A vida depois do tapa: Will Smith confirma novo “Bad Boys”
Will Smith (“À Procura da Felicidade”) e Martin Lawrence (“Vovó…Zona”) estão de volta. A dupla anunciou em suas redes sociais o quarto filme da franquia “Bad Boys”, que já está em pré-produção pela Sony Pictures. Os diretores Adil El Arbi e Bilall Fallah, que comandaram “Bad Boys para Sempre” (2020), também vão retornar para trás das câmeras e filmar um novo roteiro escrito por Chris Bremner, autor da trama do filme anterior da franquia. Antes da pandemia fechar todas as salas de cinema em 2020, “Bad Boys para Sempre” conseguiu fazer mais de US$ 426 milhões de bilheteria mundial. Ao todo, a franquia “Bad Boys” já acumula mais de US$ 840 milhões ao redor do mundo. A ideia de um quarto filme da franquia já circulava desde então, mas os planos foram interrompidos após o tapa de Will Smith em Chris Rock durante o Oscar 2022. Quase um ano depois, a expectativa da equipe é que um dos astros mais queridos de Hollywood e vencedor de um Oscar possa reconstruir sua carreira. Seu projeto mais recente, “Emancipation: Uma História de Liberdade” (2022), não foi bem aceito pela crítica e passou desapercebido na atual temporada de premiações. El Arbi e Bilall Fallah dirigiram recentemente “Rebel” (2022), filme que conta a história de um homem que resolve mudar de vida e deixa a Bélgica para ajudar as vítimas da guerra na Síria. O longa teve sua estreia mundial no último Festival de Cannes. A dupla ainda trabalhou na série “Ms. Marvel”, que – até o momento – é o projeto da Marvel melhor avaliado no Rotten Tomatoes, e no malfado filme da “Batgirl”, que foi cancelado pela Warner quando já estava praticamente pronto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Will Smith (@willsmith) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Martin Lawrence (@martinlawrence)
Filme de Flash será responsável por reiniciar universo cinematográfico da DC
Os novos chefes do DCU (Universo Cinematográfico da DC) estão de olho em Ezra Miller. Depois de um ano tumultuado, que envolveu prisões e surtos do intérprete do herói Flash, o ator terá uma missão muito importante para o futuro dos filmes e séries da companhia. O cineasta James Gun, parceiro do produtor Peter Safran no comando do DC Studios, disse que “The Flash”, dirigido por Andy Muschietti (“It – A Coisa”), “reinicia tudo” no universo da DC, sugerindo que o estúdio vai aproveitar a trama do filme (inspirada nos quadrinhos conhecidos como “Ponto de Ignição/Flashpoint”) como base de um reinício completo no DCU. Nos quadrinhos de “Ponto de Ignição”, Flash volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Esta também foi a deixa da DC Comics para fazer um reboot em suas publicações. Por conta da importância da produção, Gunn aproveitou a entrevista coletiva em que apresentou a programação de lançamentos da DC, com a revelação de 10 novas produções, para caracterizar o vindouro “The Flash” nos termos mais elogiosos possíveis. “Vou dizer aqui que “Flash” é provavelmente um dos maiores filmes de super-heróis já feitos”, proclamou o diretor de “O Esquadrão Suicida”. Ele e Peter Safran se dizem tão entusiasmados com o filme que mantém a porta aberta para novas colaborações com Eza Millar além de “The Flash”. Mas tudo vai depender do progresso que ele apresentar. “Ezra está totalmente comprometido com a recuperação”, disse o produtor Peter Safran. “E apoiamos totalmente essa jornada. Quando chegar a hora certa, quando estiver pronto para a discussão, todos descobriremos qual é o melhor caminho a seguir. Mas agora o foco é em sua recuperação. E em nossas conversas nos últimos meses, parece que há um enorme progresso.” Desde agosto, quando começou seu tratamento para uma condição de saúde mental não revelada, Miller tem ficado longe de problemas. James Gunn estendeu seus elogios aos demais filmes inéditos e já prontos da DC, afirmando que eles podem ser incorporados no desenvolvimento do futuro do DCU. “Diria que tivemos muita sorte [herdando esses] próximos quatro projetos”, apontou. Os filmes em questão são “Shazam! A Fúria dos Deuses”, “The Flash”, a continuação de “Aquaman” e o aguardado “Besouro Azul”, que trará a estreia de Bruna Marquezine (“Vou Nadar Até Você”) em Hollywood. Peter Safran acrescentou: “Esses quatro filmes são fantásticos. Não há razão para que nenhum dos personagens e os atores que interpretam esses personagens deixem de fazer parte do DCU. Não há nada que proíba que isso aconteça.” Ponderando a situação que estão herdando, Gunn disse que grande parte do caos da DC no cinema e na TV foi resultado de uma política frouxa em relação às propriedades intelectuais da editora. “A história da DC é muito ferrada”, disse ele. “Eles estavam distribuindo as propriedades intelectuais como se fossem lembrancinhas para qualquer criador. O que vamos fazer é agora é garantir que tudo, desde o nosso primeiro projeto, seja unificado”.
James Gunn nega demissão de Henry Cavill do papel de Superman: “Ele foi sacaneado”
O anúncio da programação do DC Studios para os próximos anos trouxe questionamentos para os chefes do estúdio, o diretor James Gunn e o produtor Peter Safran. Além de abordar o cancelamento de “Batgirl”, eles comentaram o afastamento de Henry Cavill do papel de Superman. Gunn afirmou que não demitiu Cavill e que a sugestão de que ele continuaria como Superman teria sido um mal-entendido. “Eu gosto de Henry, ele é um cara ótimo. Eu acho que ele foi sacaneado por muita gente, incluindo ex-chefes dessa empresa. Mas o Superman que estou fazendo não é Henry, por um monte de razões”, comentou ele no evento que apresentou o futuro da DC no cinema e na TV. O filme que Gunn está desenvolvendo com o herói terá o título “Superman: Legacy”, e chegará aos cinemas em 2025 com um novo ator vestindo o traje do personagem. “Nós nunca demitimos Henry, [porque] ele nunca foi escalado. Henry fez uma participação especial [em ‘Adão Negro’] e nada além disso. As pessoas fizeram presunções depois disso, mas elas não eram verdadeiras”, disse o cineasta. “Para mim, a pergunta é: quem eu quero que interprete o meu Superman, e quem os outros artistas envolvidos no filme querem como Superman. Para esta história que estamos contando, não é Henry”, completou. Cavill interpretou Superman desde “O Homem de Aço” (2013), reprisando o papel em “Batman vs. Superman” (2016) e “Liga da Justiça” (2017). Após reaparecer em “Adão Negro” no ano passado, Cavill chegou a anunciar seu retorno ao papel, mas se retratou pouco depois.
Chefe da DC Films diz que lançamento de “Batgirl” prejudicaria carreiras
Após anunciarem a programação do DC Studios para os próximos anos, os chefes do estúdio, o diretor James Gunn e o produtor Peter Safran, responderam algumas perguntas da imprensa. E os cancelamentos de projetos formaram a maior parte das perguntas. Embora todas as decisões tenham sido tomadas antes que assumissem o controle das adaptações de quadrinhos, Safran defendeu a decisão de arquivar “Batgirl”, pois o filme poderia ferir a imagem da DC e das pessoas envolvidas se fosse lançado. “Batgirl é uma personagem que inevitavelmente incluiremos em nossas histórias. Eu vi o filme, e há muitas pessoas incrivelmente talentosas na frente e atrás da câmera naquele filme”, disse ele à imprensa. “Mas esse filme não foi lançado e às vezes acontece. Esse filme não foi lançável. Na verdade, acho que David Zaslav [CEO da Warner Bros. Discovery] e a equipe tomaram uma decisão muito ousada e corajosa de cancelá-lo porque prejudicaria a DC. Teria prejudicado as pessoas envolvidas.” O filme solo da Batgirl foi produzido para o streaming com direção de Adil El Arbi e Bilall Fallah (a dupla de “Bad Boys para Sempre”), e trazia Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”) no papel-título, além de Michael Keaton como Batman e J.K. Simmons como Comissário Gordon.
DC recomeça com 10 produções, incluindo novas versões de Batman e Superman no cinema
Depois de vários cancelamentos, adiamentos e muitas incertezas sobre o futuro das franquias da DC no cinema e na TV, a reestruturação do DCU (Universo Cinematográfico da DC) foi confirmada. E se era novidade que os fãs queriam, agora eles não podem reclamar! Presidentes do DC Studios, Peter Safran (produtor de “Annabelle”) e James Gunn (diretor de “Guardiões da Galáxia”) mostraram que estão trabalhando fortemente na reinvenção do universo da produtora e anunciaram nada menos que 10 novas produções. Entre elas, a sequência de “The Batman” com Robert Pattinson e o reboot de Superman. Entre as novidades, estão filmes como “The Authority”, “Brave and The Bold”, “Booster Gold”, uma nova “Supergirl” e muito mais. A dupla de diretores andou muito ocupada nos últimos meses tentando dar conta de todo o universo de personagens, filmes e programas de TV que incluem o universo da DC. Eles pretendem reinventar a antiga política de negócios da produtora e começaram uma verdadeira limpeza no estúdio cancelando projetos, cortando criadores e até atores muito famosos no universo foram dispensados. Peter Safran e James Gunn querem começar do zero. Uma sala de roteiristas foi montada com o objetivo de criar uma narrativa que unifique todas as tramas do universo. Eles batizaram a primeira fase dessa iniciativa de “Chapter 1: God and Monsters” (Capítulo 1: Deuses e Monstros”). Um dos objetivos da dupla é usar personagens famosos – com Batman e Mulher Maravilha – para impulsionarem outros menos conhecidos, assim como James fez na Marvel com os heróis obscuros – e desconhecidos – de Guardiões da Galáxia. Hoje, a franquia é um fenômeno, mas nem sempre foi assim. “A intenção é transformar esses personagens desconhecidos de agora em personagens de ouro no futuro”, disse o cineasta à imprensa reunida em uma entrevista coletiva organizada pelos dois chefões da DC. Confira abaixo as novidades que vem por aí. CREATURE COMMANDOS A primeira produção, que já está em desenvolvimento, é uma série animada em sete episódios. Ambientada durante a 2ª Guerra Mundial, a história acompanha uma equipe de super-humanos que combatem vilões nazistas. Os dubladores da animação começaram a ser escalados e os produtores explicaram que estão buscando pessoas que possam interpretar esses personagens em um possível versão live-action da obra. SUPERMAN: LEGACY O projeto que James Gunn está escrevendo e – provavelmente – irá dirigir não será uma nova história de origem de Superman. Inspirada por um famoso arco de quadrinhos escrito por Grant Morrison (“Superman All-Star”), a trama vai mostrar o herói dividido entre sua “herança Kryptonita” e seu lado mais humano. “Ele é bondoso demais em um mundo onde isso é cafona”, relatou Sarfran. WALLER A série “O Pacificador”, que Gunn dirigiu na HBO Max, terá um spin-off centrado em Amanda Waller, a líder manipuladora do Esquadrão Suicida. Viola Davis (de “A Mulher Rei”) retornará ao papel como a personagem “ambiciosa e imoral” numa série escrita por Christal Henry (“Watchmen”) e Jeremy Carver (“Patrulha do Destino”). LANTERNS O produtor Greg Berlanti, criador do “Arrowverse”, trabalhou por anos numa série da Tropa dos Lanternas Verdes, mas sua ideia foi abandonada em troca de um novo projeto. “Nossa visão sobre essa produção tem muita inspiração em ‘True Detective'”, descreveu Safran. Segundo a dupla, esse é um dos projetos mais importantes que estão em desenvolvimento e será um ponto de partida importante na história que eles pretendem construir para interligar todo o universo da DC na TV e nos cinemas. PARADISE LOST A série passada na Ilha do Paraiso (ou Temiscira) é descrita pelos chefes do DC Studios como um épico no estilo de “Game of Thrones”, com a diferença de ser protagonizada apenas por mulheres. Toda a história vai se passar no lar das amazonas, local onde nasceu a Mulher Maravilha, e acompanhará a luta política pelo poder na ilha – antes dos eventos vistos nos filmes protagonizados por Gal Gadot (“Morte no Nilo”). THE AUTHORITY Com esse projeto, a dupla de produtores executivos mostra que vai adaptar também criações da Wildstorm, editora que começou como projeto pessoal de Jim Lee (atual presidente da DC Comics) e hoje se encontra incorporada ao catálogo de lançamentos da DC. The Authority foi um grupo de super-heróis polêmicos criados nos anos 1990 por Lee. “Essa não é uma história sobre heróis e vilãos. Nem todo filme ou programa de TV será sobre os caras bonzinhos brigando com os malvados ou sobre coisas enormes que caem do céu. Eu acredito que esses heróis são como Jack Nicholson em ‘Questão de Honra’. Eles sabem o que vocês querem deles. Ou, pelo menos, acreditam nisso”, descreveu James Gunn. THE BRAVE AND THE BOLD “Essa é nossa introdução ao universo do Batman no [novo] DCU”, relatou James Gunn. “O filme também apresenta o nosso Robin favorito, Damian Wayne, que é um grande filho da mãe!”. O filme também será inspirado em quadrinhos de Grant Morrison, que mostram Batman conhecendo um filho que ele nem sabia existir: um adolescente criado pela mãe Talia al Ghul na Liga dos Assassinos. “É uma história bem estranha sobre paternidade”, descreve James. E o mais importante de tudo: esse Batman não será interpretado por Robert Pattinson (“Tenet”). BOOSTER GOLD O anti-herói, que já chegou a integrar a Liga da Justiça nos anos 1980, vai ganhar uma série própria na HBO. A trama vai contar a história de um homem fracassado do futuro, que volta ao passado [nosso presente] para conseguir se tornar famoso como super-herói, usando seu conhecimento da história para impedir tragédias. Para isso, ele contará com auxílio de tecnologia futurista e carisma para sugerir ter superpoderes. James Gunn descreve o personagem como “um impostor querendo ser herói”. SUPERGIRL: WOMAN OF TOMORROW O filme pretende reintroduzir Supergirl com uma visão diferenciada sobre a personagem, que é prima do Superman. “Nós iremos mostrar as grandes diferenças entre Superman e Supergirl. Enquanto ele foi criado por pais adoráveis na Terra, Supergirl viu todos que ama serem mortos aos 14 anos. Só depois disso, ela veio para o nosso planeta, passando mais alguns anos sozinha numa nave. Ela é muito mais hardcore do que pensamos”, relatou James Gunn, seguindo dicas de uma recente minissérie de quadrinhos de Tom King. SWAMP THING Gunn também pretende resgatar o “Monstro do Pântano”, que teve uma série traumaticamente cancelada em 2019, mas o localizou num cantinho mais afastado do centro do DCU. Apesar disso, alertou que “ainda assim vai alimentar o resto das histórias” e interagir com outros personagens da editora. Além disso, os produtores confirmaram que Robert Pattinson continuará a ser Batman na continuação do filme de Matt Reeves. Essa história e suas séries derivadas farão parte de uma linha paralela, batizada de Elseworlds (como nos quadrinhos sobre universos alternativos), e não serão incorporadas ao DCU principal. O filme já tem data de lançamento e chegará aos cinemas em 3 de outubro de 2025 com o título provisório, em inglês, de “The Batman Part II”. Vale lembrar que a DC tem outros projetos a serem lançados ainda neste ano, como “Shazam! A Fúria dos Deuses”, “The Flash”, a continuação de “Aquaman” e o aguardado “Besouro Azul”, que trará a estreia de Bruna Marquezine (“Vou Nadar Até Você”) em Hollywood. Here are just a few of our plans. Up, up, and away! #DCStudios #DCU @DCComics pic.twitter.com/8XNDNLUEPq — James Gunn (@JamesGunn) January 31, 2023
Cindy Williams, estrela de “Loucuras de Verão”, morre aos 75 anos
A atriz Cindy Williams, famosa por produções como “Loucuras de Verão” (1973), “A Conversação” (1974) e a série “Laverne & Shirley” (1976-83), morreu aos 75 anos, em Los Angeles. A informação foi confirmada pela família da artista nesta segunda-feira (30/1), Zak e Emily Hudson, filhos de Cindy, revelaram na noite de segunda (30/1) que a estrela morreu no último dia 25. A causa da morte não foi divulgada. “A morte de nossa gentil e hilária mãe, Cindy Williams, nos trouxe uma tristeza insuperável que nunca poderia ser verdadeiramente expressa”, diz o comunicado, assinado pela porta-voz da família, Liza Cranis. Cindy veio de uma família humilde. Sua mãe foi garçonete e seu pai trabalhou numa empresa de equipamentos eletrônicos. Ela e a família viveram em Dallas por mais de 9 anos, mas tiveram que se mudar por causa do histórico de confusões do seu pai alcoólatra. Depois de atuar em peças na escola, ela foi eleita a “garota mais engraçada da turma” – turma que incluía a futura estrela Sally Field (vendedora de dois Oscars, por “Norma Rae e Um Lugar no Coração”). Em seguida, se formou em Teatro na Los Angeles City College e lá começou a aumentar seu círculo de amigos. Para se sustentar, a jovem chegou a trabalhar de atendente em uma loja de panquecas e servia drinks na famosa boate Whisky a Go Go, onde atendeu celebridades como Jim Morrison e Joe Cocker. Em busca de trabalho como atriz, ela protagonizou dezenas de comerciais e fez pequenas participações em filmes como o trash “Beware! The Blob”, onde interpretava a mocinha devorada pelo monstro gosmento. As coisas começaram a mudar depois de “Loucuras de Verão” (1973), de George Lucas, onde desempenhou o principal papel feminino. “Eu me lembro de assistir o corte final ao lado de Harisson Ford e ele dizendo que o filme tinha ficado muito legal”, relembrou a atriz em entrevista ao programa “Today” em 2015, por ocasião do lançamento de seu livro de memórias. Graças a “Loucuras de Verão”, Cindy conquistou sua primeira – e única – indicação ao BAFTA (o Oscar britânico) na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela acabou perdendo o prêmio para Ingrid Bergman, por “O Assassinato No Expresso Oriente” (1974). A comédia de carros e rock’n’roll, passada em 1962, também foi um sucesso enorme entre o público de cinema e de rádio (a trilha com clássicos chegou a ganhar dois volumes) e conseguiu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Em seguida, Cindy trabalhou em outro longa indicado ao prêmio da Academia: “A Conversação” (1974), de Francis Ford Coppola, onde interpretou uma mulher em perigo. E podia ter se tornado ainda mais conhecida, porque fez teste para o papel de princesa Leia, de “Guerra nas Estrelas”, na esperança de voltar a trabalhar com o diretor de “Loucuras de Verão”. Ela acabou perdendo o personagem para Carrie Fisher, mas acabou encontrando outro papel marcante pelo qual passou a ser sempre lembrada: a Shirley da sitcom “Laverne & Shirley”. Em 1975, Cindy e Penny Marshall foram convidadas a aparecer num episódio da série “Happy Days”, pioneira das sitcoms nostálgicas, passada nos anos 1950. Na trama, elas participam de um encontro duplo com Fonzie (Henry Winkler) e Richie (Ron Howard, o namorado de Cindy em “Loucuras de Verão”), só que exibiram uma química inesperada e roubaram as cenas dos protagonistas. O produtor de “Happy Days”, Garry Marshall, imediatamente viu o potencial da dupla e desenvolveu um spin-off de “Happy Days” para contar a história de Laverne DeFazio e Shirley Wilhelmina Feeney, colegas de colégio, que dividiam um porão em Milwaukee e trabalhavam como operárias numa fábrica de bebidas. “Laverne & Shirley” estreou em 1º lugar na audiência em 26 de janeiro de 1976 e se tornou a série mais vista dos EUA entre 1977 e 1979. E um dos motivos do sucesso é que as atrizes se atiravam literalmente na trama. A sitcom – gravada diante de uma plateia de 450 pessoas – foi considerada a produção mais física do gênero desde “I Love Lucy” na era de ouro da TV, e exigia tanto de Penny e Cindy que elas foram homenageadas pela Associação dos Dublês dos EUA por sua capacidade de enfrentar desafios diante das câmeras. Em entrevista para a TV Academy Foundation, Cindy disse que o momento que mais sente orgulho de sua carreira foi “fazer 450 pessoas gargalharem”. “Eu lembro que fui muito feliz fazendo isso”, relembrou a artista. A série durou oito temporadas (até 1983), mas terminou sem Cindy no elenco. No final do sétimo ano, ela se casou com o ator e musicista Bill Hudson. Antes disso, ainda fez no cinema “E a Festa Acabou” (1979), continuação de “Loucuras de Verão”, e depois de alguns anos longe das telas devido ao nascimento de sua filha, retornou à TV como a mãe dos personagens de Dweezil Zappa e Moon Unit Zappa (os filhos do roqueiro Frank Zappa) na comédia “Normal Life” (de 1990). Ela ainda viveu outra mãe na comédia “Getting By” (1993-94) e engatou diversas participações em sitcoms, como “8 Regrinhas Básicas”, “Girlfriends”, “Sam & Cat” e “Estranho Casal”. Além disso, trabalhou atrás das câmeras, emplacando um grande sucesso como co-produtora da comédia “O Pai da Noiva” (1991), estrelada por Steve Martin, e sua sequência de 1995. Sua autobiografia, “Shirley, I Jest!: A Storied Life”, foi publicada em 2015. Sete anos depois, ela percorreu o país fazendo o show solo “Me, Myself & Shirley”, onde compartilhou memórias de sua carreira. Incansável, Cindy continuava trabalhando e chegou a completar a gravação da série musical “Sami”, que estreia em abril na Amazon Prime Video.
Diretor de “Os Dez Mandamentos” faz filme sobre a guerra da Ucrânia
Alexandre Avancini (da novela e do filme “Os Dez Mandamentos”) já contribuiu muito para a teledramaturgia brasileira e agora está mirando no cinema gringo. Diretor de novelas e apaixonado por histórias de guerra, ele colheu depoimentos reais sobre o conflito na Ucrânia e – ao se emocionar com os relatos – decidiu realizar um curta que falasse sobre o tema. E assim nasceu o projeto “War and peace”. O diretor pegou histórias de mulheres do exército ucraniano e transformou suas personagens em super-snipers. Ele mesmo escreveu a sinopse e o roteiro – de sete páginas – do projeto com a intenção de usar o curta como apresentação para angariar investimentos estrangeiros, visando realizar um longa. Dono de uma produtora instalada em Los Angeles, ele se reveza entre Brasil e os EUA. Tanto que o lugar escolhido para as gravações de “War and peace” foi Petrópolis, região serrana do Rio, em um haras chamado Mandala. Local que ele afirma ser “idêntico à Ucrânia”. O curta conta a história de cinco mulheres que são forçadas a entrar na guerra. Elas formam um verdadeiro esquadrão de snipers e lutam ferozmente contra o exercito russo. O elenco é composto por 11 atores: Jessika Alves, Tammy Di Calafiori, Rayanne Morais, Talita Maia, Marie McHugh, Cláudio Heinrich, Letícia Medina, Victor Pecoraro, Mari Cysne, Isa Salmen e Bruno Ahmed. Todos tiveram que deixar o português de lado e atuar em inglês e ucraniano. “War and Peace” marca a volta da parceria do diretor com Cláudio Heinrich, estrela de “Uga Uga” (2000), uma das novelas que Alexandre dirigiu na Globo. O último trabalho do ator no cinema tem nove anos – a comédia “Didi Quer Ser Criança” (2004). Com a falta de convites para atuar, Cláudio focou no jiu-jitsu e na faculdade de jornalismo, mas agora, com “War and Peace”, ele almeja um retorno triunfal ao ofício de ator. Já Alexandre Avancini foi responsável por sucessos como “Por Amor” (1997) e “Presença de Anita” (2001), antes de ir para Record em 2005 para dirigir a novela “Prova de Amor”, que virou um dos maiores sucessos na história do canal. E por lá ficou mais de 15 anos. Em 2016, Alexandre começou a se aventurar no cinema e se tornou um fenômeno de público. “Os Dez Mandamentos – O Filme”, um copilado da novela bíblica que ele dirigiu na Record, tornou-se uma das maiores bilheterias da história do cinema brasileiro. Depois disso, Alexandre foi escalado para dirigir a biografia do seu patrão, “Nada a Perder” – sobre a controversa história de vida do bispo Edir Macedo. E o longa também se tornou uma das maiores bilheterias do nosso cinema. Todos esses números foram contestados por acusações contra a Igreja Universal de comprar (e distribuir) os ingressos dos dois filmes entre seus fiéis. Na época, salas de cinema vazias foram expostas na internet e colocaram em cheque a credibilidade dos números. De qualquer forma, Alexandre – oficialmente – é um diretor com grandes números de bilheteria no Brasil. E agora quer estrear em Hollywood. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alexandre Avancini (@alexandre.avancini)
Sobrinho de Michael Jackson vai viver cantor no cinema
A cinebiografia de Michael Jackson definiu seu ator principal. O escolhido foi Jaafar Jackson, de 26 anos, que é filho de Jermaine Jackson, um dos irmãos mais velhos de Michael Jackson. O sobrinho do Rei do Pop também tem uma incipiente carreira de cantor, mas nenhuma experiência como ator em seu currículo. Suas participações em sets de gravação consistem de aparições em clipes de parentes e no reality da família, “The Jacksons: Next Generation”. O filme de Michael Jackson, por sinal, tem como produtores executivos a família do astro falecido. “Sinto-me humilde e honrado em dar vida à história do meu tio Michael. Para todos os fãs de todo o mundo, vejo vocês em breve”, Jaafar escreveu em seu Instagram, ao lado de um foto em que aparece fantasiado de Michael Jackson. Intitulado “Michael”, o projeto está a cargo do produtor Graham King, que renovou o interesse pelas cinebiografias musicais com o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. O roteiro foi escrito por John Logan, que já foi indicado três vezes ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), e será dirigido por Antoine Fuqua (de “O Protetor”). Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi o cantor solo mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas que o tornaram mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu denúncias de abuso de menores contra o cantor. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jaafar Jackson (@jaafarjackson)
Julia Roberts e Jennifer Aniston vão trocar de corpos em comédia
As atrizes Julia Roberts (“Ingresso para o Paraíso”) e Jennifer Aniston (“The Morning Show”) vão estrelar uma comédia sobre troca de corpos. De acordo com o site Deadline, o filme está sendo desenvolvido para a plataforma de streaming Amazon Prime Vídeo. O projeto foi disputado por diferentes serviços de streaming antes de ir parar na Prime Video, que já tem experiência de trabalho com Roberts (em “Homecoming”). Um dos fatores que impulsionou a disputa foi o sucesso recente da comédia “Ingresso para o Paraíso” (2022), estrelada por Roberts e George Clooney, que rendeu mais de US$ 160 milhões nas bilheterias mundiais. Apesar disso, não foram divulgados maiores detalhes sobre a trama. O projeto também não tem título nem previsão de estreia. Além de estrelarem, as duas atrizes vão produzir o filme, ao lado de Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”). A direção ficará por conta de Max Barbakow, diretor da ótima comédia “Palm Springs” (2020). Curiosamente, essa não é a única comédia sobre troca de corpos em produção. Outro filme atualmente em desenvolvimento é “Family Leave”, que será estrelado por Jennifer Garner (“De Repente 30”) e Emma Myers (“Wandinha”). Julia Roberts será vista a seguir no drama “Leave the World Behind”, dirigido por Sam Esmail (“Mr. Robot”), que será lançado em dezembro. Já Jennifer Aniston estrela a comédia “Mistério em Paris”, continuação de “Mistério no Mediterrâneo” (2019), que ficará disponível em 31 de março na Netflix.
Bicho-Papão: Novo terror de Stephen King ganha trailer
A 20th Century Studios divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado do terror “Bicho-Papão: O Conto” (The Boogeyman), adaptação de um conto de Stephen King. A prévia destaca a presença do personagem-título, um monstro que se esconde na escuridão e só parece ser visto pelas crianças. O trailer também dá a entender o motivo de a 20th Century ter escolhido lançar esse filme nos cinemas, e não no streaming como havia sido planejado. Com uma ambientação sombria e tensa, e com diversas cenas de susto, é o tipo de obra que parece se beneficiar da imersão da sala de cinema. A trama do filme vai acompanhar uma adolescente e sua irmã mais nova que ainda estão se recuperando da trágica morte da sua mãe. Porém, elas se veem atormentadas por uma presença sádica na casa e lutam para fazer com que seu pai, ainda em luto, também perceba aquela ameaça antes que seja tarde demais. O elenco é formado por Chris Messina (“Eu Me Importo”), Sophie Thatcher (“Yellowjackets”), Vivien Lyra Blair (“Obi-Wan Kenobi”), David Dastmalchian (“O Esquadrão Suicida”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Madison Hu (“Bizaardvark”). O roteiro da adaptação foi escrito por Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas de “Um Lugar Silencioso”), em parceria com Mark Heyman (“Cisne Negro”), e a direção ficou por conta de Rob Savage (“Cuidado Com Quem Chama”). Vale lembrar que a história já rendeu um curta de 28 minutos em 1982, que também foi lançado num vídeo de 1994 como parte de uma antologia de adaptações dos contos de “Sombras da Noite”. Só que nesta versão não existem adolescentes na trama, apenas um homem calvo de meia-idade, que busca auxílio com um psiquiatra ao se sentir assombrado em sua própria casa. “Bicho-Papão: O Conto” chega aos cinemas brasileiros em 1 de junho, um dia antes da sua estreia nos EUA.
Escritores processam Netflix por plágio em “Depois do Universo”
O casal de autores João e Lidia Ribeiro abriram um processo de plágio contra a Netflix. A dupla está pedindo uma indenização de R$ 70 milhões por conta do filme brasileiro “Depois do Universo”, estrelado pela cantora Giulia Be e por Henrique Zaga (“The Stand”). O processo foi motivado por supostas semelhanças entre o filme, lançado em outubro de 2022, e um dos livro do casal, intitulado “Juilliard – A Arte do Amor”, de 2018. Na trama do filme da Netflix, uma jovem pianista, que está à espera de um transplante de rim, cria uma conexão inesperada com seu médico e, com isso, encontra a coragem de realizar seus sonhos musicais. Já “Juilliard – A Arte do Amor” se passa em uma das maiores escolas de arte do mundo e acompanha Julie, uma jovem que sempre teve o sonho de estudar lá, mas que sofre de uma doença terminal. Ela estava preparada para tudo, exceto viver o único sentimento que ela não não queria, não desejava e não podia, que é amar. Os autores, que assinaram a obra com os pseudônimos J.O. Brook e L.B. Brook, apontaram diversas similaridades entre as duas narrativas, reforçando assim a afirmação de que se trata de plágio. As principais semelhanças são que, em ambos os casos, a protagonista é uma pianista com uma doença terminal que se apaixona por um jovem chamado Gabriel. Mas existem outras similaridades. Nas duas histórias, a protagonista é vista tocando um piano imaginário, Gabriel tem um melhor amigo gay, ele escolhe dar um colar de presente para amada e ainda o fato de que ela descobre uma piora em sua saúde após terminar o namoro. Ao todo, os escritores listaram 70 semelhanças entre as duas obras. Porém, também existem diferenças, como a profissão de Gabriel (um bailarino no livro e um médico no filme) ou a doença da protagonista (leucemia no livro e lúpus no filme). Mas a principal diferença é que o livro a protagonista morre e Gabriel fica vivo, enquanto o desfecho no filme é o oposto. Do valor que foi pedido pelos autores, R$ 50 milhões são correspondentes a danos materiais e R$ 20 milhões são por danos morais. Segundo João, o livro foi inspirado na história da sua mãe e do luto que ele sentiu após a morte dela. “Ver a minha dor sendo usada é um sentimento de violação”, disse João Ribeiro ao Splash. “Depois do Universo” foi co-escrito e dirigido por Diego Freitas (“O Segredo de Davi”). Ele trabalhou no texto com dois roteiristas colaboradores: o estreante Rodrigo Azevedo e o ator João Côrtes (que atuou em “O Segredo de Davi”) Até o momento nem os realizadores e nem a Netflix se manifestaram em relação ao processo.
Trailer de “Mistério em Paris” volta a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Mistério em Paris” (Murder Mystery 2), continuação da comédia “Mistério no Mediterrâneo” (2019), estrelada por Adam Sandler e Jennifer Aniston. A prévia transforma o casal atrapalhado em verdadeiros heróis de ação, envolvidos em tiroteios, perseguições e explosões. A trama se passa quatro anos após o primeiro filme, e acompanha o casal Nick e Audrey Spitz (Sandler e Aniston), que agora são detetives em tempo integral, mas lutam para fazer sua agência decolar. Certo dia, eles são convidados para celebrar o casamento do amigo Maharaja (Adeel Akhtar), em sua ilha particular. Porém, o noivo é sequestrado durante a cerimônia, transformando cada convidado, membro da família e até a própria noiva, em suspeitos. E, durante a investigação, a dupla de detetives se vê envolvida em um mistério que os leva até a capital francesa. O elenco ainda conta com Mark Strong (“Shazam!”), Mélanie Laurent (“Oxigênio”), Jodie Turner-Smith (“Queen & Slim”), John Kani (“Pantera Negra”), Kuhoo Verma (“Plano B”), Enrique Arce (“The Head: Mistério na Antártida”) e Zurin Villanueva (“Detroit em Rebelião”). “Mistério em Paris” foi mais uma vez escrito por James Vanderbilt, mas a direção desta vez ficou a cargo de Jeremy Garelick (“Padrinhos Ltda.”). O filme tem estreia marcada para 31 de março na Netflix.
“Avatar 2” é filme mais visto do mundo pelo sétimo fim de semana
O público ainda não cansou de ver “Avatar: O Caminho da Água”, que segue como o filme com mais ingressos vendidos em todo o mundo pelo sétimo fim de semana consecutivo. A produção da 20th Century/Disney fez mais US$ 15,7 milhões só nos últimos três dias nos EUA e Canadá, superando os demais títulos em cartaz. Na semana passada, o longa avançou duas posições no ranking das maiores bilheterias mundiais de todos os tempos, superando “Vingadores: Guerra Infinita” (que fez US$ 2,052 bilhões) na quarta (25/1) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 2,071 bilhões) na sexta (27/1). Agora, a sci-fi de James Cameron é a quarta maior bilheteria da História com US$ 2,116 bilhões, e pode superar “Titanic” (US$ 2,194 bilhões) em breve para se tornar a terceira. A continuação de “Avatar” tem conseguido maior impulso nas bilheterias internacionais, onde também é o 4º filme mais visto de todos os tempos, com US$ 1.49 milhões. No mercado doméstico dos EUA e Canadá, porém, a produção chegou “apenas” ao 11º lugar neste domingo (29/1), com US$ 620,5 milhões. Sem grandes lançamentos nos cinemas norte-americanos neste fim de semana, houve apenas uma novidade no Top 5, o filme indiano de ação “Pathaan”, que faturou US$ 5,95 milhões em somente 695 telas. Vale reparar que o valor é mais que o dobro do faturamento da outra estreia do período, o terror “Infinity Pool”, de Brandon Cronenberg, que abriu em 8º lugar, com US$ 2,7 milhões e exibição em 1,8 mil salas. Nenhum dos dois filmes tem previsão de lançamento no Brasil. Confira abaixo os trailers das 5 maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | O PIOR VIZINHO DO MUNDO | 4 | M3GAN | 4 | PATHAAN |











