“Barbie” atinge US$ 1,4 bilhão de bilheteria mundial
O filme “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, alcançou US$ 1,4 bilhão nas bilheterias mundiais após nove fins de semana em cartaz. Com isso, a produção da Warner Bros. ultrapassou “Vingadores: A Era de Ultron” (2015) e posicionou-se como a 14ª maior bilheteria de todos os tempos. O desempenho é ainda melhor nos EUA e Canadá, onde faturou US$ 626 milhões e, após superar “Os Vingadores”, atingiu o 11º lugar entre as maiores bilheterias da América do Norte. Para entrar no Top 10, a comédia estrelada por Margot Robbie precisaria vencer os dinossauros de “Jurassic World” (US$ 653 milhões). Mas embora continue no Top 5 semanal dos EUA, esta missão foi dificultada pelo lançamento de “Barbie” em VOD nas locadoras digitais neste fim de semana. Os recordes de “Barbie” “Barbie” já tem a maior bilheteria doméstica e mundial de 2023, deixando para trás a animação “Super Mario Bros. – O Filme” (US$ 1,35 bilhão) como principal lançamento do ano. Além disso, a diretora Greta Gerwig, que também co-escreveu o roteiro com Noah Baumbach, estabeleceu o recorde de maior abertura e maior bilheteria doméstica para um filme dirigido por uma mulher. Ela ainda pode quebrar o recorde mundial se superar a 13ª bilheteria de todos os tempos, “Frozen II”, codirigido por Chris Buck e Jennifer Lee. A diferença entre os dois filmes é de US$ 36,9 milhões.
“Oppenheimer” vira cinebiografia de maior bilheteria em todos os tempos
O filme “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, quebrou um recorde neste fim de semana nos cinemas. Ele não apenas ultrapassou a marca de US$ 900 milhões em vendas de ingressos em todo o mundo. Ao atingir o total de US$ 912,7 milhões, tornou-se a cinebiografia de maior bilheteria de todos os tempos, superando “Bohemian Rhapsody”, o filme sobre Freddie Mercury e a banda Queen, que faturou US$ 910 milhões em 2018. “Oppenheimer” também é o terceiro título de maior bilheteria do ano e o terceiro mais rentável da carreira de Nolan. No Reino Unido, a produção superou “Dunkirk” como o maior sucesso do cineasta no país. Na China, teve uma retenção impressionante, com um aumento de bilheteria de 170% em seu terceiro fim de semana em cartaz. Os cinco principais mercados para “Oppenheimer” até o momento são o Reino Unido (US$ 73 milhões), China (US$ 54 milhões), Alemanha (US$ 48 milhões), França (US$ 41,6 milhões) e Itália (US$ 26,8 milhões). Em entrevista para a revista Variety, Paul Dergarabedian, analista sênior da Comscore, declarou: “Para ‘Oppenheimer’ ultrapassar a marca de US$ 900 milhões globalmente após apenas nove semanas nos cinemas é uma conquista notável. Mostra como um filme incrível com um diretor superstar e um elenco repleto de estrelas pode transformar um épico histórico de três horas em um sucesso de bilheteria mainstream”. A cinebiografia, que tem Cillian Murphy no papel de J. Robert Oppenheimer, conhecido como o “pai da bomba atômica”, já é altamente lucrativo para a Universal, onde registra a maior bilheteria de filme original (não pertencente à franquia) de todos os tempos. O uso de câmeras Imax por Nolan para filmar “Oppenheimer” também se mostrou uma decisão acertada. O filme tornou-se um dos cinco títulos de maior bilheteria da Imax na História, com US$ 180 milhões globalmente, ficando atrás apenas de “Avatar”, “Avatar: O Caminho da Água”, “Star Wars: O Despertar da Força” e “Vingadores: Ultimato”. A produção ainda segue em cartaz nos cinemas.
“A Freira 2” e “Noite das Bruxas” têm disputa acirrada nas bilheterias dos EUA
Em uma disputa acirrada, “A Freira 2” e “Noite das Bruxas” chegaram a um empate técnico nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá neste fim de semana. As estimativas de domingo (17/9) da New Line/Warner Bros. colocam “A Freira 2” ligeiramente à frente com US$ 14,7 milhões, enquanto a 20th Century Studios/Disney estima que “Noite das Bruxas” arrecadou US$ 14,5 milhões. A diferença de apenas US$ 200 mil significa que a posição de cada filme pode mudar na conferência dos números finais prevista para segunda-feira (18/9). Além de vencer a bilheteria dos EUA até o VAR, “A Freira 2” continua a fazer sucesso em todo o mundo, liderando as bilheterias internacionais. Em sua segunda semana em cartaz, o terror arrecadou US$ 30,1 milhões em 72 mercados, elevando seu total internacional para US$ 102,3 milhões e US$ 158,8 milhões globalmente. Os cinco principais mercados para “A Freira 2” são México (US$ 14,9 milhões), Indonésia (US$ 7,6 milhões), Brasil (US$ 7,2 milhões), Itália (US$ 5,5 milhões) e Reino Unido (US$ 4,9 milhões). Já “Noite das Bruxas”, por sua vez, estreou com US$ 22,7 milhões de 51 mercados estrangeiros, para tingir US$ 37,2 milhões mundiais. O suspense de época teve desempenho particularmente forte nos principais mercados europeus, com posições de liderança no Reino Unido, Espanha e Itália. A equipe de marketing da Disney optou por destacar os elementos de terror de “Noite das Bruxas”, em vez de focar apenas nos temas de mistério de assassinato, como nos filmes anteriores do personagem Poirot vivido por Kenneth Brannagh – “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022) – , apostando da preferência do público pelo gênero. Com isso, “Noite das Bruxas” teve um início alinhado às expectativas, mas ironicamente enfrentou maior dificuldade de atrair o público mais velho, tradicionalmente o alvo da franquia. O resto do Top 5 Logo em seguida no ranking, “O Protetor: Capítulo Final” arrecadou US$ 7,1 milhões em seu terceiro fim de semana, elevando seu total doméstico para US$ 73,6 milhões e o global para US$ 132,4 milhões. Em 4º lugar, “Casamento Grego 3” fez US$ 4,7 milhões, atingindo US$ 18,5 milhões e US$ 23,8 milhões mundiais, num desempenho pífio após duas semanas. Não se pode esquecer que o primeiro filme da franquia é a maior bilheteria do cinema independente em todos os tempos. Barbenheimer continua a impressionar Fechando o Top 5, “Barbie” se mantém forte com US$ 3,4 milhões em sua nona semana, elevando seu total global para a marca impressionante de US$ 1,41 bilhão. A produção da Warner Bros. já é atualmente a 14ª maior bilheteria de todos os tempos, tendo ultrapassado neste fim de semana “Vingadores: A Era de Ultron” (2015). Ainda no Top 10, “Oppenheimer”, do diretor Christopher Nolan, também atingiu uma marca importante. O drama biográfico superou os US$ 900 milhões, chegando ao total de US$ 912,7 milhões em receita global neste domingo. Com isso, tornou-se a cinebiografia de maior bilheteria de todos os tempos, superando “Bohemian Rhapsody”. “Oppenheimer” também é o terceiro título de maior bilheteria do ano e o terceiro mais rentável da carreira de Nolan. No Reino Unido, a produção superou “Dunkirk” como o maior sucesso do cineasta no país. Na China, teve uma retenção impressionante, com um aumento de bilheteria de 170% em seu terceiro fim de semana. Os cinco principais mercados para “Oppenheimer” até o momento são o Reino Unido (US$ 73 milhões), China (US$ 54 milhões), Alemanha (US$ 48 milhões), França (US$ 41,6 milhões) e Itália (US$ 26,8 milhões). Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | A FREIRA 2 2 | A NOITE DAS BRUXAS 3 | O PROTETOR: CAPÍTULO FINAL 4 | CASAMENTO GREGO 3 5 | BARBIE
Anitta confirma que vai estrelar um filme
Anitta confirmou neste domingo (17/9), durante o Pipoca da Ivete, que estrelará um filme. “Me convidaram para fazer um filme, e eu já confirmei”, ela revelou, sem dar maiores detalhes sobre o projeto. Trajetória cinematográfica Não é a primeira vez que ela é convidada para o cinema. Anitta, que estreou nas telas participando da comédia “Copa de Elite” em 2014, também apareceu como si mesma em “Meus 15 Anos” (2017) e “Minha Vida em Marte” (2018), mas vinha recusando vários papéis recentemente, como o de protagonista do policial “Intervenção, É Proibido Morrer” (2021), que foi vivido por Bianca Comparato, e, mais famosamente, no filme “Amor, Sublime Amor” (2021), musical dirigido por Steven Spielberg. Ela revelou que foi convidada para fazer um teste para o elenco da produção, em entrevista exibida no “Fantástico” em maio do ano passado. Entretanto, recusou a oportunidade porque não se sentia preparada. “Fui chamada para fazer uma audição e não fui. Estava muito focada na minha carreira de cantora, em fazer minha carreira internacional acontecer”, contou na época. “Eu acho que, na vida, não dá pra gente agarrar tudo ao mesmo tempo. (…) E eu achava que eu não tinha talento o suficiente para isso”. Mas o convite foi feito em 2019. Na época da entrevista, Anitta disse agiria diferente se recebesse um novo convite. “Hoje em dia, se me chamarem de novo, eu vou, tá bom? Já estou me preparando, fazendo aula. Já tenho capacidade para fazer vários filmes”, explicou, acrescentando que Spielberg já podia chamá-la de novo, se quisesse. Participação em “Elite” Recentemente, Anitta gravou uma participação na série espanhola “Elite”. Ela será uma professora na 7ª temporada da atração, que estreia em 20 de outubro na Netflix. “Minha personagem é muito séria, incrível. Gostei, porque queria muito a oportunidade de aprender enquanto fazia um trabalho grande, incrível como ‘Elite’. Já era fã da série”, contou a artista em junho para a rádio Los 40, da Espanha.
Cantor do Blink-182 dirigiu um filme de disco voador. Veja o trailer
A Screen Media divulgou o trailer de “Monsters of California”, primeiro filme dirigido pelo cantor e guitarrista Tom Delonge, da banda Blink-182. O filme é uma ficção científica adolescente que ele próprio escreveu com Ian Miller. A trama segue três amigos adolescentes (Jared Scott, de “13 Reasons Why”, e os estreantes Jack Lancaster e Jack Samson) que se deparam com eventos sobrenaturais em sua cidade na Califórnia, com direito a alienígenas e disco voador, e, conforme investigam, percebem que uma grande conspiração governamental está por trás de tudo. Roqueiro ufólogo DeLonge é conhecido por acreditar em discos voadores e discutir com entusiasmo teorias de conspiração, especialmente as que denunciam como o governo americano tenta manter a existência de alienígenas escondida da população. Ele chegou a gravar imagens de Objetos Voadores Não Identificados e essa obsessão lhe rendeu o programa “Unidentified: Inside America’s UFO Investigation”, que ele apresenta há dois anos no canal pago History. Além dos jovens astros, o elenco de “Monsters of California” inclui Richard Kind (“Louco Por Você”), Casper Van Dien (“Tropas Estelares”) e a modelo Camille Kostek (“Sexy por Acidente”). A produção ficou a cargo da empresa The Cartel, responsável pela série de terror “Creepshow”. A estreia está marcada para 6 de outubro nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.
Priscilla, filme premiado de Sofia Coppola, vai encerrar Festival do Rio
A 25ª edição do Festival do Rio 2023, que acontece entre os dias 5 e 15 de outubro, anunciou seus filmes de abertura e encerramento. A abertura vai acontecer com animação espanhola “Atiraram no Pianista”, de Fernando Trueba e Javier Mariscal (do premiado desenho “Chico & Rita”). A produção conta a história do músico Francisco Tenório Jr., que integrava a banda de Vinicius de Moraes e Toquinho e desapareceu em Buenos Aires, em 1976, numa história que combina a leveza da bossa nova com a brutalidade das ditaduras militares. Já o encerramento ficará por conta de “Priscilla”, novo filme da diretora Sofia Coppola (“Maria Antonieta”). A cinebiografia conta a história do namoro e do casamento de Priscilla e Elvis Presley, e rendeu à Cailee Spaeny (“Mare of Eastown”) o prêmio de Melhor Atriz no recente Festival de Veneza. O elenco também destaca Jacob Elordi (“Euphoria”) como Elvis. O longa será exibido no dia 14 de outubro, cerca de dois meses antes de entrar oficialmente em cartaz no Brasil. Para completar, o encerramento do evento também contará com a exibição de “O Sequestro do Voo 375”, de Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”), que narra a história real do pior sequestro de avião do país, quando um terrorista tentou usar a aeronave num ataque suicida à Brasília.
“Barbie”, “Elementos” e as melhores estreias do streaming da semana
O maior blockbuster do ano é o principal lançamento da semana em streaming. Além de “Barbie”, a animação “Elementos”, também sucesso nos cinemas, e a comédia de terror político “O Conde”, recém-premiada no Festival de Veneza, são os longas de maior destaque, enquanto o revival de “Justified”, a nova temporada de “The Morning Show” e a minissérie “Turismo Selvagem” estão entre as dicas de séries. Com cinco filmes e cinco séries, o Top 10 com as melhores estreias pode ser conferido abaixo. BARBIE | VOD* A maior bilheteria de cinema do ano chega às locadoras digitais. A comédia inspirada e inesperada de Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”) reinventa a icônica boneca como uma figura filosófica que enfrenta uma crise existencial no mundo idealizado e rosa das bonecas perfeitas. Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”) tem o papel da Barbie Estereotipada que, após uma festa na casa de praia, começa a questionar a perfeição de sua existência, embarcando numa jornada de autodescoberta. No mundo de Barbie, tudo é pré-definido para funcionar perfeitamente: as Barbies ocupam todos os possíveis cargos de trabalho, de juízas do Supremo Tribunal a cientistas, enquanto os Kens, incluindo o Ken Estereotipado interpretado por Ryan Gosling (“La La Land”), existem apenas para servir às suas contrapartes femininas. Quando a Barbie principal percebe que algo está errado – seu café da manhã queima, o leite está vencido, e seus pés arqueados se tornam chatos – ela busca a ajuda da Barbie Estranha, interpretada por Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), que a manda ao mundo real em busca da garota que possui sua versão da boneca. Ao chegar lá na companhia de Ken (Ryan Gosling), Barbie enfrenta a realidade de uma sociedade ainda desequilibrada em relação aos direitos e papéis de gênero. A obra aborda de forma bem humorada e ao mesmo tempo séria questões de feminismo e patriarcado. Gerwig e seu Ken da vida real, o co-roteirista e marido Noah Baumbach, criam uma narrativa que diverte enquanto provoca reflexão. Reforçado por um elenco estelar – Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”), Helen Mirren (“A Rainha”), Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Alexandra Shipp (“X-Men: Fênix Negra”), Kingsley Ben-Adir (“Invasão Secreta”), Emma Mackey (“Sex Education”), Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), Issa Rae (“Insecure”), Ncuti Gatwa (“Sex Education”) e até a cantora Dua Lipa – , o filme questiona identidade, estruturas sociais e coragem para abraçar a mudança, provando que histórias importantes e inspiradoras podem surgir das franquias mais improváveis. ELEMENTOS | DISNEY+ A nova animação da Pixar se passa numa cidade onde os elementos do fogo, água, terra e ar vivem juntos em harmonia. Apesar disso, a família de Ember sempre ensinou à jovem que os elementos não se misturam. Mas um encontro fortuito faz com que a garota quente embarque numa jornada de descobertas com um jovem aguado, buscando entender até que ponto água e fogo podem se aproximar. O cineasta Peter Sohn (“O Bom Dinossauro”) diz ter buscado inspiração na sua infância como filho de imigrante coreano em Nova York, quando conviveu com muitas pessoas de culturas diferentes. Com a técnica de animação e o visual apurado que são marcas do estúdio, a produção se diferencia das demais animações da Pixar por ser uma história romântica. O CONDE | NETFLIX Após dois dramas biográficos em inglês (“Jackie” e “Spencer”) e uma minissérie baseada na obra do escritor Stephen King (“Lisey’s Story”), Pablo Larraín volta ao Chile para filmar o monstro mais conhecido do país: o general Augusto Pinochet. Interpretado por Jaime Vadell (“O Clube”), o ditador tem sua desumanidade extrapolada ao ser retratado como um vampiro de 250 anos. Ao longo dos anos, ele deixou sua marca em diversos períodos sangrentos do mundo, até se estabelecer no Chile, onde comanda uma ditadura brutal e vive em isolamento em uma mansão decadente com sua esposa Lucía (Gloria Münchmeyer, de “42 Dias de Escuridão”) e seu antigo braço-direito Fyodor (Alfredo Castro, de “Vermelho Sol”). A trama adquire complexidade com a chegada de Carmencita, interpretada por Paula Luchsinger (“La Jauría”), uma freira contadora com múltiplas agendas, que ajuda Pinochet a lavar seu dinheiro ilegal. O enredo cruza diferentes relações e motivações, colocando em cena os filhos de Pinochet, que anseiam pela herança paterna, e outras personagens que oscilam entre desejar a imortalidade vampírica e buscar uma forma de encerrar a longa existência de Pinochet. O filme explora temas como poder, corrupção e legado, ao mesmo tempo em que mistura elementos de sátira e drama. Filmado em preto e branco para intensificar sua atmosfera gótica, a obra se destaca por uma virada no terceiro ato, que solidifica a tese sobre a persistência do mal e do fascismo. Muito elogiado pela crítica internacional, “El Conde” venceu o prêmio de Melhor Roteiro no recém-encerrado Festival de Veneza. EHRENGARD: A NINFA DO LAGO | NETFLIX A comédia romântica dinamarquesa de época se passa no reino fictício de Babenhausen, onde Cazotte, um autonomeado especialista em amor, é contratado pela ardilosa Grã-Duquesa para transformar o Príncipe num sedutor e garantir um herdeiro. Enquanto buscam uma Princesa adequada, Cazotte ensina ao tímido e introvertido Príncipe herdeiro a arte da sedução. No entanto, o plano dá errado quando um herdeiro é concebido fora do casamento. O escândalo faz a família real se refugiar no castelo, onde o próprio Cazotte se vê apaixonado por Ehrengard, a dama de honra, e começa a perceber que não é especialista em amor coisa nenhuma. Adaptação do livro de Karen Blixen, o filme tem direção do veterano cineasta Bille August, duas vezes vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, por “Pelle, o Conquistador” (1988) e “As Melhores Intenções” (1992). O elenco destaca Sidse Babett Knudsen (“Borgen”) como a Grã-Duquesa, Mikkel Boe Følsgaard (“O Amante da Rainha”) como Cazotte, Emil Aron Dorph (Erna i Krig”) como o Príncipe e a estreante Alice Bier Zanden como Ehrengard. Para completar, a produção conta com cenografia e figurinos de ninguém menos que a Rainha da Dinamarca, Margrethe II (ou Margarida II, no Brasil), que tem um histórico de envolvimento com várias formas de expressão artística desde os anos 1970, incluindo cenografia em produções dinamarquesas. BLUE JEAN | VOD* Este elogiadíssimo drama britânico retrata a vida de uma professora lésbica chamada Jean (interpretada por Rosy McEwen, de “O Alienista”) na Inglaterra dos anos 1980, durante o auge do conservadorismo do governo Thatcher. A trama é ambientada em Newcastle, no nordeste industrial da Inglaterra, onde Jean vive uma vida dupla, escondendo sua sexualidade de seus colegas de trabalho e de sua família por medo das consequências. No entanto, ela tem uma família escolhida, composta por outras mulheres queer, incluindo sua namorada, que é abertamente gay e destemida em relação à sua sexualidade. Quando uma nova estudante entra na aula de educação física de Jean e aparece no bar lésbico que ela frequenta com suas amigas, a protagonista se vê forçada a confrontar sua vida dupla e enfrentar a possibilidade de ser exposta em uma sociedade cada vez mais homofóbica. Importante situar que a trama se passa na época da Cláusula 28 (Clause 28), designação legislativa para leis que proibiam a “promoção da homossexualidade” na Grã-Bretanha. Introduzida por Margaret Thatcher, vigorou de 1988 a 2000 na Escócia e até 2003 na Inglaterra e no País de Gales. Com seu impacto devastador, a Seção 28 causou o fechamento de muitas organizações LGBT+ e limitou a expressão da homossexualidade na educação e em outros espaços públicos, contribuindo para a falta de visibilidade e representatividade, e a perseguição e discriminação contínua contra indivíduos LGBTQIAPN+ no Reino Unido. Longa de estreia da diretora Georgia Oakley, “Blue Jean” venceu quatro prêmios no British Independent Film Awards (BIFA) e tem 95% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Considerado um filme importantíssimo, serve de lembrete do que acontece quando conservadores assumem o poder – e que vem se repetindo com novas legislações e ameaças anti-LGBT+ atuais. JUSTIFIED: CIDADE PRIMITIVA | STAR+ O revival da série “Justified”, vencedora de dois Emmys e finalizada há oito anos, coloca o protagonista Rayland Givens num cenário novo. Em vez dos confins do Kentucky, o delegado cowboy interpretado por Timothy Olyphant ressurge em meio às ruas lotadas de Detroit. Além disso, é acompanhado por uma filha crescida, que é assediada pelo assassino que busca prender. A minissérie é uma adaptação do romance “City Primeval: High Noon in Detroit”, do escritor Elmore Leonard (1925–2013). Outra história de Leonard, “Fire in the Hole”, serviu como fonte para “Justified”, que durou seis temporadas, entre 2010 e 2015. Mas vale notar que a presença de Raylan Givens é uma grande licença criativa em relação à trama original de Leonard, que foi publicado em 1980 – cerca de 13 anos antes da criação literária do protagonista de “Justified”. O livro “City Primeval” gira em torno de Raymond Cruz, um detetive de homicídios de Detroit, que tenta prender o assassino de um juiz, apelidado de Oklahoma Wildman. Mas a produção televisiva trocou o protagonista, resgatando o delegado federal do Kentucky. No contexto da franquia televisiva, a atração reflete o desfecho da série original. Tendo deixado o interior de Kentucky oito anos atrás, Raylan agora vive em Miami, um anacronismo ambulante que equilibra sua vida como delegado federal e pai de uma menina de 14 anos. Seu cabelo está mais grisalho e seu chapéu está mais sujo, mas isso não parece tê-lo deixado menos rápido no gatilho. Até que um encontro casual em uma estrada desolada da Flórida acaba levando-o para Detroit, onde cruza o caminho de Clement Mansell, também conhecido como Oklahoma Wildman, um criminoso violento e sociopata que já escorregou pelos dedos da polícia de Detroit antes. O papel do vilão é desempenhado por Boyd Holbrook (“Logan”). A adaptação está a cargo de Michael Dinner e Dave Andron, que trabalharam em “Justified”, com produção de Graham Yost, criador da série original. Dinner também dirige episódios. TURISMO SELVAGEM | AMAZON PRIME VIDEO A minissérie britânica é focada no casal Liv (Jenna Coleman, de “Doctor Who”) e Will (Oliver Jackson-Cohen, de “A Maldição da Residência Hill”), que parecem levar uma vida perfeita até a infidelidade de Will vir à tona. Enquanto Will faz planos para uma viagem de férias de reconciliação, Liv só pensa em vingança, transformando a trip pelos EUA em uma jornada repleta de reviravoltas e emoções, onde acidentes acontecem o tempo todo e assassinato é praticamente uma das atrações da estrada. O elenco também inclui nomes como Ashley Benson (“Pretty Little Liars”), Eric Balfour (“24 Horas”), Talia Balsam (“Mad Men”) e Jonathan Keltz (“Reign”). Adaptação do best-seller de B.E. Jones, a produção é escrita por Marnie Dickens (“O Golpe do Amor”) e dirigida pela premiada cineasta So Yong Kim (“Lovesong”). De quebra, ainda conta com “Look What You Made Me Do (Taylor’s Version)”, de Taylor Swift, em sua trilha sonora. A OUTRA GAROTA NEGRA | STAR+ Híbrido de comédia e suspense, a série explora o racismo sistêmico em ambientes de trabalho predominantemente brancos. A trama gira em torno de Nella (Sinclair Daniel, de “Sobrenatural: A Porta Vermelha”), a única funcionária negra da editora Wagner, até a chegada de Hazel (Ashleigh Murray, de “Riverdale”). A nova contratada faz Nella acreditar que a empresa está finalmente cumprindo sua promessa de diversidade, no entendo o relacionamento entre as duas toma um rumo complexo e sinistro quando Nella começa a receber mensagens ameaçadoras, sugerindo que ela deixe seu emprego – porque só pode haver uma funcionária negra por vez. Desenvolvida pela atriz Rashida Jones (“Silo”), a série é uma adaptação do best-seller homônimo de Zakiya Dalila Harris e usa sátira e horror para examinar questões raciais, como as tensões internas que surgem entre minorias no ambiente profissional, chegando até a incorporar elementos sobrenaturais. O elenco também destaca Eric McCormack (“Will & Grace”) como Richard Wagner, o chefe da editora, além de Brittany Adebumola (“4400”) e Hunter Parrish (“Weeds”). THE MORNING SHOW 3 | APPLE TV+ A série estrelada e...
Diretor confirma papel de Linda Blair na continuação de “O Exorcista”
A atriz Linda Blair, que ficou famosa aos 14 anos por interpretar Regan, a menina possuída no clássico “O Exorcista” (1973), participou da produção do novo filme “O Exorcista: O Devoto”, mas não diante das câmeras. O diretor David Gordon Green revelou que ela foi consultora do roteiro e ajudou o novo elenco jovem da continuação na ambientação ao set. Em declarações à revista Total Film, Green enfatizou a importância da participação de Blair: “Ela veio ao set porque serviu como consultora. Eu tive sorte de tê-la para ler o roteiro, mas ela não estava interessada em um papel significativo ou em voltar para isso”. O diretor também ressaltou que a atriz contribuiu para criar um ambiente seguro para os jovens atores. “Nós trouxemos ela como consultora porque estamos lidando com pessoas jovens, e queremos levá-las para lugares perigosos com segurança”. O filme, que tem cenas fortes de possessão infantil, traz Ellen Burstyn de volta ao papel de Chris MacNeil, a mãe da personagem de Linda Blair, que se envolve na história para ajudar os pais de duas crianças que desapareceram por três dias na floresta e voltaram completamente transtornadas. O elenco inclui Leslie Odom Jr (“Uma Noite em Miami”), Jennifer Nettles (“The Righteous Gemstones”) e Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”), além das meninas Lidya Jewett (“Good Girls”) e Olivia Marcum (estreante). Nova trilogia “O Exorcista: O Devoto” marca o início de uma nova trilogia sob a direção de David Gordon Green, que também foi responsável pela recente trilogia da franquia “Halloween” – “Halloween (2018)”, “Halloween Kills” (2021) e “Halloween Ends” (2022). A Universal e a Blumhouse já têm planos para uma sequência, “The Exorcist: The Deceiver”, com estreia prevista para 18 de abril de 2025. Embora se espere que Green retorne para dirigir o próximo filme, nada foi confirmado. O diretor mencionou que já existem “roteiros, esboços e coisas do tipo” para os filmes seguintes, mas aguarda a recepção do primeiro longa para tomar decisões futuras. A estreia está marcada para o dia 12 de outubro no Brasil, o Dia das Crianças (!), uma semana depois do lançamento nos EUA. Confira o trailer da continuação.
Benedict Cumberbatch vive história incrível no trailer do novo filme de Wes Anderson
A Netflix divulgou o trailer de “A Incrível História de Henry Sugar”, adaptação do conto homônimo do escritor Roald Dahl (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”) com direção de Wes Anderson. A prévia apresenta o estilo já consagrado do cineasta de “O Grande Hotel Budapeste”, “A Crônica Francesa” e do recente “Asteroid City”, marcado por grandes simetrias, imagens centralizadas e cores pastéis. Mas acrescenta um detalhe que torna tudo ainda mais artificial que o costume: narração literária. Os personagens comentam falas e pensamentos, como se lessem um livro. Na trama, Henry Sugar estuda meditação e aprende a enxergar sem os olhos, conseguindo até “ver” cartas de baralho de adversários num jogo, o que lhe rende grande fortuna, mas também desgosto pelo dinheiro fácil. Após causar tumulto jogando dinheiro pela janela, ele é aconselhado a fazer filantropia, decidindo criar orfanatos bem equipados. Mas, ao mesmo tempo, torna-se alvo da máfia pela quantidade de dinheiro que ganhou em cassinos, precisando passar a se disfarçar para evitar atentados. Elenco grandioso Também como é típico dos filmes de Anderson, a adaptação do livro de 1977 é estrelada por um grande elenco, com destaque para Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) no papel-título, além de Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), Dev Patel (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), Ben Kingsley (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Rupert Friend (“Obi-Wan Kenobi”) e Richard Ayoade (“The IT Crowd”). “A Incrível História de Henry Sugar” será a segunda adaptação de uma obra de Dahl dirigida por Anderson, que em 2009 assinou a animação “O Fantástico Sr. Raposo”. A estreia vai acontecer em 27 de setembro.
Vídeo nacional de “As Marvels” destaca o lançamento em IMAX
A Marvel divulgou novo pôster e teaser de “As Marvels” para o lançamento do filme em IMAX. A produção reúne pela primeira vez um time de super-heroínas femininas dos quadrinhos. A prévia explora os poderes de Carol Danvers (Brie Larson, a “Capitã Marvel”), Monica Rambeau (Teyonah Parris, introduzida em “WandaVision”) e Kamala Khan (Iman Vellani, a “Ms. Marvel”), que se encontram pela primeira vez, após acidentalmente trocarem de lugar. A confusão é criada por uma inimiga da Capitã Marvel, que faz com que, cada vez que uma use seu poder, troque de lugar com a outra. O objetivo era dificultar que a Capitã Marvel impedisse seus planos de destruição. Ela só não contava que isso transformasse o trio em aliadas. “As Marvels” foi escrito por Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e dirigido por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), e também destaca a participação de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury. A estreia está marcada para 9 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
“Aquaman 2: O Reino Perdido” ganha primeiro trailer
A Warner Bros. divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Aquaman 2: O Reino Perdido”, segundo filme do herói interpretado por Jason Momoa. O vídeo revela que o herói se tornou pai e também mostra a aliança improvável formada para defender o reino de Atlântida da ameaça de Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II). Também chama atenção o pouco tempo de tela de Mera, a mulher de Aquaman vivida por Amber Heard, que foi coprotagonista do primeiro filme. O estúdio parece ser cedido parcialmente à pressão misógina dos fãs de Johnny Depp, que queriam tirá-la do filme. Na trama, Arraia Negra é movido pelo desejo de vingar a morte de seu pai e não vai parar até destruir Atlântida de uma vez por todas. Mais formidável do que nunca, o vil´~ao agora empunha o poder do mítico Tridente Negro, que desencadeia uma força antiga e malévola. Para derrotá-lo, Aquaman precisa recorrer a seu irmão preso Orm (Patrick Wilson), o Mestre do Oceano e ex-rei da Atlântida. Eles devem deixar de lado a rivalidade para proteger seu reino e salvar a família de Aquaman, e o mundo, de uma destruição irreversível. A continuação tem sido descrita como uma aventura cômica, em que Aquaman e seu meio-irmão compartilham picuinhas durante uma jornada, e o trailer mostra uma prévia disso. O elenco também conta com as voltas de Dolph Lundgren como o Rei Nereus, e Temuera Morrison e Nicole Kidman como os pais do herói. O elenco ainda foi reforçado por Indya Moore (“Pose”) como Karshon, que nos quadrinhos é um tubarão mutante com poderes telepáticos, o galês Vincent Regan (“Poldark”) como Atlan, o antigo rei que afundou Atlântida, e a portuguesa Jani Zhao (“Peregrinação”) como Stingray, personagem inédita criada para o filme. O roteiro é de David Leslie Johnson-McGoldrick e a direção de James Wan, que repetem a parceria do primeiro filme. A estreia está marcada para 20 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
Justin Timberlake busca sua antiga boyband no trailer de “Trolls 3”
a Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer da animação “Trolls 3 – Juntos Novamente”, com uma nova aventura de Poppy e Tronco, os personagens dublados em inglês por Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) e Justin Timberlake (“O Preço do Amanhã”), que agora são oficialmente um casal, apelidado de Troppy. À medida que se aproximam, no entanto, Poppy descobre que Tronco tem um passado secreto: ele já fez parte da boyband favorita dela, BroZone, com seus quatro irmãos Floyd, John Dory, Spruce e Clay. Eles se separaram quando Tronco ainda era um bebê, assim como a família, e Tronco não viu seus irmãos desde então. Mas quando Floyd, é sequestrado, Tronco e Poppy embarcam em uma jornada emocionante para reunir os outros irmãos e resgatá-lo de um destino ainda pior do que a obscuridade da cultura pop. O detalhe é que essa historia é embalada por uma música do ‘N Sync, a boyband nada secreta do passado de Justin Timberlake, que voltou a gravar junta, 20 anos após sua separação, para a trilha sonora do filme. A animação também conta com a volta do diretor Walt Dohrn e com um elenco de dubladores que combina cantores e atores, como Camila Cabello (“Cinderella”), Eric André (“The Righteous Gemstones”), Amy Schumer (“Descompensada”), Andrew Rannells (“Um Pequeno Favor”), Troye Sivan (“The Idol”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”), Zooey Deschanel (“New Girl”), Kid Cudi (“Não Olhe para Cima”) e Anderson Paak (“Grown-ish”). A estreia vai acontecer em 12 de outubro, no Dia das Crianças.
A Noite das Bruxas: Novo mistério de Agatha Christie é principal estreia de cinema
O novo filme de mistério “A Noite das Bruxas” volta a trazer o detetive Hercule Poirot, vivido por Kenneth Brannagh, de volta aos cinemas. Com distribuição modesta em 600 salas, ele é lançamento mais amplo desta quinta (14/9) e terá a companhia da comédia brasileira “Tire 5 Cartas”, entre os principais lançamentos da semana, que também incluem o média metragem de Pedro Almodóver “Estranha Forma de Vida”, o relançamento comemorativo do cult sul-coreano “Old Boy”, o suspense intenso “Sem Ar”, a animação brasileira “A Ilha dos Ilus” e outros títulos. Confira detalhes e trailers abaixo. A NOITE DAS BRUXAS O terceiro filme recente de mistérios de Agatha Christie, dirigido e estrelado por Kenneth Brannagh como o detetive Hercule Poirot, adapta um dos últimos e menos conhecidos livros da escritora britânica, em contraste com as produções anteriores, “Assassinato no Expresso Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), baseadas em obras populares. Isso permite ao roteirista Michael Green tomar muitas liberdades com a história, que encontra Poirot já aposentado em Veneza, onde é persuadido por sua amiga Ariadne Oliver (interpretada por Tina Fey, de “30 Rock”) a participar de uma sessão espírita. O objetivo é descobrir se a médium Joyce (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”) é uma farsante. O evento ocorre no palazzo onde uma mulher chamada Alicia morreu sob circunstâncias misteriosas. Durante a sessão, um dos convidados morre, instigando Poirot a iniciar uma investigação para identificar o assassino entre os presentes. O filme conta com um elenco internacional, que inclui Kelly Reilly (“Yellowstone”) como Rowena Drake, Jamie Dornan e Jude Hill (ambos do premiado filme “Belfast” de Branagh), e se destaca por seu design de produção e atmosfera gótica. Diferentemente das outras obras, esta pende para o fantástico, incluindo elementos sobrenaturais, aproximando-se do terror, embora preserve a essência de um mistério de Poirot. TIRE 5 CARTAS O novo filme de Diego Freitas (“Depois do Universo”) é uma comédia de trambiqueiros com acenos sobrenaturais. A trama se concentra em Fátima, interpretada por Lilia Cabral (“Divã”), uma taróloga que engana seus clientes com a cumplicidade de seu marido Lindoval (Stepan Nercessian, de “Os Parças”), ex-cover de Sidney Magal. A reviravolta ocorre quando um anel valioso e roubado entra em cena. Fátima decide ficar com o anel e foge para São Luís do Maranhão, sua terra natal, desencadeando uma série de eventos. O filme se destaca por ser a maior produção cinematográfica inteiramente rodada em São Luís e não deixou de incluir talentos locais, como Áurea Maranhão e César Boaes. Além disso, o elenco conta com participações especiais dos cantores Alcione e Sidney Magal, e influenciadores digitais como Thaynara OG e Mathy Lemos. ESTRANHA FORMA DE VIDA O mini western queer de 31 minutos de Pedro Almodóvar se desenrola em torno dos personagens Jake e Silva, vividos por Ethan Hawke (“Cavaleiro da Lua”) e Pedro Pascal (“The Last of Us”). Ambos foram um casal secreto 25 anos atrás e agora têm ocupações conflitantes: Jake se tornou o xerife da cidade desértica de Bitter Creek, enquanto Silva reaparece em sua vida com objetivos inicialmente misteriosos. Silva busca reacender um antigo romance, mas Jake enfrenta um dilema moral ligado às suas responsabilidades como xerife. O filme examina temas de amor, responsabilidade e conflito interno. A produção abrange não apenas as tensões românticas, mas também dilemas éticos, já que ambos os personagens se encontram ligados a uma busca por um jovem fora da lei. Esta complexa teia de eventos leva a uma prova de lealdade entre Jake e Silva. A trama, mesmo que breve, apresenta um rico pano de fundo visual, com um design de produção patrocinado pela grife francesa Saint Laurent. A obra foi descrita por Almodóvar como sua resposta ao icônico filme “O Segredo de Brokeback Mountain”, e chama atenção por suas escolhas visuais audaciosas, humor e personagens multifacetados, que proporcionam uma nova abordagem ao gênero western, brincando com suas convenções enquanto as homenageia. OLD BOY O clássico de Park Chan-wook volta aos cinemas em comemoração aos 20 anos de seu lançamento. Divisor de águas, “Old Boy” chamou atenção mundial para o cinema sul-coreano ao vencer o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes. E se hoje é aclamado, na época da estreia dividiu opiniões por sua violência e reviravolta chocante. A produção é um thriller psicológico que narra a história de Oh Daesu (Choi Min-sik). Após uma noite de bebedeira, Daesu desaparece e acaba confinado em uma sala por 15 anos, sem saber o motivo ou o responsável por seu cárcere. A televisão se torna seu único contato com o mundo externo, e durante esse período ele descobre que se tornou suspeito de assassinato. Mas a prisão é apenas o começo da história, que deslancha quando Daesu é libertado, também sem motivo aparente, e busca se vingar. Ele tenta desvendar a identidade de seu captor e entender as razões por trás de seu encarceramento privado. O filme é conhecido por sua estrutura cuidadosamente elaborada e pela intensidade emocional, que não se limita apenas à violência física, mas se estende às complexidades dos personagens e suas motivações. O enredo se desenrola de forma a questionar não apenas “quem” é o responsável pelo encarceramento de Daesu, mas também “por que” ele foi aprisionado, tornando-se um estudo aprofundado da condição humana. O roteiro também introduz outros personagens importantes, como uma chef de sushi interpretada por Gang Hye-jung, que se torna uma aliada significativa para Daesu – e que choca o público ao ter seu papel na trama desvendado. Ao longo dos anos, a obra-prima de Park Chan-wook tem sido estudada em detalhes, rendendo diversas críticas e análises. Os elementos de vingança e fatalidade presentes na história costumam ser comparados a peças de vingança de Shakespeare, enquanto a violência foi alinhada ao cinema de Quentin Tarantino. Mas o filme não se destaca só por sua narrativa, mas também por sua realização técnica, incluindo uma cena de luta em que Daesu usa um martelo num corredor que se tornou icônica. Embora violento, “Old Boy” é muito mais pesado em seus aspectos psicológicos, que o tornam uma sessão de cinema realmente desconfortável. SEM AR Na linha dos thrillers de sobrevivência com garotas no fundo do mar, o longa de Maximilian Erlenwein (“Stereo”) é mais “Além das Profundezas” (2020) que “Medo Profundo” (2017). A produção alemã é, na verdade, um remake do filme norueguês, que troca a gélida paisagem nórdica por uma praia ensolarada na ilha de Malta. A trama acompanha duas irmãs, May (Louisa Krause) e Drew (Sophie Lowe), em uma situação desesperadora, quando um mergulho totalmente equipado termina com May presa por uma rocha no fundo do mar. A narrativa ganha urgência com a contagem regressiva do suprimento limitado de oxigênio das irmãs. A relação já tensa entre as duas é extrapolada pela necessidade iminente de sobrevivência, especialmente quando Drew tem que tomar decisões cruciais para salvar May num local sem suprimento ou outros habitantes que possam ajudá-la. O filme se destaca principalmente pela sua fotografia subaquática e pelas atuações de Krause e Lowe, que conseguem transmitir a tensão e o desespero da situação de forma convincente. Enquanto May é apresentada como a mais experiente e calma, Drew se revela uma personagem igualmente competente e engenhosa em situações críticas. A narrativa evita clichês comuns em filmes de suspense e sobrevivência, optando por um desenvolvimento mais realista dos eventos. A ÚLTIMA RAINHA Ambientado na Argélia do século 16, o épico histórico explora a aliança frágil entre o Rei Salim Toumi (Tahar Zaoui) e o pirata Aruj (Dali Benssalah) para derrotar os ocupantes espanhóis. Quando o rei é assassinado, o reino entra em caos. A Rainha Zaphira, interpretada por Adila Bendimerad, que também co-escreveu, co-dirigiu e co-produziu o filme, emerge como uma figura de resistência. A obra é a estreia na direção de longas de Damien Ounouri e Bendimerad, e teve trajetória em festivais, incluindo Veneza, onde encontrou receptividade, especialmente entre o público da diáspora argelina. A trama mergulha na história de Zaphira, inicialmente uma mulher politicamente ingênua que se transforma após a morte do rei. O enredo engloba a tensão sexual e a possível traição envolvendo Aruj, destacando principalmente cenas eletrizantes de diálogo entre Benssalah e Bendimerad. O filme também foi notado pelo seu vestuário opulento e sequências de ação ambiciosas, embora tenha como pontos negativos o excesso de didatismo para apresentar o pano de fundo histórico para o público internacional. A ILHA DOS ILUS O primeiro longa animado de Goiás a estrear no cinema acompanha Pocó, que está pronto para nascer e viver sua vida de cachorro. Porém, é enviado para uma família errada, o que o obriga a voltar para a Ilha dos Ilús, local mítico onde todos os animais “vivem” antes de nascerem. Inconformado, Pocó quer conhecer sua verdadeira família, mesmo que, para isso, precise descobrir a todo custo uma passagem secreta, que somente Rinco, o lider do clã dos animais rejeitados, sabe encontrar. Sua melhor amiga Oli o ajuda nessa jornada, só que ela é uma espiã da Gakra, uma réptil maligna que pretende invadir a ilha e abalar todo o reino animal. Voltado para crianças de 5 a 12 anos, o filme de Paulo G C Miranda venceu a categoria de Melhor Longa de Animação no Festival Infantil de Moscou (Rússia). PESSOAS HUMANAS Este suspense B panamenho-brasileiro de 2018 acompanha James, um imigrante colombiano que integra uma organização criminosa nos Estados Unidos, mas precisa voltar à sua terra natal, Medelín, com um único objetivo: conseguir um fígado e contrabandeá-lo de volta para os Estados Unidos. Nessa viagem, ele encontra outros criminosos, incluindo um brasileiro chamado João, e revive memórias de seu próprio passado violento. O papel de João é vivido por um brasileiro de verdade, o ator Roberto Birindelli (de “Dom”), mas o protagonista colombiano é interpretado pelo venezuelano Luis Fernandez, mais conhecido por novelas locais. AFTER: PARA SEMPRE O casal Tessa (Josephine Langford) e Hardin (Hero Fiennes Tiffin) vai tentar nova reconciliação, após quatro vexames de bilheteria e crítica. Com menos cenas quentes, o quinto filme pelo menos justifica porque a franquia se chama “After”. Uma dica: Hardin escreve um livro. Mas a dura verdade é que o romance do casal demonstrou não ter futuro desde o primeiro filme. Com míseros 17% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o “After” inicial refletiu sua origem como fanfic ao materializar todos os clichês do gênero, com uma protagonista romântica recatada que encontra um rebelde bonitão e “perde a cabeça”. Mas o clima quentinho de “Cinquenta Tons de Cinza” sem perversões e para adolescentes empolgou muitas meninas. Assim, veio a continuação, “After: Depois da Verdade”, considerada ainda pior com apenas 14% de aprovação. E com faturamento de apenas US$ 2 milhões nas bilheterias dos EUA em 2020 – antes da pandemia! Finalmente, “After – Depois do Desencontro” (2021) conseguiu realizar a façanha que todos esperavam: atingiu 0% com a crítica, mantendo a bilheteria pingada de US$ 2 milhões no mercado doméstico. O desempenho crítico não piorou com “After: Depois da Promessa”, porque 0% é o limite, mas a bilheteria caiu para US$ 1 milhão no ano passado. Que expectativa se pode ter agora em relação ao quinto título? A direção destes últimos é de Castille Landon, que tem planos de fazer pelo menos mais dois longas. Seríssimo. MIRANTE O mirante é a janela de um apartamento em Porto Alegre em que o diretor Rodrigo John registra as mudanças do Brasil durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nas janelas no centro da cidade, o lado de fora e o de dentro se sobrepõem.












