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30 de outubro de 2026
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    Netflix teria cancelado House of Cards após denúncia de assédio contra Kevin Spacey

    30 de outubro de 2017 /

    A Netflix teria decidido cancelar “House of Cards”, após a denúncia de assédio sexual contra Kevin Spacey, feita pelo ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”). Além de estrelar, Spacey também tem créditos de produtor da série dramática da plataforma de streaming. A atração já tinha começado a gravar os episódios de sua 6ª temporada, que agora servirão como final da trama. A produtora Media Rights Capital e a Netflix emitiram um comunicado conjunto em menos de 12 horas após a publicação da denúncia no site Buzzfeed, dizendo-se estão profundamente “preocupadas com as notícias sobre Kevin Spacey”. “Em resposta às revelações de ontem de noite, executivos de ambas as empresas chegaram em Baltimore nesta tarde para se encontrar com nosso elenco e equipe, e garantir que eles se sintam seguros e apoiados. Conforme programado anteriormente, Kevin Spacey não se encontra trabalhando no set neste momento”, diz o texto suscinto. O comunicado não aborda o cancelamento, mas os principais sites de entretenimento dos Estados Unidos ouviram fontes que afirmam que a informação foi compartilhada com todos os envolvidos na produção. A princípio, os executivos tranquilizaram os profissionais sobre o trabalho em andamento, informando que a 6ª temporada será completada e os últimos 13 episódios exibidos em 2018. “House of Cards” foi especialmente importante para a Netflix, ao estrear em 2013 e render os primeiros prêmios do serviço de streaming, o que abriu caminho para uma transformação na indústria de entretenimento. Ao todo, a série já teve 46 indicações ao Emmy e venceu seis troféus, além de ter recebido um Peabody e dois Globos de Ouro.

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    Criador de House of Cards se pronuncia sobre acusação de assédio contra Kevin Spacey

    30 de outubro de 2017 /

    O criador de “House of Cards”, Beau Willimon, pronunciou-se sobre a acusação de assédio sexual contra Kevin Spacey, o astro da série da Netflix. Ele tuitou seu apoio ao ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”), que afirmou ter sido assediado por Spacey aos 14 anos. “A história de Anthony Rapp é altamente preocupante”, escreveu o produtor e roteirista. “Durante o período em que trabalhei com Kevin Spacey em ‘House of Cards’, eu não testemunhei e nem fiquei sabendo de nenhum comportamento inapropriado no set de gravações ou fora dele. Dito isso, eu levo a sério denúncias desse tipo de comportamento e esta não será exceção. Sinto muito pelo senhor Rapp e apoio sua coragem”. Rapp disse ao site BuzzFeed News que os dois se conheceram em 1986, quando estavam em peças da Broadway. Uma noite, Spacey convidou Rapp para o seu apartamento para uma festa. Mais tarde, segundo Rapp, ele se viu entediado e assistindo TV no quarto de Spacey, quando percebeu que ele era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. “Ele estava tentando ficar comigo sexualmente”, disse Rapp, antes de contar que conseguiu se esquivar de Spacey e ir embora. Em resposta à denúncia, Spacey tuitou suas “mais sinceras desculpas”, dizendo não se lembrar do corrido por possivelmente estar bêbado na ocasião, mas aproveitou para se assumir gay. A mistura de temas causou controvérsias e agora o ator está sendo acusado de tentar transformar a acusação de assédio numa notícia sobre o fato dele sair do armário. Willimon não trabalha mais em “House of Cards”, tendo abandona a produção ao final da 4ª temporada, no ano passado. Atualmente, ele desenvolve “The First”, uma série sci-fi sobre a colonização de Marte, na plataforma Hulu.

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    Scarlett Johansson se emociona ao descobrir história de sua família exterminada por nazistas

    30 de outubro de 2017 /

    A atriz Scarlett Johansson (“Ghost in Shell”) não conseguiu segurar a emoção ao participar do programa “Finding Your Roots”, onde celebridades descobrem quem são seus antepassados. Uma prévia do episódio, que vai ao ar na terça-feira (31/10) nos Estados Unidos, foi disponibilizada na internet e pode ser conferida abaixo. Após ouvir do apresentador Henry Louis Gates Jr. que seu bisavô vendia doces em Nova York, ela conheceu a história trágica da família do irmão dele, exterminada no Gueto de Varsóvia, na Polônia, onde nazistas confinaram quase 400 mil judeus em condições desumanas durante a 2ª Guerra Mundial, e teve dificuldades para conter as lágrimas. “Uau”, ela suspirou, ao ler os obituários da família e ficar alguns segundos em silêncio. “Eu prometi a mim mesma que não iria chorar. Mas é difícil evitar. É difícil. É um horror que você não consegue imaginar. É simplesmente louco pensar nisso”, disse Johansson. “Seria tão diferente se eles tivessem vindo para os EUA. O destino de um irmão comparado ao outro. Isso me conecta mais com um lado de mim mesma e da minha família. Não esperava isso”, concluiu. O episódio também explora as raízes dinamarquesas da atriz. “Finding Your Roots” é um programa do canal público PBS e se propõe a examinar “o DNA da cultura americana”. A produção já está em sua 4ª temporada.

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    Ator de Stranger Things teria admitido uso de cocaína ao ser barrado nos Estados Unidos

    30 de outubro de 2017 /

    A revista The Hollywood Reporter confirmou a informação de que Charlie Heaton foi detido no Aeroporto Internacional de Los Angeles e deportado dos Estados Unidos por ter sido encontrado com cocaína. O ator inglês de “Stranger Things”, que interpreta Jonathan Byers na série, foi barrado ao desembarcar no país na quinta-feira (26/10) e perdeu um evento de pré-estreia da atração em Los Angeles. Funcionários da alfândega americana teriam confirmado ao THR que encontraram vestígios de cocaína em Heaton e que o ator admitiu o consumo de drogas para eles. “Estrangeiros podem ser barrados devido à prática de um crime envolvendo posse de drogas”, disse Jaime Ruiz, chefe de mídia estratégica da alfândega americana. “Os oficiais do controle de fronteiras tratam todos os viajantes internacionais com integridade, respeito e profissionalismo, mantendo os mais altos padrões de segurança”, completou. De acordo com Ruiz, há mais de 60 motivos específicos de inadmissibilidade para os EUA e estão divididos em várias categorias principais, incluindo questões relacionadas à saúde, ficha criminal, razões de segurança, visto de trabalho, imigração ilegal, problemas de documentação e outros motivos. Um pedido de comentários de Heaton não foi atendido.

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    Kevin Spacey é criticado por usar acusação de assédio para se assumir gay

    30 de outubro de 2017 /

    Pegou mal o fato de Kevin Spacey (série “House of Cards”) ter se assumido gay na esteira de uma acusação de assédio sexual, feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) ao BuzzFeed News, em que ele relatou um incidente ocorrido quando tinha 14 anos de idade. Várias pessoas reagiram de forma furiosa no Twitter, diante da impressão de que Spacey estaria tentando desviar o foco da alegação de abuso com uma notícia sobre sua sexualidade. O roteirista Travon Free, dos programas “The Daily Show” e “Full Frontal with Samantha Bee”, fez comédia com a situação, transformando a polêmica num meme: “Anthony Rapp: ‘Kevin Spacey tentou me estuprar’. Mídia: “Kevin, como você responde a isso?’ Spacey: ‘uuh…uuhh… Ei, gente, eu sou gay!'” Anthony Rapp: "Kevin Spacey tried to rape me." Media: "Kevin how do you respond?" Spacey: "uuh…uuhh… Hey everyone I'm gay!" pic.twitter.com/6LAEfsyRtF — Travon Free (@Travon) October 30, 2017 “Kevin Spacey acaba de inventar algo que nunca existiu antes: uma má hora para se assumir”, reclamou o roteirista e ator Billy Eichner, da série “American Horror Story”. Kevin Spacey has just invented something that has never existed before: a bad time to come out. — billy eichner (@billyeichner) October 30, 2017 “Tchau tchau, Spacey, adeus, é sua hora de chorar, é por isso que devemos nos despedir”, disse a atriz Rose McGowan, uma das primeiras a vir a público acusar Harvey Weinstein de assédio sexual. Bye bye, Spacey goodbye, it’s your turn to cry, that’s why we’ve gotta say goodbye. #ROSEARMY — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 30, 2017 “O comentário de Kevin Spacey foi errado em muitos níveis”, apontou o ator e roteirista Larry Wilmore, criador da série “Insecure”. Kevin Spacey's comment was wrong on so many levels. https://t.co/5pFhiqMK5W — Larry Wilmore (@larrywilmore) October 30, 2017 “Sair do armário não é o mesmo que se revelar como alguém que atacou um garoto de 14 anos. Misturar essas duas coisas é nojento. Isso expõe a comunidade gay a um milhão de críticas e conspirações velhas e cansativas. A distância que tivemos que caminhar para ficarmos longe da noção de que todos somos pedófilos é significativa. Uma pessoa famosa desviar dessas acusações com uma saída do armário é tão cruel com sua suposta nova comunidade que dói. Como você ousa nos envolver nisso?”, escreveu Richard Lawson, crítico da revista Vanity Fair. Coming out as a gay man is not the same thing as coming out as someone who preyed on a 14-year-old. Conflating those things is disgusting — Richard Lawson (@rilaws) October 30, 2017 “Não para o comunicado de Kevin Spacey. Não. Não há quantidade de embriaguez ou armário que desculpe ou explique o assédio a um criança de 14 anos. ‘Desculpe, senhor Spacey, mas sua ficha para entrar para a comunidade gay neste momento foi negada'”, ironizou o produtor e roteirista Dan Savage, da série “The Real O’Neals”. Nope to Kevin Spacey's statement. Nope. There's no amount of drunk or closeted that excuses or explains away assaulting a 14-year-old child. — Dan Savage (@fakedansavage) 30 de outubro de 2017 "I'm sorry, Mr. Spacey, but your application to join the gay community at this time has been denied." — Dan Savage (@fakedansavage) October 30, 2017 “Em outras notícias, Kevin Spacey não negou de abusar sexualmente de Anthony Rapp quando ele era um garoto de 14 anos. Também culpou a embriaguez. Indesculpável”, escreveu o produtor Wajahat Ali, da série “The Secret Life of Muslims”. In other news, Kevin Spacey didn't deny sexually assaulting Anthony Rapp when he was a 14-year-old boy. Also blamed drunkenness. Inexcusable — Wajahat Ali (@WajahatAli) 30 de outubro de 2017 “‘Claro, talvez eu tenha tentado estuprar um menino de 14 anos quando eu tinha 26, mas eu sou gay!’ é uma defesa horrível”, criticou o escritor Ben Shapiro, de “The Ben Shapiro Show”. "Sure, I may have tried to rape a 14-year-old boy when I was 26, but I'm gay!" is a pretty horrible defense. #Spacey — Ben Shapiro (@benshapiro) October 30, 2017 “Eu não me importo se Kevin Spacey é gay. Nós devíamos estar falando sobre as acusações de que ele assediou sexualmente uma criança”, reclamou a jornalista Sarah Harris, do programa “Studio 10”. I couldn't give two stuffs that Kevin Spacey is gay. Allegations he sexually harassed a child is what we SHOULD be talking about. — Sarah Harris ? (@SarahHarris) October 30, 2017 “Isto não diz respeito a você ser gay, Sr. Spacey, mas sobre você ser um alegado pedófilo”, escreveu o jornalista Piers Morgan, apresentador do programa “Good Morning Britain”. This is not about you being gay, Mr Spacey, it's about you being an alleged paedophile. https://t.co/L92PwDsAB0 — Piers Morgan (@piersmorgan) October 30, 2017 “Eu continuou lendo esta declaração e ficando cada vez mais furioso. Se assumir é uma parte linda de ser gay. Juntar isso com uma vilania é completamente errado”, resumiu o jornalista Mark Harris, do site Vulture. I keep rereading this statement and getting angrier. Coming out is a beautiful part of being gay. Attaching it to this vileness is so wrong. — realMarkHarris (@MarkHarrisNYC) October 30, 2017

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    Ator de Star Trek: Discovery denuncia assédio sexual de Kevin Spacey quando tinha 14 anos

    30 de outubro de 2017 /

    O ator Anthony Rapp, que estrela “Star Trek: Discovery”, acusou Kevin Spacey, o astro de “House of Cards”, de lhe assediar ele quando ele tinha apenas 14 anos. Em resposta, Spacey tuitou suas “mais sinceras desculpas” na noite de domingo (29/10) e se assumiu gay. Rapp disse ao BuzzFeed News que os dois se conheceram em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway. Uma noite, Spacey convidou Rapp para o seu apartamento para uma festa. Mas ele diz que ficou entediado e preferiu assistir TV no quarto de Spacey, até que percebeu que era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. Spacey então apareceu e “estava parado na porta, meio que balançava. Minha impressão quando ele entrou na sala era que ele estava bêbado”. O ator da nova série “Star Trek” afirmou que Spacey então o “pegou como um noivo pega a noiva. Mas eu não me debati inicialmente porque minha reação foi de espanto, ‘O que está acontecendo?’ E então ele ficou em cima de mim”. “Ele estava tentando me seduzir”, disse Rapp. “Eu não sei se eu teria usado essa linguagem. Mas eu estava ciente de que ele estava tentando ficar comigo sexualmente “. Rapp então escapou, entrou no banheiro e trancou a porta. “Eu estava tipo, ‘O que está acontecendo?’. Eu vi no balcão ao lado da pia uma foto dele com o braço em torno de um homem. Então, eu acho que em algum nível percebi ‘Oh Ele é gay’. Então, eu abri a porta e disse ‘OK, eu vou para casa agora’. Ele me seguiu até a porta da frente do apartamento e, ao abrir a porta para sair, ele perguntou: ‘Você tem certeza de que quer ir?’ Eu disse: “Sim, boa noite”, e depois fui embora”. Agora com 46 anos, Rapp disse que se sente com sorte por não ter acontecido nada mais, mas ainda está incrédulo por ter tido essa experiência aos 14 anos. Ele completou se dizendo motivado a compartilhar sua história após as numerosas acusações de assédio sexual e abuso que surgiram nos últimos dias, contra Harvey Weinstein, James Toback, Mark Halperin e outros na indústria do entretenimento, para que isso não aconteça mais. Após a publicação do relato, a entidade LGBT+ GLAAD parabenizou Rapp, que interpreta o primeiro tripulante gay numa série de “Star Trek” e é abertamente gay na vida real, pela coragem de ter compartilhado sua história, tuitando: “Obrigado, Anthony e todos os outros que arriscam tudo para falar contra agressões sexuais”. Kevin Spacey, que hoje tem 58 anos, também foi ao Twitter, onde publicou um pedido de desculpas por “o que teria sido um comportamento embriagado profundamente inapropriado”. Ele disse que não se lembra do encontro, mas ficou “mais que horrorizado” ao ouvir o relato de Rapp. O astro de “House of Cards” também observou que teve relações amorosas com homens e mulheres, mas agora escolheu “viver como homem gay”. “Quero lidar com isto honestamente e abertamente, e isto inclui examinar meu próprio comportamento”, ele escreveu. Veja a íntegra do tuíte de Kevin Spacey abaixo. pic.twitter.com/X6ybi5atr5 — Kevin Spacey (@KevinSpacey) October 30, 2017

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    Maria Ribeiro é agredida por segurança de bar na Espanha

    29 de outubro de 2017 /

    A atriz Maria Ribeiro sofreu uma agressão na Espanha, na noite de sábado (28/10), enquanto fazia uma transmissão ao vivo no Instagram. Ela teve o celular arrancado das mãos pelo segurança de um bar em Madri, após a cineasta Laís Bodanzky ter sido barrada no local por estar de tênis. Ambas brincavam com os integrantes da equipe de divulgação do longa “Como Nossos Pais” quando o funcionário avançou para impedir que gravassem com o celular na frente do local. Quando o segurança a atacou, Maria questionou: “O que é isso? Você está louco?”. A transmissão termina logo após a agressão. Nas palavras da atriz, o grupo “tirava sarro de uma atitude tão sem sentido”, já que Laís Bodanzky estava acostumada a andar de tênis em tapetes vermelhos. Depois da agressão, ela publicou um post falando sobre feminismo e encorajando as mulheres a denunciarem a violência e o machismo. “Como cada vez mais tenho certeza de que o feminismo é uma questão de sobrevivência. O segurança, com o dobro do meu tamanho, jamais teria feito o que fez — vir pra cima de mim e pegar meu celular — com um homem. Denunciem o machismo. Na polícia. Nas redes sociais. Denunciem quando for com a vizinha, com a mulher do lado, com a mulher do outro lado”, destacou Maria Ribeiro. Veja o vídeo da “live” da atriz abaixo.

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    Annabella Sciorra diz ter sido estuprada por Harvey Weinstein em sua própria casa

    28 de outubro de 2017 /

    A atriz americana Annabella Sciorra, indicada ao Emmy pela série “Família Soprano” (The Sopranos), somou-se às mulheres que afirmam ter sido estupradas pelo produtor Harvey Weinstein. Em entrevista à revista The New Yorker, que anteriormente tinha publicado as primeiras acusações de estupro contra Weinstein, ela contou que a violência aconteceu no início da década de 1990, depois de um evento em Nova York. Desde que ela filmou “A Noite que Nunca Nos Encontramos” (1993) para a Miramax, era sempre convidada para jantares e festas do estúdio, e algumas vezes ia de carona para casa. Na noite fatídica, Weinstein se ofereceu para conduzi-la. Minutos depois de tê-la deixado em casa, ela bateu em sua porta, entrou “como se fosse dono do lugar e começou a desabotoar a camisa”, a atriz relatou. Sciorra disse ter pedido reiteradas vezes que ele fosse embora. “Mas ele me jogou na cama e subiu em cima de mim”, contou. Apesar de resistir ao avanço, a atriz afirma que o magnata cinematográfico usou seu peso para forçá-la e a estuprou. “Tentei me defender, mas não tinha forças”, explicou. “Nas noites seguintes, não conseguia dormir. Coloquei móveis contra a porta, como nos filmes (…) Estava muito envergonhada”, admitiu. Sciorra caiu em depressão, mas decidiu não tornar o estupro público por ter medo de represálias. Após dar um tempo sua carreira, ele resolveu retomar o trabalho. E Weinstein voltou a assediá-la. Isso durou vários anos e, traumatizada, ela passou a dormir com um bastão de beisebol perto da cama. Além dela, a atriz Daryl Hannah também contou ao New Yorker ter sido assediada pelo empresário no início dos anos 2000. O magnata se meteu em seu quarto de hotel como “um touro furioso” e depois perguntou se podia tocar em seus seios. A atriz afirma que, depois de negar-se, sua carreira sofreu “repercussões imediatas”. Os dois testemunhos se somam aos de mais de 50 mulheres que acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E na semana passada o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as comportas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias.

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    Gal Gadot evita homenagear produtor de Batman vs Superman, acusado de abuso sexual

    28 de outubro de 2017 /

    A atriz Gal Gadot cancelou sua participação num evento em ela entregaria um prêmio ao diretor e produtor Brett Ratner (“A Hora do Rush”) pelo conjunto de sua obra. O evento era iniciativa de uma organização judaica (Jewish National Fund), que após o cancelamento procurou evitar polêmica afirmando que tinha acontecido conflito de agenda. Gadot estava na China na sexta-feira (27/10) participando da divulgação internacional do filme da “Liga da Justiça”, e era esperada em Los Angeles no domingo para a premiação. Mas a revista Variety e a coluna Page Six, do New York Post, lembraram uma polêmica bastante conhecida de assédio sexual do diretor. Em 2010, a atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) publicou um livro sobre sua tentativa de começar uma carreira em Hollywood. Batizado de “Suck It, Wonder Woman!: The Misadventures of a Hollywood Geek”, o livro mencionava um diretor que se masturbou na sua frente. Brett Ratner vestiu a carapuça e disse na época que “tinha trepado com ela algumas vezes, mas esquecido”, e que a história era falsa. Um ano depois, ele admitiu que mentiu sobre o relacionamento. Agora, graças à repercussão do caso de Harvey Weinstein, as acusações voltaram à mídia. Além de diretor, Ratner é produtor como Weinstein. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment, começando seus negócios com os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), em que Gadot debutou como Mulher-Maravilha!

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    Selena Gomez revela que estava à beira da morte e doação de rim salvou sua vida

    28 de outubro de 2017 /

    A cantora e atriz Selena Gomez abordou pela primeira vez, em uma entrevista, o transplante de rim a que se submeteu em setembro. E o caso foi muito mais grave do que ela tinha dado a entender nas redes sociais. A cirurgia foi revelada em seu Instagram, mas na ocasião ela não deu maiores detalhes, além de afirmar que tinha relação com seu lúpus, doença que assumiu publicamente em 2015 e que a levou a passar boa parte do ano passado em reclusão, tratando de uma depressão sintomática. O máximo que Selena fez foi publicar uma imagem em que aparecia no hospital, de mãos dadas com a doadora, a atriz Francia Raísa (da série “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”). Agora, as duas compareceram a uma edição do programa matinal “Today Show”, que irá ao ar na próxima semana. Em alguns trechos adiantados pela rede NBC, Selena aparece abalada, revelando que poderia ter morrido se não tivesse feito o transplante. “Meus rins estavam acabados. Era o fim”, disse a artista de 25 anos. “Eu não queria pedir [doação de órgão] para nenhuma pessoa na minha vida. Até que chegou o dia em que fui para casa e descobri que ela tinha se voluntariado.” Neste ponto, a apresentadora Savannah Guthrie pergunta se Selena sente que Raisa salvou sua vida. E ela responde: “Sim, porque ela salvou”. Veja abaixo o trecho divulgado no Twitter. “You feel that Francia saved your life?” –@savannahguthrie“Because she did.” –@selenagomez pic.twitter.com/2C2tzIvz1S — TODAY (@TODAYshow) October 27, 2017

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    Robert Rodriguez declara ter escalado Rose McGowan em Grindhouse para confrontar Weinstein

    28 de outubro de 2017 /

    O diretor Robert Rodriguez trouxe à tona mais uma história de bastidores sobre o produtor Harvey Weinstein, envolvido num escândalo sexual de assédio em série. Em depoimento à revista Variety, ele afirmou ter escalado a atriz Rose McGowan em “Grindhouse” (2007) para confrontar Weinstein, após descobrir que o produtor tinha abusado dela. Idealizado como um programa duplo, composto pelos filmes “À Prova de Morte”, de Quentin Tarantino, e “Planeta Terror”, de Rodriguez, “Grindhouse” era uma homenagem ao cinema trash americano dos anos 1960 e 1970. Rose interpreta protagonistas nos dois filmes. A atriz acusou Weinstein de estuprá-la em 1997, enquanto ela atuava no filme “Pânico”, produzido pela Miramax. Assim como ela, várias outras atrizes vieram a público contar histórias de investidas não correspondidas e assédio sexual violento, como Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Mira Sorvino e Cara Delevingne. Rodriguez trabalhou com os irmãos Weinstein por muitos anos, lançando seus filmes principalmente pela Dimension, selo administrado por Bob Weinstein, irmão de Harvey. Leia abaixo, trechos do longo depoimento do diretor. “Eu não discuti previamente o que eu sabia sobre o incidente de 1997 sofrido por Rose em um quarto de hotel durante o Festival de Sundance, porque nunca quis fazer nada que prejudicasse um acordo legal que ela estabeleceu com Harvey Weinstein. Agora que ela é capaz de contar sua história, eu quero compartilhar o que eu sabia, quando eu soube, e o que eu fiz sobre isso. Conheci Rose em Cannes em 19 de maio de 2005, em uma festa da amfAR. ‘Sin City’ acabara de ser exibido no Festival e ela me disse que ela era uma fã de cinema noir e que desejaria ter participado de ‘Sin City’. Perguntei-lhe ‘Por que você não fez um teste? Você teria sido fantástica’. Ela disse que não podia, porque tinha sido colocada numa lista negra que a proibia de trabalhar em qualquer filme de Weinstein. Quando eu perguntei o que ela quis dizer com isso, e como ela poderia ser na lista negra, ela me contou a horrível história do que Harvey fez com ela sete anos antes. Minha primeira reação foi de choque. Lembro claramente o que eu disse em seguida: ‘Meu Deus, por que você não disse nada? Pessoas teriam defendido você! E o que fez seu noivo durante tudo isso? Eu teria pelo menos socado Harvey se eu tivesse ouvido isso’. Rose disse que eles não sabiam o que fazer. Ela confiou numa advogada, que havia lhe dito que, como ela tinha cenas de nudez nos filmes, nenhum júri acreditaria nela e que isso se transformaria na sua palavra contra a dele. Rose me disse que tudo o que podia fazer na época era conseguir que Harvey Weinstein doasse dinheiro para um abrigo de mulheres abusadas e, em troca, ela assinaria um acordo de não divulgação (NDA) que a proibia de falar sobre a terrível violação sem ser processada, e que ela nem deveria estar me contando. Para adicionar insulto ao prejuízo, ela me disse que estava na lista negra, proibida de participar de qualquer filme de Weinstein. Incensado pelo que ouvi, eu disse a Rose que ela não estava na lista negra dos meus filmes e que Harvey não podia me dizer quem eu podia escalar. O motivo era que Harvey não trabalhava em meus filmes. Eu filmei todos esses anos para a Dimension de Bob Weinstein. Então, eu expliquei que, se eu a incluísse no meu próximo filme, Harvey não poderia me impedir, porque minha primeira pergunta seria ‘Ah, realmente? Por que não posso escalá-la?’ E eu tinha certeza de que ele não gostaria de me dizer o motivo. Então, revelei a Rose que estava prestes a começar a escrever um filme com Quentin Tarantino, um homenagem às sessões duplas dos filmes apelativos dos anos 1970, e que, se ela estivesse interessada, eu escreveria uma personagem ‘bad ass’ e lhe daria um papel principal. Eu queria que ela tivesse um papel principal em um grande filme para tirá-la da lista negra, e a melhor parte disso é que teríamos a nova The Weinstein Company da Harvey para pagar por toda a maldita coisa. Assim que eu terminei de contar a Rose, eu vi Harvey andando pela festa! Liguei para Harvey para vir a nossa mesa, e assim que chegou perto o suficiente para ver que eu estava sentada com Rose, seu rosto caiu e ele ficou branco como um fantasma. Eu disse: ‘Ei Harvey, esta é Rose McGowan. Eu acho que ela é incrível e realmente talentosa e eu vou lançá-la no meu próximo filme’. Harvey então virou o maior canastrão que eu já vi, elogiando: ‘Ah, ela é maravilhosa, ah ela é incrível, ah, ela é fantástica, ah ela é tão talentosa … Vocês dois definitivamente deveriam trabalhar juntos’. E então ele desapareceu. Eu pude saber então que cada palavra que Rose me disse era verdade, você podia ver tudo em seu rosto. Olhei para Rose. Sua boca estava aberta e seus olhos estavam arregalados. ‘UAU. Nunca vi isso antes’, disse ela. Eu então disse a ela que se ela quisesse que eu escrevesse um papel para ela, a empresa de Harvey teria que financiá-la. Rose concordou, e o acordo foi concluído. Eu achei incrível que ela tivesse deixado o incidente para trás e continuado com sua carreira. Eu queria ajudar. Nós tínhamos um plano e, mais importante, nós tínhamos uma missão. Uma vez que o estúdio de Weinstein tinha prioridade sobre qualquer projeto meu ou de Quentin, eu sabia que nunca deixariam esse projeto ir para outro estúdio. Escalar Rose como protagonista pareceu o movimento certo para se fazer na época – para literalmente fazê-lo pagar. Mas por causa da NDA e a pedido de Rose, eu tive que ficar em silêncio até agora sobre o motivo pelo qual fizemos esse filme juntos, especialmente para Harvey. Nós sabíamos que, estrategicamente, não conseguíamos esfregar em seu rosto porque estávamos REALMENTE fazendo esse filme, pois ele simplesmente enterraria o filme, não o venderia bem e todos perderiam. Mas, para o nosso horror, Harvey enterrou nosso filme de qualquer maneira, e porque não queríamos nos arriscar a ser processados, nunca falamos publicamente sobre o assunto. Teria sido muito mais fácil para nós dois se pudéssemos ter revelado porque fizemos isso. Mesmo depois de 12 anos, nunca esquecerei de me sentar com Rose naquela festa e, instantaneamente, me inspirado a criar uma heroína de ação feminina que se transforma em um super-heroína que mata estupradores e sobrevive a uma apocalipse. Eu admito que realmente pareceu bom na hora o fato de usar arte para enfrentar o que Harvey estava fazendo com uma atriz maravilhosa, proibindo-a de trabalhar. Na época, era a única coisa que podíamos fazer. E mesmo que ‘Grindhouse’ tenha recebido críticas excelentes, que Rose tenha recebido elogios fantásticos, e o filme ainda seja até hoje favorito dos fãs, foi doloroso ver Harvey simplesmente enterrá-lo na distribuição… só porque Rose era a atriz principal. Essas últimas semanas me deram uma nova clareza e esperança ao ver a maré finalmente virar, ao ver Harvey finalmente fugir e ver todas as mulheres corajosas que compartilharam suas próprias histórias chocantes e angustiantes de abuso. Mas senti uma clara falta de histórias de homens que poderiam ter tentado fazer o que é certo, sem se importar com as conseqüências. Todo mundo tem que tomar uma posição e agir…”

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    Exibição de O Jardim das Aflições termina com pessoas feridas em Universidade de Pernambuco

    28 de outubro de 2017 /

    Uma exibição do filme “O Jardim das Aflições”, realizada na sexta-feira (27/10) no campus da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, terminou em tumulto e com pessoas feridas. Segundo o Jornal do Commercio, de Pernambuco, ao término da exibição do documentário sobre o filósofo conservador Olavo de Carvalho, estudantes e militantes de esquerda se posicionaram em um dos corredores que levavam à saída do ambiente, bloqueando a passagem. Eles gritavam palavras de ordem contra o público “fascista” e a provocação rendeu respostas e deu início a um confronto generalizado. Imagens gravadas pelo diretor Josias Teófilo com um celular mostram o corredor bloqueado e o clima acirrado. Outro vídeo registra que a confusão começa quando um dos integrantes do bloqueio avança em direção a um jovem vestindo uma camiseta com a imagem do deputado Jair Bolsonaro para empurrá-lo. “Virou uma praça de guerra. Eles avançavam gritando”, descreveu o diretor nas redes sociais. “Tentei mediar o conflito mas não foi possível. Os dois grupos se espancaram no corredor. Se não fosse essas pessoas que nos defenderam, teriam invadido o auditório e nos agredido. Virou uma briga de gangue, violência pesada”, lamentou. “Não podemos exibir um filme sobre filosofia em uma universidade sem, literalmente, derramamento de sangue. É um absurdo sem tamanho”. O Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão também usou o Facebook para se manifestar a respeito do ocorrido, classificando a violência como “lamentável” e “inaceitável”. “Trata-se de um comportamento inaceitável num país democrático. Filmes devem ser exibidos livremente (com a devida classificação etária). O mesmo vale para exposições, peças de teatro e outras manifestações culturais”, ele ponderou, acrescentando: “Não há censura, intolerância, totalitarismo, ilegalidade ou ódio ‘do bem’… Esta radicalização autoritária não interessa à cultura, à sociedade e ao país”. Esta não é a primeira polêmica criada em torno de uma exibição de “O Jardim das Aflições”. Sete dos filmes que fariam parte da 21ª edição do Cine PE foram retirados da programação do evento, após seus cineastas “pediram pra sair” diante da inclusão do filme de Teófilo na competição. Eles acusaram o evento de favorecer “um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”. Apesar do boicote, o documentário foi o vencedor do festival. Publicado por O Jardim das Aflições em Sexta, 27 de outubro de 2017  

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    Ator de Stranger Things é barrado no aeroporto de Los Angeles com cocaína

    28 de outubro de 2017 /

    O ator inglês Charlie Heaton, de 23 anos, que interpreta o personagem Jonathan Byers em “Stranger Things”, foi barrado no aeroporto de Los Angeles, ao chegar de Londres para um evento da série, após vestígios de cocaína terem sido identificados em sua bagagem. Segundo o site TMZ, a quantidade era mínima e, como não tinha registro como infrator, Heaton não foi preso, apenas deportado. O ator precisou voltar a Londres e perdeu o evento de estreia da série, que reuniu o elenco em Los Angeles na noite de quinta (26/10). Não há informações sobre o período em que Heaton ficará proibido de viajar aos Estados Unidos. Além de trabalhar em “Stranger Things”, ele também interpreta um super-herói no vindouro filme dos “Novos Mutantes”, que estreia em abril e também deverá ter première em Los Angeles.

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