“Barbie” bate novos recordes e vira maior bilheteria da Warner no Brasil
O filme “Barbie”, protagonizado por Margot Robbie, continua a fazer história nas bilheterias brasileiras. Em apenas dois fins de semana em cartaz, a produção já arrecadou R$ 160 milhões, tornando-se a maior bilheteria de todos os tempos da Warner Bros. no Brasil. “Barbie” ultrapassou “Coringa” (R$ 156 milhões), o antigo detentor da marca pela Warner, em tempo recorde. E com isso também se tornou a 8ª maior bilheteria da história no país – entre os lançamentos de todos os estúdios. A produção, que estreou no dia 20 de julho, arrecadou mais R$ 37 milhões entre quinta-feira (27) e domingo (30), mantendo a liderança das bilheterias brasileiras em sua segunda semana em cartaz. A bilheteria mundial do filme também impressiona, com um total de US$ 774,5 milhões, colocando “Barbie” como a 4ª maior bilheteria global de 2023, após apenas dez dias de exibição. Outros destaques da bilheteria brasileira Seguindo “Barbie” na lista das maiores bilheterias, “Oppenheimer”, dirigido por Christopher Nolan, que também está em seu segundo fim semana em cartaz, arrecadou mais R$ 12 milhões, totalizando R$ 32 milhões no Brasil e US$ 400 milhões globalmente. A surpresa da semana ficou por conta de “Elementos”, animação da Disney/Pixar, que registrou R$ 4,56 milhões, ultrapassando “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1”, que arrecadou R$ 3,74 milhões. “Elementos” acumula R$ 69,12 milhões no Brasil e US$ 395 milhões globalmente. A lista dos cinco filmes mais assistidos no Brasil se completa com “Mansão Mal-Assombrada”, comédia da Disney que estreou na semana passada e faturou R$ 1,32 milhão, totalizando R$ 1,32 milhão no Brasil e US$ 33,3 milhões no mundo. Trailers Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | ELEMENTOS 4 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1 5 | MANSÃO MAL-ASSOMBRADA
Franquia “Pequenos Espiões” volta com novo elenco e trailer
A Netflix divulgou o trailer de “Pequenos Espiões: Apocalipse”, novo filme da franquia do cineasta Robert Rodriguez. A trama é um reboot, em que Gina Rodriguez (“Jane, a Virgem”) e Zachary Levi (“Shazam!”) vivem espiões transformados em reféns, cabendo a seus filhos pequenos a missão de salvá-los do perigo. Roteiro, direção e produção estão novamente a cargo de Rodriguez, que lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” em 2003. Ele ainda retomou a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já crescidas. Desta vez, porém, a trama é um reboot completo, que abandona o elenco original formado por Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, além de Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Os quatro atores apareceram ao longo de toda a franquia até então. O novo elenco traz Connor Esterson (“Chad”) e Everly Carganilla (“Depois da Festa”) como os jovens agentes e ainda conta com D.J. Cotrona (“Shazam!”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Fabiola Andújar (“Walker”). A estreia está marcada para 22 de setembro.
Paul Reubens, ator conhecido por Pee-wee Herman, morre aos 70 anos
O ator Paul Reubens morreu no último domingo (30/7) aos 70 anos de idade. Conhecido por seu personagem infantil Pee-wee Herman, o ator enfrentava em segredo um diagnóstico de câncer há seis anos. Em nota publicada nesta segunda-feira (31/7), a assessoria do comediante lamentou a despedida de Reubens. “Ontem à noite nos despedimos de Paul Reubens, um icônico ator, comediante, escritor e produtor americano cujo amado personagem Pee-wee Herman encantou gerações de crianças e adultos com a sua positividade, capricho e crença na importância da bondade”, escreveu. “Paul lutou corajosamente e privadamente contra o câncer durante anos com a sua tenacidade e sagacidade. Um talento prolífico, viverá para sempre no panteão da comédia e nos nossos corações como um amigo precioso e homem de caráter notável e generosidade de espírito.” A publicação também adicionou um texto escrito por Paul, onde ele pedia perdão por ter ocultado seu estado de saúde. “Por favor, aceite minhas desculpas por não tornar público o que tenho enfrentado nos últimos seis anos. Sempre senti muito amor e respeito de meus amigos, fãs e apoiadores. Eu amei muito todos vocês e gostei de fazer arte para vocês”, finalizou. Começo da carreira Paul Reubens nasceu em uma família judia em Peekskill, no interior de Nova York, nos Estados Unidos, e desde criança quis trabalhar como ator. Ele estudou teatro da Universidade de Boston e se mudou para Los Angeles para estudar atuação no California Institute of the Arts. Sau carreira começou nos anos 1970 com apresentações em clubes de comédia, juntando-se à trupe de improviso The Groudlings. Já nesta época se tornou uma figura querida entre as crianças por seu humor leve e entre adultos por sua sagacidade anárquica. Em 1980, o comediante teve um pequeno papel como garçom em “Os Irmãos Cara de Pau” (The Blues Brothers) e também apareceu na comédia “Loucuras em Plena Madrugada”, iniciando sua carreira nas telas. O sucesso com Pee-wee Herman A vida de Reubens virou do avesso já no ano seguinte, quando virou a estrela do programa infantil “Pee-wee Herman Show”. O sucesso foi tanto que, durante um bom período, o ator se tornou o personagem, batizado com o nome de uma marca de gaitas, em tempo integral, fazendo participações em séries, desenhos animados e até filmes como Pee-wee. O auge veio com o lançamento de seu primeiro filme como protagonista, que também foi o primeiro longa de Pee-wee em 1985: “As Grandes Aventuras de Pee-wee”, dirigido por ninguém menos que Tim Burton (“Wandinha”) em sua estreia no cinema. Em 1986, Reuben ganhou um novo programa infantil, “Pee-wee’s Playhouse”, que tinha maior apelo comercial e ganhou 22 prêmios Emmy. Também viveu Pee-wee no filme “De Volta à Praia” (1987) e na continuação de seu sucesso, “Pee-Wee: Meu Filme Circense” (1988). Até que tudo desmoronou de forma abrupta. O escândalo Em junho de 1991, Reuben foi preso por atentado ao pudor num teatro adulto de Sarasota, na Flórida, ao tentar se masturbar. O escândalo levou ao cancelamento de seu programa e de todo o merchan do personagem, e quase acabou com a carreira do ator. Embora a maior parte da indústria do entretenimento tenha lhe virado as costas, Reuben contou com a ajuda de Tim Burton para reaparecer nas telas após o escândalo, num pequeno papel como o pai do Pinguim (Danny DeVito) em “Batman: O Retorno” (1992) e como dublador da animação “O Estranho Mundo de Jack” (1993). Depois disso, ele conseguiu algumas figurações em filmes infantis, incluindo os sucessos “Matilda” (1996) e “Dr. Doolitle” (1998), até ganhar maior destaque na comédia “Heróis Muito Loucos” (1999). A partir daí, porém, começou a se afastar de sua imagem infantil. Fez o drama policial “Profissão de Risco” (2001), estrelado por Johnny Depp e Penélope Cruz, como um cabeleireiro traficante. E foi ainda mais longe em “A Vida Durante a Guerra” (2009), vivendo um suicida transformado em assombração depressiva. A volta de Pee-wee Apesar da guinada na carreira, ele nunca esqueceu Pee-wee. Duas décadas depois do escândalo, Reubens decidiu retomar o personagem em uma série de vídeos, novas participações especiais e em seu terceiro filme, “The Pee-Wee Herman Show on Broadway” (2011), desta vez feito para a HBO. Cinco anos depois, ainda fez mais um longa, “Pee-wee’s Big Holiday” (2016). Lançado na Netflix, marcou a despedida do personagem e o último filme do ator. Após reabilitar Pee-wee, Reubens se dedicou à dublagens de animações e participações recorrentes em séries, com destaque para “Lista Negra” (The Blacklist) e diversas produções relacionadas aos quadrinhos da DC Comics, como “Gotham” e “Legends of Tomorrow”. Seu último trabalho foi dublagem no desenho “O Show de Tom & Jerry”, em 2021. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pee-wee Herman (@peeweeherman)
“Barbie” ultrapassa US$ 770 milhões e se aproxima do clube do bilhão
“Barbie” continua a surpreender nas bilheterias, faturando US$ 774,5 milhões mundiais com apenas 10 dias de exibição. O filme está a caminho de atingir a marca de US$ 1 bilhão, o que o tornaria apenas o segundo filme de 2023 a entrar para o clube do bilhão de dólares, após “The Super Mario Bros. Movie”, que arrecadou US$ 1,34 bilhão em todo o mundo. O desempenho é impressionante e segue batendo recordes. Só no fim de semana foram US$ 93 milhões na América do Norte. Este resultado representa um dos melhores segundos finais de semana de todos os tempos nos EUA e Canadá, e o melhor segundo final de semana da História da Warner Bros. Contrariando as previsões de que desapareceria rapidamente após sua estreia histórica no final de semana de 21 a 23 de julho, “Barbie” teve uma queda de somente 43% e já acumula um total doméstico de US$ 351,4 milhões. O filme dirigido por Greta Gerwig também continua a fazer sucesso no exterior, com uma queda de apenas 32,2%. No mercado internacional, rendeu US$ 122,2 milhões neste final de semana e um total de US$ 423,1 milhões. Tudo somado, são US$ 774,5 milhões mundiais, garantido que a promessa da atriz Margot Robbie seja cumprida. Ela garantiu para a Warner Bros. que o filme faria US$ 1 bilhão, o que pode acontecer já no próximo fim de semana. “Oppenheimer” também se destaca “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, também está se saindo bem nas bilheterias. O drama biográfico de três horas arrecadou estimados US$ 46,2 milhões neste final de semana, uma queda de apenas 44% em relação ao final de semana anterior. O filme terminou o final de semana com uma arrecadação global estimada de US$ 400,4 milhões, incluindo US$ 174,6 milhões domésticos e US$ 226,3 milhões no exterior. Com um orçamento estimado de US$ 100 milhões, “Oppenheimer” já está dando lucro para a Universal – também com 10 dias de exibição – e deve chegar a meio bilhão em breve. Bilheteria mal-assombrada Por outro lado, o filme “Mansão Mal-Assombrada” teve uma estreia modesta, arrecadando US$ 24,2 milhões em 3º lugar. Este resultado representa uma das menores estreias entre as reimaginações de atrações de parques temáticos ou filmes animados clássicos da Disney. No exterior, “Mansão Mal-Assombrada” arrecadou US$ 9,1 milhões em 53 territórios para um total global de US$ 33,3 milhões. Com isso, a Disney segue acumulando fracassos no cinema em 2023. O thriller independente “Sound of Freedom” ficou em 4º lugar do ranking. No seu quarto final de semana de exibição, o longa arrecadou mais US$ 13,6 milhões, elevando sua soma doméstica para impressionantes US$ 150 milhões. A polêmica produção sobre tráfico de crianças e ideologia ultradireitista superou as expectativas e já arrecadou mais do que grandes produções como “Velozes e Furiosos 10”, “Elementos” e “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” nos EUA. Finalizando o Top 5, “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” arrecadou US$ 10,7 milhões em seu terceiro final de semana, elevando seu total doméstico para US$ 139 milhões. Apesar das críticas positivas, o filme de ação estrelado por Tom Cruise enfrenta dificuldades para se destacar diante do fenômeno “Barbenheimer” e terá que lutar para recuperar seu investimento durante a exibição nos cinemas. No entanto, tem se saído melhor no mercado internacional, onde já arrecadou US$ 309,4 milhões, totalizando globalmente US$ 448 milhões. Terror supera expectativas A semana também trouxe uma surpresa abaixo do Top 5. O terror “Fale Comigo”, da A24, superou as projeções de bilheteria, arrecadando mais de US$ 10 milhões em 2.340 salas de cinema em seu final de semana de estreia. O filme, dirigido pelos irmãos australianos Danny e Michael Philippou, ficou em 6º lugar nas bilheterias domésticas. Este é o maior final de semana de estreia da produtora A24 desde “Hereditário”, de Ari Aster, em 2018, que arrecadou US$ 13,6 milhões em 2.900 salas de cinema. É relativamente raro para filmes independentes ultrapassarem a marca de US$ 10 milhões em um final de semana, especialmente no período pós-pandemia, marcando outro sucesso para a produtora, que neste ano venceu o Oscar de Melhor Filme com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”. “Fale Comigo” conta a história de um grupo de amigos que brincam com uma mão embalsamada, resultando em consequências nefastas. A estreia no Brasil está marcada para 17 de agosto. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MANSÃO MAL-ASSOMBRADA 4 | SOUND OF FREEDOM 5 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1
Trailer de “Jogos Mortais X” coloca golpistas nas armadilhas da franquia
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer nacionais de “Jogos Mortais X”, o décimo filme da franquia de terror inaugurada em 2004. O longa marca o retorno de John Kramer/Jigsaw, interpretado por Tobin Bell, o infame serial killer dos primeiros títulos, que morreu em “Jogos Mortais III”. E embora várias continuações sugerissem que ele teria escapado da morte, o vilão continua morto. Seu retorno ao cinema se deve a “Jogos Mortais X” ser uma espécie de prólogo, passado entre o primeiro e o segundo filmes. Na trama, um doente e desesperado John viaja para o México em busca de um procedimento médico experimental e arriscado, na esperança de uma cura milagrosa para seu câncer terminal. No entanto, ele descobre que toda a operação é uma fraude destinada a enganar os mais vulneráveis. Enfurecido, o famoso serial killer retorna ao seu trabalho, virando o jogo contra os golpistas de sua maneira característica, através de armadilhas engenhosas, violentas e perturbadoras, com o objetivo de fazer os criminosos se torturarem para evitar a morte. “Todos vocês fingiram me curar. Mas o que planejei para cada um de vocês é muito real”, ele avisa, em tom ameaçador. Além de Tobin Bell, a atriz Shawnee Smith, que interpreta Amanda Young, a sucessora de Jigsaw, também está de volta na produção, que completa seu elenco com Synnøve Macody Lund (“Ragnarok”), Steven Brand (“Vikings: Valhalla”), Michael Beach (“Dahmer: Um Canibal Americano”), Renata Vaca (“Pisando Fundo”), Paulette Hernandez (“A Vingança das Juanas”), Octavio Hinojosa (“Por la Máscara”) e Joshua Okamoto (“Control Z”). A direção é de Kevin Greutert, que também volta à franquia após editar os cinco primeiros longas e dirigir “Jogos Mortais 6” (2009) e “Jogos Mortais: O Final” (2010). Criada pelo roteirista Leigh Whannell (“O Homem Invisível”) e pelo diretor James Wan (“Aquaman”) em 2004, a franquia “Jogos Mortais” já rendeu mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. O filme mais recente foi “Espiral – O Legado de Jogos Mortais”, estrelado por Chris Rock e Samuel L. Jackson, lançado em 2021. A estreia de “Jogos Mortais X” vai acontecer em 28 de setembro no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA.
Greves causam adiamentos de “Aranhaverso 3” e “Kraven, o Caçador”
A Sony Pictures anunciou alterações significativas em seu calendário de lançamentos devido às greves dos sindicatos de atores e roteiristas em Hollywood. Dentre as mudanças, a animação “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” foi retirada da programação de lançamentos, enquanto “Kraven, o Caçador” foi adiado para 30 de agosto de 2024. As greves estão afetando o dia a dia de Hollywood, especialmente a do Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA), que dificulta até o lançamento de filmes, devido à ausência dos atores no trabalho de divulgação. O adiamento de “Kraven”, já filmado, foi considerado inevitável, uma vez que o protagonista Aaron Taylor-Johnson precisaria participar de uma turnê mundial de imprensa para promover o lançamento do filme. Já a saída de “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” do calendário reflete o impacto da greve nos trabalhos de dublagem do filme. A animação estava programada para ser lançada em 29 de março de 2024, mas devido às ordens de paralisação do trabalho do sindicato, o elenco de voz não pode concluir as gravações dos diálogos a tempo para a estreia marcada, disse uma fonte da Sony à revista Variety. Uma nova data deve ser anunciada nas próximas semanas. Outras mudanças no calendário Além de “Aranhaverso 3” e “Kraven, o Caçador”, a Sony também anunciou outras mudanças em seu calendário de lançamentos. O filme de corridas baseado no game “Gran Turismo”, sofreu um leve adiamento. Programado para 11 de agosto nos EUA, agora será lançado em 25 de agosto, com pré-estreias em seu fim de semana original e no seguinte, de 18 de agosto. “As estrelas não podem promover o filme, mas o público pode”, disse um porta-voz da Sony sobre a alteração, indicando aposta no boca-a-boca gerado pelas pré-estreias. Já sequência de “Ghostbusters: Mais Além”, trocou o Natal de 2023 pela Páscoa do ano que vem, indo para 29 de março de 2024 nos EUA. A Sony também anunciou as datas oficiais de “Bad Boys 4” e “Venom 3”. “Bad Boys 4” será lançado em 14 de junho de 2024 nos EUA, enquanto “Venom 3” chega um mês depois, em 12 de julho de 2024.
Margot Robbie prometeu que “Barbie” arrecadaria US$ 1 bilhão nas bilheterias
A atriz Margot Robbie, que além de estrelar também produziu “Barbie”, fez uma promessa ousada durante as reuniões de apresentação do projeto para conseguir fazer a Warner Bros. aprovar o filme. Ela prometeu que a produção arrecadaria US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. Para que isso acontecesse, era crucial garantir a contratação da diretora e roteirista Greta Gerwig, conforme Robbie enfatizou aos executivos. Em entrevista ao Collider, Robbie compartilhou detalhes sobre a reunião de aprovação do projeto, onde argumentou que os estúdios sempre prosperaram quando tiveram a coragem de combinar uma grande ideia com um diretor visionário. A atriz citou uma série de exemplos de sucesso, como “dinossauros e Steven Spielberg”, e concluiu sua lista com “agora vocês têm Barbie e Greta Gerwig”. A aposta na Barbie “E acho que disse a eles que essa combinação renderia US$ 1 bilhão, o que talvez eu tenha exagerado, mas tínhamos um filme para fazer, ok?”, acrescentou. O detalhe é que talvez ela tenha acertado sua previsão. Em apenas uma semana de exibição, o filme já fez quase US$ 500 milhões mundiais – mais precisamente, US$ 495,6 milhões. A contratação de Gerwig para dirigir e co-escrever “Barbie” provou ser uma decisão acertada, já que a cineasta de “Adoráveis Mulheres” foi responsável por conduzir a trama para um caminho inesperado, que encantou público e crítica. “Barbie” se tornou a maior estreia de um filme dirigido por uma mulher em todos os tempos, e também marcou 90% de aprovação no agregador de críticas do Rotten Tomatoes.
Deborah Secco viverá caminhoneira lésbica em novo filme
A atriz Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”) assumirá o papel de uma caminhoneira que se envolve romanticamente com uma prostituta num novo filme. Segundo o jornal O Globo, a trama será filmada entre Palmas e Porto Velho, e gira em torno das personagens que, após matar um cafetão, fogem juntas. O projeto, produzido pela O2, está previsto para o próximo ano. Uma história de amor e fuga A personagem de Deborah, chamada Maura, inicia sua jornada quando faz uma parada em um bar que também funciona como prostíbulo. Ao retornar ao seu veículo, ela encontra uma garota de programa pedindo carona. As duas são abordadas pelo gigolô, que tenta levar a moça à força de volta. No entanto, elas conseguem entrar no caminhão e atropelam o homem, fugindo em seguida. A partir daí, começa a aventura. Enquanto as duas se envolvem e atravessam vários pontos do interior do Brasil, são constantemente perseguidas por criminosos ligados ao homem que mataram. Chegando à fronteira com a Bolívia, elas tomam uma decisão importante sobre o futuro delas. A atriz que interpretará a prostituta ainda não foi escolhida. Direção Ainda sem título, o filme marcará um reencontro do diretor Luís Pinheiro com Deborah Secco, a quem dirigiu na comédia “Mulheres alteradas” (2018). Além de dirigir, Luís Pinheiro também é o autor dos roteiros junto com Carla Meireles. Os dois trabalharam juntos na comédia “Vale Night” e “Manhãs de Setembro”, série do Prime Video estrelada por Liniker. A produtora O2 está atualmente captando recursos para o longa, que, de acordo com O Globo, poderá ser exibido no Globoplay.
10 Filmes: “The Flash” é destaque nas locadoras digitais
A relação de filmes novos para ver em casa destaca a estreia de “The Flash” nas locadoras digitais – um mês antes de chegar na HBO Max. O Top 10 da semana também inclui um longa animado da série “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”, uma comédia sobre brinquedos dos anos 1990, um thriller com Jackie Chan e John Cena, uma sci-fi alemã, um suspense catalão e muitos romances e dramas. Confira abaixo as dicas de lançamentos. THE FLASH | VOD* A nova incursão no multiverso dos super-heróis dividiu a crítica, após ser propagandeada como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado pela Warner Bros, embora o filme dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo terror “It – A Coisa”, faça realmente a despedida do Snyderverso (os heróis da Liga de Justiça de Zack Snyder). O roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapta um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo em que a Liga da Justiça nunca existiu. Para piorar, como Superman nunca chegou a Terra, não há ninguém capaz de impedir a invasão do General Zod (Michael Shannon, repetindo seu papel de “O Homem de Aço”). Assim, cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. Com a ajuda de um Batman mais velho (Michael Keaton, que viveu o herói em filmes de 1989 e 1991), ele consegue encontrar e liberar um kryptoniano para auxiliá-los: Kara, uma nova Supergirl morena, vivida por Sasha Calle (“The Young and the Restless”) – que é a primeira intérprete latina da heroína. A narrativa centrada em viagens no tempo e universos alternativos pode remeter a sucessos como “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, mas a trama sofreu horrores com suas inúmeras refilmagens, que acrescentaram e tiraram personagens, salvaram e mataram heróis, porém deixaram o fan service mais rejeitado de todos os tempos, em que o Flash tem visões de diferentes versões dos personagens da DC – inclusive de filmes que nunca saíram do papel, mas não de sua bem-sucedida versão da TV. O resultado é um filme caríssimo que arrecadou muito pouco, um fracasso retumbante de público e crítica. O que só aumenta a tristeza por seus pontos positivos, em especial a descoberta de Sasha Calle como Supergirl, que, infelizmente, após a fraca bilheteria, não deve ser reaproveitada no futuro da DC planejado pelos novos chefões do estúdio no cinema. Ela é o principal motivo para recomendar a locação. MIRACULOUS: AS AVENTURAS DE LADYBUG – O FILME | NETFLIX O primeiro filme baseado na popular série animada de mesmo nome aborda a origem de Ladybug e Cat Noir, recontando a história da dupla de super-heróis e sua luta para proteger Paris de uma ameaça emergente. Escrito e dirigido pelo criador dos personagens, Jeremy Zag, o desenho segue a trajetória de Marinette, uma adolescente desastrada apaixonada por moda, e Adrien, filho de uma boa família, órfão de mãe e negligenciado pelo pai. Os dois jovens vivem como estudantes comuns durante o dia, mas à noite se transformam em super-heróis sem saberem as identidades secretas um do outro. Sua rivalidade, nascida da competição por bons feitos, precisa ser colocada de lado quando os dois se unem contra o mesmo inimigo, que está enchendo Paris de monstros. Desde seu lançamento em 2015, “Miraculous” se tornou um fenômeno global, com a série atualmente em sua 5ª temporada exibida em mais de 150 países. O sucesso da animação também foi capaz de transcender a TV e invadir o mundo dos jogos, brinquedos, e até mesmo passeios temáticos pelo rio Sena, em Paris. Por trás desse sucesso está a Zagtoon, a produtora francesa de Jeremy Zag, especializada em animações infantis, que conseguiu capturar a atenção da juventude global com a saga de Ladybug e Chat Noir. THE BEANIE BUBBLE | APPLE TV+ A comédia da Apple TV+ explora a fascinante história por trás da febre dos Beanie Babies, bichos de pelúcia que marcaram os anos 1990. A trama gira em torno do inventor dos brinquedos H. Ty Warner (interpretado por um irreconhecível Zach Galifianakis, de “Se Beber Não Case”) e as três mulheres que afirmam ser as verdadeiras mentes por trás dos negócios. Robbie Jones (Elizabeth Banks, de “As Panteras”), uma mecânica de automóveis, começou a empresa com Ty na década de 1980. Na década seguinte, a noiva de Ty, Sheila Harper (Sarah Snook, de “Succession”), afirma que suas filhas jovens inspiraram a ideia e até mesmo projetaram alguns dos animais recheados de pellets de plástico. Finalmente, Maya Kumar (Geraldine Viswanathan, de “Não Vai Dar”), uma estudante de medicina de 17 anos que iniciou como recepcionista na empresa, percebeu como explorar a internet e inventou o site de promoção de produtos que inaugurou o frenesi dos colecionadores no eBay. Junto delas, Ty oscila entre ser carente, encantador, generoso, tóxico e um monstro total. O longa de estreia de Kristin Gore (roteirista de “Futurama”) e Damian Kulash (diretor dos clipes complexos da banda OK Go) traça a ascensão e queda criativa, corporativa e cultural dos Beanie Babies, enquanto examina ricamente seus quatro personagens principais, com todas as informações sobre o negócio de brinquedos que se poderia desejar. PROJETO EXTRAÇÃO | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga junta Jackie Chan (“O Estrangeiro”) e John Cena (“O Esquadrão Suicida”) contra terroristas. A trama gira em torno de uma refinaria de petróleo de propriedade chinesa no Iraque, que sofre ataques contínuos e busca ajuda de um mercenário. Luo Feng (Chan), ex-oficial das forças especiais, lidera a operação com sua equipe para evacuar todos os trabalhadores. No entanto, uma série de eventos leva ao sequestro de um ônibus de evacuação, com o chefe da empresa de petróleo sendo mantido como refém. Enquanto isso, um dos sequestradores, o ex-marine Chris Van Horne (Cena), é convidado a cooperar com Luo Feng contra um inimigo em comum e ajudá-lo a salvar os prisioneiros que ainda estão sendo mantidos reféns na empresa de petróleo. Apesar da trama séria, o filme aproveita o carisma dos protagonistas para gerar cenas de humor, embora a combinação não seja tão boa quanto nas franquias “Hora do Rush” ou “Bater ou Correr”. A direção é de Scott Waugh (“Need for Speed: O Filme”), o roteiro de Arash Amel (“Grace de Mônaco”) e o elenco ainda traz Pilou Asbæk (“Game of Thrones”) como vilão. PARAISO | NETFLIX A produção alemã de ficção científica explora um futuro distópico onde a idade pode ser negociada como uma moeda. Na trama, uma empresa farmacêutica bilionária chamada AEON desenvolveu um método de transferir anos de vida de uma pessoa para outra. Isso permite que indivíduos ricos possam, teoricamente, viver para sempre, enquanto a classe trabalhadora paga o preço, sacrificando décadas de suas vidas em troca de uma grande soma de dinheiro. Os protagonistas são o casal Max (Kostja Ullmann) e Elena (Marlene Tanzcik), que vê seu futuro idílico ser abruptamente interrompido quando Elena é forçada a “pagar” 40 anos de sua vida devido a uma dívida de seguro. A partir desse ponto, eles se arriscam para recuperar os anos perdidos de Elena, enfrentando o sistema. LIGAÇÕES DO PASSADO | VOD* O suspense neo-noir catalão explora a compulsão de recuperar um amor fundamental a todo custo, com um toque de “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock. A trama gira em torno de Violeta (Anna Alarcón, de “Bem-Vindos ao Eden”), uma psicóloga aparentemente bem-sucedida que se vê confrontada com uma revelação perturbadora de uma paciente, Rita (Verónica Echegui, de “Intimidade”). Rita conta que seu marido Jan (Alex Brendemühl, de “Silenciadas”) ainda está obcecado por seu primeiro amor de 20 anos atrás, que é ninguém menos que a própria Violeta, e de maneira ousada tenta convencer a psicóloga a ter um encontro com Jan, supostamente para resolver seus problemas conjugais. Enquanto Violeta lida com a situação, flashbacks revelam o impacto devastador de seu romance juvenil na praia, quando ela era uma jovem selvagem. A narrativa, co-escrita pelo diretor Ventura Durall, apresenta um elemento adicional intrigante: Jan é o fundador de uma empresa de presentes mórbidos que grava e entrega mensagens de vídeo póstumas a parentes e amigos de pessoas que estão morrendo. A trama tem um potencial operístico e exagerado, mas Durall dirige de maneira contida, com muitas cenas filmadas à mão, envolvendo os personagens na atmosfera obsessiva, especialmente Pablo Molinero como o marido de Violeta, que se mostra horrorizado com a situação. A cena de sexo explosiva que se segue ao encontro dos ex-amantes é um dos momentos de maior tensão do filme. FELICIDADE PARA PRINCIPIANTES | NETFLIX A comédia romântica segue Helen, interpretada por Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), que após o divórcio decide se reinventar e acaba se inscrevendo em um curso de sobrevivência na trilha dos Apalaches. Lá, ela reencontra Jake, interpretado por Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Cinza”), um amigo de seu irmão mais novo, e começa a perceber que o jovem tem mais conteúdo que supunha. Pouco a pouco, os dois começam a se aproximar nas longas caminhadas pelo terreno montanhoso. Convite à autodescoberta e à superação de desafios, o romance na natureza é baseado no livro homônimo de Katherine Center, lançado em 2015, e tem roteiro e direção de Vicky Wight (“O Marido Perdido”). QUERIDA ZOE | VOD* Sadie Sink, conhecida por seus papéis marcantes em “Stranger Things” e “A Baleia”, volta a mostrar seu talento no papel de Tess, uma adolescente que luta para lidar com a culpa e o luto após a morte de sua irmã mais nova, Zoe. A trama é conduzida por uma carta que ela escreve para Zoe, na qual expressa seus sentimentos e tenta encontrar um sentido para a tragédia. Adaptado do romance homônimo de Philip Beard, o melodrama explora a dinâmica familiar de Tess, incluindo sua relação com sua mãe (Jessica Capshaw, de “Grey’s Anatomy”), seu pai (Theo Rossi, de “Sons of Anarchy”), sua irmã Em (Vivien Lyra Blair, de “Obi Wan Kenobi”) e um jovem vizinho (o estreante Kweku Collins). Apesar de lidar com temas pesados como luto e culpa, o filme da diretora Gren Wells (“A Estrada Interior”) consegue manter um tom otimista e caloroso. Além disso, a produção rodada em Pittsburgh presta muita atenção aos detalhes locais, o que contribui para a autenticidade da história. DERRAPADA | VOD* O novo filme de Pedro Amorim (“Dissonantes”) é um drama sobre gravidez adolescente, que transporta a trama de “Slam”, livro do inglês Nick Hornby (“Alta Fidelidade”), para cenários e realidade brasileiros. O protagonista é um skatista, filho de mãe solteira, que se envolve com uma poeta de slam e acaba engravidando a jovem – apesar de saber tudo o que a mãe passou na juventude, por engravidar aos 16 anos e precisar criar o filho de um pai irresponsável e ausente. No livro, o skatista acaba despertando para a vida ao conhecer a história de seu ídolo, Tony Hawk. Na versão brasileira, o ídolo é Bob Burnquist. O resto do elenco destaca Matheus Costa (“Desapega!”), Heslaine Vieira (“As Five”) e Nanda Costa (“Monster Hunter”). A CIDADE DOS ABISMOS | VOD* O primeiro longa de Priscyla Bettim e Renato Coelho Glória transforma uma trama criminal em cinema experimental de protesto. Uma mulher trans (Verónica Valenttino), uma jovem da classe média (Carolina Castanha) e um imigrante africano (Guylain Mukendi) testemunham uma morte brutal num bar de São Paulo na véspera do Natal. Indignados com os rumos da investigação, os três se recusam a ceder à injustiça e decidem ir atrás dos algozes. A...
“Deixando Neverland” terá sequência após reabertura de processo contra Michael Jackson
A produtora AMOS Picture Media, do polêmico documentário “Deixando Neverland” (2019), recebeu permissão para fazer uma cobertura no tribunal das novas acusações de abuso sexual contra Michael Jackson (1958-2009). Os casos foram encaminhados para um tribunal da Califórnia na última quarta-feira (26/7). As denúncias surgiram recentemente após relatos de Wade Robson e James Safechuck no documentário, onde acusaram o cantor de abusos infantis nas dependências do Rancho Neverland. Eles pediram reabertura dos processos por indenização envolvendo o espólio do cantor. Acusações contra Michael Jackson Wade Robson e James Safechuck acusaram o cantor de má conduta sexual disfarçada de romance quando eram apenas crianças. Eles não teriam notado a postura abusiva do astro do pop, na época. No processo judicial, a dupla afirma que Jackson teria praticado relações sexuais. Safechuck também diz que Jackson teria simulado um casamento com ele. Robson tenta processar MJJ Productions Ins., a corporação que pertencia ao cantor. Na primeira instância, o tribunal acatou os argumentos dos advogados da empresa, que alegam não ter controle sobre os atos de Jackson. Documentário pró-Michael Jackson Para contestar a história de “Deixando Neverland”, a produtora Takeflight Film Ltda também recebeu permissão para produzir “Trial by Media: The Michael Jackson Story” com base na cobertura dos casos nos tribunais. A obra mostrará os procedimentos legais da continuação da ação envolvendo o artista. “Esta história revela o viés da mídia e o tratamento de seus ‘assuntos’; um olhar intrigante sobre a integridade da mídia ao longo dos anos, e o que mudou no tecido da sociedade para abraçar tais histórias preconceituosas sobre Michael Jackson”, diz o site da produtora. A TakeFlight Film acusa a HBO de não fazer a devida diligência nas reportagens de “Deixando Neverland”. Eles acreditam que o legado deixado por Michael Jackson teria sido prejudicado injustamente pelas acusações. “As alegações foram adotadas e promovidas por representantes da mídia e meios de comunicação quase sem investigações em processos judiciais que desacreditaram severamente as acusações dos dois homens de anos anteriores.” Confira abaixo o trailer de “Deixando Neverland”.
Rachel Zegler detalha mudanças feministas em live-action da Branca de Neve
Rachel Zegler revelou que o live-action da Branca de Neve terá mudanças significativas em relação a trama do desenho original, exibido em 1937. Segundo a atriz, o longa-metragem será mais coerente com o papel das mulheres atuais. Em conversa com a Variety, Rachel esclareceu que as ideias apresentadas na animação clássica da Disney são antiquadas e podem sugerir uma rivalidade feminina. “A realidade é que o desenho animado foi feito há 85 anos”, lembrou ela, que interpreta a princesa principal. “Portanto, é extremamente antiquado quando se trata de ideias de mulheres em papéis de poder e para o que uma mulher serve no mundo. Assim, quando começamos a reimaginar o papel real de Branca de Neve, tornou-se a ‘mais justa de todos’, o que significa quem é a mais justo e quem pode se tornar uma líder fantástica”, explicou. A atriz Gal Gadot, que também participou da conversa, adiantou que a trama terá outras mudanças para além do famoso “Espelho, espelho meu”, já que a princesa será representada de maneira independente. “Ela [Branca de Neve] não vai ser salva pelo príncipe e ela é a proativa, e é ela quem estabelece os termos, é o que torna isso tão relevante para os dias de hoje”, disse a interprete da Rainha Má. “Ela não vai sonhar com o amor verdadeiro”, afirmou Gal, destacando o sonho da Branca de Neve em se tornar a melhor líder. “A líder que seu falecido pai disse que ela poderia ser se fosse destemida, justa, corajosa e verdadeira”, acrescentou Rachel. Live-action A versão live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões” terá direção de Marc Webb (“O Espetacular Homem-Aranha”), além do roteiro assinado por Greta Gerwig (“Barbie”) e Erin Cressida Wilson (“Secretária”). Além de Rachel e Gal, o elenco ainda conta com a participação de Ansu Kabia (“Mundo em Chamas”) e Martin Klebba (“Espelho, Espelho Meu”). O longa-metragem chega aos cinemas em 2024.
Lelia Goldoni, atriz de “Sombras” e “Um Golpe à Italiana”, morre aos 86 anos
A atriz Lelia Goldoni, que brilhou como protagonista em “Sombras” (1958), de John Cassavetes, foi comparsa de Michael Caine em “Um Golpe à Italiana” (1969) e amiga de Ellen Burstyn em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), morreu no sábado numa residência para atores atores em Englewood, Nova Jersey, aos 86 anos. Nascida em Nova York em 1º de outubro de 1936, Goldoni era prima de segundo grau do famoso jogador do New York Yankees, Phil Rizzuto, e começou a carreira de atriz na infância. Seus primeiros papéis em Hollywood foram como figurante em dois clássicos de 1949: o noir “Sangue do Meu Sangue” de Joseph L. Mankiewicz, e o thriller “Resgate de Sangue” de John Huston. Papéis marcantes Aos 19 anos, ela retornou a Nova York, onde estudou em uma oficina de teatro dirigida por John Cassavetes e Burt Lane em Manhattan. Cassavetes então a escalou em seu principal papel, como Lelia, a mulher independente que é negra, mas passa por branca, em sua obra-prima “Sombras” (1959). Ela recebeu uma indicação ao BAFTA como estreante mais promissora do ano por sua atuação. No cultuado thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, ela interpretou a viúva de um criminoso que contrata Michael Caine para o golpe do filme. Já em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), foi uma das pessoas que a personagem-título, vivida por Ellen Burstyn, encontra em sua jornada em busca de uma vida melhor. A amizade entre as duas oferece um retrato de solidariedade feminina e apoio mútuo, elementos centrais na narrativa do drama de Martin Scorsese. Outros títulos importantes de sua filmografia incluem o suspense hollywoodiano “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, o drama “Irmãos de Sangue” (1978), de Robert Mulligan, e o remake de “Invasores de Corpos” (1978), de Philip Kaufman. A partir dos anos 1980, ela passou a se dedicar a trabalhos televisivos, mas voltou ao cinema em 2012 para um último longa-metragem, o terror bem-sucedido “Filha do Mal”. Mais que atuação Além de sua carreira como atriz, Goldoni também dirigiu e produziu o documentário “Genius on the Wrong Coast”, sobre o coreógrafo Lester Horton. Membro vitalício do The Actors Studio, Goldoni também ensinou técnica de atuação e análise de roteiro no The Lee Strasberg Theatre Institute e nas universidades UCLA e Hampshire College, além de ser palestrante em Stanford, CalArts e na Universidade de Massachusetts. Ela foi casada com o ator Ben Carruthers, seu parceiro de tela em “Sombras”, e com o escritor Robert Rudelson.
Nova animação de Hayao Miyazaki vai abrir Festival de Toronto
O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) anunciou que o mais recente filme do mestre da animação japonesa, Hayao Miyazaki, “The Boy and the Heron”, será o filme de abertura do evento. Esta é a primeira vez que um filme animado abrirá o festival, marcando um momento histórico para o TIFF. Cameron Bailey, CEO do TIFF, expressou seu entusiasmo com a escolha, dizendo: “Já aclamado como uma obra-prima no Japão, o novo filme de Hayao Miyazaki começa como uma simples história de perda e amor e se eleva a uma obra impressionante de imaginação. Estou ansioso para que nosso público descubra seus mistérios por si mesmos, mas posso prometer uma experiência singular e transformadora.” Lançamento diferenciado O filme escrito e dirigido por Miyazaki – e produzido pelo Studio Ghibli – conta a história de um menino que encontra uma torre abandonada e entra em um mundo fantástico com uma garça cinza falante. O Studio Ghibli fez a movimentação sem precedentes de lançar o longa de animação desenhado à mão – o primeiro filme de Miyazaki em 10 anos – no Japão sem qualquer promoção ou marketing, incluindo divulgação de trailers, com o objetivo de permitir que o público o descobrisse sem noções preconcebidas. O resultado foi uma abertura recordista no Japão. Histórico de Miyazaki no festival Vários filmes do Studio Ghibli já foram exibidos no TIFF, incluindo “A Tartaruga Vermelha” (2016), “O Conto da Princesa Kaguya” (2013), “Vidas ao Vento” (2013), “Da Colina Kokuriko” (2011), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “Princesa Mononoke” (1997). O TIFF é um ponto de partida tradicional para filmes destinados à corrida do Oscar, e embora um filme animado possa parecer uma escolha incomum para abrir os festival, os filmes de Miyazaki são frequentemente fortes concorrentes na categoria de animação. O cineasta japonês, por sinal, já vendeu o Oscar da categoria em 2003, com “A Viagem de Chihiro”. O Festival de Toronto acontecerá de 7 a 17 de setembro.











