Garfield encontra seu pai no trailer da nova animação
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Garfield: Fora de Casa”, nova animação do famoso personagem de quadrinhos criado por Jim Davis. A prévia mostra a história de “origem” de Garfield e seu encontro com o pai há muito perdido. A animação vai mostrar uma aventura inédita do gato que odeia as segundas e ama lasanha. Após um reencontro inesperado com seu pai distante – o maltrapilho gato de rua Vic – Garfield e seu amigo canino Odie são forçados a sair de suas vidas perfeitamente mimadas para se juntarem a Vic em uma jornada hilariante e arriscada no mundo das ruas, que inclui até um assalto. A versão original do filme traz Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) como a voz de Garfield e Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel”) como Vic, seu pai perdido, além de Hannah Waddingham (“Ted Lasso”), Ving Rhames (“Missão: Impossível”), Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”), Cecily Strong (“Schmigadoon!”), Brett Goldstein (“Ted Lasso”) e Bowen Yang (“Saturday Night Live”) no elenco de vozes do longa. Escrito por David Reynolds (“Procurando Nemo”) e dirigido por Mark Dindal (“O Galinho Chicken Little”), o filme estreia em 23 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Rebel Moon | Netflix divulga trailer da Parte 1 do épico espacial de Zack Snyder
A Netflix divulgou um trailer de “Rebel Moon – Parte 1: A Menina do Fogo”, primeira parte de uma nova superprodução do diretor Zack Snyder (“Liga da Justiça”), que se apresenta como uma espécie de “Os Sete Samurais do Espaço”. Divulgado no evento online Geeked Week, neste domingo (12/11), o vídeo é embalado por um trilha genérica “de trailer”, que enterra sob acordes repetitivos o clássico glam “Children of the Revolution”, do T-Rex. Cheia de efeitos, a prévia também evoca produções de “Star Wars”, mas com o excesso de cenas com câmera lenta que caracteriza a estética do diretor. O trailer apresenta a história, centrando-se na personagem de Sofia Boutella (“A Múmia”), uma ex-soldado que encontra abrigo com fazendeiros espaciais e leva uma vida tranquila, até seu planeta ser invadido por forças opressoras. Sem aguentar os abusos, ela reage, iniciando uma guerra contra os invasores, que só poderia ser vencida com ajuda de reforços. Ao velho estilo de “Os Sete Samurais” (1954), ela parte em busca de guerreiros capazes de fazer frente ao inimigo, alistando mercenários e proscritos. Em seu grande elenco, o filme reúne Charlie Hunnam (“Magnatas do Crime”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Doona Bae (“Mar da Tranquilidade”), Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Michiel Huisman (“A Maldição da Residência Hill”), Alfonso Herrera (“Ozark”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Staz Nair (“Supergirl”), Charlotte Maggi (“MaveriX”), Sky Yang (“Tomb Raider: A Origem”), E. Duffy (“Lendas do Crime”), Ed Skrein (“Deadpool”) e Anthony Hopkins (“Thor: Ragnarok”). A primeira parte estreia na Netflix em 22 de dezembro, enquanto a segunda, chamada de “A Marcadora de Cicatrizes”, chega ao streaming em 19 de abril de 2024.
Bilheteria | “As Marvels” marca pior estreia da Marvel nos EUA
“As Marvels” passou longe de ser uma maravilha nas bilheterias dos EUA e Canadá. Em sua estreia neste fim de semana, o filme que juntou três heroínas do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) arrecadou penas US$ 47 milhões. Trata-se da pior abertura doméstica de uma produção do Marvel Studios em todos os tempos, num contraste notável com o sucesso estrondoso que o estúdio desfrutava até o ano passado. Enquanto a era de ouro do MCU costumava render estreias com mais de US$ 100 milhões nos EUA, “As Marvels” precisou de todo o mercado internacional para atingir a marca, somando mais US$ 63,3 milhões de 51 territórios. Ao todo, o filme orçado em US$ 200 milhões arrecadou US$ 110,3 milhões globalmente em seus primeiros dias de exibição. Antes de “As Marvels”, a pior abertura doméstica do MCU tinha sido “O Incrível Hulk” (US$ 55,4 milhões) em 2008, seguido por “Homem-Formiga” (US$ 57,2 milhões) em 2015. “As Marvels” conseguiu ter pior desempenho, destacando-se com um recorde negativo entre os 33 filmes do MCU. A greve dos atores dos EUA teve um papel significativo na limitação da promoção do filme, impedindo o elenco, incluindo Brie Larson, de participarem ativamente da divulgação. Mas as críticas não ajudaram. O longa dividiu opiniões e atingiu apenas 62% de aprovação no Rotten Tomatoes, e isso graças à resenhas positivas de blogueiros geeks. Entre os chamados críticos top (grande imprensa), a avaliação não passou dos 43%. Para completar, o público também igualou a produção aos piores títulos do MCU ao lhe dar nota B no CinemaScore (pesquisa feita na saída dos cinemas dos EUA), a mesma obtida por “Os Eternos” e “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”. Agora, o estúdio deve rever sua abordagem para evitar desastres maiores. Na sexta (10/11), dia da estreia do filme nos EUA, a Disney já tinha anunciado o adiamento de várias produções da Marvel, deixando apenas um lançamento do estúdio para o próximo ano: “Deadpool 3”. O resto do Top 5 Entre os demais filmes em cartaz, a adaptação do vídeogame “Five Nights at Freddy’s” manteve uma presença forte nas bilheterias. Em seu terceiro fim de semana, o terror arrecadou US$ 9 milhões de 3.624 cinemas, elevando seu total doméstico para US$ 127,2 milhões e o total global para US$ 251,9 milhões. Em 3º lugar, “Taylor Swift: Eras Tour” continuou a atrair os fãs da cantora. O documentário arrecadou aproximadamente US$ 6 milhões de 2.848 locais, acumulando quase US$ 173 milhões só nos EUA e US$ 240,9 milhões mundiais. A cinebiografia “Priscilla”, de Sofia Coppola, atingiu o 4º lugar com a ampliação de seu circuito, faturando US$ 4,8 milhões em 2.361 cinemas. Seu total doméstico é de US$ 12,7 milhões. Inédito no Brasil, o filme que rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Cailee Spaeny no Festival de Veneza só vai chegar por aqui em 4 de janeiro. O Top 5 se completa com “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, que arrecadou mais US$ 4,7 milhões de 3.357 cinemas, totalizando US$ 60 milhões na América do Norte e US$ $137,1 milhões no mundo todo. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | AS MARVELS 2 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM 3 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR 4 | PRISCILLA 5 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES
Teaser de “Divertida Mente 2” bate recorde de visualizações da Disney
A Disney revelou que o primeiro teaser de “Divertida Mente 2”, divulgado na quinta-feira (9/11), bateu o recorde de divulgações do estúdio, desbancando “Frozen 2” de 2019, com surpreendentes 157 milhões de visualizações em suas primeiras 24 horas. O filme teve uma exibição particularmente forte no TikTok, onde obteve 78 milhões de visualizações. O sucesso chega pouco menos de um mês após a criação de um centro de conteúdo inédito da Disney no TikTok, em comemoração ao 100º aniversário do estúdio. O primeiro “Divertida Mente” contou a história de Riley, uma pré-adolescente que passa por diversas emoções conflitantes ao se mudar do Meio-Oeste dos EUA para San Francisco. Por isso, as emoções Alegria (voz original de Amy Poehler), Medo (Tony Hale), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Liza Lapira) e Tristeza (Phyllis Smith) precisam se dividir no centro de controle dentro da mente da menina, onde eles a ajudam com conselhos diários. Só que enquanto Riley se esforça para se ajustar à nova vida, a turbulência em seu Quartel-General mental aumenta, criando grandes instabilidades. Comemoração do recorde Após o recorde, o diretor de criação da Pixar, Pete Docter, que dirigiu o primeiro filme e produz o novo, emitiu um comunicado. “Estamos emocionados que tantas pessoas sintonizaram para conferir o novo trailer de Divertida Mente 2”. Docter afirmou que quando o primeiro filme estreou, ele viu claramente que havia “muito para explorar” em relação ao mundo de Riley, mais do que “poderia caber em um filme”. Desta vez, porém, nem ele e nem Ronnie Del Carmen, que escreveram e dirigiram o filme premiado, estão envolvidos com a sequência. Docter virou o poderoso chefão da Pixar em 2018 e, desde o lançamento de “Soul” (2020), tem se concentrado no trabalho executivo. O novo roteiro foi escrito por Meg LeFauve, que participou da criação de “Divertida Mente” como co-roteirista do longa original, enquanto a direção ficou a cargo de Kelsey Mann, que estreia na função após trabalhar na animação de outros filmes da Pixar, como “Universidade Monstros” (2013), “O Bom Dinossauro” (2015) e “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” (2020). Doctor elogiou o diretor da sequência e a equipe, dizendo que os criativos “fizeram um ótimo trabalho… expandindo o mundo e introduzindo novas emoções que estamos muito ansiosos para que o público descubra”. Quantas emoções O teaser da continuação mostrou as cinco emoções apresentadas no primeiro filme sendo acordadas de madrugada para uma reforma completa em seu centro de controle e descobrindo que compartilharão o local com novas emoções. A primeira a se apresentar é a Ansiedade (dublada em inglês por Maya Hawke, de “Stranger Things”). O novo filme acompanhará a evolução mental de Riley, conforme ela cresce e experimenta a adolescência. Além da Ansiedade de cor laranja, típica da idade, ela também conhecerá Vergonha, Inveja e Tédio. As novas figuras tiveram seus visuais revelados no primeiro pôster do filme, onde Vergonha surge rosa, Tédio é roxo e Inveja tem a cor ciano – também conhecida como turquesa. “Não poderíamos estar mais gratos em ver o tipo de resposta que o teaser recebeu até agora. Obrigado a todos que conferiram – mal podemos esperar para que todos vejam o filme quando chegar aos cinemas no próximo verão”, concluiu Docter. “Divertida Mente 2” tem previsão de lançamento nos cinemas em 14 de junho de 2024, quase nove anos após o primeiro filme.
Donzela | Millie Bobby Brown enfrenta dragão em trailer da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Donzela”, novo filme de fantasia estrelado por Millie Bobby Brown, após seu sucesso à frente de “Enola Holmes”. Divulgada no evento online Geeked Week, neste sábado (11/11), a prévia mostra a personagem da atriz fugindo de uma criatura perigosa dentro de uma montanha cavernosa, que paira diante de um reino próspero. Seu destino, revelado pela rainha vivida por Robin Wright (“Mulher-Maravilha”), tem a ver com o dragão ameaçador que vive naquele lugar. Millie interpreta uma jovem princesa, que acredita que vai se casar com um príncipe, mas descobre que, na verdade, será sacrificada para o dragão. Entretanto, ela se mostra mais resistente que outras donzelas sacrificadas e ainda encontra uma espada. O filme tem roteiro de Dan Mazeau (“Fúria de Titãs 2”) e direção do espanhol Juan Carlos Fresnadillo, especializado em longas de terror, como “Extermínio 2” (2007) e “Intrusos” (2011). O elenco também conta com Angela Bassett (“Pantera Negra”), Shohreh Aghdashloo (“The Expanse”), Ray Winstone (“Viúva Negra”) e Nick Robinson (“Com Amor, Victor”). A estreia vai acontecer em 2024, ainda sem data específica.
Estreias | 10 novidades da semana para ver em streaming
A programação de streaming da semana tem mais séries bacanas que filmes. São 6 produções em episódios, incluindo quatro séries estreantes – entre elas, uma comédia estrelada por ninguém menos que a vencedora do Oscar Emma Stone. Já os quatro filmes se dividem entre novidades da Netflix, HBO Max e locações de VOD, todas recomendadíssimas. Confira todo os detalhes abaixo. SÉRIES THE CURSE | PARAMOUNT+ A primeira série desenvolvida pelos irmãos Safdie, diretores de “Bom Comportamento” (2017) e “Joias Brutas” (2019), traz Emma Stone (vencedora do Oscar por “La La Land”) e Nathan Fielder (“Nathan For You”) como um casal que apresenta um programa de reformas e decoração centrado em sua pequena comunidade interiorana. Durante uma gravação, o produtor vivido por Benny Safdie sugere que Asher dê dinheiro para uma criança necessitada. Como ele só tem US$ 100 na carteira, oferece o dinheiro diante das câmeras, mas depois pede de volta, querendo trocar por notas menores. Como resultado, a criança lança uma maldição sobre o sovina. Em tom de comédia ácida, a produção passa a mostrar como essa suposta maldição perturba o relacionamento do casal, que, enquanto grava seu problemático programa, também tenta conceber um filho. Além de estrelar, Emma Stone é produtora da atração, por meio de sua empresa Fruit Tree – em parceria com a Elara Pictures, de Josh e Benny Safdie, e o igualmente premiado estúdio A24 (vencedor do Oscar 2023 com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”). FOR ALL MANKIND 4 | APPLE TV+ Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a aclamada ficção científica explora uma linha temporal alternativa da História, onde os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua. A trama imagina o impacto deste feito na guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, mostrando uma realidade em que a continuidade de corrida espacial acelerou inovações tecnológicas e a conquista do espaço. Os novos capítulos avançam oito anos após o final da 3ª temporada, mostrando a ampliação da presença terrestre em Marte e a transformação de antigos inimigos em aliados. No novo ciclo, o enfoque do programa espacial é a mineração de asteroides ricos em minerais preciosos, que têm o potencial de transformar o futuro da humanidade. Contudo, tensões crescentes entre os residentes da base internacional em Marte ameaçam desmantelar todos os avanços alcançados. A 4ª temporada traz de volta integrantes já conhecidos, como Joel Kinnaman, Wrenn Schmidt, Krys Marshall, Edi Gathegi, Cynthy Wu e Coral Peña. Mas a produção também ganhou novos atores, incluindo Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Tyner Rushing (“Em Nome do Céu”), Daniel Stern (“Esqueceram de Mim”) e Svetlana Efremova (“The Americans”). OS BUCANEIROS | APPLE TV+ Adaptação da obra inacabada de Edith Wharton (1862-1937), a série se passa nos anos 1870 e acompanha cinco jovens americanas endinheiradas que, buscando ascender socialmente, atravessam o Atlântico rumo à sociedade londrina para encontrar maridos aristocratas. Nesse contexto, o casamento de Conchita Closson (Alisha Boe, de “13 Reasons Why”) com Lord Richard Marable (Josh Dylan, de “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) é apenas o início de uma série de eventos que colocam em cheque as normas culturais e sociais da época. A série é uma criação de Katherine Jakeways e se destaca por sua abordagem moderna, com uma trilha sonora contemporânea que contrasta com o cenário de época e um elenco jovem e atraente, onde Kristine Froseth (“Quem É Você, Alasca?”) brilha no papel de Nan St. George, a protagonista da narrativa. A história avança com as peripécias e os choques culturais enfrentados por essas mulheres, que buscam não apenas maridos, mas também autonomia e aceitação em um contexto de rigidez social. A presença delas na alta sociedade britânica causa alvoroço e admiração, e suas experiências vão desde a descoberta de identidades sexuais até a confrontação de violências domésticas. As personagens principais são retratadas com uma complexidade que vai além do esperado para o gênero, desafiando as expectativas e apresentando uma crítica social implícita na própria trama. O drama de época desenvolvido por Katherine Jakeways (“Tracey Ullman’s Show”) deve agradar em cheio aos fãs de “Bridgertown”, uma vez que ambos retratam bailes de debutantes e contratos de casamento. No entanto, a nova atração tem clima mais moderno e as histórias de amor enfocadas vão além de romances, destacando a forte amizade entre as protagonistas – a verdadeira história de amor da série. MALDITO RAP 2 | HBO MAX A nova criação de Issa Rae (“Insecure”) acompanha duas amigas (Aida Osman e KaMillion) que se reconectam depois de muito tempo e decidem começar um grupo de rap em Miami. Para isso, recebem a ajuda providencial de outra mulher talentosa (Jonica Booth) que aceita dar um rumo aos negócios. Mas enquanto uma quer usar o rap para conscientizar as pessoas e deixar sua marca, a outra está mais disposta a rebolar e ser sensual para vender discos. O impasse rende discussões sobre o papel das mulheres no rap, mas sem romper a amizade das duas, especialmente quando a opção é voltar para suas vidas como camareira de hotel e como mãe solteira. Na 2ª temporada, elas sofrem um choque de realidade, quando são colocadas pela gravadora como coadjuvantes de uma rapper de visual mais atrativo e comercial. Apesar de ser uma obra de ficção, a trama evoca a trajetória real do grupo de rap City Girls, que ficou conhecido em 2018 por ter uma integrante presa logo depois do lançamento da primeira música. E não se trata de acaso – as rappers Yung Miami e JT, do duo de Miami, são produtoras da atração. ÚLTIMAS FÉRIAS | STAR+ A nova série brasileira gira em torno de um grupo de jovens que têm uma viagem de férias surpreendida por uma tragédia. A trama acompanha os amigos Malu (Lara Tremouroux), Luiz (Filipe Bragança), Bruno (Ronald Sotto), Marcos (João Oliveira), Eric (Michel Joelsas), Ana (Luana Nastas) e Inês (Julianna Gerais), atletas de um clube esportivo que, ao final do ano de competições, vão seguir a vida em diferentes universidades. Para comemorar o fim do ciclo, eles combinam de passar as últimas férias juntos na casa dos pais de Malu, localizada em uma praia paradisíaca e deserta. Mas o que devia ser um momento de união e diversão logo se transforma num emaranhado de conflitos interpessoais que corroem as relações do grupo. Até que o corpo morto de um dos jovens é encontrado na praia e todos se tornam suspeitos do crime. A investigação conduzida pela jovem delegada Vera (Bella Camero) revela segredos, expondo detalhes perigosos e perturbadores. Com direção geral de Daniel Lieff, a produção da Pampa Film foi rodada no Paraná (Ilha do Mel e Curitiba) e em Santa Catarina (Porto Belo), e o elenco também inclui Eucir de Souza, Stella Rabello, Lourinelson Vladmir, Gabriel Hipólyto e Jakson Antunes, dentre outros. AKUMA KUN | NETFLIX A nova animação de terror produzida pela Toei é baseada num mangá clássico dos anos 1960, que é mais conhecido pela sua versão anime dos anos 1980. A trama criada por Shigeru Mizuki (criador também de “Gegege no Kitarô”) gira em torno de um garoto estranho envolvido com criaturas demoníacas. Akuma-kun é uma criança prodígio que deseja criar um mundo onde todos os seres humanos possam viver felizes e acredita que controlar o poder dos demônios é o caminho para atingir esse objetivo. Uma curiosidade é que as entidades referidas como demônios no enredo não se limitam às de origem cristã. O mangá apresenta várias criaturas descritas no folclore de todo o mundo, inclusive o Saci, que aparece no anime original. A adaptação foi escrita por Hiroshi Ônogi (roteirista de “Full Metal Alchemist: Brotherhood”) e a direção é de Jun’ichi Satô (da série clássica “Sailor Moon” e da franquia “Aria”) e Fumitoshi Oizaki (“Deaimon”). FILMES CRESCENDO JUNTAS | HBO MAX O livro original de Judy Blume, lançado no Brasil com o título “Você está aí Deus? Sou eu, Margareth”, foi um fenômeno de vendas responsável por praticamente criar o mercado de literatura para jovens adultos em 1970. A adaptação cinematográfica mantém a ambientação da década de 1970, acompanhando a jovem Margaret Simon, uma garota de 11 anos que se confronta com as turbulências da puberdade e os dilemas espirituais em um novo ambiente, após mudar-se com sua família de Nova York para Nova Jersey. A trama entrelaça questões de religião, amadurecimento e a busca por identidade, destacando-se pela abordagem direta de temas que eram, e muitas vezes ainda são, considerados tabus entre as famílias conservadoras. A adaptação cinematográfica, dirigida por Kelly Fremon Craig (do excelente “Quase 18”), traz Abby Ryder Fortson (a pequena Cassie de “Homem-Formiga e a Vespa”) no papel de Margaret, e Rachel McAdams (“Doutor Estranho no Universo da Loucura”) e Benny Safdie (da série “The Curse”, nesta página) como seus pais, oferecendo um retrato genuíno das dinâmicas familiares da época. A direção captura a essência da narrativa de Blume, enfatizando as experiências e emoções vividas pela protagonista e seu círculo social. Com impressionantes 99% de aprovação da crítica dos EUA, a trama transcende o tempo, dialogando com as audiências de hoje ao abordar o crescimento, as inseguranças, a autoaceitação e os desafios universais da transição para a vida adulta. O ASSASSINO | NETFLIX O novo thriller dirigido por David Fincher (“Milennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) gira em torno de um assassino profissional não nomeado, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse). O filme abre com o assassino meticulosamente preparando-se para realizar um serviço em Paris, enquanto compartilha sua filosofia de vida através de uma narração. A calma profissional do assassino é quebrada quando ele falha em completar o serviço, gerando consequências severas para ele e sua companheira, que é brutalmente atacada como retaliação pelo seu erro. Após o fracasso em Paris, o assassino retira-se para a República Dominicana, mas logo descobre que seus empregadores colocaram um contrato sobre ele. Com sua vida em perigo, ele embarca em uma missão de vingança que o leva a perseguir advogados e assassinos rivais por diversas localidades, desde Nova Orleans até Chicago. Durante sua jornada, ele se depara com uma assassina bem-falante interpretada por Tilda Swinton (“Era uma Vez um Gênio”), que oferece uma abordagem ainda mais niilista para a arte de matar, proporcionando momentos de alívio cômico e introspecção. Adaptação de uma graphic novel, a produção permite um reencontro entre Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker, com quem o diretor trabalhou num de seus filmes mais cultuados, “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (1995). Executado com atenção meticulosa aos detalhes, a obra também evoca clássicos do gênero como “Os Assassinos” (1964) e “À Queima-Roupa” (1967), dois filmes estrelados por Lee Marvin, em sua busca por retratar, de forma estilizada, o submundo dos assassinos contratados. Produção original da Netflix, chega ao streaming em duas semanas (10/11). ASTEROID CITY | VOD* O mais recente filme de Wes Anderson transporta o público para uma cidade desértica fictícia da década de 1950, palco de uma competição astronômica. A narrativa episódica acompanha personagens peculiares, como Woodrow Steenbeck (Jake Ryan, de “Oitava Série”), um jovem astrônomo cujo pai, Augie (Jason Schwartzman, de “Quiz Lady”), guarda as cinzas de sua esposa em um recipiente Tupperware. Augie, um fotógrafo de guerra, se sente atraído por Midge Campbell (Scarlett Johansson, de “Vingadores: Ultimato”), uma atriz glamourosa cuja filha, Dinah (Grace Edwards, de “Disque Jane”), tem uma conexão especial com Woodrow. A chegada de um visitante extraterrestre desencadeia um bloqueio militar na cidade, adicionando um elemento de tensão à trama. O elenco grandioso também inclui Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Jason Schwartzman (“A Crônica Francesa”), Edward Norton (“O Incrível Hulk”), Adrien Brody (“O Pianista”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Tom Hanks (“Elvis”), Willem Dafoe (“O Farol”), Jeff Goldblum (“Jurassic Park”), Margot Robbie (“Barbie”), Steve Carell (“The Office”), Maya Hawke (“Stranger Things”) e os cantores Seu Jorge (“Marighella”) e Jarvis Cocker...
“The Witcher” terá nova animação. Veja dois teasers
A Netflix anunciou oficialmente uma nova animação derivada de “The Witcher”. Intitulado “The Witcher: Sirens of the Deep”, o projeto ganhou não uma, mas duas prévias durante a Geeked Week, evento online da Netflix. Na trama, Geralt de Rivia é contratado, na condição de caçador de monstros, para investigar uma série de ataques em uma vila costeira e acaba envolvido em um conflito secular entre humanos e sereias. Ele deve contar com amigos – antigos e novos – para resolver o mistério antes que as hostilidades entre os dois reinos se transformem em guerra total. Doug Cockle, a voz icônica dos videogames de Witcher, será o dublador de Geralt de Rivia, que deixou de ser interpretado por Henry Cavill na série da plataforma. Por outro lado, Joey Batey e Anya Chalotra participam da produção como as vozes de seus personagens Jaskier e Yennefer, respectivamente. Detalhes da produção A produção marca o segundo filme animado da franquia, depois de “The Witcher: Lenda do Lobo” (2021), que focou na origem do mentor de Geralt, Vesemir, e se baseia em “A Little Sacrifice”, de Andrzej Sapkowski, um dos primeiros contos desse universo, que ficou de fora da 1ª temporada da série live-action. A animação é produzida pelo Studio MIR (“Avatar: A Lenda de Korra” e “Voltron: O Defensor Lendário”), conta com roteiro de Mike Ostrowski e Rae Benjamin (ambos roteiristas de “The Witcher”), e direção de Kang Hei Chul (animador de “The Witcher: Lenda do Lobo”). A previsão de estreia é para o final de 2024.
Diretor de “A Baleia” vai filmar biografia de Elon Musk
A produtora A24 está desenvolvendo uma cinebiografia do magnata Elon Musk, homem mais rico do mundo, dono da rede social X (ex-Twitter) e das fábricas dos foguetes SpaceX e dos carros elétricos Tesla. O estúdio, responsável pelo filme “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, vencedor do Oscar deste ano, negocia a direção com o cineasta Darren Aronofsky, de “Cisne Negro” e “A Baleia”. O filme não será chapa branca. A produção vai seguir a biografia não autorizada de Musk, escrito por Walter Isaacson (que já havia escarafunchado a vida de Steve Jobs), recém-lançada no Brasil pela Intrínseca. Vale lembrar que a biografia de Jobs foi levada ao cinema em 2015 pela Universal, com Michel Fassbender no papel do CEO da Apple. Nascido na África do Sul e naturalizado americano, Musk ganhou ainda mais notoriedade ao comprar o Twitter por US$ 44 bilhões e o rebatizar de X. As mudanças implementadas por ele na plataforma têm sido alvo de críticas severas e incluem a demissão massiva de funcionários, mudanças no sistema de verificação de usuários e ocultação do título de matérias jornalísticas compartilhadas na rede social. Desde sua compra, o antigo Twitter perdeu mais de 50% de seu valor de mercado. Cheio de extravagâncias, opiniões polêmicas e filhos – são dez, inclusive três com a cantora pop Grimes – , Musk é dono de uma fortuna estimada, em outubro de 2023, em mais de US$ 200 bilhões.
Beyoncé divulga novo trailer do filme de sua turnê
Beyoncé divulgou nesta quinta (9/11) um novo trailer do filme sobre a Renaissance World Tour. Desta vez o foco é o espetáculo visual das apresentações, com muitas performances de palco, em contraste com a primeira prévia, que mostrava mais os bastidores da produção. Um detalhe que chama a atenção no vídeo, publicado pela cantora em seu canal do YouTube, é a frase que ela fala ao final: “Eu espero que vocês se sintam libertados. Mas a Renaissance não acabou”. Isso animou fãs brasileiros, que ainda torcem para que ela retoma a turnê com shows no país em 2024. Há rumores de planos neste sentido. Fim oficial da turnê Beyoncé encerrou a turnê em 1 de outubro sem realizar nenhuma apresentação no Brasil. Portanto, até confirmação em contrário, o filme será a única forma dos fãs brasileiros verem os shows, que teve estimativa de faturamento de US$ 560 milhões em vendas de ingressos. A estreia de “Renaissance: A Film By Beyoncé” vai acontecer em 1º de dezembro, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
Divertida Mente 2 | Teaser apresenta novas emoções
A Disney divulgou o primeiro pôster e o teaser de “Divertida Mente 2”, continuação do filme da Pixar que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2016. A prévia mostra as cinco emoções apresentadas no primeiro filme sendo acordadas de madrugada para uma reforma completa em seu centro de controle, descobrindo que compartilharão o local com novas emoções, conforme Riley entra na adolescência. A primeira a se apresentar é a Ansiedade (dublada em inglês por Maya Hawke, de “Stranger Things”). O primeiro “Divertida Mente” contou a história de Riley, uma pré-adolescente que passa por diversas emoções conflitantes ao se mudar do Meio-Oeste dos EUA para San Francisco. Por isso, as emoções Alegria (voz original de Amy Poehler), Medo (Tony Hale), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Liza Lapira) e Tristeza (Phyllis Smith) precisam se dividir no centro de controle dentro da mente da menina, onde eles a ajudam com conselhos diários. Só que enquanto Riley se esforça para se ajustar à nova vida, a turbulência em seu Quartel-General mental aumenta, criando grandes instabilidades. O novo filme acompanha a evolução mental de Riley, conforme ela cresce e experimenta novas emoções. Além da Ansiedade de cor laranja, típica da adolescência, ela também conhecerá Vergonha, Inveja e Tédio. As novas figuras tiveram seus visuais revelados no primeiro pôster do filme, onde Vergonha surge rosa, Tédio é roxo e Inveja tem a cor ciano – também conhecida como turquesa. Vale lembrar também que “Divertida Mente” já teve uma continuação. A Pixar lançou um curta, “O Primeiro Encontro da Riley”, como bônus do DVD do filme, que mostrava a garotinha um pouco mais velha e na expectativa de seu primeiro encontro com um potencial namorado. Desta vez, porém, Pete Docter e Ronnie Del Carmen, que escreveram e dirigiram o filme premiado, deram lugar a novos nomes no comando da sequência. Docter virou o poderoso chefão da Pixar em 2018 e, desde o lançamento de “Soul” (2020), tem se concentrado no trabalho executivo. O roteiro foi escrito por Meg LeFauve, que participou da criação de “Divertida Mente” como co-roteirista do longa original, enquanto a direção ficou a cargo de Kelsey Mann, que estreia na função após trabalhar na animação de outros filmes da Pixar, como “Universidade Monstros” (2013), “O Bom Dinossauro” (2015) e “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” (2020). “Divertida Mente 2” tem previsão de lançamento nos cinemas em 14 de junho de 2024, quase nove anos após o primeiro filme.
Festival Varilux traz o melhor do cinema francês atual e homenagem a Brigitte Bardot
O Festival Varilux de Cinema Francês começa nesta quinta (9/11) sua 14ª edição, que vai até 22 de novembro, trazendo o melhor do cinema contemporâneo francês e uma homenagem ao ícone Brigitte Bardot. São ao todo 19 produções com exibições em 52 cidades, incluindo o filme vencedor do Festival de Cannes deste ano. Normalmente realizado em junho, o festival teve sua agenda modificada justamente para incluir obras do Festival de Cannes. Além disso, a mudança afastou sua programação da concorrida temporada de blockbusters americanos nos cinemas. Filmes imperdíveis Entre os destaques, “Anatomia de uma Queda”, dirigido por Justine Triet, chega ao Brasil com a credencial de vencedor da Palma de Ouro em Cannes. O filme narra a investigação do falecimento misterioso de um homem nos Alpes, trazendo um enredo que envolve um cão, uma criança e uma mulher como testemunhas, sendo esta última a principal suspeita. Outra obra significativa é “Making Of”, de Cédric Kahn, que oferece um olhar metalinguístico sobre o processo cinematográfico. A narrativa acompanha a tensão e os desafios enfrentados por uma equipe de filmagem, destacando-se pelas atuações marcantes do elenco e pela abordagem realista dos bastidores da indústria do cinema. “Culpa e Desejo”, dirigido por Catherine Breillat, apresenta uma trama que explora as complexidades de uma relação proibida. Estrelado por Léa Drucker, o filme se destaca por abordar questões delicadas como violência sexual e os limites éticos das relações pessoais. Com uma proposta que foge do convencional, “O Desafio de Marguerite”, de Anna Novion, se concentra na relação entre dois jovens matemáticos, tocando em temas de ambição e insegurança, e oferecendo uma perspectiva contemporânea e inovadora ao romance. “As Bestas”, dirigido por Rodrigo Sorogoyen, é outro filme que merece atenção por sua abordagem crítica e sua presença marcante em Cannes e no Goya. A obra explora conflitos sociais e ambientais em uma aldeia galega, desdobrando-se em uma narrativa de suspense e tensão. Homenagem a Brigitte Bardot A programação também destaca a série biográfica “Bardot”, juntamente com as exibições dos dois clássicos estrelados por Brigitte Bardot – “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim, que a catapultou ao estrelato, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, que explora a nudez e o sex appeal da estrela em sua única passagem pela nouvelle vague. Para acompanhar a première da série, o festival trouxe a intérprete de Bardot, a atriz Julia de Nunez, ao Brasil. Além de ter sessões em cinemas, “Bardot” também será disponibilizada gratuitamente no site oficial do festival após o término do evento – ou seja, a partir de 22 de novembro – , permitindo ao público amplo acesso à produção pelo período de um mês. Para assistir, basta acessar o site Festival Varilux em Casa (https://www.looke.com.br/movies/festival-varilux-em-casa) no período indicado. Estrelas internacionais Outros artistas que prestigiam o evento incluem o ator e diretor Nicolas Giraud de “O Astronauta”, a diretora Anna Novion de “O Desafio de Marguerite, a diretora Baya Kasmi de “O Livro da Discórdia”, o diretor Bruno Chiche de “Maestro(s)”, o diretor Cédric Kahn e o ator Stefan Crépon de “Making Of” e o diretor Rémi Bezançon de “O Renascimento”. Mais informações sobre o festival, como horários e salas de exibição, podem ser conferidos no site oficial: https://variluxcinefrances.com/2023/
Sindicato dos Atores fecha acordo e encerra greve em Hollywood
O Sindicato de Atores dos EUA (SAG-AFTRA) comemorou ter chegado a um acordo sem precedentes com os estúdios para encerrar a greve que paralisou a indústria do entretenimento nos Estados Unidos por quase quatro meses. Em comunicado, o SAG-AFTRA informou que a greve terminou oficialmente às 12h01 desta quinta (9/11). Os atores de Hollywood haviam abandonado os sets de filmagem em julho exigindo melhorias contratuais, como aumentos salariais, revisão de pagamentos residuais em streaming e proteções contra o uso de inteligência artificial na indústria. As negociações estavam ocorrendo quase diariamente nas últimas duas semanas, algumas vezes com a presença dos próprios CEOs dos estúdios como Disney, Netflix, Warner Bros. e Universal, que pressionavam por um acordo que encerrasse a paralisação. Os detalhes do acordo serão revelados após a revisão dos termos pelas lideranças do SAG-AFTRA, mas os elencos já estão liberados para retomarem seus trabalhos. Os estúdios já convocaram todos para retomar filmes e séries paralisados. Para piorar seus efeitos, a greve aconteceu simultaneamente a uma paralisação do Sindicato dos Roteiristas, iniciada em maio, elevando para oito meses o tempo de de suspensão de trabalhos em Hollywood – quase três quartos de um ano. Devido à longa duração das duas greves simultâneas, os estúdios enfrentam problemas em seus cronogramas de lançamentos para os próximos anos, enquanto muitos profissionais da indústria foram obrigados a procurar outros empregos em outros ramos para pagar as contas e até mesmo abandonar a profissão.
Estreias: “As Marvels” ocupam metade dos cinemas do Brasil
“As Marvels” tem a maior estreia da semana, ocupando nada menos que 1,6 mil salas – o equivalente a metade do circuito cinematográfico do Brasil. Em um momento de crise criativa e de bilheteria da Marvel, a distribuição massiva sugere uma alternativa contra críticas negativas e falta do engajamento da mídia espontânea, buscando forçar um grande faturamento inaugural. Se vai dar certo, só saberemos no balanço do fim de semana, mas a iniciativa implica em diminuição das exibições de “Mussum – O Filmis”, que na semana passada teve a melhor estreia nacional do ano, e amplia as queixas contra a ausência de uma política de cota de telas em vigência no país. Por falar em cinema brasileiro, o melhor lançamento do fim de semana é uma produção nacional: o drama “Tia Virgínia”, premiadíssimo no recente Festival de Gramado e considerado um dos melhores filmes do ano – de qualquer nacionalidade. Chega em circuito limitado. Além dos títulos abaixo, filmes do Festival Varilux do Cinema Francês também ocupam a programação dos cinemas a partir desta quinta-feira (9/11). AS MARVELS O primeiro filme com um grupo de super-heroínas do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) ecoa os problemas que têm acompanhado as últimas produções do estúdio. Seu índice de aprovação de apenas 59% no Rotten Tomatoes reflete um roteiro com abordagem formulaica, vilã genérica, falta de foco narrativo e uma ambição frustrante de conectar diferentes conteúdos. O filme tenta conciliar a trajetória de três protagonistas distintas, Carol Danvers (Brie Larson, a “Capitã Marvel”), Monica Rambeau (Teyonah Parris, introduzida em “WandaVision”) e Kamala Khan (Iman Vellani, a “Ms. Marvel”), que passam a trocar de lugar ao usarem seus poderes. A confusão é criada por uma inimiga da Capitã Marvel para dificultar que a heroína impeça seus planos de destruição. Mas isso aproxima o trio e as transforma em aliadas. Sem uma grande motivação além de vingar seu planeta por algo que aconteceu fora da tela, a vilã Dar-Benn (Zawe Ashton, de “Obsessão”) segue a tendência das produções da DC, com antagonistas que não apresentam uma ameaça convincente e uma lógica vilanesca que não se sustenta, mesmo após várias tentativas de explicação por meio de diálogos expositivos. Outro aspecto problemático é a sensação de que partes do filme parecem desconexas, como um casamento arranjado de Carol com um príncipe de um planeta musical ou a presença de gatos que disparam tentáculos – aproximando-se em alguns momentos de uma comédia pastelão. O que salva a falta de coesão é a energia e o carisma de Kamala Khan, que ajuda a trama a escapar da monotonia de suas cenas de lutas e sucessivas trocas de lugares resultante do entrelaçamento de poderes, um recurso narrativo que rapidamente se torna repetitivo. Além disso, a Marvel transformou o que diferenciava seus projetos em algo que os torna enfadonhos: o universo mais amplo deixou de ser atração para virar distração, a ponto de certas referências e aparições de personagens dependerem de o público conhecer um número suficiente de filmes e séries do estúdio. “As Marvels” foi escrito por Megan McDonnell (da equipe de “WandaVision”) e dirigido por Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”), e também destaca a participação de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury. TIA VIRGINIA O segundo longa de Fabio Meira (“As Duas Irenes”) venceu oito troféus no Festival de Gramado deste ano, incluindo o prêmio da Crítica e o de Melhor Atriz para Vera Holtz, que interpreta a personagem-título. A Tia Virgínia é uma senhora que, por não seguir os caminhos tradicionais de casamento e maternidade, assumiu o cuidado da mãe enferma. Sua rotina pacata é interrompida na véspera de Natal pela chegada de suas irmãs Vanda e Valquíria, interpretadas respectivamente por Arlete Salles e Louise Cardoso, além de familiares (Antônio Pitanga e outros), que se reúnem para festejar, mas desencadeiam uma série de conflitos e ressentimentos. Toda a história se desenrola num único dia, marcado pelos confrontos, tanto físicos quanto verbais, que destacam a disfuncionalidade da família e a maneira como essas relações moldaram a personagem principal. A casa, cheia de objetos e decorações que remetem a um passado que já não existe, simboliza o estado mental de Virgínia, que se recusa a aceitar o declínio de sua mãe e a realidade de sua situação. Para complicar, a casa e os pertences da matriarca são pontos de interesse para as irmãs, embora Virginia acredite que tenha mais direito por ter aberto mão da liberdade e de sonhos não realizados. A direção de arte premiada de Ana Mara Abreu confere à casa uma presença quase anímica, enriquecendo o cenário onde os dramas familiares se desenrolam. O roteiro premiado de Fabio Meira aborda de maneira sensível e crítica uma realidade comum na sociedade: o papel culturalmente imposto às mulheres como cuidadoras primárias no âmbito familiar, muitas vezes em detrimento de suas próprias vidas e aspirações. Virgínia reflete a figura de inúmeras mulheres que assumem a responsabilidade pelo cuidado de parentes enfermos ou idosos, um papel que frequentemente é esperado delas devido a normas de gênero enraizadas. Este aspecto do filme ressoa profundamente, evidenciando não só a dedicação e sacrifício da protagonista, mas também a complexidade e o peso emocional que acompanham essa escolha muitas vezes imposta, não escolhida. O filme também dá a Vera Holtz o melhor papel de sua carreira. Reconhecida por sua versatilidade e profundidade emocional em papéis anteriores, a atriz encarna a personagem-título com uma entrega que transita entre a força e a delicadeza, marcada por nuances que evidenciam não apenas o peso da responsabilidade que carrega como cuidadora, mas também suas camadas mais íntimas de frustração, amor e resiliência. NINA – A HEROÍNA DOS SETE MARES A animação francesa acompanha uma jovem ratinha em uma aventura mitológica ambientada na Grécia Antiga. Nina (ou Pattie no original) sonha em viver glorias comparáveis às de seu herói Jasão, que em sua juventude trouxe paz e prosperidade para a cidade ao enfrentar desafios para conquistar o Velo de Ouro. Agora, Jasão é um ancião e os deuses estão em desarmonia, com o destino da comunidade dependendo das ações de Nina, de um gato aspirante a ator e de uma gaivota desafinada e amputada. A ação desdobra-se quando a protagonista e o velho Jasão embarcam na lendária barca Argo em uma nova missão mitológica: encontrar um tridente para Poseidon, afim de apaziguar a ira do deus do mar. Ao longo do caminho, eles encontram escorpiões pacifistas, um Apollo narcisista e um grupo de ratos ninjas que executam um assalto ao som de música funk. A obra se destaca pela ousadia e pela capacidade de manter a atenção do público, apesar de misturar muitos elementos contrastantes. A produção, que encontrou seu espaço no mercado europeu, tem um nível visual superior às animações normalmente feitas na Europa, apesar do baixo orçamento – estimado de 10 milhões de euros. MISSÃO ANTENA – UMA AVENTURA INTERGALÁCTICA A animação dinamarquesa mescla elementos de ficção científica e aventura na história de um jovem garoto que, após o divórcio de seus pais, muda-se para uma nova cidade. A narrativa segue o pequeno Alan em sua busca por amizades e adaptação à nova realidade familiar, encontrando consolo em um encontro improvável com Britney, uma alienígena que pode ler mentes. O filme explora a temática do divórcio sob a perspectiva infantil, abordando como os jovens lidam com tal mudança, introduzindo valores educativos sobre a aceitação e o enfrentamento das alterações nos laços familiares. Já a aventura segue a fórmula “E.T.”, onde o pequeno Alan, juntamente com um entusiasta por OVNIs, embarca em uma missão para ajudar Britney a retornar ao seu planeta natal. A dinâmica entre os personagens principais, Alan e Britney, ressalta a importância da comunicação e do compartilhamento de emoções, uma vez que ambos lutam para expressar e entender sentimentos em um contexto onde as diferenças culturais e emocionais são pontuadas pela peculiaridade de Britney ser uma extraterrestre. Este aspecto fornece um pano de fundo para discussões sobre sinceridade e empatia. Mas a premissa não deixa de lado o suspense, com a presença de um antagonista que, também ao estilo “E.T.”, persegue Britney com intenções nefastas, injetando uma dose leve de tensão ao enredo infantil. HOW TO HAVE SEX Vencedor da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes deste ano, o longa de estreia de Molly Manning Walker acompanha três amigas britânicas – Tara (Mia McKenna-Bruce), Skye (Lara Peake) e Em (Enva Lewis) – ao fim do Ensino Médio. Decididas a esquecer as preocupações, elas partem para Malia, na Grécia, ansiosas por uma temporada de liberdade e descobertas – particularmente Tara, que almeja vivenciar sua primeira experiência sexual. A atmosfera de Malia se alterna entre festas ensolaradas e vida noturna vibrante. A dinâmica entre as amigas é inicialmente marcada pela cumplicidade típica da juventude, mas logo as garotas começam a competir pelo mesmo rapaz, influenciando as decisões de Tara e afetando a harmonia do trio. Logo a protagonista se depara com situações que testam os limites do consentimento e exploram a dinâmica de suas amizades. A performance de McKenna-Bruce (de “Academia de Vampiros”) se destaca, pois sua personagem enfrenta experiências que desafiam suas expectativas e a obrigam a confrontar uma realidade áspera e dolorosa. É uma história familiar, mas contada com atenção aos detalhes. A experiência de Manning Walker em curtas-metragens e como diretora de fotografia é evidente – neons impressionantes capturam a energia frenética e decadente dos clubes – , enquanto retrata as áreas cinzentas das políticas sexuais e de gênero que adolescentes são forçadas a enfrentar na passagem para a vida adulta. TOLOS SÃO OS OUTROS A obra, que estreou no Festival de Karlovy Vary, emerge como a narrativa mais desafiadora do cineasta polonês Tomasz Wasilewski, enfatizando o poder da maternidade e os limites do amor incompreendido pela sociedade. A trama acompanha Marlena (interpretada por Dorota Kolak) e seu parceiro Tomasz (Lukasz Simlat), cuja existência compartilhada é abalada pelo retorno do filho enfermo terminal de Marlena, Mikolaj (Tomasz Tyndyk). O reencontro familiar desencadeia um turbilhão de emoções e reavaliações dos laços afetivos, e se desdobra em um ambiente opressivo, onde a convivência diária é pontuada por cuidados intensivos a Mikolaj e confrontos emocionais. A tensão cresce conforme a realidade do filho doente se entrelaça com o ressurgimento de um passado oculto, conferindo ao drama o tom de uma tragédia grega, marcada pelo fatalismo que se intensifica com o desenrolar dos acontecimentos. Os elementos visuais de “Insensatos” reforçam a narrativa dramática, com sequências simbólicas que representam os conflitos internos dos personagens. A relação entre os protagonistas e o filho enfermo é explorada sob uma ótica crua, sem subterfúgios sentimentais, refletindo a essência do cinema de Wasilewski, que também se diferencia por fazer uma abordagem audiovisual sem música, valorizando os sons do ambiente para embalar o drama vivido pelos personagens. A BELA AMÉRICA O diretor português António Ferreira tem uma trajetória caracterizada por obras que frequentemente exploram as profundezas da condição humana e as complexidades sociais. Sua filmografia inclui títulos como “Pedro e Inês” (2018), “Embargo” (2011) e “Respirar (Debaixo D’água)” (2000), que lhe renderam reconhecimento e diversas indicações a prêmios. Seu novo filme não foge à regra. Na trama, Lucas (interpretado por Estêvão Antunes) é um cozinheiro de origens modestas e vida difícil, que cruza com América (São José Correia), uma estrela da televisão e aspirante à presidência. Quando Lucas e sua mãe cega são despejados de sua casa, América enxerga na história do rapaz o potencial de uma narrativa emocionante para sua campanha eleitoral. Entretanto, a conexão vai além da política, evoluindo para uma paixão unilateral. Movido pelo desejo de impressionar América e talvez alcançar uma vida melhor, Lucas começa a infiltrar-se clandestinamente na casa dela para preparar pratos requintados como uma forma de expressar sua admiração e afeto. Ele não se revela, criando um ritual secreto de cozinhar para a bela América. Este ato, ao mesmo tempo romântico e obsessivo, também reflete a desconexão entre os mundos...












