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    Reese Witherspoon revela ter sido abusada por um diretor quando tinha 16 anos

    17 de outubro de 2017 /

    A atriz Reese Witherspoon revelou também ter sofrido agressões e assédios sexuais em diversas ocasiões de sua carreira, que iniciaram quando ela tinha apenas 16 anos. Naquela ocasião, o abuso foi cometido por um diretor, ela contou, durante um evento da revista Elle, em que aproveitou para demonstrar que o problema não é restrito a Harvey Weinstein, mas – como insinuou a cantora Björk – disseminado na indústria cinematográfica. “Tive múltiplas experiências de assédio e agressões sexuais e eu não falo sobre elas com muita frequência”, disse a atriz, ao tornar público o que sofreu. Ela confessou ter tido noites mal dormidas depois que outras mulheres começaram a colocar em evidência tudo aquilo que passaram no trabalho, porque, segundo ela, o silêncio diante do que sofreu era tido como o melhor caminho para manter-se na indústria cinematográfica. “Eu sinto desgosto de verdade pelo diretor que me agrediu quando eu tinha 16 anos e raiva dos agentes e produtores que me fizeram sentir que o silêncio era uma condição do meu emprego”, acusou Reese, que tem em seu currículo o Oscar de Melhor Atriz por seu papel no filme “Johnny e June” (2005). “Depois de ouvir todas essas histórias nos últimos dias e ouvir essas mulheres corajosas se abrirem sobre coisas que nós ouvimos que devemos esconder debaixo do tapete e não falar sobre elas, isso me deixou com vontade de falar. E falar alto. Porque eu, na verdade, me senti menos sozinha nesta semana do que eu me senti em toda minha carreira”. Muitas atrizes, como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Kate Beckinsale e Rose McGowan alegaram terem sofrido assédio do produtor Harvey Weinstein. Outras ainda o acusaram de estupro. Após a grande repercussão das denúncias, outras contaram vivências traumáticas provocadas por homens. America Ferrera, por exemplo, revelou no Instagram uma agressão sexual aos 9 anos. “Essa foi uma semana realmente muito difícil para as mulheres em Hollywood, para as mulheres em todo o mundo, e muitas situações e muitas indústrias são forçadas a lembrar e reviver muitas verdades tenebrosas. Eu tenho minhas próprias experiências, que voltaram a minha mente de forma muito vívida. Tenho tido muita dificuldade para dormir, para pensar, para falar sobre os sentimentos que tenho tido de ansiedade, pensando sobre honestidade, e a culpa por não ter revelado antes. Você só pode se curar ao contar a verdade”, afirmou Reese.

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    Björk reafirma abuso sexual de Lars von Trier e dá detalhes

    17 de outubro de 2017 /

    Após o diretor Lars von Trier negar ter assediado Björk durante as filmagens de “Dançando no Escuro” (2001) e seu produtor dizer que as vítimas do episódio tinham sido eles, pelos problemas enfrentados com a cantora, ela voltou ao Facebook para dar mais detalhes, listados como tópicos. Ainda sem nomear o “diretor dinamarquês” que a assediou sexualmente, Björk contou algumas das propostas indecentes que ouviu, descreveu explosões de raiva por se recusar e relatou mais fatos que reforçam se tratar de von Trier – como a entrevista de 2000 à revista Q, em que o cineasta disse que ela teria rasgado e comido pedaços de uma camiseta. “É extremamente difícil vir a público contar algo dessa natureza, especialmente quando se é imediatamente ridicularizada pelos abusadores”, acrescentou Björk, numa referência direta à entrevista de Trier e o produtor Peter Aalbaek. “Simpatizo plenamente com todos os que hesitam, mesmo durante anos. Mas sinto que é a hora certa, especialmente agora, quando se pode causar uma mudança”, ela escreveu, antes de detalhar o que disse “acreditar se enquadrar como assédio sexual”. Leia abaixo os tópicos listados por Björk: “1. Depois de cada take, o diretor corria em minha direção e me envolvia com seus braços por longos períodos, na frente de toda a equipe ou mesmo sozinho, e me acariciou algumas vezes contra a minha vontade. 2. Quando, após dois meses disso, eu disse que ele deveria parar de me tocar, ele explodiu e quebrou uma cadeira na frente de todos no set. Como se ele sempre tivesse tido a permissão de acariciar suas atrizes. Então, todos nós fomos mandados para casa. 3. Durante todo o processo de filmagens, ouvi dele ofertas sexuais sussuradas constantes, assustadoras, paralisantes e não-solicitadas, com descrições gráficas, às vezes de como a mulher dele ficaria de pé ao nosso lado. 4. Enquanto filmávamos na Suécia, ele ameaçava subir da sacada de seu quarto para o meu no meio da noite, com uma clara intenção sexual, enquanto sua mulher estava no quarto ao lado. Eu escapei para o quarto de um amigo. Isso foi o que finalmente me despertou para a severidade da situação e me fez defender meu terreno. 5. Histórias fabricadas na imprensa pelo produtor dele, falando que eu era uma pessoa difícil. Isso combina lindamente os métodos e o bullying de (Harvey) Weinstein. Eu nunca comi uma camiseta. Nem sei se isso é possível. 6. Eu não concordei ou me conformei em ser assediada sexualmente. Isso foi retratado como se eu fosse difícil. Se ser difícil é se recusar a ser tratada dessa maneira, eu aceito (a alcunha)”.

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    Sindicato dos Produtores dos EUA inicia processo para expulsar Harvey Weinstein

    16 de outubro de 2017 /

    O sindicato de produtores de cinema e TV dos Estados Unidos (PGA, na sigla em inglês) decidiu iniciar o processo de expulsar seu membro mais poderoso, Harvey Weinstein, alvo de um escândalo de abuso sexual que se estende por cerca de quatro décadas. A diretoria do sindicato decidiu “por unanimidade iniciar o procedimento para acabar com a participação” do outrora magnata de Hollywood. Mas, ao contrário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que o expulsou sumariamente, o PGA dará oportunidade para Weinstein se defender. “O senhor Weinstein terá a oportunidade de responder (às acusações) antes que o sindicato tome uma decisão em 6 de novembro”, informou a entidade em comunicado. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui.

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    Björk revela ter sofrido assédio sexual de “diretor dinamarquês” durante filmagens

    15 de outubro de 2017 /

    A cantora Björk publicou um texto em seu Facebook, na tarde deste domingo (15/10), em que revela ter sido vítima de assédio sexual de um diretor dinamarquês. No texto, ela se diz inspirada pela onda de denúncias atuais – contra Harvey Weinstein – , mas não nomeia o responsável pelo ataque. Apesar disso, Björk só trabalhou com um diretor dinamarquês em sua pequena carreira como atriz: Lars von Trier, em “Dançando no Escuro”, de 2001. “Me senti inspirada pelas mulheres de todo a parte, que estão falando sobre suas experiências online. Isso me fez sentir vontade de contar minha experiência com um diretor dinamarquês”, escreveu Björk. “Venho de um país onde a diferença entre os sexos é a menor do mundo, apesar de ainda existir. E vinha de uma posição estabelecida no mundo da música com uma independência muito merecida. Mas ficou extremamente claro para mim quando entrei na carreira de atriz que a humilhação e o assédio sexual eram a norma, diante de uma equipe de dezenas que permitiu e encorajou o diretor. Tive ciência que era um consenso universal que um diretor poderia tocar e assediar suas atrizes à vontade, porque a instituição do cinema permitia”, ela desabafou. “Quando repeli o diretor, ele ficou deprimido e me puniu, criando uma ilusão para toda a equipe ao me rotular como ‘a difícil’. Por conta da minha força, da minha incrível equipe e porque eu não tinha grandes ambições no meio da atuação, eu deixei essa profissão de lado e me recuperei desse episódio com o passar dos anos. Mas eu temo que outras atrizes, trabalhando com este mesmo homem, não tenham conseguido. O diretor estava totalmente ciente desse jogo e tenho certeza que o filme que ele fez posteriormente foi baseado em sua experiência comigo, porque fui a primeira que não se deixou assediar por ele”. Björk foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Cannes pelo papel, mas nunca mais protagonizou nenhum filme. Já Lars von Trier filmou em seguida Nicole Kidman em “Dogville” (2003) e a atriz não quis retornar para a sequência, “Manderlay” (2005). Em compensação, Charlotte Gainsbourg estrelou os últimos três longas do diretor, “Anticristo” (2009), “Melancolia” (2011) e “Ninfomaníaca” (2013), este dividido em duas partes. Ela também venceu o troféu de Melhor Atriz em Cannes (por “Anticristo”), assim como Kirsten Dunst, sua colega em “Melancolia”.

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    Courtney Love avisou sobre Harvey Weinstein em entrevista de 2005 – e isso lhe custou a carreira

    15 de outubro de 2017 /

    A cantora e atriz Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, avisou sobre o perigo de Harvey Weinstein numa entrevista televisiva de 2005. O vídeo foi recuperado nas redes sociais em meio ao escândalo sexual que envolveu o produtor. Perguntada no tapete vermelho de um evento se teria algum conselho para jovens que desejavam tentar a carreira em Hollywood, Courtney hesitou, comentando que provavelmente enfrentaria problemas legais, mas deu um aviso precioso: “Se Harvey Weinstein te convidar para uma festa privada no hotel Four Seasons, não vá.” Um dos primeiros filmes da cantora foi “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996), uma produção da Miramax, estúdio de Weinstein. Após o site TMZ lembrar o episódio, Courtney contou que esse comentário acabou com sua carreira de atriz. “Fui banida eternamente pela CAA por me manifestar contra Harvey Weinstein”, ela disse, referindo-se à mais poderosa agência de talentos de Hollywood, que faria parte da rede de influência e pressão responsável por manter a atividade abusiva do produtor protegida por quase quatro décadas. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui. Courtney Love was WARNING about Harvey Weinstein in 2005! “If Harvey Weinstein invites u to a private party at the Four Seasons, DON’T GO” pic.twitter.com/RK9Vruxy2T — Chet Cannon (@Chet_Cannon) October 14, 2017

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    Joe Jonas e Sophie Turner, a Sansa de Game of Thrones, anunciam noivado

    15 de outubro de 2017 /

    O cantor Joe Jonas e a atriz Sophie Turner, que interpreta Sansa Stark em “Game of Thrones”, anunciaram que estão noivos. A revelação foi feito pelo casal no Instagram. Sophie e Jonas publicaram a mesma foto em seus perfis. Ela, com a legenda ‘Eu disse sim’, enquanto ele escreveu ‘Ela disse sim’. A imagem mostra a mão de Sophie com o anel de noivado por cima da mão de Joe. Nos comentários, fãs elogiaram o casal e se mostraram curiosos para saber quando será o casamento – informação ainda não divulgada. I said yes. Uma publicação compartilhada por Sophie Turner (@sophiet) em Out 15, 2017 às 10:39 PDT She said yes. Uma publicação compartilhada por J O E J O N A S (@joejonas) em Out 15, 2017 às 10:39 PDT

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    Jornalista é demitido da Folha após Danilo Gentili mobilizar seguidores contra entrevista

    15 de outubro de 2017 /

    O comediante Danilo Gentili tem aproveitado a divulgação do seu besteirol “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” para bater na tecla de que humor não deve ter limite, além de atacar a patrulha ideológica. Entretanto, na prática acabou demonstrando que seu próprio humor tem limite pequeno, e que ele é na verdade o maior patrulheiro em atividade no país, capaz de mobilizar tropas de patrulheiros-mirins a fazer bullying virtual até sua vítima ser demitida. Gentili não gostou de uma entrevista/crítica publicada na Folha de S. Paulo e usou as redes sociais para mobilizar seus seguidores contra o autor. Como forma de engajamento, ele disponibilizou um vídeo com a íntegra da entrevista para “denunciar” as perguntas. Mas nele já deixa clara sua má vontade, reclamando da reportagem antes dela ser publicada. “Eu acho que você já está com sua matéria pronta independente do que eu dizer”, ele falou, ao ser questionado a respeito de temas que seu filme de fato aborda. Ao publicar o vídeo, o comediante atacou pessoalmente o jornalista Diego Bargas. “Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT?” Nos “coments”, Gentili publicou registros pessoais de Bargas em seu Twitter, derretendo-se por Lula, Fernando Haddad e Dilma, “a honesta”, para demonstrar a má intenção do entrevistador. Neste ato, sua patrulha se assumiu literalmente ideológica. Entretanto, o principal ponto da entrevista não é política, mas o questionamento feito a Gentili e ao diretor Fabrício Bittar sobre uma cena do filme, protagonizada por Fábio Porchat, envolvendo pedofilia. A questão é se pedofilia tem graça. Danilo preferiu não responder cara a cara com o entrevistador, mas o ironizou no post: “Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas?” 48 mil pessoas curtiram o ataque no Facebook. E boa parte foi assediar o jornalista, além do próprio jornal, que demitiu Bargas – provavelmente pelas postagens pessoais de simpatia política, escancaradas por Gentili, que vão contra o “Manual de Redação”. Estarrecedor por um lado. Mas por outro, iluminador. Afinal, ilustra como são parecidos os “petistas” que perseguiram Marcos Petrucelli (o caso “Aquarius”) e os “anti-petistas” que agora miraram em Diego Bargas. Ambas as facções compartilham a mesma visão de mundo estilo Facebook, onde se busca eliminar a existência de contrários, procurando um “botão” para bloqueá-los. “A Folha de S.Paulo me demitiu. Não posso entrar em detalhes sobre isso, mas é tudo muito nebuloso”, Bargas escreveu em seu Facebook. “As perguntas eram espinhosas, mas eram perguntas. Era a oportunidade de o Danilo rebatê-las. Como eu poderia ser mais honesto do que questionando-o? Disseram que as perguntas tinham conotação política, mas são as respostas que importam. Fui condenado por fazer perguntas. São tempos sombrios”, completou. Veja abaixo o post de Gentili e um post de Bargas sobre o caso. E leia o texto original publicado no site da Folha. Vale lembrar que, durante a perseguição sofrida por Petrucelli, a Abraccine, dita Associação de Críticos de Cinema do Brasil, omitiu-se e até certo ponto apoiou os ataques de “cineastas petistas” contra o jornalista. Aguardamos agora a posição da entidade nesta escalada de “artistas” contra a “classe” – que evoca uma conhecida poesia de Eduardo Alves da Costa, atribuída a Vladimir Maiakóvski. COMO SE TORNAR O PIOR JORNALISTA DE CINEMA A Folha de SP publicou hoje uma matéria com a manchete "DANILO SE NEGA A FALAR SOBRE PIADA COM PEDOFILIA". Eu gravei essa entrevista. Posto agora na íntegra. O jornalista da Folha foi honesto? Assista e tire suas próprias conclusões. De todo modo faço questão de apontar algumas coisinhas: 1) Esse cara do vídeo abaixo se chama Diego Bargas, e como pode ver nas imagens que postei aqui nos coments, ele se comporta mais como militante político do que como jornalista isento. Sendo assim, que credibilidade teria um torcedor do PT entrevistando eu, um artista que está literalmente na lista negra do PT? 2) Que tipo de jornalista cultural vai conversar sobre um filme de ficção/comédia e não faz uma pergunta sequer sobre direção, roteiro, fotografia, atuação e outros aspectos artísticos e cinematográficos? 3) Porque o mesmo cara que estava uma semana atrás defendendo a liberdade para todos artistas e que pedofilia é uma coisa e arte é outra, agora teve um surto moral e se mostra inconformado com uma obra artística de ficção, roteirizada, onde nada daquilo aconteceu na vida real? Chego até mesmo a pensar que na verdade ele estaria escandalizado porque retratamos o pedófilo como um vilão, sem relativizar a pedofilia. Seriam os pedófilos uma nova minoria a ser protegida das piadas? 4) Ao perguntar em tom de desaprovação se "pode fazer piada com pedófilo e psicopata" o cara que recebe um salário como "especialista de cinema" (uii) demonstra desconhecer momentos clássicos da sétima arte como o hilário piloto de "Apertem os cintos o piloto sumiu" ou o mais recente "Quero matar meu chefe". Isso pra ser breve e ir parando por aqui. Os exemplos são incontáveis. Todo mundo conhece, menos o burrão aí. Aliás dá uma olhadinha nas imagens que postei aqui nos coments. O cara que reprova psicopatas na ficção parece admirá-los bastante na vida real. 5) Infelizmente a melhor parte desse encontro não foi filmada. Após cortarem a entrevista, ele se levantou dando suas bufadinhas e disse "Eu quero dizer que não gosto do filme". Eu respondi: "E eu quero dizer que não me importo nem um pouco com a sua opinião". 6) Se você assistir o que foi respondido e ler a matéria que ele publicou verá que eu tinha razão. Esse cara já tinha a matéria pronta, ignorando o óbvio, que o Fabrício tão pacientemente explicou. Eu, como já conhecia o tipo, nem me dei ao trabalho, pois saquei qual era a dele desde a primeira pergunta. 7) Se um cara como esse não gostou, não recomenda e ainda precisa fazer matéria desonesta é sinal que você deve correr para o cinema hoje mesmo e assistir "Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola". Nos vemos lá! Publicado por Danilo Gentili em Sexta, 13 de outubro de 2017  

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    Atriz inglesa revela ter sido estuprada em sua própria casa por Harvey Weinstein

    14 de outubro de 2017 /

    A atriz britânica Lysette Anthony se juntou à lista de mulheres que sofreram abuso sexual de Harvey Weinstein. Mas a sua acusação é ainda mais grave. Ela contou que teve a casa invadida, foi agredida e estuprada pelo produtor. Estrela da longeva telenovela “Hollyoaks”, Anthony contou ao jornal inglês The Sunday Times que conheceu o magnata em Nova York no final dos anos 1980, logo após ter estrelado “Sherlock e Eu” (1988) e vários clipes de Bryan Adams. Alguns anos depois, ela foi convidada a visitá-lo numa casa que ele alugava em Londres. “Sem que eu tivesse tempo para reagir, ele aparece meio despido e me agarrou. Era a última coisa que eu esperava e eu fugi”, contou, repetindo uma história que diversas atrizes contaram, com quase os mesmos detalhes. Entretanto, sua história não terminou ali. Weinstein teria começado a persegui-la. Até que um dia, ele lhe fez uma surpresa, aparecendo em sua casa na Inglaterra. Ela estava de roupão quando abriu a porta e foi empurrada. “Ele me empurrou para dentro, me encostou contra o porta-casacos e começou a tentar abrir meu roupão”, disse ela na entrevista. “Ele estava tentando me beijar e me penetrar”. Anthony tentou empurrá-lo, mas não conseguiu, porque ele era muito pesado. “Ele gozou na minha perna como um cachorro e depois foi embora. Foi patético, revoltante”, disse ela. A polícia de Londres confirmou ao jornal que está investigando acusações contra Weinstein, mas não revelou quem abriu a queixa criminal. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, ele foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui.

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    Eva Green revela que precisou empurrar Harvey Weinstein para escapar de assédio

    14 de outubro de 2017 /

    A atriz Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) resolveu acrescentar sua história às diversas denúncias de abuso sexual reveladas nos últimos dias contra Harvey Weinstein. Após sua mãe confirmar que ela também tinha sido vítima, em entrevista a uma rádio francesa, ela foi procurada pela imprensa e confirmou o assédio. Falando com a revista Variety, a atriz contou ter ficado “chocada e com nojo” após uma reunião que teve com o produtor em Paris. “Eu o encontrei para uma reunião de negócios em Paris, na qual ele se comportou de forma inadequada e eu tive que empurrá-lo”, contou, revelando que precisou usar a força para escapar. “Consegui me livrar dele, mas a experiência me deixou chocada e com nojo”, admitiu a atriz. Ela justificou não ter contado o que aconteceu porque quis manter sua privacidade. “Somos frequentemente condenadas quando resolvemos falar e, muitas vezes, terminamos com a reputação abalada”, comentou. “Mas eu entendo que é importante fazer isso, assim como ouvir as experiências de outras mulheres”. Eva Green completou dizendo que aplaude a atitude das mulheres que estão denunciando o assédio e que acredita que tal comportamento é “inaceitável e deve ser eliminado”. Um dos mais importantes produtores de cinema dos Estados Unidos, responsável pelos maiores sucessos de Quentin Tarantino, irmãos Coen e muitos outros cineastas premiados, Weinstein teve sua carreira enterrada por uma reportagem devastadora do jornal The New York Times, que trouxe à tona décadas de abusos sexuais sistemáticos de atrizes, colaboradoras e funcionárias de suas produtoras, Miramax e The Weinstein Company. Desde então, o número de mulheres que decidiram romper o silêncio não para de aumentar, envolvendo atrizes famosas como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow. Há também acusações de estupro. Após o escândalo ser revelado, ele foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também pode enfrentar um processo criminal.

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    Academia de Cinema dos EUA expulsa Harvey Weinstein após escândalo sexual

    14 de outubro de 2017 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a premiação do Oscar, decidiu expulsar Harvey Weisntein após o escândalo de décadas de abusos sexuais do produtor vir à tona. Um dos mais importantes produtores de cinema dos Estados Unidos, responsável pelas carreiras de Quentin Tarantino, irmãos Coen e muitos outros cineastas premiados, foi considerado alguém que “não merece respeito de seus colegas” no comunicado da Academia sobre a decisão. Uma reunião de emergência foi convocada pelos diretores da Academia para decidir o futuro de Weinstein, após uma reportagem do jornal The New York Times acabar com o segredo em torno dos assédios do produtor, que começaram ainda nos anos 1980 e perduravam até recentemente. Após a atriz Ashley Judd tomar coragem e ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, outras estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, revelou que ele também era estuprador. De acordo com o comunicado da Academia, foram obtidos “muito mais de dois terços dos votos (dos membros) necessários para a expulsão imediata”. “Não só nos distanciamos de alguém que não merece o respeito de seus colegas como enviamos uma mensagem de que a era da ignorância deliberada e a cumplicidade vergonhosa com a conduta sexual predadora e assédio no local de trabalho na nossa indústria está acabada”, ressaltou a instituição. A decisão foi tomada três dias após a Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA) se antecipar e expulsar Weinstein de sua organização, afirmando que “tal comportamento não tem, em absoluto, lugar em nossa indústria”. Weinstein foi um dos fundadores da Miramax, empresa que dominou a premiação do Oscar nos anos 1990 e acabou absorvida pela Disney, e também da empresa que leva seu nome, The Weinstein Company, da qual foi demitido tão logo as acusações ganharam proporção de avalanche. Ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e resultaram em 75 estatuetas. Para dar dimensão de sua importância, um levantamento da revista Newsweek observou que o nome de Harvey Weinstein é o segundo mais citado nos discursos de agradecimento dos vencedores do Oscar em todos os tempos, atrás apenas de Steven Spielberg – e na frente de Deus, por exemplo. Saiba mais sobre o escândalo aqui.

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    Atriz Lucy Ramos denuncia ataque racista na internet

    14 de outubro de 2017 /

    Lucy Ramos usou seu Instagram para denunciar ataques de racismo que vem sofrendo. A atriz, que participou do filme americano “Turistas” e recentemente viveu a personagem Leila na novela “A Força do Querer”, reuniu os comentários abusivos deixados em seu perfil e fez um desabafo, dizendo que vai procurar seus direitos. “Como pode uma pessoa criar uma conta no Instagram, única e exclusivamente para ofender outras pessoas! Porque com certeza eu não fui a única. A covardia é tanta que nem mostrar o rosto teve coragem. Mas eu me amo, me aceito, me respeito, sei quem sou, para o que luto e vivo. E digo claramente que nada disso me atingiu”, explicou ela. A atriz contou que ficou em dúvida se compartilharia as agressões que recebeu. “Pensei muito se deveria ou não postar essas ofensas, mas fiz questão de postar para dizer que não podemos deixar esse tipo de pessoa sair ofendendo outras, se escondendo por trás da internet e achando que nada vai lhe acontecer. Estou indo atrás dos meus direitos e essa pessoa não vai sair impune”, avisou. O post recebeu diversos comentários de apoio. “Racismo não é inveja, é crime de ódio. Denuncie!”, disse uma fã. “Você é porta-voz daquelas que se calam”, acrescentou outro seguidor da atriz. VEJA A PRÓXIMA FOTO. Que você vai entender o que estou dizendo! Como pode uma pessoa criar uma conta no Instagram, única e exclusivamente para ofender outras pessoas! Porque com certeza eu não fui a única. A covardia é tanta que nem mostrar o rosto teve coragem. Mas eu me amo, me aceito, me respeito, sei quem sou, para o que luto e vivo. E digo claramente que nada disso me atingiu. Pensei muito se deveria ou não postar essas ofensas, mas fiz questão de postar para dizer que não podemos deixar esse tipo de pessoa sair ofendendo outras, se escondendo por trás da internet e achando que nada vai lhe acontecer. Estou indo atrás dos meus direitos e essa pessoa não vai sair impune. ✊? Uma publicação compartilhada por Lucy Ramos (@lucyramos_) em Out 13, 2017 às 1:00 PDT

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    Apple e Amazon cancelam produção de séries da Weinstein Company

    14 de outubro de 2017 /

    O escândalo da denúncia de abuso sexual de Harvey Weinstein, que assediou jovens atrizes e funcionárias ao longo de décadas, começou a custar caro para a produtora The Weinstein Company (TWC). Mesmo após a diretoria ter demitido o magnata, suas produções estão sendo recusadas por parceiros de negócios, que começaram a rever contratos para cancelar encomendas de séries. A Apple decidiu abandonar nada menos que quatro minisséries biográficas de cantores famosos, que seriam produzidas pela TWC. Segundo o site Deadline, a mais adiantada contaria a vida de Elvis Presley em dez episódios e tinha o aval dos herdeiros do cantor. Também foram dispensadas séries semelhantes centradas em Michael Jackson, Prince e Frank Sinatra. Todas ainda estavam em fase de desenvolvimento. Já a Amazon optou por assumir o prejuízo da pré-produção de uma série sem título do cineasta David O. Russell (“O Lado Bom da Vida”, “Trapaça” e “Joy”). Ela seria estrelada por Robert De Niro e Julianne Moore – dois astros que não costumam fazer séries – e tinha um orçamento megalômano: US$ 160 milhões. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a plataforma já havia investido US$ 40 milhões no projeto, que estava na fase de finalização de roteiros. O cancelamento não gerou protestos dos envolvidos, que emitiram um comunicado afirmando entender e concordar com a decisão. “Nós apoiamos a decisão da Amazon à luz das notícias recentes e, em respeito a todos os afetados, decidimos juntos que o melhor é não prosseguir com esse programa”, disseram David O. Russell, Robert De Niro e Julianne Moore numa declaração conjunta. Além de abandonar essa série, a Amazon negociou a saída da TWC de outro projeto, “The Romanoffs”, série de antologia desenvolvida por Matthew Weiner (criador de “Mad Men”), que já estava em fase de gravação. A plataforma agora vai bancar sozinha a produção, orçada em US$ 75 milhões, para não ter o nome de Weinstein como parceiro na produção. As duas produções tinham sido encomendadas por Roy Price, diretor do Amazon Studios, que também foi afastado nesta semana após se envolver em seu próprio escândalo de assédio sexual, além de ter sido denunciado por Rose McGowan de acobertar e ser cúmplice de Weinstein. Vários diretores e funcionários da TWC pediram demissão nos últimos dias. Apenas quatro permanecem no comando da empresa e anunciaram que vão tirar o nome de Harvey Weinstein de todos os projetos do estúdio. Ele costumava ser creditado como produtor. A minissérie “Waco”, que vai lançar o canal Paramount em janeiro, já será exibida sem o nome de Weinstein. O irmão de Harvey e sócio fundador da produtora, Bob Weinstein, disse ao site Deadline que, apesar dos problemas, os investidores garantem sustentação financeira para a companhia atravessar essa fase turbulenta. E que, por isso, não pretende colocar o estúdio à venda. Fontes do Hollywood Reporter afirmam que, diante da associação do nome Weinstein com o escândalo, Bob teria encomendado um estudo de emergência a algumas agências de publicidade para mudar o nome da empresa e lançar uma campanha de reinvenção.

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    Weinstein obrigava atrizes a vestirem a grife de sua esposa em eventos de Hollywood

    13 de outubro de 2017 /

    Harvey Weinstein não usou seu poder apenas para abusar sexualmente de jovens atrizes. Ele também teria pressionado-as a usar vestidos da grife de sua mulher nos tapetes vermelhos. A nova denúncia, feita por um relações públicas de Los Angeles em entrevista à revista The Hollywood Reporter, foi confirmada pela atriz Felicity Huffman e outras fontes da publicação. “Ele era o principal autor da Marchesa – orquestrando negócios e usando sua influência com celebridades em nome da marca”, denunciou o relações públicas Booth Moore. Weinstein teria ameaçado Huffman, dizendo que arruinaria sua carreira e tiraria o financiamento de seu filme “Transamérica” (2005) se ela não vestisse Marchesa, a grife de sua esposa Georgina Chapman, nos eventos de divulgação. A atriz disse que a história era verdadeira, ao ser questionada pela revista. O estilista Kevan Hall, que vestiu Huffman para muitos eventos, incluindo o Emmys de 2005, quando ela venceu como Melhor Atriz pela série “Desperate Housewives”, também confirmou o clima ruim. “Fiquei desapontado quando ela me disse que não poderia usar meu vestido para sua indicação por ‘Transamerica’ porque o ‘poderoso chefão’ disse que ela tinha que usar a coleção de sua namorada”, ele afirmou por email ao THR. Segundo outro relações públicas, que preferiu não se identificar, Sienna Miller também lidou com uma situação semelhante. A atriz tinha selecionado o vestido de um estilista diferente mas acabou tendo que usar Marchesa para o Globo de Ouro em 2007, porque ficaria sentada com Weinstein e Chapman, e “ele ficaria muito chateado se ela não estivesse usando Marchesa”. Outros relatos sobre a exigência da grife nos tapetes vermelhos apontam que tudo começou a partir do vestido de Renée Zellweger na première de “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004), que deu grande evidência à Marchesa no ano de lançamento da marca. O filme era uma coprodução da Miramax, estúdio de Weinstein. Após o estouro do escândalo sexual de Weinstein, Georgina anunciou que estava se divorciando do produtor. “Estou de coração partido por todas essas mulheres que passaram por uma dor enorme por causa das ações imperdoáveis dele”, ela declarou.

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