Billy Porter terá que vender sua casa devido à greve em Hollywood
Billy Porter, vencedor do Emmy por “Pose”, revelou em entrevista ao jornal britânico Evening Standard que terá que vender sua casa devido à greve em Hollywood. Segundo o ator, a venda é uma medida de “corte de gastos”, já que vários projetos nos quais ele estava programado para trabalhar, incluindo a cinebiografia de James Baldwin, foram paralisados. “Eu tenho que vender minha casa”, disse Porter. “Estamos em greve e eu não sei quando vamos voltar. A vida de um artista, até você fazer dinheiro suficiente — o que eu ainda não fiz — ainda é aquela de salário em salário. Eu deveria estar em um novo filme e em uma nova série a partir de setembro. Mas nada disso está acontecendo”. Críticas ao CEO da Disney Porter também criticou o CEO da Disney, Bob Iger, por uma entrevista que ele deu em julho, na Conferência Sun Valley, na qual disse que os grevistas dos sindicatos dos roteiristas (WGA) e dos atores (SAG-AFTRA) não estavam sendo “realistas” com suas demandas. “No final dos anos 1950, início dos anos 1960, eles estabeleceram uma maneira de compensar os artistas adequadamente por meio de pagamentos de cheques residuais… Aí o streaming entrou. Não há contrato para isso. E eles não precisam ser transparentes com os números — não são mais as classificações da Nielsen [que importam]. As empresas de streaming são notoriamente opacas com suas cifras de audiência. O negócio evoluiu. Portanto, o contrato precisa evoluir e mudar, ponto. Ouvir Bob Iger dizer que nossas demandas por um salário digno são irreais? Enquanto ele ganha US$ 78.000 por dia?”, seguiu. “Eu não tenho palavras para isso, exceto: vai se f****”, acrescentou. Greve dos roteiristas e atores O WGA, sindicato dos roteiristas, entrou em greve oficialmente no dia 1º de maio, após as negociações iniciais com os estúdios não resultarem em um acordo. O sindicato trouxe várias reivindicações para a mesa, como mudanças no cálculo de pagamentos residuais (que roteiristas recebem pela exibição contínua de suas obras na TV e no streaming), regulamentação para a estrutura das salas de roteiristas televisivas, e proteções contra o uso de inteligência artificial na produção de filmes e séries. Em 14 de julho, o sindicato dos atores de Hollywood (SAG-AFTRA) se juntou ao WGA na greve, praticamente com as mesmas exigências. Como resultado, a grande maioria das produções filmadas nos EUA foram paralisadas, as divulgações com atores canceladas e datas de estreia de alguns filmes precisaram ser alteradas – incluindo “Homem-Aranha no Aranhaverso 3” e “Kraven, o Caçador”.
Não Tem Volta: Comédia com Manu Gavassi ganha pôster e data de estreia
A comédia de ação brasileira “Não Tem Volta”, protagonizada por Manu Gavassi (“Maldivas”) e Rafael Infante (“Vai que Cola”), ganhou seu primeiro pôster e data de estreia nos cinemas – marcada para o dia 23 de novembro. O filme, dirigido por César Rodrigues e com roteiro original de Fernando Ceylão, é uma produção da Conspiração, com coprodução da Star e apoio da RioFilme. Trama inusitada A trama do filme acompanha Henrique, interpretado por Rafael Infante, que, incapaz de superar a separação de Gabriela, personagem de Manu, decide contratar uma empresa de assassinos de aluguel para acabar com sua própria vida. No entanto, após reencontrar Gabriela e reatar a relação, Henrique se vê em uma situação complicada, pois o contrato com os assassinos não pode ser cancelado. A partir daí, ele se envolve em uma série de situações tensas e mirabolantes para tentar salvar a própria vida e ficar com a mulher que ama, mesmo sabendo que, por contrato, sua decisão de contratar os assassinos não tem volta. Cinéfilos devem lembrar de premissa similar na comédia clássica francesa “Fabulosas Aventuras de um Playboy”, estrelada por Jean Paul Belmondo em 1965. Elenco conta com nomes conhecidos da TV brasileira Além de Gavassi e Infante, o elenco do filme conta com participações especiais de Diogo Vilela, Betty Gofman e Roberto Bomtempo. A produção é de Leonardo M Barros e Eliana Soárez, com produção executiva de Juliana Capelini e Renata Brandão.
Ellen Burstyn e Linda Blair prestam homenagens ao diretor de “O Exorcista”
As atrizes Ellen Burstyn e Linda Blair, protagonistas do clássico de terror “O Exorcista” (1973), prestaram homenagens ao diretor do filme, William Friedkin, que faleceu na segunda-feira (7/8) aos 87 anos. Ellen Burstyn recorda Friedkin Em comunicado oficial à imprensa, Burstyn comentou: “Meu amigo Bill era um homem original, inteligente, culto, destemido e selvagemente talentoso. No set, ele sabia o que queria, fazia o que fosse preciso para conseguir, mas também sabia quando deixar sua ideia original para trás porque algo ainda melhor estava acontecendo. Ele era, sem dúvida, um gênio.” Linda Blair homenageia diretor Linda Blair, por sua vez, utilizou o Instagram para compartilhar fotos ao lado de Friedkin ao longo dos anos e escreveu um longo tributo ao diretor. “Como posso colocar em palavras a minha apreciação pela pessoa que mudou a minha vida para sempre, assim como mudou o mundo?”, questionou a atriz. Blair descreveu Friedkin como um talento transformador, um homem que pensava fora da caixa, um gênio com uma personalidade incrivelmente ousada, capaz de criar imagens que eletrizavam seus colegas e seu público na mesma medida. “Durante toda a sua carreira, ele se manteve à frente do seu tempo”, afirmou. A experiência de Blair em “O Exorcista” A atriz recordou a experiência de trabalhar com Friedkin em “O Exorcista” quando tinha apenas 13 anos. “A direção dele era exigente, comprometida, estritamente ética. Nas filmagens, ele sempre buscava me provocar intelectualmente, e inovou imensamente com os efeitos especiais que tornaram aquela atuação chocante e inesquecível”, disse Blair. A atriz também destacou a proteção que Friedkin lhe ofereceu após o lançamento do filme, quando a fama ameaçou engoli-la. “Ele era meu diretor, meu amigo e meu protetor. Foi uma honra conhecê-lo, e estou profundamente triste neste momento. Ele mudou a minha vida para sempre, e todas as minhas atuações que vieram depois têm uma dívida com o trabalho que fizemos juntos”, concluiu Blair. Outros trabalhos de Friedkin Além de “O Exorcista”, Friedkin foi responsável por outros clássicos de Hollywood, como “Os Rapazes da Banda” (1970), “Operação França” (1971), que lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor, “Parceiros da Noite” (1980), “Viver e Morrer em Los Angeles” (1985) e “Killer Joe – Matador de Aluguel” (2011). Nova sequência de “O Exorcista” A morte de Friedkin ocorre meses antes do lançamento de “O Exorcista: O Devoto”, sequência de “O Exorcista” na qual Ellen Burstyn reprisa seu papel como Chris MacNeil. O novo filme é dirigido por David Gordon Green, responsável pela nova trilogia de “Halloween”. A estreia vai acontecer em 12 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
David Ayer afirma que sua versão de “Esquadrão Suicida” será lançada
O diretor David Ayer assegurou que sua versão do filme “Esquadrão Suicida” será lançada em algum momento, embora a data ainda seja incerta. A informação foi compartilhada por Ayer em sua conta no Twitter, em resposta a um fã que questionou por que o diretor continua a promover “Esquadrão Suicida”, sete anos após seu lançamento. A “situação” de “Esquadrão Suicida” Ayer expressou sua visão sobre a situação do filme, mencionando que há um interesse genuíno de algumas pessoas em saber mais sobre sua versão do filme, mas também um grupo que gosta de zombar de “Esquadrão Suicida”. O diretor questionou se o fã já teve uma experiência na vida que não aconteceu da forma que ele queria, e que o fez repensar tudo, afirmando que o filme o fez passar por isso. O diretor ainda afirmou que sua versão do “Esquadrão Suicida” foi mais bem recebida pelo público em exibições teste do que a versão que acabou sendo lançada nos cinemas. James Gunn e o futuro da DC Ele também citou a promessa de James Gunn, atual chefe do DC Studios e responsável pelos lançamentos do DCU (Universo Cinematográfico da DC) sobre lançamento da edição alternativa de “Esquadrão Suicida”. “Gunn me disse que o filme terá seu tempo para ser compartilhado com o mundo. Ele merece, é claro, lançar o seu universo DC nos cinemas sem o drama adicional de projetos antigos”, comentou, indicando que o lançamento ainda deve demorar. “De certa forma, eu estou acorrentado a este filme, e estou navegando a situação da melhor forma que posso.” Sucesso de bilheteria e de personagens Apesar de ter sido rejeitado pela crítica e pelos fãs dos quadrinhos, o “Esquadrão Suicida” de Ayer foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 740 milhões ao redor do mundo. Além disso, o filme lançou Margot Robbie como Arlequina. Ela voltaria em “Aves de Rapina” e, junto com outros personagens de Ayer, em “O Esquadrão Suicida”, misto de sequência e reboot comandado pelo próprio James Gunn. Veja o trailer do filme.
Jogo Justo: Trailer traz atriz de “Bridgerton” entre o amor e a carreira
A Netflix lançou o pôster e o primeiro trailer de “Jogo Justo” (Fair Play), um suspense erótico que foi adquirido por US$ 20 milhões em um dos maiores negócios do Festival de Sundance deste ano “Jogo Justo” acompanha o complexo relacionamento de um casal ambicioso, vivido por Phoebe Dynevor (“Bridgerton”) e Alden Ehrenreich (“Han Solo: Uma História Star Wars”), que compete pelo poder em uma firma financeira implacável. O filme marca a estreia da roteirista e diretora Chloe Domont, que já dirigiu episódios das séries “Ballers” da HBO e “Billions” da Showtime, e o elenco inclui Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Rich Sommer (“Mad Men”) e Sebastian De Souza (“The Great”). Na trama, quando uma promoção cobiçada surge, as trocas de apoio entre os amantes Emily (Dynevor) e Luke (Ehrenreich) começam a azedar e se transformar em algo mais sinistro. À medida que a dinâmica de poder muda irrevogavelmente em seu relacionamento, o casal deve enfrentar o verdadeiro preço do sucesso e os limites inquietantes da ambição. Repercussão e expectativa de prêmios O filme recebeu muitas críticas positivas após sua estreia em Sundance, recebendo 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e elogios à sua abordagem do mundo pós-#MeToo. Graças a expectativa de prêmios, “Jogo Justo” será lançado em circuito cinematográfico nos EUA em 29 de setembro, antes de sua estreia em streaming em 13 de outubro.
Garotas em Fuga: Lésbicas fogem da máfia em trailer de comédia
A Universal o pôster e o trailer nacionais de “Garotas em Fuga” (“Drive-Away Dolls”), primeiro filme solo de ficção de Ethan Coen. Conhecido pelo trabalho em dupla com seu irmão Joel Coen, Ethan escolheu partir para a carreira solo com um filme no tom de sua estreia ao lado do irmão no cinema, a comédia noir “Sabor de Sangue”, em 1984. A prévia traz Margaret Qualley (“Criada”) e Geraldine Viswanathan (“A Galeria dos Corações Partidos”) como duas lésbicas que embarcam numa road trip e, após uma reviravolta de tom farsesco, tornam-se fugitivas da máfia. Qualley interpreta Jamie, uma jovem de espírito livre que está superando mais um término de relacionamento, enquanto Viswanathan é sua amiga depressiva Marian. Em busca de novos ares, elas planejam uma viagem de carro para Tallahassee, na Flórida, em busca de um recomeço. Só que elas acabam recebendo o carro errado da locadora, contendo uma mala que deveria ser transportada para Tallahassee por um grupo criminoso. Por conta desse detalhe, passam a ser perseguidas por assassinos armados. O elenco também conta com Beanie Feldstein (“Fora de Série”), Colman Domingo (“Fear the Walking Dead”), Pedro Pascal (“The Last of Us”), Bill Camp (“O Gambito da Rainha”) e Matt Damon (“Air”). O roteiro foi escrito por Coen e sua esposa Tricia Cook, que estreia como roteirista de longa-metragem. O casal também atua como produtor do filme ao lado de Robert Graf (“A Tragédia de Macbeth”), Tim Bevan (“Matilda: O Musical”) e Eric Fellner (“Matilda: O Musical”). “Garotas em Fuga” será lançado nos Estados Unidos no dia 22 de setembro, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
“Deveria ter feito ‘Blade Runner 2′”, lamenta Ridley Scott
Em uma revelação surpreendente, o diretor Ridley Scott afirmou ter se arrependido de abrir mão de dirigir a sequência de “Blade Runner”. O cineasta, que dirigiu o original de 1982, chegou a ser anunciado pela Alcon Entertainment em 2011 à frente da continuação. No entanto, devido a um conflito de agenda, teve que se afastar das funções de diretor, permitindo que Denis Villeneuve assumisse “Blade Runner 2049”. “Não deveria ter que tomar essa decisão”, disse ele em entrevista à revista Empire nesta segunda-feira (7/8). “Eu deveria ter feito ‘Blade Runner 2′”. Em vez da sequência de “Blade Runner”, Scott dirigiu na mesma época “Alien: Covenant”, prólogo de outra franquia que ele lançou em 1979. Enquanto “Blade Runner 2049” teve repercussão positiva, “Alien: Covenant” dividiu a crítica. De volta ao futuro de “Blade Runner 2099” O assunto veio à tona porque o diretor está retornando ao futuro distópico que criou nos anos 1980 na série “Blade Runner 2099” da Amazon Studios. “Sou um dos produtores”, ele confirmou na entrevista. “Está tudo definido para se passar anos à frente [de ‘Blade Runner 2049’]. Para mim, circula a ideia do ‘Admirável Mundo Novo’ de Aldous Huxley”. A série foi mencionada pela primeira vez em novembro de 2021 pelo próprio Ridley Scott, que na ocasião deu poucos detalhes, mas mencionou que o piloto já estava completamente escrito. O primeiro “Blade Runner” é a adaptação de um conto do escritor Philip K. Dick e se passa numa Los Angeles distópica, onde humanos sintéticos de curta vida útil, conhecidos como replicantes, são criados para trabalhar em colônias espaciais. Quando um grupo de replicantes escapa de volta à Terra na esperança de “viver” mais, um policial (interpretado por Harrison Ford) aceita o trabalho de caçá-los e destruí-los. Já a sequência, “Blade Runner 2049”, acompanha um replicante (interpretado por Ryan Gosling) que descobre um segredo que ameaça desestabilizar a sociedade. O filme trouxe de volta o ator Harrison Ford e ainda contou com as adições de Ana de Armas (“Blonde”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e Jared Leto (“Esquadrão Suicida”). Criada por Silka Luisa (“Iluminadas”), que também vai produzir a atração, “Blade Runner 2099” vai se passar 50 anos após os eventos mostrados no segundo filme. A Amazon adquiriu a série em fevereiro deste ano, com Scott anexado como produtor executivo e com Jeremy Podeswa, diretor de “Game of Thrones”, contratado para comandar o primeiro episódio Entretanto, as gravações foram adiadas até a primavera norte-americana de 2024 devido à greve dos roteiristas e dos atores. Veja o trailer de “Blade Runner 2049”.
Zuckerberg zoa Musk sobre luta no X: “Não deveríamos usar plataforma mais confiável?”
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, resolveu responder e lançar farpas a Elon Musk, após este anunciar que a propagandeada luta entre os dois seria transmitida ao vivo em sua plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter. “Não deveríamos usar uma plataforma mais confiável que possa realmente arrecadar dinheiro para a caridade?”, respondeu Zuckerberg em sua plataforma rival, Threads. Musk revela planos para a luta No domingo (6/8), Musk compartilhou que seu embate com Zuckerberg seria exibido pela X e arrecadaria dinheiro, com todos os lucros destinados à caridade para veteranos. O proprietário da Tesla compartilhou com seus seguidores que tem “levantado pesos ao longo do dia se preparando para a luta”. “Não tenho tempo para malhar, então apenas os trago para o trabalho”, acrescentou Musk. “Estou mirando chegar a halteres de 50 libras esta semana. Construo músculos rapidamente. A resistência física é o meu ponto fraco, então estou mirando fazer isso rápido”, observou Musk. Musk também ofereceu uma previsão de quem sairia como vencedor, postando: “Se a luta for curta, provavelmente ganho. Se for longa, ele pode ganhar por resistência. Sou muito maior e há uma razão para o MMA ter divisões de peso.” Zuckerberg diz que Musk está enrolando Já o fundador do Facebook disse que não precisa de preparação, porque já está pronto para enfrentar Musk. “Estou pronto hoje”, disse Zuckerberg no Threads. “Sugeri 26 de agosto quando ele me desafiou pela primeira vez, mas ele não confirmou. Não estou prendendo a respiração”, ironizou, sugerindo que a luta nunca vai acontecer. Lutador de jiu-jitsu, o empresário completou: “Amo este esporte e continuarei competindo com pessoas que treinam, não importa o que aconteça aqui.”
Ator de “Meus Sogros Tão pro Crime” diz que Marvel “arruinou as comédias”
Adam Devine, conhecido por seus papéis em comédias como “A Escolha Perfeita” (2012) e o recente lançamento da Netflix “Meus Sogros Tão pro Crime”, expressou sua opinião sobre a atual situação das comédias em Hollywood durante sua participação no podcast “This Past Weekend”, apresentado por Theo Von. O ator fazia a divulgação de seu filme na Netflix quando compartilhou sua teoria de que os filmes da Marvel e o gênero de super-heróis em geral acabaram por ofuscar e, de certa forma, substituir as comédias tradicionais de Hollywood. Marvel: a nova face da comédia? Devine observou que, devido à grande quantidade de humor presente em filmes da Marvel, como as franquias “Homens Formiga” e “Guardiões da Galáxia”, esses longas acabaram se tornando as novas comédias de Hollywood, na percepção do público. “Você assiste a comédias hoje em dia e pensa: isso não é uma comédia de verdade”, disse Devine. “Onde estão as piadas? Onde estão os momentos engraçados? Ainda existem bons programas de comédia, mas comédias cinematográficas… é difícil. Minha teoria: acho que a Marvel arruinou. Sinto que os filmes de super-heróis arruinaram as comédias.” Ele continuou, destacando a diferença de orçamento entre os dois gêneros: “Você vai ao cinema e espera assistir algo que custou US$ 200 milhões para ser produzido, e comédias não são assim. Então você pensa: ‘Por que gastaria a mesma quantia para assistir a uma pequena comédia no cinema se posso gastar isso e ver algo que vale US$ 200 milhões?’ E eles ainda fazem esses filmes meio engraçados, tipo, ‘Meu Deus, aquele guaxinim está falando? Isso é hilário!’ E é [hilário] mesmo, mas não é uma comédia de verdade.” A escassez de comédias em Hollywood O ator também ressaltou a drástica redução no número de comédias lançadas nos cinemas nos últimos anos. “Todos os estúdios costumavam lançar várias comédias por ano”, observou Devine. “E havia cerca de 45 comédias nos cinemas por ano. Então, toda semana, havia uma nova comédia nos cinemas. No ano passado, foram apenas 6 ou 7. É loucura.” Segundo Devine, seu novo filme “Meus Sogros Tão pro Crime”, produzido pela Happy Madison, empresa de Adam Sandler, é mais próximo das comédias de Hollywood que costumavam existir. O filme, que faz uma abordagem de ação às comédias de sogros, estilo “Entrando numa Fria” (2000), conta com um elenco de peso, incluindo Pierce Brosnan (“Adão Negro”), Nina Dobrev (“The Vampire Diaries”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”). Devine interpreta um gerente de banco prestes a se casar com o amor de sua vida, mas a relação é complicada por um assalto ao banco em que trabalha, que pode ter ligações com os pais de sua noiva. O filme já está disponível na Netflix. Veja abaixo a íntegra da entrevista do podcast.
Motel Destino: Karim Aïnouz inicia filmagens de seu novo longa
O premiado diretor cearense Karim Aïnouz iniciou as filmagens de “Motel Destino”, uma obra que tem o erotismo como pano de fundo. Este é o oitavo longa-metragem de ficção do diretor e marca seu retorno ao Brasil após a produção de seu primeiro filme em língua inglesa, “Firebrand”, estrelado por Alicia Vikander e Jude Law, que foi exibido em competição no Festival de Cannes deste ano. Aïnouz já havia sido premiado em Cannes em 2019, onde venceu a mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) por “A Vida Invisível”. A narrativa de “Motel Destino” Segundo um comunicado à imprensa, “Motel Destino” é uma “imagem íntima de uma juventude cujo futuro foi roubado por uma elite tóxica e opressora, contra a qual a rebelião e a violência são frequentemente a única saída possível”. Aïnouz descreveu o filme como, acima de tudo, uma história de amor. “O amor entre um jovem periférico que vive contra um sistema que quer vê-lo morto e uma mulher que resiste aos ataques do patriarcado contra sua própria vida”, disse ele. O diretor acrescentou que “Motel Destino” é a saga brasileira do encontro entre uma pessoa em fuga, completamente indefesa, e outra que está sendo esmagada em um casamento abusivo. Ambientação e equipe O cenário vibrante e colorido do Ceará, estado natal do diretor, define o tom visual e narrativo da nova obra. Iago Xavier e Nataly Rocha, dois talentos locais selecionados através de audições com mais de 500 atores, assumem os papéis principais, ao lado do ator Fábio Assunção, indicado ao Emmy Internacional por “Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor” (2011). A narrativa surgiu da parceria de Aïnouz com o Laboratório de Roteiro do Porto Iracema das Artes, uma escola de formação técnica e criativa para estudantes do sistema público de ensino, localizada em Fortaleza. Foi lá que, há muitos anos, ele descobriu e convidou o escritor Wislan Esmeraldo para desenvolver o roteiro do projeto. Posteriormente, Mauricio Zacharias, que também colaborou em obras anteriores de Aïnouz, juntou-se a Esmeraldo no desenvolvimento do roteiro. Hélène Louvart, diretora de fotografia de “A Vida Invisível” e “Firebrand”, também está a bordo do projeto, enquanto Marcos Pedroso, colaborador de longa data de Aïnouz, é responsável pelo design de produção. “Motel Destino” é uma produção da Cinema Inflamável e Gullane, em co-produção com diversas empresas, incluindo Globo Filmes, Telecine e Canal Brasil. A Pandora Filmes será responsável pela distribuição no Brasil, e o projeto conta com o apoio do Departamento de Cultura do Estado do Ceará. Próximo filme em inglês Após “Motel Destino”, Aïnouz mudará seu foco para “Rosebushpruning”, seu segundo projeto em língua inglesa. O filme, anunciado pela The Match Factory e MUBI durante o Festival de Cannes, contará com Kristen Stewart (“Spencer”), Elle Fanning (“The Great”) e Josh O’Connor (“The Crown”) no elenco e tem início de produção previsto para a primavera norte-americana de 2024. O projeto é uma releitura do drama psicológico clássico “De Punhos Cerrados” (1965), do diretor italiano Marco Bellochio, com nova versão escrita pelo roteirista grego Efthimis Filippou (“Piedade”). Combinando elementos psicológicos e crítica social, a trama gira em torno de um jovem que sofre de epilepsia e planeja os assassinatos de sua família disfuncional. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Karim Aïnouz (@karimainouz)
“Mercenários 4” ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou o trailer legendado da nova sequência da franquia “Mercenários”. Estrelado por Sylvester Stallone e Jason Statham, “Mercenários 4” é dirigido por Scott Waugh (“Need For Speed”) e traz de volta personagens veteranos da saga enquanto apresenta novos rostos, como Megan Fox (“Meia-Noite no Switchgrass”). A prévia mostra que, desta vez, Statham tem mais destaque, mas a ação só começa após Stallone reunir a equipe para mais uma aventura explosiva repleta de ação. Quem também retorna são Dolph Lundgren (“Creed 2”) e Randy Couture (“Roubo Entre Ladrões”), que se juntam a novos mercenários interpretados pelo rapper 50 Cent (“Rota de Fuga 3”), a citada Megan Fox e Tony Jaa (“Monster Hunter”). O elenco ainda conta com Andy Garcia (“O Pai da Noiva”), Iko Uwais (“Triple Threat”), Jacob Scipio (“Bad Boys 3”) e Levy Tran (“MacGyver”). Na trama, a equipe enfrenta uma ameaça que pode desencadear uma possível 3ª Guerra Mundial. Embarcando em uma missão perigosa para eliminar os terroristas que tomaram posse de mísseis nucleares, os mercenários chegam com um armamento pesado e tiroteios intensos. Continuação chega após 10 anos em desenvolvimento O primeiro “Mercenários” estreou nos cinemas em 2010, arrecadando US$ 274,5 milhões contra um orçamento de US$ 80 milhões. A continuação “Mercenários 2” (2012) arrecadou expressivos US$ 315 milhões, enquanto “Mercenários 3” (2014) decaiu para US$ 214 milhões. Ao todo, os filmes somam aproximadamente US$ 800 milhões nas bilheterias mundiais. Apesar das dúvidas iniciais sobre o retorno da franquia, o criador Stallone, que escreveu, dirigiu e estrelou o primeiro longa, deixou o ego de lado para deixar o filme ser protagonizado por Statham. Após quase 10 anos desde a última produção, “Mercenários 4” tem lançamento marcado para 21 de setembro no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.
William Friedkin, diretor de “O Exorcista”, morre aos 87 anos
O diretor William Friedkin, vencedor do Oscar por “Conexão Francesa” (1971) e responsável pelo icônico “O Exorcista” (1973), faleceu nesta segunda-feira (7/8) em Los Angeles aos 87 anos. Com uma carreira de mais de cinco décadas, ele era um dos diretores mais admirados da “Nova Hollywood”, uma onda de cineastas brilhantes que deixaram sua marca na década de 1970, como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Michael Cimino, Peter Bogdanovich, Steven Spielberg e George Lucas, entre outros. Início de carreira Nascido em Chicago em 29 de agosto de 1935, Friedkin era filho único de uma ex-enfermeira que ele chamava de “santa” e de um pai que alternava entre empregos para pagar as contas. Ambos vieram com suas famílias judaicas em fuga da Ucrânia após os pogroms do início do século 20. Friedkin começou sua carreira cuidando das entregas de correio de uma estação de TV de Chicago, WGN, onde rapidamente ascendeu para a direção de programas de televisão ao vivo e documentários. Ele afirmou ter dirigido cerca de 2 mil programas de TV durante esses primeiros anos, incluindo o documentário de 1962 “The People vs. Paul Crump”, sobre a reabilitação de um homem no corredor da morte. O documentário ganhou o Golden Gate Award no San Francisco Film Festival e o levou a liderar a divisão de documentários da WBKB e, posteriormente, a um trabalho dirigindo documentários para o produtor David L. Wolper. A transição para o cinema aconteceu com “Good Times” (1967), uma comédia musical estrelada pelo casal de cantores Sonny e Cher. O filme, que parodiava vários gêneros de filmes populares da época, como westerns, filmes de espionagem e dramas de guerra, foi uma oportunidade para Sonny e Cher mostrarem seu talento cômico e musical. Embora não tenha sido um grande sucesso de bilheteria, a obra serviu como um trampolim para a carreira de Friedkin. Após “Good Times”, Friedkin dirigiu outra comédia musical, “Quando o Strip-Tease Começou” (1968), e o suspense “Feliz Aniversário” (1968), adaptação da peça homônima de Harold Pinter, que recebeu elogios da crítica e ajudou a estabelecer a reputação do cineasta. Este filme, juntamente com outra adaptação de teatro, “Os Rapazes da Banda” (1970), demonstrou a habilidade de Friedkin em trabalhar com material dramático complexo e temas provocativos. Primeiro impacto O cineasta começou a dizer a que veio com “Os Rapazes da Banda”, drama baseado na peça de Mart Crowley sobre um grupo de homossexuais em Nova York. O longa marcou época como uma das primeiras produções de Hollywood a retratar personagens gays de maneira aberta e sem julgamentos, e é considerado uma das obras mais importantes da representação LGBTQIAPN+ no cinema. Na época, foi um escândalo, mas não afetou sua carreira como muitos lhe avisaram. Na verdade, teve efeito contrário. A influência de “Os Rapazes da Banda” na trajetória de Friedkin não pode ser subestimada. O filme demonstrou a habilidade do cineasta em lidar com material provocativo e complexo, e estabeleceu-o como um diretor disposto a correr riscos e a desafiar as convenções de Hollywood. A consagração de “Conexão Francesa” A consagração de Friedkin veio no ano seguinte com “Conexão Francesa” (1971), um thriller policial baseado em uma história real sobre dois detetives da polícia de Nova York que tentam interceptar um grande carregamento de heroína vindo da França. Filmado com um orçamento modesto de US$ 1,5 milhão, fez bom uso da experiência documental do diretor para registrar realismo visceral e suspense de tirar o fôlego. A sequência de perseguição de carro do policial Popeye Doyle, interpretado por Gene Hackman, a um trem elevado sequestrado no Brooklyn, é frequentemente citada como a melhor cena de perseguição de carro já filmada. Ela foi rodada sem permissões oficiais nas ruas do Brooklyn, de forma clandestina e em meio ao tráfego real. Friedkin queria que a sequência fosse o mais autêntica possível, então ele e sua equipe filmaram uma perseguição real em alta velocidade, com Hackman de fato dirigindo seu carro. “Conexão Francesa” dominou o Oscar de 1972, vencendo o prêmio de Melhor Filme, Ator (Gene Hackman), Edição, Roteiro Adaptado e, claro, Melhor Direção. A revolução de “O Exorcista” Friedkin conseguiu superar a tensão de “Conexão Francesa” com “O Exorcista”, adaptação do best-seller de terror de William Peter Blatty sobre a possessão demoníaca de uma jovem. Lançado no final de dezembro de 1973, tornou-se um sucesso fenomenal, um dos maiores sucessos de bilheteria de Hollywood até aquela data, com vendas de ingressos de mais de US$ 200 milhões. Foi também o primeiro terror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme – além de outras 9 estatuetas, incluindo novamente Melhor Direção. O filme é famoso por suas cenas intensas e efeitos especiais inovadores. Durante as filmagens, Friedkin usou várias técnicas para obter as reações desejadas de seus atores. Por exemplo, ele disparou uma arma no set para assustar Jason Miller (que interpretou o Padre Karras) e obter uma reação de choque genuína. Além disso, a cena em que Regan (Linda Blair), a menina possuída, vomita sopa de ervilha no Padre Karras foi realizada com uma mangueira escondida e a sopa foi realmente atirada no ator. Para completar, como teste para ver se a boneca animatrônica de Regan, que girava a cabeça em 360 graus, seria convincente o suficiente, pediu para a equipe levá-la em passeios de táxi, deixando motoristas apavorados – foi a primeira pegadinha de terror da História. Mas “O Exorcista” (1973) não foi um marco apenas no gênero de terror, com sua bilheteria recorde e tratamento de superprodução. Seu lançamento desempenhou um papel crucial na formação da era moderna dos blockbusters. O filme foi um fenômeno cultural e comercial, arrecadando mais de US$ 441 milhões em todo o mundo, um feito impressionante para a época. A década de 1970 foi um período de transição significativa para a indústria cinematográfica. Antes de “O Exorcista”, os filmes eram geralmente lançados em um pequeno número de cinemas e só depois se expandiam para um lançamento mais amplo. No entanto, “O Exorcista” quebrou esse molde com um lançamento em larga escala, chegando a centenas de cinemas simultaneamente. Esse método de distribuição, agora conhecido como “lançamento de saturação”, foi uma estratégia de marketing inovadora que ajudou a maximizar a receita do filme e a criar um burburinho imediato. Além disso, “O Exorcista” foi um dos primeiros filmes a usar uma campanha de marketing extensa e agressiva, com trailers provocativos e pôsteres icônicos que se tornaram sinônimos do filme. Essa abordagem de marketing, que agora é padrão na indústria cinematográfica, foi pioneira na época e contribuiu para o sucesso estrondoso do filme. O efeito de “O Exorcista” na indústria cinematográfica abriu caminho para os blockbusters que se seguiram, como “Tubarão” (1975) e “Guerra nas Estrelas” (1977), que usaram os mesmos métodos de saturação e campanhas de marketing agressivas para alcançar um público amplo e gerar receitas recordes, dando início ao cinema moderno. A ressaca Após o sucesso de “Conexão Francesa” e “O Exorcista”, Friedkin tornou-se um dos diretores mais venerados de Hollywood. No entanto, seu filme seguinte foi um documentário de 1975 em que entrevistava um de seus ídolos, o alemão Fritz Lang, diretor do clássico “Metrópolis” (1927) e de vários filmes noir famosos. Depois, decidiu fazer um remake de “O Salário do Medo”, o clássico thriller francês de Henri-Georges Clouzot de 1953. “O Comboio do Medo” (1977) trouxe Roy Scheider no papel originalmente interpretado por Yves Montand, mas a maioria dos críticos achou o filme longo e pouco emocionante em comparação ao original. Foi lançado ao mesmo tempo que “Guerra nas Estrelas” e sumiu rapidamente. Pelo menos, ganhou revisão histórica e voltou a ser considerado um filme importante com o passar do tempo, ao contrário de seu filme seguinte, a comédia policial “Um Golpe Muito Louco” (1978), pouquíssimo lembrada. Nova polêmica O diretor voltou a ousar com “Parceiros da Noite” (1980), com Al Pacino como um detetive de Nova York que se infiltra em bares gays e na subcultura S&M da cidade para resolver um assassinato. O filme provocou forte oposição de ativistas gays, que se opuseram à representação da comunidade e o consideraram nocivo à sua luta por aceitação, para grande desgosto de Friedkin. Mas este longa também se tornou cultuado com o passar dos anos. Alguns críticos e espectadores reavaliaram o filme, argumentando que, apesar de suas falhas, ele oferece uma visão fascinante e complexa da subcultura gay de Nova York no final dos anos 1970. Além disso, a performance intensa de Al Pacino e a direção estilizada de Friedkin foram reconsideradas, e o filme é atualmente reconhecido por sua abordagem sem rodeios de um tema que era considerado tabu na época. Influência nos anos 1980 Depois de marcar o cinema dos anos 1970, Friedkin criou nova estética cinematográfica que acabou adotada por vários cineastas dos 1980 com “Viver e Morrer em Los Angeles” (1985), outro de seus filmes emblemáticos. O thriller policial, que segue dois agentes federais (William Petersen e John Pankow) em uma caçada implacável a um falsificador de dinheiro (Willem Dafoe), é conhecido por sua paleta de cores vibrantes, cinematografia estilizada, abordagem fashion do mundo do crime e trilha sonora sintetizada pulsante, composta pela banda britânica Wang Chung. Esses elementos combinados criaram uma atmosfera que capturou a essência da cultura pop dos anos 1980. Friedkin criou uma nova linguagem, influenciada pela crescente popularidade dos videoclipes da época, aproveitando as técnicas visuais inovadoras que estavam sendo usadas nesse meio para criar uma obra que era tanto uma experiência sensorial quanto uma narrativa de suspense. Ele combinou cenas que pareciam sair da MTV com algumas de suas marcas mais conhecidas, incluindo outra perseguição de carros que é considerada uma das melhores de todos os tempos. Síntese visual dos anos 1980, o filme teve uma influência significativa para as produções de ação que se seguiram, especialmente os filmes de Tony Scott e Michael Bay. Volta matadora no século 21 Friedkin continuou a dirigir suspenses, terrores e filmes de ação, como “Síndrome do Mal” (1987), “A Árvore da Maldição” (1990), “Jade” (1995). “Regras do Jogo” (2000), “Caçado” (2003) e “Possuídos” (2006), mas nenhum deles teve um terço da repercussão de seus trabalhos anteriores. Seu último filme, “Killer Joe – Matador de Aluguel” (2011), foi um thriller sombrio estrelado por Matthew McConaughey como um assassino de aluguel, contratado por um jovem traficante de drogas (Emile Hirsch) para matar sua mãe e coletar o dinheiro do seguro. Quando o traficante não consegue pagar o adiantamento de Joe, ele sugere uma alternativa perturbadora: a irmã mais nova do jovem (Juno Temple) como “garantia sexual” até que o pagamento seja feito. Chocante, mas irresistivelmente envolvente, o filme baseado numa peça de Tracy Letts, foi classificado como NC-17, a mais elevada classificação etária permitida nos cinemas dos EUA, que normalmente limita a distribuição e a bilheteria de um filme. Friedkin não quis negociar e conseguiu lançar o filme sem cortes apenas para maiores de idade. Sacrificando o sucesso comercial, “Killer Joe” causou ótima impressão entre os críticos e ajudou a relançar Matthew McConaughey como um ator a ser levado a sério, capaz de uma performance ao mesmo tempo charmosa e aterrorizante, que ele não demonstrava ser capaz em suas comédias românticas – dois anos depois, McConaughey ganhou o Oscar de Melhor Ator por “Clube de Compra Dallas” (2013). Muitos alardearam “Killer Joe” como a volta de Friedkin à boa forma cinematográfica. Últimas obras O último lançamento do diretor em vida foi o documentário “The Devil and Father Amorth” (2017), sobre o padre exorcista Gabriele Amorth (que inspirou o recente filme de terror “O Exorcista do Papa”). Mas ele deixou finalizado o longa de ficção “The Caine Mutiny Court-Martial”, que terá première mundial nos próximos dias, durante o Festival de Veneza. O filme é baseado no livro de Herman Wouk, que narra o julgamento de um oficial da marinha por motim, após assumir o comando de um navio por sentir que o capitão estava agindo de maneira instável e colocando a vida da tripulação em risco. A...
Trailer de comédia criminal volta a juntar astros de “Pulp Fiction”
O Shout! Studios divulgou o pôster e o trailer de “The Kill Room”, um thriller cômico e sombrio que volta a reunir Uma Thurman e Samuel L. Jackson, co-estrelas de “Pulp Fiction”. Além disso, o elenco também junta Thurman com sua própria filha, Maya Hawke (“Stranger Things”). A arte do crime No filme, Thurman interpreta uma elegante negociante de arte que se envolve no mundo ilícito da lavagem de dinheiro. Joe Manganiello co-estrela como um assassino profissional que, seguindo as instruções de seu chefe, interpretado por Jackson, assume a identidade de um pintor avant-garde em ascensão para servir de fachada para uma astuta operação de lavagem de dinheiro. No entanto, as coisas tomam um rumo inesperado e selvagem quando as pinturas do assassino se tornam inesperadamente uma sensação no mundo da arte, causando um alvoroço de excitação e intriga. O que começau como um esquema simples de lavagem de dinheiro agora evoluiu para uma complexa teia de engano e atividade criminosa. Dirigido pela cineasta Nicol Paone, conhecida pela comédia indie “Friendsgiving”, “The Kill Room” chega aos cinemas em 29 de setembro nos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.












