O Regresso lidera indicações ao Oscar mais branco do século
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista dos indicados ao Oscar 2015. E o novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu repetiu a façanha do ano passado. Assim como aconteceu com “Birdman”, “O Regresso” lidera a relação. Foram 12 indicações, três a mais que o longa anterior, que acabou vencendo o Oscar 2015. Entre os prêmios a que concorre o western de sobrevivência e vingança, o que recebe mais torcida é o Oscar de Melhor Ator, que parece finalmente encaminhado para Leonardo DiCaprio. Ele disputa o troféu pela quinta vez, mas, diferente das oportunidades anteriores, é considerado franco favorito. Já o que desperta mais apreensão é o de Melhor Fotografia, pois estabeleceria um recorde de três vitórias consecutivas para Emmanuel Lubezki. O detalhe é que ele também é favoritíssimo. “O Regresso” é um dos oitos candidatos ao Oscar de Melhor Filme, ao lado de “A Grande Aposta”, “Brooklyn”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Perdido em Marte”, “O Quarto de Jack”, “Spotlight – Segredos Revelados” e “Ponte dos Espiões”. A propósito, Steven Spielberg entrou para a história, atingindo nove indicações, como o diretor que mais filmes emplacou entre os nomeados ao prêmio máximo da Academia. Em todos os tempos. As regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e a presença do mediano “Ponte dos Espiões”, para incensar Spielberg, não justifica a ausência de “Divertida Mente”, “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Carol” e alguma outra sci-fi, como “Ex Machina” e até “Star Wars: O Despertar da Força”. A opção por oito filmes dá margem à controvérsias. Afinal, a lista já inclui duas ficções científicas e talvez isso tenha sido considerado excessivo. Mas, convenhamos, tanto “Divertida Mente” quanto “Ex Machina” e “Compton” foram considerados bons o suficiente para concorrerem ao Oscar de Melhor Roteiro Original, enquanto “Carol” aparece na disputa do Melhor Roteiro Adaptado. O que pode fazer um filme ser melhor do que partir de uma excelente história? Por falar em sci-fi, “Mad Max: Estrada da Fúria” também se destacou bastante, com dez indicações. A maioria, porém, em categorias técnicas, nas quais deve travar disputa acirrada com “Star Wars: O Despertar da Força” e “Perdido em Marte”. Por outro lado, George Miller ganhou o reconhecimento que Ridley Scott, diretor de “Perdido em Marte”, não teve, aparecendo na lista de Melhor Direção. Mas a ausência de Ridley Scott não é a que alimenta mais decepção. Como no ano passado, a Academia voltou a ignorar obras sobre minorias. O caso mais evidente é “Carol”, que foi premiado por diversas associações de críticos de cinema e liderou as indicações do Bafta, o “Oscar inglês”. Apesar de emplacar suas atrizes, o roteiro, a fotografia, o figurino e a trilha sonora, por algum motivo inexplicado a Academia vetou a principal obra homossexual do ano a concorrer como Melhor Filme. Por sinal, fez o mesmo com “Garota Dinamarquesa”. Isto, porém, não é tão injusto quanto a completa segregação dos integrantes negros do filme “Creed: Nascido para Lutar”. A obra rendeu a terceira indicação da carreira do ator Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. Mas claramente isto não seria possível sem o roteiro e a direção de Ryan Coogler, que já tinha mostrado com “Fruitvale Station” (2013) ser um dos melhores realizadores de sua geração. Ou será que Stallone decidiu apresentar o talento, que escondeu em praticamente toda a carreira, por inspiração divina? A propósito, a única indicação a “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, também foi para integrantes brancos de sua equipe: os roteiristas. E obviamente não há negros representados entre os melhores intérpretes selecionados pela Academia. Nada de Michael B. Jordan e Tessa Thompson (“Creed”), Idris Elba e Abraham Attah (“Beasts of No Nation”), Will Smith e Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem entre Gigantes”) ou as revelações de “Straight Outta Compton”. No ano passado, isso gerou furor nas redes sociais. A reprise vai exigir mais que um mea culpa da Academia. A surpresa positiva ficou por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do… Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. O mais difícil era superar o lobby dos grandes estúdios, pois qualidade “O Menino e o Mundo” já havia demonstrado, ao vencer diversas premiações internacionais, inclusive o Festival de Annecy, principal evento de animação no mundo. E este é o maior reconhecimento que o filme poderia aspirar. Porque não há torcida que impeça a vitória de “Divertida Mente”, provavelmente o Oscar mais garantido de 2016. Entre as curiosidades das indicações, também é divertido ver que Lady Gaga terá nova chance de esbarrar em Leonardo DiCaprio. Sua música para o documentário “The Hunting Ground”, que aborda a violência sexual nas universidades americanas, vai concorrer ao Oscar de Melhor Canção contra o fraco tema de Sam Smith para “007 Contra Spectre” e a faixa de The Weeknd para “Cinquenta Tons de Cinza”. The Weeknd, porém, tem um certo favoritismo por ser o único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016. No ano passado, foram dois, e John Legend levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, The Weeknd também representa a única indicação do pior filme do ano. Mais lamentável que ver essa seleção fraca é saber que o rapper Wiz Khalifa ficou de fora. A Academia ainda barra o rap, mesmo indicando roteiristas brancos de cinebiografia de rappers. Afinal, a melhor música de cinema de 2016 foi, disparada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. A boa música, na verdade, ficou restrita às indicações de documentário, com “Amy”, sobre Amy Winehouse, e “What Happened, Miss Simone?”, produção do Netflix sobre Nina Simone. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na cerimônia marcada para o dia 28 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pelos canais TNT e Globo. INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse Ronan, “Brooklyn” ATRIZ COADJUVANTE Jennifer Jason Leigh, “Os Oito Odiados” Rooney Mara, “Carol” Rachel McAdams, “Spotlight” Alicia Vikander, “A Garota Dinamarquesa” Kate Winslet, “Steve Jobs” ROTEIRO ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen “Ex-Machina: Instinto Artificial” – Alex Garland “Divertida Mente” – Pete Docter, Meg LeFauve, Mark Cooley e Ronnie del Carmen “Spotlight: Segredos Revelados” – Josh Singer e Tom McCarthy “Straight Outta Comptom – A História de N.W.A” – Jonathan Herman, Andrea Berloff, S. Leigh Savidge e Alan Wenkus ROTEIRO ADAPTADO “A Grande Aposta” – Charles Randolph e Adam McKay “Brooklyn” – Nick Hornby “Carol” – Phyllis Nagy “Perdido em Marte” – Drew Goddard “O Quarto de Jack” – Emma Donoghue DOCUMENTÁRIO “Amy” “Cartel Land” “The Look of Silence” “O Que Aconteceu, Miss Simone?” “Winter on Fire” ANIMAÇÃO “Anomalisa” “O Menino e o Mundo” “Divertida Mente” “Shaun, o Carneiro” “Quando Estou com Marnie” FILME ESTRANGEIRO “O Abraço da Serpente” (Colômbia) “Cinco Graças” (França) “O Filho de Saul” (Hungria) “Theeb” (Emirados Árabes) “A War” (Dinamarca) FOTOGRAFIA “Carol” – Ed Lachman “Os Oito Odiados” – Robert Richardson “Mad Max: Estrada da Fúria” – John Seale “Sicário: Terra de Ninguém” – Roger Deakins “O Regresso” – Emmanuel Lubezki EDIÇÃO “A Grande Aposta” – Hank Corwin “Mad Max: Estrada de Fúria” – Margaret Sixel “O Regresso” – Stephen Mirrione “Spotlight: Segredos Revelados” – Tom McArdle “Star Wars: O Despertar da Força” – Maryann Brandon e Mary Jo Markey TRILHA SONORA ORIGINAL “Ponte dos Espiões” – Thomas Newman “Carol” – Carter Burwell “Os Oito Odiados” – Ennio Morricone “Sicário: Terra de Ninguém” – Jóhann Jóhannsson “Star Wars: O Despertar da Força” – John Williams CANÇÃO ORIGINAL “Earned It”, de “Cinquenta Tons de Cinza” (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio) “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção” (J. Ralph/Antony Hegarty) “Simple Song #3”, de “Juventude” (David Lang) “Til It Happens To You”, de “The Hunting Ground” (Diane Warren/Lady Gaga) “Writing’s On The Wall”, de “007 contra Spectre” (Jimmy Napes/Sam Smith) EFEITOS VISUAIS “Ex Machina” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” DESIGN DE PRODUÇÃO “Ponte dos Espiões” “A Garota Dinamarquesa” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” FIGURINO “Carol” – Sandy Powell “Cinderella” – Sandy Powell “A Garota Dinamarquesa” – Paco Delgado “Mad Max: Estrada da Fúria” – Jenny Beavan “O Regresso” – Jacqueline West MAQUIAGEM E CABELO “Mad Max: Estrada da Fúria” – Lesley Vanderwalt, Elka Wardega and Damian Martin “The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared” – Love Larson and Eva von Bahr “O Regresso” – Siân Grigg, Duncan Jarman and Robert Pandini EDIÇÃO DE SOM “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em marte” “O Regresso” “Sicário: Terra de Ninguém” “Star Wars: O Despertar da Força” MIXAGEM DE SOM “Ponte dos Espiões” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “Star Wars: O Despertar da Força” CURTA-METRAGEM “Ave Maria” “Day One” “Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)” “Shok” “Stutterer” CURTA DE ANIMAÇÃO “Bear Story” “World of Tomorrow” “Prologue” “We Can’t Live Without Cosmos” “Os Heróis de Sanjay” DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM “Body Team 12” “Chau, beyond the Lines” “Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah” “A Girl in the River: The Price of Forgiveness” “Last Day of Freedom”
Diretores das séries Game of Thrones, Homeland e Mad Men são indicados a prêmio do sindicato
O Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês) anunciou os indicados das categorias televisivas de sua premiação anual. No caso das séries, a seleção é feita com base em episódios específicos, como “Mother’s Mercy”, final da 5ª temporada da série “Game of Thrones”, dirigido por David Nutter, que até hoje dá o que falar. Ele competirá com diretores das séries “Downton Abbey”, “Homeland”, “Mad Men” e “The Knick” na categoria dramática. Vale observar que a lista televisiva destaca alguns cineastas já premiados com o Oscar, entre eles Steven Soderbergh, pela série “The Knick”, Paul Haggis, pela minissérie “Show Me a Hero”, e Sofia Coppola, pelo especial “A Very Murray Christmas”. Todos os vitoriosos, inclusive os indicados nas categorias de cinema, serão conhecidos em cerimônia marcada para o dia 6 de fevereiro, no hotel Hyatt Regency Century Plaza em Los Angeles. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir todos os indicados” state=”closed”] Indicados ao DGA Awards 2016 MELHOR DIRETOR EM SÉRIE DRAMÁTICA Michael Engler – Downton Abbey (“Episode 8”) Lesli Linka Glatter – Homeland (“The Tradition of Hospitality”) David Nutter – Game of Thrones (“Mother’s Mercy”) Steven Soderbergh – The Knick (“Williams and Walker”) Matthew Weiner – Mad Men (“Person to Person”) MELHOR DIRETOR EM SÉRIE CÔMICA Chris Addison – Veep (“Election Night”) Louis C.K. – Louie (“Sleepover”) Mike Judge – Silicon Valley (“Binding Arbitration”) Gail Mancuso – Modern Family (“White Christmas”) Jill Soloway – Transparent (“Kina Hora”) MELHOR DIRETOR EM TELEFILME E MINISSÉRIE Angela Bassett – Whitney Laurie Collyer – The Secret Life of Marilyn Monroe Paul Haggis – Show Me a Hero Kenny Leon e Matthew Diamond – The Wiz Live! Dee Rees – Bessie MELHOR DIRETOR EM ESPECIAL E PROGRAMA DE VARIEDADES Sofia Coppola – A Very Murray Christmas Hamish Hamilton – The 87th Annual Academy Awards Don Roy King – Saturday Night Live 40th Anniversary Special Beth McCarthy-Miller – Adele Live in New York City Chris Rock – Amy Schumer: Live at the Apollo [/symple_toggle]
Sidney Poitier será homenageado pela Academia Britânica com prêmio pela carreira
O ator Sidney Poitier será homenageado pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) na entrega de seu prêmio anual de cinema, o BAFTA Awards. Chamado de BAFTA Fellowship, o prêmio celebra a carreira de quem entrou para a história do cinema. Entre os homenageados de anos anteriores, estão Helen Mirren, Anthony Hopkins, Sean Connery, Martin Scorsese, Charlie Chaplin e Woody Allen. “Estou muito honrado por ter sido o eleito para receber o Bafta honorário e também muito agradecido à Academia Britânica por me dar este reconhecimento”, disse o ator em comunicado. Nascido nas Bahamas em 1927, o astro veterano de Hollywood chegou a vencer o prêmio BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro em 1959, por seu papel em “Fugitivos” (1958). Ele também tem um Oscar de Melhor Ator por “Uma Voz Nas Sombras” (1963) e igualmente recebeu uma homenagem pela carreira da Academia americana, em 2002. Por coincidência, seus filmes mais populares foram lançados no mesmo ano: a comédia “Adivinhe Quem Vem para Jantar”, o suspense “No Calor da Noite” e o drama “Ao Mestre, Com Carinho”, todos de 1967. Além de atuar, ele também dirigiu nove filmes. O trabalho de Poitier é considerado importante por discutir as relações raciais numa época de profunda intolerância, como os anos 1960. Por isso, recebeu em 2009, das mãos do presidente dos Estados Unidos Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, a condecoração civil mais importante do país. A cerimônia do prêmio BAFTA vai acontecer no dia 14 de fevereiro, na histórica Royal Opera House, em Londres.
Elenco da série Friends vai se reencontrar em especial televisivivo
O elenco da série “Friends” vai se reencontrar na TV. A ocasião será um especial de duas horas em homenagem ao diretor James Burrows, que em novembro completou seu milésimo episódio à frente das câmeras da TV. Quinze deles foram registrados em “Friends”. A rede NBC está preparando a homenagem ao profissional e, segundo o site TV Line, também confirmou participação do elenco de outras séries clássicas que ele dirigiu, como “Taxi”, “Cheers”, “Frasier”, “Will & Grace”, “The Big Bang Theory” e “Mike & Molly”. Com uma carreira que abrange mais de quatro décadas, desde a sitcom clássica “Mary Tyler Moore” em 1974, Burrows se especializou em produzir episódios pilotos de séries bem-sucedidas. Foi ele quem formatou a estreia da própria “Friends”, além de “The Big Bang Theory”, por exemplo. Mas, curiosamente, só possui um único crédito como criador de série. O detalhe é qual série: “Cheers”, uma das comédias televisivas mais famosas de todos os tempos, de onde saiu o spin-off “Frasier”. Em atividade até hoje, ele já dirigiu o piloto de uma nova sitcom aprovada para 2016, “Crowded”. O especial está programado para o dia 21 de fevereiro nos EUA.
Angus Scrimm (1926 – 2016)
O ator Angus Scrimm, que ficou conhecido pela saga de terror “Fantasma”, morreu no sábado (9/1) aos 89 anos, informou o cineasta Don Coscarelli, que o dirigiu no filme cultuado. “Scrimm morreu em paz na noite de sábado, rodeado de seus amigos e entes queridos. Sua atuação como o Tall Man é uma conquista extraordinária na história do cinema de terror. Ele foi a última das estrelas do cinema clássico de terror”, disse Coscarelli em seu perfil no Twitter. Lawrence Rory Guy nasceu em Kansas City em 1926, e, antes de filmar, chegou a trabalhar na gravadora Capitol Records, escrevendo as informações internas de discos de artistas como Frank Sinatra e os Beatles. Funcionário dedicado, ele chegou a ganhar um Grammy por suas notas informativas. A estreia no cinema aconteceu diretamente no terror, em “Sweet Kill” (1972), que também foi o primeiro filme dirigido por Curtis Hanson (“Los Angeles, Cidade Proibida”). Identificando-se nos créditos como Rory Guy, ele figurou como o marido da senhoria de um psicopata (o ex-teen idol Tab Hunter!) que odiava as mulheres. Produzido por Roger Corman, o longa ficou mais conhecido por possuir muitas cenas de nudez. Após outro filme do gênero, “Scream Bloody Murder (1973), Rory Guy conheceu o principal parceiro de sua carreira, atuando no drama “O Maior Atleta do Mundo” (1976) sob a direção de Coscarelli, como o pai do personagem-título. Ele ainda participou da comédia “Os Espertalhões” (1977), estrelada e dirigida por Sidney Poitier, antes de virar o icônico Angus Scrimm. A transformação aconteceu em “Fantasma” (1979). Seu personagem na trama não tinha nome. Era conhecido apenas como Tall Man, o Homem Alto. E o ator achou que deveria manter o mistério com um nome artístico poderoso. Optou por um trocadilho com Scream (grito) e Grim (cruel) para dar vida a Angus Scrimm. E imediatamente se tornou icônico. Na trama, Scrimm incorporava um misterioso agente fúnebre, que semeava o terror em um pequeno povoado onde aconteciam mortes misteriosas. Dois irmãos e um vendedor de sorvetes começam a suspeitar dele, apenas para virarem vítimas de seu arsenal de armas sobrenaturais. A criação mais famosa do roteiro era um globo metálico flutuante, de onde saíam navalhas afiadas, mas também chamavam atenção os zumbis anões, capangas do Tall Man criados a partir de cadáveres recém-falecidos. Além disso, a atmosfera de tensão, concebida com orçamento mínimo, tinha capacidade hipnótica. A criatividade de Coscarelli acabou recompensada com o prêmio do júri no festival de terror de Avoriaz, na França, e um culto devotado de fãs. Entre eles, o cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), que cuidou pessoalmente da restauração do filme original, visando um relançamento no final de 2016. A paixão de Abrams também rendeu homenagens no novo “Star Wars”, na forma da personagem Phasma, batizada em referência ao título do filme, “Phantasm” em inglês. Para completar, Phasma veste uma armadura cromada inspirada na esfera de Scrimm. Na época, entretanto, o ator não queria ser identificado pela obra sanguinária, mudando novamente o nome em seus filmes seguintes. Como Lawrence Guy, ele participou da comédia “A Poção Mágica” (1980) e da aventura erótica “Império Perdido” (1984). Mas não demorou a perceber o apelo do velho Scrimm, retomando o Tall Man em “Fantasma 2”. A continuação de 1988 não fez tanto sucesso, mas ao menos chegou aos cinemas, ao contrário das sequências seguintes, produzidas diretamente para o DVD. Além disso, ao retomar seu personagem mais famoso, o ator resignou-se com o reconhecimento dado a seu nome artístico, permanecendo como Scrimm ao se especializar em produções de terror barato. Alguns de seus filmes como Scrimm conseguiram certa notoriedade, senão pelas qualidades artísticas, pelo envolvimento de figuras infames do cinema B. O melhorzinho foi “Subspecies – A Geração Vamp” (1991), de Ted Nicolau (do cult “Terrorvision”), no qual viveu um rei vampiro. Entre outros, também fez o terrir “Transylvania Twist” (1989), de Jim Wynorski (“Vampiro das Estrelas”), “Pesadelo Futuro” (1992), um dos primeiros trash roteirizados pelo superestimado John D. Brancato (“O Exterminador do Futuro – A Salvação”), o péssimo “Engano Mortal” (1993), enfrentando Nicolas Cage sob direção do irmão do ator, Christopher Coppola, a adaptação dos quadrinhos “Vampirella” (1996), lançada direto em DVD, além de duas continuações da franquia “Os Munchies”, paródia de quinta categoria dos “Gremlins”. Scrimm ainda estrelou duas novas continuações de “Fantasma”, produzidas para o mercado de DVD, até ser resgatado da mediocridade por seu fã J.J. Abrams em 2001. Antes de virar um cineasta famoso, Abrams criava e produzia séries de TV e, nesta função, teve a chance de contratar Scrimm para participar de alguns episódios da série “Alias”, como um agente da organização secreta infiltrada por Sydney Bristow (Jennifer Garner). O detalhe é que o jovem produtor insistiu para que o relutante Lawrence Guy fosse creditado como Angus Scrimm. Ele apareceu na série por quatro temporadas, até 2005. O ator também participou de um episódio da série “Mestres do Terror” em 2005, dirigido, claro, pelo mestre Coscarelli. Mas logo voltou chafurdar no lixão do terror feito para DVD. Desde então, cometeu apenas um desvio relativo, ao interpretar o cientista louco da boa comédia “Eu Vendo os Mortos” (2008). Seus últimos trabalhos foram novas parcerias com Coscarelli, o terror surreal e elogiado “John Morre no Final” (2012) e “Phantasm: Ravager”, último capítulo da franquia “Fantasma”, atualmente em pós-produção e ainda sem previsão de estreia.
Um dos irmãos gêmeos da série Teen Wolf se assume gay
O ator Charlie Carver, que sempre trabalhou com seu irmão gêmeo em séries como “Desperate Housewives”, “The Leftovers” e “Teen Wolf”, assumiu sua homossexualidade no Twitter. O lugar escolhido foi inusitado, assim como o detalhe de frisar que seu irmão Max Carver é heterossexual. Mas o mais curioso é que estas diferenças já tinha sido estabelecidas entre os personagens dos dois na série “Teen Wolf”, em que Charlie viveu um lobisomem gay, enquanto seu irmão fez par romântico com uma das protagonistas. Numa longa série de posts de 140 caracteres, Charlie descreveu como descobriu que era gay aos 12 anos de idade e as dificuldades em aceitar que era diferente, comemorando a sorte que teve por viver numa família que o apoiou inteiramente. “Para mim, e para a minha família, foi uma conversa preciosa, na qual senti que tinha começado a aceitar-me a mim mesmo, à minha vida”, ele escreveu. Apesar de assumir abertamente a sua orientação sexual, o ator diz esperar que isso não o defina. “Não queria ser definido pela minha sexualidade. Claro, sou um homem gay orgulhoso, mas não me identifico como um homem gay, ou apenas como gay”. E terminou a confissão com uma referência divertida ao seu irmão Max. “Que fique registado que o meu irmão gêmeo é tão legal quanto eu ao ser heterossexual”.
Globo de Ouro: Esbarrão de Lady Gaga em Leonardo DiCaprio teria sido “calaboca” proposital
Meme mais popular do Globo de Ouro, o esbarrão de Lady Gaga em Leonardo DiCaprio pode não ter sido um acidente inocente, como muitos pensavam. O assunto ganhou proporção tão descabida quanto os comentários do apresentador do prêmio, Ricky Gervais, e levaram o próprio DiCaprio a comentar sua cara feia na ocasião. Em entrevista ao programa “Entertaiment Tonight”, o ator disse que sua reação não havia sido intencional. “Eu apenas não sabia quem estava passando por mim, foi só isso”, justificou. Ele pode não ter previsto o “acidente”, mas começou a circular uma versão da história que alega que DiCaprio foi alvo premeditado de Gaga. Segundo o site de fofocas Radar Online, não só a cantora esbarrou no astro de propósito como, depois do prêmio, o noivo dela, o ator Taylor Kinney (série “Chicago Fire”), teria ido tirar satisfação com ele. O motivo de tanta cara feia, além da bebida exagerada, foi que DiCaprio teria feito uma piada sobre a indicação de Gaga antes dela ser anunciada como vencedora na categoria de Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme, por “American Horror Story: Hotel”. “Ele estava falando muito dela antes mesmo da cerimônia começar”, disse uma fonte que estava na mesa do casal ofendido. “Ele achava que ela não deveria ser indicada e, claro, que esses comentários chegaram até ela. Ela deveria ter ignorado, mas quando o nome dela foi anunciado como ganhadora, Leo estava rindo muito alto. Gaga não ia deixar ele roubar seu momento e quis calá-lo”, disse a testemunha secreta. Mas não ficou aí. Depois do “calaboca” pitoresco, Taylor Kinney teria ficado irritado com a reação de DiCaprio, que fez uma careta após o encontrão. “Taylor disse que Leonardo deveria se desculpar com Lady Gaga porque ele teve uma atitude rude e totalmente antiprofissional. Ele não ia deixar ninguém fazer piada com a sua futura esposa, nem mesmo um ator do escalão A de Hollywood. Foi o momento dela brilhar e ela trabalhou muito por isso”, acrescentou a fonte. Veja abaixo no detalhe como DiCaprio morre de rir, leva uma enquadrada visual de Gaga, que muda ligeiramente a direção para esbarrar no ator. Após o toque, DiCaprio faz cara irônica de nojinho, enquanto Gaga exibe sorriso de vingança, seguindo rumo a seu prêmio. Conforme ela se afasta, ele volta a rir, dirigindo-se aos demais integrantes de sua mesa. Sim, é possível ter claramente essa leitura da situação.
O Regresso é o grande vencedor do Globo de Ouro 2016
O Globo de Ouro 2016 entregou alguns prêmios irrelevantes na noite de domingo (10/1), conforme destacou o apresentador Ricky Gervais, que, entre suas várias piadas de baixo nível, aproveitou para destacar o formato anatomicamente adequado do troféu, “um pedaço de metal que alguns jornalistas senis distribuem para poder tirar selfies com famosos”. “Não tem importância nenhuma”, resumiu. Quando a estatueta anatômica chegou nas mãos de Lady Gaga, premiada como Melhor Atriz em Minissérie, deu para ver que Gervais falava sério. Mas o ponto alto ainda viria na consagração do “hilário” (segundo Gervais) “Perdido em Marte”, que venceu dois prêmios como Melhor Filme de Comédia e Melhor Ator em Comédia (Matt Damon). Nas categorias de cinema, ele só foi superado por “O Regresso”, o grande vencedor da noite com três troféus: Melhor Filme de Drama, Melhor Ator em Drama (Leonardo DiCaprio) e Melhor Diretor de Drama (Alejandro González Iñárritu). Claro que “O Regresso” é o filme a ser batido no Oscar, mas a premiação na categoria errada de “Perdido em Marte” foi basicamente uma homenagem a Ridley Scott, que, apesar de sua carreira bem-sucedida, nunca tinha sido premiado antes – ele levou o Globo como produtor da “comédia”. E este, de fato, foi o principal mote do Globo de Ouro 2016, uma cerimônia de homenagens. As homenagens incluíram o troféu para Ennio Morricone, que segundo Quentin Tarantino, em seu discurso de agradecimento no lugar do compositor italiano, nunca tinha vencido um prêmio antes em Hollywood – não é verdade, já que o próprio Globo de Ouro o premiou pela trilha de “A Missão” em 1987, mas fazia tempo que ele não vencia. Quem, de fato, nunca tinha sido premiado antes, Sylvester Stallone, vencedor como Melhor Ator Coadjuvante por “Creed”, foi mais aplaudido até que o homenageado oficial do evento, Denzel Washington, merecedor de um troféu pela carreira – que ele próprio pareceu não levar a sério. Entre as séries, houve supervalorização de “Mozart in the Jungle”, premiada como Melhor Série de Comédia e Melhor Ator de Comédia (Gael Garcia Bernal), e “Mr. Robot”, também vencedora de dois prêmios: Melhor Série e Melhor Ator Coadjuvante – o que, por sua vez, propiciou homenagem a Christian Slater. Assim, o Globo de Ouro manteve sua peculiaridade de tentar adivinhar tendências, ao reconhecer atrações em seus primeiros anos de produção, além de reverenciar intérpretes estreantes, como Lady Gaga e Rachel Bloom – premiadas como Melhor Atriz, respectivamente por “American Horror Story” e “Crazy Ex-Girlfriend”. Por fim, a vitória de dois mexicanos, Bernal e Iñárritu, além do guatemalteco Oscar Isaac (pela minissérie “Show Me a Hero”), pode servir de dica para Wagner Moura afiar seu espanhol para o próximo ano, quando não enfrentará mais a concorrência de Jon Hamm, o homenageado na categoria de Melhor Ator, pela temporada final de “Mad Men”. Outros prêmios, que incluem troféus para Jennifer Lawrence e Kate Winslet, servem mais para lembrar, como “brinca” Gervais, como o Globo de Ouro adora famosos. O evento é mesmo, no final das contas, um programa de TV obcecado em ter mais audiência e mais flashes de celebridades que o Oscar. E quando fãs derrubam redes sociais por um abraço entre “Leo e Kate”, trazendo à tona o “Titanic” na comemoração de suas vitórias, não há dúvida de que esse objetivo foi cumprido. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos vencedores” state=”closed”] Vencedores do Globo de Ouro 2016 CINEMA Melhor filme de drama O Regresso Melhor ator em filme dramático Leonardo DiCaprio – O Regresso Melhor atriz em filme dramático Brie Larson – O Quarto de Jack Melhor diretor Alejandro González Iñárritu – O Regresso Melhor filme de comédia ou musical Perdido em Marte Melhor ator em comédia ou musical Matt Damon – Perdido em Marte Melhor atriz em comédia ou musical Jennifer Lawrence – Joy: O Nome do Sucesso Melhor ator coadjuvante Sylvester Stallone – Creed: Nascido para Lutar Melhor atriz coadjuvante Kate Winslet – Steve Jobs Melhor roteiro Aaron Sorkin – Steve Jobs Melhor animação Divertida Mente Melhor trilha sonora Os 8 Odiados Melhor canção original “Writing’s On The Wall” – 007 Contra Spectre Melhor filme estrangeiro O Filho de Saul (Hungria) TELEVISÃO Melhor série dramática Mr. Robot Melhor série cômica Mozart in the Jungle Melhor ator em série dramática Jon Hamm – Mad Men Melhor atriz em série dramática Taraji P. Henson – Empire Melhor ator em série de comédia Gael Garcia Bernal – Mozart In The Jungle Melhor atriz em série de comédia Rachel Bloom – Crazy Ex-Girlfriend Melhor ator em minissérie ou telefilme Oscar Isaac – Show Me A Hero Melhor atriz em minissérie ou telefilme Lady Gaga – American Horror Story: Hotel Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme Christian Slater – Mr. Robot Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme Maura Tierney – The Affair Melhor minissérie ou telefilme Wolf Hall [/symple_toggle]
Pipoca Moderna – Top 30: As Melhores Séries de 2015
Melhores, pero no mucho. Considerando que a melhor série de 2015, “Fargo”, permanece inédita no Brasil, assim como “The Affair” e a principal estreia do ano, “UnReal”, as duas melhores comédias, “Transparent” e “Catastrophe”, e até as temporadas mais recentes de “Homeland”, “Vikings”, “The Americans” e “Black Sails”, a lista dos seriados que podem ser vistos legalmente no país sofre com graves problemas de oferta. Nunca se produziu tantas séries quanto em 2015, mas o Brasil não disponibiliza boa parte da diversificação levada adiante por serviços de streaming como Hulu e Amazon nos EUA, sem esquecer Sky Atlantic, Space, Canal+, TVE, ITV e outros players internacionais. Mesmo assim, há casos, como o da citada “Fargo”, produção da MGM exibida no canal pago FX nos EUA, que não têm explicação – afinal, o FX está presente na TV por assinatura nacional. Felizmente, a própria rede Fox planeja aumentar sua oferta de séries com o lançamento do canal Fox+ a partir de fevereiro, compensando o fato de ter suspendido as melhores atrações de seus afiliados (os citados “Homeland”, “Vikings” e “The Americans”, por exemplo). Em 2015, a Turner também lançou um novo canal só de seriados. Estas iniciativas, aliadas à política de estreias simultâneas, ajudam a atrair de volta para a TV uma audiência que convive com a banda larga, conectada ao mundo pela internet. Bastou a Fox exibir “The Walking Dead” no mesmo dia de transmissão dos EUA para o canal disparar na liderança da TV paga brasileira, mostrando que a receita não é desconhecida. Como qualquer comerciante bem-sucedido pode ensinar, quem presta o melhor serviço, com mais comodidades, consegue atrair e fidelizar clientes. E a demanda por bons serviços no mercado de séries experimenta sua maior alta, graças à qualidade crescente das produções. Em tempo: a partir de fevereiro será possível comprar legalmente o Bluray da 2ª temporada de “Fargo” em qualquer loja internacional. CONFIRA TAMBÉM O TOP 25 DOS MELHORES FILMES DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES EM DVD E VOD DE 2015 1. Game of Thrones 5ª temporada HBO 2. Mr. Robot 1ª temporada Space 3. Narcos 1ª temporada Netflix 4. The Leftovers 2ª temporada HBO 5. Mad Men 7ª temporada HBO 6. American Crime 1ª temporada AXN 7. Better Call Saul 1ª temporada Netflix 8. Wolf Hall 1ª temporada Netflix 9. Halt and Catch Fire 2ª temporada AMC 10. Banshee 3ª temporada HBO Max 11. Mozart in the Jungle 1ª temporada Fox Life 12. Sense8 1ª temporada Netflix 13. The Knick 2ª temporada HBO Max 14. Demolidor 1ª temporada Netflix 15. Justified 6ª temporada Space 16. Wayward Pines 1ª temporada Fox 17. Master of None 1ª temporada Netflix 18. Show Me A Hero Minissérie HBO 19. The Last Man on Earth 1ª e 2ª temporadas FX 20. Humans 1ª temporada AMC 21. Penny Dreadful 2ª temporada HBO 22. Hannibal 3ª temporada AXN 23. The Blacklist 3ª temporada AXN 24. Empire 1 e 2ª temporadas Fox Life 25. Gotham 2ª temporada Warner 26. The Walking Dead 5ª temporada Fox 27. Veep 4ª temporada HBO 28. Rectify 3ª temporada Sundance 29. Quantico 1ª temporada AXN 30. The Unbreakable Kimmy Schmidt 1ª temporada Netflix
Pipoca Moderna – Top 10: Os Melhores Filmes em DVD e VOD de 2015
Alguns dos melhores filmes de 2015 não passaram nos cinemas brasileiros. Não deixa de ser curioso que, entre eles, encontrem-se filmes de ficção científica, terror, comédia, ação e romance, gêneros bastante populares. Para deixar qualquer um perplexo, “Ex Machina: Instinto Artificial”, que a distribuidora achou que não valia a pena exibir nos cinemas, não só é um dos filmes mais premiados do ano, como é a melhor sci-fi de um ano repleto de boas ficções científicas. Da lista abaixo, a única produção feita especificamente para plataforma digital é “Beasts of No Nation”, um filme do Netflix, que ainda assim teve lançamento limitado nos cinemas americanos. Aqui, só para assinantes. E o maior problema é justamente a exclusividade de alguns títulos em VOD, lançados em plataformas concorrentes. Assim, quem assinar Netflix tem acesso a “Beasts” e “O Senhor Babadook” (por sinal, o melhor terror de 2015), mas “Dope” está disponível para assinantes do PlayStation e Google Play, enquanto “Palo Alto”, que quase entrou no Top 10, consta do Telecine Play. Neste sentido, os lançamentos em DVD são mais democráticos, ainda que com imagem do século passado. E este é outro detalhe trágico: o Bluray não é o padrão do mercado de vídeos nacionais. Para confirmar o desinteresse dos cinemas em exibir bons filmes, as distribuidoras já anunciaram para as próximas semanas os lançamentos direto em DVD de “Descompensada” (melhor comédia de 2015), “Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer” (vencedor do Festival de Sundance de 2015), “Sr. Sherlock Holmes” (Ian McKellen como Sherlock Holmes!) e “The Beach Boys – Uma História de Sucesso” (que esconde, sob a tradução imbecil, o sublime “Love & Mercy”). Inevitável reparar que, enquanto alguns dos melhores filmes ficam restritos à telinha, subprodutos da TV brasileira entopem os cinemas. CONFIRA TAMBÉM O TOP 25 DOS MELHORES FILMES DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 30 DAS MELHORES SÉRIES DE 2015 1. Ex Machina: Instinto Artificial Lançamento em DVD (6/8/15) 2. Beasts of No Nation Lançamento em VOD (16/10/15) 3. O Predestinado Lançamento em DVD e Bluray (24/3/15) 4. O Senhor Babadook Lançamento em VOD (2/6/15) 5. Dope – Um Deslize Perigoso Lançamento em DVD e VOD (11/11/15) 6. A Entrega Lançamento em DVD e VOD (6/3/15) 7. Orgulho e Esperança Lançamento em DVD e VOD (1/10/15) 8. No Auge da Fama Lançamento em DVD, Bluray e VOD (21/5/15) 9. Nos Bastidores da Fama Lançamento em DVD e Bluray (25/3/15) 10. A Viatura Lançamento em DVD (8/12/15)
Pipoca Moderna – Top 10: Os Melhores Filmes Brasileiros de 2015
Menos falado que o incensado “Que Horas Ela Volta?”, “Casa Grande” aborda temática similar, mas projetou um retrato mais realista, surpreendendo com a ausência de maniqueísmo ao lidar, duplamente, com a inclusão social e a implosão econômica do país. Foi a cara do Brasil em 2015, mas que pouca gente viu, graças à distribuição em 34 salas. Considerando apenas a distribuição de suas estreias – “Que Horas Ela Volta?” teve seu circuito posteriormente aumentado – , os 9 filmes mais bem colocados ocuparam, somados, apenas 223 salas de cinema em todo o país, o que representa metade da média de distribuição de qualquer comédia nacional com atores de rede Globo. Uma coisa é filme ruim fazer sucesso. Convive-se com isso. Outra é filme bom não encontrar espaço de exibição. A questão é tão complexa que vai além das três salas que receberam “O Gorila”. Há filmes que esperam anos para encontrar esse espaço ridículo. Caso do próprio “O Gorila”, por exemplo. O filmaço de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) venceu dois prêmios de interpretação no Festival do Rio de 2012, mas só chegou aos cinemas três anos depois. Pior ainda: “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” conquistou o troféu de Melhor Filme do Festival do Rio de 2011 para amargar quatro anos sem distribuição. De que adianta o cinema brasileiro receber reconhecimento internacional, com premiações em festivais importantes como Sundance e Berlim (que consagraram “Que Horas Ela Volta?”), para depois ter que disputar espaço com produções do Cazaquistão na busca por meia dúzia de salas em todo o país? Se o público só encontra comédias televisivas em cartaz, não é à toa que se consagra o mito da falta de qualidade do cinema nacional. A lista abaixo também pode servir de dica para quem procurar conhecer os títulos em outras mídias, já que os cinemas não parecem muito interessados em exibir filmes ultimamente, apenas fenômenos de bilheteria. CONFIRA TAMBÉM O TOP 25 DOS MELHORES FILMES DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES EM DVD E VOD DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 30 DAS MELHORES SÉRIES DE 2015 1. Casa Grande Lançamento em 34 salas (15/4/15) 2. Que Horas Ela Volta? Lançamento em 90 salas (27/8/15) 3. Califórnia Lançamento em 18 salas (3/12/15) 4. Chatô – O Rei do Brasil Lançamento em 12 salas (19/11/15) 5. A Hora e a Vez de Augusto Matraga Lançamento em 15 salas (24/9/15) 6. O Último Cine Drive-In Lançamento em 35 salas (20/8/15) 7. O Gorila Lançamento em 3 salas (25/6/15) 8. Ausência Lançamento em 9 salas (26/11/15) 9. A História da Eternidade Lançamento em 7 salas (18/6/15) 10. Operações Especiais Lançamento em 312 salas (18/6/15)
Pipoca Moderna – Top 25: Os Melhores Filmes de 2015
2015 foi um ano com blockbusters acima da média, com “Mad Max: A Estrada da Fúria” reescrevendo as regras do cinema de ação e “Divertida Mente” mostrando-se mais original que os lançamentos do circuito de arte. Mas o melhor filme foi tão cerebral quanto visceral. Movido à adrenalina e jazz, “Whiplash – Em Busca da Perfeição” criou arte com sangue, numa história de obsessão artística bem mais impactante que o celebrado “Cisne Negro” (2010). Venceu o Festival de Sundance e três Oscars, além de consagrar o ator J.K. Simmons com praticamente todos os prêmios a que concorreu. O filme de Damien Chazelle é de 2014, mas só estreou no Brasil em janeiro de 2015. A seleção abaixo considerou apenas os lançamentos realizados ao longo de 2015 nos cinemas do país. Junto da data de estreia, também foi destacada a quantidade de salas que recebeu cada título. Ver que “Whiplash”, considerado o melhor filme do ano, foi lançado em apenas 16 salas devia causar indignação. Mas, na lista dos 25, há 9 filmes com distribuição pior ainda. Um deles chegou em apenas 4 salas. Ou seja, é de se esperar que a seleção cause estranheza no público, que não teve acesso à maioria desses filmes. Por outro lado, pode servir para instigar a curiosidade e levar à procura desses títulos em outras mídias. CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 10 DOS MELHORES FILMES EM DVD E VOD DE 2015 CONFIRA TAMBÉM O TOP 30 DAS MELHORES SÉRIES DE 2015 1. Whiplash – Em Busca da Perfeição Lançamento em 16 salas (8/1/15) 2. Mad Max: Estrada da Fúria Lançamento em 1.007 salas (14/5/15) 3. Divertida Mente Lançamento em 864 salas (18/6/15) 4. Casa Grande Lançamento em 34 salas (16/4/15) 5. Dois Dias, Uma Noite Lançamento em 20 salas (5/2/15) 6. Leviatã Lançamento em 8 salas (15/1/15) 7. Birdman Lançamento em 77 salas (29/01/15) 8. O Clube Lançamento em 12 salas (1/10/15) 9. O Diário da Esperança Lançamento em 4 salas (16/4/15) 10. 45 Anos Lançamento em 11 salas (28/10/15) 11. Respire Lançamento em 13 salas (7/10/15) 12. Perdido em Marte Lançamento em 700 salas (1/10/15) 13. O Clã Lançamento em 76 salas (9/12/15) 14. Expresso do Amanhã Lançamento em 150 salas (27/8/15) 15. Pecados Antigos, Longas Sombras Lançamento em 8 salas (3/12/15) 16. A Pele de Vênus Lançamento em 26 salas (24/9/15) 17. Velozes e Furiosos 7 Lançamento em 1.046 salas (2/4/15) 18. Straight Outta Compton – A História do N.W.A. Lançamento em 66 salas (29/10/15) 19. Sicario Lançamento em 80 salas (22/10/15) 20. Acima das Nuvens Lançamento em 24 salas (8/1/15) 21. Força Maior Lançamento em 10 salas (23/12/15) 22. Victoria Lançamento em 7 salas (23/12/15) 23. Corrente do Mal Lançamento em 160 salas (27/8/15) 24. O Conto da Princesa Kaguya Lançamento em 6 salas (16/7/15) 25. Star Wars: O Despertar da Força Lançamento em 1.339 salas (17/12/15)
Kit Harington e Grazi Massafera iniciam 2016 juntos
O ator Kit Harington, o Jon Snow da série “Game of Thrones”, estaria aproveitando seu verão carioca com Grazi Massafera (novela “Verdades Secretas”). Segundo o colunista Leo Dias, do jornal O Dia, o britânico teria passado a noite de terça (5/1) na casa da atriz, no Rio de Janeiro, saindo apenas perto do horário do almoço do dia seguinte. Os dois se conheceram antes do Ano-Novo, na festa de aniversário do ator Selton Mello (“O Palhaço”) e, ainda segundo o colunista, também teriam passado o Réveillon juntos. A assessoria de imprensa de Grazi diz que não fala sobre a vida pessoal da artista, que não assume relacionamentos desde o fim de seu casamento com Cauã Reymond (“Alemão”) em outubro de 2013. Já o ator está encantado com as belezas do Rio de Janeiro, onde tira férias, tendo conhecido também o Pão de Açúcar, o Parque Lage e o samba.












