar o topo da bilheteria ao filme da Netflix. Outra novidade ocupou o 4º lugar: “Irmãos de Honra”, um filme de aviação passado durante a Guerra da Coreia. Fez US$ 9 milhões em 3,4 mil cinemas, principalmente por sua evocação do blockbuster “Top Gun: Maverick”. Não apenas pelas cenas de aviões de caça, mas pela presença do ator Glen Powell, que é um dos “irmãos de honra” do título, ao lado de Jonathan Majors (“Loki”). Apreciado pela crítica, com 78% de aprovação no Rotten Tomatoes, o drama de guerra vai estrear no Brasil em 8 de dezembro. O Top 5 se completa com o terrir “O Menu”, que arrecadou cerca de US$ 7,4 milhões em 3,2 mil salas durante os últimos cinco dias, totalizando US$ 18,7 milhões no mercado doméstico em dez dias. A comédia de terror culinário segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”), mas ao chegarem lá descobrem que eles é que são o menu do título. O lançamento no Brasil está marcado para quinta-feira (1/12). Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | MUNDO ESTRANHO | 3 | GLASS ONION: UM MISTÉRIO KNIVES OUT | 4 | IRMÃOS DE HONRA | 5 | O MENU |
Rodrigo Simas e Thati Lopes rodam filme em Israel
Os brasileiros Rodrigo Simas (“Órfãos da Terra”) e Thati Lopes (“Esposa de Aluguel”) estão em Israel rodando um filme. A comédia “Viva a Vida” é dirigida por Cris D’Amato (também de “Esposa de Aluguel”) e envolve caça a tesouro e mistério. A personagem de Thati trabalha numa loja de antiguidades no Rio e descobre a existência de um colar idêntico ao deixado para ela por sua falecida mãe. Então, viaja para Israel na companhia de um suposto primo (Simas) para investigar o mistério envolvendo as joias. O filme é produzido pela Ananã Produções, com roteiro da atriz Natalia Klein (“Maldivas”) e distribuição da Elo Studios. O elenco tem ainda Jonas Bloch e Regina Braga. Por enquanto, ainda não há previsão de estreia. Veja abaixo os registros dos primeiros dias de produção. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thati Lopes (@thatilopes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thati Lopes (@thatilopes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thati Lopes (@thatilopes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thati Lopes (@thatilopes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thati Lopes (@thatilopes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Simas (@simasrodrigo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Simas (@simasrodrigo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Simas (@simasrodrigo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Simas (@simasrodrigo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Simas (@simasrodrigo)
Novo especial de Natal do Porta dos Fundos ganha primeira foto
A Paramount+ revelou o título e a primeira foto do elenco do novo especial de Natal do Porta dos Fundos. A produção, que vai se chamar “O Espírito de Natal”, vai reunir Antonio Tabet, Thati Lopes, Rafael Portugal, Evelyn Castro, Fabio Porchat e Raphael Logam sob o comando do diretor Rodrigo Van Der Put, responsável pelos especiais anteriores. A trama vai girar em torno de seis amigos que odeiam o Natal e decidem passar o fim de ano juntos numa casa de campo isolada. Só que um deles mata acidentalmente um invasor misterioso, vestido de vermelho, na noite do dia 24. A partir daí, uma sucessão de situações estranhas começa a ocorrer, como ataques de renas selvagens e o surgimento de anões assassinos. O grupo, então, passa a acreditar que matou Papai Noel. O dia da estreia ainda não foi divulgado. Quem vê esses rostinhos nem imagina o que eles aprontaram no novo Especial de Natal do @portadosfundos, né? Domingo, dia 04/12, tem painel na #CCXP22 cheio de revelações sobre #OEspíritoDoNatal. Chega logo, domingão! pic.twitter.com/6Edh80EknQ — Paramount+ Brasil (@paramountplusbr) November 26, 2022
Irene Cara, estrela de “Fama” e cantora de “Flashdance”, morre aos 63 anos
A cantora e atriz Irene Cara, que venceu dois Oscars de Melhor Canção, morreu no sábado aos 63 anos, na Flórida. A causa da morte não foi divulgada. Irene Cara nasceu em 18 de março de 1959, na região do Bronx, em Nova York, e era filha de um saxofonista porto-riquenho, e era conhecida por cantar “Flashdance… What a Feeling”, da trilha de “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” (1983) e a música-título de “Fama” (1980), ambas premiadas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A artista também estrelou “Fama” como atriz, após se destacar anteriormente em outro musical: “Sparkle”, de 1976, sobre três irmãs cantoras cujos laços familiares são rompidos enquanto buscam a fama. O começo de sua carreira foi justamente em musicais da Broadway, ainda adolescente, de onde ela saiu para estrelar o romance interracial “Aaron Loves Angela” (1975) no cinema. Depois de “Sparkle”, ainda teve papéis proeminentes na minissérie de televisão “Raízes II” (1979) e no telefilme “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980). Mas foi no musical de 1980 de Alan Parker que ela despontou para o sucesso. Cara viveu a protagonista de “Fama”, Coco Hernandez, lutando ao lado de estudantes de um escola de artes cênicas para aperfeiçoar seus talentos e buscar viver de arte. O filme foi um fenômeno de bilheteria e de venda de discos. Ela cantou a faixa-título e o hit “Out Here on My Own”, que entraram nas listas das músicas mais tocadas do ano. Ambas ainda foram indicadas ao Oscar de Melhor Canção Original, numa disputa que deu a estatueta para “Fame”. A repercussão levou Cara a ser indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop Feminina de 1980. E em 1983 ela dobrou o feito como cantora e coautora de “What a Feeling”, que lhe rendeu vitórias no Grammy e no Oscar em 1984. Entretanto, após atingir esse ponto alto da carreira, Cara viu tudo desabar com grande rapidez. Ela estrelou uma seleção de filmes muito ruins nos anos 1980, incluindo a comédia besteirol “Taxi Especial” (1983) com Mr. T., a comédia de ação “Cidade Ardente” (1984) com Clint Eastwood e o thriller “Choque Mortal” (1985) com Tatum O’Neal. Nenhum desses trabalhos fez sucesso comercial, o que a colocou na rota das produções trash e encurtou sua carreira. Em 1989, ela fez seu último filme: “Caged in Paradiso”, em que viveu uma presidiária encarcerada com outras mulheres numa ilha tropical. Depois disso, ainda estrelou a série policial “Anjo Maldito” (Gabriel’s Fire), ao lado de James Earl Jones, mas a produção durou apenas uma temporada, entre 1990 e 1991, e Cara só voltou a trabalhar como dubladora de games e animações lançadas diretamente em vídeo. Paralelamente, a carreira musical sofreu com sua decisão de processar sua gravadora, Network Records, por se sentir usada e roubada. No processo aberto em 1985, Cara pediu US$ 10 milhões, afirmando que a Network havia explorado o seu trabalho e sua confiança, fazendo-a assinar contratos que lhe custaram mais de US$ 2 milhões. A ação correu na Justiça durante oito anos, antes de a Corte reconhecer que Cara, de fato, havia sido prejudicada pela gravadora. Mas ela só ganhou US$ 1,5 milhão de indenização, grande parte comprometida com os custos do processo, e terminou com a reputação prejudicada numa época em que mulheres deveriam apenas fazer o que lhes era mandado. Em entrevistas ao longo dos anos, Cara afirmou que foi renegada pela indústria musical após ir atrás de seus direitos, recebendo o rótulo de “difícil”. Cara teve um último salvo de fama ao regravar “Flashdance… What a Feeling” com DJ BoBo para a trilha da comédia “Ou Tudo ou Nada” de 1997. O filme fez bastante sucesso e devolveu a música às rádios, lhe permitindo reviver pela última vez seus dias de glória. Historicamente, “Fama” e “Flashdance” se diferenciaram dos musicais que os precederam por mostrar diversidade racial e histórias de superação de personagens da classe trabalhadora. Isto também ajudou a transformar suas músicas em hinos de desprivilegiados dispostos a vencer as adversidades sociais. Esse detalhe foi lembrado pela atriz Jennifer Beals, que estrelou “Flashdance”, ao homenagear Cara em seu Instagram, enquanto celebrava o multitalento da artista. “Foi preciso uma bela sonhadora para criar e cantar as trilhas sonoras para aqueles que ousam sonhar.” Lembre abaixo os três maiores hits de Irene Cara.
DreamWorks Animation revela nova vinheta de seus flmes
A DreamWorks Animation divulgou a sua nova vinheta de abertura, que será exibida antes das animações do estúdio. Trata-se de uma nova versão da clássica vinheta que mostrava o menino sentado na lua, pescando. Agora, na nova vinheta, a icônica criança da DreamWorks deixa a lua para viajar pelo universo do estúdio, passando por personagens de franquias como “Os Caras Malvados”, “Como Treinar o Seu Dragão”, “O Poderoso Chefinho”, “Kung Fu Panda” e muito mais. A viagem é encerrada com as aparições de Shrek, Fiona e do Burro, antes de a criança retornar à lua, assumindo a sua posição tradicional no logotipo da empresa. A arte da vinheta foi desenvolvida e produzida por uma grande equipe criativa, incluindo a produtora Suzanne Buirgy e a designer de produção Kendall Cronkhite. A música foi composta por Harry Gregson-Williams, que trabalhou na franquia “Shrek” e em outros filmes da DreamWorks Animation. “A ideia era que todos os personagens fizessem uma passagem simplificada para que parecessem mais um elemento gráfico”, disse Cronkhite, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “A música é emocionante. É a nossa conexão emocional com a DreamWorks e, portanto, a questão era como poderíamos alterá-la um pouco, fazer com que se encaixasse no que estava acontecendo visualmente, mas mantendo o tema incrível”, explicou Buirgy. “É uma abertura mais enérgica do que no passado.” A nova vinheta vai estrear nos cinemas em “Gato de Botas: O Último Pedido”, próximo lançamento da Dreamworks. Embora o “Gato de Botas: O Último Pedido” só chegue oficialmente no circuito cinematográfico dos EUA na época do Natal, o filme terá um pré-lançamento nesse sábado (26/11) em alguns cinemas selecionados. No Brasil, a estreia está marcada apenas para 5 de janeiro. Depois dessa animação, os próximos lançamentos da DreamWorks Animation incluem o terceiro filme da franquia “Trolls”, marcado para 17 de novembro de 2023, e o quarto “Kung Fu Panda”, previsto para março de 2024. Confira abaixo a nova vinheta de abertura.
10 filmes novos pra curtir no conforto do lar
As opções de “cinema” estão ótimas para quem quiser passar o fim de semana chuvoso no sofá. Há desde blockbusters nas locadoras digitais, como “A Mulher Rei” e “Sorria”, até produção de super-herói da Marvel exclusiva do streaming. Confira abaixo 10 filmes novos para ver em casa no fim de semana. | A MULHER REI | *VOD O épico de ação traz Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) como líder de um exército de guerreiras africanas do século 19 – que foram a inspiração real das guerreiras Dora Milaje dos quadrinhos e filmes do “Pantera Negra”. Durante dois séculos, as Agojie defenderam o Reino de Daomé, uma das nações africanas mais poderosas da era moderna, contra os colonizadores franceses e as tribos vizinhas que tentavam invadir o país, mas sua transformação em personagens de cinema pela diretora Gina Prince-Bythewood (“The Old Guard”) deve mais à ficção dos quadrinhos mesmo, evocando as amazonas de “Mulher-Maravilha”, com todas as cenas de lutas e adrenalina que isso implica. A trama se concentra na relação da general Nanisca (Davis) com uma nova geração de guerreiras, destacando a ambiciosa Nawi (Thuso Mbedu, de “The Underground Railroad”), enquanto combatem lado a lado contra forças escravagistas. Elogiadíssimo, o filme atingiu 95% de aprovação entre a crítica do Rotten Tomatoes e um raro A+ entre o público americano no CinemaScore. O elenco ainda destaca Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo Para Morrer”), a cantora Angélique Kidjo (“Arranjo de Natal”), Hero Fiennes Tiffin (“After”) e John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como o rei de Daomé. | GUARDIÕES DA GALÁXIA: ESPECIAL DE FESTAS | DISNEY+ O especial de Natal dos Guardiões da Galáxia é quase um presente de despedida de James Gunn, que no mês passado partiu da Marvel para comandar a DC. Ele fez seu filme mais divertido, mas também sentimental, ao mostrar Mantis (Pom Klementieff) e Drax (Dave Bautista) preocupados com a melancolia do Senhor das Estrelas (Chris Pratt), que sofre pela falta de Gamora (Zoe Saldana). Por conta disso, decidem lhe dar o melhor presente de Natal do universo para alegrá-lo. Os dois vão atrás do ator favorito do Senhor das Estrelas: Kevin Bacon – para convidá-lo para uma festa surpresa no espaço. Logicamente, a execução do plano não acontece como imaginavam, já que Kevin Bacon se desespera ao ver alienígenas tentando abduzi-lo. O especial tem menos de uma hora de duração, como “Lobisomem da Noite” (lançado no mês passado), mas cada minuto rende um sorrisão. Embora tenha sido a última coisa filmada por Gunn na Marvel, o diretor ainda está à frente de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que ele começou a rodar primeiro, mas que só será lançado em abril nos cinemas. | SORRIA | *VOD O primeiro longa de Parker Finn tem clara inspiração no terror asiático contemporâneo (“Espíritos”, “O Chamado”), mas conta uma história original, onde sorrisos são prenúncios de pavor. A trama acompanha uma terapeuta (Sosie Bacon, a filha de Kevin Bacon) amaldiçoada, após testemunhar o suicídio de uma paciente que dizia não suportar mais ver sorrisos horripilantes nas pessoas ao seu redor. Quando a própria médica começa a ver esses sorrisos, descobre que outros que tiveram as mesmas visões morreram após uma semana. Bastante elogiado pela forma efetiva como usa trauma para conceber sua fantasia sobrenatural, o filme atingiu 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. | THE GIRL WITH ALL THE GIFTS | NETFLIX O terror britânico se passa após a praga zumbi devastar a humanidade. Porém, um grupo de crianças infectadas ainda é capaz de pensar e sentir. Salva da morte certa por uma dessas jovens zumbis, uma cientista (Gemma Arterton, de “João e Maria: Caçadores de Bruxas”) decide usar a menina num experiência para acabar com a epidemia. O filme foge dos lugares-comuns do gênero graças ao roteiro engenhoso e tenso de Mike Carey, que adaptou seu próprio livro – lançado no Brasil com o título “A Menina que Tinha Dons”. Carey é cultuadíssimo entre os fãs de quadrinhos por ter escrito todas as 75 edições de “Lucifer”, da DC Comics, que virou a série da Fox/Netflix sem que ele recebesse qualquer crédito. Detalhe: os gibis são muito, mas muito melhores que a versão televisiva. O elenco inclui Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”) e Paddy Considine (“A Casa do Dragão”). | EMILY THE CRIMINAL | *VOD O suspense criminal estrelado por Aubrey Plaza (“The White Lotus”) concorre a quatro prêmios na edição de 2023 do Spirit Awards, o Oscar do cinema independente dos EUA, inclusive Melhor Filme e Atriz. Estreia do diretor-roteirista John Patton Ford, acompanha a endividada Emily (Plaza) que, sem alternativa financeira, é recrutada por uma gangue de golpistas de cartão de crédito. Entusiasmada com o dinheiro fácil, ela vai cada vez mais fundo no submundo dos pequenos crimes de Los Angeles, até começar a encarar consequências mortais. Ao mesmo tempo que leva tensão crescente à tela, o filme também retrata a falta de perspectivas de uma geração que sai da faculdade com dívidas volumosas de crédito escolar apenas para encontrar um mercado saturado e a fila do desemprego. Sombrio, violento e envolvente, tem impressionantes 94% de aprovação no Rotten Tomatoes com mais de 170 críticas positivas. | AS NADADORAS | NETFLIX Escolhido para abrir o Festival de Toronto, o filme da britânica Sally El Hosaini (“My Brother the Devil”) é uma história de superação pelo esporte, que tem como pano de fundo a guerra e o drama dos refugiados, com direito até à travessia tensa pelo mar em embarcação precária. Baseada em fatos reais, a trama acompanha as irmãs nadadoras Yusra e Sarah Mardini, que fugiram como refugiadas da Síria devastada pela guerra para a Europa e conseguiram participar das Olimpíadas do Rio de 2016. | UM LUGAR BEM LONGE DAQUI | HBO MAX Baseado no best-seller de Delia Owens, o filme gira em torno de Kya, uma jovem que cresceu sozinha no brejo de uma cidadezinha e passou a ser tratada como se fosse um bicho. Só que é uma menina doce, que acaba atraindo o interesse de dois rapazes. Quando um deles aparece morto, ela passa a ser caçada pela polícia e precisa provar sua inocência diante de uma população que a odeia. O filme foi escrito por Lucy Alibar (indicada ao Oscar por “Indomável Sonhadora”), dirigido por Olivia Newman (“Minha Primeira Luta”), estrelado por Daisy Edgar-Jones (“Normal People”) e conta ainda com uma música exclusiva de Taylor Swift (“Carolina”) em sua trilha sonora. | THE PHANTOM OF THE OPEN | VOD* O ator Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”) estrela esta comédia britânica sobre a vida real de Maurice Flitcroft, um sonhador e otimista irredutível, que em 1976 seguiu um impulso e decidiu entrar no torneio aberto de golfe do Reino Unido, mesmo sem saber jogar. Seu desempenho entrou para a História como a pior participação da competição em todos os tempos. Mas enquanto seus equívocos grosseiros viravam piada, também emocionaram o país, tornando-o um herói popular. Ele ganhou cobertura significativa da mídia, passando a ser conhecido como “o pior jogador de golfe do mundo”. Mas essa situação também fez com que o campeonato mudasse suas regras para impedir que ele voltasse a competir. Ele foi barrado inúmeras vezes, embora tentasse adotar pseudônimos e disfarces. Bem divertido, o filme tem direção do jovem ator Craig Roberts (“Submarino”) e o elenco também destaca Sally Hawkins (“A Forma da Água”) como a esposa de Flitcroft. | EIKE – TUDO OU NADA | NETFLIX, *VOD A dramatização da ascensão e queda do empresário Eike Batista, ex-bilionário que já foi o homem mais rico do Brasil e o sétimo mais rico do mundo, percorre os altos e baixos de sua trajetória, incluindo a criação da petroleira OGX e os escândalos que o fizeram perder a fortuna. Conhecido principalmente por papéis em humorísticos, Nelson Freitas (“Socorro, Virei uma Garota!”) surpreende no papel principal. Ele é o grande achado do filme, ao aparecer transformado em cena — quase uma encarnação de Eike. Carol Castro (“Maldivas”) como Luma de Oliveira é outro ponto alto. Mas o roteiro entrega uma produção despolitizada, sem o cinismo e a crítica contundente que o personagem merecia. Baseado no livro homônimo da jornalista Malu Gaspar, o filme é assinado em dupla por Andradina Azevedo e Dida Andrade (“30 Anos Blues”). | PROCURA-SE | HBO MAX A nova comédia de Marcelo Antunez (“O Palestrante”) é estrelada pelo casal da vida real Camila Queiroz (“Verdades Secretas”) e Klebber Toledo (“Ilha de Ferro”). A trama gira em torno de Alicia (Queiroz), uma jovem bem-nascida que adora baladas e recebe uma herança de um parente milionário, mas com uma condição: apenas após o casamento. Recusando-se a ceder, ela decide trabalhar como assistente na empresa do falecido, logo descobrindo que o salário não cobre nem os gastos com a gasolina do seu Porshe. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco, aceitando a proposta de um colega de trabalho para virar seu namorado/marido de mentirinha. A história lembra o recente “Esposa de Aluguel” da Netflix, mas tem desenvolvimento diferente e adapta um best-seller da autora Carina Rissi (“Perdida”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Grega Gerwig teve medo de filmar “Barbie”: “Pode ser fim de carreira”
A atriz e cineasta Grega Gerwig (“Adoráveis Mulheres”) revelou ter ficado com medo que o vindouro filme da “Barbie”, que ela escreveu e dirigiu, possa arruinar a sua carreira. A revelação foi feita durante participação no podcast “At Your Service”, da cantora Dua Lipa. “Foi aterrorizante”, disse Gerwig, referindo-se ao momento em que aceitou comandar o projeto. “Há algo sobre começar num lugar onde ‘bem, tudo é possível’. Parecia uma vertigem começar a escrever o filme. Tipo, por onde você começa? Qual seria a história?” Gerwig, que co-escreveu o filme com o marido, o cineasta Noah Baumbach (“História de um Casamento”), disse ainda que “a sensação que tive foi saber que seria um terror realmente interessante. Geralmente esse sentimento é onde se encontram as melhores coisas. Estava apavorada. Mas qualquer coisa que me leva a pensar ‘isso pode ser fim de carreira’, me faz reagir com ‘OK, eu provavelmente deveria fazer isso'”. A diretora não entrou em detalhes a respeito do enredo do filme, que está sendo mantido em segredo e desperta muita curiosidade, especialmente após elogios rasgados do elenco à história da produção. Segundo Gerwig, os executivos da Mattel foram “parceiros incríveis” que lhe deram “confiança e liberdade” com a marca Barbie. Ela também deu crédito à estrela e produtora Margot Robbie (“Era Uma Vez em Hollywood”), bem como ao produtor Tom Ackerley, por garantir que fosse capaz de executar sua visão. O elenco grandioso também inclui Ryan Gosling (“Blade Runner 2049”) no papel de Ken e Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) como o presidente de uma empresa fabricante de brinquedos, além de Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), America Ferrera (“Superstore”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Alexandra Shipp (“X-Men: Fênix Negra”) e Emma Mackey (“Sex Education”) como personagens não revelados. “Barbie” chega aos cinemas brasileiros em 20 de julho de 2023, um dia antes da sua estreia nos EUA.












