Logan e Corra! disputam prêmio do Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos
O Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos anunciou a lista dos profissionais de cinema indicados a seu prêmio anual, os WGA Awards. Entre os títulos, há algumas surpresas como “Corra!”, terror de Jordan Peele que virou um dos filmes mais comentados de 2017, e “Logan”, um raro filme de super-herói considerado digno de premiação, além de candidatos previsíveis, como “A Forma da Água”, fantasia de Guillermo del Toro que venceu o Festival de Veneza, “Lady Bird”, de Greta Gerwig, e “Me Chame pelo seu Nome”, um dos grandes favoritos ao Oscar 2018. A premiação dos roteiristas não é considerada uma prévia significativa do Oscar porque apenas membros do sindicato são considerados, deixando de fora roteiristas britânicos, roteiristas de animação e os cineastas filiados ao sindicato dos diretores. Vencedor de dois Oscars de Melhor Roteiro, Quentin Tarantino nunca foi indicado ao prêmio do WGA por representar o último caso. O WGA divulgou a lista dos indicados nas categorias televisivas no mês passado, quando, pela primeira vez, nenhuma série da TV aberta foi contemplada. Confira os trabalhos selecionados aqui. Os vencedores serão conhecidos no dia 11 de fevereiro. Veja abaixo a lista dos indicados nas categorias de cinema. Premiação do WGA Awards 2017 MELHOR ROTEIRO ORIGINAL “Doentes de Amor”, de Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani “Corra!”, de Jordan Peele “Eu, Tonya”, de Steven Rogers “Lady Bird – A Hora de Voar”, de Greta Gerwig “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro e Vanessa Taylor MELHOR ROTEIRO ADAPTADO “Me Chame pelo seu Nome”, de James Ivory “Artista do Disastre”, de Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseado no livro de Greg Sestero e Tom Bissell “Logan”, de Scott Frank, James Mangold e Michael Green “A Grande Jogada”, de Aaron Sorkin “Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi”, de Virgil Williams e Dee Rees MELHOR ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO “Betting on Zero”, de Theodore Braun “Jane”, de Brett Morgen “No Stone Unturned”, de Alex Gibney “Oklahoma City”, de Barak Goodman
Produtor de It e Invocação do Mal é o novo presidente da DC Films
A Warner anunciou um novo presidente da DC Films, a divisão focada em criar um universo cinematográfico da DC Comics. Após o fracasso de “Liga da Justiça”, o novo presidente do estúdio, Toby Emmerich, afastou a dupla Jon Berg e Geoff Johns – caíram para o lado, assumindo outras funções ou revertendo para antigas – e promoveu Walter Hamada, produtor responsável pelos filmes de terror da New Line. Sob o comando de Hamada, os títulos de terror da New Line se provaram as produções mais lucrativas do conglomerado Warner, rendendo hits como “It – A Coisa” (US$ 698 milhões), “Invocação do Mal 2” (US$ 320 milhões) e “Annabelle: A Criação do Mal” (US$ 306,5 milhões). Além disso, o produtor mostrou ter grande capacidade para criar um universo estendido, transformando “Invocação do Mal” numa fábrica de spin-offs. O Universo “Conjuring” (o título original) já rendeu mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias e este ano ainda lançará “The Nun” e “Crooked Man”. Além dessas qualificações, Hamada conta com a confiança de Toby Emmerich, que presidiu a New Line antes de ser promovido a chefão da Warner. E é parceirão de James Wan, o diretor que criou a franquia “Invocação do Mal” e lança este ano o filme solo de “Aquaman”. A decisão de sacudir a DC Films se deve à insatisfação generalizada entre os acionistas da Warner, que não entendem como é possível acertar tão em cheio com “Mulher-Maravilha” e errar tanto com “Liga da Justiça”. Além de “Aquaman”, de James Wan, a DC Films prepara “Mulher-Maravilha 2”, novamente comandado por Patti Jenkins, e o primeiro longa de “Shazam!”. Curiosamente, este filme também tem DNA de terror da New Line, pois será dirigido por David F. Sandberg, de “Annabelle 2: A Criação do Mal”. O estúdio também pretende lançar um filme de super-heróis de terror: a adaptação dos quadrinhos da Liga da Justiça Sombria. E é difícil imaginar uma escolha mais perfeita para inaugurar a nova fase de projetos da DC com Hamada.
Paulo Gustavo anuncia Os Homens São de Marte 2 e Minha Mãe É uma Peça 3
O comediante Paulo Gustavo divulgou em seu perfil do Instagram que voltará a viver dona Hermínia em “Minha Mãe É uma Peça 3”. A sequência tem previsão de lançamento para dezembro de 2019. Além disso, vai estrelar outra continuação: “Os Homens São de Marte 2”, no final deste ano. O recado foi dado ao lado de um texto que aponta “Minha Mãe É uma Peça 2” como a maior bilheteria brasileira de 2017 – embora seja de 2016. “E vai ter ‘Minha Mãe É uma Peça 3’ em dezembro do ano que vem (2019). Obs: Esse ano meu filme será com a musa Mônica Martelli! O filme está ficando sensacional! Eu já chorei de rir com o roteiro! Uma honra pra mim dividir esse filme com ela, que tem estreia prevista para 27 de dezembro, como diz o site aí na segunda foto! Vem aí ‘Os Homens São de Marte e… É pra Lá que Eu Vou'”, escreveu Paulo Gustavo na rede social. A primeira adaptação da peça homônima, “Minha Mãe É uma Peça – O Filme” liderou as bilheterias nacionais em 2013, levando 4,6 milhões de espectadores ao cinema. Mas a continuação foi um fenômeno muito maior, com 9,3 milhões de ingressos vendidos. Trata-se do maior lançamento do cinema brasileiro de 2016. E vai ter “ MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 “ em Dezembro do ano que vem ( 2019) Obs: Esse ano meu filme será com a Musa @monicamartelli ! O filme esta ficando sensacional ! Eu ja chorei de rir com o roteiro ! Uma honra pra mim dividir esse filme com ela , que tem estreia prevista para 27 de Dezembro , como diz o site ai na segunda foto ! Vem ai “ Os homens são de marte e é pra la que eu vou “ ????❤️ Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 4 de Jan, 2018 às 4:48 PST
Cate Blanchett vai presidir o júri do Festival de Cannes 2018
A atriz australiana Cate Blanchett, vencedora de dois Oscars, por “O Aviador” (2004) e “Blue Jasmine” (2013), será a presidente do júri do 71º Festival de Cannes. Blanchett é a 12ª atriz a presidir o júri do festival, e assume a função quatro anos após a última mulher, a cineasta neozelandesa Jane Campion. No ano passado, o júri foi presidido pelo diretor espanhol Pedro Almodóvar, ocasião em que a Palma de Ouro foi para a comédia sueca “The Square”, que por coincidência estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (4/1). “Vou a Cannes há anos como atriz, produtora e para as festas de gala e sessões de competição, inclusive pelo mercado. Mas ainda não fui pelo mero prazer de aproveitar a abundânica de filmes deste grande festival”, afirmou a atriz em um comunicado. “Estamos muito felizes de acolher uma artista rara e singular, cujo talento e convicções preenchem as telas de cinema e os palcos de teatro. Nossas conversas com ela nos prometem que será uma presidente comprometida, uma mulher apaixonada e uma espectadora generosa”, afirmaram Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, e Thierry Frémaux, diretor-geral. Além de seu trabalho nos cinemas, Blanchett acaba de criar a fundação Time’s Up, junto a outras estrelas como Natalie Portman e Meryl Streep, para ajudar as vítimas de assédio sexual. O Festival de Cannes 2018 vai acontecer entre os dias 8 e 19 de maio, na Riviera francesa.
Nova animação da Pixar enfrenta título ruim, boicote e Jumanji nas estreias da semana
O ano começa com estreias simultâneas de dois blockbusters voltados ao público infantil. Mas um deles não estará disponível em algumas redes. A nova animação da Pixar enfrenta boicote de parte do parque exibidor, num protesto contra a política de preços da Disney, que exige um aumento de 2% em seus repasses. Assim, o desenho estará presente em 650 salas, bem menos que “Carros 3”, o lançamento anterior da Disney-Pixar, que ocupou mais de mil telas. A distribuição é menor, inclusive, que a do outro título infantil da semana, disponível em 950 salas. Por coincidência, o circuito limitado também terá apenas dois lançamentos: dois títulos europeus excelentes e premiados, ambos selecionados para representar seus países no Oscar 2018. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de cada estreia. “Viva – A Vida É uma Festa” está tendo, na verdade, uma vida pouco festiva no Brasil. Seus problemas também incluem uma mudança de título. Nos outros países do mundo, a animação se chama “Coco”, mas aqui acharam que pareceria “cocô”. Claro que ninguém faz esta confusão quando toma água de coco na praia, mas o Brasil é aquele país estranho em que os filmes são lançados com o subtítulo “O Filme” para o público não se confundir e achar que vai ler um livro no cinema. Não apenas isso: na dublagem brasileira, uma personagem importante deixa de se chamar Mamãe Coco — diminutivo de Socorro — para transformar-se em Lupita. Nenhum outro personagem mudou de nome em relação à versão original. A propósito, em Portugal, acharam que o público era mais inteligente e mantiveram “Coco”. Peculiaridades de um estúdio infantil. A animação ainda sofre com um lançamento nacional tardio, após ter se consagrado no mundo inteiro, com recordes de arrecadação no México e na China, e três semanas na liderança das bilheterias dos Estados Unidos. Além disso, tirou nota A+ no CinemaScore, que registra a média da opinião do público americano, em sua estreia doméstica em novembro passado. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta nota máxima, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. A nota da crítica americana também foi bastante elevada: 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme conta a história de um menino mexicano proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso. Ao segurar o violão de seu ancestral, ele acaba sendo “puxado” para a Terra dos Mortos e, a partir daí, passa a contar com a ajuda de seus parentes falecidos para voltar ao mundo dos vivos. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também faz sua estreia como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). “Jumanji: Bem-vindo à Selva” reinventa a franquia iniciada em 1995 com o ator Robin Williams. Além de o tabuleiro mágico ter virado um videogame, os protagonistas são sugados para dentro do jogo e mudam de aparência, transformando-se em Dwayne Johnson (“Baywatch”), Kevin Hart (“Policial em Apuros”), Jack Black (“Goosebumps”) e Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), que precisarão enfrentar inúmeros perigos – e não apenas feras como há 23 anos. Além dessas mudanças todas, o novo “Jumanji”, com direção de Jake Kasdan (“Sex Tape: Perdido na Nuvem”), é mais comédia que aventura, daquelas em que o elenco abusa das caretas. Mesmo assim, tem 77% no Rotten Tomatoes. Já os dois títulos do circuito limitado são “The Square – A Arte da Discórdia” e “120 Batimentos por Minuto”, candidatos respectivamente da Suécia e da França a uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar. Infelizmente, o longa francês já ficou pelo caminho, o que rendeu protestos do diretor de “Moonlight”, vencedor do Oscar 2017. Por coincidência, ambos tiveram première mundial no Festival de Cannes do ano passado. “120 Batimentos por Minuto” venceu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio da Crítica, enquanto “The Square” faturou simplesmente a Palma de Ouro. Com um título que destaca o ritmo normal de batidas do coração humano, o longa francês aborda o movimento Act Up Paris, formado por militantes LGBT+, que em 1990 foi às ruas e escolas da capital francesa para conscientizar os jovens sobre a importância da prevenção da Aids, “coisa que o governo não faz”, conforme avisa um dos protagonistas. O movimento também enfrentou a indústria farmacêutica, que criava dificuldades para disponibilizar os remédios do coquetel de tratamento da doença, e o preconceito, fazendo passeatas de demonstração de orgulho gay. O elenco traz vários nomes da nova geração do cinema francês, como Adèle Haenel (“Amor à Primeira Briga”), Arnaud Valois (“Cliente”), Aloïse Sauvage (“Um Instante de Amor”) e Simon Guélat (“Minha Irmã”), além do argentino Nahuel Pérez Biscayart (“Futuro Perfeito”). A direção é de Robin Campillo, autor-diretor de “Eles Voltaram”, que deu origem à série “Les Revenants”. Trata-se do filme mais elogiado da França em 2017, com impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes e diversos prêmios. Além das conquistas de Cannes, também venceu os festivais de Chicago e San Sebastián, foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro do ano pelos críticos de Nova York e disputa o troféu da categoria no Spirit Awards. “The Square”, por sua vez, foi considerado o Melhor Filme Europeu de 2017. Além de vencer o troféu principal da Academia Europeia, faturou mais cinco prêmios do European Film Awards, inclusive Direção e Roteiro, recebidos pelo cineasta Ruben Östlund – que já tinha causado boa impressão com seu filme anterior, “Força Maior” (2014), exibido e premiado na seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes há três anos. Em tom de humor negro, a comédia sueca acompanha o curador de um importante museu de arte contemporânea de Estocolmo, que a partir de um pequeno incidente desencadeia uma série de situações vexaminosas. Em seu intertexto, também embute uma crítica social, ao fazer um contraponto entre o ambiente elitista das galerias de arte e a realidade das ruas europeias, cheias de imigrantes e desempregados. Além do dinamarquês Claes Bang (da série “Bron/Broen”) no papel principal, o longa inclui em seu elenco a atriz americana Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”), o inglês Dominic West (série “The Affair”) e o dublê americano Terry Notary (o King Kong de “Kong: A Ilha da Caveira”), que mostra como se interpreta um macaco sem os efeitos que normalmente acompanham seu desempenho na franquia “Planeta dos Macacos” (onde vive o macaco Rocket). Curiosamente, o filme não obteve a mesma unanimidade entre a crítica americana, ficando com 82% no Rotten Tomatoes.
Sony é acusada de explorar tragédia por pai de uma das meninas do caso real do Slender Man
A Sony Pictures está tentando ganhar dinheiro com uma tragédia ao produzir o filme “Slender Man”, acusa o pai de uma das duas garotas de Wisconsin que tentaram matar uma colega de classe para agradar ao bicho-papão fictício. Bill Weier, pai de Anissa Weier, disse à Associated Press na quarta-feira (3/1) que espera que os cinemas de sua cidade não mostrem o filme quando for lançado em maio. “É absurdo que eles desejem fazer um filme como este”, disse Weier. “É popularizar uma tragédia. Não estou surpreso, mas na minha opinião é extremamente desagradável. Tudo o que estão fazendo é ampliar a dor que as três famílias passaram”. O estúdio não respondeu à polêmica. Anissa Weier e Morgan Geyser atraíram a colega de classe Payton Leutner em 2014 para um parque arborizado em Waukesha, um bairro de Milwaukee. Lá, Geyser esfaqueou Leutner 19 vezes, sem acertar seu coração, enquanto Weier a encorajava. Leutner ainda conseguiu rastejar para fora da floresta onde um ciclista a encontrou. Ela sobreviveu ao ataque. Weier e Geyser disseram à polícia que elas tinham que matar Leutner para provar ao Slender Man que eram dignas de ser suas servas, bem como para proteger suas famílias contra ele. Todas as três meninas tinham 12 anos no momento do ataque. Geyser, agora com 15 anos, se declarou culpada de tentar homicídio intencional em primeiro grau, em um acordo com promotores, que pediram que ela passe pelo menos 40 anos em um hospital psiquiátrico. Weier, agora com 16 anos, foi condenada a 25 anos em uma instituição psiquiátrica no mês passado, depois de se declarar culpada por tentativa de homicídio intencional de segundo grau. O Slender Man foi criado no Photoshop pelo internauta Erick Knudsen como um meme em 2009, mas ganhou tanta popularidade que se espalhou pela internet e começou a gerar relatos de pessoas que afirmam tê-lo visto de verdade. Sua lenda atingiu picos de notoriedade após o ataque das crianças em Milwaukee. Depois da história ir parar na mídia, a criatura foi citada como inspiração de outros crimes. Dias após o esfaqueamento de Payton Leutner, uma garota de 13 anos no condado de Hamilton, Ohio, atacou sua mãe com uma faca. A mãe disse à TV que achava que a menina estava obcecada com o Slender Man. Em setembro dequele mesmo ano, uma garota de 14 anos em Port Richey, na Flórida, incendiou sua casa. Os policiais disseram que ela começou o fogo depois de ler sobre o Slender Man. A produção da Sony é o primeiro filme do personagem, com direção de Sylvian White (“Assassinato em Quatro Atos”) e roteiro de David Birke, que escreveu o aclamado suspense francês “Elle” (2016), de Paul Verhoeven. O estúdio lançou o primeiro trailer na quarta-feira. Não está claro por suas imagens se o filme aborda o caso das meninas, mas uma cena mostra uma parede coberta com desenhos de Slender Man que se assemelham aos esboços que Geyser desenhou. Outras cenas mostram o Slender Man perseguindo uma menina na floresta.
Animação Detona Ralph 2 ganha teaser exclusivo da internet
A Disney divulgou um teaser exclusivo para a internet da continuação de “Detona Ralph” (2012). A distribuição, via Facebook, tem a ver com a premissa, evidenciada no título comprido e mal-escrito, que repete o nome do protagonista duas vezes: “Detona Ralph 2: Ralph Quebra a Internet”. Se no primeiro filme Ralph (voz original de John C. Reilly) interagia com personagens de videogames clássicos, desta vez ele e sua amiguinha Vanellope (Sarah Silverman) vão viver aventuras na internet. A ideia da continuação permite uma grande oportunidade comercial para a Disney. Agora, em vez de promover videogames clássicos de outras companhias, a trama será sinérgica, aproveitando para evidenciar franquias do próprio estúdio. Além disso, deverá juntar pela primeira vez personagens da Disney, Pixar, Marvel e Lucasfilm num mesmo filme. Uma cena revelada na D23, a convenção anual da Disney, mostrou que Vanellope encontrará 10 princesas encantadas num site chamado OhMyDisney.com, que é uma Disneylândia virtual. O detalhe, para os fãs americanos, é que as princesas serão dubladas por suas intérpretes originais nos desenhos da empresa: Jodi Benson (Ariel), Paige O’Hara (Bela), Linda Larkin (Jasmine), Irene Bedard (Pocahontas), Anika Noni Rose (Tiana), Mandy Moore (Rapunzel), Kelly Macdonald (Merida), Auli’i Cravalho (Moana), Kristen Bell (Anna) e Idina Menzel (Elsa). Vale lembrar que a animação “Valente” (2012), que traz Merida, é uma produção da Pixar. Os produtores também confirmaram a participação de Stan Lee, dublando a si mesmo, e Taraji P. Henson (série “Empire”) como uma nova personagem, Yesss, que é um algorítimo. O resto das novidades continua mantido em segredo, mas pelo aperitivo é possível imaginá-las. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para novembro de 2018 nos Estados Unidos e apenas em janeiro de 2019 no Brasil.
Personagens de Uma Dobra no Tempo ganham pôsteres animados
A Disney divulgou três vídeo-pôsteres animados de sua nova fábula contemporânea “Uma Dobra no Tempo” (A Wrinkle in Time), dedicados às personagens místicas da trama, vividas por Oprah Winfrey (“Selma”), Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”) e Mindy Kaling (série “The Mindy Project”). “Uma Dobra no Tempo” adapta o premiado livro homônimo de Madeleine L´Engle, publicado em 1963, sobre o misterioso desaparecimento de um cientista que faz uma descoberta importante sobre as leis da física e acaba sendo capturado pela escuridão. Cabe a sua filha mais velha, Meg, que ainda é uma criança, a missão de salvá-lo, com a ajuda de seu irmão mais novo e um adolescente corajoso, além de contar com apoio de três mulheres místicas – retratadas nos vídeos abaixo. O filme traz a jovem Storm Reid (“12 Anos de Escravidão”) como a protagonista Meg Murry e o elenco ainda inclui Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), Levi Miller (o Peter Pan do recente “Peter Pan”), Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem Entre Gigantes”), Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”), Michael Peña (“Homem-Formiga”) e Andre Holland (do vencedor do Oscar “Moonlight”). O roteiro é de Jennifer Lee, que escreveu o fenômeno animado “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013), e direção está a cargo de Ava DuVernay, do elogiado “Selma” (2014), que é a terceira mulher a comandar um filme orçado em mais US$ 100 milhões, após Kathryn Bigelow (“K19 – The Widowmaker”, em 2002) e Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”), e a primeira negra deste clube seleto. A estreia está marcada para 29 de março no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos e na mesma data de lançamento do aguardado “Jogador Nº 1”, de Steven Spielberg. Anteriormente anunciada no mesmo dia, a animação “Sherlock Gnomes e o Mistério do Jardim” preferiu antecipar sua chegada aos cinemas para evitar a competição. .@RWitherspoon is Mrs. Whatsit ✨ Welcome to 2018, warriors. pic.twitter.com/UDth9uKceT — A Wrinkle In Time (@WrinkleInTime) January 1, 2018 .@Oprah Winfrey is Mrs. Which ✨ Welcome to 2018, warriors. #WrinkleInTime pic.twitter.com/VKeaXu7iyA — A Wrinkle In Time (@WrinkleInTime) January 1, 2018 .@MindyKaling is Mrs. Who ✨ Welcome to 2018, warriors. #WrinkleInTime pic.twitter.com/PTUCuGW7rQ — A Wrinkle In Time (@WrinkleInTime) January 1, 2018
Peggy Cummins (1925 – 2017)
A atriz Peggy Cummins, loira fatal do cinema noir, morreu na sexta-feira passada (29/12) aos 92 anos de idade. A atriz, que vivia em Londres, foi vítima de um ataque cardíaco. Peggy Cummins nasceu em 18 de dezembro de 1925 no País de Gales e iniciou a sua carreira de atriz ainda jovem, aos 13 anos, nos palcos londrinos. Ela protagonizou alguns longas britânicos antes de ir para Hollywood após a 2ª Guerra Mundial. E logo em seu primeiro filme americano teve seu nome destacado nos letreiros e cartazes, como a filha que escolhe o noivo “errado” na comédia “Tenho Direito ao Amor” (1947), de Joseph L. Mankiewicz. Apesar deste começo, sua carreira não seguiu o caminho dos risos fáceis. Ao contrário, foi marcada por personagens sombrias, como a chantagista do potencial assassino vivido por Victor Mature no suspense “Rosas Trágicas” (1947), a jovem que ajuda um presidiário (Rex Harrison) a fugir da polícia em “Homem em Fuga” (1948) e a filha que rouba o amante da mãe (Myrna Loy!) em “Se Isto É Pecado” (1949). O filme que lhe deu reconhecimento como femme fatale veio em 1950. E foi um papel radical até mesmo para o gênero noir. Como dizia o título nacional, ela era “Mortalmente Perigosa” (1950) no grande clássico do diretor Joseph H. Lewis, escrito por Dalton Trumbo sob pseudônimo, durante o auge da lista negra. O pôster original de “Gun Crazy” (o título em inglês) a estampava de blazer, saia, salto alto, boina e dois acessórios de metal em cada mão: revólveres em ponto de bala. Sua personagem, Annie Laurie Starr, era uma atiradora de circo com a pontaria perfeita, que amava armas e, após se casar com um ex-militar, convence o marido a resolver os problemas financeiros do casamento com uma maratona de assaltos ousados. O problema é que a natureza violenta da mulher não demora a assustar o homem que ela arrasta para o crime. “Mortalmente Perigosa” foi considerado um marco do cinema e é tido como precursor do revolucionário “Um Rajada de Balas” (1967), sobre a história real do casal de assaltantes Bonnie e Clyde (Fay Dunaway usa até a famosa boina popularizada por Cummins), além de ter influenciado produções da nouvelle vague francesa. Até Quentin Tarantino lista o filme entre seus favoritos de todos os tempos. Temendo ficar marcada, a atriz buscou fazer mais comédias, como “A Noiva Eterna” (1953), “A Loteria do Amor” (1954) e “Com a Cegonha Não Se Brinca” (1954). Mas nenhum desses filmes atingiu a mesma repercussão, o que a trouxe de volta ao Reino Unido e ao noir no clássico “Na Rota do Inferno” (1957), de Cy Endfield. Ela não parou nisto e radicalizou, ao estrelar o único terror de sua filmografia, novamente um clássico, “A Noite do Demônio” (1957), sobre um culto satânico, que foi dirigido pelo mestre francês do gênero, Jacques Tourneur (de “Sangue de Pantera”). Sua carreira não foi muito além, encerrando-se em 1962 após mais quatro comédias britânicas bobas. O título da última revela o tom das produções: “Deu a Louca no Doutor”. Mas Cummins não precisava fazer mais nenhum outro filme para completar sua importância na história do cinema. “Na Rota do Inferno” e “A Noite do Demônio” foram belos bônus. Mas sua participação em “Mortalmente Perigosa” é lendária, a ponto de ser considerada uma das maiores interpretações de femme fatale da história do cinema.
Olivia Munn vai apresentar premiação do Critics’ Choice 2018
A atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) vai apresentar a premiação Critics’ Choice Awards 2018, que acontece em 11 de janeiro em Santa Monica, na Califórnia. Sua presença garante que o tema dos assédios sexuais em Hollywood fará parte da pauta de discursos, já que ela é uma das acusadoras do cineasta Brett Ratner (“X-Men: O Confronto Final”). Para completar, a atriz Gal Gadot vai ganhar uma homenagem da premiação por seu trabalho em “Mulher-Maravilha”, confirmando o tom de empoderamento feminino que deverá marcar o evento. A fantasia “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, lidera a lista dos indicados com 14 nomeações, incluindo Melhor Filme. A lista completa dos filmes e séries que concorrem ao prêmio da crítica norte-americana pode ser conferida neste link. A premiação será transmitida ao vivo pela TV. No Brasil, a exibição acontecerá no canal pago TNT. Olivia Munn tem experiência como apresentadora. Antes de se dedicar à carreira de atriz, apresentou o programa geek “Attack of the Show” (entre 2006 e 2010). Ela aparecerá bastante nas telas em 2018, com papéis no novo filme da franquia “Predador”, em “Oito Mulheres e um Segredo”, em “X-Men: Fênix Negra” e na 2ª temporada da série “Six”.
Diretor de O Artista assina roteiro de animação sobre a infância de Júlio Verne
O cineasta francês Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar por “O Artista” (2011), vai adaptar o roteiro e os diálogos da animação “Little Jules Verne”, sobre a infância do escritor de ficção científica Jules Verne no século 19. Chamado de Júlio Verne no Brasil, o escritor foi um dos granes pioneiros da literatura sci-fi, graças a clássicos como “Viagem a Lua”, “Viagem ao Centro da Terra”, “A Ilha Misteriosa” e “20,000 Léguas Submarinas”. A animação será o primeiro projeto de Hazanavicius em que ele não trabalhará como diretor. Em comunicado, o cineasta disse que se sentiu atraído pelo “exercício de me confrontar com um universo mais infantil, responder a um pedido e me colocar a serviço do projeto de outra pessoa”. “Eu realmente gosto de escrever, e esta foi uma experiência agradável: o curto período relativo da missão, a ideia de que eu poderia ajudar um filme a nascer, e a tenacidade e o engajamento de Benoît Pierre, que me convenceu a fazê-lo”, afirmou. O filme é baseado em ilustrações do artista de quadrinhos Fabien Mense (“Agito Cosmos” e “The Tikitis”), tem direção de Régis Vidal (diretor de arte da animação “A Pequena Loja de Suicídios”) e Didier Ah-Koon (que trabalhou nas animações de “Pets”, “Emoji” e no último “A Era do Gelo”), e produção de Benoît Pierre, da Enormous Pictures. Além do filme, uma revista em quadrinhos e uma série animada estão sendo desenvolvidas com o personagem. Ainda não há previsão para nenhum dos lançamentos.
Continuação de Polícia Federal: A Lei É para Todos começa a ser filmada em junho
A continuação do filme “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, baseado na Operação Lava-Jato, começa a ser filmada em junho. Segundo a coluna de Monica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo, a trama irá começar no ponto em que o primeiro filme terminou, logo após a condução coercitiva de Lula, abrangendo até um pouco depois da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS. Alguns dos atores principais do primeiro filme, como Flávia Alessandra, Marcelo Serrado, Antonio Calloni e Ary Fontoura voltarão a repetir seus papéis na sequência. Além disso, o diretor Marcelo Antunez está fazendo testes para os papéis de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, os juízes Marcelo Bretas, do Rio, e Vallisney de Souza Oliveira, do Distrito Federal. A previsão de estreia nos cinemas é para o final de 2018 ou começo de 2019.
Slender Man: Terror baseado em lenda urbana da internet ganha primeiro trailer
A Sony divulgou o pôster e o trailer de “Slender Man”, a primeira lenda urbana da internet. A prévia é repleta de cenas de personagens frágeis, sujeitos à autoflagelação e depressão, e que aparecem na maior parte do tempo de costas. O monstro do título, porém, surge apenas brevemente no final do vídeo. O Slender Man foi criado no Photoshop pelo internauta Erick Knudsen como um meme em 2009, mas ganhou tanta popularidade que se espalhou pela internet e começou a gerar relatos de pessoas que afirmam tê-lo visto de verdade. Sua lenda atingiu picos de notoriedade quando duas crianças de 12 anos esfaquearam 19 vezes uma terceira e tentaram culpar a criatura. O filme tem direção de Sylvian White (“Assassinato em Quatro Atos”) e roteiro de David Birke, que escreveu o aclamado suspense francês “Elle” (2016), de Paul Verhoeven. O elenco inclui Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Joey King (“7 Desejos”), Julia Goldani Telles (série “The Affair”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”) e Kevin Chapman (série “Sneaky Pete”). A estreia está marcada para 17 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.












