Retrospectiva: Os 15 melhores filmes do circuito comercial de 2016
O parque exibidor brasileiro é tão precário que a maioria dos lançamentos nacionais só passam em São Paulo e Rio. Portanto, faz bastante sentido que o grande público tenha apenas blockbusters como referências para definir seus filmes favoritos do ano. Trata-se de um problema de acesso, primordialmente. Para refletir este gargalo, a seleção abaixo considera os filmes que tiveram distribuição em mais de 250 salas e chegaram a pelo menos 10 estados no país. Como não poderia deixar de ser, a maioria é mesmo blockbuster. Mas, entre as superproduções milionárias, encontram-se também filmes premiados, terrores de baixo orçamento e até uma animação que é uma verdadeira obra de arte. Confira o que os shopping centers exibiram de melhor em 2016.
Retrospectiva: Críticos da Pipoca Moderna elegem seus filmes favoritos de 2016
Os críticos e colaboradores da Pipoca Moderna elegeram seus Top 10 com os melhores filmes de 2016. As listas individuais podem ser conferidas abaixo. Outras listas de cinema serão postadas na terça (3/1) com os blockbusters, filmes nacionais e a seleção final do editor. Ailton Monteiro Alex Gonçalves Antonio Carlos Egypto Hamilton Rosa Jr. Otávio Almeida Marcelo Costa Marcio L. Santos Renné França Tatiana Babadobulos
Retrospectiva: As 5 melhores séries brasileiras de 2016
O Brasil ainda engatinha na produção de séries, como demonstra a dificuldade de formar uma seleção de melhores do gênero. Isto se deve à tradição das novelas e dos programas humorísticos, que por muitas décadas foram considerados os programas nobres da TV brasileira. A lei da TV Paga, que incentiva a produção independente, trouxe mais quantidade, mas não necessariamente qualidade, pois muitas atrações que se dizem séries ainda se parecem com novelas ou humorísticos. Neste cenário, o acabamento profissional da Globo faz a diferença – veja-se o predomínio de suas produções na lista. Neste ano, a emissora até arriscou uma narrativa menos linear, com resultado bastante positivo: “Justiça”. Mas houve duas atrações ainda mais ousadas. “3%” superou as limitações do baixíssimo orçamento para virar a primeira sci-fi brasileira a obter repercussão internacional. E #MeChamaDeBruna arriscou tratar de sexo de forma crua, direta e dramaticamente provocante. Pena que, escondida no pacote premium da Fox, Maria Bopp não tenha causado tanto quanto Bruna Marquezine.
Retrospectiva: As 10 melhores minisséries e antologias de 2016
O canal pago americano FX aperfeiçoou um novo modelo de séries de antologia, que narra uma história completa ao longo de uma temporada, feito uma minissérie, e os prêmios de “The People v. O.J. Simpson – American Crime Story” comprovam como essa variação foi bem aceita. Por outro lado, uma das produções mais comentadas do ano foi uma antologia clássica: “Black Mirror”, que apresenta uma história diferente por episódio – e uma melhor que a outra. Desde “Além da Imaginação” (Twilight Zone) nos anos 1950, não se via uma série sci-fi traduzir tão perfeitamente a paranoia dos dias modernos. Produção inglesa, “Black Mirror” também remete à qualidade das séries limitadas britânicas. Não por acaso, a melhor minissérie do ano vem do Reino Unido: o suspense “The Night Manager”.
Retrospectiva: As 10 melhores séries de drama de 2016
A série mais cara da Netflix entrega a reconstituição de época mais primorosa da TV. Assim como “The Crown”, várias outras atrações de época integram a lista das melhores produções dramáticas do ano: títulos tão diferentes quanto o clima épico dos “Vikings”, o thriller da Guerra Fria “The Americans” e a tecnologia retrô de “Halt and Catch Fire” – a produção mais subestimada da TV. A seleção também inclui a melhor série policial da atualidade, a britânica “Happy Valley”, e um dos melhores finais de série de todos os tempos, com “Rectify”.
Retrospectiva: As 10 melhores séries de comédia de 2016
“Atlanta” foi uma das melhores estreias do ano em qualquer gênero. “Fleabag” é a melhor série britânica do momento. Ambas representam uma ampla renovação no estilo das comédias televisivas. Por sinal, a lista das melhores séries cômicas de 2016 inclui diversas novatas. Não é por acaso, tendo em vista o que mais está no ar. Em compensação, “Veep” se mantém a atração veterana com a mais incrível capacidade de permanecer engraçada e relevante, ano após ano. E, sim, “BoJack Horseman” também é a melhor série animada de 2016.
Retrospectiva: As 10 melhores séries de sci-fi e fantasia de 2016
A batalha dos bastardos de “Game of Thrones” rendeu o melhor episódio de série do ano. “Stranger Things” foi o maior fenômeno cultural. “The Oa”, o mistério inesperado. “Westworld”, a melhor série estreante. “The Expanse”, o melhor visual. “Luke Cage”, a melhor trilha sonora. “Orphan Black”, a melhor interpretação. Até “Supergirl” se destacou com a mais sensível saída de armário da história televisiva. Por estas e outras, 2016 foi um dos melhores anos para a sci-fi e a fantasia na TV. Um ano em que sci-fi e fantasia foram o melhor da TV.
Retrospectiva: 50 estrelas que se foram em 2016
Num ano marcado por muitas perdas, recorde 50 estrelas que se apagaram em 2016, mas permanecerão brilhando na história do cinema e da televisão – algumas também na música. Clique nos nomes para ler sobre as carreiras de cada um. Abbas Kiarostami (1940 – 2016) Andrea Tonacci (1944 – 2016) Angus Scrimm (1926 – 2016) Antônio Pompêo (1953 – 2016) Cauby Peixoto (1931 – 2016) César Macedo (1935 – 2016) Chus Lampreave (1930 – 2016) Debbie Reynolds (1932 – 2016) Ettore Scola (1931 – 2016) Elke Maravilha (1945 – 2016) Florence Henderson (1934 – 2016) Gato Barbieri (1932 – 2016) Gene Wilder (1933- 2016) George Gaynes (1917 – 2016) Guy Hamilton (1922 – 2016) Herschell Gordon Lewis (1926 – 2016) Jacques Rivette (1928 – 2016) Michael Cimino (1939 – 2016) Michael Massee (1955 – 2016) Nancy Reagan (1921 – 2016) Patty Duke (1946 – 2016) Prince (1958 – 2014) Robert Vaughn (1932 – 2016) Rubén Aguirre (1934 – 2016) Tereza Rachel (1935 – 2016) William Christopher (1932 – 2016) Alan Rickman (1949 – 2016) Andrzej Wajda (1926 – 2016) Anton Yelchin (1989 – 2016) Arthur Hiller (1923 – 2016) Bud Spencer (1929 – 2016) Carrie Fisher (1956 – 2016) Curtis Hanson (1945 – 2016) David Bowie (1947 – 2016) Domingos Montagner (1962 – 2016) Flávio Guarnieri (1959 – 2016) Garry Marshall (1934 – 2016) George Kennedy (1924 – 2016) Guilherme Karam (1957 – 2016) Hector Babenco (1946 – 2016) Ivan Cândido (1931 – 2016) Kenny Baker (1934 – 2016) Lupita Tovar (1910 – 2016) Michèle Morgan (1920 – 2016) Noel Neill (1920 – 2016) Orival Pessini (1944 – 2016) Peter Vaughan (1923 – 2016) Ron Lester (1970 – 2016) Steven Hill (1922-2016) Umberto Magnani (1941 – 2016) Zsa Zsa Gabor (1917 – 2016)
Adilson Maghá (1948 – 2016)
Morreu o ator mineiro Adilson Maghá. Ele faleceu no sábado (31/12), em um hospital de Belo Horizonte, aos 68 anos de idade. O artista lutava contra um câncer no pulmão que acabou atingindo o cérebro, por metástase. Maghá chegou a ser submetido a uma cirurgia cerebral nesta semana, mas acabou não resistindo. Nascido em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em maio de 1948, Maghá iniciou carreira artística nos anos 1960 como cantor e compositor, mas acabou seguindo rumo às artes cênicas, inicialmente no teatro, quando foi autor, ator e diretor. Também trabalhou como administrador do Teatro Santa Maria de Belo Horizonte. Deu aulas de técnica teatral e foi o fundador-presidente do Grupo Cena de Teatro. Seu primeiro trabalho na TV foi na minissérie “Grande Sertão: Veredas” (1985) na Rede Globo, mas apenas recentemente veio a se tornar presença constante nas novelas do canal, participando do elenco de “Sete Pecados” (2007), “Caminho das Índias” (2009) e “Araguaia” (2010). Seu último papel foi uma participação em “Velho Chico” (2016). A carreira cinematográfica também é recente, e inclui títulos como “O Vestido” (2003), “Confronto Final” (2005), “Oração do Amor Selvagem” (2015) e o inédito “Vazante”, selecionado para o Festival de Berlim. O diretor de teatro Pedro Paulo Cava, amigo do ator, postou uma homenagem ao ator. “Último dia do ano que traz tristeza para a cena mineira. Deixou-nos esta madrugada o nosso querido Adilson Maghá, um dos mais instigantes e criativos atores brasileiros. Generoso, alegre, excelente profissional, um companheiro imprescindível nesta trajetória de lutas pelo bom teatro em Minas Gerais.”
William Christopher (1932 – 2016)
Morreu o ator William Christopher, que marcou época na TV na série “M*A*S*H”. Ele faleceu no sábado (31/12) em sua casa, em Pasadena, na Califórnia, em decorrência de um câncer de pulmão, aos 84 anos. Christopher teve um papel recorrente na série “Fuzileiro das Arábias”, entre 1965 e 1968, antes de conseguir seu papel mais conhecido: o padre Francis Mulcahy, em 1972. O personagem trazia sensibilidade e humanismo à trama, uma comédia de humor negro passada num hospital militar durante a Guerra da Coréia, e logo se destacou na produção, que durou 11 temporadas e ficou ao ar até 1983, registrando a maior audiência de todos os tempos em seu episódio final – imbatíveis 125 milhões de telespectadores. O ator ainda reprisou seu papel na continuação da série, “After M*A*S*H”, exibida entre 1983 e 1985. Ao fim da série, Christopher ainda fez participações em “O Barco do Amor”, “Assassinato por Escrito”, “Louco por Você” e “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”. Seu último trabalho foi um arco na novela “Days of Our Lives” em 2012, em que também interpretou um padre. A atriz Loretta Swit, intérprete de Margaret “Hot Lips” Houlihan em “M*A*S*H”, compartilhou uma homenagem ao colega. “Nosso Querido Bill, com toda a sua bondade, era um grande argumento a favor da existência do Céu. Nunca o ouvi reclamar ou perder a calma. Todo mundo o adorava. Tinha um grande senso de humor e era um grande humanitário. Ele se tornou o padre mais marcante da TV como o padre Mulcahy em ‘M*A*S*H’ e foi o casting mais perfeito já visto. E ele foi, provavelmente, responsável por muitas pessoas recuperarem a fé ou se tornarem devotas. Deus certamente acolherá Bill com os braços abertos.”
Tyrus Wong (1910 – 2016)
Morreu o artista chinês Tyrus Wong, que ajudou a conceber um dos personagens mais queridos da história da animação, o pequeno Bambi do filme homônimo de Walt Disney. Ele faleceu na noite de sexta (31/12) nos EUA, aos 106 anos de idade. Nascido em Cantão, na China, em 1910, Wong trabalhou nos estúdios Walt Disney durante apenas três anos, entre 1938 e 1941. Mas foi fundamental para o longa-metragem do filhotinho de cervo. Enquanto trabalhava no estúdio, desenhando curtas de Mickey Mouse, Wong soube que havia começado a fase de pré-produção de “Bambi” (1942). Por conta própria, pintou vários esboços de cervos em uma floresta, usando tons pasteis e interpretação impressionista. E as artes foram parar na mesa de Walt Disney, que se encantou e decidiu usá-las como base para o estilo visual do filme, principalmente para criar o visual da floresta de Bambi. “Walt Disney viu que Tyrus (Wong) era capaz de produzir obras de arte excelentes, que não necessariamente pareciam a floresta, mas se sentiam como a floresta. A visão que Walt Disney teve sobre Bambi e o uso que fez do trabalho de Tyrus ainda influencia os filmes de hoje”, manifestou-se em comunicado o The Walt Disney Family Museum. Após trabalhar para os estúdios de Walt Disney, Wong foi contratado pela produtora Warner Bros., onde trabalhou no departamento de arte de dezenas de filmes como “Juventude Transviada” (1955), “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1956) e “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969). Em 2015, sua arte foi tema de um documentário, batizado apenas com seu primeiro nome, “Tyrus”.
Pedro Almodóvar passeia com Caetano Veloso pelo Farol da Barra
As férias musicais baianas do cineasta Pedro Almodóvar (“Julieta”) tiveram direito a mais um flash. Após mergulhar com Anitta, ele passeou com Caetano Veloso pelo Farol da Barra, em Salvador. A imagem foi postada pelo cantor nesta sexta (30/12) em seu Instagram, com a legenda: “Com o amigo Pedro Almodóvar, em Salvador turistando no Farol da Barra”. Os dois são amigos de longa data, a ponto de as músicas do brasileiro já terem aparecido nos filmes do espanhol. Segundo Paula Lavigne, Almodóvar vai passar o réveillon no Brasil. “Ele está de férias hospedado aqui em casa na Bahia. Como já fez muitas vezes”, ela contou.
Leonardo DiCaprio teria sido flagrado em fotos na praia de Trancoso
O cineasta Pedro Almodóvar (“Julieta”) está na Bahia para passar o réveillon. Mas não seria a única celebridade internacional do verão baiano. Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) também estaria pegando uma praia no litoral do estado, mais precisamente em Trancoso. Veja acima as fotos do relaxamento do astro, entre um cigarro e uma leitura à beira-mar, enviadas por uma assessoria de imprensa de eventos da cidade. Parece ele, não é? Mas será? Atualização: não é.












