Game of Thrones, Stranger Things e Westworld vão disputar o Critics Choice 2016
Foram divulgados os indicados nas categorias de TV do Critics Choice Awards, premiação que busca se tornar uma alternativa da crítica americana ao Globo de Ouro, marcada para o dia 11 de dezembro. O canal pago HBO lídera a disputa com 22 indicações, seguida pela plataforma de streaming Netflix e a rede ABC, empatadas com 14. Entre as séries dramáticas, a principal novidade foi o aumento de candidatos do gênero fantástico, com as estreantes “Westworld” e “Stranger Things” juntando-se na disputa pelos prêmios principais a “Game of Thrones”, que continua favorita com cinco indicações. Na lista das comédias, “Unbreakable Kimmy Schmidt” também obteve cinco indicações. Mas a atração mais lembrada pela crítica foi uma minissérie dramática, “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”, indicada a seis prêmios. Este ano, o Critics Choice se envolveu numa polêmica de bastidores, precipitada quando seus organizadores decidiram adiantar a lista dos indicados para as revistas Entertainment Weekly e People. Como resultado, 15% dos membros abandonaram a associação responsável pelo prêmio, entre eles Michael Ausiello do site TV Line, Debra Birnbaum da revista Variety e Michael Schneider do site IndieWire. Indicados de TV do Critics Choice Awards 2016 Melhor Série Dramática Better Call Saul Game of Thrones Mr. Robot Stranger Things The Crown This Is Us Westworld Melhor Ator em Série Dramática Sam Heughan (Outlander) Rami Malek (Mr. Robot) Bob Odenkirk (Better Call Saul) Matthew Rhys (The Americans) Liev Schreiber (Ray Donovan) Kevin Spacey (House of Cards) Melhor Atriz em Série Dramática Caitriona Balfe (Outlander) Viola Davis (How to Get Away With Murder) Tatiana Maslany (Orphan Black) Keri Russell (The Americans) Evan Rachel Wood (Westworld) Robin Wright (House of Cards) Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática Peter Dinklage (Game of Thrones) Kit Harington (Game of Thrones) John Lithgow (The Crown) Mandy Patinkin (Homeland) Christian Slater (Mr. Robot) Jon Voight (Ray Donovan) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática Christine Baranski (The Good Wife) Emilia Clarke (Game of Thrones) Lena Headey (Game of Thrones) Thandie Newton (Westworld) Maura Tierney (The Affair) Constance Zimmer (UnREAL) Melhor Participação Especial em Série Dramática Mahershala Ali (House of Cards) Lisa Bonet (Ray Donovan) Ellen Burstyn (House of Cards) Michael J. Fox (The Good Wife) Jared Harris (The Crown) Jeffrey Dean Morgan (The Walking Dead) Melhor Série Cômica Atlanta Black-ish Fleabag Modern Family Silicon Valley Unbreakable Kimmy Schmidt Veep Melhor Ator em Série Cômica Anthony Anderson (Black-ish) Will Forte (The Last Man on Earth) Donald Glover (Atlanta) Bill Hader (Documentary Now) Patrick Stewart (Blunt Talk) Jeffrey Tambor (Transparent) Melhor Atriz em Série Cômica Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt) Julia Louis-Dreyfus (Veep) Kate McKinnon (Saturday Night Live) Tracee Ellis Ross (Black-ish) Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) Constance Wu (Fresh Off the Boat) Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica Louie Anderson (Baskets) Andre Braugher (Brooklyn Nine-Nine) Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt) Ty Burrell (Modern Family) Tony Hale (Veep) T.J. Miller (Silicon Valley) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica Julie Bowen (Modern Family) Anna Chlumsky (Veep) Allison Janney (Mom) Jane Krakowski (Unbreakable Kimmy Schmidt) Judith Light (Transparent) Allison Williams (Girls) Melhor Participação Especial em Série Cômica Alec Baldwin (Saturday Night Live) Christine Baranski (The Big Bang Theory) Larry David (Saturday Night Live) Lisa Kudrow (Unbreakable Kimmy Schmidt) Liam Neeson (Inside Amy Schumer) Melhor Telefilme ou Minissérie All the Way Confirmation Killing Reagan Roots The Night Manager The People v. O.J. Simpson: American Crime Story Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie Bryan Cranston (All the Way) Benedict Cumberbatch (Sherlock: The Abominable Bride) Cuba Gooding Jr. (The People v. O.J. Simpson) Tom Hiddleston (The Night Manager) Tim Matheson (Killing Reagan) Courtney B. Vance (The People v. O.J Simpson) Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie Olivia Colman (The Night Manager) Felicity Huffman (American Crime) Cynthia Nixon (Killing Reagan) Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson) Lili Taylor (American Crime) Kerry Washington (Confirmation) Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson) Lane Garrison (Roots) Frank Langella (All the Way) Hugh Laurie (The Night Manager) John Travolta (The People v. O.J. Simpson) Forest Whitaker (Roots) Melhor Atriz Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie Elizabeth Debicki (The Night Manager) Regina King (American Crime) Sarah Lancashire (The Dresser) Melissa Leo (All the Way) Anna Paquin (Roots) Emily Watson (The Dresser) Melhor Série Animada Archer Bob’s Burgers BoJack Horseman Son of Zorn South Park Os Simpsons Melhor Talk Show Full Frontal With Samantha Bee Jimmy Kimmel Live Last Week Tonight With John Oliver The Daily Show With Trevor Noah The Late Late Show with James Corden The Tonight Show Starring Jimmy Fallon
Stephen Amell leva cabeçada de fã que queria lutar com o Arqueiro Verde
O astro Stephen Amell, da série “Arrow”, compartilhou uma foto com o rosto machucado (acima) e uma história inacreditável nas redes sociais, sobre um maluco que encontrou no último final de semana. Amell encontrou um fã que encontrou um jeito diferente de expressar sua apreciação, dando-lhe uma forte cabeçada na cara e chamando-o para a briga, dizendo que queria “lutar com o Arqueiro Verde”! “Um cara se aproximou de mim ontem… Deu-me uma cabeçada. Assim do nada… Depois disse “Quero lutar com o Arqueiro Verde”. Eu parei, olhei para ele… apertei-lhe a mão e disse: “Não, obrigado”. Porque eu sou um pai e um marido. Uma atitude bastante viril, não acham?” A verdade é que o “fã” teve sorte de Amell ser ator e não o verdadeiro Arqueiro Verde. Mas não é de hoje que os intérpretes de super-heróis têm que lidar com fãs perigosos. É famosa a história de George Reeves, o Superman dos anos 1950, que foi saudado por uma criança armada num evento. O menino roubou o revólver do pai para ver as balas resvalarem no corpo invulnerável do Superman. E quase originou uma tragédia. O mais impressionante nesta história é como Reeves se salvou. Sem sair do personagem, ele argumentou que as balas resvalariam nele, mas atingiriam um inocente ao lado. O menino se convenceu e entregou o revólver ao ator. Fato real.
Atriz de Velozes e Furiosos tieta Xuxa em inauguração da primeira loja de Martha Medeiros nos EUA
A atriz Jordana Brewster, estrela da franquia “Velozes e Furiosos”, assumiu a tietagem de Xuxa, ao postar uma foto em seu Instagram do encontro com sua “ídolo de infância” na inauguração da primeira loja da estilista brasileira Martha Medeiros em Los Angeles. Concorridíssima, a inauguração na badalada Melrose Place juntou diversas estrelas de Hollywood com conexões brasileiras. Jordana é filha da modelo brasileira Maria João. Além dela, esteve presente Camilla Belle (“O Mundo Perdido: Jurassic Park”, “À Deriva”), que também tem mãe brasileira. As duas aparecem com Martha Medeiros e Xuxa na foto do Instagram. Outras celebridades presentes foram a atriz Sofia Vergara (série “Modern Family”), Luciana Gimenez, Claudia Leitte, Daniela Albuquerque e Sasha Meneghel, a filha de Xuxa.
Angelina Jolie estaria mimando os filhos com brinquedos e presentes
A atriz Angelina Jolie estaria mimando os filhos com vários presentes, principalmente com brinquedos, desde o divórcio do ator Brad Pitt. Uma fonte anônima revelou ao site Hollywood Life que as seis crianças estariam tristes e depressivas pelo término do casamento dos pais. “Angelina está fazendo de tudo para alegrar e animar um pouco as crianças. A primeira tática dela foi dar a maior quantidade de amor e carinho possíveis, ficar bastante com eles e deixar que eles durmam com ela. Agora ela está investindo em presentes, eles estão ganhando tudo o que querem”, afirmou a fonte. De acordo com esta garganta profunda, Maddox e Pax ganharam produtos eletrônicos, enquanto Shiloh deve ganhar um cachorrinho. Os mais novos preferiram alguns brinquedos. A notícia reflete a briga do ex-casal pela guarda dos filhos. A atriz está tentando ficar com a custódia integral, enquanto Pitt luta para que ele e a ex-esposa fiquem com a guarda compartilhada de seus herdeiros.
Dwayne Johnson é eleito o homem mais sexy do mundo
O ator Dwayne Johnson, também conhecido como “The Rock”, foi eleito pela revista People o homem mais sexy do mundo em 2016. O fortão da franquia “Velozes e Furiosos” é uma mudança radical nos padrões da publicação, que no ano passado elegeu o ex-jogador de futebol David Beckham, conhecido por ser um ícone metrossexual. Dwayne recebeu a notícia ao vivo, durante o programa da apresentadora Ellen DeGeneres. Veja o vídeo abaixo. Dizendo-se lisonjeado, ele também mostrou bom humor ao lidar com a situação. “O que isto significa é que eu ainda tenho que dirigir a minha pickup e trocar as fraldas de Jasmine, mas eu sou o homem mais sexy do mundo”, ele brincou no talk show da apresentadora, citando sua filha de 11 meses. Em 31 anos de eleição da People, Dwayne, que tem descendência polinésia, foi apenas o segundo homem escolhido como símbolo sexual da publicação que pertence a uma minoria racial. Antes dele, o único não branco a vencer a votação tinha sido o ator Denzel Washington em 1996. Neste ano, Dwayne Johnson também figurou no topo de outro ranking, o de atores mais bem pagos do mundo, segundo levantamento da revista Forbes. Ele poderá ser ouvido a seguir na animação “Moana”, da Disney, em que dubla o semideus Maui, e visto em três filmes previstos para 2017: “Velozes & Furiosos 8”, “Baywatch” e “Jumanji”. Além disso, vai estrelar as adaptações do game “Rampage”, do pulp “Doc Savage” e dos quadrinhos de “Shazam”, sem contar as inúmeras continuações que tem agendadas.
Juiz manda soltar jovem condenado que foi foco da série Making a Murderer
Um juiz de Wisconsin, nos EUA, ordenou na segunda-feira (14/11) a soltura de Brendan Dassey, de 27 anos, um dos dois homens condenados por assassinato no caso desmontado pela premiada série documental “Making a Murderer”, da Netflix. O juiz William Duffin decidiu que Dassey deveria ser solto imediatamente da prisão, após um veredito de agosto anular sua condenação. Mas o procurador-geral em Wisconsin, Brad Schimel, anunciou que entrará com um recurso para impedir que o réu seja solto. Dassey e seu tio Steven Avery, de 54 anos, foram condenados à prisão perpétua pelo homicídio da fotógrafa Teresa Halbach, então com 25 anos, em 2005. O caso foi tema de “Making a Murderer”, lançada na Netflix em dezembro passado, que denunciou falhas ou simulações na investigação, assim como vários elementos que levam a pensar que Dassey e Avery foram presos injustamente. A decisão do juiz Duffin expôs, principalmente, a defesa desastrosa que Dassey teve em 2006, a cargo do advogado Leonard Kachinsky. A conduta do advogado de Dassey, que tinha então 16 anos e coeficiente intelectual limitado, foi “indefensável”, de acordo com o juiz. Kachinsky teria, inclusive, procurado provas para incriminar seu cliente e permitido que ele fosse interrogado sem estar presente. Depois do lançamento da série na Netflix, cresceram os pedidos para libertar o jovem e seu tio, a ponto de a Casa Branca receber um abaixo-assinado com mais de 130 mil assinaturas, pedindo o perdão presidencial. A Casa Branca respondeu que os dois acusados não foram condenados em um processo federal, e sim pelo sistema judiciário de Wisconsin. Por esse motivo, o presidente não poderia lhes conceder o indulto. Apesar da libertação de Dassey, seu tio e foco do documentário, Steven Avery, permanece preso. Os dois estão encarcerados há 18 anos por tentativa de assassinato e agressão sexual, mas um exame de DNA já tinha inocentado Avery, que chegou a ser libertado. Seus problemas voltaram quando ele pediu uma indenização milionária e denunciou os policiais do condado de Manitowoc. De uma hora para outra, voltou a ser condenado à prisão perpétua pelo homicídio da fotógrafa. A série sustentou a tese de que as duas condenações foram injustas e resultado de manipulação, por parte da polícia, para incriminar e calar Avery. A produção de “Making a Murderer” acabou tendo uma grande repercussão nos EUA, venceu quatro Emmys e o Netflix já encomendou uma 2ª temporada para suas criadoras, a dupla de cineastas Moira Demos e Laura Ricciardi, que escreveram, dirigiram e produziram os dez episódios da atração.
Morena Baccarin entra na justiça contra o ex-marido para poder viajar com o filho ao Brasil
A atriz brasileira Morena Baccarin, estrela do filme “Deadpool” e da série “Gotham”, entrou na Justiça contra o ex-marido para poder viajar com o filho para o Brasil. Segundo o site TMZ, ela entrou com o pedido para que o ex, Austin Chick, seja obrigado a permitir que Julius, de 3 anos, visite a avó que não está bem de saúde. De acordo com documentos obtidos pelo site, a atriz pediu a Austin no mês passado que ele autorizasse a viagem de Julius, mas ele recusou alegando o risco de contaminação pelo vírus da zika. Baccarin alega não tem preocupação com a zika e tem respaldo do pediatra de Julius, que concorda com a viagem. Na opinião da atriz, Austin acredita que o Brasil é perigoso – o que, para ela, é uma bobagem, já que o ex nunca havia reclamado das viagens da família ao país antes do divórcio. Ela ainda pede que o tribunal emita uma ordem que permita a viagem junto com seu namorado, o também ator Ben McKenzie, astro de “Gotham”, e a filha recém-nascida do casal.
Elenco de Barrados no Baile se junta em homenagem a Shannon Doherty, que luta contra um câncer
O elenco da série clássica “Barrados no Baile” (Beverly Hills, 9021) voltou a se reunir no fim de semana, num evento da convenção nostálgica Rewindcon, em Chicago, nos EUA. E aproveitou a ocasião para homenagear uma integrante original da série, que não pôde comparecer por problemas de saúde. A atriz Shannen Doherty, intérprete da cabeça dura Brenda Walsh, enfrenta uma batalha dolorida e bastante pública contra um câncer. Luke Perry, que interpretava Dylan McKay, lembrou aos presentes sobre a importância da amiga. “Nenhum de nós estaria aqui hoje sem Shannen. Ela passou por muita coisa e não está bem agora, mas às vezes sua importância é minimizada”, disse o ator. Além dele, também estiveram presentes Jennie Garth (Kelly), Jason Priestley (Brandon), Tori Spelling (Donna), Vincent Young (Noah), Gabrielle Carteris (Andrea), Christine Elise (Emily) e James Eckhouse (Jim Walsh). Após o evento, a homenagem se estendeu para as redes sociais. Jennie Garth postou em seu Instagram uma imagem com a frase “Lute como uma Brenda”, acrescentando na legenda: “Para minha irmã de alma. Shannen Doherty, a mulher mais forte que eu já conheci. Antes e agora”, escreveu a intérprete de Kelly. Doherty compartilhou o post, que pode ser visto abaixo, acrescentando um comentário: “Tenho muito orgulho da amizade, respeito e admiração que sentimos uma pela outra”. to my soul sister @theshando strongest lady i've ever known. then and now. i used to be threatened by your spirit, now i'm in awe of it. you've taught me a lot about speaking my mind and not being afraid of my power. i'm so grateful that young me got to be friends with you. but especially "old" me! the best is yet to come on this crazy journey!! love you! #fightlikeagirl #fightlikebrenda #aries Uma foto publicada por Jennie ? (@jenniegarth) em Nov 12, 2016 às 8:55 PST
Lupita Tovar (1910 – 2016)
Morreu Lupita Tovar, uma das primeiras estrelas latinas de Hollywood. Ela faleceu no sábado (12/11) em Los Angeles, de causas naturais aos 106 anos de idade. Nascida em Oaxaca, no México, Lupita foi descoberta pelo documentarista Robert Flaherty na capital mexicana, durante uma competição para revelar atrizes de cinema. Ela ficou em 1º lugar e, como prêmio, foi convidada a filmar nos EUA, mudando-se para Los Angeles na companhia da avó materna em 1928. Seu primeiro contrato foi com os estúdios Fox, participando de filmes mudos, em que deveria demonstrar diversos talentos. Por isso, precisou aprender a tocar violão e ter aulas de dança, além de estudar inglês, uma língua que ela mal falava. Mas se dedicou arduamente, visando conquistar um novo contrato. Ela conseguiu seu objetivo, assinando com a Universal, mas para filmar em espanhol. Muitos de seus primeiros trabalhos se perderam, como “A Mulher Enigma” (1929), em que contracenou com Bela Lugosi. Mas, por coincidência, ela acabou ficando mais conhecida justamente num filme que todos relacionam a Lugosi. Na época, os estúdios começavam a perceber que o mercado de cinema não se restringia aos EUA e passaram a fazer versões alternativas de seus lançamentos faladas em espanhol. Assim, simultaneamente à filmagem do clássico “Drácula” (1931) de Lugosi, a Universal realizou um “Drácula” (1931) com diretor e atores mexicanos, aproveitando os mesmos cenários. Lupita interpretou Eva, a versão mexicana da protagonista Mina, numa produção em que os personagens tinham nomes espanholizados – Juan Harker, Lucía, etc. Além deste terror clássico, ela participou de “A Vontade do Morto” (1930), versão em espanhol de “Meia Noite em Ponto” (1930). E, por sinal, o produtor que teve a ideia de realizar esses remakes, o tcheco Paul Kohner, acabou se apaixonando e se casando com a atriz em 1932. Aos poucos, a Universal começou a escalar Lupita em filmes falados em inglês, como na aventura “A Leste de Bornéu” (1931), com direção de George Melford, e o western “A Lei da Fronteira” (1931), em que viveu a protagonista, ao lado do cowboy Buck Jones. Com status de estrela, Lupita foi convidada a voltar ao México para protagonizar “Santa” (1932), o primeiro filme mexicano sonoro – isto é, que tinha som e imagem sincronizados na mesma tira de celuloide. No melodrama, Lupita vivia uma jovem inocente que, após ter um caso com um soldado, tornava-se tragicamente uma prostituta. Fez tanto sucesso que o governo mexicano chegou a emitir um selo postal em sua homenagem, com Tovar caracterizada como Santa. Após um breve hiato para curtir o casamento e ter a primeira filha, Lupita voltou a Hollywood com a comédia clássica “Fanfarronadas” (1936), ao lado do mestre do humor Buster Keaton, que foi outro grande sucesso. Ela ainda participou do filme de guerra “Bloqueio” (1938), com Henry Fonda, protagonizou o western “Valentia de Gringo” (1939), com George O’Brien, e coestrelou “South of the Border” (1939) com o cowboy cantor Gene Autry, “Inferno Verde” (1940), com Douglas Fairbanks Jr., e “O Galante Aventureiro” (1940), com Gary Cooper, antes de engravidar do segundo filho e se aposentar cinco anos depois com o filme B de mistério “O Médico Destemido” (1945). Ao sair de cena, a atriz deixou uma herdeira, a filha Susan Kohner, que seguiu a carreira da mãe e foi indicada ao Oscar por “Imitação da Vida” (1959), de Douglas Sirk. Além disso, os filhos de Susan também se destacaram no cinema, mas em outras funções, escrevendo e dirigindo filmes. Indicados ao Oscar pelo Roteiro de “O Grande Garoto” (2002), os irmãos Chris e Paul Weitz são netos de Lupita.
Robert Vaughn (1932 – 2016)
Morreu o ator Robert Vaughn, que protagonizou a série dos anos 1960 “O Agente da UNCLE” e foi um dos pistoleiros originais do filme “Sete Homens e um Destino”. Ele faleceu na sexta (11/11), aos 83 anos, de leucemia. Vaughan nasceu em 1932 em Nova York, numa família de atores, e fez mais de 200 filmes e séries ao longo da carreira, desde que estreou como figurante no clássico “Os Dez Mandamentos” (1956). O primeiro papel importante veio logo em seguida, no western “Sangue de Valentes” (1957), em que interpretou Bob Ford, o homem que matou o fora-da-lei Jesse James. Ele foi um rebelde sem causa em “Vidas Truncadas” (1957) e até um adolescente das cavernas em “Teenage Cave Man” (1958), trash cultuado de Roger Corman, entre diversas aparições em séries televisivas, até sua carreira ganhar upgrade nos anos 1960 com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “O Moço de Filadélfia” (1959), estrelado por outro jovem talentoso de sua geração, Paul Newman. O destaque no Oscar lhe rendeu o convite para participar do western épico “Sete Homens e um Destino” (1960), ao lado de uma constelação de estrelas, como Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn, Charles Bronson e Eli Wallach. Dando vida ao pistoleiro “almofadinha” Lee, ele tem uma das cenas mais emotivas da produção, ao confessar seu medo de enfrentar os bandoleiros de Calveira (Wallach) ao grupo de fazendeiros que deveria proteger. Pelo papel, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Estrela Jovem, prêmio que já não existe mais. Ao contrário de outros “atores de Oscar”, Vaughn nunca desprezou a televisão e aproveitou o sucesso fenomenal de “Sete Homens e um Destino” para preencher sua agenda com diversas participações em séries de western, acumulando passagens por “Gunsmoke”, “O Homem do Rifle”, “Zorro”, “Bronco”, “O Médico da Fronteira”, “Wichita Town”, “Law of the Plainsman”, “Laramie”, “Caravana”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia” e “Tales of Wells Fargo”, na qual viveu Billy the Kid, entre muitas outras. A rotina de participações especiais foi interrompida em 1964, quando foi convidado a estrelar a série “O Agente da UNCLE”. A produção foi uma das mais bem-sucedidas incursões televisivas ao gênero da espionagem, que atravessava sua era de ouro com os primeiros filmes de James Bond. Mas o êxito não foi casual. O próprio criador do agente 007, Ian Fleming, contribuiu para a criação do “Agente da UNCLE” – antes de ganhar o título pelo qual ficou conhecida, a produção tinha como nome provisório “Ian Fleming’s Solo”, além de girar em torno de um personagem introduzido em “007 Contra Goldfinger” (1964), Napoleon Solo. Vaughan viveu Solo, um agente secreto americano, que realizava missões ao lado de um aliado russo, Illya Kuryakin (David McCallum, hoje na série “NCIS”), o que era completamente inusitado na época da Guerra Fria. Assim como nos filmes de 007, a série era repleta de supervilões e mulheres lindas de minissaia. E fez tanto sucesso que virou franquia, rendendo livros, quadrinhos, brinquedos, telefilmes e um spin-off, a série “A Garota da UNCLE”, estrelada por Stefanie Powers (“Casal 20″), cuja personagem também foi criada por Ian Fleming. O padrão de qualidade da produção era tão elevado que os produtores resolveram realizar episódios especiais de duas horas, como filmes. Exibidos em duas partes na TV americana, esses episódios foram realmente transformados em filmes para o mercado internacional. Para ampliar o apelo, ainda ganhavam cenas inéditas e picantes. Um desses telefilmes de cinema, por exemplo, incluiu participação exclusiva para a tela grande da belíssima Yvonne Craig, um ano antes de virar a Batgirl na série “Batman”, como uma atendente desinibida de missões da UNCLE, em aparições completamente nua. A série, que durou até 1968, rendeu cinco filmes. Mas Vaughan ainda apareceu como Napoleon Solo num longa-metragem de verdade, durante o auge da popularidade da atração: a comédia “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966), estrelada por Doris Day. Vaughn foi indicado duas vezes ao Globo de Ouro como Napoleon Solo, e a fama do papel ainda lhe permitiu protagonizar um thriller de espionagem, “Missão Secreta em Veneza” (1966), ao lado da estonteante Elke Sommer. O fim da série, porém, o lançou numa rotina de coadjuvante no cinema. O detalhe é que, mesmo em papéis secundários, continuou listando clássicos em sua filmografia, como o policial “Bullit” (1968), em que voltou a contracenar com Steve McQueen e receber indicação a prêmio (o BAFTA de Melhor Coadjuvante), a comédia “Enquanto Viverem as Ilusões” (1969), o filme de guerra “A Ponte de Remagem” (1969), a sci-fi “O Homem que Nasceu de Novo” (1970), etc. Ele teve breve retorno à TV em 1972, desta vez numa produção britânica, “The Protectors”, que durou duas temporadas, mas também marcou época. A trama girava em torno de um trio de aventureiros europeus, dedicados a combater o crime internacional. Vaughn, claro, liderava a equipe. Ao voltar aos cinemas, participou do blockbuster “Inferno na Torre” (1974), seu terceiro filme com Steve McQueen, no qual viveu um senador preso no terraço de um arranha-céu em chamas, durante a festa de inauguração do empreendimento imobiliário. O filme é considerado um dos melhores do gênero catástrofe, que viveu seu auge na década de 1970. Após vencer o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pela minissérie “Washington: Behind Closed Doors”, Vaughn deu uma inesperada guinada para a ficção científica, participando do cultuado “Geração Proteus” (1977), como a voz de um supercomputador com inteligência artificial, fez “Hangar 18” (1980) e voltou a ser dirigido por Roger Corman em “Mercenários das Galáxias” (1980), uma das melhores produções influenciadas por “Guerra nas Estrelas” lançadas com baixo orçamento nos anos 1980. A lista de longas da época ainda inclui “Superman III” (1983), que os produtores tentaram transformar numa comédia, e “Comando Delta” (1986), o filme de ação estrelado por Chuck Norris e Lee Marvin, antes de nova retomada da carreira televisiva com a série “Esquadrão Classe A”. Vaughn estrelou a última temporada da atração, em 1986, como líder militar da equipe, oferecendo perdão pelos supostos crimes do esquadrão. A partir daí, as superproduções ficaram para trás e ele entrou de vez na era do VHS, fazendo diversos filmes B de ação, terror e comédia que preencheram as prateleiras das locadoras – coisas como “Comando de Resgate” (1988), “Transylvania Twit” (1989) e “Chud – A Cidade das Sombras” (1989). Paralelamente, voltou à rotina das aparições em séries, que manteve firme durante os anos 1990, período em que foi de “The Nanny” para “Lei & Ordem”. Ele também participou do elenco de “The Magnificent Seven”, série baseada no filme “Sete Homens e um Destino”, que durou duas temporadas, entre 1998 e 2000, antes de se mudar de vez para o Reino Unido, onde estrelou a atração mais longeva de sua carreira, “O Golpe” (The Hustler), exibida de 2004 a 2012, no qual liderava um grupo de vigaristas londrinos, na realização das mais diversas trapaças. Estabelecido em Londres, Vaughn ainda participou da novela “Coronation Street”, no ar desde 1960, mas voltou aos EUA para seus últimos papéis, que incluíram nova passagem pela franquia “Lei & Ordem” (num episódio de 2015 de “Law & Order: SVU”) e dois filmes, o thriller “The American Side” (2016) e o drama “Gold Star” (2016), seu último trabalho, em que teve o papel principal, como um homem à beira da morte. Ainda inédito, o filme registra o esforço do ator para trabalhar mesmo quando a saúde não lhe permitia mais. David McCallun, seu grande parceiro em “O Agente da UNCLE”, se declarou “devastado com a notícia” da morte do amigo. “Trabalhei ao lado de Robert durante tantos anos, a ponto de sentir que perdê-lo é como perder uma parte mim. Ele foi um excelente ser humano. Apreciei cada dia que trabalhei com ele”, afirmou.
Brad Pitt é inocentado da acusação de abuso infantil
A novela do divórcio de Angelina Jolie e Brad Pitt ganhou um novo capítulo, com direito a reviravolta. O site TMZ apurou que o ator está livre das acusações de abuso infantil. As conclusões da investigação do Departamento de Serviços da Criança e da Família (DCFS) inocentaram Brad. Segundo o site, elas incluíram entrevistas com a família, todas as crianças e testemunhas, e a conclusão foi de que não houve violência do ator contra o filho mais velho, Maddox, apenas uma discussão. A investigação foi iniciada após denúncia de Angelina Jolie, que teria procurado a polícia contra o ex para proteger seus seis filhos. E estava sendo usada como principal argumento de seu divórcio, para requisitar guarda exclusiva das crianças. A reviravolta dá
Série Black Mirror vira realidade com um aplicativo criado pela Netflix
A Netflix criou um site inspirado no primeiro episódio da 3ª temporada de “Black Mirror”, que permite que você avalie pessoas e saiba sua nota, baseada em avaliações de outros. No site “Rate Me”, você pode avaliar um conhecido, mandar uma mensagem pra ele e também saber qual a nota que estão te dando. Intitulado “Queda Livre” (Nosedive, em inglês), o episódio que inspirou a brincadeira se passa no futuro, quando as pessoas usam um aplicativo para avaliar os outros, amigos ou desconhecidos, dando notas para as pessoas – desde um caixa de supermercado até quem encontrar na rua. Segundo a assessoria de imprensa da Netflix no Brasil, o site é criação da equipe de redes sociais americana do serviço de streaming, que divulgou o aplicativo na página oficial de “Black Mirror” no Facebook. “Black Mirror” foi criada pelo produtor britânico Charlie Brooker em 2011. As duas primeiras temporadas e um especial de Natal foram exibidos pelo Channel 4 do Reino Unido, mas a nova temporada é uma exclusividade da Netflix. Don’t you want to know what everyone thinks about you? RateMe is now available. Publicado por Black Mirror em Segunda, 7 de novembro de 2016
Ator de Três É Demais agradece por ter virado meme no Brasil
O sumido ator Miko Hughes, que era menino na época da série “Três é Demais” (Full House), adorou descobrir que uma antiga foto sua viveu meme no Brasil. A foto do ator na antiga série dos anos 1990 virou símbolo da página Por Que Você Não Amadurece e os memes com a imagem tomaram a internet. “Mais de 300 mil likes em um dia!? Caramba! Muito amor pelo Brasil por terem feito com que eu virasse meme! E eu estou falando isso com ZERO sarcasmo”, escreveu Miko no Instagram, postando a página do Facebook com sua foto. O ator tem hoje 30 anos e ainda atua em algumas produções independentes. Ele interpretou o garotinho Aaron em 12 episódios da série, entre 1990 e 1995, sempre importunando a pequena Michelle (papel das gêmeas Olsen) e os adultos da série. Para quem não lembra, ele também foi o menino protagonista do terror “Cemitério Maldito” (1989) e uma das crianças que infernizou Arnold Schwarzenegger em “Um Tira no Jardim de Infância” (1990). Vale lembrar que “Três É Demais” ganhou continuação na Netflix, chamada “Fuller House”, que retomou os personagens da série original. Até o momento, porém, os roteiristas ainda não convidaram Miko para revelar o que aconteceu com Aaron. Over 300,000 likes in one day!? holy cow!Much love to Brazil for making me a meme! ?? I mean that with ZERO sarcasm ? Uma foto publicada por Miko Hughes (@woeismiko) em Nov 8, 2016 às 12:24 PST












