Game of Thrones, Westworld e Stranger Things vão disputar prêmio dos Produtores dos EUA
O sindicato dos Produtores dos EUA divulgou a lista dos indicados a seu prêmio anual, os PGA Awards, nas categorias televisivas. E, como esperado, a lista é dominada por atrações da Netflix, HBO e FX. Mas enquanto a Netflix domina a disputa por Melhor Série de Drama, não emplacou nenhuma comédia na seleção. O vencedor do ano passado em comédia, “Transparent”, não foi selecionado, mas “Game of Thrones” é favorito para bisar sua vitória em drama. Por sinal, chama atenção a quantidade de produções de sci-fi e fantasia na disputa: duas em minisséries/telefilmes (“Black Mirror” e “Sherlock”) e três em drama (“Game of Thrones”, “Stranger Things” e “Westworld”. As indicações de cinema serão divulgadas em 12 de janeiro. Como o PGA tem um dos principais grupos de votantes da Academia, cerca de 6 mil produtores do cinema e TV, o prêmio funciona como um termômetro do Oscar. A cerimônia de premiação acontece no dia 28 de janeiro. Confira abaixo a lista dos indicados. Indicados ao PGA Awards 2017: Televisão Melhor Minissérie ou Telefilme Black Mirror The Night Manager The Night Of The People v O.J. Simpson: American Crime Story Sherlock: The Abominable Bride Melhor Série de Drama Better Call Saul Game of Thrones House of Cards Stranger Things Westworld Melhor Série de Comédia Atlanta Black-ish Modern Family Silicon Valley Veep Melhor Série Não-ficcional 30 for 30 60 minutos Hamilton’s America Making a Murderer Melhor Reality de Competição The Amazing Race America Ninja Warrior Lip Sync Battle Top Chef The Voice Melhor Programa de Entretenimento ou Talk Show Full Frontal with Samantha Bee Last Week Tonight with John Oliver Real Time with Bill Masher Saturday Night Live Melhor Programa Infantil Garota Conhece o Mundo (Girl Meets World) Octonauts School of Rock Vila Sésamo (Sesame Street) Bob Esponja Calça Quadrada (SpongeBob SquarePants) Melhor Série Digital 30 for 30 Shorts Comedians in Cars Getting Coffee Epic Rap Battles of History Marvel’s Agents of SHIELD: Academy National Endowment for the Arts: United States of Arts
Jeff Bridges deixa a marca de suas mãos em Hollywood
O ator Jeff Bridges deixou na sexta-feira (6/1) a marca das suas mãos, seus pés e sua assinatura em cimento na entrada do famoso Teatro Chinês, em Hollywood. Vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Coração Louco”, em 2010, Bridges foi indicado ao principal prêmio da indústria cinematográfica outras cinco vezes, desde 1972. E está cotado este ano como coadjuvante pelo filme “A Qualquer Custo”. Seu parceiro nesta produção, Chris Pine, foi quem fez sua introdução na cerimônia. “Jeff transpira amor”, ele disse, para apresentar o homenageado. Também participaram da homenagem a atriz Sharon Stone e os cineastas Peter Bogdanovich e David Mackenzie. Ainda inédito no Brasil, “A Qualquer Custo”, de Mackenzie, chega por aqui apenas em 2 de fevereiro.
Fã lança campanha para transformar Leia numa Princesa da Disney
Um fã das animações da Disney e da saga “Star Wars” criou uma petição no site Change.org para que a Princesa Leia seja oficializada no hall de Princesas da Disney. Para justificar sua petição, o fã Cody Christensen escreveu a seguinte mensagem: “Após a perda trágica de Carrie Fisher, nós sentimos que é adequado deixar de lado a regra de que uma princesa da Disney precisa ser uma personagem de uma animação e transformar a Leia numa princesa de pleno direito. Esta seria uma ótima maneira de lembrar de Carrie e dar as boas-vindas para uma das franquias mais amadas da Disney”. Ele pretendia atingir 50 mil assinaturas para entregar o abaixo assinado à Bob Iger, CEO da The Walt Disney Company. Mas a iniciativa já superou 65 mil apoios e vem se tornando cada vez mais popular. Diante disso, Christensen foi convidado a falar sobre sua ideia no site Geek.com, e revelou que suas filhas foram suas inspirações. “Eu tenho cinco filhas e elas sempre assistem filmes de princesas. Nós somos grandes fãs do atual grupo de princesas da Disney, mas acho que a Leia é um exemplo forte, positivo e incrível para as minhas meninas”. A Disney já abriu uma exceção ao coroar uma princesa anteriormente. Foi o caso de Merida, da animação “Valente” (2012). Seu filme foi produzido pela Pixar e não pelos estúdios Disney, mas mesmo assim ela foi coroada oficialmente uma Princesa Disney.
Mariana Ximenes empina o bumbum em foto de férias e o Instagram gosta
Mariana Ximenes não é das mais exibidas do Instagram, mas nem ela resistiu ao apelo do verão. Nesta sexta-feira (6/12), a atriz abriu uma exceção, empinou o bumbum e levantou os pezinhos numa foto sexy na janela de seu quarto de hotel, com uma praia paradisíaca ao fundo. Ela está curtindo férias no México, mas a paisagem que os fãs mais elogiaram foi seu bumbum empinado. “Maravilhosa”, escreveu um. “Arrasou”, comentou outra. “Por você eu faço tudo”, se declarou um terceiro. Até a youtuber Kéfera Buchmann babou: “Coisa linda”, rendendo eco. “Linda”, “Lindaaa”, “Lindaaaa!”, etc. Em questão de minutos, a foto teve mais de 10 mil “gostos” na rede social. ??❤️️ Uma foto publicada por Mariana Ximenes (@marixioficial) em Jan 6, 2017 às 6:48 PST
Om Puri (1950 – 2017)
Morreu o ator indiano Om Puri, que atuou em mais de 300 produções, entre elas o épico “Gandhi” (1982) e o sucesso recente “A 100 Passos de um Sonho” (2014). Ele faleceu nesta sexta-feira (6/12) aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco em sua casa em Mumbai. Om Puri estreou no cinema nos anos 1970 em um filme em idioma marathi, antes de alcançar a fama mundial com grandes sucessos de Bollywood, falados em hindi, a principal língua da Índia. Também participou de alguns filmes paquistaneses que geraram controvérsia em seu país. Mas o público mundial o conhece mais por suas produções ocidentais, incluindo “Gandhi”, o filme biográfico dirigido por Richard Attenborough e protagonizado por Ben Kingsley que venceu oito Oscars em 1983. Ele também atuou em “A Cidade da Esperança” (1992), junto a Patrick Swayze, foi pai da jovem Archie Panjabi na comédia britânica “Tradição É Tradição” (1999) e encarnou o ex-presidente paquistanês Mohammed Zia em “Jogos do Poder” (2007), de Mike Nichols, ao lado de Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman. Seu último trabalho em Hollywood foi “A 100 Passos de um Sonho” (2014), de Lasse Hallström, como o patriarca de uma família indiana forçada a sair do país por uma tragédia e que, ao atentar se reerguer abrindo seu próprio restaurante, enfrenta o preconceito europeu e Helen Mirren. Ele deixou alguns filmes finalizados, entre eles “Viceroy’s House” (2017), drama histórico sobre o fim do período colonial britânico na Índia, no qual contracenou com Gillian Anderson, Michael Gambon e Hugh Bonneville. As redes sociais homenagearam o ator com muitas declarações de carinho e lembranças de seus êxitos cinematográficos. “Não posso acreditar que um de nossos maiores atores, Om Puri, já não está aqui. Profundamente triste e abalado”, declarou o ator Anupam Kher em um tuíte.
Jornalista arma barraco virtual com Danielle Winits e recebe ameaça de André Gonçalves
O babado virou a madrugada e pode descambar para a violência, se as ameaças forem cumpridas. Um bate-boca iniciado pela publicação de uma fofoca pelo jornalista Leo Dias sobre a atriz Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”) levou a uma troca de ofensas entre os dois nas redes sociais, e chegou a nível tão baixo que o marido da atriz, o também ator André Gonçalves (“Os Maias: Cenas da Vida Romântica”) entrou na discussão de forma curta e grossa só para avisar que vai quebrar os dentes do outro. Tudo começou com uma notinha publicada na coluna de Leo Dias na terça-feira (3/2), sobre a atriz ter alegado estar grávida para entrar com prioridade em um avião, onde passou o réveillon. Ao ter conhecimento da fofoca, Danielle deu início às postagens chamando o autor do texto de “pseudojornalista” em sua conta no Instagram. “Leo Dias (pseudojornalista) é um ser humano que merece muito além do que apenas 15 minutos de fama a qual tanto persegue anos a fio… Merece ser suprido de amor tamanha carência a qual esmaga esse peito desnutrido de afeto… Merece um basta em si mesmo tamanha falta de respeito para com o próximo… Merece ser amado pelo amor que o falta, pela mentira que o completa, pela incompletude que o cerca”, desabafou a atriz. O jornalista respondeu no Twitter. “Danielle Winits, você não sabe com quem está mexendo. Vou contar tudo agora, ok? Liga o ventilador”, alfinetou, antes de ir para o Instagram com suas bombas. “Me ataca porque eu contei que, para furar a fila da classe econômica da American Airlines, ela disse estar grávida! Tenho testemunhas. Passageiros relataram. Só que é mais uma mentira que você conta. Aliás, quer que eu lembre da última mentira que você contou para o Amaury Nunes, seu ex?”, escreveu ele no Instagram, afirmando que Danielle havia traído o ex-namorado, com quem assumiu o fim do relacionamento em maio de 2016. “Quero ver a Danielle me desmentir que traiu o Amaury com o personal dela”, afirmou. “Vocês foram jantar na pizzaria Braz, na Barra da Tijuca (no Rio). Ele tinha acabado de chegar de um período nos Estados Unidos. O garçom, educado, perguntou se você queria o mesmo vinho da semana passada que estava em falta. Amaury olhou para você e perguntou: ‘Ué, você não bebe vinho, com quem você esteve aqui?’. Ao invés de falar para o Amaury que levou seu amante personal trainer, você foi fazer um escândalo com o coitado do garçom, lembra Danielle???”, escreveu Dias. “O garçom foi humilhado, você queria que o demitissem por expor a sua vida secreta. Isso eu não contei, Danielle. Porque eu achava que as suas mentirinhas públicas eram inofensivas. Coitado do Amaury. O único que te aturou, não por muito tempo. Você me chama de pseudojornalista? Qual foi seu grande papel na TV? Mostrando seu corpo? Que há muito tempo não é mais o mesmo. Danielle, se enxergue. Você é uma farsa. Ninguém te atura por muito tempo. Nem seus amigos (e conhecidos muitos exs), nem os que foram pra cama com você (que não foram poucos, talvez dezenas), mas não ficou nenhum. Olhe pro espelho antes de falar de mim”, ele continuou. “Isso porque eu não falei do perrengue para ela receber a pensão do Guy. Sei até o valor. Uma miséria”, continuou o colunista no Twitter, já envolvendo os filhos da artista na história. “Danielle Winits não é e nunca foi uma pessoa do bem. Só lamento pelos filhos. Noah pelo menos tem pai. Guy merecia uma família melhor”, continuou, antes de André Gonçalves entrar na discussão. “Olá, Leo Dias. Deixa eu te falar uma parada, já que você não respeita ninguém. Já que você mente e inventa um monte de mentira… É o seguinte: não tem processo, eu vou quebrar seus dentes, meu filho! Seu cheirador de cocaína, filho da p… Vou quebrar seus dentes! Não tem Justiça, eu vou quebrar você, seu filho da p… Por causa da tua mentira, sacou?”, ameaçou o ator.
Christian Figueiredo apresenta seus amigos de escola retratados no filme Eu Fico Loko
No clima do filme “Eu Fico Loko”, o youtuber Christian Figueiredo resolveu apresentar seus amigos da época de colégio, inclusive uma antiga musa, introduzida ao som do sucesso polêmico “Deu Onda”, de MC G15. O filme vai retratar essa turma, mas com nomes fictícios e interpretados por atores. O próprio Christian será interpretado por Filipe Bragança (novela “Chiquititas”), embora também apareça na trama, como sua versão “adulta”. Dirigido pelo estreante Bruno Garotti (assistente dos dois “S.O.S.: Mulheres ao Mar” e “Linda de Morrer”, entre outras produções), o filme estreia na próxima quinta, dia 12 janeiro. Conheça abaixo os personagens reais da história.
Intérprete de Chiquinha compartilha foto como a personagem de Chaves de férias em Acapulco
A atriz María Antonieta de las Nieves voltou a vestir a roupa da Chiquinha, da série mexicana “Chaves”, ao compartilhar em seu perfil no Facebook as fotos de suas férias. Nas imagens, ela registra a volta da personagem a Acapulco, no México, mesmo balneário onde foi gravado um dos episódios mais lembrados pelos fãs da série, em 1977, há exatos 40 anos atrás. “Desfrutando minhas férias em Acapulco”, escreveu a humorista, vestida de Chiquinha na sacada de um hotel da cidad. A um dos fãs que comentaram na publicação, a atriz confessou: “É um dos meus episódios favoritos”.
Vida Alves (1928 – 2017)
Morreu a atriz Vida Alves, pioneira da TV brasileira, que deu o primeiro beijo numa novela e também o primeiro beijo gay da história televisiva do país. Ela estava internada num hospital de São Paulo há uma semana e morreu na noite de terça-feira (3/1), após uma falência múltipla de órgãos, aos 88 anos de idade. Mineira de Itanhandu, Vida Amélia Guedes Alves começou no rádio e foi escalada por Walter Forster (1917-1996), então diretor da TV Tupi, para fazer par romântico com ele na primeira novela do país, “Sua Vida Me Pertence”, em 1951. O enredo incluía um beijo, que se tornou histórico. Infelizmente, como não havia videotape, não há registro da cena. Mas ela garantia que foi “beijo técnico”. “Um selinho”, não cansava de repetir. O beijo, por sinal, precisou ser aprovado pelo marido da atriz. Por isso, o único ensaio aconteceu na sala a sua casa, diante do marido, que era amigo de Forster. Mesmo assim, a atriz acabou com fama de beijoqueira, já que também protagonizou o primeiro beijo homossexual da TV brasileira. Aconteceu no teleteatro “Calúnia”, adaptação da peça de Lillian Hellman levada ao ar na mesma Tupi no programa “TV Vanguarda” em 1963, quando ela e Geórgia Gomide se beijaram em cena. Na trama, Vida e Geórgia interpretavam diretoras de um internato para meninas que eram caluniadas por uma estudante que as acusava de serem amantes. O escândalo leva os pais a tirarem as filhas do colégio, até que, falidas, as duas acabam descobrindo que realmente se amavam, terminando a história com um selinho. Desde beijo histórico restou uma foto, que comprova que a TV brasileira já foi mais avançada que Hollywood – o beijo final foi proibido na versão cinematográfica americana, “Infâmia” (1961), com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. A ditadura militar, porém, acabou com esses “modernismos”. Ela trabalhou em novelas da Tupi e da TV Excelsior até 1969, voltando a contracenar com a amiga Geórgia Gomide em “A Outra” (1965), de Walter George Durst. Sua última novela foi “Dez Vidas” (1969), escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Gianfrancesco Guarnieri. Fora do ar, liderou um movimento de defesa da memória da TV brasileira, que envolveu diversos pioneiros e reuniu um acervo precioso a partir de 1995 na associação Pró-TV, que ela fundou. Vida só voltou à aparecer na telinha em 2004, para interpretar a si mesma em “Um Só Coração”, minissérie sobre a história de São Paulo, que também foi seu único trabalho na Globo. Sua trajetória é contada em detalhes na biografia “Vida Alves – Sem Medo de Viver, de Nelson Natalino, lançado em 2013 pela Editora Imprensa Oficial. Ela própria escreveu ainda “Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades” em 2014, narrando a história do começo da televisão brasileira e como eram produzidas as primeiras novelas. A atriz deixa dois filhos, três netos e três bisnetos. A cantora Tiê, uma das netas, deixou uma mensagem nas redes sociais: “Dona Vida Alves fez a passagem. Minha amiga, minha avó, minha parceira, minha musa beijoqueira. 88 anos de muita luz, amor, arte e vida. Vire estrela e descanse em paz. Te amo pra sempre e vou sentir saudades todos os dias.”
Retrospectiva: Os 15 piores filmes de 2016
Comédias, filmes religiosos e fantasias infantilóides testaram a fé da crítica na arte cinematográfica em 2016. Ilustrando o abismo do gosto popular, um subproduto listado abaixo acabou virando recorde de “audiência televisiva” no cinema. Mas a internet também responde por alguns dos piores “O Filme” do ano. Felizmente, o público não alimentou os planos de continuação da maioria deles.
Retrospectiva: Os 10 melhores filmes lançados por streaming ou vídeo de 2016
Os serviços de streaming, em especial a Netflix, vem ocupando espaço precioso na distribuição de filmes. Com uma postura agressiva, a plataforma tem intensificado sua disputa com os estúdios tradicionais pelos direitos de produções de festivais. Não por acaso, diversos filmes indies americanos só chegaram ao Brasil por streaming em 2016. Mas o apetite da Netflix parece não ter fronteiras, como demonstra “Divinas”, drama francês que venceu a Câmera de Ouro de Melhor Filme de cineasta estreante do último de Festival de Cannes e que está na disputa do Globo de Ouro 2017 de Melhor Filme Estrangeiro. Para os cinéfilos, o streaming se tornou a única alternativa para apreciar os mais recentes trabalhos do mestre Zhang Yimou, “Voltando para Casa”, e da inglesa Andrea Arnold, “American Honey” – lançado como “Docinho da América” em 30 de dezembro. Mas até o velho DVD ainda serve para trazer ao país títulos cultuados, como a comédia neozelandesa de vampiros “O que Fazemos nas Sombras”, dirigida por Taika Waititi (do vindouro “Thor: Ragnarok”), e o western visceral “Rastro de Maldade”, estrelado por um dos “oito odiados” de Tarantino, Kurt Russell.
Retrospectiva: Os 15 melhores filmes do circuito limitado de 2016
O circuito limitado brasileiro tem a variedade e a qualidade de um festival de cinema permanente, capaz de exibir preciosidades dos mais diferentes países, revelar novos cineastas e renovar o interesse pelos grandes mestres. Mas isso não significa que o público tenha acesso fácil às obras. Poucos cinéfilos podem ter visto os 15 destaques abaixo, já que sua distribuição concentrou-se em São Paulo e no Rio. Para dar a dimensão do problema, “Elle”, de Paul Verhoeven, unanimidade nas mais diferentes listas de melhores do ano, foi distribuído em apenas 29 salas no país. Bem mais que “As Montanhas se Separam”, por exemplo, que chegou em oito salas – apesar de seu diretor, Jia Zhang-Ke, ter sido tema de documentário do brasileiro Walter Salles.
Retrospectiva: Os 15 melhores filmes brasileiros de 2016
O cinema brasileiro chamou mais atenção no tapete vermelho que nas telas em 2016. O protesto da equipe de “Aquarius” no Festival de Cannes, contra o “golpe” que acabou com a democracia no Brasil (“O Brasil não é uma uma democracia” foi um dos cartazes erguidos, em inglês), monopolizou debates antes da revelação da existência de um departamento de propinas na principal empreiteira do país – que elegeu a presidente deposta, orientava criações de leis e estava por trás da política de obras do país. Na prática, enquanto o filme de Kleber Mendonça Filho denunciava uma empreiteira nas telas, fora delas o diretor defendia um governo corrompido pela maior delas, num paradoxo que vai ficar na história como símbolo de cooptação cultural típica do populismo latino-americano. A controvérsia serviu, no entanto, para ofuscar o que mais esteve nas telas. Ao menos 15 filmes foram melhores que a escolha oficial do Ministério da Cultura para representar o país no Oscar. A maioria, inclusive, passou longe das tendências dominantes do mercado: há apenas uma comédia (“O Roubo da Taça”) e uma cinebiografia (“Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”) listadas – ambas, por sinal, ótimas. Entre os registros, vale destacar o talento fantástico da dupla Marcos Dutra (“O Silêncio do Céu”) e Juliana Rojas (“Sinfonia da Necrópole”) agora em longas individuais, a qualidade dos documentários (“Cinema Novo” e “Menino 23”), a consagração internacional da safra (“Aquarius”, “Boi Neon”, “Campo Grande”, etc) e a excelência contínua de Domingos Oliveira (“BR 176”), que segue vencendo festivais com 80 anos de aperfeiçoamento de vida.












