Polícia de Nova York revela que prisão de Harvey Weinstein é iminente
A acusação de estupro da atriz Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire”) contra Harvey Weinstein deverá resultar na prisão do produtor. O detetive Robert Boyce, da polícia de Nova York, afirmou à agência Associated Press que a denúncia é consistente e já há evidências apuradas. Segundo a agência, numa reunião interna da equipe policial, Boyce também disse que, se Weinstein estivesse em Nova York neste momento e o estupro alegado tivesse sido recente, “nós iremos imediatamente fazer a prisão. Sem dúvida”. Mas como Weinstein está em outro estado e as alegações falam num estupro acontecido há sete anos, os investigadores devem reunir mais provas em primeiro lugar. Paz de la Huerta fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que foi vítima de dois estupros de Weinstein em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. O primeiro aconteceu em novembro de 2010, quando o produtor se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. Além de contar a história para a imprensa, ela tomou coragem para denunciar o produtor na polícia, o que a maioria das acusadoras de Weinstein não fez. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Promotoria de Los Angeles investiga ator de That ’70s Show e The Ranch por estupros
O ator Danny Masterson, um dos astros da série clássica “That ’70s Show”, que atualmente faz parte de “The Ranch”, na Netflix, virou alvo da promotoria de Los Angeles, que está revendo antigas acusações de estupro contra ele, lembradas em meio à onda de denúncias que sacode Hollywood. Quatro mulheres acusaram o ator de 41 anos de ataques sexuais no começo da década de 2000. Mas, segundo o site Huffington Post, as autoridades não puderam agir na época, devido à interferência da igreja da Cientologia, da qual o ator é adepto. As mulheres que o acusavam também eram integrantes da igreja, que tem como regra proibir colaboração com a polícia. De acordo com o relato do site, a instituição mobilizou 50 seguidores para darem testemunhos escritos favoráveis a Masterson e contrários às acusadoras. Além disso, o arquivo com os depoimentos e acusações formais desapareceu misteriosamente no começo do processo, fazendo com que a promotoria tivesse que recomeçar todo o caso do zero. Masterson nega veementemente todas as acusações desde 2004, quando a primeira denúncia veio à tona. Mas fontes ouvidas pelo Huffington Post afirmam que o caso foi reaberto recentemente, após “evidências incriminadoras” terem sido recebidas pela promotoria. Trata-se do segundo escândalo sexual envolvendo uma estrela de série da Netflix, que chegou a suspender a produção de “House of Cards”, após Kevin Spacey ser acusado de inúmeros assédios – inclusive por integrantes da equipe da série.
Corey Feldman revela nome de ator que o molestou quando era menor
Corey Feldman avançou em suas denúncias de abusos sexuais que sofreu quando era uma ator-mirim em Hollywood. Ele vem falando sobre o tema há anos, mas nunca tinha citado um nome sequer. Após diversas atrizes superarem o medo de dar nomes a assediadores em série de Hollywood, revelando os escândalos sexuais recentes de Harvey Weinstein e James Toback, ele decidiu contar sua história por meio de um documentário, que pretende financiar com apoio coletivo. E para levantar os fundos, vem participando de entrevistas. Na mais recente, no programa de TV “The Dr. Oz Show”, Feldman soltou o primeiro dos muitos nomes que estava guardando para o filme, afirmando que foi molestado pelo ator John Grissom. Grissom participou de apenas dois filmes, “Sem Licença para Dirigir” (1988) e “Um Sonho Diferente” (1989), ambos estrelados por Feldman e seu companheiro e amigo, Corey Haim, que morreu em 2010 e que também teria sofrido abusos durante a infância em Hollywood. Na época, Feldman tinha entre 17 e 18 anos e Haim, entre 18 e 19 anos. O programa de TV revelou que Grissom tem ficha criminal, incluindo uma prisão em 2001 e condenação em 2003 por abuso sexual de menor. Feldman afirmou, durante a entrevista televisiva, que pretendia revelar o nome de Grissom como um de seus abusadores no livro de memórias que lançou em 2013, mas teria sido convencido a não acusar ninguém por seus advogados. Ele diz que tem muitos outros nomes para revelar, mas precisa de defesa jurídica. Por isso, decidiu fazer as denúncias num filme, visando arrecadar US$ 10 milhões para filmá-lo e também pagar advogados.
Ator da série Veronica Mars se suicida aos 34 anos
O ator Brad Bufanda, cujo maior papel da carreira foi uma participação recorrente como Felix Toombs na série “Veronica Mars”, cometeu suicídio, segundo o site TMZ. Um porta-voz do ator confirmou à publicação que ele tirou a própria vida na quarta-feira (1/11), mas não divulgou mais detalhes sobre o assunto. Bufanda tinha 34 anos. Bufanda apareceu nas duas primeiras temporadas da cultuada série protagonizada por Kristen Bell, até ser assassinado na trama. Na mesma época, participou dos filmes “A Nova Cinderela” (2004) e “Debating Robert Lee” (2004), mas sua carreira estagnou. Ele chegou a tentar virar jogador profissional de basquete, mas se feriu e decidiu voltar a trabalhar como ator, indo parar na série erótica “Co-Ed Confidential”, do canal pago Cinemax. Até o cancelamento da atração em 2010 o deixar desempregado. No filme “Veronica Mars”, de 2014, o personagem do ator foi lembrado durante uma reunião de ex-colegas do ensino médio, num vídeo de tributo para os estudantes que morreram. Visando retomar sua trajetória em produções mais convencionais, Bufanda decidiu mudar seu nome, reparecendo como Bradley Joseph numa tentativa de retorno em 2017. Com este nome, filmou uma comédia ainda inédita e estava no meio de outra produção, quando morreu.
Kevin Spacey é acusado de assédio por integrantes da produção de House of Cards
Novas acusações de assédio contra Kevin Spacey vieram à tona, agora da equipe de produção da série “House of Cards”. Se os casos anteriores teriam acontecido há muitos anos, os novos são atuais. Pelo menos oito pessoas da produção da série foram citadas numa reportagem do canal de notícias CNN, mas só concordaram em falar sobre o assunto sob anonimato. Elas afirmam que foram vítimas de assédio e abuso sexual por Spacey, além de ter presenciado o mesmo comportamento do protagonista da atração com outras pessoas que trabalharam nas gravações da série premiada da Netflix. Um dos relatos diz que o ator tocou um funcionário em suas partes íntimas, por cima da calça, no veículo em que estava sendo transportado. A vítima, que não teria consentido com o gesto, ainda afirmou que ficou em “estado de choque” com a situação e se preocupou, pois o ator tinha “uma posição muito poderosa na série”. A mesma vítima ainda disse que Spacey deixava o ambiente das gravações “tóxico”, além de ter um comportamento “predador” e geralmente direcionado a homens jovens. Uma ex-assistente de produção disse que o ator costumava agir de maneira inadequada, criando uma brincadeira sexual, quando segurava as mãos de funcionários do set e as levava próximo a sua virilha. Outros funcionários disseram ter observado ou sido vítimas de aproximações inapropriadas de Spacey, sempre relacionadas a avanços sexuais no ambiente de trabalho. Todos eles teriam receado denunciar o ator para não perderem o emprego, ou ainda terem sido considerados mentirosos. A multiplicação de denúncias contra Spacey levou a CNN a comparar o caso com o de Harvey Weinstein. Após a denúncia de Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”), atores que trabalharam no teatro Old Vic, de Londres, quando Spacey dirigiu o estabelecimento, também mencionaram um ambiente tóxico, marcado pelo assédio em série do ator. A Media Rights Capital, produtora de “House of Cards”, e a Netflix chegaram a se dizer “profundamente preocupadas”, em comunicado conjunto, após as novas acusações contra o ator. As gravações da 6ª temporada da série foram suspensas.
Atriz de Boardwalk Empire diz que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes
A atriz americana Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire” e terror “Nurse – A Enfermeira Assassina”) afirmou que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes em 2010, aumentando a lista de denúncias sexuais contra o produtor de Hollywood. Ela fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que as agressões aconteceram em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. A primeira aconteceu em novembro de 2010, quando Weinstein se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. A polícia de Nova York “está a par das denúncias de agressão sexual”, afirmou à AFP (agência France Presse) o sargento Brendan Ryan, que também disse que a polícia está “colaborando com o Ministério Público de Manhattan”. Segundo a rede CBS, já teria sido designado um procurador de crimes sexuais para este caso. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Paolla Oliveira é eleita a mulher mais sexy do Brasil pelos leitores da revista VIP
A atriz Paolla Oliveira, que apareceu fardada e em ringues de MMA na novela “A Força do Querer”, mostrou sua força entre os leitores da revista VIP, que a elegeram a “mais sexy” dentre as “100+” do Brasil, em sua edição de novembro, que chega às bancas nesta sexta-feira (3/11). Aos 35 anos, Paolla já soma dois títulos de mais sexy da VIP. O primeiro foi em 2013, ano em que estrelou outra novela: “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco. No top 10 das 100+, estão também atrizes como Grazi Massafera, a vilã Lívia de “O Outro Lado do Paraíso”, Mariana Ximenes, que foi a atriz brasileira que mais apareceu no cinema em 2017, e a cantora Anitta, que está em toda a parte.
Cineasta indie lança campanha para barrar Casey Affleck no Oscar 2018
O cineasta indie Cameron Bossert (“The Last 48”) lançou uma campanha online para impedir a participação do ator Casey Affleck na cerimônia do Oscar de 2018. Seu objetivo é quebrar uma tradição da Academia, na qual o vencedor da categoria Melhor Ator apresenta o prêmio de Melhor Atriz do ano seguinte. “Após a revelação de que Harvey Weinstein assediou mulheres por décadas, a Academia votou para retirar sua afiliação“, escreve Bossert no texto do abaixo-assinado virtual, postado na popular plataforma Change.org. “Mas você sabia que outro acusado de assédio sexual foi convidado para participar da cerimônia em 2018?” Ele cita as acusações de assédio sexual contra Affleck feitas por duas mulheres que trabalharam no documentário “Eu Ainda Estou Aqui”, que ele dirigiu em 2010. A diretora de fotografia Magdalena Gorka e a produtora Amanda White alegaram que Affleck as agrediu verbalmente e sexualmente. Affleck negou, mas acertou uma indenização para as duas. Vale lembrar que durante a cerimônia do Oscar deste ano, ao lhe entregar o troféu de Melhor Ator por “Manchete à Beira-Mar”, a atriz Brie Larson se recusou a aplaudi-lo, e depois ainda confirmou que fez isso de propósito. Segundo a tradição do Oscar, agora é a vez de Casey Affleck entregar a estatueta de Melhor Atriz na cerimônia de 2018. “Após essas acusações contra ele, a Academia deveria tomar uma ação e rescindir o privilégio deste ano”, escreveu Bossert, cobrando a suspensão do convite para ator apresentar um dos prêmios da cerimônia. Até esta quinta-feira (1/11), cerca de 17 mil assinaturas foram coletadas na campanha.
Dustin Hoffman é acusado de assédio por assistente que tinha 17 anos de idade
Dustin Hoffman é mais um nome famoso de Hollywood envolvido em acusação de assédio sexual, em meio à multiplicação de denúncias que vieram à luz após a execração coletiva de Harvey Weinstein. Uma assistente de produção do longa “A Morte de um Caixeiro-Viajante”, de 1985, que rendeu a Hoffman um Globo de Ouro por sua atuação, relatou a convivência abusiva com o astro no set. Na época, a escritora Anna Graham Hunter tinha 17 anos. Em um relato em primeira pessoa, publicado pela revista The Hollywood Reporter, ela descreveu o que passou com Hoffman durante as filmagens. “Ele me pediu para fazer massagem em seus pés no meu primeiro dia no set; eu fiz. Ele estava flertando abertamente, ele agarrou minha bunda, ele falou sobre sexo para mim e na minha frente. Numa manhã, eu fui ao seu camarim para pegar o pedido dele para o café. Ele olhou para mim e sorriu. Então ele disse: ‘Eu quero um ovo cozido de gema dura e um clitóris macio. Sua comitiva explodiu em gargalhadas. Eu saí, sem palavras. Então fui ao banheiro e chorei”. Ela também transcreveu partes de cartas que enviava para a irmã, que morava em Londres na época, detalhando as cinco semanas em que trabalhou no set do telefilme. “Quando eu levei Dustin até sua limusine, ele tocou na minha bunda quatro vezes. Eu bati nele todas as vezes, e disse que ele era um velho sujo”. No relato, ela cita o produtor Bob Colesberry, dizendo que ele a teria demitido caso visse a cena. Hunter conta ainda que uma supervisora pediu para que ela “sacrificasse alguns de seus valores” pelo bem da produção. Nos primeiros dias de diário, ela admite que adorava a atenção de Dustin. “Até que eu deixei de adorar”. Poucos dias depois, ela escrevia: “Não vou deixar Dustin colocar as mãos em mim. E acho uma bosta que Bob espere que eu deixe”. “Hoje esse negócio ficou mais assustador. Ou ao menos, menos atraente. Essa manhã, quando perguntei a Dustin o que ele queria para o café da manhã, ele disse algo que superou até seus níveis mais baixos. Foi pior que qualquer coisa que alguém já tenha me dito na rua. Foi tão grosseiro que eu não consegui dizer nada. Eu simplesmente me virei e fui embora”, ela escreveu para a irmã. Anna, que hoje tem 49 anos e é escritora, diz que agora consegue enxergar a situação com mais clareza. “Ele era um predador eu era uma criança, e isso foi assédio sexual”. Procurado pela revista, Hoffman pediu desculpas. “Eu tenho o maior respeito pelas mulheres e me sinto terrível que qualquer coisa que eu tenha feito possa tê-la colocado em uma situação desconfortável. Sinto muito. Não é reflexo de quem eu sou”. O trabalho mais recente de Hoffman é o filme “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe”, da Netflix, que foi exibido no Festival de Cannes 2017.
Brett Ratner se afasta das produções da Warner após acusações de abuso sexual
O diretor Brett Ratner, responsável pela franquia “A Hora do Rush” e por “X-Men: O Confronto Final” (2006), anunciou o seu afastamento da Warner Bros. após diversas alegações de abuso. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. Ratner foi acusado de abuso sexual por seis mulheres, entre elas as atrizes Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) e Natasha Henstridge (“A Experiência”). Poucas horas após a publicação da reportagem, a Warner emitiu seu próprio comunicado, afirmando que “estava ciente das alegações” e “ponderando a situação”. A relação de Ratner com a Warner se deve a seu sucesso como produtor. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. Com a confirmação de seu afastamento, ele não vai poder mais utilizá-lo e seu nome será tirado dos futuros lançamentos da Warner, com produção da RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. O último filme de Ratner como diretor foi “Hércules” (2014) e ele pretendia filmar a cinebiografia de Hugh Hefner, o fundador da Playboy. Apesar de Jared Leto ter sido cogitado como protagonista, após as alegações o projeto foi suspenso e Leto negou seu envolvimento.
Diretor de X-Men: O Confronto Final é acusado de assédio pela intérprete de Psylocke e outras mulheres
O produtor e diretor Brett Ratner, que dirigiu “X-Men: O Confronto Final” (2006) e a trilogia “A Hora do Rush”, foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estão as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências com Ratner ao jornal Los Angeles Times. A história de Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) já era conhecida, embora mídia e Hollywood não tenham dado a devida atenção. Ela confirmou que o diretor se masturbou em sua frente no set de “Ladrão de Diamantes” (2004), quando ela ainda era uma aspirante a atriz. A experiência foi descrita em seu livro “Suck It, Wonder Woman!: The Misadventures of a Hollywood Geek”, lançado em 2010, sem citar o nome do diretor. Mas Ratner vestiu a carapuça na época, ao dizer que “tinha trepado com ela algumas vezes, mas esquecido”, e que a história era falsa. Um ano depois, ele admitiu que mentiu sobre o relacionamento. “Ele estava sem calças, com sua barriga de fora, com um coquetel de camarões na mão, e na outra ele se masturbava ferozmente”, descreveu a atriz ao Los Angeles Times. “E antes mesmo que eu pudesse pensar em como escapar daquela situação, ele ejaculou.” Olivia disse que começou a gritar e saiu correndo do trailer em que Ratner estava. Quando encontrou o membro da equipe que tinha pedido para ele ir ao local onde estava o produtor para entregar comida, ele disse: “Ah, não estou chocado, nem surpreso. Só me desculpe por isso”. Após o episódio, Olivia entrou em contato com a irmã de Ratner, que a aconselhou a procurar um advogado. Entretanto, o advogado aconselhou a atriz a “não medir forças com um importante diretor” e desistir de processá-lo. “Aquilo causou um grande impacto em mim”, declarou ela. “As pessoas só escutarão as mulheres quando elas estiverem totalmente despedaçadas?”. A atriz engoliu em seco e afirmou que precisou fugir de Ratner em diversos eventos de Hollywood. Mas passagem do diretor pela franquia “X-Men” não a impediu de conseguir o papel de Psylocke em “X-Men: Apocalipse” (de 2016) e ela deve retornar no vindouro “X-Men: Fênix Negra”. Já Natasha Henstridge (“A Experiência”) teve tratamento pior. Ela disse que tinha 19 anos quando participou de um clipe dirigido por Ratner, que a forçou a fazer sexo oral. Ela conta que, na ocasião, estava no apartamento dele, em Nova York, com outras pessoas da equipe. Em dado momento, ela pegou no sono e, quando acordou, percebeu que estava sozinha com o diretor, que a impediu de sair e começou a se masturbar em sua frente. “Ele me segurou de uma maneira muito forte e ficou fazendo força para cima de mim”, explicou ela. “Em certo momento, eu desisti e acabei fazendo o que ele ordenava.” Anos depois, ela tentou entrar numa nova série de TV. Mas o produtor era Ratner, que além de causar desconforto com sua presença no teste, não a aprovou. A série era “Prison Break”. As outras mulheres que acusam o diretor são as atrizes Jaime Ray Newman (que está na vindoura série do “Justiceiro”), Katharine Towne (“A Ameaça”), Jorina King e a modelo Eri Sasaki. As duas últimas eram figurantes em “A Hora do Rush 2” (2001) quando sofreram assédio, e o produtor assistente Kent Richards, que trabalhou no filme, confirma suas histórias, além de acrescentar que mais três figurantes reclamaram do comportamento do diretor durante as filmagens. O advogado de Ratner, Martin Singer, negou todas as acusações feitas pelas seis mulheres. “Trabalho com o Sr. Ratner há duas décadas e, até agora, nenhuma mulher o acusou de má conduta sexual, ou de assédio”, disse Singer por meio de um comunicado. “Além do mais, nenhuma mulher solicitou ou recebeu qualquer apoio financeiro do meu cliente.” De forma significativa, dias antes da reportagem a atriz Gal Gadot cancelou sua participação num evento em entregaria um prêmio ao diretor e produtor pelo conjunto de sua obra. O evento era iniciativa de uma organização judaica (Jewish National Fund), que após o cancelamento procurou evitar polêmica afirmando que tinha acontecido conflito de agenda. Além de diretor, Ratner é produtor como Harvey Weinstein. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), em que Gal Gadot debutou como Mulher-Maravilha!
Mais homens acusam Kevin Spacey de assédio e ator anuncia que buscará tratamento
Após o ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) tomar a iniciativa e acusar Kevin Spacey de assédio, vários homens se pronunciaram contra o protagonista de “House of Cards”. Entre eles, o cineasta Tony Montana, que o acusou de “colocar a mão na minha virilha”, e o ator mexicano Roberto Cavazos, que foi ao Facebook lembrar do período em que Spacey foi diretor artístico do teatro Old Vic, em Londres. “Parece que o único requisito era ser homem com menos de 30 anos para o Sr Spacey se achar livre para nos tocar”, escreveu. Outros atores e funcionários do Old Vic ecoaram a acusação, afirmando terem visto Kevin Spacey transformar os 11 anos em que foi diretor artístico da casa numa procissão de assédios. “Nós todos mantínhamos as histórias por baixo dos panos. Eu o vi apalpando homens muitas vezes em várias situações diferentes”, disse um empregado que preferiu se manter anônimo, ao jornal The Guardian. “Ele tirava vantagem do fato de ser esse grande ícone. Ele tocava os homens na virilha. Fazendo muito rápido para que eles não conseguissem desviar.” Uma antiga estagiária do Old Vic, Rebecca Gooden, afirmou ao Guardian que as histórias sobre Spacey eram conhecidas no local. Ela decidiu se identificar após o teatro afirmar, em comunicado, que “não está em posição de comentar casos específicos que podem ter acontecido no passado”. “Havia uma piada recorrente sobre isso. Me disseram que eu não deveria falar sobre o assunto fora do teatro. Fiquei enojada com o fato de o teatro ter escolhido dizer que não sabe de nada”, disse Gooden. Após a divulgação desses casos, uma porta-voz de Kevin Spacey divulgou um comunicado afirmando que o ator vai procurar tratamento. “Kevin Spacey está tomando o tempo necessário para procurar avaliação e tratamento”, diz a nota. “Nenhuma outra informação será divulgada por enquanto.” A opção pelo tratamento e a resposta curta vem logo após a repercussão negativa do único pedido de desculpas de Spacey, que rebateu a primeira acusação de assédio com uma revelação de que era gay, o que pegou muito mal entre a comunidade LGBT+. As consequências da denúncia já incluem o cancelamento de homenagens que ele receberia do Emmy Internacional e a suspensão da produção da 6ª temporada de “House of Cards”. Atualmente, a Netflix avalia como lidar com o escândalo e encontrar uma forma de encerrar a trama da série numa última temporada.
Estrela de reality show acusa Jeremy Piven de abuso sexual
A hashtag #metoo, usada por atrizes norte-americanas para denunciar ocasiões em que foram vítimas de assédio, colocou outro ator famoso em sua mira. A estrela do reality show “Beverly Hills Nannies” Ariane Bellamar contou ter sido abusada por Jeremy Piven, quando ela participou da série “Entourage”. Bellamar acusou o ator de apalpá-la sem licença e esticou o assunto com detalhes em vários tuítes. “Ei, Jeremy Piven!”, ela escreveu. “Lembra quando você me encurralou em seu trailer no set de ‘Entourage’? Lembra de agarrar meus seios no sofá sem pedir? Lembra quando eu tentei sair e você agarrou a minha bunda?”. Ela acrescentou que isso aconteceu duas vezes. Uma no set da série da HBO e outra num evento na Mansão Playboy, de Hugh Hefner. Além disso, Bellamar acusou o ator de lhe enviar diversas mensagens de texto explicitas. Veja os tuítes originais abaixo. Diante da denúncia, a HBO, que exibiu “Entourage” de 2004 a 2011, e a CBS, que transmite a nova série protagonizada por Piven, “Wisdom of the Crowd”, lançada no começo de outubro, emitiram comunicados. A HBO afirmou ter uma política de tolerância zero para assédio sexual, mas não ouviu falar de qualquer mau comportamento de Piven em direção a Bellamar antes das alegações publicadas no Twitter na terça-feira (31/10). Já a CBS informou que está “investigando o assunto”. “Hoje, através dos relatos da imprensa, é a primeira vez que tomamos conhecimento das alegações de Ariane Bellamar sobre Jeremy Piven. Todos na HBO e em nossas produções estão conscientes de que nossa política é tolerância zero para o assédio sexual. Qualquer pessoa que sentir um ambiente de trabalho inseguro tem várias vias para fazer queixas, que levamos muito a sério”, diz a íntegra da nota do canal pago. Mais curta, a nota da CBS diz apenas: “Estamos cientes dos relatos da mídia e estamos investigando o assunto”. O próprio Jeremy Piven divulgou um comunicado, negando “inequivocamente” todas as acusações. Ele afirma que os incidentes que Bellamar descreveu “não aconteceram” e que ele espera que as alegações não prejudiquem as histórias que “devem ser ouvidas”. “Eu inequivocamente nego as alegações terríveis que estão sendo jogadas contra mim. Elas não aconteceram. É preciso muita coragem para as vítimas apresentarem suas histórias e espero que as alegações contra mim, que não aconteceram, não prejudiquem as histórias que devem ser ouvidas”. Anteriormente, a mesma Ariane Bellamar chegou a acusar Jared Leto de se esfregar nela durante as filmagens de “Esquadrão Suicida”, no qual ela interpretou uma stripper que foi cortada na edição final. Em entrevista ao site Radar Online, ela declarou que “ele fez isso todas as vezes que passou por mim”. Na ocasião, um porta-voz de Leto negou as afirmações, repetindo o que diz agora Jeremy Piven: “Não há absolutamente nenhuma verdade nisso. É completamente falso”. Hey @jeremypiven! ‘Member when you cornered me in your trailer on the #Entourage set? ‘Member grabbing my boobies on the ? without asking?? — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 ‘Member when I tried to leave; you grabbed me by the ass, looked at yourself in the mirror, & said what a ‘beautiful couple’ we made? #MeToo https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 Jeremy Piven, on two occasions, cornered me & forcefully fondled my breasts & bum. Once at the mansion & once on set. #MeToo @AriMelber @CNN https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 And, don’t try to deny it, sir. @HBO has us on ? together, & I’m sure @sprint has electronic back-ups of your abusive, explicit texts.#MeToo https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 Sprint seems to be willing to help me find those explicit text mails you sent to me, @jeremypiven. Enough is ENOUGH with this ‘ish. #MeToo https://t.co/xTzUjJlwbH — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 31, 2017












