Kéfera Buchmann engata terceiro filme consecutivo
Kéfera Buchmann já emplacou seu terceiro projeto cinematográfico. Em cartaz no sucesso “É Fada”, visto por mais de 1 milhão de pessoas, e prestes a estrear em seu primeiro papel dramático com “O Amor de Catarina”, que chega aos cinemas em novembro, a (ex?)youtuber adiantou que em poucas semanas começa a gravar “Resto”, em que fará par romântico com Cassiano Gabus Mendes. Ela contou a novidade durante o evento “Meus Prêmios Nick” na noite de quinta-feira (20/10), afirmando que as filmagens começam em novembro, mas não deu maiores detalhes. Agora atriz, Kéfera não pôde falar muito, pois também contratou assessoria de imprensa que manda jornalista parar de perguntar. O chega-pra-lá se deu em razão do questionamento sobre se ela tinha largado o Youtube de vez. “Ela não vai falar disso. Já soltamos um comunicado. Ela não vai parar com o canal, foi especulação”, disparou o assessor, que não permitiu a resposta. Especulação, não foi. Assessor pode “soltar” comunicado informando que a Terra é quadrada, mas isso não vira verdade porque ele “soltou”. Kéfera disse, com todas as letras, num vídeo do Snapchat, que não atualizaria seu canal por um tempo. “Já vou começar este Snap pedindo desculpas porque estou sumida de todas as redes sociais e falar que amanhã não vai ter vídeo novo. Semana passada não teve vídeo novo, essa semana também não vai ter. Preciso de um tempo para a minha cabeça, de verdade. Todos nós temos nossas fases e estou em uma em que preciso parar um pouco”, disse na ocasião. Não é fofoca. Não é especulação. Não é um tuíte do Rafinha Bastos. É da boca da própria Kéfera. Com este novo projeto anunciado, é capaz do tempo ser bem grande. E imagine se tiver outro filme já engatilhado… Vale lembrar que ela também não teve tempo (“conflito de agenda”) para participar de “Internet – O Filme” com outros youtubers.
Doutor Estranho: Primeiras opiniões sobre o filme são todas positivas
A Marvel realizou as primeiras sessões de “Doutor Estranho” para a imprensa americana, e embora as críticas ainda estejam embargadas, as opiniões de alguns dos blogueiros mais populares do universo geek já repercutem a produção no Twitter. As reações são todas positivas. Elogiosas como costumam ser as recepções aos filmes da Marvel por este grupo. Vale considerar que as opiniões não são de jornalistas da imprensa tradicional, mas de blogueiros que costumam reproduzir 29 comerciais praticamente iguais de filmes de super-heróis, porque em cada um deles havia um segundo de cena inédita. Os efeitos visuais e a atuação de Benedict Cumbarbatch ganharam maiores destaques. E o fato de o filme ser “mais engraçado” do que parecia pela publicidade. Mas, curiosamente, alguns até compararam “Doutor Estranho” ao primeiro longa do Homem de Ferro. “Os cenários de Doutor Estranho fazem as pinturas de MC Escher parecerem tolas. Há criações realmente incríveis, espertas e inventivas. Vale o ingresso 3D. Cumberbatch domina ‘Doutor Estranho’, o filme é mais engraçado do que eu estava esperando, um retorna à época pré-Universo Marvel com uma história própria no estilo ‘Homem de Ferro’”, escreveu Peter Sciretta, do site /Film, numa descrição que fazem os textos do New Yorker parecerem tolos. “’Doutor Estranho’ tem algumas das melhores sequências de ação entre todos os filmes da Marvel”, rasgou Alex Welch, do IGN. “O visual de ‘Doutor Estranho’ é fantástico. Vale a pena ver em 3D. Cumberbatch está excelente como o Mago Supremo. ‘Doutor Estranho’ é diferente de qualquer filme anterior da Marvel e é por isso que eu amo Marvel. Eles continuam superando barreiras e fazem isso parecer fácil. Ainda em choque que chegamos a um ponto em que a Marvel pode lançar um filme do Doutor Estranho. Não posso acreditar o quão longe chegamos em 10 anos”, propagandeou Steven Weintraub, do Collider, vestindo a camiseta, a capa e tocando a corneta. “Mesmo além dos seus efeitos visuais malucos (com coisas legais como você nunca viu antes), ‘Doutor Estranho’ é muito divertido. Um pouco formulaico, mas muito bom”, considerou Ben Pearson, da Geek Tyrant, tentando parecer um pouco mais “crítico”. “As sequências de ação em Doutor Estranho são diferentes de tudo que a Marvel já fez – malucas, frenéticas e ‘nerd’. Eu adorei”, escreveu Erik Davis, do Fandango, que, sim, usou a palavra “nerd” entre aspas. “Eu gostei de ‘Doutor Estranho’. O filme mais autossuficiente da Marvel em um bom tempo. Tem um visual muito divertido. Parecia um reboot do primeiro ‘Homem de Ferro’”, disse Mike Ryan, da Uproxx, e se não aparecerem terroristas e empresários milionários de trajes de metal peça seu dinheiro de volta para ele. “’Doutor Estranho’ é muito melhor do que eu pensava que seria. Interpretações incríveis de Tilda (Swinton) e Benedict (Cumberbatch)”, estranhou Beatrice Verhoeven, do site The Wrap. “’Doutor Estranho’ é uma história de origem maravilhosamente alucinante, visualmente deslumbrante que apresenta grandes personagens para o Universo Cinematográfico da Marvel”, babou delirantemente Andy Signore, do ScreenJunkies.
Dez atrizes são candidatas a viver a mutante Dominó na continuação de Deadpool
Começaram os rumores sobre a produção da sequência de “Deadpool”. Segundo fontes do site Deadline, a produção já tem candidatas para interpretar a protagonista feminina do novo filme. Uma dezena de atrizes aparecem listadas para o papel de Dominó, uma mutante de pele branca capaz de manipular as leis das probabilidades para fazer a sorte atuar a seu favor. São elas as americanas Lizzy Caplan (“A Entrevista”), Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield, 10”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Kelly Rohrbach (do vindouro “Baywatch”), a canadense Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), a irlandesa Eve Hewson (“The Knick”), a australiana Ruby Rose (série “Orange is the New Black”), a argelina Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”), a mexicana Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”) e a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”). O site anuncia que outros nomes ainda podem entrar na disputa, mas o diretor Tim Miller já começou a conduzir os testes com as listadas – ainda sem uma favorita. A personagem foi criada por Fabian Nicieza e Rob Liefeld. Resultado de uma experiência secreta do governo, o nome real de Dominó é Neena Thurman. Graças a seus poderes e habilidades físicas, ela acaba integrando um esquadrão de mercenários liderado por Cable e participa da primeira fase da X-Force, grupo de mutantes responsável por realizar missões mais sensíveis que, digamos, impedir o fim do mundo como fazem os X-Men. Com o retorno de Ryan Reynolds já confirmado, “Deadpool 2” ainda não tem uma data de estreia oficial, mas a previsão é que chegue aos cinemas em 2018. O novo filme também terá o retorno da equipe criativa original, formada pelo diretor Tim Miller e os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick.
Logan: Veja um retrato de Hugh Jackman tirado pelo diretor do novo filme de Wolverine
O diretor James Mangold revelou em seu Twitter mais um retrato em preto e branco de “Logan”, terceiro longa-metragem solo de Wolverine. Desta vez, a foto é do próprio personagem-título, vivido por Hugh Jackman. O filme mostra o herói no futuro, envelhecido e em fuga com o Professor Xavier (Patrick Stewart) e uma jovem mutante, que é “muito parecida” com o próprio Logan. Interpretada pela jovem Dafne Keen (série “The Refugees”), boatos indicam que ela seja X-23, o clone feminino do Wolverine. Quem os persegue é o vilão Donald Pierce, interpretado por Boyd Holbrook (série “Narcos”), e seu grupo de mercenários ciborgues, denominados Carniceiros (Reavers). O roteiro é de Michael Green (“Lanterna Verde”) e do estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. E o primeiro trailer pode ser assistido aqui.
A Chegada: Amy Adams tenta contato com alienígenas em novo trailer da sci-fi mais elogiada do ano
A Paramount divulgou um pôster e o último trailer cinematográfico de “A Chegada”, a sci-fi mais elogiada do ano, que deixou a crítica babando durante suas exibições nos festivais de Veneza, Toronto e Rio. Ainda sem legendas, a prévia explora melhor os conflitos internos entre os civis e os militares encarregados de contatar uma nave alienígena, enfatizando o papel de Michael Stuhlbarg (“Steve Jobs”), que vive um agente federal/vilão aparente da trama. “A Chegada” traz Amy Adams (“Batman vs. Superman”) como uma especialista em linguística, convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com alienígenas que pousaram nos EUA, após a chegada de uma dúzia de veículos espaciais em todo o planeta. O pouso das naves gera uma corrida mundial para buscar entender a intenção dos visitantes. Mas cada nação tem seus próprios propósitos ao buscar ser a primeira a estabelecer contato. O filme é baseado no conto “Story of Your Life” de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica), numa adaptação escrita por Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) e dirigida por Denis Villeneuve (“Sicario”). O elenco também inclui Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) e Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”). E a estreia vai acontecer em 24 de novembro no Brasil, “apenas” duas semanas após o lançamento nos EUA.
Resident Evil 6: Milla Jovovich explode tudo no novo trailer – agora com legendas e dublagem
Duas semanas após a divulgação nos EUA, a Sony finalmente lançou as versões legendada e dublada do segundo trailer de “Resident Evil 6: O Capítulo Final”. O vídeo faz uma recapitulação da franquia, mostra muita destruição e conduz Milla Jovovich de volta (novamente) à Racoon City, onde tudo iniciou. Com um remix de Guns N’Roses tocando entre as explosões, a trama se encaminha para o combate derradeiro entre Alice, a personagem de Milla, e o vilão Dr. Alexander Isaacs (Iain Glen, de “Game of Thrones”), visto pela última vez em “Resident Evil 3: A Extinção” (2007). O elenco ainda inclui outra sobrevivente da franquia, Ali Larter (desaparecida desde “Resident Evil 4: Recomeço”), que se junta à australiana Ruby Rose (série “Orange Is the New Black”), ao irlandês Eoin Macken (série “The Night Shift”), ao cubano William Levy (“O Clube das Mães Solteiras”) e ao modelo e apresentador de TV japonês Rola (sério). Novamente dirigido por Paul W.S. Anderson, o último “Resident Evil” tem previsão de estreia para 26 janeiro no Brasil.
Colin Firth entra na continuação de Mary Poppins
O elenco de “Mary Poppins Returns”, continuação do clássico infantil “Mary Poppins” (1964), foi reforçado por Colin Firth, que está em cartaz nos cinemas em dois filmes, “Mestre de Gênios” e “O Bebê de Bridget Jones”. Segundo o site da revista Variety, seu personagem será William Weatherall Wilkins, presidente do Fidelity Fiduciary Bank. Curiosamente, o nome do personagem aparece no terceiro livro de PL Travers, “Mary Poppins Abre a Porta”, publicado em 1943. Mas apenas listado como o antigo proprietário de um livro. Ele vai se juntar ao elenco que já tem Emily Blunt (“A Garota no Trem”) como Mary Poppins, além de Meryl Streep (“Álbum de Família”), Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”), Lin-Manuel Miranda (“A Estranha Vida de Timothy Green”) e Emily Mortimer (“A Invenção de Hugo Cabret”). Com direção de Rob Marshall (“Caminhos da Floresta”) e roteiro de David Magee (“As Aventuras de Pi”), “Mary Poppins Returns” vai se passar 20 anos após os eventos do filme original e vai mostrar o reencontro de Mary Poppins com as crianças que ela cuidou antes, agora já adultas. Quando as filhas do agora crescido Michael Banks passam por uma “perda pessoal”, a melhor babá do mundo resolve ajudar novamente a família. O longa original venceu cinco Oscars, inclusive o de Melhor Atriz para Julie Andrews, intérprete da babá mágica. A história das filmagens do clássico também foi recentemente levada ao cinema, no drama “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013). Já a continuação, “Mary Poppins Returns”, tem estreia marcada para 25 de dezembro de 2018.
O Doutrinador: Vem aí o primeiro filme de super-herói brasileiro desde os anos 1970
A Paris e a Downtown Filmes estão preparando o primeiro filme de super-herói brasileiro do século 21. Trata-se de “O Doutrinador”, que, como bom super-herói nacional, tem como seu maior inimigo a corrupção. Ex-soldado do Exército brasileiro, o Doutrinador decidiu deixar sua aposentadoria por não aguentar mais tanta impunidade, passando a se disfarçar com uma grande máscara de oxigênio e um casaco com capuz para limpar o país. Revoltado com o sistema e com sede de vingança, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos. O personagem foi criado pelo carioca Luciano Ramos, inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller e já rendeu duas graphic novels. Originalmente concebido em 2008, o projeto ficou na gaveta do autor até 2013, quando ele resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxergam como manifestação da anarquia. Não há meio termo com “O Doutrinador”, a começar por seu nome, mas principalmente por seus métodos – ele faz justiça com as próprias mãos, caçando e matando corruptos de todos os partidos. O segundo volume de suas histórias foi criado com ajuda do músico Marcelo Yuka (ex-baterista de O Rappa), que teve a ideia do roteiro. A ideia original de Ramos era negociar uma série do personagem. Acabou chamando atenção da Downton Filmes e da Paris Filmes, que se juntaram para realizar a adaptação cinematográfica. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), as filmagens estão previstas para 2017. Vale lembrar que, em 1973, o filme “O Judoka” foi a primeira adaptação de quadrinhos de super-herói nacional.
A Cura: Trailer legendado enigmático assinala volta do diretor de O Chamado ao terror
A Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “A Cura” (A Cure for Wellness), que marca o retorno do cineasta Gore Verbinski (franquia “Piratas do Caribe”) ao terror, 15 anos após “O Chamado” (2002). A prévia destaca a bela fotografia, mas se prova enigmática, sem adiantar detalhes além da locação, uma clínica estilo spa. A trama acompanha Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”), que vai a um spa europeu para encontrar seu chefe, que está hospedado lá. Mas logo descobre que o local tem um propósito muito mais sinistro do que apenas servir os seus pacientes. A atriz Mia Goth (“Ninfomaníaca: Volume 2”) tem destaque no elenco como uma das pacientes. Na produção, Verbinski volta a trabalhar com o roteirista Justin Haythe, responsável por “O Cavaleiro Solitário” (2013), cujo fracasso abalou a carreira de ambos. A estreia está marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Logan: Primeiro trailer do novo filme de Wolverine é belo e sombrio
A Fox divulgou o trailer legendado de “Logan”, o terceiro filme solo de Wolverine. A prévia é bela e sombria, evocando o clima de um western moderno, em que Wolverine (Hugh Jackman), já envelhecido, vive um fora-da-lei perseguido por pistoleiros implacáveis. A perseguição também inspira cenas de road movie, com imagens alaranjadas por areia de estradas desertas. Tudo ao som de Johnny Cash. A premissa ganha contornos mais nítidos no diálogo com o Professor Xavier (Patrick Stewart) que alinhava as cenas, situando a ação num futuro em que os mutantes foram exterminados e definindo a missão do herói: proteger uma jovem mutante, que é “muito parecida” com o próprio Wolverine. Interpretada pela jovem Dafne Keen (série “The Refugees”), boatos indicam que ela seja X-23, o clone feminino do herói. Há trechos, ainda, que aludem a um final triste para o Professor. Quem os persegue é o vilão Donald Pierce, interpretado por Boyd Holbrook (série “Narcos”), e seu grupo de mercenários ciborgues, denominados Carniceiros (Reavers). Ou seja, uma trama simples e direta, quase antítese da ambição desproporcional de “X-Men Origens: Wolverine” (2009), primeiro e pior filme do personagem. O roteiro é de Michael Green (“Lanterna Verde”) e do estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
O Mestre dos Gênios destaca o pouco incensado trabalho do editor literário
Em cinebiografias voltadas a grandes nomes da literatura, a singularidade de um escritor está sempre atrelada ao seu estilo de vida um tanto conturbado, geralmente encontrando em seus reveses a inspiração para a concepção de um novo livro. No entanto, há um agente intermediário sempre esquecido, aquele que desempenha uma função definitiva para a forma que uma obra literária toma antes de chegar ao público: o editor. A memória pode nos enganar, mas “O Mestre dos Gênios” deve ser o único filme em que um editor tem um nível de importância maior que a de um notável escritor. E esse personagem vem a ser uma figura real: Maxwell Evarts Perkins (Colin Firth), britânico que apostou em nomes como Ernest Hemingway (Dominic West) e F. Scott Fitzgerald (Guy Pearce). Os autores de “Adeus às Armas” e “O Grande Gatsby” seriam escolhas óbvias para assumirem o protagonismo de “O Mestre dos Gênios” ao lado de Maxwell, mas o diretor estreante Michael Grandage (de vasta experiência teatral) preferiu, junto com o roteirista John Logan (dos últimos “007”), se basear em um livro de A. Scott Berg que relata a relação do editor da Scribner com Thomas Wolfe (Jude Law) iniciada em 1929, ano em que entrega a ele centenas de páginas que se transformariam no best-seller “Look Homeward, Angel”. Os biógrafos de ambos afirmam que o convívio foi além do profissional, partindo para uma amizade quase obsessiva. Não se tratava de paixão mútua, mas de admiração por mentes igualmente brilhantes, com Maxwell sabendo exatamente como agir para organizar o tumulto intelectual de Thomas Wolfe. Uma dinâmica na qual “O Mestre dos Gênios” sugere ter quase arruinado o casamento de Maxwell com Louise Perkins (Laura Linney) e de Wolfe com a figurinista Aline Bernstein (Nicole Kidman, em parceria com Grandage continuada em “Photograph 51”, peça apresentada em Londres no ano passado sobre a cientista Rosalind Franklin). Com 43 anos, Jude Law é velho demais para dar vida a um Thomas Wolfe apresentado inicialmente aos 27 anos. Ainda assim, a efervescência que traz ao papel contrabalanceia perfeitamente a discrição a qual Colin Firth se notabilizou ao viver os seus melhores personagens. Essa sintonia, somada ao diferencial de conferir maior importância a alguém sempre eclipsado quando se discute a genialidade de um escritor, favorece o registro de Michael Grandage, que foi sábio ao dar ao seu filme um caráter mais afetuoso e menos deslumbrado.
A Maldição da Floresta explora terror pagão com clima onírico
A safra de filmes de horror contemporâneo lançados no circuito anda tão em fraca que, quando surge algum trabalho que seja ao menos diferente, que fuja do lugar comum, já inspira festa. Este é o caso de “A Maldição da Floresta” (2015), produção que se passa na Irlanda, mas que também conta com dinheiro inglês e americano. A história companha um casal com um filho pequeno, que se muda para uma região rural da Irlanda, próxima a uma floresta que é considerada amaldiçoada e cheia de criaturas malignas, como dizem os moradores. Interessante como florestas continuam servindo de inspiração para o gênero, do melhor filme de horror deste ano, “A Bruxa”, ao pior, “A Bruxa de Blair”. Até o Brasil explorou o tema, com “A Floresta de Jonathas” (2012), de Sergio Andrade. Quanto ao filme em questão, seu mérito consiste em saber esconder as criaturas, até certo ponto, e assim torná-las mais assustadoras, mas também na coragem de explicitá-las quando chega a hora, o que acaba aproximando “A Maldição da Floresta” do tipo de cinema de horror que se fazia nas décadas de 1970 e 80, quando se trabalhava pouco ou quase nada com computação gráfica. A estreia na direção de Corin Hardy é muito bem-vinda, cheia de elementos sobrenaturais que fogem dos estereótipos do terror cristão, predominantes hoje em dia. E este tipo de cinema mais pagão ainda causa estranheza, permitindo que ganhe a aparência de uma espécie de pesadelo filmado. O clima onírico predomina e algumas cenas ficam grudadas na memória, como a tentativa do protagonista de dirigir na estrada, o olho na fechadura, ou a busca desesperada da mãe pelo filho capturado pelas criaturas. São cenas que, ainda que numa obra irregular, acabam demonstrando o talento do diretor. Além de alguns curtas-metragens no currículo, Hardy também fez alguns videoclipes antes de se lançar no cinema. Talvez o mais conhecido deles seja o que ele fez para o Keane, para a canção “Somewhere Only We Know”. Por “A Maldição da Floresta”, ele chegou a ganhar alguns prêmios em festivais de cinema fantástico, como o Screamfest e o Toronto After Dark. E embora passe longe de ser um filme perfeito, pareceu razoável o suficiente para chamar a atenção de Hollywood e dar ao diretor um grande orçamento para seu próximo filme – o amaldiçoado remake de “O Corvo” (1994).
Estreias: O Contador e Ouija deixam a programação tensa nos cinemas
A Mostra de São Paulo deixou o clima tenso nos cinemas. Evidenciando a concentração do circuito alternativo no parque exibidor paulista, a quantidade de lançamentos diminuiu drasticamente nesta semana, com apenas seis estreias. Cinco são produções americanas e as que ocupam mais salas de shoppings provocam aflição. O suspense “O Contador” estreia no Brasil uma semana após abrir em 1º lugar nos EUA. A história de Bill Dubuque (“O Juiz”) chegou a figurar na Black List, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood, mas é o maior problema do longa, por partir da premissa que o autismo é capaz de transformar alguém numa perfeita máquina de matar, conduzido aos clichês dos thrillers de ação, quando parecia que engataria um suspense psicológico. Na trama, Ben Affleck (“Batman vs. Superman”) vive um contador aparentemente pacato, que tem como cliente algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ciente que está sendo vigiado pela polícia federal (chefiada por J.K. Simmons, de “Whiplash”), ele decide desviar a atenção, aceitando um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração. O problema é que uma assistente de contabilidade da companhia (Anna Kendrick, de “A Escolha Perfeita”) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Isto leva o contador a mergulhar nos registros, mas, conforme se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir e a qualidade a cair. A crítica americana considerou apenas medíocre – 49% de aprovação na avaliação do site Rotten Tomatoes. Em estreia simultânea com os EUA, o terror “Ouija – Origem do Mal” sai-se melhor em sua iniciativa de provocar tensão, apesar do trailer já ter entregue a história completa. Passado nos anos 1960, este prólogo é superior e mais assustador que o longa que iniciou a franquia – o fraco “Ouija: O Jogo dos Espíritos” (2014). A trama acompanha uma mãe trapaceira (Elizabeth Reaser, da “Saga Crepúsculo”) que, com o auxílio de suas duas filhas, finge se comunicar com os espíritos para enganar clientes ricos. Até que decide comprar um jogo de tabuleiro Ouija para incrementar os negócios e um espírito real invade o corpo da filha menor. Escrito e dirigido por Mike Flanagan (“O Espelho”), que a cada filme comprova sua fama de mestre do terror moderno, a produção ainda resgata o sumido Henry Thomas, que há três décadas estrelou o clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982), como o padre que tenta ajudar as crianças. 88% de aprovação no Rotten Tomatoes. “A Nona Vida de Louis Drax” mistura um pouco de tudo, começando como drama médico para virar investigação policial e decidir encontrar uma solução de ficção científica para gerar suspense com elementos de terror sobrenatural. O resultado dessa mistureba é difícil de engolir – e o Rotten Tomatoes registrou a rejeição, com 40% de aprovação. Com direção de outro especialista em terror, o francês Alexandre Aja (“Piranhas”), a trama traz Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) como um médico/cientista louco que usa uma invenção para tentar se comunicar com um menino em coma e descobrir se o acidente que o deixou no hospital foi criminal. Refletindo diversos lugares-comuns, já vistos em filmes como “A Cela” (2000) e “Aurora” (2012), o filme marca o primeiro roteiro assinado pelo ator Max Minghella, que trabalhou com Aja no terror “Amaldiçoado” (2013). O drama de época “O Mestre dos Gênios” tinha premissa promissora e, por isso, deixou a crítica frustrada, recebendo a mesma nota medíocre de “O Contador” no RT. Escrito por John Logan (“007 Contra Spectre”), narra a complicada relação de trabalho entre o escritor Thomas Wolfe (vivido por Jude Law, de “A Espiã que Sabia de Menos”) e seu primeiro editor, Max Perkins (Colin Firth, de “Kingsman – Serviço Secreto”), que lançou escritores icônicos como F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Perkins percebeu o talento bruto no autor que ninguém queria publicar, mas precisou contornar a difícil personalidade de Wolfe e sua falta de disciplina para realizar um trabalho insano de edição e transformá-lo num escritor referenciado. Tudo isso a um enorme custo pessoal. Mas também há quem sustente que ele sufocou o talento cru do escritor, a ponto de a versão recuperada, sem edições, do manuscrito original de “Look Homeward, Angel” (1929) ser considerada superior ao texto editado. O filme não responde a esta questão. Longe de oferecer complicações e sustos, a comédia “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes!!” oferece o melhor programa da semana. Ignore o título, que ao menos serve para referenciar “Jovens, Loucos e Rebeldes” (1993), que foi como se chamou o primeiro longa de Richard Linklater (“Boyhood”) lançado no Brasil. O novo trabalho é uma espécie de continuação espiritual daquele filme, que virou cult e lançou uma geração de novos astros de cinema – Ben Affleck, Matthew McConaughey, Milla Jovovich, etc. Mas enquanto aquele se passava nos anos 1970 e tinha como título original “Dazed and Confused”, música paranoica do Led Zeppelin, o novo se chama “Everybody Wants Some!!”, nome de uma canção festeira do Van Halen e acontece nos anos 1980. A trama gira em torno de um grupo de jovens amigos e segue o clima das comédias sexuais da época, “Porky’s” (1981), “O Clube dos Cafajestes” (1978) e “O Último Americano Virgem” (1982). Estão de volta os trotes, as drogas, a descoberta do sexo, a busca da identidade, a integração em grupo e outros elementos que marcam os melhores filmes do diretor, incluindo “Boyhood” (2014), além de uma recriação precisa de época e, quem sabe, até a revelação de uma geração de estrelas. A crítica americana riu junto, com 87% de aprovação. O último lançamento também é uma comédia. “Romance à Francesa” é exatamente o que se imagina de um filme com este título. Afinal, a comédia francesa atual virou clichê de si mesma, girando sempre em torno de infidelidades e relacionamentos a três. Anaïs Demoustier, que vive a Caprice do título original, inclusive já passou por situação similar numa comédia romântica melhor, “A Três Vamos Lá” (2015). A repetição entedia. E entristece, ao considerar que isso encontre tanto mercado no Brasil. Vale lembrar, ainda, que outra comédia lançada exclusivamente no Ceará na semana passada ganha o território nacional nesta quinta-feira: “O Shaolin do Sertão”, de Halder Gomes (“Cine Holliúdy”) – cuja crítica já pode ser lida aqui.












