Arnold Schwarzenegger anuncia novos lançamentos de ação da Netflix
A Netflix divulgou seus próximos lançamentos do gênero de ação de uma forma diferente. Além das produções, a gigante do streaming também anunciou que o ator Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”) está assumindo o cargo de Diretor de Ação da empresa, fazendo jus ao seu extenso currículo no gênero. Intitulado “Nobody Kicks Like Netflix” (“Ninguém chuta como a Netflix”, em tradução), o vídeo de divulgação começa com Schwarzenegger chegando a sede da Netflix em grande estilo: em um tanque de guerra. O vídeo traz o ator apresentando cenas e imagens exclusivas dos próximos filmes e séries que estreiam na plataforma. “Ninguém ama ação tanto quanto eu”, declara ele entusiasmado, entre vislumbres dos aguardados “Resgate 2”, “Heart of Stone” e a 3ª temporada de “The Witcher”. A iniciativa deixa claro que o calendário de lançamentos deste ano do streaming está lotado de grandes produções. Entre os destaques, está a estreia de “Who is Erin Carter?” marcada para o dia 24 de agosto. Além disso, foram confirmadas as datas de lançamento de títulos estrelados pelo próprio Schwarzenegger, como a comédia de espionagem “Fubar” em 25 de maio e o documentário “Arnold” em 7 de junho. Schwarzenegger também vai retornar ao gênero de ação em “Kung Fury 2”, sequência do longa lançado em 2015. Na trama, o ator interpreta o Presidente em uma história que mistura viagem no tempo com kung fu. Enquanto isso, as séries “The Witcher” e “Lupin” retornam com suas terceiras temporadas em 29 de junho e 5 de outubro, respectivamente. Já produção sul-coreana “Bloodhound” chega em 9 de junho. Dentre as outras estreias anunciadas estão “Blood & Gold” em 26 de maio, “Resgate 2” em 16 de junho, “iNumber Number” em 23 de junho, “The Out-Laws” em 7 de julho, “Bird Box Barcelona” em 14 de julho, “Clonaram Tyrone” em 21 de julho e “Coração de Pedra” em 11 de agosto. Um dos grandes destaques da leva é a comédia de ação “Lift”, que chega em 25 de agosto. O elenco conta com Kevin Hart (“Jumanji 2”), Sam Worthington (“Avatar 2”), Úrsula Corbero (“La Casa de Papel), Gugu Mbatha-Raw (“Loki”), Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) e mais. Dirigido por F. Gary Gray (“MIB: Homens de Preto Internacional”), o longa acompanha uma equipe que é recrutada para impedir um ataque terrorista e deve realizar o assalto em um avião durante o voo. Além do vídeo com cenas das produções, a Netflix também divulgou fotos de “Lift” e da série “The Brothers Sun”, estrelada por Michelle Yeoh (“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) e ambientada no perigoso mundo dos gângsteres de Taipei, em Taiwan. A produção é uma criação conjunta de Brad Falchuk, co-criador de “American Horror Story”, e Byron Wu. Veja o vídeo e as fotos abaixo.
Vídeo de “The Flash” destaca volta de Michael Keaton ao papel de Batman
A Warner Bros. divulgou um novo vídeo de “The Flash”, em que o diretor Andy Muschietti e sua irmã e produtora Barbara comentam sobre o retorno de Michael Keaton como Batman. “É como trazer de volta um clássico, como trazer de volta os Beatles”, diz o diretor na prévia, que inclui imagens do filme. Numa cena, o ator repete sua famosa frase de “Batman” de 1989: “Você quer ficar louco? Vamos enlouquecer”. A Warner Bros. exibiu “The Flash” pela primeira vez na íntegra no evento CinemaCon, onde Keaton recebeu elogios por seu retorno como Batman. Em entrevista à Variety no ano passado, o ator contou que topou interpretar Batman pela terceira vez porque parecia divertido. “Eu estava curioso para saber como seria depois de tantos anos. Não tanto eu fazendo isso – obviamente, um pouco disso – mas eu estava apenas curioso, estranhamente. Essa coisa toda é gigantesca. Eles têm seu próprio mundo. Então, gosto de olhar para isso como alguém de fora, pensando ‘Minha nossa!’” Com um orçamento aproximado de US$ 220 milhões, o filme promete ser um grande encontro de super-heróis da DC Comics, lotado de referências aos quadrinhos e às adaptações clássicas no cinema. Apostando no multiverso, “The Flash” ainda terá Ben Affleck reprisando o papel de Batman de “Liga da Justiça” e a primeira Supergirl morena das telas, vivida por Sasha Calle (da novela “The Young and the Restless”), sem esquecer do personagem-título vivido por Ezra Miller (“Liga da Justiça”) em dose dupla. A trama adapta um dos arcos recentes mais famosos dos quadrinhos da DC Comics, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint), onde o velocista volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. No universo alternativo que ele cria, Superman nunca chegou a Terra. Assim, não há ninguém capaz de impedir a invasão de Zod (Michael Shannon). Cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. “The Flash” estreia no dia 15 de junho no Brasil e no dia seguinte nos Estados Unidos.
Benedict Cumberbatch será o cantor Pete Seeger em cinebiografia de Bob Dylan
O ator inglês Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”) foi escalado como o músico e ativista Pete Seeger em “A Complete Unknown”, cinebiografia de Bob Dylan que será estrelada por Timothée Chalamet (“Duna”). Seeger foi ídolo e mentor para Dylan, que se apaixonou pelo folk graças às gravações Seeger. Anos mais tarde, os dois se conheceram e Seeger foi um dos primeiros apoiadores da carreira do jovem cantor. Entretanto, quando Dylan resolveu tocar rock com guitarra elétrica, a situação mudou dramaticamente. Com filmagens marcadas para agosto em Nova York, o filme produzido pela Searchlight Pictures vai contar justamente o período em que o jovem Dylan abala o mundo da música em 1965, quando começa a se apresentar com uma guitarra elétrica pela primeira vez. A obra será dirigida por James Mangold, indicado ao Oscar por “Ford vs Ferrari” (2019) e “Logan” (2017). O roteiro é de Jay Cocks (“Gangues dew Nova York”) e o elenco ainda inclui Elle Fanning (“The Great”) no papel de Sylvie Russo, estudante universitária e interesse amoroso de Dylan nos anos 1960. O próprio Bob Dylan e seu empresário de longa data, Jeff Rosen, figuram entre os produtores. Para quem não sabe, “A Complete Unknown” é uma das frases do refrão de “Like a Rolling Stone”, música que melhor representa a transformação de Dylan, até então um cantor folk, em roqueiro. A transição não foi tranquila para o cantor, que chegou a enfrentar vaias de seus antigos fãs por trocar o vilão por guitarras e uma banda de rock. A data de estreia ainda não foi anunciada. Veja abaixo um vídeo de Seeger cantando “A Hard Rain’s a-Gonna Fall”, de Bob Dylan.
Para Karim Aïnouz, “Firebrand” é denúncia do machismo histórico: “O patriarcado precisa parar”
Katherine Parr, a sexta, última e única esposa a sobreviver Henrique VIII, foi de certa forma ofuscada pelas anteriores que tiveram fim tráfico, especialmente Ana Bolena e Catarina Howard, ambas decapitadas dramaticamente. Mas “Firebrand”, primeiro filme em inglês do brasileiro Karim Aïnouz, pretende resgatar o interesse na rainha esquecida como denúncia contra o machismo histórico. “Eu estava realmente interessado no fato de que muitas coisas foram feitas sobre Henrique e suas outras esposas, mas nada sobre Katherine”, disse o cineasta ao site Deadline, durante a première do filme neste domingo (21/5) no Festival de Cannes. Na entrevista, a atriz Alicia Vikander, que interpreta Katherine, destacou que a história desta rainha é fascinante. “Uma das primeiras coisas que surgiu na minha pesquisa foi que ela foi a primeira mulher a publicar um livro sob seu próprio nome na história britânica”, apontou a atriz sueca. Ela tinha ideias feministas, era contra o conservadorismo e enfrentou e venceu a ira do sanguinário rei inglês. “É como se, apenas porque ela sobreviveu, não fosse tão interessante”, apontou Vikander, para quem a maior importância dada às outras esposas de Henrique VIII dizem mais sobre o prazer mórbido de ver mulheres sofrerem. A narrativa do filme é uma história de abuso doméstico e a luta de Katherine para sobreviver. E Jude Law, que interpreta o rei com uma perna protética e uma bengala, destacou que a trama vai além dos livros de História. “Acho que a abordagem que Karim teve me envolveu imediatamente. Ele viu isso como um filme sobre este casamento e esta sobrevivência a um casamento, em vez de vê-lo como uma fábula histórica intocável,” disse o ator britânico. Vikander também expressou a profundidade emocional que o papel exigiu, dizendo que houve momentos em que ela se sentiu próxima ao puro terror de ser uma mulher enfrentando a brutalidade. “Eu tive um senso profundo do que muitas mulheres passam”, comentou, “um medo que nunca, nunca passa”. Aïnouz espera que o filme promova uma compreensão da violência que as mulheres têm suportado ao longo dos séculos. Ele vê essa história como um chamado para o fim de sistemas patriarcais opressores, afirmando: “certas coisas precisam acabar. O patriarcado precisa parar, e os tiranos precisam ir embora.” Aplaudido por nove minutos em Cannes, “Firebrand” ainda não tem título em português nem previsão de estreia.
Primeiro filme em inglês de Karim Aïnouz é aplaudido por 8 minutos em Cannes
O destaque deste domingo no 76º Festival de Cannes foi a première mundial do drama histórico “Firebrand”, primeiro filme falado em inglês do cineasta brasileiro Karim Aïnouz, que retrata a época do rei inglês Henrique VIII. O filme foi muito bem recebido pelo público presente no Grand Theatre Lumière, arrancando aplausos de oito minutos. As primeiras críticas publicadas foram divisivas. A revista The Hollywood Reporter elogiou a estreia de Aïnouz em inglês. “Apesar de estar imerso na atmosfera sombria e melancolia de um país envolvido pela peste e sob domínio tirânico, o filme é marcado por uma vigorosa atitude contemporânea. O diretor evita os truques anacrônicos usuais e, em vez disso, instila sua modernidade e suas reflexões sobre disparidade de gênero e abuso conjugal por meios mais sutis”. Mas outros não gostaram do revisionismo histórico, que já fazia parte do livro em que a trama se baseia, uma ficção escrita por Elizabeth Fremantle. Aïnouz dirigiu um roteiro das gêmeas Henrietta e Jessica Ashworth (“Fale com as Abelhas”) e um elenco encabeçado por Alicia Vikander (“Tomb Raider: A Origem”) e Jude Law (“Peter Pan e Wendy”). E o THR diz que a atriz tem seu “melhor trabalho desde ‘Ex-Machina’ (2014)”. No filme, que participa da competição do festival francês, Vikander tem o papel de Catherine Parr, a sexta e última esposa de Henrique VIII, uma figura feminista imponente que sobreviveu ao famigerado rei. Ela costuma ser a esposa menos lembrada pelo cinema, mas, de todas as mulheres do rei, foi a única que sobreviveu e ainda teve uma grande influência sobre os príncipes Edward, Mary e a eventual Rainha da Inglaterra, Elizabeth I. As esposas de Henrique VIII tiveram destinos trágicos, duas delas mortas por decapitação. Mas, com o rei em guerra no exterior, Catherine é nomeada regente e se empenha em impulsionar um futuro mais inovador, fundamentado em suas convicções protestantes. A revista Variety afirmou que o roteiro “é inteligente em reformular Catherine como uma figura importante nas mudanças da Inglaterra. Mas isso vai longe demais”. Já Jude Law interpreta um monarca em declínio, que retorna de uma batalha com uma séria doença em sua perna direita, cheia de pus. “Este filme recebe uma carga de tensão toda vez que Law aparece em toda a sua elegância: rugindo, sorrindo, estremecendo e ansiando por ser amado”, escreveu o jornal britânico The Guardian. O filme é repleto de intrigas palacianas, com Henrique enfrentando os irmãos Seymours, tios do príncipe herdeiro Edward, um deles interessado em Catherine, e é narrado pela futura rainha Elizabeth, filha do rei decadente, que sobrevive às mortes precoces dos irmãos. O jornal britânico The Telegraph” alerta que “o material, o romance ‘Queen’s Gambit’, de Elizabeth Fremantle, poderia ter se prestado melhor a uma minissérie. Do jeito que está, Aïnouz só tem tempo para intrigas políticas esboçadas com os irmãos Seymour”, mas elogia “um dos diretores mais interessantes do Brasil” por “fornecer pinceladas de Vermeer nesta estreia em inglês” e a beleza visual do filme. Já na crítica mais positiva publicada, o site Deadline afirma: “Com um diretor brasileiro e uma estrela sueca vencedora do Oscar, o filme consegue escapar de ser apenas mais um figurino enfadonho ou uma aula de história, deixando o ponto de vista de um estrangeiro se insinuar na conversa, que, de outra forma, seria muito britânica. ‘Firebrand’ não é apenas divertido, mas também esclarecedor, finalmente dando a Parr o que merece. OK, demorou quase 500 anos, mas aqui estamos nós”. Aïnouz tem um histórico notável em Cannes, incluindo “A Vida Invisível”, que levou o prêmio Un Certain Regard em 2019, além de “O Marinheiro das Montanhas”, que estreou no festival em 2021. Além de Vikander e Law, também estão no elenco Sam Riley (“Malévola”) como Thomas Seymour, Eddie Marsan (“Ray Donovan”) como Edward Seymour, Patsy Ferran (“Jamestown”) como a Princesa Mary, Junia Rees (“Tell That to the Winter Sea”) como a Princesa Elizabeth e Simon Russell-Beale (“A Casa do Dragão”) como o bispo Stephen Gardiner. “Firebrand” ainda não tem previsão de estreia. A recepção a “Firebrand” em #cannes. pic.twitter.com/DJRPUWU6pP — Chico Fireman (@filmesdochico) May 21, 2023
Wagner Moura é confirmado como intérprete de Paulo Freire no cinema
A produção de “Angicos”, que trará Wagner Moura (“Narcos”) no papel de Paulo Freire foi confirmada. O longa escrito e dirigido por Felipe Hirsch (“Severina”) contará com produção de Adriana Tavares da Café Royal ao lado de Paula Linhares da Cenya Productions e Marcos Tellechea e Guilherme Somlo da Reagent Media. O longa-metragem vai contar a história do experimento pedagógico que Freire realizou em 1963, na cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, onde alfabetizou cerca de 300 pessoas em apenas 40 horas – uma façanha aparentemente impossível. Em comunicado, Hirsch também ressaltou “o encantamento entre o povo de Angicos pelos projetores de slides movidos a bateria que Freire usava em suas aulas”, citando que os moradores “associavam as projeções ao cinema – algo raro em sua cidade naquela época, pois as televisões domésticas ainda não haviam chegado”. “Nesse sentido, ‘Angicos’ é também um filme sobre o poder do cinema e o poder do conhecimento”, completou. Financiado pelo presidente John F. Kennedy para consolidar o Brasil como aliado na Guerra Fria em meio a tensões sociais e econômicas mundiais, o sucesso do empreendimento resultou no planejamento da implementação do sistema educativo de Freire em todo o país. No entanto, em pouco tempo, após o golpe militar de 1964, políticos locais autoritários resistiram à iniciativa educacional de Freire, considerando o currículo “subversivo”, e enviaram o educador para o exílio. O que só reforçou o poder da alfabetização e da educação contra a ditadura. Freire ficou exilado durante vários anos e só retornou ao Brasil após a redemocratização. Embora suas ideias sobre educação crítica e libertadora sejam amplamente estudadas e aplicadas em todo o mundo, ele ainda é visto como ameaça pela extrema direita brasileira, e seu legado sofreu represálias durante o governo de Jair Bolsonaro. O então ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou publicamente que o educador “não era compatível” com o Brasil. Além disso, houve tentativas de censurar a distribuição de seus livros nas escolas públicas, bem como de retirá-lo do rol de patronos da educação brasileira. O filme tem tudo para provocar a direita brasileira, mas terá vida melhor que “Marighella”, dirigido por Moura, que enfrentou inúmeras resistências para chegar aos cinemas durante o governo Bolsonaro. Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Freire voltou a ser incensado no país. A seleção do resto do elenco está em andamento para as filmagens, que foram marcadas para novembro deste ano.
Aplaudido e elogiado, novo filme de Scorsese já é considerado favorito ao Oscar
Depois de aplausos de quase 10 minutos no Festival de Cannes, o novo filme de Martin Scorsese (“O Irlandês”) ganhou críticas estelares. “Assassinos da Lua das Flores” atingiu 96% de aprovação no Rotten Tomatoes – com apenas uma das 27 críticas sendo negativa. O filme é uma adaptação do livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca assassinatos cometidos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. Os direitos do livro foram adquiridos por US$ 5 milhões em 2016 por Scorsese e Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”) e o roteiro foi escrito pelo veterano Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”). A trama gira em torno do massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado “um dos crimes mais chocantes da história americana”, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Robert De Niro vive o vilão (“O Irlandês”), o fazendeiro William Hale, determinado a obter direitos de petróleo. E para isso com a ajuda de seu sobrinho, Ernest Burkhart, papel de Leonardo DiCaprio, que era casado com Mollie Burkhart (Lily Gladstone), membro da tribo cujos familiares foram assassinados por Hale e seus associados. Apesar da presença dos dois astros famosos, que nunca tinham contracenado antes, os elogios dos críticos se concentraram na performance de Gladstone, que inclusive já sendo cotada para uma potencial indicação ao Oscar de Melhor Atriz. A crítica do The Hollywood Reporter observa que “muitos de nós estivemos esperando impacientemente que Gladstone conseguisse um papel substancial desde seu trabalho sensível em ‘Certas Mulheres’ (2016) de Kelly Reichardt. E coube a um diretor frequentemente criticado por sua escassez de personagens femininas dimensionais não apenas fornecer esse papel, mas torná-la o coração ferido de seu filme.” “Ela tem a atuação mais extraordinária de uma mulher em qualquer um dos filmes de Scorsese”, exaltou o jornal britânico The Independent. Leonardo DiCaprio também parece ser um candidato forte para uma possível indicação de Melhor Ator, com vários críticos dizendo que o papel, contrário ao tipo que o ator costuma desempenhar, é uma vitrine impressionante. O IndieWire chega a ponto de dizer que o filme contém “a melhor performance de toda a carreira de Leonardo DiCaprio… Sua interpretação matizada e inflexível como o repugnante Ernest Burkhart extrai novas maravilhas da longa falta de vaidade do ator.” Alguns críticos comentaram que Scorsese optou por não se concentrar muito na investigação do FBI sobre os assassinatos, mencionando que Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), que interpreta o agente real do FBI Tom White, só se torna proeminente na última hora, e outros atores de renome, como John Lithgow (“The Crown”) e Brendan Fraser (“A Baleia”), só têm pequenos papéis, mas os mesmos críticos também observam que focar a narrativa nos Burkharts foi a decisão mais acertada do diretor. “A sensação é de uma ferida aberta até o fim”, escreveu o Vulture. Considerado o primeiro western da carreira de Scorsese, o filme também foi elogiado como um dos melhores westerns já feitos pelo London Evening Standard: “Eu até colocaria minha bota de cowboy em risco e declararia que este é um dos melhores westerns já feitos e quase certamente o melhor filme de 2023 até agora”. “Assassinos da Lua das Flores” também está já sendo considerado, precocemente, como um dos favoritos ao Oscar 2024 de Melhor Filme. O longa foi exibido fora de competição no Festival de Cannes e estreia em 19 de outubro nos cinemas brasileiros, antes de seu lançamento na Apple TV+.
“Velozes e Furiosos 10” estreia com mais de US$ 300 milhões mundiais
“Velozes e Furiosos 10” não teve dificuldades para cruzar em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte com US$ 67,5 milhões. Mas muito mais impressionante foi seu desempenho internacional, de US$ 251,4 milhões, o maior lançamento de um filme fora dos EUA em 2023. Ao todo, isso dá US$ 318,9 milhões mundiais e a segunda maior arrecadação global de estreia do ano, atrás apenas de “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 377 milhões). Os números do exterior são puxados pela China, onde o filme rendeu mais que nos EUA, US$ 78,3 milhões. Outros destaques incluem US$ 16,7 milhões no México, seguido pela França (US$ 9,7 milhões), Brasil (US$ 9,6 milhões), Índia (US$ 8,6 milhões), Indonésia (US$ 8,4 milhões), Alemanha (US$ 8 milhões), Reino Unido (US$ 7,6 milhões), Coreia do Sul (US$ 6,7 milhões) e um recorde da franquia no Japão (US$ 7 milhões). O sucesso internacional compensa o fato de que “Velozes e Furiosos” tem perdido tração no mercado doméstico. Depois de fazer História com a abertura de US$ 148 milhões em “Velozes e Furiosos 7” de 2015, a tendência tem sido de queda, com US$ 98 milhões para o filme 8 e US$ 70 milhões para o 9. A crítica dos EUA considerou o filme medíocre, com 54% de aprovação no Rotten Tomatoes – abaixo dos títulos mais recentes da franquia. Mas o público aprovou com 87% e deu nota B+ no Cinemascore, a mesma recebida pelo filme anterior. O sucesso do thriller de ação da Universal atropelou “Guardiões da Galáxia Vol. 3” nas bilheterias domésticas, que em seu terceiro final de semana arrecadou mais US$ 32 milhões – e US$ 48,8 milhões no exterior – para chegar em US$ 267,2 milhões na América do Norte e US$ 659,1 milhões em todo o mundo. O blockbuster animado “Super Mario Bros. – O Filme” ficou em 3º lugar com US$ 9,8 milhões. Fenômeno de bilheteria, a adaptação de videogame já soma US$ 1,248 bilhão mundiais – e acaba de ultrapassar “Os Incríveis” (US$ 1,243 bilhão) como a terceira maior arrecadação de um filme de animação em todos os tempos. “Do Jeito Que Elas Querem – O Próximo Capítulo” caiu 57% em sua segunda semana, ficando com US$ 3 milhões em 4º lugar – e um total doméstico de US$ 13,1 milhões -, enquanto “A Morte do Demônio – A Ascensão” completou o Top 5 com US$ 2,4 milhões em seu quinto fim de semana em cartaz. O terror da Warner Bros. atingiu US$ 141,5 milhões globalmente. Confira abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do fim de semana nos cinemas dos EUA. 1 | VELOZES E FURIOSOS 10 | 2 | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 3 | 3 | SUPER MARIO BROS – O FILME | 4 | DO JEITO QUE ELAS QUEREM – O PRÓXIMO CAPÍTULO | 5 | A MORTE DO DEMÔNIO – A ASCENSÃO |
Five Nights at Freddy’s: Adaptação do game ganha primeiro teaser
A Universal Pictures divulgou os pôsteres primeiro teaser da adaptação do game “Five Nights at Freddy’s”. Na prévia, o ator Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) aparece apavorado com os aterrorizantes animatrônicos em uma sequência de cenas que mistura alegorias infantis e assombrações. A trama segue um segurança, interpretado por Hutcherson, que arranja emprego em uma pizzaria local com estilo de buffet infantil. Na ronda noturna, ele descobre que os bonecos eletrônicos ganham vida e ele precisa lutar para sobreviver. Além de Hutcherson, o elenco inclui Elizabeth Lail (“Você”), Piper Rubio (“Holly & Ivy”), Kat Conner Sterling (“A Semana da Minha Vida”), Mary Stuart Masterson (“Benny & Joon – Corações em Conflito”) e Matthew Lillard (“Scooby-Doo”). “Five Nights at Freddy’s” é uma franquia de videogame criada por Scott Cawthon e lançada em 2014. Rapidamente, ela conquistou uma enorme base de fãs pelo mundo. Nos games, os jogadores são desafiados a sobreviver ao ataque de personagens animatrônicos hostis em um restaurante assombrado chamado Freddy Fazbear’s Pizza, utilizando câmeras de segurança, luzes e portas para investigar a área. A produção contará com designs e efeitos especiais da empresa de Jim Henson, responsável pelos Muppets, que promete deixar os bonecos animatrônicos bastante realistas. A direção do longa é da experiente diretora de terror Emma Tammi (“Terra Assombrada”). O longa estreia em 27 de outubro nos Estados Unidos, simultaneamente nos cinemas e na plataforma Peacock. Mas ainda não há data para o lançamento no Brasil.
Vin Diesel se empolga com música de Ludmilla para “Velozes e Furiosos 10”
O longa “Velozes e Furiosos 10” chegou aos cinemas brasileiros nesta semana e trouxe de volta os personagens queridos da franquia protagonizada por Vin Diesel. Além dos rostos conhecidos, o longa também conta com participações especiais, incluindo a cantora Ludmilla, que também contribuiu para a trilha sonora com a música “Vai Sentando”. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, a artista mostrou um momento de interação nos bastidores com Diesel, onde o ator reage à nova música a até tenta dançar. No registro, Ludmilla provocou perguntando a Diesel se ele estava preparado para ouvir. Já na primeira reação o ator se animou e elogiou: “That’s fire!” (em tradução livre: “Isso é quente”). No mês de abril, Ludmilla revelou sua participação no elenco de “Velozes e Furiosos 10”, que deve ser o penúltimo filme da franquia. A participação da cantora é pequena, foi gravada separadamente e inserida de forma digital. Ela aparece no meio dos carros, dando a largada para uma corrida eletrizante, ao lado de Vin Diesel e outros membros da equipe. Na semana passada, ela marcou presença na pré-estreia do filme no Rio de Janeiro e afirmou durante uma entrevista que foi convidada pessoalmente por Vin Diesel para integrar o longa. “Quando ele terminou de filmar, veio falar comigo: ‘Não acredito que você está aqui! Fui eu que te escolhi’. Ele me conhece, foi ele quem me convidou para fazer o filme e a música. Ele está à frente dessa ‘parada'”, revelou. A faixa “Vai Sentando”, é uma parceria da cantora com o DJ Skrillex, junto a King Doudou & DUKI. “Velozes e Furiosos” chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (18/5) e segue em cartaz. @ludmilla Parece que o Vin Diesel curtiu “Vai Sentando” 😅 ♬ Vai Sentando – TikTok Snippet – Ludmilla & King Doudou CHEGUEEEEEI! 🔥 A mãe tá enjoada no Velozes & Furiosos! #FastX pic.twitter.com/Fk5BUr4s5V — LUDMILLA (@Ludmilla) May 12, 2023
Tarantino anuncia morte de Rick Dalton, de “Era uma vez em… Hollywood”
O cineasta Quentin Tarantino anunciou, na sexta-feira (19/5), que Rick Dalton, ator fictício interpretado por Leonardo DiCaprio em “Era uma Vez em… Hollywood” (2019), morreu aos 90 anos de idade. O anúncio foi feito pelo Twitter de seu podcast “The Video Archives”, que ele apresenta ao lado de Roger Avary, co-roteirista de “Pulp Fiction” (1994). Em uma thread, o diretor mencionou o falecimento do personagem e anunciou que o episódio da próxima terça-feira (23/5) do podcast será em formato de memorial, relembrando os melhores papéis de Rick. No podcast, Tarantino e Avary falam sobre filmes clássicos em VHS e indicam os seus favoritos. Os episódios costumam ir ao ar de duas em duas semanas, porém, dessa vez, a agenda foi adiantada para que ele pudesse dar a notícia “de última hora”. Na publicação, Quentin revela que Rick morreu pacificamente em sua casa no Havaí, deixando sua esposa italiana Francesca, com quem era casado desde o final dos anos 1960. Porém, a morte de Dalton não é tão inesperada quanto parece. Em 2021, ele revelou ao podcaster Jeff Goldsmith que já tinha uma biografia pronta para o personagem. “Eu escrevi o livro ‘Os Filmes de Rick Dalton'”, ele disse. “Está escrito como se Rick fosse real. Sabe, eles têm ‘Os Filmes de Charles Bronson’ e ‘Os Filmes de Anthony Quinn’, bem, é feito assim, com sinopses e algumas citações críticas da época, e o livro percorre todos os filmes que Rick fez, culminando no fim de sua carreira em 1988, se não me engano, e todos os seus programas de televisão episódicos”, explicou. Naquela entrevista, Tarantino mencionou um filme fictício chamado “The Fireman” (em português, “O Bombeiro”), estrelado por Dalton e pelo dublê Cliff Booth, vivido por Brad Pitt. O longa era ambientado uma década após os eventos de “Era uma Vez em Hollywood”. “O personagem principal esteve na Guerra do Vietnã e tornou-se um policial”, disse Tarantino. “E então ele começa a testemunhar esse grupo inteiro de policiais corruptos que estão matando esses caras, completamente corruptos, e acabam matando seu parceiro, interpretado pelo jovem e talentoso Sam Jackson. Então Rick mira nesses policiais corruptos, se veste de bombeiro munido de sua lança-chamas e carboniza-os completamente.” “Era uma Vez em… Hollywood” é ambientado na cidade de Los Angeles em 1969. Rick Dalton é um ator que, juntamente com seu dublê, batalha para permanecer relevante em Hollywood. Para isso, ele dá um jeito de conhecer pessoas influentes da indústria cinematográfica. Circunstâncias inusitadas fazem com que ele e Clint cruzem com os seguidores do psicopata Charles Manson, mudando o destino da atriz Sharon Tate, que na época estava grávida do diretor Roman Polanski (“O Bebê de Rosemary”) Em 2020, o longa conquistou dezenas de prêmios no Oscar, Globo de Ouro, Critic’s Choice Award, BAFTA do Cinema e diversos outros. Trata-se do 9º e supostamente penúltimo filme de Tarantino, que anunciou que encerrará sua carreira após o décimo longa – e talvez por isso postergue tanto a produção de um novo filme. We are saddened by the news of the passing of actor Rick Dalton, best known for his roles in the hit TV series Bounty Law and The Fireman trilogy. Rick passed away peacefully in his home in Hawaii and is survived by his wife Francesca. RIP Rick Dalton 1933-2023 pic.twitter.com/j51sNEh7AP — The Video Archives Podcast (@VideoArchives) May 19, 2023
Novo filme de Kleber Mendonça Filho é aplaudido de pé em Cannes
O diretor Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) foi aplaudido de pé no 76º Festival de Cannes após a exibição de seu novo filme, o documentário “Retratos Fantasmas”, que foi exibido na sexta-feira (19/5). A première mundial da produção do cineasta pernambucano ocorreu em Sessão Especial da Seleção Oficial, fora do circuito de competição. O documentário é a quarta obra do cineasta a ser exibida em Cannes. “Retratos Fantasmas” mostra a história do centro de Recife desde o século 20 por meio de suas salas de cinema. A inspiração parte das memórias de Kleber, que se mudou na adolescência para o bairro de Setúbal. Dividida em três atos, a obra traz na segunda parte a observação do diretor sobre como os cinemas já fizeram parte da vida das pessoas e da cultura das cidades. Em tom de crônica, a narração de Mendonça Filho tem um aspecto pessoal que aborda a relação dos espectadores com os cinemas. O longa ainda traz uma reflexão sobre como os letreiros dos filmes eram verdadeiros marcos de suas épocas. Durante a sessão francesa, o diretor fez questão de homenagear a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, que estava presente no evento. “Ela é a responsável pela política audiovisual do Ministério da Cultura. Pensamos que deveríamos dar esta informação por que isso é bom e é normal ter alguém do governo nos apoiando e basicamente dizendo ‘o que vocês estão fazendo é bom’. A gente não teve isso por sete anos. Então, muito obrigado!”, afirmou Mendonça Filho. Thierry Frémaux, diretor geral do Festival, fez um paralelo com Martin Scorsese (“O Irlandês”) e Bertrand Tavernier (“O Palácio Francês”) ao apresentar “Retratos Fantasmas”. “O filme visita a história do Brasil e da cidade de Recife. Como Martin Scorsese filmou Nova York, como Bertrand Tavernier filmou Lyon, em sua forma de introspecção pessoal de juventude, que ultrapassa o pessoal para se tornar universal. É um filme magnífico que eu penso que vai inspirar muitos cineastas”, exaltou. O festival francês teve início na terça-feira (16/5) e vai até o dia 27 de maio. “Retratos Fantasmas” estreia nos cinemas brasileiros no segundo semestre, ainda sem data exata definida.
Mads Mikkelsen vai estrelar sequência de “Polar”
O ator Mads Mikkelsen (do vindouro “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”) irá retornar ao papel de Duncan Vizla no thriller de ação e espionagem “The Black Kaiser”, sequência de “Polar” (2019). O longa original é uma adaptação da graphic novel do artista espanhol Victor Santos, publicada pela editora Dark Horse. A trama acompanha Vizla, o maior assassino do mundo, que resolve se aposentar. Porém, seu ex-empregador contrata jovens assassinos rivais, muito mais ágeis e em forma, para matá-lo – o que leva a confrontos. Além de Mikkelsen, a atriz Vanessa Hudgens (“A Princesa e a Plebeia”) também estará de volta em seu papel do primeiro filme, assim como os produtores Jeremy Bolt (“Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City”) e Robert Kilzer (“Resident Evil: A Série”). O roteirista Jayson Rothwell (“Natal Sangrento”) também retornará e desta vez dividirá a função com o próprio Mikkelsen. Já o diretor Jonas Akerlund (“Mayhem – Senhores do Caos”) foi substituído por Derrick Borte (“Fúria Incontrolável”). Ainda não há detalhes sobre o enredo da sequência, mas há a possibilidade de que a história siga os mesmos padrões do primeiro filme. Bolt afirmou à imprensa que está com grandes expectativas. “Estamos muito animados por trabalhar com o brilhante Mads Mikkelsen e o visionário Jonas Akerlund no que será uma jornada explosiva, cheia de ação, engraçada, inesperada e pouco insana e emocional”, comentou. Embora “Polar” tenha sido produzida pela Netflix, “The Black Kaiser” entrará no mercado de Cannes e pode acabar não indo para a plataforma. A produção do filme está sendo disputada por outras companhias. Isso porque a obra ficou mais de duas semanas como o mais popular do iMDB e foi assistido por mais de 130 milhões de assinantes da Netflix. Porém, a adaptação da Netflix foi detonada pela crítica e conquistou apenas 18% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os críticos chegaram a afirmar que “um thriller de ação estrelando Mads Mikkelsen como o assassino mais perigoso do mundo deveria ser incrivelmente interessante, mas ‘Polar’ prova que é possível estragar qualquer coisa se você tentar”. As filmagens estão programadas para ocorrer no outono americano. Ainda não há previsão de estreia.












