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Etc

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    Scarlett Johansson cumpre promessa e leva sósia de 72 anos para première de A Noite É Delas

    13 de junho de 2017 /

    A atriz Scarlett Johansson cumpriu a promessa de levar sua sósia da Terceira Idade para a première de seu novo filme, “A Noite É Delas” Recentemente, um rapaz postou na internet uma foto de sua vovó nos anos 1960, e a imagem da então jovem Geraldine Dodd se tornou viral pela semelhança impressionante com Scarlett Johansson. A atriz soube da história e decidiu conhecer sua sósia de 72 anos, gravando um vídeo para convidá-la a assistir a pré-estreia de “A Noite É Delas”, quando poderiam se encontrar e compartilhar bebidas – aproveitando o tema da comédia e a sugestão da foto, já que Geraldine estava bêbada no instante do clique. Pois a première aconteceu na noite de segunda (12/6) em Nova York e as duas se encontraram no tapete vermelho. Divertindo-se com a história, Scarlett apareceu com uma plaqueta com a frase “Olá, eu sou Geraldine”, enquanto Geraldine surgiu rindo com sua própria placa, com os dizeres “Olá, eu sou Scarlett”. Não se sabe se as duas saíram para beber juntas, como Scarlett prometeu. Mas a brincadeira do netinho deixou a vovó de 72 anos bastante feliz – e célebre. “A Noite É Delas” estreia na sexta (15/6) nos Estados Unidos, mas apenas em setembro no Brasil.

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  • Etc

    Game de terror desenvolvido por Elijah Wood ganha primeiro trailer

    13 de junho de 2017 /

    O ator Elijah Wood (trilogia “Senhor dos Anéis”) voltou a demonstrar sua versalidade assinando a direção criativa de um jogo de horror, cujo trailer foi revelado durante a conferência da Ubisoft na E3 2017, a maior convenção anual de games do mundo. Intitulado “Transference”, o game foi idealizado pela produtora de cinema Spectrevision, que pertence ao ator. Apesar do anúncio, pouco se sabe sobre sua narrativa, mas o trailer indica que o jogador poderá ver e vivenciar as memórias e emoções de outra pessoa. A premissa, por sinal, lembra o episódio “Playtest” da série “Black Mirror”. Ao que tudo indica, o game deve utilizar as funções dos óculos de realidade virtual para assustar e desnortear o usuário. “Transference” ainda vai demorar a chegar ao público. A previsão de lançamento é para o segundo trimestre de 2018 e ainda não há informações sobre as plataformas em que será disponibilizado.

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  • Etc,  TV

    HBO começa a expandir oferta de assinatura fora da TV paga

    12 de junho de 2017 /

    A HBO anunciou a expansão do acesso à HBO GO, disponibilizando pela primeira vez a assinatura online de seu serviço por meio de lojas de aplicativos, como Apple AppStore e Google Play Store. Assim, o público não precisará mais assinar um serviço de TV paga para ter acesso às programação do canal, podendo se inscrever de forma independente na HBO GO a partir de qualquer dispositivo móvel com iOS e Android. Por enquanto, a novidade ainda não chegou ao Brasil. A liberação do acesso por aplicativo acontecerá por etapas na América Latina, começando nesta segunda (12/6) pelo Caribe. O serviço de assinatura online da HBO GO é parte da estratégia de tornar o conteúdo do canal cada vez mais acessível em várias plataformas. “O público consome cada dia mais conteúdo por meio da internet. A assinatura online da HBO GO permite aos fãs terem acesso fácil e imediato ao conteúdo do catálogo da HBO”, comentou Francisco Smith, Vice-Presidente Executivo de Distribuição e Desenvolvimento de Mídia da HBO Latin America, em comunicado. “Basta ter um dispositivo móvel e uma conexão de banda larga”, complementa Smith. O detalhe é que, para quem já possui uma assinatura de pacote básico de TV paga, a HBO Go não oferece, realmente, muita vantagem, uma vez que, segundo o comunicado, o serviço estará disponível por um custo equivalente ao valor de aquisição de um pacote dos canais HBO/MAX em um serviço de assinatura de TV.

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  • Etc

    Avião particular de Jennifer Lawrence faz pouso de emergência

    11 de junho de 2017 /

    Um avião particular contratado pela atriz Jennifer Lawrence (“X-Men: Apocalypse”) foi obrigado a fazer um pouso de emergência no sábado (10/6), de acordo com informações do site do programa E! News. O voo partiu de Louisville, no estado de Kentucky, onde ela estava visitando a família. O pouso de emergência foi feito em Buffalo, no estado de Nova York, assim que os motores começaram a apresentar falhas. O avião pousou com seus motores desligados. Segundo representantes da atriz, ela e tripulação passam bem. O filme mais recente de Jennifer Lawrence chamou-se, justamente, “Passageiros”. Vencedora do Oscar de melhor atriz em 2013 por seu papel em “O Lado Bom da Vida”, ela estrela, ainda nesse ano, o terror “Mother”, de Darren Aronofsky (“Noé”), ao lado de Javier Bardem e Michelle Pfeiffer. A estreia está marcada para 12 de outubro no Brasil.

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  • Etc,  Série

    DC Comics presta tributo à memória de Adam West

    10 de junho de 2017 /

    A DC Comics emitiu um comunicado em memória a Adam West, intérprete de Batman na série clássica de 1966 e em inúmeros desenhos animados, que morreu na noite de sexta-feira (9/6). “O retrato de Adam West de Batman foi uma enorme contribuição para o status do Cruzado Encapuzado como um verdadeiro ícone da cultura pop. Seu trabalho ajudou a levar os quadrinhos ao grande público e encorajou uma geração a descobrir as maravilhosas histórias e personagens que compunham o mundo de Batman através das páginas dos quadrinhos”, diz o comunicado. “Assim como aconteceu com muita gente, o Batman de Adam West fez parte da minha infância”, acrescentou Geoff Johns, presidente e diretor criativo da DC Entertainment. “As reprises de ‘Batman’, que assistia todos os dias depois da escola, tornou a leitura de quadrinhos muito mais real para mim na minha infância”. “A popularidade de Batman estará ligada para sempre a Adam West”, resumiu Jim Lee, Publisher da DC Entertainment. “Ele trouxe alegria para legiões de fãs em todo o mundo e foi a porta de entrada para se descobrir ou, em alguns casos, redescobrir o amor pelos quadrinhos. Sua ausência será profundamente sentida”. Após décadas tentando se distanciar da imagem do programa de TV dos anos 1960, a editora tinha criado recentemente uma nova revista inspirada no Batman interpretado pelo ator, intitulada “Batman 66”. Algumas aventuras fizeram, inclusive, crossovers com outras séries clássicas da sua época, como “Os Vingadores” britânicos e o “Agente da UNCLE”. O passar dos anos transformou o Batman de Adam West em herói cult.

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  • Etc

    Jessica Chastain se casa em cerimônia concorrida, numa villa vinícola italiana

    10 de junho de 2017 /

    A atriz Jessica Chastain se casou neste sábado (10/5) com o executivo de moda italiano Gian Luca Passi de Preposulo numa cerimônia concorrida, numa villa vinícola em Carbonera, na Itália. “O casamento foi impressionante”, disse uma fonte ao E! News. “O vestido de Jessica era perfeito e você podia dizer que ela estava muito nervosa caminhando pelo corredor. A comida estava deliciosa”. A fonte disse que muitos dos membros da família do noivo participaram, revelando que ele tem uma “família enorme”, enquanto a maioria dos convidados de Chastain eram amigos íntimos. A cerimônia também atraiu dezenas de socialites italianas. Entre os colegas famosas da atriz, Anne Hathaway, Emily Blunt e Edgar Ramirez marcaram presença. Eles trabalharam com Chastain nos filmes “Interestelar” (2014), “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) e “A Hora Mais Escura” (2012), respectivamente. Chastain e Preposulo namoraram por cinco anos antes do casamento, mantendo o relacionamento discreto, ainda que público. Filho de aristocratas italianos, o noivo já trabalhou como diretor de relações públicas da grife Armani e hoje é ligado à grife Moncler.

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  • Etc,  Série

    Adam West (1928–2017)

    10 de junho de 2017 /

    Morreu Adam West, o intérprete mais famoso e querido de Batman. Ele faleceu na noite de sexta (9/6), em Los Angeles, de leucemia aos 88 anos. William West Anderson só virou Adam West a partir de seu primeiro filme, o clássico “O Moço de Filadélfia” (1959), no qual viveu o pai homossexual de Paul Newman. Como podia chocar sensibilidades da época, a homossexualidade de seu personagem era apenas aludida e, antes que pudesse causar controvérsia, rapidamente enterrada. O mesmo acidente de carro que o tirou de cena foi o pretexto para avançar a história e mostrar seu filho adulto – Paul Newman era três anos mais velho que West. A preferência do sobrenome West sobre Anderson coincidiu com o fato dele fazer muitas séries de western no começo da carreira, como “Cheyenne”, “Bronco”, “Colt .45”, “Maverick”, “Bonanza”, “Laramie”, “O Homem do Rifle”, “Gunsmoke” e “O Homem de Virgínia”, entre outras. Seu primeiro papel fixo na TV foi na série “Os Detetives”, em 1961. A atração só durou uma temporada de 30 episódios, apesar de ter em seu elenco o astro de cinema Robert Taylor (“Quo Vadis”) e até Mark Goddard, o futuro Major West de “Perdidos no Espaço”. No cinema, destacou-se como coadjuvante da sci-fi “Robinson Crusoé em Marte” (1964) e da comédia dos Três Patetas “Os Reis do Faroeste” (1965), antes de virar protagonista com o western spaghetti “Os Quatro Implacáveis” (1965) e a aventura “Mara das Selvas” (1965). Mas sua carreira de galã de filmes B e de participações televisivas tomou um rumo completamente diferente a partir de 1966, quando o ator assumiu o papel que marcaria sua vida. Adam West virou Batman em 1966 e nunca mais deixou o personagem na imaginação dos fãs, mesmo que a produção tenha sido cancelada após três temporadas, em 1968. Primeira série a levar a estética dos quadrinhos para a TV, com a inclusão de onomatopeias, clifhangers que continuavam na próxima história, lutas totalmente coreografadas, ameaças absurdas e um colorido digno de quadros da pop art, “Batman” virou um fenômeno de audiência, foi indicada ao Emmy de Melhor Série de Comédia e até ganhou um filme, que reuniu os principais vilões da atração num esforço conjunto para derrotar a dupla dinâmica, formada pelo cruzado encapuzado e o menino prodígio – Robin, vivido por Burt Ward. Infelizmente, o surto criativo durou pouco. A série tornou-se repetitiva com a falta de imaginação de seus roteiristas, que abusaram das mesmas piadas em torno da “batcaverna”, “batmóvel”, “batfone” e “bat-repelente de tubarão”, na mesma “bat-hora” e no mesmo “batcanal”, gerando fadiga. Para piorar, a ideia de renovação do produtor William Dozier foi criar novos vilões, tão bobões que só existiram em seus episódios. A falta dos vilões clássicos levou à queda de audiência, que culminou no cancelamento após três anos. Uma inovação, pelo menos, acabou entrando para os quadrinhos: a Batgirl, originalmente interpretada por Yvonne Craig. Conforme foi emburrecendo, “Batman” também sofreu rejeição dos fãs de quadrinhos, e a editora DC precisou reinventar o herói de forma radical nos anos 1970, como uma figura sombria, para se distanciar do tom de pastelão do programa. A repercussão da atração foi tanta que Adam West encontrou dificuldades para fazer outro papel pelo resto da carreira. Embora tenha aparecido em algumas séries e coadjuvado dois filmes bem-sucedidos, “Só o Casamento Nos Separa” (1971) e “Hooper – O Homem das Mil Façanhas” (1978), os trabalhos se revelaram mais escassos que antes de “Batman”. Incapaz de sair da sombra de Batman, West acabou retornando ao papel após uma década como dublador da primeira série animada do herói, “As Novas Aventuras de Batman” (1977), que também contava com Burt Ward como a voz de Robin. Sem premeditação, esse trabalho acabou lhe abrindo uma nova linha de atuação. Ele voltaria a dublar Batman no desenho dos “Superamigos” (1985) e, a partir daí, passou a emendar inúmeras participações vocais em produções animadas – que eram melhores que os filmes trash que fez nos anos 1980, lutando contra zumbis e motoqueiros selvagens. Numa reviravolta, em 1992 foi convidado a enfrentar Batman, dublando o vilão Fantasma Cinzento na 1ª temporada de “Batman: A Série Animada”. Mas foi só uma vez, e ele logo voltou a ser o herói encapuzado em desenhos dos “Animaniacs” (em 1997) e “Os Simpsons” (em 2002), antes de virar o prefeito de Gotham City na série animada “The Batman” (entre 2004 e 2006). Além de Batman, Adam West teve ainda outro papel reincidente: Adam West. Ao aparecer pela primeira vez como si mesmo na série “The Ben Stiller Show”, em 1992, o ator inaugurou um novo costume em sua carreira. Ele viveu Adam West em filmes como “O Tamanho das Melancias” (1996) e “Lindas de Morrer” (1999), séries animadas, como “O Crítico”, “Space Ghost Coast to Coast” e “Os Padrinhos Mágicos”, e em sitcoms, como “Murphy Brown”, “NewsRadio”, “The King of Queens”, “30 Rock” e “The Big Bang Theory” – num episódio exibido no ano passado. Sem esquecer que foi o Prefeito Adam West ao longo de mais de uma centena de episódios do desenho “Uma Família da Pesada” (Family Guy), entre 2000 e 2017. Famoso por ser ele mesmo, Adam West entretanto nunca foi reconhecido como alguém importante pelos produtores dos filmes de Batman. Ele jamais foi convidado a aparecer nos filmes do herói, embora intérpretes dos seriados de Superman tenham figurado nos longas do Homem de Aço. Esta desfeita refletia como a DC Comics enxergava o legado da série dos anos 1960. A avaliação negativa só começou a ser revista nos últimos anos, a ponto da Warner e a DC Comics desenvolverem novas linhas de produtos nostálgicos relacionados ao “Batman” de Adam West. Um desses lançamentos foi um longa animado, concebido como uma aventura da época da série, que fez grande sucesso no ano passado. Intitulado “Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica”, o filme voltou a reunir West e Burt Ward como Batman e Robin, além de resgatar a voz ronronante de Julie Newmar como Mulher-Gato. Lançado em home video, “Batman: O Retorno da Dupla Dinâmica” teve repercussão tão forte que o ator estava trabalhando numa sequência, “Batman vs. Duas-Caras”, que seria lançada no segundo semestre. Não há informações sobre a etapa em que se encontravam as dublagens. Declarando-se devastado pela perda do amigo, Burt Ward deu a dimensão do legado de Adam West num texto publicado nas redes sociais. “Adam e eu tivemos uma amizade especial há mais de 50 anos. Nós compartilhamos alguns dos momentos mais divertidos de nossas vidas juntos. Esta é uma perda terrivelmente inesperada de meu amigo de toda a vida. Eu sempre sentirei sua falta. Existem vários atores que retrataram o Batman nos filmes. Mas, para mim, só houve um verdadeiro Batman, que é e sempre será Adam West. Ele era verdadeiramente o Cavaleiro das Luzes”.

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    João Elias (1945 – 2017)

    10 de junho de 2017 /

    Morreu o comediante João Elias, intérprete do personagem Salim Muchiba no programa humorístico “Escolinha do Professor Raimundo”, aos 72 anos. Ele estava internado há mais de um mês em Catanduva (SP) no Hospital Padre Albino, onde sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante uma cirurgia vascular de carótidas. Ele se recuperava no quarto, quando o quadro de saúde piorou. João Elias era de Catanduva e começou sua longa carreira como humorista na rádio da cidade, quando ainda era criança. Aos 20 anos, foi levado por Adoniram Barbosa para a TV Record, onde interpretou o personagem Zé Vitrola no programa “Papai Sabe Nada”. Antes de entrar na “Escolinha do Professor Raimundo”, ele chegou a trabalhar com Chico Anysio no cinema, na comédia sexual “O Doce Esporte do Sexo” (1971). Também participou de “Rockmania” (1986) e trabalhou como produtor dos filmes “Quatro Contra o Mundo” (1970) e “Amor Maldito” (1984). Mas foram suas participações no programa do Professor Raimundo (Chico Anysio), a partir de 1991, que o tornaram conhecido do grande público. Seu Salim Muchiba era um turco caricato, que só queria dar respostas à prestações na sala de aula e ainda se envolvia sempre em discussões com o judeu Samuel Blaustein (Marcos Plonka). O personagem sobreviveu ao fim do programa, aparecendo em outras encarnações da “Escolinha”, como “Escolinha do Barulho” e “Escolinha do Gugu”, na Record. Nesta última, João Elias também interpretou o caipira Zé Bento.

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    Vítima de estupro de Polanski nos anos 1970 defende o cineasta na justiça americana

    9 de junho de 2017 /

    A vítima do abuso sexual de Roman Polanski nos anos 1970, Samantha Geimer, resolveu se manifestar pela primeira vez diante de um juiz sobre o caso. E como testemunha de defesa do cineasta, numa audiência para decidir o futuro do processo de 40 anos. Ela pediu ao juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior de Los Angeles, que encerrasse o caso para que pudesse retomar sua vida, visando recuperar sua privacidade e evitar ter que explicar para os netos porque era famosa. “Eu imploro que faça isto por mim, tenha piedade de mim”, disse Geimer, hoje com 53 anos, 40 dos quais passados sob a sombra do escândalo. Ela acusa promotores de justiça dos Estados Unidos de tentar se promover em cima de sua história e, devido a isso, prolongar o processo e seu sofrimento de forma desnecessária. “Eu não falo em defesa de Roman, mas da Justiça”, acrescentou, referindo-se ao cineasta pelo primeiro nome. “Eu imploro que reconsidere resolver este caso sem prender um homem de 83 anos”, prosseguiu, alegando que ele também já foi punido o suficiente, ao viver como exilado e impedido de trabalhar em Hollywood quando vivia o auge de sua carreira. Mais que isso, ela defende a mesma linha de raciocínio do advogado de Polanski, afirmando que ele cumpriu a pena estabelecida em seu acordo original. Samantha tinha 13 anos quando Polanski foi acusado de drogá-la, durante uma sessão de fotos na casa do ator Jack Nicholson, em Los Angeles, e posteriormente violentá-la. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria, que o levou a passar 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia. Após ser solto, porém, Polanski fugiu dos Estados Unidos, e o caso foi considerado reaberto. O depoimento do promotor do caso, que foi tornado secreto, é a peça-chave na ação do advogado de Polanski para encerrar o processo judicial. O advogado alega que o diretor só fugiu dos Estados Unidos após receber informação de que o já falecido juiz Laurence Rittenband teria renegado o acordo e dito que iria prender Polanski por 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que o diretor fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prender o cineasta, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou mais 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, sua prisão ao ser convidado de um festival repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski, desta vez da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde a família do diretor tem uma residência, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz do caso observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no processo agora nos EUA, ecoado por Samantha Geimer. Após seu depoimento, Geimer também falou à imprensa, dizendo que não ficou traumatizada pelo que aconteceu há 40 anos. Contrariando expectativas, ela simplesmente afirmou que “já era sexualmente ativa na época”. Tudo isso ela já tinha contado em seu livro de memórias, intitulado “A Menina” (2013). Mas ainda acrescentou que foi mais abusada pela Justiça, porque não deixam o caso ser encerrado e continuam usando seu nome por décadas sem fim. Geimer acusou a promotoria de Los Angeles de ser “hipócrita” ao recusar seu pedido para encerrar o processo. “Se eu estivesse de pé aqui, querendo colocar Polanski na prisão por toda a vida, minha opinião seria relevante”. De fato, como busca o contrário, a promotoria afirmou que seu desejo não era importante para o caso.

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    Glenne Headly (1955 – 2017)

    9 de junho de 2017 /

    A atriz americana Glenne Headly, que viveu a protagonista feminina de “Dick Tracy” (1990) e estrelou a série “Monk”, morreu na noite de quinta-feira (8/6), aos 62 anos, informaram seus representantes, sem precisar a causa da morte. Headly nasceu em 13 de março de 1955 em Connecticut, iniciou a carreira no teatro e integrou a Chicago Steppenwolf Theatre Company, onde conheceu o ator John Malkovich, com quem se casou em 1982. Na mesma época, ela começou a aparecer nas telas. Sua estreia no cinema foi na comédia “Amigos para Sempre” (1981), de Arthur Penn. Especializando-se no gênero, ainda foi vista em pérolas da década de 1980, como “Fandango” (1985), de Kevin Reynolds, e “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), de Woody Allen. Ainda fez dois filmes com o marido, “Eleni” (1985) e “Construindo Um Cara Certinho” (1987), antes de se divorciarem em 1988, ano em que, por coincidência, deixou de ser coadjuvante. A virada veio com a comédia “Os Safados” (1988), na qual viveu uma herdeira assediada por dois golpistas rivais, interpretados por Steve Martin e Michael Caine. O filme do diretor Frank Oz fez grande sucesso. Mas o trabalho seguinte provou-se ainda mais popular. A atriz se projetou como protagonista ao conquistar o papel de Tess Trueheart, a namorada do herói dos quadrinhos Dick Tracy, no filme estrelado e dirigido por Warren Beatty em 1990. Na trama, ela superava até Madonna em desenvolvimento e tempo de tela. Para completar, na mesma época foi indicada ao Emmy pela minissérie “Os Pistoleiros do Oeste” (1989). O reconhecimento foi acompanhado pela vontade de diversificar sua filmografia, às vezes sem sucesso, como no suspense “Pensamentos Mortais” (1991) e no drama “O Despertar” (1991), outras com louvor, como no musical “Mr. Holland – Adorável Professor” (1995) e no telefilme “Marcas do Silêncio” (1996), que lhe rendeu nova indicação ao Emmy. O curioso é que, a partir de então, deixou de fazer sucesso com comédias, mesmo retomando a parceria com Steve Martin em “Bilko – O Sargento Trapalhão” (1996), fracasso de crítica e bilheteria. Ela também foi a mãe de Lindsay Lohan no fraco “Confissões de uma Adolescente em Crise” (2003) e, dez anos depois, a mãe de Joseph-Gordon Levitt em “Como Perder Essa Mulher” (2013), seu reencontro tardio com o sucesso cômico. Glenne Headly também participou de várias séries. Alguns de seus papéis de destaque incluem a médica Abby Keaton na 3ª temporada de “Plantão Médico/E.R.” (exibida em 1996) e Karen Stottlemeyer, a esposa do personagem de Ted Levine na série “Monk” (entre 2003 e 2006). Além desses papéis recorrentes, ela apareceu em episódios de “Law & Order: SVU”, “C.S.I.”, “Grey’s Anatomy”, “Psych” e “Parks and Recreation”. Mais recentemente, a atriz integrou o elenco da série criminal “The Night Of”, uma das atrações mais elogiadas da HBO do ano passado, e estava gravando a 1ª temporada de “Future Man” para o serviço de streaming Hulu, como mãe do protagonista, Josh Hutcherson. Segundo os produtores, ela completou seis episódios e não será substituída na série, que ainda não tem data para estrear. A trama será reescrita para explicar sua ausência. Hutcherson foi um dos primeiros a se manifestar nas redes sociais sobre a morte da atriz. “Eu só conheci a talentosa, compreensiva, carinhosa e bela Glenne Headly por um tempo curto. Ela era forte, poderosa e hilariante. Seus olhos trouxeram à vida tantos personagens surpreendentes ao longo dos anos e seu amor trouxe à vida uma bela família. Vou sentir falta da sua presença, seu sorriso, e a forma como ela me fez sentir como seu filho – antes, durante e depois das gravações. Agarre-se àqueles que fazem você se sentir amado. Meu coração está partido e eu só posso imaginar o que aqueles mais próximos a ela estão passando… Com o coração de chumbo vamos celebrar o insubstituível Glenne Headly”, ele escreveu em seu Instagram.

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    Tom Hardy publica longa e comovente carta de despedida para seu cachorro Woody

    9 de junho de 2017 /

    O ator Tom Hardy (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) publicou no Tumblr uma longa e comovente carta de despedida a seu melhor amigo, o cachorro Woody, que morreu aos seis anos de idade, após ter sido diagnosticado há seis meses com uma doença muscular. Hardy falou sobre a primeira vez que viu o cachorro abandonado e perdido numa estrada da Georgia, nos Estados Unidos, enquanto filmava “Os Infratores” (2012). Ele contou que o perseguiu noite à dentro, temendo que ele se atirasse na rodovia. Prevendo o pior, ele se lembrou de assobiar e isso fez o bicho dar meia-volta e correr para seus braços, revelando-se pequeno e fedido. O nome foi sugestão da atriz Jessica Chastain, sua colega nas filmagens. “Jessica me perguntou se era menino e menina. Eu disse que era menino porque eu estava vendo seu Woodstock. E ela disse: ‘Ótimo, vamos chamá-lo de Woodstock’. E aí ele virou Woody!”. O texto é literário, com pontuação aleatória, mas cheio de anedotas e causos que revelam detalhes do relacionamento de forma emocionante, mostrando como Hardy gostava do bicho e se orgulhava de levá-lo para os sets de seus filmes, séries e tapetes vermelhos. “Ele era o exemplo brilhante do melhor amigo do homem (…) Obrigado Woody por escolher nos encontrar. Nós vamos amá-lo e vamos estar com você e você conosco para sempre. Nunca o esqueceremos”. Veja a íntegra abaixo. Quem souber inglês não vai conseguir conter as lágrimas. I first saw Woodstock running across a turnpike we were turning onto late one dark night in Peachtree Georgia Atlanta. Whilst we were shooting Lawless. He was a stray. 11 weeks old. Oh No we thought. Quickly Go get that dog not even sure it was a dog. Actually.  We stopped the car. It was pitch black literally. I used my phone to light the road in case a car came round the turnpike and couldn’t see me. And malletted me. And I tried to cover some ground but he was fast.  I watched this thing Running towards the highway in the pitch black making good speed towards the cars and lorries and I remember seeing what were its floppy ears bouncing towards the traffic. That dogs had it I thought. I couldn’t make out how big it was what breed it was? Nothing  just those two ears flapping away above a frantic bundle. Hurtling away from us towards impending doom that was for certain. Whatever it was had no road sense and was tearing away. I panicked a little because I couldn’t help it had no name to shout and now it was close to the freeway. I put my fingers to my mouth and I whistled. Loud as I could. The whistle pierced the black. And It stopped the dog dead in its tracks. Then it turned and set eyes on me in one swift movement the ears about faced and the dog decided to run straight at me in the darkness all flashes of teeth and snarling And shrieking. Fuck this I thought that’s not a fkn dog. What am I doing. It ran straight at me and hit me around the legs I couldn’t see but I could hear the distress and I reached down thinking I’m going to get bitten. It was so noisy shrieking. I snatched out expecting to feel teeth and grabbed a fist full of soft neck fur lifted what was actually an incredibly light weight up to my face and shone my phone at it. It was a very small bundle literally sagging from its neck fur with two big brown eyes staring straight into mine. Terrified and utterly quiet. When I got back to the car and sat in my seat he lay on my shoulder and fell asleep. And snored clearly he’d been through a lot. And now the ordeal was seemingly over enough for him to relax. Jessica asked me was he a girl or a boy. Its a boy I said. How do you know. Erm… I can feel his Woodstock. great !!! let’s call him Woodstock!!! And so it was. He was covered in dogshit. Now so was I. And we rode and We took him straight to the pet store to clean him up and buy him well things.., lots of things things dogs need and we walked the aisles the three of us letting him choose toys and his lead and his collar. I’ll Never forget that night. It was wonderful. One minute he was almost dead next terrified. Then picked up by strangers then after He had a power nap in the car, the next he’s walking with his bandy leg John Wayne strut under the strip lighted aisles of this massive pet store happy and playful. He wore a red bandana that night and from then on and drank religiously from the toilet throughout the night despite having a few bowls of water in the apartment he was every inch a survivor.  He wasnt house broken it didn’t matter we were outdoors mostly and He ate through trailer doors and made many friends and Pnut had him on the lead off set and He became our onset dog  I will always be eternally grateful to Georgia. It gave me the greatest of joys of being a dog owner  And the bestest of friends after Max had passed Woody arrived He was 11 weeks old approx. The first morning we had him. He ate a turd and we chased him to drop it but he gobbled it down because he must have thought we wanted to eat it. So he ate it as fast as he could. We just wanted him to eat some real food. He now had plenty. But there was a survivor in him. That was clear he had had to eat what he could and from then on it was clear he had food issues. But he would never go hungry again. His nickname was Yamaduki. Because he literally yammed down a duki. So Woodstock Yamaduki was his full name. Woody Thomas later Woody two shoes and Wu for short. Woody came back to the Uk after Jess’s parents kindly looked after him to avoid quarantine they house trained him. He had my tshirt from Warrior. I picked him up from them in California when I shot Dark Knight and thanked them. He hadn’t forgotten me and despite the tireless efforts and hard work that Jessica’s Mum and husband had put into Woody he heard my whistle again and turned and ran at me and didn’t look back. I felt for them but secretly I was very happy that my friend and I were reconnected.  We all had a picnic we jumped into a lake Woody too and then it was clear Woody couldn’t swim and I hauled his ass out of the lake. Dragging him out the shit a second time cemented a pattern. I have hauled him out of rivers and ponds on many occasion since that day such was his love to chase ducks. Especially the Thames. his rabies titer had cleared he spent a week in quarantine and he became a Londoner. He was an Angel. And he was my best friend. We went through so much together. Charlotte worked tirelessly with him to get him through a rough case of separation anxiety. He loved her like his Mum. And when she was pregnant he gaurded her fiercely. He has been on many sets. Met many crews. Photo shoots premieres made many many friends he was #73 most influential animal in TIME magazine. He beat JAWS. Something we all thought was brilliant. He’s been in peaky blinders. Legend everyone who met him loved him. He didn’t have a bad bone in his body. All he knew was love. I don’t normally speak out about family and friends but this is an unusual circumstance. Woody affected so many people in his own right so with great respect to his autonomy and as a familiar friendly face to many of you, it is with great great sadness a heavy heart that I inform you that after a very hard and short 6 month battle with an aggressive polymyostisis Woody passed away, two days ago. He was only Age 6. He was Far too young to leave us and We at home are devastated by his loss I am ultimately grateful for his loyal companionship and love and it is of some great comfort that he is no longer suffering. Above all I am completely gutted. the world for me was a better place with him in it and by my side. To the bestest friend ever. To me and to a family who loved him beyond words and whom he loved without doubt more than I have ever known. Woody was the bestest of journey companions we ever could dream of having. Our souls intertwined forever. A friend told me He was special bro, a shining example of man’s best friend. He burnt very very bright and, those that burn very bright sometimes burn half as long. Thankyou Woody for choosing to find us. We will love you and be with you and you with us forever. Never ever ever forgotten. Your Boy tom xxx I love you beyond words. To the moon and back again and again to Infinity and beyond. Run with Max now and the Angels. I will see you when I get there. With all of me I love you. Always Thankyou for Your love beautiful boy.

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  • Etc

    Marvel cria super-heroína inspirada no Chapolin Colorado

    8 de junho de 2017 /

    A Marvel seguiu os bons e criou uma super-heroína inspirada no Chapolin Colorado, originalmente uma sátira televisiva aos super-heróis americanos criada por Roberto Gómez Bolaños, que também deu vida a Chaves. Não é piada, é quadrinhos. A personagem é uma jovem mexicana chamada Fernanda Ramírez, que se veste de vermelho, tem um capacete com antenas e traz um enorme coração amarelo no peito de seu uniforme. Para completar, ela assumiu o nome de Red Locust (Gafanhoto Vermelho, também conhecido como Chapulin Colorado). Red Locust é resultado da astúcia do desenhista mexicano Humberto Ramos, em parceria com o escritor americano Mark Waid, e fará parte da nova versão do grupo de heróis conhecidos como Campeões, composto ainda por Miss Marvel, Nova, o jovem Ciclope do passado, o Homem-Aranha Miles Morales, o Hulk Amadeus Cho e a filha do Visão, Viv Vision. Por sinal, a homenagem recebeu autorização oficial para ser feita. “Conversei com a Marvel, então pude falar com Paulina Gómez Fernanández [filha de Bolaños]. Quero que fique claro, isso é uma homenagem ao trabalho de Chespirito, é um tributo, uma manifestação de amor ao México. É importante mostrar que essa equipe de Campeões conversa com todas as diferentes culturas, línguas e raças”, disse Ramos em entrevista ao jornal mexicano Cronica.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Roger Smith (1932 – 2017)

    6 de junho de 2017 /

    Morreu Roger Smith, ator que estrelou a primeira série de detetives particulares da TV americana, “77 Sunset Strip”, antes que uma doença neuromuscular encerrasse sua carreira de forma precoce. Ele faleceu no domingo (4/6), aos 84 anos. Roger LeVerne Smith nasceu em 18 de dezembro de 1932, em South Gate, Califórnia, e se destacou tanto nos esportes quantos nas artes durante a adolescência. Ele participou do time de futebol americano de seu colégio, ao mesmo tempo em que foi presidente do clube de atuação, o que lhe garantiu uma bolsa de estudos universitária. Após se formar na Universidade de Arizona, Smith serviu à Marinha e, enquanto estava no Havaí, teve um encontro casual com James Cagney. O lendário ator enxergou potencial no jovem e o incentivou a ir para Hollywood. E foi o que Smith fez. Ele iniciou sua carreira aos 24 anos, com a participação num episódio do teleteatro “The Ford Television Theatre”, em 1956. E tudo passou a acontecer de forma acelerada. No mesmo ano, envolveu-se romanticamente e se casou com a atriz australiana Victoria Shaw (“O Quimono Escarlate”), além de conseguir um papel recorrente na série clássica “Papai Sabe Tudo”. Em 1957, a Columbia Pictures contratou Smith, levando-o ao cinema com o drama juvenil “Vidas Truncadas”. E em curto período ele acumulou uma impressionante filmografia, com destaque para a comédia clássica “A Mulher do Século” (1958), na qual interpretou a versão adulta do órfão que vai viver com sua tia avançada (Rosalind Russell). Smith também teve a oportunidade de trabalhar com James Cagney duas vezes. Os dois viveram pai e filho na cinebiografia do ator Lon Chaney, “O Homem das Mil Caras” (1957), e contracenaram no musical “O Rei da Zona” (1959). Mas a popularidade só surgiu quando os produtores de “77 Sunset Strip” enxergaram no jovem o ingrediente que faltava para lançar a primeira série de detetives particulares da televisão americana. Criada por Roy Huggins, “77 Sunset Strip” começou como um episódio especial de 77 minutos da série “Conflict”. Smith não fez parte deste piloto, mas entrou na reformulação da produção, quando ela recebeu encomenda de temporada. Na série, Smith viveu Jeff Spencer, que fazia par com Stu Bailey (Efrem Zimbalist Jr.) numa agência de detetives localizada no endereço de Los Angeles que lhe dava título. Apesar da Sunset Strip não ter números de dois dígitos, o exterior da agência era real, localizado ao lado do restaurante Dino’s, do cantor Dean Martin. Por sinal, o manobrista do Dino’s também era personagem da série, Kookie (Edd Byrnes). Para completar o clima moderno e vibrante, a produção ainda contava com um tema de abertura jazzístico, de autoria de Mack David e Jerry Livingston (veja a abertura clássica abaixo). “77 Sunset Strip” virou fenômeno de audiência, durando seis temporadas de 1958 a 1964. O estilo descontraído e as falas cheias de tiradinhas dos personagens, que tinham uma clientela sofisticada, era algo que os telespectadores nunca tinham visto antes. E a produtora Warner aproveitou este sucesso para lançar a carreira musical de Smith, que gravou um álbum chamado “Beach Romance” em 1960. Smith também escreveu sete episódios da série, incluindo um de seus mais famosos, “The Silent Caper”, gravado inteiramente sem diálogos. Ele ainda assinou capítulos e fez participações especiais em duas séries desenvolvidas pela Warner no mesmo universo de “77 Sunset Strip”, intituladas “Hawaiian Eye” e “Surfside 6”. Mas não pôde aproveitar a boa fase por muito tempo. Em 1963, um exame descobriu um coágulo de sangue em seu cérebro, que foi corrigido com uma cirurgia, e dois anos depois Smith foi diagnosticado com miastenia gravis, o que lhe causava extrema fraqueza. Mesmo enfrentando a doença, Smith se divorciou da esposa e iniciou um namoro com a atriz Ann-Margret. Os dois se casaram em maio de 1967 em Las Vegas, cidade onde a sex symbol sueca viveu um de seus papéis mais marcantes, “Amor à Toda Velocidade” (Viva Las Vegas, 1964). O ator ainda conseguiu estrelar “Mister Roberts”, série naval baseada no filme homônimo de 1955, assumindo o papel-título, um oficial da Marinha que foi interpretado por Henry Fonda no cinema. A atração durou apenas uma temporada de 30 episódios, entre 1965 e 1966. Depois disso, ele só fez mais duas aparições no cinema em 1968. Seu último trabalho foi numa comédia italiana estrelada pela esposa Ann-Margret, “Criminal Affair”. Forçado a se aposentar de forma precoce, Smith passou a escrever roteiros. Ele assinou as histórias das comédias “Pela Primeira Vez… Sem Pijamas” (1969), estrelada por Jacqueline Bisset, e “C.C. & Cia” (1970), com Ann-Margret. Quando os filmes não fizeram sucesso, passou a produzir especiais televisivos da esposa, realizados ao longo da década de 1970. “Roger teve uma tremenda confiança em mim, muito mais do que eu”, disse sua esposa em uma entrevista de 1985. “Eu posso ser machucada muito facilmente, mas ele não pode. Ele gradualmente me tirou da minha concha”. Com o passar dos anos, Smith fez cada vez menos aparições públicas devido à sua falta de saúde. As poucas vezes em que voltou a aparecer foi para acompanhar a esposa no Globo de Ouro e no Emmy, sempre sendo recebido de forma carinhosa pelos colegas, como um pioneiro importante da história da TV.

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