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    James Toback baixa o nível em entrevista sobre assédio sexual na revista Rolling Stone

    28 de outubro de 2017 /

    O diretor, produtor e roteirista James Toback deu uma entrevista à revista Rolling Stone dias antes de virar alvo do escândalo sexual mais volumoso de Hollywood. Publicada apenas agora, a entrevista foi feita cinco dias antes do jornal Los Angeles Times trazer as denúncias de quase 40 mulheres à tona, e registra um vocabulário de baixíssimo nível. A reportagem da Rolling Stone antecipou o assunto, citando mulheres que tinham se identificado como vítimas do diretor nas redes sociais, mas na época ainda não havia a profusão de denúncias atuais. De acordo com o jornalista Glenn Whipp, autor da reportagem do Times, em uma semana o número de mulheres que o procurou para afirmar ter sido assediada pelo cineasta já passou de 300. A resposta do cineasta ao questionamento dos então “rumores” revelou um baixo nível chocante. “Todas essas acusadoras são chupadoras de p*u mentirosas ou de buc*tas mentirosas”, ele afirmou para a Rolling Stone. “Posso ser mais claro do que isso?” “Qualquer pessoa que diga isso sobre mim, eu só quero cuspir na cara dela”, acrescentou. “Ninguém que já trabalhou comigo ou me conhece diria algo assim de mim. Ninguém”. Entretanto, após a reportagem do Times, Julianne Moore confirmou que ele a assediou como as mulheres descreveram no artigo. E Selma Blair e Rachel McAdams deram detalhes sórdidos, descrevendo até masturbação durante um suposto teste de elenco, em entrevista à revista Vanity Fair.

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    Gérard Depardieu lança livro amargo com reflexões sobre sua vida

    27 de outubro de 2017 /

    O lendário ator francês Gérard Depardieu lançou um livro de memórias, intitulado “Monstre” (Monstro), em que faz um balanço amargo de sua vida. Lançado na quinta (26/10), o livro mistura relatos sobre suas relações com mestres do cinema a reflexões sobre textos de alguns de seus escritores prediletos, e é repleto de comentários pessimistas sobre a humanidade. “Como podemos continuar avançando em uma civilização que pouco a pouco está perdendo suas razões de ser?”, questiona o ator num trecho, retomando uma reflexão do autor austríaco Stefan Zweig, que se suicidou em fevereiro de 1942, atormentado pela agonia do mundo. Depardieu fala também da sua infância miserável em Berry, no centro da França, e de seu pai, “Dédé”, que “nunca tinha visto o mar”. Conta como descobriu o teatro, seu encontro com figuras como Claude Régy e Marguerite Duras, e como os cineastas Bernardo Bertolucci, Marco Ferreri e François Truffaut mudaram a sua vida. Ele descreve a si próprio, aos 68 anos, como um homem cansado das “normas”, que celebra “a violência dos excessos”. E fala sobre a morte, que define como “um belo ponto de exclamação sobre o que foi vivido”.

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    Academia do Oscar terá código de conduta após escândalo sexual de Harvey Weinstein

    27 de outubro de 2017 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decidiu tomar algumas providências para impedir novos escândalos sexuais, como os casos de abuso e até estupro denunciados por atrizes contra o produtor Harvey Weinstein. A CEO do Oscar, Dawn Hudson, revelou que serão criados novos códigos de conduta para os membros da organização, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (27/10). “Assim como você, o Conselho dos Governadores [os diretores da Academia] está preocupado sobre o assédio sexual e o comportamento predatório no local de trabalho, especialmente na nossa indústria. Acreditamos que a nossa Academia tem a obrigação de trazer uma atmosfera respeitosa e segura para os profissionais que fazem filmes”, Hudson disse na nota divulgada para a imprensa. “Para este fim, estamos avançando para estabelecer um código de conduta aos nossos membros, o que irá incluir política para avaliar as alegadas violações e determinar ações de desfiliação da Academia”, completou. No dia 14 de outubro, os 54 membros do conselho decidiram expulsar Weinstein, após o jornal The New York Times revelar alegações de assédio sexual contra o produtor. A reportagem inspirou dezenas de atrizes a romperem o silêncio para se juntarem às denúncias, alegando até estupro. Mais de 50 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E nesta semana o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. A repercussão do caso fez com que várias outras estrelas relatassem suas experiências de abuso em Hollywood. E o diretor James Toback foi acusado por quase 40 atrizes em uma reportagem do jornal Los Angeles Times. Em menos de uma semana, o número saltou para mais de 200, entre elas algumas famosas, como Selma Blair e Rachel McAdams. “Estamos consultando especialistas em leis e ética para ter um melhor entendimento do que mais podemos e deveríamos fazer. Apesar de não termos a intenção de funcionar como um corpo investigativo, temos o direito e obrigação como uma associação voluntária de manter padrões limpos de conduta em ambiente de trabalho para aqueles que aceitamos como membros”, acrescentou Dawn Hudson.

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    Corey Feldman anuncia documentário sobre pedofilia em Hollywood e revela sofrer ameaças de morte

    26 de outubro de 2017 /

    Conhecido por seus papéis como ator-mirim em filmes dos anos 1980, como “Os Goonies”, “Conta Comigo” e “Garotos Perdidos”, Corey Feldman anunciou que está preparando um documentário sobre os abusos que sofreu o início de sua carreira em Hollywood. Mas que está com muito medo, pois desde que iniciou a campanha para arrecadar fundos para o projeto, vem sofrendo ameaças de morte. Ele explica, em um vídeo do projeto, que ao revela detalhes de sua vida irá expor um esquema de pedofilia que acontece na indústria do cinema americano e promete denunciar nomes de grande peso em Hollywood. Mas que vai precisar de dinheiro, não só para produzir o filme, mas para se proteger legalmente de processos, já que envolverá o nome de um grande estúdio e de alguém que ainda é muito poderoso. Em sua chamada “Campanha da Verdade”, o ator disse que precisa arrecadar US$ 10 milhões em dois meses para realizar o filme e sua defesa jurídica, e confessa estar com medo do que possa acontecer. A campanha, que está no ar no site Indiegogo, oferece diversas recompensas para quem colaborar. Essa não é a primeira vez que Feldman aborda a pedofilia nos bastidores do cinema americano. Mas, até então, suas declarações eram indiretas. O anúncio do documentário acontece após diversas atrizes superarem o medo de dar nomes a assediadores em série de Hollywood, revelando os escândalos sexuais recentes de Harvey Weinstein e James Toback. O vídeo abaixo foi disponibilizado na página do projeto no Indiegogo.

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    Selma Blair e Rachel McAdams acusam James Toback de abuso sexual

    26 de outubro de 2017 /

    Após mais de 200 aspirantes a atrizes compartilharem histórias de assédio sofrido pelo diretor James Toback, as primeiras estrelas começaram a se manifestar. Selma Blair (“Hellboy”) e Rachel McAdams (“Sherlock Holmes”) contaram à revista Vanity Fair que o roteirista, diretor e produtor, indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), passou dos limites, no que deveria ser um teste para um filme. Diante da primeira, ele chegou a se masturbar. “Quando ele chamou essas mulheres de mentirosas, disse que não se lembrava de encontrá-las e que o comportamento alegado não poderia ser atribuído a ele, senti uma fúria e uma obrigação de falar em público agora”, disse Blair. Sua experiência com Toback ocorreu em 2000, durante uma reunião para discutir uma participação em ‘O Garoto de Harvard’, que ele escreveu. Enquanto esperava por ele, uma funcionária do hotel se aproximou de Blair e disse que Toback não iria descer, mas que ele havia pedido que ela se juntasse a ele no quarto. “Contra meu melhor julgamento, subi as escadas”, ela contou à revista. No quarto do hotel, Toback teria pedido à Blair para tirar a roupa e recitar um monólogo. Quando ele pediu que ela fizesse sexo com ele, Blair recusou, mas Toback insistiu que ela o deixasse se masturbar na frente dela e disse: “Você não pode sair até eu gozar”. Ela continuou: “Ele me levou de volta à cama. Ele me sentou. Ele se ajoelhou. E ele começou a se esfregar contra minha perna. Ele era engordurado e eu tinha que olhar para aqueles grandes olhos castanhos. Tentei afastar o olhar, mas ele segurava meu rosto. Então fui forçado a olhar nos olhos dele. E eu senti desagrada e envergonhada, e pensei que ninguém jamais me consideraria limpa depois de estar perto do diabo. Sua energia era tão sinistra”. Depois disso, Toback a intimidou para não falar nada sobre o que tinha acontecendo, ameaçando sua vida. “Há uma garota que foi contra mim”, Blair afirma que ele disse. “Ela ia falar sobre algo que fiz. Mas vou te dizer, e isso é uma promessa, não importa o quanto tempo tenha passado, eu tenho pessoas que podem raptar quem falar e jogar no rio Hudson com blocos de cimento nos pés. Você entende do que estou falando, certo?” Selma Blair, que tinha 27 anos na época, não quis participar de “O Garoto de Harvard”, que acabou estrelado por Sarah Michelle Gellar (a “Buffy”) e Joey Lauren Adams (“Procura-se Amy”). A história de Rachel McAdams aconteceu mais ou menos na mesma época, quando ela tinha apenas 21 anos. “Quando cheguei à reunião, ele imediatamente me disse que tinha se masturbado pensando em mim múltiplas vezes desde que viu meu teste de elenco”, contou a atriz. Toback, então, perguntou se podia ver seus pêlos pubianos. McAdams decidiu ir embora. “Eu tive muita sorte de sair e ele realmente não me atacou fisicamente de nenhuma maneira”, disse ela. O diretor recusou o pedido da Vanity Fair para comentar as acusações de Blair e McAdams. Além das duas, Julianne Moore (“Para Sempre Alice”) também contou ter sido assediada por ele em duas oportunidades, mas na rua, com convites para testes particulares em seu hotel.

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    Mark Wahlberg diz se arrepender de ter feito Boogie Nights, que o tornou astro de Hollywood

    25 de outubro de 2017 /

    Antes de “Boogie Nights” (1997), Mark Wahlberg era Marky Mark, um rapper medíocre que tinha um irmão na boy band New Kids on the Block. Depois de “Boogie Nights”, ele virou um ator que Hollywood passou a levar a sério. Mas, uma fortuna e uma carreira depois, ele agora se diz arrependido de ter feito o filme do diretor Paul Thomas Anderson, até hoje considerado o melhor trabalho de sua filmografia. Tudo porque o papel era de um ator pornô, na nascente indústria do cinema adulto dos anos 1970. “Eu sempre espero que Deus seja um fã do cinema e também perdoe, porque eu fiz algumas escolhas ruins no passado”, afirmou o ator, segundo o site Chicago Inc. Questionado de qual filme estaria falando, Wahlberg foi direto: “‘Boogie Nights’ está lá no topo da lista.” Católico fervoroso, Wahlberg mostrou-se arrependido de ter feito o filme num encontro religioso, em uma igreja católica de Chicago. Sua aparição no evento teria como objetivo atrair os jovens para a religião. No início deste ano, o ator já tinha dito à ABC News que quase recusou o papel principal no filme, mas acabou convencido pelo roteiro e pelo envolvimento de Anderson. Ele acrescentou, no entanto, que nunca repetiria o papel. “Tenho quatro filhos, duas filhas, sou casado e tento não deixar que isso afete o que eu faço como artista. Mas, sendo um pai, seria mais difícil tomar essa decisão agora”.

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    Mais de 200 mulheres acusam o diretor James Toback de assédio, inclusive Julianne Moore

    24 de outubro de 2017 /

    Após a publicação da reportagem em que mais de 30 mulheres acusaram o diretor James Toback de abuso sexual, o repórter responsável pela matéria no jornal Los Angeles Times declarou que outras 193 mulheres o contataram com novas denúncias. Glenn Whipp divulgou o número alarmante pelo Twitter, dizendo que as vítimas se sentiram encorajadas a contatá-lo após o artigo, publicado no último domingo (22/10). Todas as mulheres relatam que Toback as atraía se vangloriando de sua carreira no cinema e dizendo que poderia torná-las estrelas de Hollywood. Em seguida, guiava a conversa para assuntos pessoais e fazia perguntas sobre sexo, convidando-as para um teste privado de interpretação. Ao ver a repercussão do caso, a atriz Julianne Moore lembrou que Toback a abordou na rua com a mesma conversa nos anos 1980. “Vamos fazer um teste, venha ao meu apartamento”, citou a vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice” (2014), usando seu Twitter. “Eu recusei. Um mês depois, ele me viu na rua e fez o convite novamente com as mesmas palavras. Eu disse: ‘Você não se lembra de ter feito isso antes?'”. Toback nega todas as acusações, com a desculpa de que seria “biologicamente impossível” que ele tenha cometido assédio devido a um problema de coração e diabetes. Indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), James Toback trabalha em Hollywood desde os anos 1970. Seu filme mais recente, “The Private Life of a Modern Woman”, tem Sienna Miller como protagonista e estreou no Festival de Veneza este ano. UPDATE: 38 women contacted me for this story. That number has now doubled since it was published. https://t.co/beVGHWGOKM — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 22, 2017 Updating again: Since this story published on Sunday, 193 additional women have contacted me to talk about Toback. https://t.co/beVGHWpdmc — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 23, 2017 @GlennWhipp 1 – #JamesToback approached me in the 80's on Columbus Ave with the same language – wanted me to audition, come to his apt. — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017 @GlennWhipp 2. I refused. One month later he did it again with the EXACT same language. I said don't u remember u did this before? — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017

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    Steven Seagal é acusado de assédio sexual

    24 de outubro de 2017 /

    O ator Steven Seagal foi acusado de assédio sexual pela jornalista Lisa Guerrero, que contou sua história em uma reportagem da revista Newsweek. A jornalista, que já foi atriz, revelou que em 1996 foi convidada a participar de uma seleção de elenco na casa do ator. Mas ficou com receio e levou uma amiga. Ao chegar ao local, as duas foram recebidas por Seagal apenas de roupão. “Quando li os relatos sobre Harvey Weinstein, eu despertei. É a mesma coisa que o Steven Seagal fez comigo. Depois descobri que ele é famoso por fazer isso”, afirma. Em 1998, a atriz Jenny McCarthy já tinha tornado público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente a Seagal, o que ele negou na época. De acordo com a Newsweek, o programa Inside Edition, em que Guerrero trabalha, está preparando uma reportagem-bomba com inúmeras denúncias de mulheres contra Seagal. McCarthy é uma delas. A reportagem também deve trazer ex-assistentes de Seagal, que o processam desde 2001 – entre elas, Blair Robinson, neta de Ray Charles – por assédio sexual. Vale lembrar que, em 2010, a CNN registrou que o reality show em que ele era policial honorário, “Steven Seagal: Lawman”, foi interrompido após a acusação de abuso de uma funcionária da produção. A ex-modelo Kayden Nguyen disse que foi contratada como assistente de Seagal, mas assim que os dois se instalaram em Nova Orleans ele tentou estuprá-la. Ela também acusou o ator de manter duas jovens russas na produção apenas para atendê-lo sexualmente.

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    Matt Damon confessa que sabia do assédio de Harvey Weinstein a Gwyneth Paltrow

    23 de outubro de 2017 /

    Matt Damon foi com George Clooney ao programa “Good Morning America” para promover o filme “Suburbicon”, mas acabou tendo que responder sobre as acusações de assédio e estupro de Harvey Weinstein, produtor do longa que o projetou, “Gênio Indomável” (1990), pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Roteiro, além do programa “Project Greenlight” (2001–2015), que ele concebeu com seu amigo Ben Affleck. Assim que as denúncias começaram a aparecer na mídia, o ator afirmara que não tinha noção do que acontecia e que se sentia muito mal pelas mulheres que passaram por tamanha humilhação. Agora, ele confessou que sabia que Weinstein tinha assediado Gwyneth Paltrow, mas achava que ele era apenas “mulherengo” e “babaca”, não um estuprador em série. Damon sabia do caso de Gwyneth, porque ela namorou seu amigo Ben Affleck nos anos 1990, e o assunto veio à tona na época de “O Talentoso Ripley” (1999), uma produção da Miramax, empresa de Weinstein, que Damon e Paltrow estrelaram. “Eu sabia dessa história, mas eu nunca falei com ela sobre isso. Ben me contou, mas eu sabia que eles tinham chegado a um acordo. Ela lidou com isso. Ela era a primeira-dama da Miramax e Weinstein a tratou com muito respeito. Sempre”, afirmou o ator. “Quando as pessoas dizem que todos sabiam, sim, eu sabia que ele era um babaca. Ele tinha orgulho disso”, Damon acrescentou. “Bastava passar cinco minutos com ele para saber que era um valentão, que era intimidante. Essa era a lenda: conseguir sobreviver a uma reunião com Harvey”. “Eu sabia que ele era um mulherengo. Eu não gostaria de ser casado com esse cara, mas isso não é uma questão minha, na verdade. Mas esse nível de predação sexual criminosa é algo que jamais imaginei”, disse o ator, ressaltando que nunca viu Weinstein agir de maneira inapropriada com nenhuma mulher em público. Mais de 50 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E nesta semana o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal.

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    Produtora The Weinstein Company é investigada pela promotoria de Nova York

    23 de outubro de 2017 /

    A produtora The Weinstein Company (TWC) está sob investigação e foi intimada pela promotoria de Nova York a entregar documentos confidenciais, após o escândalo sexual que envolveu seu fundador Harvey Weinstein. O foco são as reclamações de assédio sexual no ambiente de trabalho. A justiça quer averiguar se a empresa acobertou ou mesmo se facilitou o assédio do magnata contra suas funcionárias. O promotor de Nova York, Eric T. Schneiderman, pediu que a companhia entregasse todos os documentos relacionados a queixas oficiais ou não oficiais contra o executivo. Ele também afirmou que está analisando como a produtora lidou com as denúncias, se houve acordos com vítimas e quais eram os critérios de contratação. O objetivo é verificar se houve violação de leis trabalhistas ou de direitos humanos na forma como a TWC lidou com as denúncias de assédio contra Weinstein. “Nenhum nova-iorquino deveria ser forçado a entrar em um local de trabalho dominado por intimidação sexual, assédio ou medo. Se assédio sexual e discriminação estão entranhados em uma empresa, nós queremos saber”, declarou o promotor em comunicado. Mais de 50 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E nesta semana o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e também pelo BAFTA, a Academia britânica, e o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal.

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    Modelo brasileira revela ter quebrado um copo para usar como arma contra Harvey Weinstein

    23 de outubro de 2017 /

    A modelo brasileira Juliana de Paula se juntou à lista cada vez maior de mulheres que acusam o produtor Harvey Weinstein de abuso sexual. Em depoimento ao jornal Los Angeles Times, Juliana contou que ele a obrigou a beijar outras mulheres em seu apartamento em Nova York – “forçando, tipo empurrando duas cabeças em direção uma da outra” – , e quando ela tentou escapar, ele a teria perseguido pelado. A situação chegou ao ponto dela quebrar um copo de vinho para usar como arma, apontado-o contra ele para poder sair. “Me deixe sair agora ou isto terá sérias consequências”, ela revelou ter dito. “Ele olhou para mim e começou a rir. Eu fiquei chocada, completamente incrédula”. Weinstein já coleciona mais de 50 acusações de assédio sexual e até estupro por parte de atrizes, funcionárias e modelos. Além de Juliana de Paula, as tops Samantha Panagrosso e Zoe Brock também denunciaram o produtor, compartilhando histórias de terror. A australiana Brock diz ter se trancado no banheiro de um hotel para escapar a um ataque. Segundo a reportagem, Weinstein usava os contatos de sua esposa, a estilista Georgina Chapman da grife Marchesa, e seu status de produtor do “Project Runway” para atrair jovens modelos para suas armadilhas sexuais. Uma modelo italiana denunciou o produtor por estupro, que está sendo investigado pela polícia de Los Angeles.

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    Ewan McGregor e Mary Elizabeth Winstead são flagrados aos beijos após cenas quentes em Fargo

    23 de outubro de 2017 /

    O jornal britânico The Sun divulgou neste domingo (22) um flagra do ator Ewan McGregor, clicado em clima de romance com a atriz Mary Elizabeth Winstead em uma cafeteria em Londres, na Inglaterra. Eles contracenaram recentemente na 3ª temporada da série “Fargo”, onde compartilharam cenas quentes, como um banho de espumas numa banheira. McGregor é casado desde 1995 com a figurinista francesa Eve Mavrakis, com quem tem quatro filhos. Os dois estavam sendo alvos de rumores de separação, após serem clicados sem alianças. No entanto, nenhum deles havia confirmado o divórcio. Já Mary era casada com o roteirista Riley Stearns desde 2010, mas se separou em maio de forma amigável. Os atores não buscaram esconder o relacionamento e foram vistos aos beijos por funcionários, clientes e um paparazzi, que fez as fotos. Ele ainda revelou que após o jantar e muitas carícias, eles saíram do estabelecimento e foram embora na moto de Ewan. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.

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    Diretor de Guardiões da Galáxia diz que alertava sobre James Toback há 20 anos

    22 de outubro de 2017 /

    O diretor James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) veio a público afirmar que conhecia a reputação de James Toback, acusado neste domingo (22/10) de assédio sexual por quase 40 mulheres. Num post de seu Facebook, o cineasta da Marvel afirmou que, durante 20 anos, alertou outras pessoas sobre o comportamento do cineasta. Gunn contou que conheceu pessoalmente “pelo menos 15 mulheres” assediadas pelo diretor, que foi denunciado pelas vítimas em uma reportagem publicada pelo jornal Los Angeles Times. Uma, inclusive, era de sua família. “É importante dizer que não testemunhei nada disso”, escreveu Gunn. “Mas as histórias são tão estranhamente semelhantes, e as escutei repetidas vezes de algumas das pessoas em quem eu mais confio no mundo, e sei que as chances delas serem falsas … bem, seria simplesmente impossível”. “Quando eu morava em Nova York, na década de 1990, esse cara estava em todos os lugares”, relata Gunn. “Eu pessoalmente conheci pelo menos 15 mulheres, provavelmente mais, que dizem terem sido abordadas por ele em Nova York. Ele basicamente chegava e dizia: ‘Oi, sou James Toback e sou um diretor famoso, e sinto que existe uma conexão entre nós’. Então ele lhes mostra algum artigo sobre ele mesmo ou algum documento para provar que era quem dizia, e então tentava as convidava para ir a outro lugar com ele”. O cineasta revelou sua proximidade com as vítimas. “Ele fez isso com três garotas que eu namorei, duas das minhas melhores amigas e uma mulher da minha família… duas vezes. Sim, ele a abordou duas vezes com a mesma cantada idiota, sem perceber que era a mesma pessoa. Isso sem falar nas muitas outras mulheres com quem conversei em festas ou jantares sobre as interações delas com Toback”, escreveu. Sabendo disso, Gunn então começou a alertar outras pessoas a respeito do colega. “Eu fiz o que podia fazer no meu estado impotente: há 20 anos, venho falando de James Toback sempre que posso quando estou em um grupo de pessoas. Não podia impedi-lo, mas podia alertar as pessoas sobre ele”. Segundo as denúncias do Los Angeles Times, Toback atraía jovens atrizes que sonhavam em trabalhar em Hollywood e começava a usar uma linguagem de conotação sexual sob a desculpa de ser para um papel em um de seus filmes. Em seguida, ele começava a se masturbar na frente delas. Depois de publicar a mensagem no Facebook, Gunn respondeu a alguns comentários. E revelou conhecer outros assediadores. “Sim, conheço mais uns dois. Mas não tenho tanta informação sobre eles como tinha em relação a Toback, então não posso colocar as coisas aqui no Facebook (alguém me lembrou que eu postei sobre o Toback anos atrás, quando eu estava um pouco menos susceptível a processos do que estou agora). Mas me encontre em qualquer lugar e eu vou te dizer quem são”. Veja a íntegra do post original abaixo. When I lived in New York, in the 'nineties, this dude was EVERYWHERE. I have personally met at least FIFTEEN WOMEN,… Publicado por James Gunn em Domingo, 22 de outubro de 2017

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