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Filme

Novo “Superman” terá cena ambientada no Brasil

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13 de junho de 2026
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    De Pernas pro Ar 3 ganha novo trailer, que é uma versão menor e mais infantil do primeiro

    12 de março de 2019 /

    A Paris Filmes distribuiu o que chama de “segundo trailer” de “De Pernas pro Ar 3”. Mas se trata apenas de uma versão reeditada do primeiro trailer, com 30 segundos a menos. Não há uma piada – ou cena – nova em todo o vídeo, que inclusive segue a mesma sequência do anterior, abrindo e fechando do mesmo jeito, e repetindo até o texto da locução entusiasmada de comercial de novela. A prévia também comprova que as novas comédias nacionais de sexo são absolutamente assexuadas, ao transformar qualquer resquício de sensualidade em palhaçada e enfatizar o lado “família” da protagonista. Não bastasse o Instagram ser mais liberal que as cenas de pegação sem nudez do trailer, a versão reeditada ainda some com os brinquedos sexuais que apareciam no primeiro vídeo. Isto, mais o destaque dado à filha criança da protagonista quase sugere que se trata de um lançamento infantil. No máximo, é uma novela das 19h. A trama é aquela viagem de sempre. Literalmente. Desta vez, Alice, a personagem de Ingrid Guimarães que foi para Nova York no segundo filme, vai a Paris e dá a volta ao mundo para abrir lojas da Sexy Delícia em diferentes países. Mas, após transformar sua empresa numa multinacional, decide se aposentar para ficar mais tempo com o marido e os filhos, que cresceram. Virar uma dona de casa, em resumo. Os filhos ocupam boa parte da prévia, mas logo surge uma novidade. Uma competidora no mercado sexual lança um visor de realidade virtual em que os usuários podem viver a fantasia de transar com Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”) totalmente vestido (porque o filme é “família”) e ao som de Sidney Magal (porque o filme é brega). Não demora e as duas linhas narrativas se combinam para incomodar duplamente a protagonista: a competidora começa a namorar seu filho (porque é assim nas novelas). Lançado em 2010, “De Pernas pro Ar” foi um dos primeiros blockbusters de comédia brasileira a virar franquia, após o pioneiro “Se Eu Fosse Você” (2006). Seu sucesso acabou influenciando a produção do gênero, inaugurando a atual era de comédias nacionais sobre sexo sem nenhuma cena sensual. O terceiro capítulo reforça a fórmula, mesmo com mudança de comando. Roberto Santucci está fora do projeto, após dirigir os dois primeiros filmes. Em seu lugar, entrou Julia Rezende, que trabalhou com Ingrid Guimarães em “Um Namorado para Minha Mulher” (2016). Já o roteiro é assinado por Marcelo Saback (do primeiro “De Pernas pro Ar”) e Renê Belmonte (“Se Eu Fosse Você”), com participação de Ingrid. O elenco volta a incluir Bruno Garcia como o marido e Maria Paula, que já foi sócia da protagonista, num papel muito menor. Eduardo Melo, que foi o filho do segundo filme, também retorna, bem mais crescido, enquanto Duda Batista (“Os Farofeiros”) passa a roubar as cenas como a filha menor. Já a rival é vivida por Samya Pascotto (“Um Namorado para Minha Mulher”). A estreia está prevista para 11 de abril.

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    Novo trailer legendado de Aladdin dá mais destaque para o gênio de Will Smith

    12 de março de 2019 /

    A Disney divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “Aladdin”. Bem mais completo, dá maior ênfase para a participação de Will Smith (“Esquadrão Suicida”) como o Gênio da lâmpada, revela os números musicais e chama atenção para um aspecto curioso: a direção de arte se alterna entre elementos cor-de-rosa e azul celeste. A escolha de cores artificiais realça a sensação de desenho animado com atores – e distingue o filme completamente da outra aventura árabe “recente” da Disney, “O Príncipe da Pérsia” (2010), onde tudo parecia ter cor de areia do deserto. Além do gênio azul, “Aladdin” destaca o pouco conhecido Mena Massoud (da série “Jack Ryan”) no papel-título, Naomi Scott (“Power Rangers”) como a Princesa Jasmine e Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o vilão Jafar, todos vistos na prévia. O elenco inclui também inclui Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) no papel do Príncipe Anders, que não faz parte do desenho de 1992 nem da fábula das “Mil e Uma Noites”. O ator loiro já foi o Príncipe de Rapunzel no musical “Caminhos da Floresta” (2014) e chama atenção no meio do elenco formado por atores de pele escura. Mas não será a única diferença em relação à trama da animação. A comediante Nasim Pedrad (série “New Girl”) também viverá uma personagem exclusiva do filme, Dalia, uma criada da Princesa, que ocupará a vaga de confidente preenchida pelo tigre Rajah na animação. “Aladdin” foi escrito por John August (“Sombras da Noite”, “A Noiva Cadáver”) e teve seu roteiro revisado por Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e pelo próprio diretor Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que é o responsável pela filmagem. O lançamento faz parte da leva de remakes modernos do catálogo de animações da Disney, um filão lucrativo que já rendeu sucessos como “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Malévola” (2014), “Cinderella” (2015), “Mogli, o Menino Lobo” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), e que tem muitas outras refilmagens previstas para 2019. “Aladdin” será a segunda fábula da Disney do ano. Vai chegar aos cinemas brasileiros em 23 de maio, um dia antes antes da estreia nos EUA e dois meses após “Dumbo”.

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    Bons Meninos: Comédia com crianças ganha trailer insano para adultos

    12 de março de 2019 /

    A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer americanos de “Bons Meninos” (Good Boys), comédia estrelada por crianças, mas destinada para adultos. Tanto que o vídeo começa com o produtor Seth Rogen (“Vizinhos”) dizendo para o trio protagonista que eles não podem ver o trailer do filme, porque é cheio de violência, referências sexuais e palavrões, mesmo que sejam eles que estejam cometendo tudo isso. A prévia é hilária e insana, lembrando o saudoso “Superbad” (2007) dos mesmos produtores (Rogen e Evan Goldberg), mas com protagonistas muito mais jovens: Jacob Trembley (“O Quarto de Jack”), Brady Noon (série “Boardwalk Empire”) e Keith L. Williams (“O Último Cara da Terra”). Armados com os brinquedos sexuais dos pais, que eles acham que são equipamentos meio ninjas, o trio de nerds embarca numa jornada para apressar sua maturidade, o que inclui tentar beber cerveja e descobrir como se beija. E esta última missão rende as melhores piadas do trailer – e à descoberta traumática que pornôs não tem beijos… ao menos, não na boca. Tudo isso acontece porque eles querem se preparar… para ir na primeira festa a que foram convidados. “Good Boys” é o primeiro filme dirigido pela dupla de roteiristas Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky (da série “The Office” e do filme “Professora Sem Classe”), e também inclui em seu elenco Lil Rel Howery (“Corra!”), Molly Gordon (série “Animal Kingdom”) e Midori Francis (“Oito Mulheres e um Segredo”). A estreia está marcada para agosto nos Estados Unidos, mas a previsão é para apenas três meses depois, em novembro, no Brasil.

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    Tom Holland vai estrelar próximo filme dos diretores de Vingadores: Ultimato

    11 de março de 2019 /

    O ator Tom Holland, intérprete do Homem-Aranha nos filmes da Marvel, vai continuar trabalhando com os irmãos Anthony e Joe Russo após “Vingadores: Ultimato”. Ele negocia estrelar “Cherry”, o próximo filme dos cineastas. A produção é baseada no recém-publicado livro de memórias de Nico Walker, um ex-médico do Exército que voltou do Iraque com estresse pós-traumático, ficou viciado em opiáceos e começou a roubar bancos. Ele foi capturado em 2011 e sua sentença vai até 2020. Os direitos foram adquiridos numa disputa feita por leilão, que incluiu a Warner e a Sony, e levou o autor a usar todos os minutos que tinha disponíveis no telefone da prisão para garantir o seu futuro como milionário. Os Russo venceram a competição pelo fato de também vir de Cleveland como o escritor, e terem perdido amigos para o vício, o que lhes fez querer se focar nesse problema em seu próximo filme. O roteiro de “Cherry” será escrito por Jessica Goldberg, criadora da série “The Path” – e que já está adaptando outro romance para a AGBO, produtora dos Russo, chamado “Exit West”. Ainda não há cronograma de produção ou previsão de estreia.

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    Capitã Marvel bate recorde no Brasil com quase 3 milhões de espectadores

    11 de março de 2019 /

    A estreia de “Capitã Marvel” foi arrasadora no Brasil. Refletindo o recorde mundial de público, o longa da Disney levou 2,8 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros neste final de semana. Segundo dados da consultoria Comscore, a renda acumulada do filme foi de R$ 50,7 milhões. Com isso, a produção se tornou não apenas a maior abertura nacional de um filme estrelado por mulher, mas também a segunda maior estreia de cinema em todos os tempos no Brasil. Só perde para “Vingadores: Guerra Infinita”, que vendeu 3,6 milhões de ingressos e fez R$ 65,1 milhões ao abrir no ano passado. O valor ainda representa a 5ª maior bilheteria inicial de “Capitã Marvel” no mundo inteiro, perdendo apenas para as arrecadações dos Estados Unidos e Canadá (US$ 153M), China (US$ 89,3M), Coréia do Sul (US$ 24,1M) e Reino Unido (US$ 16,8M). Assim como aconteceu nos Estados Unidos, seu lançamento esvaziou os cinemas em que não esteve em cartaz. Mas, no caso nacional, isso também se deve à diferença brutal da distribuição. Para dar ideia do abismo entre “Capitã Marvel” e os outros filmes exibidos no fim de semana, o segundo filme mais assistido foi “A Caminho de Casa”, seguido por “Cinderela Pop”, com públicos de 119 mil e 87 mil pessoas, respectivamente. Após vencer o Oscar 2019 de Melhor Filme, “Green Book” subiu do 9º para o 4º lugar, somando ao todo 545 mil espectadores no país, desde seu lançamento no final de janeiro.

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    Capitã Marvel empodera as mulheres no cinema

    10 de março de 2019 /

    O verdadeiro poder da Capitã Marvel não vem de sua viagem ao infinito e além. Mas sim do momento em que ela se reconecta com suas origens e prova a si mesma que é humana acima de tudo. Em outras palavras, a personagem mais forte do Universo Cinematográfico Marvel não alcança tal condição por ser uma super-heroína, mas por ser mulher. Qual é o nexo dessa história de força interior? Apesar de seguir a fórmula de origem dos outros Vingadores, que precisam sofrer consequências de uma reviravolta extraordinária em suas vidas, a mensagem é importante em um mundo dominado por homens, e também mostra que filme de super-herói não é apenas diversão vazia e escapismo alienado. A cena incrível em que ela se levanta após cair em diferentes fases de sua vida é a catarse que o filme precisava para dar seu recado. Um conceito representado com louvor pela figura imponente da vencedora do Oscar Brie Larson, feminista dentro e fora das telas, além de uma grande atriz intuitiva que consegue revelar as características e os sentimentos de sua protagonista através de camadas. Um talento que atrai nossa atenção com um brilho próprio colossal iluminando todas as cenas em que aparece. Isso, senhoras e senhores, é o superpoder de uma estrela. Pode parecer estranho o filme optar por um início com Carol Danvers (Brie Larson) já em suas aventuras espaciais, antes de contar sobre suas raízes na Terra. E isso realmente prejudica a narrativa, deixando o espectador sem identificação alguma com o que está vendo no primeiro ato. Mas não demora muito para entrarem em cena as reais intenções de Anna Boden e Ryan Fleck, casal de cineastas mais acostumado a comandar filmes independentes como “Half Nelson” (2006) e “Parceiros de Jogo” (2015). Só bons contadores de histórias seriam capazes de apresentar a clássica fórmula do filme de origem às avessas. Do mesmo modo como Brie Larson compõe a heroína, os diretores de “Capitã Marvel” apostam numa trama desfiada em camadas, levando uma deusa da perfeição às falhas; ou seja, à sua humanidade (e não o contrário como estamos habituados). Podemos dizer que Anna e Ryan não são exímios diretores de cenas de ação como os irmãos Anthony e Joe Russo (de “Vingadores: Guerra Infinita”), da mesma forma que não possuem o dom de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) para aliar suas citações de música pop com a arte em movimento. Eles preferem conduzir “Capitã Marvel” muito mais como um estudo de personagem, uma mulher com a justiça impregnada na alma e pronta, senão para a guerra, para decretar a paz. Mesmo que precise dar uns socos e pontapés aqui e ali. O filme dialoga com a urgência do empoderamento feminino de maneira impactante sem parecer propaganda e ainda traz inspiração na crise dos refugiados, na hora em que a trama coloca para valer suas cartas na mesa – conexão relevante com a atualidade que é herança de Pantera Negra, produção que provou ao mundo que o “gênero” pode ter algo importante a dizer. Para completar, ainda tem um gato que merece o Oscar. E o título de bichano mais icônico do cinema. Claro, “Capitã Marvel” poderia ter uma trilha instrumental mais marcante e ser (bem) mais caprichado nos efeitos visuais, mas não pretende ser um filme com a megalomania justificada de “Vingadores: Guerra Infinita” ou a extravagância descerebrada de “Aquaman”. Apesar de se mostrar uma aventura espacial, a trama de “Capitã Marvel” é marcada pela simplicidade, algo que até soa esquisito dentro desse universo de super-heróis, mas é verdade. E isso dá personalidade suficiente à produção para garantir seu espaço, sem se sujeitar a ser apenas uma ponte entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”. O detalhe que a equipe técnica consegue avançar, em relação aos lançamentos anteriores, materializa-se nos efeitos de rejuvenescimento de atores. Anteriormente, a computação gráfica tinha produzido alguns segundos de Michael Douglas jovem em “Homem-Formiga” e Robert Downey Jr em “Capitão América: Guerra Civil”. Mas “Capitão Marvel” vai além, ao mostrar Samuel L. Jackson (um super trunfo do filme), como Nick Fury, e Clark Gregg, como o Agente Coulson, em diversas cenas remoçados em 20 anos, porque a história se passa nos anos 1990. Não é exagero cravar que a combinação entre CGI e efeitos práticos de maquiagem marcou aqui uma virada de página na história do cinema. Para cinéfilos e saudosistas, sobra nostalgia na reconstituição dos anos 1990, ainda que as referências sejam usadas de forma não muito cronológica – por exemplo, ao mostrar Carol Danvers segurando um VHS de “Os Eleitos”, o melhor filme de 1983, sobre o início da corrida espacial em que pilotos audaciosos se tornam os primeiros astronautas, traçando um paralelo com a própria jornada da heroína.

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    A Raiva do cinema português merece atenção dos cinéfilos

    10 de março de 2019 /

    “Raiva” é um filme português de grande rigor estético, seco como a vida camponesa que retrata, no baixo Alentejo, sul de Portugal, anos 1950. A ditadura de Salazar mortificava o país, naqueles tempos em que aos pobres faltava tudo: casa, comida, trabalho, estudo, dinheiro. A mobilidade social era inexistente, como se explicita no filme, quem nascia pobre morria pobre e quem nascia rico morria rico. A trama sobre abuso e revolta é baseada no romance “Seara do Vento”, de Manuel da Fonseca, um clássico da literatura portuguesa do século 20. Dialoga com “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Em que pesem as referências geográficas, políticas e sociais, a direção de Sérgio Tréfaut busca algo quase atemporal, mitológico. Extirpa a narrativa de explicações sociológicas e de componentes ideológicos, para expor uma história em que há mortos, mas não heróis ou bandidos, não há música manipuladora de emoções, não se busca o naturalismo, nem o espelho da TV. A fotografia em preto e branco, bela mas despojada, se destaca em um filme que valoriza o silêncio, reduz as falas, mostra a vida, os sentimentos de forma crua. Há os camponeses, a luta pelo trabalho e pela dignidade e uma reflexão sobre as origens de uma forte revolta. É como o filme começa. Mostra dois violentos assassinatos em clima de bangue-bangue. Como se chegou a isso é a trama de “Raiva”, em flashback. A produção envolveu Brasil e França, além de Portugal. O diretor Sérgio Tréfaut é luso-brasileiro, paulista que vive em Portugal. Seu trabalho organicamente disciplinado e austero tem a força de um retrato que atravessa os tempos e os continentes. De algum modo, está em toda parte, em todas as épocas, como que a revelar o desconsolo da humanidade que se nutre das desigualdades e do autoritarismo para oprimir, buscar calar, produzir conformidade. Um excelente elenco sustenta uma narrativa de desempenhos marcantes, mais interiorizados do que exibidos. A explosão, que surpreende, diante da contenção que a forjou. Hugo Bentes, como Palma, o protagonista, e grandes atores e atrizes, como Leonor Silveira, Diogo Dória e Isabel Ruth, sustentam um trabalho artístico de valor. Não visa ao sucesso de bilheteria, não faz concessões ao gosto médio. Um filme até fora de moda, como o define o próprio cineasta, mas que merece toda a atenção dos cinéfilos.

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    Capitã Marvel tem maior estreia mundial de filme estrelado por mulher em todos os tempos

    10 de março de 2019 /

    “Capitã Marvel” provou ser superpoderosa nas bilheterias. O lançamento da Disney quebrou vários recordes. E não só entre filmes de super-heróis, mas na história das mulheres no cinema. Com 153M (milhões) arrecadados entre sexta e domingo (10/3) nos Estados Unidos e no Canadá, superou “Mulher-Maravilha” (US$ 103M) para se tornar a maior estreia de uma super-heroína nas telas da América do Norte. Os valores também fazem do filme o maior lançamento norte-americano desde “Os Incríveis 2” (US$ 182M) em junho do ano passado. Já entre os longas de origem da Marvel, só perde para a abertura de “Pantera Negra” (US$ 200M). Mas esses números empalidecem diante do sucesso internacional da produção. “Capitã Marvel” abriu com US$ 455M em todo o mundo. É simplesmente a maior estreia mundial de um filme estrelado por mulher em todos os tempos, deixando muito para trás o antigo recordista, “A Bela e a Fera” (US$ 357M). Entre as produções da Marvel, só fez menos que o fenômeno “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 640,5M). E ainda se destacou como a 6ª maior abertura entre todos os blockbusters mundiais. Considerando apenas os rendimentos no exterior, seus US$ 302M representam a 5ª maior estreia internacional da História, deixando para trás, inclusive, “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 281M). O maior êxito internacional se deu na China, onde o filme arrecadou US$ 89,3M, seguido pela Coréia do Sul (US$ 24,1M) e Reino Unido (US$ 16,8M). A estreia no Brasil foi a 5ª maior do mundo, atingindo US$ 13,4M, segundo apurações da revista The Hollywood Reporter. Este montante representa quase um novo recorde na bilheteria brasileira. Maiores detalhes do mercado nacional podem ser conferidos aqui. O sucesso de “Capitão Marvel” também representa uma vitória avassaladora na “guerra cultural” travada entre os defensores de mais diversidade no cinema e os trolls conservadores que se mobilizaram para tentar impedir que essa “agenda política” fosse bem-sucedida, em defesa dos direitos dos “homens brancos”. A produção da Marvel também causou um curioso efeito de esvaziamento nos cinemas norte-americanos em que não estava sendo exibida. O fenômeno fez com que o 2º colocado, “Como Treinar Seu Dragão 3”, tivesse apenas 9,4% da arrecadação do líder: US$ 14,6M nos últimos três dias. E vale observar que a animação, lançada há dois meses no mercado internacional, soma US$ 435,1M em toda a sua trajetória mundial. Isto é menos do que “Capitã Marvel” faturou em apenas três dias. A comédia “Um Funeral em Família”, que estreia na quinta (14/3) no Brasil, completa o Top 3 norte-americano com US$ 12M. A partir daí, as arrecadações desabam para menos de US$ 3,8M. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 153M Total EUA e Canadá: US$ 153M Total Mundo: US$ 455M 2. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 14,6M Total EUA e Canadá: US$ 119,6M Total Mundo: US$ 435,1M 3. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 46,1M 4. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 97,1M Total Mundo: US$ 164,4M 5. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 78,3M Total Mundo: US$ 382,6M 6. Green Book Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 80,1M Total Mundo: US$ 242,2M 7. Superromântico Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 44,1M Total Mundo: US$ 44,1M 8. Lutando pela Família Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 18,6M Total Mundo: US$ 18,6M 9. Obsessão Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 8,2M Total Mundo: US$ 9M 10. Apollo 11 Fim de semana: US$ 1,3M Total EUA e Canadá: US$ 3,7M Total Mundo: US$ 3,7M

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    “Nós” é aclamado pela crítica americana: “Jordan Peele é o novo Spielberg”

    9 de março de 2019 /

    “Nós”, o novo terror do cineasta Jordan Peele (“Corra”), teve sua première mundial na noite de sexta (8/3), durante a abertura do Festival SXSW (South By South West) em Austin, no Texas. E após ser longamente aplaudido, o filme passou a receber um mar de elogios da imprensa. Aparentemente, trata-se de uma obra-prima, a ponto de Peele ser chamado de “o novo Spielberg” e “novo mestre do suspense” (segundo a rede CNN). Um detalhe que chama atenção nestes comentários é que, ao contrário das babas superlativas que costumam vazar após sessões de imprensa de filmes de super-heróis, os elogios não são jorrados por críticos geek nas redes sociais, mas sim publicados pelos chamados críticos “top” na imprensa profissional. A exceção é do crítico da revista Variety, que foi ao Twitter anunciar uma coroação. “É oficial: Jordan Peele é o novo Spielberg. ‘Nós’ vai ser um dos maiores filmes do ano”, ele exaltou. Os demais elogios fazem parte das críticas oficiais do filme – não são “primeiras impressões” – e já renderam nota no site Rotten Tomatoes: 100% de aprovação. A maioria dos textos atendeu ao pedido feito por Peele após a exibição, para que não contassem spoilers sobre as reviravoltas da trama – mas revelaram que são muitas. “Gênio”, “hipnotizante”, “soberbo” e “arrepiante” são alguns dos elogios publicados pelo Los Angeles Times. “Divertido e perturbador ao mesmo tempo. Jordan Peele tem um verdadeiro domínio de imagens”, descreveu o Observer. “Peele cementa seu lugar como um dos maiores criadores de horror do nosso tempo”, elogiou o site The Wrap. “Concebido para deixar o público perturbado, avança tão rápido que suas consequências profundas só podem ser consideradas quando os créditos começam a aparecer na tela”, descreveu o site IndieWire “È uma porrada”, resumiu a revista The Hollywood Reporter. “Nós” conta a velha história da viagem de fim de semana que acaba mal, mas de forma bastante inesperada. Na trama, um casal leva os filhos para um passeio no litoral, esperando curtir um momento em família. A tranquilidade da viagem é interrompida quando visitantes não convidados aparecem, instaurando o caos. O detalhe é que os visitantes são eles mesmos (“nós”) em versões distorcidas, sobrenaturais e sedentas por sangue. O elenco destaca Lupita Nyong’o e Winston Duke (ambos de “Pantera Negra”) como os pais, além de Elizabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), Anna Diop (“Titãs”), Tim Heidecker (“Homem-Formiga e a Vespa”), Yahya Abdul-Mateen II (“Aquaman”) e o estreante Duke Nicholson, neto do lendário ator Jack Nicholson (“O Iluminado”). A estreia no Brasil foi marcada para 21 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Novo trailer de Dumbo destaca o espetáculo circense com muitas cenas inéditas

    9 de março de 2019 /

    A Disney divulgou novos pôsteres internacionais e mais um trailer de “Dumbo”, remake live-action do clássico animado de 1941. A prévia é repleta de cenas inéditas, que destacam o mundo do circo e o espetáculo que gira em torno da apresentação do elefantinho voador. A cena final revela Dumbo voando para longe com Eva Green em suas costas. Ao contrário de outras adaptações recentes do catálogo da Disney, “Dumbo” não é um filme de bichos falantes. Mas mantém os mesmos desafios, sofrimentos e triunfos do protagonista do desenho famoso, em sua vida como elefantinho de circo. No roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar do elefantinho recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. As orelhas lhe renderam ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas quando descobrem que elas o permitem voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o animal para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. A produção é a segunda fábula encantada da Disney dirigida pelo cineasta Tim Burton, que, com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010, deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso das animações do estúdio. A estreia está marcada para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Público real ignora trolls e dá nota máxima ao filme da Capitã Marvel nos Estados Unidos

    9 de março de 2019 /

    A rejeição ao suposto feminismo de “Capitã Marvel” e da atriz Brie Larson não existe no mundo real. Atacado nos sites americanos que agregam notas do público de cinema por ser contra “homens brancos” (assim se definem os próprios revoltados), a estreia do filme deve se confirmar como a maior do ano no domingo (10/3). Não só isso. O público real de cinema – aquele que não é formado por robôs ou trolls de internet – deu nota A, a segunda maior possível (abaixo só de A+) na pesquisa do CinemaScore, realizada na saída das sessões com quem de fato viu o filme. A nota A é um contraste gritante contra os 31% de aprovação dos usuários do Rotten Tomatoes, resultado de uma campanha de militantes conservadores para tentar fingir o fracasso do filme. Teve blogueiro da direita brasileira que chegou a escrever artigo afirmando que o filme tinha realmente fracassado por conta de seu suposto engajamento, acreditando na força dos trolls. Hilário, considerando que as projeções apontam para uma possível estreia mundial superior a de “Pantera Negra”. A nota A do público americano confirma a vocação de “Capitã Marvel” para a diversão bem-sucedida, seguindo fielmente a fórmula que a Marvel aperfeiçoou no cinema. Desta vez, a história ensina que o verdadeiro poder sempre esteve dentro da mulher que é protagonista de sua própria história. Uma mensagem simples e direta. A aprovação esmagadora do grande público ao contexto de empoderamento demonstra que os reacionários da internet são uma minoria realmente insignificante, que apenas faz muito barulho.

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    Nova adaptação do game Doom ganha primeiras fotos

    9 de março de 2019 /

    A Universal 1440 Entertainment divulgou as primeiras fotos oficiais do novo filme baseado na série clássica de games “Doom”, além de revelar que o lançamento será chamado de “Doom: Annihilation” nos Estados Unidos. As três fotos não são muito animadoras, mostrando um visual genérico que remete à terrível adaptação original, “Doom: A Porta do Inferno” (2005), pior filme da carreira de Dwayne “The Rock” Johnson. A trama é basicamente “Aliens: O Resgate” (1986): acompanha um grupo de “fuzileiros espaciais” que responde a um chamado de socorro de uma base em uma lua marciana. Segundo a sinopse, essa base foi “invadida por criaturas demoníacas que ameaçam criar o inferno na Terra”. O roteiro e a direção são de Tony Giglio, especializado em continuações lançadas direto em vídeo. E parece ser este mesmo o caso, considerando que não há atores muito conhecidos no elenco. Os mais famosos são a escocesa Amy Manson, que foi a princesa Merida num arco da série “Once Upon a Time”, e o inglês Luke Allen-Gale, que estrelou a série “Dominion” no canal pago Syfy. Não há previsão de estreia.

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    Atriz do filme do Monstro do Pântano entra na série do personagem

    9 de março de 2019 /

    A atriz Adrienne Barbeau, que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982, dirigido por Wes Craven, entrou na série do personagem, atualmente sendo gravada na Louisianna para o serviço de streaming DC Universe. Ela própria revelou a novidade em seu Twitter, apagando o post logo em seguida. Quando atuou no filme, Barbeau interpretou Alice Cable, uma versão feminina de Matt Cable, porque a namorada do monstro, Abby Arcane, ainda não tinha proeminência nos quadrinhos – o que só foi acontecer com chegada do escritor Alan Moore à DC, um ano após o longa de Craven. O papel no “Monstro do Pântano” do cinema não foi o único destaque da carreira de Barbeau, que foi uma das rainhas dos gritos dos anos 1980. Ela também estrelou “Bruma Assassina” (1980) e “Fuga de Nova York” (1981) para o diretor John Carpenter, e as antologias “Creepshow” (1982) e “Dois Olhos Satânicos” (1990) para George A. Romero. Para completar, tem uma forte ligação com as animações da DC, tendo dublado a Mulher-Gato na clássica “Batman: A Série Animada”, de 1992 a 1995, e em “Gotham Girls”, de 2000 a 2002. E continua a filmar muitos terrores até hoje. As gravações da série da DC já estão em andamento há alguns meses e vão mudar bastante a origem do personagem, criado em 1972 pelos lendários Len Wein (também pai de Wolverine) e Bernie Wrightson, alterando o foco para a namorada do personagem nos quadrinhos. Originalmente, Abby Arcane era sobrinha do cientista louco/alquimista Anton Arcane, uma espécie de Dr. Moreau da DC, que criava monstros por meio de mágica e manipulação genética, e foi a primeira personagem a demonstrar empatia pela criatura, após ser salva – junto do marido – repetidas vezes pelo Monstro. Na premissa da série, ela vai surgir solteira e como uma pesquisadora do Centro de Controle de Doenças Contagiosas (CDC, na sigla em inglês), que retorna a sua casa de infância na cidadezinha de Marais, na Louisiana, para investigar um vírus mortal transmitido pelo pântano. Ela desenvolve um vínculo com o cientista Alec Holland, apenas para tê-lo tragicamente tirado dela. Mas quando forças poderosas agem sobre o local com a intenção de explorar as misteriosas propriedades do pântano para seus próprios propósitos, Abby descobre que o lugar guarda segredos místicos e que seu potencial interesse romântico pode não estar morto. Abby será vivida por Crystal Reed (que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”) e Holland ganhará interpretação de Andy Bean (o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”) e de Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”). O primeiro dará vida à versão “humana” do biólogo, enquanto Mears representará o Monstro do Pântano. A série foi desenvolvida pelos roteiristas-produtores Mark Verheiden (“Constantine”) e Gary Dauberman (“It: A Coisa”) para a produtora Atomic Monster, do diretor James Wan (“Invocação do Mal”). O primeiro episódio tem direção de Len Weiseman, mas não há mais informações sobre quem assinará os demais capítulos. “Swamp Thing” (o título original) será disponibilizada em maio na plataforma DC Universe nos Estados Unidos.

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