Marvel anuncia continuação de Homem-Formiga
O Marvel Studios anunciou a produção do segundo filme do “Homem-Formiga”. Batizado de “Homem-Formiga e a Vespa” (Ant-Man and the Wasp, no idioma original), será a primeira produção do estúdio com o nome de uma heroína em seu título.rnrnO filme teve sua estreia marcada para o dia 6 de julho de 2018 nos EUA, e trará de volta Paul Rudd e Evangeline Lilly nos papéis principais. Nas cenas pós-créditos de “Homem-Formiga” (spoiler!), o surgimento da super-heroína é sugerido quando o Dr. Pym (Michael Douglas) entrega a Hope (Lilly) o uniforme da Vespa, que havia sido de sua mãe. Com o anúncio do título, fica claro que a personagem terá mais importância a partir de agora. “Ela certamente será parte de nossa Fase 3, em alguns dos filmes que anunciamos na Fase 3”, disse o produtor Kevin Feige, em entrevista ao portal Yahoo! na época do lançamento do filme original. O desempenho de “Homem-Formiga” foi considerado um sucesso pela Marvel. Produzido em clima de crise, após a desistência de Edgar Wright (“Heróis de Ressaca”), que desenvolveu a produção ao longo de quase meia década, o filme arrecadou mais de US$ 400 milhões em todo o mundo, superando “Capitão América: O Primeiro Vingador” (US$ 370 milhões). O diretor Peyton Reed, que assumiu o comando de “Homem-Formiga”, também foi confirmado à frente da continuação. Por conta do anúncio, os filmes do Pantera Negra e da Capitã Marvel tiveram suas datas de lançamento alteradas para acomodar a continuação. O primeiro foi adiantado para 15 de fevereiro de 2018, enquanto o segundo sofreu um adiamento para 7 de março de 2019. Além disso, o estúdio reservou três datas em 2020 para produções que não tiveram seus títulos revelados.
Planejamento da franquia Transformers supera ambição da Marvel
A franquia “Transformers” já tem filmes planejados até 2025. A revelação foi feita por Stephen Davis, vice-presidente executivo da Hasbro, empresa que criou os brinquedos e coproduz a franquia cinematográfica. rnrnO planejamento é, portanto, mais abrangente e ambicioso que a própria estratégia do Marvel Studios, que por enquanto só revelou seu calendário de lançamentos até 2020. A inspiração da Paramount Pictures é justamente o estilo das produções da Marvel. Com o objetivo de expandir a franquia em diversos filmes derivados, o estúdio contratou o roteirista Akiva Goldsman (“A Série Divergente: Insurgente”) para formar e comandar um time de roteiristas com o objetivo de desenvolver novos projetos estrelados pelos robôs gigantes. Goldsman vai trabalhar ao lado do diretor Michael Bay e dos produtores Steven Spielberg e Lorenzo di Bonaventura na avaliação de ideias e formatação de histórias para os novos filmes dos robôs gigantes, visando otimizar a marca e lançar longas dos “Transformers” todos os anos, assim como a Disney pretende fazer com os spin-offs do universo de “Star Wars”. Participam do time formado para desenvolver a franquia os roteiristas Robert Kirkman (série “The Walking Dead”), Zak Penn (“O Incrível Hulk”), Jeff Pinkner (“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”) e as duplas Art Marcum e Matt Holloway (“Homem de Ferro”) e Andrew Barrer e Gabriel Ferrari (“Homem Formiga”).rnrn”Transformers 4: A Era da Extinção”, o último título da franquia lançado em 2014, arrecadou mais de US$ 1 bilhão ao redor do mundo. O próximo lançamento, “Transformers 5”, tem estreia prevista para 2017. A produção conta com o roteiro de Goldsman e negocia trazer de volta Michael Bay na direção. O ator Mark Wahlberg deverá repetir seu papel como protagonista do longa.
Shelter: Jennifer Connelly é sem-teto em trailer e pôsters de drama indie
Screen Media Films divulgou o primeiro trailer e pôsteres do drama independente “Shelter”, que traz Jennifer Connelly (“Noé”) como uma sem-teto. A prévia mostra seu relacionamento com outro morador de rua, vivido por Anthony Mackie (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”), um imigrante ilegal que corre o risco de ser deportado. Paralelamente, surgem frestas de seu passado, mostrando o marido que a procura com a foto do filho que ela abandonou. O filme foi escrito e dirigido pelo ator Paul Bettany (o Visão de “Vingadores: Era de Ultron”), que é marido da atriz na vida real e estreia na direção. Exibido há mais de um ano no Festival de Toronto de 2014, “Shelter” teve lançamento limitado nesta sexta (13/11) nos EUA e não tem previsão de chegar aos cinemas do Brasil.
Diretor de Straight Outta Compton fará Velozes e Furiosos 8
O cineasta F. Gary Gray, responsável pela cinebiografia de sucesso “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, foi o escolhido para dirigir o oitavo filme da franquia “Velozes & Furiosos”. O anúncio foi feito pelo astro Vin Diesel em seu Twitter, com direito à fotografia ao lado do diretor (a imagem acima). Apesar de ter dito que faria campanha para a volta à franquia do diretor do primeiro filme, Rob Cohen, Diesel foi consultado, na condição de produtor, e ficou feliz com a escolha. Afinal, os dois são velhos conhecidos, tendo trabalhado juntos no thriller de ação “O Vingador” (2003). “É um diretor genial. Muito talentoso. Estou realmente animado por tudo o que ele vai trazer para a saga”, disse Diesel nas redes sociais. Para completar, Gray também tem no currículo um sucesso que envolveu trama mirabolante, grande golpe, elenco numeroso e muitos carros velozes, o filme “Uma Saída de Mestre” (2003), no qual ainda trabalhou com Jason Statham, vilão de “Velozes & Furiosos 7” que deve voltar na nova sequência. O mais recente filme do diretor, “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, liderou as bilheterias dos EUA por três semanas consecutivas e chegou aos cinemas brasileiros em 29 de outubro. Ele também está cotado para dirigir o filme do super-herói Pantera Negra da Marvel.
Cruella de Vil vai ganhar filme escrito pela roteirista de Cinquenta Tons de Cinza
A Disney acrescentou mais uma título de seu catálogo de animações clássicas em sua lista de adaptações com atores reais. Segundo o site The Hollywood Reporter, o estúdio contratou a roteirista Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”) para escrever o filme “Cruella de Vil”, sobre a vilã do célebre desenho “A Guerra dos Dálmatas” (1961). Ainda não existem detalhes sobre o filme da personagem, que na época do lançamento original no Brasil foi chamada de Malvina Cruela, mas a estratégia é similar à adotada em “Malévola” (2014), adaptação de “A Bela Adormecida” centrada na vilã da fábula. Assim, é provável que o filme aborde a juventude de Cruella. Mesmo assim, será uma tarefa difícil gerar simpatia para a vilã, que tem como objetivo matar filhotinhos de cachorros para fazer um casaco de peles. De todo modo, não será a primeira vez que a Disney mostrará a personagem em carne e osso. Ela já foi vivida com sucesso por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”) na comédia infantil “101 Dálmatas” (1996), produção que preservou o título original do livro infantil de Dodie Smith e até ganhou continuação, “102 Dálmatas” (2000). O projeto faz parte da estratégia da Disney de explorar suas propriedades mais famosas em filmes com atores reais, que começou com “Alice no País das Maravilhas” (2010) e manteve seu sucesso nas versões recentes de “Malévola” e “Cinderela”. Entre as adaptações em desenvolvimento, incluem-se ainda os filmes de Dumbo, Pinóquio, Príncipe Encantado, Gênio da Lâmpada, o jovem Rei Arthur de “A Espada Era a Lei” e Mogli, o Menino Lobo. “Cruella de Vil” marcará o retorno de Kelly Marcel (também criadora da série “Terra Nova”) para o universo das fábulas da Disney, após assinar o roteiro de “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013).
Ave, César: Veja o trailer legendado da nova comédia dos irmãos Coen
A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer legendado de “Ave, César!”, a nova comédia dos irmãos Coen (“Inside Llewyn Davis”). A prévia mostra uma reconstituição fiel da era do technicolor, emulando clássicos de Hollywood para contar uma história de bastidores sobre o rapto de um grande astro e o trabalho do “fixer” contratado pelo estúdio para lidar com a situação. Em tom de farsa, ele reúne outras estrelas de cinema para ajudar na investigação, fazendo o nonsense subverter a reconstituição realista de época. O elenco grandioso traz Channing Tatum (“Anjos da Lei”) como um avatar de Gene Kelly, Scarlett Johanson (“Os Vingadores”) reinando nas piscinas como uma Esther Williams loura, Alden Ehrenreich (“Dezesseis Luas”) evocando um jovem Montgomery Clift e George Clooney (“Gravidade”) como o astro do blockbuster fictício do título, uma versão de Marlon Brando em “Julio César” (1953). Mas é Josh Brolin (“Homens de Preto 3”) quem tem o papel principal como o fixer do estúdio, responsável por dar um jeito em toda e qualquer situação inconveniente. A lista de coadjuvantes ainda inclui Tilda Swinton (“Expresso do Amanhã”), Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Frances McDormand (minissérie “Olive Kitteridge”), Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) e Christopher Lambert (“Highlander”). “Ave, César!” chega aos cinemas brasileiros em 4 de fevereiro, um dia antes da estreia nos EUA.
Triple 9: Grande elenco, muita violência e corrupção policial em trailer trepidante
A Open Road Films divulgou o primeiro trailer – para maiores – de “Triple 9”, thriller policial do cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). Bastante tensa, a prévia se apresenta com uma narrativa picotada, dividida entre vários eventos violentos e personagens corruptos, com uma trepidação de documentário de guerra que evoca o brasileiro “Tropa de Elite” (2007). . A trama acompanha um grupo de policiais corruptos chantageados pela máfia russa para executar um assalto praticamente impossível. Tudo dá errado. E sobram tiros para todos os lados. O elenco é simplesmente grandioso, formado por Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”), Casey Affleck (“Tudo por Justiça”), Anthony Mackie (“Capitão América 2 – O Soldado Invernal”), Norman Reedus (série “The Walking Dead”), Kate Winslet (“Divergente”), Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), Teresa Palmer (“Meu Namorado é um Zumbi”), Aaron Paul (série “Breaking Bad”), Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”) e Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”). “Triple 9” chega aos cinemas americanos em 26 de fevereiro, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Trumbo: Novo trailer e pôster trazem Bryan Cranston contra a lista negra de Hollywood
A Entertainment One divulgou um novo pôster e o trailer internacional da cinebiografia do famoso roteirista Dalton Trumbo (“Spartacus”), que traz o ator Bryan Cranston (“Breaking Bad”) caracterizado no papel-título. A prévia revela uma trama de fôlego, que cobre praticamente toda a carreira de Trumbo, contando como o aclamado roteirista, após ser indicado ao Oscar de 1941 (por “Kitty Foyle”), foi vítima da caça aos comunistas de Hollywood. Recusando-se a cooperar com o Congresso para entregar os comunistas que estariam infiltrados em Hollywood, ele entrou na lista negra dos profissionais proibidos de trabalhar nos estúdios americanos. O mais interessante, porém, é a forma como se deu sua reação e a sabotagem organizada contra as restrições impostas, com Trumbo vendendo roteiros que eram assinados por testas de ferro. Dois filmes que ele escreveu sob pseudônimo ganharam o Oscar de Melhor Roteiro, “A Princesa e o Plebeu” (1953) e “Arenas Sangrentas” (1956). Só dois anos depois é que o astro Kirk Douglas assumiu o risco de contratá-lo e creditá-lo como roteirista de “Spartacus” (1960), marcando o fim da lista negra. Tudo isso aparece no trailer, que ainda mostra o impacto da lista negra na vida de sua família, com Diane Lane (“O Homem de Aço”) no papel de sua esposa Cleo e Elle Fanning como sua filha Nikola. O elenco ainda inclui Louis C.K. (série “Louis”), Helen Mirren (“RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos”), John Goodman (“Caçadores de Obras-Primas”) e Michael Stuhlbarg (série “Boardwalk Empire”). O filme é baseado na biografia “Dalton Trumbo”, de Bruce Cook, publicada em 1977, um ano após a morte do roteirista. A adaptação foi escrita por John McNamara, escritor de séries de ação de curta duração, como o remake de “O Fugitivo” e “Fastlane”, e a direção está a cargo de Jay Roach, conhecido por assinar a franquia cômica “Entrando Numa Fria” (2000), mas também o teledrama premiado “Virada no Jogo” (2012). “Trumbo” teve première no Festival de Toronto, onde teve boa recepção crítica. A estreia comercial acontece em 6 de novembro nos EUA e apenas em 18 de fevereiro no Brasil.
Bata Antes de Entrar encontra diversão na tortura erótica
Eli Roth fez “Bata Antes de Entrar” (2015) depois de “Canibais” (2013), seu filme-homenagem a “Canibal Holocausto” (1980), mas com as dificuldades enfrentadas para distribuir aquela obra, o novo trabalho acabou chegando antes aos cinemas. Muito provavelmente por ser um exemplar mais leve da filmografia sangrenta do cineasta, que ganhou notoriedade por conta de “O Albergue” (2005). Vale lembrar que “O Albergue” surgiu durante um momento particularmente intenso dos filmes de horror, a fase ultraviolenta dos chamados “torture porns”. A mistura de sexo e tortura ainda está presente em “Bata Antes de Entrar”, mas seu terror é muito mais psicológico do que físico, num diálogo com “Violência Gratuita” (1997), de Michael Haneke. Pena que Eli Roth não tenha a classe de Haneke para compor a história do homem de família (Keanu Reeves) que cai na teia de duas moças sedutoras, ao abrir a porta de sua casa para um inferno crescente. A premissa é típica de VHS pornô. Duas gostosas batem na porta de um pai de família que passa o fim de semana sozinho. Apropriadamente molhadas de chuva, elas só querem usar o telefone. E, claro, tirar logo as roupas para materializar a cena de sexo a três. O fato de Keanu Reeves estar exageradamente canastrão – como se ele não estivesse levando a sério o filme – contribui para que a sensação de suspensão da descrença seja abalada. Reeves é um ator limitado, mas já demonstrou ser mais funcional em outras ocasiões. Assim, o filme sobra nas mãos das duas meninas, as chilenas Lorenza Izzo (mulher do diretor) e Ana de Armas. Elas dominam as cenas em todos os sentidos, explorando a fraqueza masculina para benefício próprio e impondo suas presenças até quando deixam de ser bem-vindas. Por mais que os filmes de horror tenham como característica recorrente punir a promiscuidade com a morte, Roth parece não ter a intenção de criar um conto moral sobre tentação e pecado. Embora se preste ao formato de parábola sobre infidelidade conjugal, “Bata Antes de Entrar” está mais para uma sátira desse tipo de horror moralista, assumida na diversão delirante das duas atrizes – embora as acusações de pedofilia brandidas contra o protagonista tendam a cruzar a fronteira para o tipo de acerto de contas de “Menina Má.com” (2005). Na verdade, a ideia não é original. “Bata Antes de Entrar” é um remake de “Jogo Mortal” (1977), um suspense obscuro, mas cultuado, dirigido por Peter S. Traynor e estrelado por Sondra Locke e Colleen Camp, que aparecem no filme de Roth como coprodutores. O original era sombrio, perigoso e tratado quase como tabu, pelo conteúdo sadomasoquista. Já a refilmagem se dá com cores vivas, clima lúdico e liberada para maiores de 14 anos no Brasil.
Conheça os 81 candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos filmes inscritos para disputar as cinco indicações ao Oscar 2016 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. São, ao todo, 81 obras. O candidato brasileiro é “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, que chega credenciado por premiações internacionais, agraciado com troféus nos festivais de Sundance e Berlim. Entre os demais concorrentes, os principais títulos também vem da América do Sul, como “O Clã”, de Pablo Trapero, premiado no Festival de Veneza, e “O Clube”, de Pablo Larraín, consagrado no Festival de Berlim. Curiosamente, a Venezuela não selecionou o vencedor do Festival de Veneza, “Desde Allá”, de Lorenzo Vigas, concorrendo com um longa sem expressão internacional. Outra curiosidade é a presença do Paraguai, que figura pela primeira vez na lista com o filme “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón. Quem inscreve os filmes são comissões formadas em cada país, sem que a Academia tenha interferência no processo. No Brasil, a seleção é feita por intermédio do Ministério da Cultura. A lista sofrerá o primeiro corte nos próximos meses, sendo reduzida a nove semi-finalistas antes de chegar aos cinco indicados definitivos, que serão anunciados no dia 14 de janeiro de 2016. A cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles. Candidatos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira Afeganistão: “Utopia”, de Hassan Nazer África do Sul: “The Two of Us”, de Ernest Nkosi Albânia: “Bota”, Iris Elezi, de Thomas Logoreci Alemanha: “Labyrinth of Lies”, de Giulio Ricciarelli Argélia: “Twilight of Shadows”, de Mohamed Lakhdar Hamina Argentina: “O Clã”, de Pablo Trapero Austrália: “Arrows of the Thunder Dragon”, de Greg Sneddon Áustria: “Goodnight Mommy”, de Veronika Franz, Severin Fiala Bangladesh: “Jalal’s Story”, de Abu Shahed Emon Bélgica: “The Brand New Testament”, de Jaco Van Dormael Bósnia e Herzegovina: “Our Everyday Story”, de Ines Tanovic Brasil: “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert Bulgária: “The Judgment”, de Stephan Komandarev Camboja: “The Last Reel”, de Sotho Kulikar Canadá: “Félix and Meira”, de Maxime Giroux Cazaquistão: “Stranger”, de Yermek Tursunov Cingapura: “7 Letters”, de Royston Tan e outros Chile: “O Clube”, de Pablo Larraín China: “Go Away Mr. Tumor”, de Han Yan Coreia do Sul: “The Throne”, de Lee Joon-ik Costa do Marfim: “Run”, de Philippe Lacôte Costa Rica: “Presos”, de Esteban Ramírez Croácia: “The High Sun”, de Dalibor Matanic Dinamarca: “A War”, de Tobias Lindholm Eslováquia: “Goat”, de Ivan Ostrochovský Eslovênia: “The Tree”, de Sonja Prosenc Espanha: “Flores”, de Jon Garaño, Jose Mari Goenaga Estônia: “1944”, de Elmo Nüganen Etiópia: “Lamb”, de Yared Zeleke Filipinas: “Heneral Luna”, de Jerrold Tarog Finlândia: “The Fencer”, de Klaus Härö França: “Mustang”, de Deniz Gamze Ergüven Geórgia: “Moira”, de Levan Tutberidze Grécia: “Xenia”, de Panos H. Koutras Guatemala: “Ixcanul”, de Jayro Bustamante Holanda: “The Paradise Suite”, de Joost van Ginkel Hong Kong: “To the Fore”, de Dante LamrnHungria: “Son of Saul”, de László Nemes Islândia: “Rams”, de Grímur HákonarsonrnÍndia: “Court”, de Chaitanya Tamhane Irã: “Muhammad: The Messenger of God”, de Majid Majidi Iraque: “Memories on Stone”, de Shawkat Amin Korki Irlanda: “Viva”, de Paddy Breathnach Israel: “Baba Joon”, de Yuval Delshad Itália: “Don’t Be Bad”, de Claudio Caligari Japão: “100 Yen Love”, de Masaharu Take Jordânia: “Theeb”, de Naji Abu Nowar Kosovo: “Babai”, de Visar Morina Letônia: “Modris”, de Juris Kursietis Líbano: “Void”, de Naji Bechara, Jad Beyrouthy, Zeina Makki, Tarek Korkomaz, Christelle Ighniades, Maria Abdel Karim, Salim Haber Lituânia: “The Summer of Sangaile”, de Alanté Kavaïté Luxemburgo: “Baby (A)lone”, de Donato Rotunno Macedônia: “Honey Night”, de Ivo Trajkov Malásia: “Men Who Save the World”, de Liew Seng Tat México: “600 Millas”, de Gabriel Ripstein Montenegro: “You Carry Me”, de Ivona Juka Marrocos: “Aida”, de Driss Mrini Nepal: “Talakjung vs Tulke”, de Basnet Nischal Noruega: “The Wave”, de Roar Uthaug Paquistão: “Moor”, de Jami Palestina: “The Wanted 18”, de Amer Shomali, Paul Cowan Paraguai: “El Tiempo Nublado”, de Arami Ullón Peru: “NN”, de Héctor Gálvez Polônia: “11 Minutes”, de Jerzy Skolimowski Portugal: “As Mil e Uma Noites: Volume 2, O Desolado”, de Miguel Gomes Quirguistão: “Heavenly Nomadic”, de Mirlan Abdykalykov Reino Unido: “Under Milk Wood”, de Kevin Allen República Dominicana: “Dólares de arena”, de Laura Amelia Guzmán, Israel Cárdenas República Tcheca: “Home Care”, de Slavek Horak Romênia: “Aferim!” de Radu Jude Rússia: “Sunstroke”, de Nikita Mikhalkov Sérvia: “Enclave”, de Goran Radovanovic Suécia: ” Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência”, de Roy Andersson Suíça: “Iraqi Odyssey”, de Samir Taiwan: “The Assassin”, de Hou Hsiao-hsien Tailândia: “How to Win at Checkers (Every Time)”, de Josh Kim Turquia: “Sivas”, de Kaan Müjdeci Uruguai: “Una Noche Sin Luna”, de Germán Tejeira Venezuela: “Lo que Lleva el Río”, de Mario Crespo Vietnã: “Jackpot”, de Dustin Nguyen
Diretor de Rio vai filmar o livro How to Be a Carioca
O diretor Carlos Saldanha, das franquias animadas “A Era do Gelo” e “Rio”, vai adaptar para o cinema “How to Be a Carioca”, livro da americana Priscilla Goslin que traz um divertido olhar estrangeiro sobre o Rio de Janeiro. Lançado em 1992, o livro já está em sua 33ª edição e descreve, de maneira cômica, hábitos e manias dos cariocas — como aquela balançada vigorosa do cabelo, jogando-o para a frente e para trás, quando as mulheres saem do mar. O filme não vai ser de animação e a previsão de estreia é em 2017. O elenco ainda está sendo escolhido. Saldanha está determinado a fazer um longa que não seja animação. Ele já ensaiou a mudança num dos segmentos da antologia “Rio, Eu Te Amo” (2014) e, desde então, tem manifestado interesse por alguns projetos com atores, como a fantasia “Shadows”. Mesmo assim, não vai desistir dos desenhos animados. Ele também está envolvido numa versão da história clássica do touro pacifista Ferdinando, que rendeu um Oscar de Melhor Curta-Metragem para a Disney em 1938.
Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeo encontrados
Protagonistas de filmes de terror não são os seres humanos mais inteligentes da face da Terra, mas Michael King, personagem de Shane Johnson (série “Power”) em “Possessão do Mal”, bate o recorde em termos de estupidez. Após a morte da esposa, ele resolve provar para o mundo que nem Deus ou o Diabo existem sob o Sol. Para isso, ele passa a documentar e participar de diversos rituais obscuros e bizarros. Como todo mundo imagina, isso não vai muito certo. O filme é mais um prego no caixão do estilo “found footage” (dos vídeos encontrados), esquecendo frequentemente do formato e fazendo a gente acreditar que, mesmo possuído pelo coisa-ruim, King ainda se preocuparia em filmar e editar sua obra para a posteridade. No mais, sobram cenas genéricas do protagonista sendo puxado para trás, pegando fogo, fazendo contorcionismo e desenhando pentagramas em si mesmo. Nem o cachorro da família escapa. Contando com alguns momentos hilários no melhor estilo “Um Espírito Baixou em Mim” (1984), o filme ainda conta com uma conclusão que plagia “O Exorcista” (1973) sem a menor vergonha.’,’Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeos encontrados
A Travessia mostra porque Robert Zemeckis é um dos grandes cineastas de sua geração
“A Travessia” anuncia em seu cartaz que se trata de um filme do mesmo diretor de “Náufrago” (2000) e “O Voo” (2012). A diferença de 12 anos entre os dois filmes se refere ao tempo em que Robert Zemeckis se dedicou à animação em experiências de captura de movimento. Em suma, “Náufrago” e “O Voo” foram seus últimos trabalhos com atores reais. Mas, por coincidência, têm uma forte relação com a premissa de “A Travessia”. Nesses três longas, Zemeckis se mostra obcecado pela queda, que nos filmes anteriores é elemento central da trama, mostrada como um espetáculo. Em “A Travessia”, a queda é uma possibilidade constante. Mas o espetáculo da trama está no fato dela não acontecer. Ao final, a “trilogia” se resume ao esforço de um homem em sobreviver à queda, deixando sua marca – seu legado – ao escapar da morte. A incrível história do equilibrista Philippe Petit já foi contada no documentário vencedor do Oscar “O Equilibrista” (2008), de James Marsh. Mas o filme estrelado por Joseph Gordon-Levitt (“Como Não Perder Essa Mulher”) também faz justiça ao feito, com auxílio de efeitos realistas, que projetam a vertigem em 3D e celebram as Torres Gêmeas de Nova York em sua glória anterior a 11 de setembro de 2001. rnrnO ano é 1974, quando Petit decide realizar a maior proeza já feita por um equilibrista, andar sobre um cabo de aço estendido entre os prédios mais altos do mundo. O próprio protagonista conta sua história – na tela, por meio de narração do ator, e nos bastidores, como consultor da trama. Em vários momentos, Petit reforça que não é um artista de circo, ele é um artista e ponto final. Sua arte é performática. Acontece uma vez na vida. Mas impacta a posteridade. Não é muito diferente do grafite, como ato de desobediência civil e transgressão. Toda a preparação para a realização da obra, por sinal, é feita como se ladrões planejassem um grande golpe. Com auxílio de seu grupo, ele pretende cometer um crime que só tem uma vítima em potencial: ele próprio. A capacidade de projetar tanto o suspense quanto a tensão do ato proibido e suicida de Petit, ao mesmo tempo em que transmite as emoções contraditórias do personagem, entre a possibilidade da morte, a realização de uma vida e a profunda paz de espírito, é, por sua vez, o grande feito de Zemeckis. E isto é atingido com precisão pelas imagens fabulosas que, aliadas à tecnologia IMAX 3D, reproduzem a sensação de caminhar sobre um fio acima de um grande vazio. Para quem tem medo de altura, o filme é um convite a desafiar esse medo. A um passo da eternidade, Petit se aproxima da solidão dos demais sobreviventes de Zemeckis. Mesmo que tenha contado com parceiros importantes para realizar seu grande ato, o feito se dá com ele sozinho, quando encontra sua força e seu nirvana. A cena em que um pássaro se aproxima para vê-lo de perto, por exemplo, tem uma carga espiritual poucas vezes vista no cinema. “A Travessia” também demonstra que os 12 anos em que Zemeckis privilegiou a tecnologia e as inovações de computação gráfica não foram desperdiçados. O filme é uma aula de como efeitos visuais grandiosos e o uso da tecnologia 3D podem ser utilizados de forma artística, em prol da apreciação fílmica. O resultado vai muito além do passeio de parque de diversões projetado rotineiramente nas telas dos multiplexes, demonstrando que Zemeckis é um dos grandes pioneiros do uso de tecnologias de ponta no cinema, mas, mais que isso, é também um dos grandes cineastas de sua geração.












