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    Zoolander volta à moda: na capa da Vogue, em comerciais e vídeo de Katy Perry

    24 de janeiro de 2016 /

    A popularidade do modelo fictício Derek Zoolander, personagem de Ben Stiller que volta à moda em “Zoolander 2”, foi confirmada por um ataque midiático. Ele estampa a capa da nova edição da revista Vogue, ao lado de Penélope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), estrela um hilário comercial da Fiat e a campanha de uma marca de Vodka fotografada por Mario Testino. Para completar, ainda pode ser visto num vídeo do Instagram de Katy Perry. A propósito, Katy Perry foi confirmada no filme. Zoolander e seu velho parceiro Hansell (Owen Wilson, de “Meia Noite em Paris”) voltaram definitivamente à moda, 13 anos após a cultuada comédia de 2001, graças ao apoio da CIA, que quer usá-lo para capturar um assassino internacional de pessoas bonitas – que antes de morrer registram selfies com o look mais famoso de Zoolander: o biquinho Blue Steel. O elenco também inclui Kristen Wiig (“Missão Madrinha de Casamento”), Will Ferrell (“Tudo por um Furo”), que volta a viver supervilão Mugatu, e Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) como um top model andrógino, papel que até inspirou uma campanha pelo boicote do filme – sério, este desenvolvimento não é marketing dos produtores. Com direção de Stiller, que também escreveu o roteiro em parceria com Justin Theroux (“Trovão Tropical”), “Zoolander 2” estreia em 11 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. FASHUN WILL HAPPUN 2.12.16. @Zoolander #Zoolander2 Um vídeo publicado por KATY PERRY (@katyperry) em Jan 19, 2016 às 1:26 PST

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    Academia reage à polêmica racial e anuncia mudanças para o Oscar 2017

    23 de janeiro de 2016 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas reagiu rapidamente às críticas contra a falta de diversidade entre os indicados ao Oscar 2016. Historicamente avessa à mudanças, sempre buscando alterações sutis e de forma lenta, a entidade surpreendeu com um anúncio de medidas radicais. Antes mesmo de considerar o aumento de candidatos nas categorias da premiação, visando acomodar as minorias, a Academia optou por sacudir suas próprias estruturas. A presidente Cheryl Boone Isaacs, que havia se declarado “desapontada” com a lista dos indicados pelo segundo ano consecutivo, tomou uma decisão histórica, com apoio de sua diretoria, para alterar as regras de filiação, que dão direito ao voto no Oscar. Uma mulher negra será responsável por trazer mais mulheres e minorias à tradicional instituição americana. No anúncio feito na sexta-feira (22/1) em Los Angeles, a principal novidade foi que o voto dos acadêmicos – profissionais da indústria cinematográfica que somam cerca de 7 mil membros – não será mais perpétuo. Os integrantes da Academia terão direito a votar no Oscar por dez anos desde sua filiação, prolongando este direito por nova década se permanecerem ativos – isto é, se continuarem filmando ao longo do período. Apenas aqueles que tiverem uma carreira de mais de três décadas manterão o direito de votar permanentemente no Oscar, independente de sua aposentadoria. Com isso, vários membros atuais perderão o direito a votar no Oscar 2017, eliminando um dos maiores obstáculos para as mudanças desejadas. Ao mesmo tempo, a Academia tentará buscar maior diversidade ao convidar novos integrantes para ocupar suas vagas. De acordo com relatos da mídia, as premiações do Oscar sempre refletiram o gosto de homens brancos idosos. Os dados são brutais: 94% dos integrantes da Academia são brancos, 77% do sexo masculino e a média de idade entre os votantes é superior a 60 anos. Por isso, por mais que incluísse representantes de minorias entre os votantes nos últimos anos, a maioria formada pelo veteranos da indústria continuava a barrar qualquer alteração significativa no conservadorismo do Oscar. Além dessas mudanças entre os eleitores, a Academia adicionou três novos assentos para mulheres e minorias no conselho de sua administração. Assim, a governança da entidade passará a contar com 54 membros, que serão responsáveis por aprovar novas reformas no Oscar, visando dobrar o número de mulheres e minorias até 2020. “As novas regras relativas à governança e votação terão impacto imediato e darão início ao processo de mudança significativa de nossa composição”, disse Isaacs. Mais mudanças ainda serão discutidas em nova reunião da governança da Academia, marcada para terça (26/1), que, segundo apurou o site The Hollywood Reporter, deve abordar o aumento de candidatos nas categorias do Oscar 2017. Com o anúncio de reformas, a Academia reage às críticas relativas à falta de artistas negros entre as indicações do Oscar deste ano. Pela segunda vez consecutiva, os eleitores da Academia esqueceram completamente de incluir negros nas principais categorias da premiação, embora tenham selecionado integrantes brancos de filmes dirigidos e estrelados por afro-americanos. A ausência de negros inspirou um movimento de boicote, ensaiado pelo diretor Spike Lee e o casal de atores Jada Pinkett Smith e Will Smith, e até críticas de astros brancos, como George Clooney e Mark Ruffalo. Mais significativa, porém, foi a decisão do veterano compositor e produtor Quincy Jones de condicionar sua presença no evento, após ser convidado a entregar um prêmio, ao direito de discursar sobre o assunto. A reação rápida de Isaacs também visa impedir que outros convidados se sintam estimulados a acrescentar comentários potencialmente danosos à reputação da Academia, durante a exibição da premiação, que é transmitida para todo o mundo. A cerimônia de premiação do Oscar 2016 acontecerá no próximo dia 28 de fevereiro em Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock e transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.

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    Após polêmica racial, Academia vai se reunir para modificar as regras do Oscar 2017

    22 de janeiro de 2016 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sentiu o peso das críticas e ameaças de boicote pela falta de diversidade no Oscar 2016. De acordo com o jornal The New York Times, a organização planeja mudar o formato da premiação, na tentativa de evitar que 2017 se torne o terceiro ano consecutivo sem artistas negros nas categorias principais. De acordo com o jornal, a Academia está estudando fixar o número de indicados a Melhor Filme em dez candidatos. Atualmente, a relação pode incluir até dez, mas tem preferido eleger menos. O critério para a seleção seria a qualidade. Assim, para a Academia, no ano passado “Selma” não teve qualidade suficiente e este ano “Creed – Nascido para Lutar” e “Straight Outta Compton – A História do NWA” tampouco, o que limitou a lista de Melhor Filme a oito longa-metragens. Assim como nenhum filme de diretor negro foi considerado bom o suficiente, seus cineastas tampouco entraram na lista do Oscar de Melhor Direção. Também não há bons roteiristas negros, segundo a Academia. E entre os 20 candidatos nas categorias de interpretação, nenhum ator negro se destacou nem no ano passado nem neste. Curiosamente, integrantes brancos de filmes dirigidos e estrelados por negros conseguiram indicações, casos dos roteiristas de “Straight Outta Compton” e o coadjuvante de “Creed”, Sylvester Stallone. Além de fixar a lista de concorrentes a Melhor Filme, a direção da Academia, que é presidida por uma negra, Cheryl Boone Isaacs, estuda aumentar a quantidade de indicados a Melhor Ator e Atriz, o que possibilitaria a inclusão de mais etnias. Mas esta saída pode se voltar contra a própria Academia, se apenas aumentar o número de brancos indicados ao prêmio. A mudança mais polêmica, porém, pode atingir os votantes. Os organizadores do Oscar estudam aumentar a representação das minorias e aposentar integrantes da Academia que estão efetivamente aposentados – isto é, não atuam na indústria cinematográfica há mais de uma década. Atualmente, apenas 2% dos membros da Academia são negros, sendo essa porcentagem ainda menor entre os latinos. A maioria dos cerca de 7 mil votantes é branca, masculina e idosa, o que dá um viés conservador à premiação. A eliminação dos integrantes mais velhos, que já não fazem cinema há muito tempo, pode ter uma influência profunda não apenas no processo de seleção de indicados, mas também nos próprios premiados. Como esquecer de Tony Curtis dizendo que jamais apoiaria um filme de gays para justificar não ter visto “Brokeback Mountain”, mentalidade que permitiu que o fraquíssimo “Crash” vencesse o Oscar de 2005? As mudanças serão discutidas em reunião da Academia marcada para o dia 26 de janeiro.

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    Estreias: Cinemas são invadidos por alienígenas, motoqueiros e filmes do Oscar

    21 de janeiro de 2016 /

    A programação da semana serve um cardápio eclético nos cinemas, com alienígenas, motoqueiros brasileiros, comédias desregradas e candidatos ao Oscar. Mas antes de falar de “Joy – O Nome do Sucesso” e “Cinco Graças”, é preciso enfrentar a realidade das filas dos shopping centers. O lançamento mais amplo é, como costuma ser, o mais fraco. A sci-fi “A 5ª Onda”, estrelada por Chlöe Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”), pretende inaugurar uma nova franquia derivada da literatura juvenil, repetindo uma fórmula já batida: adolescente se rebela para salvar o mundo, enquanto balança por moços bonitos. Responsável pela adaptação, o superestimado roteirista Akiva Goldsman é o mesmo de “A Série Divergente: Insurgente” (2015). Para encarar o filme nacional “Reza a Lenda”, a primeira providência é esquecer o marketing equivocado do “Mad Max brasileiro”. Seu mérito é propor um cinema de ação para o país das comédias ruins, evocando um faroeste caboclo em que cangaceiros modernos usam motos. Infelizmente, para além da estética de videoclipe – destaque total para Sophie Charlotte andrógina – , não há muito conteúdo. As comédias se saem ligeiramente melhor. Após três anos consecutivos como apresentadoras do Globo de Ouro, Tina Fey e Amy Poehler capitalizam a convivência em “Irmãs”, espécie de “Projeto X” (2012) da meia idade, em que as duas decidem dar uma festa para acabar com todas as festas. O humor é vulgar e a estrutura fragmentada sugere uma coleção de gags de stand-up. Para rir com classe, a opção é “Joy – O Nome do Sucesso”, que rendeu a quarta indicação ao Oscar para Jennifer Lawrence (que nome de sucesso!). Apesar de verídica, a história foi escrita e dirigida por David O. Russell (“Trapaça”) como um conto de fadas sobre empreendedorismo. Há até mensagem e moral da história. O melhor filme da lista, porém, só será exibido em circuito limitadíssimo. Trata-se, por sinal, de um dos melhores longas do ano, que também disputa o Oscar 2016 – na categoria de Filme Estrangeiro. “Cinco Graças” acompanha cinco irmãs que precisam ajustar suas expectativas, ao atingirem a adolescência numa sociedade muçulmana – ainda que ocidentalizada como a Turquia. Cheias de energia e rebelião, elas são aprisionadas pela própria família para virarem mulheres, obrigadas a aprender a cozinhar e se casar virgens, antes de atingirem a maioridade. Mas a obra alterna a pressão sufocante com instantes de beleza – a fotografia é deslumbrante – e humor, ao focar o que acontece longe dos olhares dos adultos. Obrigatória para os cinéfilos, a estreia da cineasta Deniz Gamze Ergüven é comparável ao debut de Sofia Coppola, “As Virgens Suicidas” (1999). A má notícia é que será exibido em apenas cinco salas. A pior notícia é que não é o único descaso da semana. Outros filmes importantes terão distribuição ridícula. Um deles é divertidíssimo. Mas, atenção: além de inspirar gargalhadas, “O Novíssimo Testamento” pode provocar outras reações. Indicação da Bélgica para a disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (não emplacou), o filme tem como personagem principal Deus. Um Deus que parece um homem comum e mesquinho, que se diverte atrapalhando a vida dos mortais, até que sua filha pré-adolescente resolve lhe dar uma lição, informando a humanidade sobre o dia em que cada pessoa irá morrer. É hilário. E uma blasfêmia completa. As outras duas ficções invisíveis são “Body”, que trata de anorexia e rendeu o prêmio de Melhor Direção para a polonesa Malgorzata Szumowska no Festival de Berlim passado, exibido em dois cinemas – em SP e outro em Porto Alegre – , e “Invasores”, drama brasileiro de Marcelo Toledo (“Corpo Presente”) que pretende discutir a ocupação dos centros culturais. Mas, como, se entra em cartaz em apenas uma sala de São Paulo? Completa a programação o documentário “Coração de Cachorro”, da americana Laurie Anderson, artista multimídia que chegou a fazer sucesso como roqueira nos anos 1980. Premiado em Veneza, a obra combina animação e imagens surreais para falar de um cãozinho, em exibição, também, apenas numa sala de São Paulo. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todas as estreias da semana” state=”closed”] Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Jamie Foxx vira herói da vida real ao salvar um homem de um carro em chamas

    20 de janeiro de 2016 /

    O ator Jamie Foxx (“Django Livre”) protagonizou uma cena de cinema na vida real, ao resgatar um homem de um carro em chamas, durante a madrugada de terça-feira (19/1) em Los Angeles. O motorista Brett Kyle, de 32 anos, perdeu o controle de seu Toyota Tacoma e capotou em frente à casa do ator. Em um vídeo publicado pelo canal ABC (veja abaixo), Foxx contou que ouviu o acidente e ligou para os bombeiros. Em seguida, correu para fora para ajudar o motorista. O veículo estava virado ao contrário, pegando fogo e o homem contorcia-se ao volante, sem conseguir sair. Foxx teve que cortar seu cinto de segurança para tirá-lo do carro, que, segundo seu relato, foi tomado pelas chamas cinco segundos depois. Depois de arrastar o homem para longe, o ator esperou a chegada dos bombeiros, que o levaram ao hospital para tratar das queimaduras que sofreu. Foxx não mencionou seu ato de heroísmo nas redes sociais, mas os fãs e seguidores o parabenizaram por prestar socorro, assim como o pai da vítima do acidente. “Não importa para mim quem era ou o que ele faz da vida. Apenas a ideia de que alguém faria isso é muito mais do que eu poderia compreender”, disse o pai de Kyle, emocionado.

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    Angry Birds estrelam comercial de rede de cinema com crítica aos serviços de streaming

    19 de janeiro de 2016 /

    A rede americana de cinemas AMC divulgou um comercial em que os personagens da vindoura animação “Angry Birds” demonstram a diferença entre assistir um filme no cinema e num serviço de streaming. O esquentadinho Red resolve ver um filme em casa, mas tudo dá errado, desde a pipoca de microondas até a dificuldade de conectar o serviço. É a deixa para mudar rapidamente de ideia e encontrar seus amigos no cinema. Por sinal, é uma beleza o cinema da imaginação animada, em que não há filas de estacionamento, de atendimento e sempre há um bom lugar para se sentar entre um público muito bem comportado. Já o filme “Angry Birds”, com direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), chega aos cinemas de verdade em 12 de maio, no Brasil.

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    Spike Lee e Jada Pinkett Smith protestam contra a falta de diversidade do Oscar 2016

    18 de janeiro de 2016 /

    O diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith usaram as redes sociais para protestar contra a ausência de negros entre os indicados ao Oscar 2016, fato que se repetiu pelo segundo ano consecutivo. “Como pode em dois anos consecutivos todos os 20 indicados serem brancos? E nem vamos falar de outras etnias. Nós não podemos atuar? Que p… é essa?”, escreveu Lee no Instagram, avisando que, por conta disso, vai boicotar a cerimônia de premiação. “Dr. [Martin Luther] King disse: ‘Chega um momento em que você deve tomar uma posição que não é nem segura, política ou popular, mas deve tomá-la porque a consciência lhe diz que está certa”, ele postou, justificando-se. Por sua vez, Jada usou o Facebook para protestar. “Nós somos dignos e poderosos, não vamos esquecer isso”, disse em vídeo. Seu marido, Will Smith, era cotado para ser indicado como melhor ator por “Um Homem Entre Gigantes”, mas ficou de fora das nomeações. A própria presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, disse ter ficado desapontada logo após o anúncio dos indicados, na última quinta-feira (14/1), afirmando que a Academia precisa “acelerar o processo” no que diz respeito ao aumento da diversidade do Oscar.

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    Campanha do Oscar evidencia falta de indicações a artistas negros em 2016

    17 de janeiro de 2016 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA divulgou novos comerciais e os pôsteres do Oscar 2016. E as peças chamam atenção, indiretamente, para algo que não se verá na premiação deste ano: artistas negros “sonhando em dourado”, como diz o slogan da campanha. A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, chegou a se dizer desapontada pela falta de diversidade na premiação, apesar de indicações a “Creed – Nascido para Lutar” e “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.” Com apresentação do comediante Chris Rock (“No Auge da Fama”), que deve abordar a polêmica, a entrega dos prêmios Oscar 2016 vai acontecer no dia 28 de fevereiro, em cerimônia que será realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, e transmitida para o Brasil pelos canais TNT e Globo.

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    Ministério Público Federal quer acabar com excesso de cópias dubladas nos cinemas brasileiros

    16 de janeiro de 2016 /

    O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo apresentou ação civil pública contra a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e dez distribuidoras de filmes que atuam no país para exigir obrigatoriedade de legendas nos filmes lançados no território nacional. A ação visa proibir as distribuidoras de fornecer apenas cópias dubladas, e a Ancine deverá fiscalizar o cumprimento da ordem. De acordo com o MPF, o objetivo é garantir acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva aos filmes exibidos nos cinemas brasileiros, garantindo uma cota de cópias legendadas de cada lançamento. Em inquérito feito pelo Ministério Público, verificou-se que muitos cinemas no país disponibilizam somente cópias dubladas dos filmes, o que inviabiliza a compreensão do conteúdo pelas pessoas com deficiência auditiva, apesar de a legislação brasileira garantir a elas o direito de acesso aos meios de comunicação. Na ação, o MPF pede a adoção dos recursos técnicos necessários para a acessibilidade. Mas o Ministério Público quer mais que a simples legendagem – no que contaria com apoio incondicional de todos os cinéfilos brasileiros. A ação visa incluir a legenda de formato closed caption, que inclui os efeitos sonoros, a fim de garantir a total compreensão da obra pelos deficientes até em lançamentos nacionais. Mais controversa, porém, é a determinação de interferir na imagem da obra original, ao pedir a inclusão de uma janela na tela, trazendo um intérprete de libras (linguagem de sinais) num espaço fixo sobre a imagem projetada no cinema, durante o filme inteiro. A ação pede, em caráter liminar, que, em um prazo de 60 dias, as distribuidoras de filmes citadas insiram legendas abertas ou descritivas na forma closed caption, assim como a janela com intérprete de libras em cópias de todas as produções audiovisuais destinadas ao mercado nacional. A Ancine ainda não se manifestou sobre a ação.

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    GloboNews vai exibir o impactante documentário India’s Daughter, proibido na Índia

    16 de janeiro de 2016 /

    O contundente documentário “India’s Daughter”, sobre o estupro coletivo e morte violenta de uma estudante de Medicina num ônibus de Deli em 2012, terá sua estreia nacional pelo canal pago GloboNews, em fevereiro. Realizado pela BBC, o filme reconstitui o crime que gerou uma onda de protestos na Índia e chamou atenção mundial para a quantidade de casos similares que acontecem no país. Escrito e dirigido pela cineasta israelense Leslee Udwin, “India’s Daughter” venceu o Festival de San Diego do ano passado e conquistou vários prêmios com sua estética chocante. Além de reconstituir a brutalidade, narrada em detalhes por um dos criminosos, a diretora entrevistou policiais, advogados, parentes dos envolvidos e registrou um dos estupradores, que, diante da câmera, culpou a jovem de 23 anos por seu próprio estupro. Ele é ecoado por outras vozes captadas pelo documentário, que afirmam que uma mulher decente não andaria nas ruas depois das 21 horas. Jyoti Singh havia ido ao cinema com um amigo. A obra é tão impactante que foi proibida na Índia e o governo do país tentou evitar que fosse disponibilizado no YouTube. Confira o trailer abaixo.

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    Presidente da Academia se diz desapontada com a falta de diversidade do Oscar 2016

    15 de janeiro de 2016 /

    A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, lamentou a ausência de artistas negros entre as indicações ao Oscar 2016. Dizendo-se frustrada pelo fato se repetir pelo segundo ano consecutivo, ela disse, em entrevista ao site Deadline, que está tentando criar maneiras de aumentar a diversidade da lista dos indicados para o ano que vem. “Claro que eu estou desapontada, mas isso não vai tirar a grandeza dos filmes indicados”, afirmou Isaacs. “O importante é que já estamos conversando sobre isso. As pessoas vão dizer: ‘Ah, mas não adianta falar, é preciso fazer’. Sim, eu sei, mas é conversando que se resolvem as coisas. É uma situação de toda a indústria e precisamos continuar esta conversa”, afirmou Isaacs. No ano passado, internautas criaram a hashtag #OscarsSoWhite (#OscarMuitoBranco) nas redes sociais como forma de protesto. Neste ano, a lista de indicados incluiu 20 atores brancos. Além disso, excluiu dos prêmios de direção os cineastas Ryan Coogler, de “Creed”, e F. Gary Gray, de “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”. A ironia definitiva é que ambos os filmes, com diretores e astros negros, tiveram indicações para integrantes brancos de suas equipes, como o ator Sylvester Stallone e os roteiristas de “Compton”. Os vencedores da Oscar 2016 serão conhecidos no dia 28 de fevereiro, em cerimônia que será realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, e transmitida para o Brasil pelos canais TNT e Globo.

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    Ator dos Power Rangers é preso por assassinato

    15 de janeiro de 2016 /

    O ator Ricardo Medina Jr., que ficou conhecido como intérprete do Power Ranger vermelho, na série “Power Rangers Wild Force” (2002), foi preso quinta-feira (14/1), acusado de assassinato. De acordo com um comunicado enviado à imprensa pelo escritório de advocacia de Los Angeles, os promotores devem fixar uma fiança no valor de US$ 1 milhão. A prisão ocorre um ano após o indiciamento do ator pelo crime. A vítima é Joshua Sutter, ex-colega de apartamento de Medina. De acordo com a polícia, o incidente aconteceu na madrugada de 31 de janeiro do ano passado, quando Medina foi para o seu quarto com a namorada. Após Shutter forçar a sua entrada no quarto, Medina atingiu-o com uma espada que ele guardava embaixo da cama. O advogado de Medina disse estar confiante na inocência de seu cliente. “Até onde eu sei, nada mudou no último ano quando Rickey foi preso pela primeira vez. Pela evidência que eu sei, ele é tão inocente agora quanto foi no passado”, declarou Allen Bell em entrevista ao canal E!. Além de “Power Rangers Wild Force”, Ricardo Medina Jr. também participou da série “Power Rangers Samurai”, exibida entre 2011 e 2012, na qual manejava uma espada cênica. Seus outros créditos como ator incluem aparições em “Plantão Médico” (em 2003) e “CSI: Miami” (2004), e nos filmes “Confessions of a Pit Fighter” (2005), “Bad Blood” (2006) e “Parasomnia” (2008). O julgamento está marcado para o dia 19 de janeiro. Se condenado, Medina pode ficar 26 anos preso em regime fechado.

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    Alan Rickman (1949 – 2016)

    15 de janeiro de 2016 /

    Morreu o ator britânico Alan Rickman, que amedrontou e encantou gerações como o professor Severo Snape na saga “Harry Potter”, além de ter dado a Bruce Willis a fama de ser “Duro de Matar”. Ele faleceu aos 69 anos, em Londres, após uma luta contra o câncer. Alan Rickman nasceu em Londres em 1949 e estudou design na faculdade, chegando a abrir uma empresa de design gráfico com seus colegas. Mas, aos 25 anos, percebeu que preferia atuar, ingressando por mais três anos na Academia Real de Artes Dramáticas (RADA), onde se formou em 1974, conquistando a medalha de melhor aluno. O início da carreira se deu em peças de teatro experimental, que o levaram a participar, em três ocasiões, do Festival Internacional de Edimburgo, até ser convidado a integrar, no final dos anos 1970, a prestigiosa Royal Shakespeare Company (RSC). Foi justamente com um personagem de Shakespeare que ele fez a estreia nas telas, interpretando Teobaldo numa adaptação de “Romeu e Julieta”, produzida pela rede BBC em 1978. Embora tenha participado de outras produções da rede britânica, com destaque para a minissérie “The Barchester Chronicles” (1982), até o final dos anos 1980 seus trabalhos mais importantes aconteceram no palco, como a versão de 1985 da peça “Ligações Perigosas”, em que interpretou o Visconde de Valmont. Inicialmente exibida em Londres, a montagem britânica se mudou para a Broadway em 1987, e isto tornou Rickman conhecido nos EUA. Logo de cara, ele foi indicado ao Tony Award, o “Oscar do teatro”, chamando atenção de Hollywood. Produtores que tinham visto a peça convidaram Rickman a viajar a Los Angeles, onde o aguardavam com o contrato para interpretar o vilão Hans Gruber no filme “Duro de Matar” (1988). O sucesso do filme de John McTiernan inaugurou uma nova era nos filmes de ação americanos, com ênfase em atos de terrorismo, violência e tensão extrema, mas também entrou para a história por promover a estreia tardia de Rickman no cinema, aos 42 anos. Difícil perceber que se tratava de um “novato”, após quase roubar o filme de Bruce Willis, destilando cinismo e crueldade como um antagonista à altura do herói da trama. A interpretação não passou desapercebida, rendendo a Rickman um começo de carreira marcado por vilões famosos, como o Xerife de Notthingham de “Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões” (1991) e Rasputin no telefilme homônimo de 1995 da HBO, que lhe valeram, respectivamente, o prêmio BAFTA (da Academia Britânica) e um Globo de Ouro. Mas ele não era intérprete de uma nota só, como deixou imediatamente claro, ao alternar papéis em romances como “Um Romance de Outro Mundo” (1990), “Três Amores e uma Paixão” (1991), dramas de época como as cinebiografias “Dr. Mesmer – O Feiticeiro” (1994) e “Michael Collins: O Preço da Liberdade” (1996), e comédias como “Bob Roberts” (1992) e “Jogos de Ilusão” (1995). A maior prova de sua versalidade veio com “Razão e Sensibilidade” (1995), adaptação de Jane Austen dirigida por Ang Lee, em que interpretou uma antítese de seus vilões famosos, o honrado e modesto Coronel Brandon. Foi também a primeira parceria do ator com a atriz Emma Thompson, que se repetiria muitas vezes em sua filmografia, seja como colegas de trabalho, feito os policiais de “O Beijo da Traição” (1998), como marido e mulher na deliciosa comédia “Simplesmente Amor” (2003) ou mesmo ex-amantes, caso da produção da BBC “The Song of Lunch” (2010). Sua ambição artística o levou a virar diretor em 1997, filmando não só Emma Thompson como a mãe dela, Phyllida Law, no aclamado drama escocês “Momento de Afeto”. A produção foi importante para Rickman demonstrar a extensão de seu talento, na véspera de abandonar os dramas britânicos pelo escapismo de Hollywood. A segunda passagem pelo cinema americano teve tom mais leve, marcada por comédias e fantasias, inclusive a controvertida “Dogma” (1999), na qual viveu um anjo, e pelo menos um legítimo cult, “Heróis Fora de Órbita” (1999). Esta divertida homenagem à franquia “Star Trek” permitiu a Rickman explorar a metalinguagem e a auto-ironia, no papel de um ator do teatro britânico que se ridiculariza ao interpretar um alienígena numa famosa série espacial. Foi um de seus melhores personagem, mas um mais importante viria logo em seguida. O ator apareceu de peruca e roupas negras em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001), o primeiro dos oito filmes em que viveu Severus Snape. Como os livros de J.K. Rowling ainda não tinham sido concluídos, o ator injetou ambiguidade em sua performance após sondar a escritora, desenvolvendo o personagem de forma espetacular. Assim, o que parecia um vilão aparente aos olhos de Harry Potter, a cada filme demonstrava o contrário em gestos, sentimentos contidos e pequenas iniciativas, escondendo sua verdadeira personalidade, até revelar sua nobreza em camadas profundas e trágicas. Temido e até execrado nos primeiros filmes, o mestre das poções comoveu milhões ao final de seu arco narrativo, em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), uma das maiores bilheterias de todos os tempos, num grande reconhecimento ao desempenho de seu intérprete. Rickman acreditava que a arte deveria entreter, mas também ensinar. Com “Harry Potter”, ele demonstrou o perigo das falsas primeiras impressões. Mas foi muito mais fundo em outras obras. Entre elas, uma peça premiada, “My Name Is Rachel Corrie”, que ele escreveu e dirigiu em 2005, a partir dos emails da estudante que foi morta por um bulldozer enquanto protestava contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. Por isso mesmo, ele sofreu uma grande desilusão com o final hollywoodiano de “Michael Collins”, cinebiografia de um líder radical irlandês. A intervenção do estúdio durante as filmagens o levou a repensar seu envolvimento com novos dramas britânicos, conduzindo-o para sua passagem triunfal por Hollywood e, indiretamente, ao auge de sua popularidade. Não foi por acaso que Rickman fez tantas opções comerciais, acrescentando à sua filmografia a dublagem do robô de “O Guia do Mensageiro da Galáxia” (2005), o suspense de época “Perfume: A História de um Assassino” (2006), o musical “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007), a voz da lagarta azul de “Alice no País das Maravilhas” (2010) e a comédia “Um Golpe Perfeito” (2012). Todos, vale a pena ressaltar, de realização primorosa. Neste meio tempo, fez um único drama, “Um Certo Olhar” (2006), como um homem traumatizado após um acidente de carro. Mas a partir de 2013 recuperou o gosto pelas narrativas mais sérias, encarando, pela primeira vez desde “Michael Collins”, um papel histórico: ninguém menos que o presidente Ronald Reagan em “O Mordomo da Casa Branca”. Desde então, mergulhou definitivamente nos dramas, participando de “Uma Promessa” (2013), de Patrice Leconte, e “CBGB: O Berço do Punk Rock”, produção indie em que encarnou Hilly Kristal, proprietário do bar nova-iorquino que serviu de palco inaugural para Ramones, Talking Heads, Blondie e muitas outras bandas dos anos 1970. Ele dirigiu seu segundo filme em 2014, o romance de época “Um Pouco de Caos”, em que viveu o Rei Luis XIV. E, apesar dos problemas de saúde, ainda terminou dois trabalhos de interpretação que permanecem inéditos, como um general no suspense “Eye in the Sky”, que estreia em abril no Reino Unido, e uma nova dublagem da lagarta azul, feita para a continuação “Alice Através do Espelho”, prevista para maio. “Me sinto sortuda por ter trabalhado e passado tempo com um homem e ator tão especial”, escreveu Emma Watson, a Hermione da franquia “Harry Potter”, em seu Twitter. Vários atores do elenco de “Harry Potter” e própria escritora J.K. Rowling também se manifestaram. Mas foi Daniel Radcliffe, o próprio Harry Potter, quem mais se comoveu. Ele escreveu um texto longo e sentido, que demonstra o impacto que Rickman teve em sua carreira e, possivelmente, na de todos com quem conviveu. “Alan Rickman é, sem dúvidas, um dos melhores atores com quem vou ter trabalhado. Ele é, também, um das pessoas mais leais e solidárias que eu já conheci na indústria cinematográfica”, escreveu Radcliffe, fazendo revelações. “Ele me encorajou muito, tanto no set quanto nos anos pós-Potter. Eu tenho certeza que ele assistiu a todas as produções que eu fiz no teatro, tanto em Londres quanto em Nova York. Ele não precisava ter feito aquilo. Conheço outras pessoas que eram amigos deles há muito mais tempo que eu e todos falam ‘se você ligar para o Alan, não importa onde ele estiver no mundo ou o quão ocupado ele está, ele vai te encontrar no dia seguinte’. Como ator, ele foi um dos primeiros adultos a me tratar como um igual, e não como uma criança. Trabalhar com ele em uma idade de formação foi incrivelmente importante e eu levarei suas lições para o resto da minha carreira. Sets de filmagem e palcos de teatro estão mais pobres com a perda desse grande homem e ator”.

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