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    James Franco e Gary Oldman diminuem chances de Oscar após vitórias no Globo de Ouro

    8 de janeiro de 2018 /

    James Franco e Gary Oldman usaram preto e broches do movimento Time’s Up no Globo de Ouro 2018, mas não saíram do radar das denúncias de abuso em Hollywood. As acusações de assédio contra Franco e o resgate das agressões físicas de Oldman contra a ex-mulher, que vieram à tona após as vitórias de ambos no Globo de Ouro – respectivamente, como Melhor Ator de Comédia por “Artista do Desastre” e de Drama por “O Destino de uma Nação” – colocam em discussão seus futuros no Oscar 2018. De favoritos à estatueta de Melhor Ator, ambos podem ser preteridos na premiação. Há um ano atrás, isto não faria diferença. O ator Casey Affleck venceu o Oscar 2017 por “Manchete à Beira-Mar”, mesmo sendo acusado de assédio sexual por duas mulheres com quem trabalhou. Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair, enquanto divulgava “Kong: A Ilha da Caveira”. Mas os protestos se intensificaram muito desde então. Após as primeiras acusações contra Harvey Weinstein chegarem na imprensa nova-iorquina em outubro, a lista de escândalos em Hollywood ganhou proporções epidêmicas, gerando a hashtag #metoo, em que atrizes e até alguns atores revelaram casos em que sofreram assédios no ambiente de trabalho. Vários astros e produtores poderosos foram demitidos em consequência da proliferação das denúncias. E a própria Academia fez algo até recentemente impensável: expulsou Harvey Weinstein. Weinstein foi um dos fundadores da Miramax, empresa que dominou a premiação do Oscar nos anos 1990 e acabou absorvida pela Disney. Mais recentemente, ele comandava a empresa que leva seu nome, The Weinstein Company, e, ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e renderam 75 estatuetas. Para dar dimensão de sua importância, um levantamento da revista Newsweek observou que o nome de Harvey Weinstein é o segundo mais citado nos discursos de agradecimento dos vencedores do Oscar em todos os tempos, atrás apenas de Steven Spielberg – e na frente de Deus, por exemplo. E ele foi expulso da Academia sem cerimônia e sem direito de poder, nunca mais, participar da premiação. O clima é tão tenso que há até uma campanha online para impedir a participação de Casey Affleck na cerimônia deste ano. Ele teria presença garantida graças a uma tradição antiga da Academia, na qual o vencedor da categoria de Melhor Ator apresenta o prêmio de Melhor Atriz do ano seguinte. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não seja convidado. Isto dificulta muito as chances de James Franco e Gary Oldman. Apesar do trabalho elogiado de ambos, especialmente de Oldman, pode ser que algum deles fique fora até das indicações, que estão sendo definidas neste momento – entre sexta passada (5/1) e a próxima sexta (12/1). Os escolhidos serão anunciados em 23 de janeiro. Caso os dois apareçam na lista, terão contra si o voto feminino, que será muito seletivo no atual momento de Hollywood. Por conta disto, é quase inevitável congratular o jovem Timothée Chalamet por seu Oscar. Ele teve o bom gosto de participar de dois dos melhores filmes do ano, “Lady Bird”, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, e “Me Chame pelo seu Nome”, vencedor do Gotham Awards, e é por este último que disputará o troféu da Academia. Alguns (homens) poderão reclamar, mas não haverá injustiça na consagração do jovem ator de 22 anos. Ele já foi premiado como Revelação do Ano pelo Gotham Awards, além de vencer como Melhor Ator em diversos festivais e listas de associações de críticos dos Estados Unidos. Também está indicado ao SAG Awards, que é o prêmio do Sindicato dos Atores, e ao Spirit Awards, o “Oscar indie”. O fato de interpretar um jovem que desperta para a homo-afetividade é um cutucão final no machismo estabelecido em Hollywood.

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    Vitória de Gary Oldman no Globo de Ouro 2018 resgata acusações de abuso e agressão

    8 de janeiro de 2018 /

    Enquanto os discursos femininos foram celebrados no Globo de Ouro 2018, os atores de cinema que venceram as estatuetas não tiveram a mesma sorte. Assim como James Franco, cuja vitória como Melhor Ator de Comédia disparou denúncias de assédio sexual, a consagração de Gary Oldman como Melhor Ator de Drama voltou a trazer à tona as acusações de violência que constam de seu divórcio. Os dois atores foram ao Globo de Ouro de preto e com o broche do movimento Time’s Up, em apoio ao empoderamento feminino, o que foi considerado intragável para usuários das redes sociais. O intérprete de Winston Churchill em “O Destino de uma Nação” foi acusado de agredir a ex-esposa Donya Fiorentino em 2001 na frente dos dois filhos. Apesar da agressão constar no processo de separação, Gary diz que as acusações estão repletas de mentiras e meias verdades. Mas numa entrevista de 2015, ao jornal New York Daily News, ela detalhou o episódio, que levou ao seu divórcio logo em seguida. “Assim que peguei o telefone para ligar para a Polícia, Gary colocou as mãos no meu pescoço e apertou. Eu recuei com a base do telefone e tentei discar para o 911. Gary pegou o telefone da minha mão e me bateu no rosto com o aparelho por três ou quatro vezes. Meus dois filhos estavam chorando. O ator também já se envolveu em outras polêmicas, como quando defendeu discursos antissemitas do amigo Mel Gibson. A premiação fez os usuários das redes sociais lembrarem da polêmica, tornando-a um dos assuntos mais comentados do Twitter. “Gary Oldman, um abusador, acaba de vencer um Globo de Ouro enquanto ostenta um broche do Time’s Up. Incrível”, escreveu a ilustradora que se identifica como F. gary oldman, an abuser, just won a golden globe while wearing a “time’s up” pin. incredible — f✍? (@surfinginthesky) January 8, 2018 “Gary Oldman é um abusador. Próximo”, resumiu uma usuária de Nova York. Gary Oldman is an abuser, next. — Michelle Collins (@michcoll) January 8, 2018 “Timothée Chalamet fez a interpretação do ano e Gary Oldman bateu na cara de sua mulher com um telefone”, disparou outro. Timothée Chalamet gave the performance of the year and Gary Oldman beat his wife in the face with a telephone — Simon Curtis (@simoncurtis) January 8, 2018 “Como você premia um abusador conhecido, Gay Oldman, e fala de canto de boca sobre justiça para mulheres…”, questionou mais um. “Depois de todo #MeToo e #ItsTime (sic) em volta de Hollywood nos últimos meses, os maiores vencedores da noite foram abusadores e predadores”. Once again, the Golden Globes prove their concern is only performative- how do you give an award to known domestic abuser, Gary Oldman, and speak out the side of your mouth about justice for women — Nerdy POC (@nerdypoc) January 8, 2018 Final Thoughts on the Golden Globes: After all the #MeToo and #ItsTime buzz surrounding Hollywood the last few months and in to tonight, the biggest winners tonight were abusers and predators. — Nerdy POC (@nerdypoc) January 8, 2018

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    Atriz que foi de vermelho ao Globo de Ouro diz porque “furou” o protesto dos vestidos pretos

    8 de janeiro de 2018 /

    A presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, que organiza o Globo de Ouro, não foi a única mulher de vestido vermelho em meio ao tom de luto do figurino preto, ostentado por 99% dos presentes à premiação. A atriz Blanca Blanco (“Fake News”) justificou ter escolhido ser a dama de vermelho do Globo de Ouro 2018 com um tuíte. “O problema é maior do que a cor do meu vestido”. A atriz ainda usou uma hashtag da campanha “Time’s Up” para completar o post. Veja abaixo. Isto não a impediu de receber muitas críticas por “furar” o protesto coletivo das atrizes, que se vestiram de preto para denunciar o assédio sexual em Hollywood, especialmente no Instagram, onde postou fotos do tapete vermelho. Não é a primeira vez que Blanca Blanco “causa” numa premiação de cinema. No ano passado, no tapete vermelho do Oscar, ela foi “traída” pela fenda do vestido e deixou as partes íntimas à mostra. Os dois momentos foram os mais vistos de sua carreira, que se resume a filmes B, como a continuação “Showgirls 2”, lançada diretamente em DVD. De todo modo, as próprias organizadores do movimento Time’s Up também receberam críticas por se vestirem de preto, das verdadeiras vítimas dos assédios. Saiba mais aqui. Arriving @goldenglobes Uma publicação compartilhada por Blanca Blanco (@blancablancoactress) em 7 de Jan, 2018 às 2:43 PST The issue is bigger than my dress color #TIMESUP — Blanca Blanco (@blancablanco) 8 de janeiro de 2018

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    Debra Messing critica desigualdade salarial do canal E! ao vivo no tapete vermelho do Globo de Ouro

    8 de janeiro de 2018 /

    O momento mais embaraçoso do Globo de Ouro 2018 não foi o vestido vermelho da presidente da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood em meio aos protestos de preto, ou as reclamações de Natalie Portman e Barbra Streisand sobre a falta de mulheres na disputa do prêmio de Melhor Direção. Ele aconteceu antes do anúncio dos vencedores, no tapete vermelho do evento. Durante uma entrevista ao vivo do canal pago E!, a repórter/apresentadora Giuliana Rancic prestava solidariedade a Debra Messing (da série “Will & Grace”), enquanto a atriz falava sobre o movimento Time’s Up, apenas para se ver confrontada sobre a disparidade de salários dos funcionários de sua emissora. Messing abordou a recente demissão da apresentadora Catt Sadler, que decidiu deixar o canal após descobrir que ganhava muito menos que seu colega de trabalho masculino. “Fiquei tão chocada ao ouvir que o E! não acredita em pagar o mesmo para suas apresentadoras femininas e apresentadores masculinos”, disse Messing. “Eu sinto falta de Catt Sadler… e estamos com ela. Isso é algo que pode mudar amanhã, você sabe? Queremos que as pessoas comecem a ter essa conversa de que as mulheres são tão valiosas quanto os homens”. Ao que Guiliana acrescenta: “Absolutamente”. Várias outras atrizes, incluindo Sarah Jessica Parker e Eva Longoria, mencionaram a controvérsia do E! durante as subseqüentes entrevistas que foram ao ar. Veja abaixo a entrevista. Debra Messing drags E! (while being interviewed on E!): "I was so shocked to hear that E! doesn't believing in paying their female co-hosts the same as their male co-hosts" pic.twitter.com/HF3B2uhwtF — David Mack (@davidmackau) January 7, 2018

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    Atrizes que acusaram Harvey Weistein criticam protestos do Globo de Ouro por ignorá-las

    8 de janeiro de 2018 /

    O tema do empoderamento feminino e a luta contra o assédio sexual podem ter marcado o Globo de Ouro 2018, mas a maioria das vítimas de Harvey Weinstein e de outros predadores conhecidos de Hollywood não foram convidadas a participar do evento ou mencionadas nos discursos das atrizes premiadas. E elas fizeram questão de apontar esse fato nas redes sociais, marcando um contraste entre teoria e prática. Como ficou claro pelo vestido vermelho de Meher Tatna, a presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, que organiza a premiação, o Globo de Ouro deu de ombros para as vítimas. Mas também as estrelas que desfilaram “chiques usando preto para honrar nossos estupros”, segundo definição de Rose McGowan, estariam pegando carona na iniciativa de mulheres que arriscaram tudo para dar a cara a bater e nomes aos bois. Asia Argento chegou a escrever no Twitter: “Sobreviventes de Abuso Sexual: Personae Non Gratae no Globo de Ouro”. E acrescentou: “Só posso falar por mim, mas não apenas não fui convidada para o Globo de Ouro, como ninguém pediu a minha opinião sobre Time’s Up ou que eu assinasse a carta de intenções. Eu apoio Time’s Up, mesmo que tenham me excluído disso. Vai ver, eu não sou Poderosa ou Hollywood o suficiente”. A atriz Rosanna Arquette confirmou que a maioria das vítimas de Harvey Weinstein foi ignorada pela organização do evento. “Não fomos convidadas. Annabella [Sciorra], Daryl [Hannah], Mira [Sorvino], nenhuma de nós”. Ao que Argento replicou: “Seria um embaraço. Vítimas não são glamourosas”. No meio dessa discussão, Rose McGowan soltou sua acusação: “E nenhuma daquelas pessoas chiques usando preto para honrar nossos estupros teria levantado um dedo se não fosse por isso. Não tenho tempo para a falsidade de Hollywood, mas você eu amo”. Rosanna Arquette concluiu com a homenagem que o Globo de Ouro não fez: “Eu me levanto em solidariedade às minhas bravas irmãs e irmãos que se apresentaram em primeiro lugar, colocando nossas carreiras novamente em risco. Para enfrentar os monstros. Rose McGowan, Asia Argento, Anabella Sciorra, Daryl Hannah, Mira Sorvino, Olivia Munn, Ellen Barkin, Corey Feldman”. Apesar destes protestos, também é importante ressaltar que Ashley Judd, a primeira atriz a denunciar Harvey Weinstein publicamente, na reportagem do jornal The New York Times que precipitou o fim do mundo dos predadores sexuais em Hollywood, foi convidada e vestiu preto no Globo de Ouro. Sexual Abuse Survivors: Personae Non Gratae at the #GoldenGlobes. https://t.co/nvLKuf0oLF — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 I can only speak for myself but not only I wasn’t invited to the #GoldenGlobes: nobody asked my opinion about #TIMESUP or to sign the letter. I support @TIMESUPNOW even though I was excluded from it. Guess I am not POWERFUL or HOLLYWOOD enough. Proud to work behind the scenes✊️ https://t.co/Wemz2qd7gw — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 No we weren’t invited. Annabella ,Daryl ,Mira none of us were . — Rosanna Arquette (@RoArquette) January 8, 2018 It would have been too much of a downer… an embarrassment. Victims aren’t glamorous enough. — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 And not one of those fancy people wearing black to honor our rapes would have lifted a finger had it not been so. I have no time for Hollywood fakery, but you I love, .@AsiaArgento #RoseArmy https://t.co/9e0938y5sI — rose mcgowan (@rosemcgowan) January 8, 2018 I stand in solidarity with my brave sisters and brother who came out in the first place and have put our careers at risk again. By standing up to the monsters .@rosemcgowan @AsiaArgento @AnnabellSciorra @dhlovelife @MiraSorvino @olivia Munn @EllenBarkin @Corey_Feldman — Rosanna Arquette (@RoArquette) January 7, 2018

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    Rose McGowan acusa atrizes do Globo de Ouro de “falsidade” por pegar carona nas denúncias de assédio

    8 de janeiro de 2018 /

    Uma das atrizes mais estridentes a ganhar proeminência nas denúncias de assédio e abuso sexual em Hollywood desdenhou das manifestações do Globo de Ouro 2018. Rose McGowan acusou as estrelas que vestiram preto na premiação de “falsidade”, numa conversa pública com Asia Argento no Twitter. As duas sofreram tentativas de estupro de Harvey Weinstein. Asia Argento tuitou: “Ninguém pode esquecer que você foi a primeira a romper o silêncio. Qualquer um que tente diminuir o seu papel nisso é um troll ou um inimigo do movimento. Você me deu coragem de falar. Estou com você até a morte”. E, em sua resposta, McGowan criticou as outras atrizes. “E nenhuma daquelas pessoas chiques usando preto para honrar nossos estupros teria levantado um dedo se não fosse por isso. Não tenho tempo para a falsidade de Hollywood, mas você eu amo”. No one should forget that you were the first one who broke the silence. Anyone who tries to diminish your work is a troll and an enemy of the movement. You gave me the courage to speak out. I am on your side until I die. — Asia Argento (@AsiaArgento) January 7, 2018 And not one of those fancy people wearing black to honor our rapes would have lifted a finger had it not been so. I have no time for Hollywood fakery, but you I love, .@AsiaArgento #RoseArmy https://t.co/9e0938y5sI — rose mcgowan (@rosemcgowan) January 8, 2018

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    Discurso de Oprah Winfrey no Globo de Ouro contagia EUA, que a querem como presidente

    8 de janeiro de 2018 /

    O discurso de Oprah Winfrey no Globo de Ouro 2018, em que foi homenageada com o troféu Cecil B. DeMille pela carreira, não emocionou apenas as estrelas presentes. Ele contagiou os Estados Unidos. A atriz, apresentadora e empresária lembrou sua infância, citou a importância de ver Sidney Poitier vencer o Oscar, como sua mãe foi uma das milhões de mulheres que suportaram caladas os abusos, e lembrou do caso de Recy Taylor, uma mulher negra que sofreu um estupro coletivo me 1944 e se tornou símbolo do movimento pelos direitos civis. “Ela morreu alguns dias atrás, pouco antes do seu 98º aniversário. E ela viveu, como muitas de nós, por muito tempo em um mundo em que homens poderosos deixavam terra arrasada por onde passavam. Por tempo demais, as mulheres não foram ouvidas ou receberam crédito quando ousaram falar a verdade sobre esses homens poderosos, mas o tempo deles acabou”, disse Oprah, citando o slogan do movimento Time’s Up, criado para dar apoio a vítimas de abuso e assédio sexual. “Quero que todas as meninas assistindo hoje saibam que um novo tempo se aproxima! E quando esse dia finalmente chegar, vai ser por causa de muitas mulheres incríveis, muitas das quais estão aqui nesta sala hoje, e alguns homens fenomenais lutando para se assegurar que elas se tornem as líderes que nos levarão a um tempo em que ninguém mais tenha que dizer ‘eu também'”, continuou, fazendo outra citação, desta vez à hashtag que tomou as redes sociais, com mulheres dividindo suas histórias de assédio e abuso. Diante da força do discurso, celebridades e internautas anônimos imediatamente foram as redes sociais lançar uma campanha para que Oprah se candidatasse à Presidente em 2020. Até o comentarista político Gabriel Debenedetti levou a sério a proposta e mostrou uma pesquisa com números sobre a candidatura. Ela já tem uma aprovação de 29% dos eleitores, mesmo sem sequer fazer campanha. Veja o vídeo de seu discurso na íntegra abaixo:

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    Morena Baccarin terá que pagar US$ 8,5 mil de pensão ao ex-marido

    6 de janeiro de 2018 /

    A atriz brasileira Morena Baccarin, conhecida pelo filme “Deadpool” e pela série “Gotham”, terá que pagar uma pensão de US$ 8,5 mil (algo em torno de R$ 27,4 mil) ao ex-marido, o diretor de cinema Austin Chick (“Reação Colateral”). Segundo o site Page Six, do jornal New York Post, o motivo é uma batalha judicial pela guarda do filho do casal, Julius, de 4 anos. Baccarin concordou em pagar a quantia ao ex para conseguir a guarda compartilhada de Julius, encerrando um briga com Chick que já durava dois anos. Com a pensão, Chick aceitou se mudar para Nova York, onde a atriz reside atualmente, possibilitando o compartilhamento. Atualmente, a atriz está casada com Ben Mckenzie, astro de “Gotham”. Ela também tem uma filha com ele, chamada Francis, de um ano de idade.

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    Mais mulheres acusam o diretor de Crash de assédio e estupro

    5 de janeiro de 2018 /

    O diretor e roteirista Paul Haggis, de “Crash: No limite” (2004), filme vencedor de três Oscars (Melhor Filme, Roteiro e Edição), voltou a ser acusado por conduta sexualmente inadequada nesta sexta-feira (5/1). Haggis já tinha sido alvo, no mês passado, de um processo judicial de uma mulher que o acusa de estupro. Agora, outras três mulheres apresentaram acusações, de acordo com reportagem da agência Associated Press. O advogado do diretor rabateu as acusações, dizendo que “ele não estuprou ninguém”. A assessora de imprensa Haleigh Breest acusou Haggis em dezembro por “um caso chocante e atroz de estupro e agressão sexual” que ocorreu em 2013. “O prejuízo emocional e psicológico com o ataque não pode ser exagerado: foi profundo e duradouro”, diz a ação apresentada na justiça. Em resposta, Haggis alegou que o processo era “extorsão”, uma tentativa de obter dele US$ 9 milhões. Mas agora surgiram três novas acusadores, que se recusaram a ser identificadas com medo de retaliação. Um era uma assessora de imprensa de 28 anos que trabalhou com o diretor em um programa de televisão em 1996. Ela afirma que Haggis a forçou a fazer sexo oral com ele antes de estuprá-la. Na época, não foi à polícia porque ninguém acreditaria nela e o diretor acabaria com sua carreira. “O poder, a raiva, os recursos financeiros, você sente que não dá para enfrentar isso”, disse ela. A segunda mulher alegou ter encontrado Haggis ao oferecer-lhe uma idéia de programa de TV em seu escritório. Ela afirma que Haggis disse que tinha um acordo em seu casamento que lhe permitia dormir com outras mulheres antes de tentar beijá-la. “Eu senti como se minha vida tivesse acabado”, disse a acusadora, que conseguiu escapar, mas foi seguida. A última mulher também afirmou que o diretor a beijou à força em 2015, antes de segui-la até um táxi. Cientologista que depois se voltou contra a seita, Paul Haggis foi alçado à fama com “Crash” e depois assinou roteiros de filmes de sucesso como “Menina de Ouro” (2004), “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Quantum of solace” (2008). As acusações trazem à tona uma ironia histórica. “Crash” é considerado o mais fraco vencedor do Oscar deste século. O favorito era “O Segredo de Brokeback Montain”. Mas este filme, que rendeu o Oscar de Melhor Direção para Ang Lee, enfrentou grande preconceito da velha guarda de Hollywood. O já falecido ator Tony Curtis deu uma entrevista famosa falando que não tinha visto e não tinha intenção de vê-lo para votar no Oscar. E que outros membros da Academia também pensavam assim. O fato de ser um romance gay incomodou. Assim, o filme do homem agora acusado de ser estuprador acabou vencendo o Oscar, com apoio dos defensores da moral e dos bons costumes.

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    Ellen Page se casa em segredo com dançarina de Justin Bieber

    4 de janeiro de 2018 /

    A atriz Ellen Page se casou em segredo com a namorada, a dançarina e coreógrafa Emma Portner. “Mal posso acreditar que eu posso chamar essa mulher extraordinária de minha esposa”, escreveu a atriz na legenda de uma foto postada em seu perfil no Instagram, que mostra as mãos das duas com alianças. Portner também escreveu o mesmo texto em seu Instagram. Procurado pelo site da revista People, um assessor de imprensa da atriz confirmou que ela realmente se casou. O relacionamento das duas se tornou público durante o verão americano (inverno no Brasil). Emma é professora no Broadway Dance Center e já apareceu no clipe “Life Is Worth Living”, de Justin Bieber, além de ter participado da turnê Purpose, dançando para o cantor canadense. Ellen Page só se assumiu lésbica recentemente. Durante um discurso para a Campanha de Direitos Humanos de 2014, ela compartilhou sua preferência sexual na esperança de que falar sobre a sua experiência ajudasse outras pessoas que tivessem dificuldades com sua sexualidade. Seu primeiro filme após sair do armário foi “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, no qual foi surpreendida no set com aplausos dos colegas e da equipe. Até hoje lembrada pelo papel-título do filme “Juno” (2007) e como a X-Men Kitty Pryde, Ellen vai voltar a viver uma super-heroína em seu próximo trabalho, que também será a primeira série de sua carreira: a adaptação dos quadrinhos da “Academia Umbrella” para a Netflix. Can’t believe I get to call this extraordinary woman my wife. @emmaportner Uma publicação compartilhada por @ ellenpage em 3 de Jan, 2018 às 12:19 PST I get to call this incredible woman MY WIFE! @ellenpage I LOVE YOU! Uma publicação compartilhada por Emma Portner (@emmaportner) em 3 de Jan, 2018 às 12:19 PST

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    Operação Lava-Jato investiga financiamento do filme Lula, o Filho do Brasil

    4 de janeiro de 2018 /

    A Operação Lava-Jato chegou ao cinema. E desta vez não se trata de uma trama de ficção, mas de um alvo real: o filme “Lula, o Filho do Brasil”, financiado pelas empreiteiras envolvidas no maior esquema de corrupção da história do Brasil. Já foram chamados para prestar depoimento o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci (da Casa Civil e Fazenda, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff). A cinebiografia dirigida por Fábio Barreto estreou em 1º de janeiro de 2010 e custou cerca de R$ 12 milhões, o maior orçamento do cinema brasileiro até então, financiados pela Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa. O filme conta a história de Lula como uma jornada de herói, desde a infância dramática no sertão de Pernambuco, sua chegada a São Paulo no pau de arara, as dificuldades que enfrentou ao lado da família, o trabalho na indústria metalúrgica que lhe custou um dedo, as históricas campanhas grevistas dos anos 1970 que marcaram o ABC paulista e a ascensão ao topo do sindicato que impulsionou sua trajetória política. Em seu depoimento, Palocci teria permanecido em silêncio. Mas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Marcelo Odebrecht, que firmou acordo de delação com a Lava-Jato, falou com a Polícia Federal sobre os e-mails extraídos do seu computador e ligados ao financiamento da cinebiografia. As mensagens resgatadas foram trocadas por executivos da empreiteira entre 7 de julho de 2008 e 12 de novembro daquele ano. Uma delas diz: “5) O italiano me perguntou sobre como anda nosso apoio ao filme de Lula, comentei nossa opinião (com a qual concorda) e disse que AA tinha acertado a mesma com o seminarista, mas adiantei que se tivermos nos comprometido com algo, seria sem aparecer o nosso nome. Parece que ele vai coordenar/apoiar a captação de recursos”, escreveu o empreiteiro. “Italiano” e “Seminarista”, de acordo com os investigadores, seriam referências a Palocci e Gilberto Carvalho, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Dilma. À Polícia Federal, Marcelo Odebrecht afirmou ainda que “acredita que doação para filme fazia parte da agenda mais geral da Odebrecht com PT/Lula, ou, por exemplo, de uma ‘conta corrente geral/relacionamento’ que Emílio [Odebrecht, pai de Marcelo e dono da empresa] poderia manter com Lula”, ainda de acordo com a reportagem do Estadão. Não é a primeira vez que a produtora do filme de Lula aparece nas investigações da Lava-Jato. Em 2015, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo revelaram que um contrato entre a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-Ministro José Dirceu (do governo Lula), e a Filmes do Equador, produtora de Luiz Carlos Barreto (responsável por “Lula, o Filho do Brasil”), estava sendo investigado, após a descoberta de depósitos de Dirceu para a empresa de Barreto, entre dezembro de 2009 e setembro de 2010. Na ocasião, Barreto disse à Folha que os pagamentos se referiam a um projeto de pesquisa para a elaboração dos roteiros de uma minissérie de 13 capítulos e de um longa-metragem ficcional sobre as lutas do movimento estudantil durante a ditadura militar. “Eu propus e houve interesse. Eu disse que não tinha capital de giro na época e o Dirceu se prontificou a financiar o desenvolvimento do projeto”, afirmou o cineasta. Vale lembrar que Dirceu dizia não ter dinheiro para pagar sua defesa no caso do Petrolão e chegou a contar com a ajuda de uma “vaquinha” de diversos artistas e amigos de sua causa. Cerca de 4 mil apoiadores doaram quase R$ 1 milhão para o ex-ministro, o que equivale a metade do que ele teria recebido em propina para viabilizar a contratação da empresa Apolo Tubulars pela Petrobras, sua segunda condenação na Lava-Jato. A defesa de Lula informou que não comentaria a nova investigação.

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    Quatro atrizes processam ator da minissérie Alias Grace por assédio

    3 de janeiro de 2018 /

    Quatro atrizes abriram ações judiciais separadas contra o ator e diretor canadense Albert Schultz, alegando que ele as agrediu e perseguiu sexualmente como diretor artístico da companhia teatral Soulpepper em Toronto. Os atrizes são Kristin Booth (série “Orphan Black”), Diana Bentley (série “Frontier”), Hannah Miller (vista em “Saving Hope”) e Patricia Fagan (série “Murdoch Mysteries”). As quatro afirmam que Schultz as assediou em 30 incidentes separados durante um período de 13 anos, enquanto elas se apresentavam no palco e em ensaios para o Soulpepper. O ator é mais conhecido por estrelar a série canadense “Street Legal”, durante os anos 1990. Um de seus trabalhos mais recentes é a minissérie “Alias ​​Grace”, disponível na Netflix, que lida justamente com abuso e opressão sexual. Ele também é produtor executivo da série de comédia “Kim’s Convenience”, do canal canadense CBC, baseada numa peça da companhia Soulpepper. O conselho de administração da Soulpepper disse em comunicado que o grupo de teatro iniciou uma “investigação imediata” e pediu que Schultz se afastasse do cargo de diretor artístico. A diretora executiva da Soulpepper, Leslie Lester, que é casada com Schultz, também entrou em “licença voluntária” enquanto a investigação for conduzida. “Como organização responsável, a prioridade da Soulpepper é criar um local de trabalho onde todos os seus funcionários se sintam seguros. Por isso, todas as alegações de assédio são muito aflitivas”, afirmou o conselho da empresa em sua declaração. Alexi Wood, advogada das quatro atrizes, emitiu a sua própria declaração na quarta-feira (3/1), na qual acusa Schultz de “abusar do seu poder há anos”. “Os meus clientes pretendem levá-lo e a Soulpepper Theatre Company à justiça como responsáveis”, diz a advogada. “As atrizes afirmam que, enquanto eles estavam sob contrato com Soulpepper, eles foram agredidos sexualmente e assediados pelo seu diretor artístico, o Sr. Schultz, e que Soulpepper não fez nada para protegê-los”. A revista The Hollywood Reporter teve acesso aos processos, em que há descrições dos assédios, como “abraços, beijos e toques indesejados”, além de humilhações e a acusação de que Schultz seria um “predador sexual serial”.

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    Criador de Community e Rick and Morty é acusado e assume má conduta com ex-funcionária

    3 de janeiro de 2018 /

    O criador das séries “Community” e “Rick and Morty”, Dan Harmon, foi acusado de assédio e pediu desculpas a uma ex-produtora com quem trabalhou. Na terça-feira (2/1), Megan Ganz, que integrou a equipe de “Community”, respondeu a um tuite de resolução de Ano Novo de Harmon, em que o showrunner escreveu: “Este foi realmente o Ano dos C*zões. Eu mesmo incluído”. Ganz respondeu: “Pode ser mais específico: a redenção pede um discurso oficial”. Em outubro, Ganz denunciou que um “ex-agressor” criticara Harvey Weinstein em meio às alegações de má conduta sexual. “Ei, cara. Uma vez eu disse que não me sentia confortável trabalhando em sua casa, só nós dois, e você disse: “Relax, Ganz. Não vou te estuprar”, escreveu ela. “Talvez os homens precisem de sua própria versão do #MeToo, onde eles reconhecem momentos em que cruzaram a fronteira do que é aceitável e identifiquem maneiras de melhorar”. Harmon então iniciou uma longa conversa pública com Ganz, no qual ele se assumiu “profundamente arrependido” por sua má conduta enquanto os dois trabalharam juntos. “Eu não queria adicionar narcisismo a uma injúria, nomeando você sem permissão, mas eu falei no meu podcast sobre as fronteiras que cruzei. Vou falar mais sobre isso na forma com que você considerar mais justa. Desculpe profundamente.” Ele continuou: “Tenho um arrependimento e muitas lembranças nebulosas sobre abusar da minha posição, tratando você como lixo” e disse que “sentiria muito alívio” se Ganz pudesse lhe dizer que “há uma maneira para consertar isso.” Ela respondeu que também queria que suas memórias estivessem nubladas e que houvesse uma maneira de consertar a situação. “Levei anos para acreditar em meus talentos novamente, para confiar em um chefe quando ele me elogiou e não me encolher assustada quando ele pediu meu número. Tive medo de ficar entusiasmada, sabendo que isso poderia virar-se contra mim mais tarde”. Harmon respondeu dizendo que ele manteve um “muro” entre ele e os colegas de trabalho por causa de sua conduta passada com Ganz. No final da conversa, Ganz refletiu sobre como Harmon poderia melhor seu comportamento. “É bom reconhecer a dinâmica do poder, mas também é bom reconhecer que você não é diferente daqueles que você emprega. Você não é um rei em uma colina, nem uma fera em um labirinto. O isolamento nem sempre é o melhor. Empatia. A empatia permite o crescimento”, escreveu ela.

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