Michael Cimino (1939 – 2016)
Morreu o diretor Michael Cimino, que venceu o Oscar com o poderoso drama de guerra “O Franco Atirador” (1978) e logo em seguida quebrou um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood. Ele morreu no sábado, aos 77 anos, em Los Angeles. Cimino nasceu e cresceu em Nova York, cidade em que também iniciou sua carreira como diretor de comerciais de TV. Em 1971, ele decidir ir para Los Angeles tentar fazer filmes, e impressionou Hollywood com seu primeiro trabalho como roteirista: a sci-fi ecológica “Corrida Silenciosa” (1972), um clássico estrelado por Bruce Dern (“Os Oito Odiados”), que ele co-escreveu com Deric Washburn (“Fronteiras da Violência”) e Steven Bochco (criador da série “Murder in the First”). Dirigido por Douglas Trumbull, mago dos efeitos especiais que trabalhou em “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), “Corrida Silenciosa” acabou se tornando uma das influências de “Star Wars” (1977). Em seguida, trabalhou com John Milius (“Apocalipse Now”) no roteiro do segundo filme de Dirty Harry, “Magnum 44” (1973), estrelado por Clint Eastwood (“Gran Torino”). O sucesso desse lançamento rendeu nova parceria com Eastwood, “O Último Golpe”, que marcou a estreia de Cimino na direção. Também escrita pelo cineasta, a trama girava em torno de uma gangue de ladrões, liderada por Eastwood e seu parceiro irreverente, vivido pelo jovem Jeff Bridges (“O Doador de Memórias”), envolvidos num golpe mirabolante. Após esse começo convincente, Cimino recebeu várias ofertas de trabalho, mas deixou claro que só queria dirigir filmes que ele próprio escrevesse. Por isso, dispensou propostas comerciais para se dedicar à história de três amigos operários do interior dos EUA, que vão lutar na Guerra do Vietnã. Aprisionados pelos vietcongs, eles são submetidos a torturas físicas e psicológicas que os tornam marcados pelo resto da vida. Entre as cenas, a roleta russa entre os prisioneiros assombrou o público e a crítica, numa época em que as revelações do terror da guerra ainda eram incipientes em Hollywood – “Apocalypse Now”, por exemplo, só seria lançado no ano seguinte. “O Franco Atirador” capturou a imaginação dos EUA. Pessoas tinham crises de choro durante as sessões, veteranos do Vietnã faziam fila para assistir e o filme acabou indicado a nove Oscars, inclusive Melhor Roteiro para Cimino, Ator para Robert De Niro (“Joy”) e ainda rendeu a primeira nomeação da carreira de Meryl Streep (“Álbum de Família”), como Melhor Atriz Coadjuvante. Na cerimônia de premiação, levou cinco estatuetas, entre elas a de Melhor Ator Coadjuvante para Christopher Walken (“Jersey Boys”), Melhor Diretor para Cimino e Melhor Filme do ano. Coberto de glórias, Cimino embarcou em seu projeto mais ambicioso, “O Portal do Paraíso” (1980), western estrelado por Kris Kristofferson (“O Comboio”) no papel de um xerife, que tenta proteger fazendeiros pobres dos interesses de ricos criadores de gado. O resultado desse confronto é uma guerra civil, que aconteceu em 1890 no Wyoming. Conhecido por filmar em locações reais, que ele acreditava ajudar os atores a entrarem em seus papeis, Cimino decidiu construir uma cidade cenográfica no interior dos EUA. Preocupado com o realismo da produção, ele chegou a mandar demolir a rua principal inteira no primeiro dia de filmagem, porque “não parecia correta”, atrasando o cronograma logo de cara e deixando ocioso seu numeroso elenco, que incluía Christopher Walken, Jeff Bridges, John Hurt (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”), Joseph Cotten (“O 3º Homem”), Sam Waterston (série “Law and Order”), até a francesa Isabelle Huppert (“Amor”) e Willem Dafoe (“Anticristo”) em seu primeiro papel. Ele também mandou construir um sistema de irrigação para manter a relva sempre verdejante, querendo um impacto de cores nas cenas em que o sangue escorresse nas batalhas. Por conta do realismo, também comprou brigas com ONGs que acusaram a produção de crueldade contra os cavalos em cena. A obsessão pelos detalhes ainda o levou a filmar exaustivamente vários ângulos da mesma cena, gastando 220 horas e mais de 1,2 milhões de metros de filme, um recorde no período. “O Portal do Paraíso” rapidamente estourou seu cronograma e orçamento, e seu título virou sinônimo de produção fora de controle. Quando os executivos do estúdio United Artists viram a conta, entraram em desespero. Para completar, Cimino montou uma “cópia de trabalho” de 325 minutos. Pressionado a entregar uma versão “exibível” a tempo de concorrer ao Oscar, montou o filme com 219 minutos (3 horas e 39 minutos), o que exasperou os donos de cinema. A pá de cal foram as críticas negativas. Para tentar se salvar, após a première em Nova York, o estúdio cancelou o lançamento para produzir uma versão reeditada, de 149 minutos, que entretanto não se saiu melhor. O filme que custou US$ 44 milhões faturou apenas US$ 3,5 milhões. Como resultado, a United Artists, fundada em 1919 por D. W. Griffith, Charlie Chaplin, Mary Pickford e Douglas Fairbanks, quebrou. Atolada em dívidas, viu seus investidores tomarem o controle, e foi vendida para a MGM no ano seguinte. O impacto negativo foi tão grande que o gênero western se tornou maldito, afastando os estúdios de produções passadas no Velho Oeste por um longo tempo. A carreira de Cimino nunca se recuperou. Ele só voltou a assinar um novo filme cinco anos depois, o thriller noir “O Ano do Dragão” (1985), estrelado por Mickey Rourke (“O Lutador”). Mas a história de gangues asiáticas em Chinatown voltou a provocar polêmica, ao ser acusada de racismo contra os chineses que moravam nos EUA. A pressão foi tanta que levou o estúdio a incluir um aviso no início do filme, salientando que era uma obra de ficção, ao mesmo tempo em que a submissão demonstrava como ninguém defenderia Cimino após o fiasco da United Artists. O filme ainda foi indicado a cinco prêmios Framboesa de Ouro, incluindo Pior Roteiro e Diretor do ano, mas se tornou um dos favoritos de Quentin Tarantino. Cimino nunca mais escreveu seus próprios filmes. Ele ainda dirigiu “O Siciliano” (1987), drama de máfia baseado em livro de Mario Puzo (“O Poderoso Chefão”), e o remake “Horas de Desespero” (1990), com Mickey Rourke reprisando o papel de gângster interpretado por Humphrey Bogart em 1955. O primeiro fez US$ 5 milhões e o segundo US$ 3 milhões nas bilheterias, de modo que seu último longa, “Na Trilha do Sol” (1996), foi lançado direto em vídeo. Depois disso, encerrou a carreira com um curta na antologia “Cada Um com Seu Cinema” (2007), que reuniu três dezenas de mestres do cinema mundial. Em 2005, a MGM resolveu resgatar a produção que lhe deu de bandeja a prestigiosa filmografia da United Artists, relançando a versão de 219 minutos de “O Portal do Paraíso” numa sessão de gala no Museu de Arte de Nova York. E desta vez, 25 anos depois da histeria provocada pelo estouro de seu orçamento, o filme teve uma recepção muito diferente. Uma nova geração de críticos rasgou as opiniões de seus predecessores, passando a considerar o filme como uma obra-prima. O diretor sempre acusou o cronograma pouco realista da United Artists pela culpa do fracasso do filme. Dizia que não teve tempo suficiente para trabalhar na edição do longa. Pois em 2012, a produtora especializada em clássicos Criterion, em acerto com a MGM, deu-lhe todo o tempo que ele queria para produzir uma versão definitiva, com a sua visão, para o lançamento de “O Portal do Paraíso” em Blu-ray. Esta versão, de 216 minutos, foi exibida em primeira mão durante o Festival de Veneza, com a presença do diretor. Ao final da projeção, Cimino foi às lágrimas, ovacionado durante meia hora de palmas ininterruptas. “Sofri rejeição por 33 anos”, o diretor desabafou na ocasião, em entrevista ao jornal The New York Times. “Agora, posso descansar em paz”.
A Torre Negra: Fotos do set revelam visual de Matthew McConaughey como o Homem de Preto
Surgiram as primeiras fotos de Matthew McConaughey (“Interestelar”) nos bastidores das filmagens de “A Torre Negra”, adaptação da obra épica de Stephen King. O ator foi fotografado durante as filmagens de uma cena em Nova York, com as roupas pretas (e cabelo tingido) do vilão Walter Padick, também conhecido como o Homem de Preto. As fotos ainda registraram Idris Elba (“Thor: O Mundo Sombrio”) de passagem pelo set, com um boné da produção. Na trama, ele interpreta o protagonista, Roland Deschain, o Pistoleiro. Também estão escalados os atores Katheryn Winnick (a guerreira Lagertha da série “Vikings”), Jackie Earle Haley (“RoboCop”), Fran Kranz (“O Segredo da Cabana”), Claudia Kim (série “Marco Polo”) e Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O roteiro original foi escrito por Akiva Goldsman e Jeff Pinkner (que trabalharam juntos no fraco “A 5ª Onda”) e revisado por Anders Thomas Jensen (“Em um Mundo Melhor”), trazido à bordo pelo cineasta dinamarquês Nikolaj Arcel (“O Amante Da Rainha”), que fará sua estreia em Hollywood como diretor da produção. “A Torre Negra” tem data de estreia marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Café Society: Nova comédia de Woody Allen terá lançamento antecipado no Brasil
A nova comédia dramática de Woody Allen, “Café Society”, teve sua estreia antecipada em dois meses no Brasil. O filme iria estrear no dia 27 de outubro deste ano, mas o lançamento foi adiantado para 25 de agosto. Ainda assim, chegará mais de um mês depois de passar pelos cinemas americanos, em 15 de julho. Filme de abertura do Festival de Cannes 2016, “Café Society” se passa entre os estúdios da era de ouro de Hollywood e a atmosfera boêmia dos cafés nova-iorquinos dos anos 1930. Na trama, Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) vai visitar os parentes em Los Angeles, entre eles um tio produtor de cinema (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), que vive num mundo de festas frequentadas por celebridades. O elenco também destaca Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) como a assistente do tio produtor, encarregada de ciceronear o jovem turista, e Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) como uma bela fã de jazz que ele encontra ao retornar a Nova York.
Scott Eastwood negocia estrelar continuação de Círculo de Fogo
O ator Scott Eastwood está negociando participar da continuação de “Círculo de Fogo”. Segundo o site Deadline, a produção lhe ofereceu um papel de destaque, mas não foi divulgado qual seria o personagem. Caso entre no longa, vai se juntar a John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), que viverá o filho de Stacker Pentecost, personagem de Idris Elba no filme original. Ainda há pouca informação sobre a sequência, cujo roteiro vem sendo mantido em segredo. Intitulada, em inglês, “Pacific Rim: Maelstrom”, a sequência foi escrita pelos criadores do filme original, Travis Beacham e Guillermo Del Toro, com auxílio de feras da sci-fi, como Derek Connolly (“Jurassic World”) e Jon Spaihts (“Prometheus”). A produção marcará a estreia de Steven S. DeKnight como diretor de cinema. Ele é um roteirista e produtor veterano de séries cultuadas, desde “Buffy – A Caça-Vampiros” em 2000, passando por “Smallville”. Foi também criador da série “Spartacus” e showrunner da 1ª temporada de “Demolidor”, da qual dirigiu o episódio final. Estrelado por Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi e Idris Elba, o primeiro “Círculo de Fogo” (2013) mostrava a guerra da humanidade contra criaturas monstruosas (conhecidas como Kaijus), e rendeu US$ 411 milhões ao redor do mundo, um faturamento baixo considerando seu orçamento de US$ 190 milhões. Entretanto, fez sucesso na China, o que explica o interesse em retomar a franquia, agora com coprodução chinesa. “Pacific Rim: Maelstrom” tem estreia marcada para 23 de fevereiro de 2018 nos EUA.
Novela A Terra Prometida também vai virar filme
Seguindo a deixa de “Os Dez Mandamentos”, a rede Record já prepara sua próxima novela bíblica, “A Terra Prometida”, visando lançamento nos cinemas. O anúncio foi feito pelo diretor de dramaturgia da emissora, Anderson Souza. “Vamos para o cinema também. A ideia do projeto é essa, criar subprodutos”, ele afirmou, durante a entrevista de lançamento da novela para a imprensa. Vale lembrar que “Os Dez Mandamentos – O Filme” quebrou recordes de bilheteria, tornando-se o filme brasileiro com maior número de ingressos vendidos na história. “A Terra Prometida” estreia na terça-feira (5/7), após a morte de Moisés (Guilherme Winter) em “Os Dez Mandamentos – Parte 2”, quando os hebreus passam a ser liderados por Josué (Sidney Sampaio). Ao chegar no local do título, eles descobrem que a terra está sendo habitada por outros povos e terão de lutar contra vários inimigos. O autor Renato Modesto disse que a novela terá cenas inspiradas em “Game of Thrones”.
Steven Spielberg revela novos projetos em parceria com Peter Jackson
Os diretores Peter Jackson (“O Hobbit”) e Steven Spielberg (“O Bom Gigante Amigo”) estão voltando a trabalhar juntos, cinco anos após “As Aventuras de Tintim” (2011), que Spielberg dirigiu e Jackson produziu. O lançamento de “Tintim” sempre levou em consideração uma sequência, em que os cineastas inverteriam seus papeis. Em entrevista à revista Time Out, da Nova Zelândia, Spielberg revelou que os dois retomaram os planos da continuação, mas antes farão outro projeto juntos. “Peter esteve tão ocupado com ‘O Hobbit’ que ele ficou longe de ‘Tintim'”, explicou Spielberg, para então revelar: “Ele está fazendo um novo filme para a minha empresa agora. É segredo, ninguém sabe. E, então, ele fará ‘Tintim'”. Ou seja, Jackson está envolvido num filme misterioso para a produtora Amblin Entertainment, e depois deve rodar a continuação de “As Aventuras de Tintim”, que será baseada na graphic novel “Os Prisioneiros do Sol”, conforme os planos originais.
Voyage of Time: Documentário de Terrence Malick sobre a história do universo ganha trailer
A rede Imax divulgou o pôster e o trailer de “Voyage of Time”, documentário de Terrence Malick sobre a “história do universo”, que tem narração de Brad Pitt. Os dois trabalharam juntos em “A Árvore da Vida” (2011), filme que incluiu temas metafísicos num drama de família típica americana. Assim como naquele e em outros trabalhos de Malick, uma direção de fotografia deslumbrante marca todas as cenas da prévia. As imagens foram captadas pelo cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). A trilha sonora é do veterano Ennio Morricone, que venceu o Oscar 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados” (2015). Já a narração pausada e cheia de frases feitas de Brad Pitt remete à sua infame participação num comercial do perfume Chanel nº 5, que rendeu inúmeras paródias e ridicularizações midiáticas. O filme estreia em 7 de outubro nos EUA, exclusivamente em Imax, e não tem previsão de lançamento no Brasil.
The Childhood of a Leader: Trailers impressionantes trazem Liam Cunningham e Robert Pattinson em clima de terror
A IFC Films divulgou o pôster e dois trailers impressionantes de “The Childhood of a Leader”, drama britânico de época estrelado por Liam Cunningham (série “Game of Thrones”), Bérénice Bejo (“O Passado”), Stacy Martin (“Ninfomaníaca”) e Robert Pattinson (“Mapas para as Estrelas”). As prévias têm clima sombrio e remetem a filmes de terror dos anos 1970, graças à fotografia escura, cenas de histeria e trilha tenebrosa criada pelo cultuado músico Scott Walker (ele mesmo, da banda The Walker Brothers). A trama acompanha a infância conturbada de um futuro líder europeu, durante os anos que se seguem à 1ª Guerra Mundial, e marca a estreia do ator Brady Corbet (“Violência Gratuita”) na direção de um longa-metragem. Ele também é autor do roteiro, escrito em parceria com Mona Fastvold (“O Sonâmbulo”). O filme foi premiado em diversos festivais internacionais, inclusive o de Veneza, que deu a Corbet o troféu de Melhor Direção. A estreia está marcada para 22 de julho nos EUA e não há previsão para o lançamento no Brasil.
Star Trek: Cena registra fim de namoro entre Uhura e Spock
A Paramount divulgou uma cena de “Star Trek: Sem Fronteiras”, que registra o fim do namoro entre Uhura e Spock, além dos indefectíveis comentários do Dr. McCoy sobre a falta de sensibilidade do vulcano. O elenco traz de volta Zachary Quinto (Sr. Spock), Karl Urban (Dr. McCoy), Zoe Saldana (Uhura), Chris Pine (Capitão Kirk), o Simon Pegg (Scotty), John Cho (Sulu) e o recém-falecido Anton Yelchin (Chekov). Entre os novos personagens, os destaques são para dois alienígenas, a aliada Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”), e o inimigo Krall, interpretado por Idris Elba (“Beasts of No Nation”). Com direção de Justin Lin (“Velozes & Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas teve seu lançamento adiado para 1 de setembro no Brasil.
Robin Hardy (1929 – 2016)
Morreu o cineasta inglês Robin Hardy, aos 86 anos na madrugada desta sexta-feira (1/7). Ele fez apenas três filmes, mas se tornou uma lenda do cinema de terror pelo primeiro, o cultuado “O Homem de Palha” (1973). Considerado uma das obras-primas do gênero e ponto alto indiscutível da filmografia tanto do estúdio Hammer quanto do ator Christopher Lee, “O Homem de Palha” combinou sensualidade e rituais celtas para criar uma história que ressoa até hoje, graças a citações constantes. A trama de “O Homem de Palha” seguia o ponto de vista de um sargento de polícia (Edward Woodward), que desembarca numa ilha escocesa para procurar uma menina desaparecida. Lá, é recepcionado pela autoridade local, representada por Lee, em meio à preparação de um festejo anual. Conforme a investigação se intensifica, diversas mulheres nuas aparecem em seu caminho, como tentações e distrações constantes – entre elas, as belíssimas Britt Ekland, Ingrid Pitt e Diane Cilento. Até que ele, cristão convicto, começa a perceber os sinais de paganismo e se horroriza ao descobrir seu verdadeiro papel na história, como convidado de honra, seduzido/conduzido a ser o sacrifício humano que garantiria a próxima colheita da ilha. O filme ganhou um remake americano, intitulado em português “O Sacrifício”, com direção de Neil LaBute e estrelado por Nicolas Cage em 2006. O próprio Hardy escreveu e dirigiu uma continuação do original, “The Wicker Tree”, realizada com baixo orçamento em 2011 e considerada uma decepção completa. Ele ainda pretendia fazer uma terceira parte, mas o projeto nunca saiu do papel. Entre o primeiro e o segundo “Homem de Palha”, Hardy dirigiu apenas mais um filme: “Uma Voz ao Telefone”, em 1986, um suspense convencional de serial killer. E escreveu a história de outro: “Forbidden Sun” (1989). Nada que chegasse aos pés do culto inspirado por sua estreia. Para se ter noção do impacto de “O Homem de Palha”, em 2010 o jornal britânico The Guardian publicou uma lista que o classificou como o quarto melhor terror de todos os tempos. E Christopher Lee, que trabalhou até nas franquias “Star Wars” e “O Senhor dos Anéis”, declarou que aquele tinha sido o melhor filme que fez, entre os mais de 200 de sua filmografia. Sua permanência na cultura pop chega até aos dias de hoje, como se pode atestar pelo recente clipe de “Burn the Witch”, da banda Radiohead, lançado em maio, que recria com bonecos de massinhas a história do clássico de Hardy.
Cães de Guerra: Jonah Hill e Miles Teller se divertem com a guerra em trailer de comédia
A Warner Bros. divulgou o novo pôster e o segundo trailer de “Cães de Guerra” (War Dogs), comédia estrelado por Jonah Hill (“Anjos da Lei”) e Miles Teller (“Quarteto Fantástico”), com direção de Todd Phillips, o responsável pela trilogia “Se Beber, Não Case!”. Baseado em fatos reais, a prévia mostra como dois jovens inexperientes venceram uma concorrência do Pentágono e se tornaram reis da indústria bélica, transportante armas para as tropas americanas no Iraque e negociando com criminosos internacionais. “War Dogs” revela como os dois amigos se valeram de uma iniciativa do governo americano, que permitia que pequenas empresas fizessem contratos com o exército, para, no início dos anos 2000, aproveitarem as guerras no Afeganistão e no Iraque para arrecadarem uma fortuna com o fornecimento de armas. O roteiro foi escrito por Jason Smilovic (“Xeque-Mate”), a partir de um artigo da revista Rolling Stone, intitulado “Arms and the Dudes” (“Armas e os Caras”, em tradução literal), de Guy Lawson. A produção é do ator Bradley Cooper (igualmente da trilogia “Se Beber, Não Case!”), que também faz participação especial no longa. O filme estreia em 19 de agosto nos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Viral: Novo terror dos diretores de Atividade Paranormal 4 ganha trailer
A Bloomhouse Productions divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Viral”, novo terror da dupla Henry Joost e Ariel Schulman, diretores de “Atividade Paranormal 3” e “4”. A prévia resume a trama, entregando inclusive pontos de reviravolta, ao mostrar a propagação de um vírus entre jovens suburbanos. Vale observar que os sintomas dos infectados lembram a série “The Strain”. “Viral” é estrelado por Analeigh Tipton (“Meu Namorado é um Zumbi”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”), como duas irmãs presas na área de quarentena. O elenco também inclui Michael Kelly (série “House of Cards”), Travis Tope (“Homens, Mulheres e Filhos”), Machine Gun Kelly (“Nos Bastidores da Fama”) e Brianne Howey (“Quero Matar Meu Chefe 2”). A Estreia está marcada para 29 de julho nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.
Perfeita É a Mãe: Mila Kunis e Kristen Bell chutam o balde em novo trailer de comédia
A STX Entertainment divulgou seis pôsteres de personagens e o novo trailer de “Perfeita É a Mãe” (Bad Moms), comédia estrelada por Mila Kunis (“O Destino de Júpiter”) e Kristen Bell (“A Chefa”), em duas versões: com tarja verde (para todas as idades) e vermelha (para maiores). A diferença são alguns palavrões e 16 segundos da piada final sobre sutiã. Escrita e dirigida pela dupla Jon Lucas e Scott Moore (roteiristas de “Se Beber, Não Case!”), a trama gira em torno da personagem de Kunis, uma mãe solteira que tem dificuldades em equilibrar o trabalho, os filhos e todas as responsabilidades que cercam a maternidade, até que ela explode numa reunião da APM (Associação de Pais e Mestres) da escola das crianças. Estressada, estafada e infeliz, ela acaba encontrando apoio em outras mães sofredoras, vividas por Kristen Bell e Kathryn Hahn (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), que a convencem a desistir de tentar ser perfeita e buscar se divertir. O problema é que a supermãe que preside a APM (Christina Applegate, de “Férias Frustradas”) não permite mães menos que perfeitas. E assim se arma um clima de guerra entre as senhoras mamães. O elenco também inclui Jada Pinkett Smith (série “Gotham”), Annie Mumolo (“A Chefa”), Megan Ferguson (série “The Comedians”) e a pequena Oona Laurence (“Nocaute”). O filme é a segunda comédia a juntar Mila e Kristen, que antes fizeram “Ressaca de Amor” (2008). Por coincidência, as duas também viraram mamães na vida real. “Perfeita É a Mãe” estreia dia 29 de julho nos EUA e um mês depois, em 25 de agosto, no Brasil.












