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    Polícia de Los Angeles abre investigação contra Steven Seagal por agressão sexual

    12 de janeiro de 2018 /

    A polícia de Los Angeles abriu uma investigação criminal contra o ator de filmes de ação Steven Seagal por agressão sexual, informou nesta sexta-feira (12/1) a revista The Hollywood Reporter. Como a investigação acontece sob sigilo, não há detalhes sobre as denúncias, mas nos últimos meses Seagal foi acusado de abuso e assédio sexual por várias mulheres, e na quinta-feira uma figurante do filme “Em Terreno Selvagem” (1993) afirmou ter sido estuprada por ele. Algumas das acusadoras são atrizes conhecidas. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, ficando de pé diante dela, apenas de cueca. E Portia de Rossi, da série “Arrested Development” e casada com a apresentadora Ellen DeGeneres, relatou no Twitter que, durante outro suposto teste, Seagal desceu o zíper da sua calça de couro, o que a fez sair correndo. Outras atrizes que revelaram assédios de Seagal foram Julianna Margulies, Jenny McCarthy e Katherine Heigl. Desde que o produtor Harvey Weinstein foi acusado de assédio sexual numa reportagem de outubro, do jornal New York Times, e poucos dias depois denunciado por estupro na revista New Yorker, dezenas de casos de agressão sexual em Hollywood vieram à tona, revelando como predadores prosperaram por décadas, graças à pressão e ameaças, utilizando status e poder para abusar de jovens atrizes, atores, roteiristas e outros integrantes de equipes de produção, tanto no cinema quanto na televisão. Quando as vítimas começaram a compartilhar suas histórias nas redes sociais, utilizando a hashtag #Metoo, um movimento para expor todos os abusadores tomou forma, e artistas tão diferentes quanto Kevin Spacey, Dustin Hoffman, James Franco, Brett Ratner, John Lasseter, Louis C.K. e Bryan Singer tiveram seus nomes envolvidos em escândalos.

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    Daniel Radcliffe comenta participação polêmica de Johnny Depp em Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

    12 de janeiro de 2018 /

    Até hoje lembrado como o intérprete de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe finalmente se manifestou sobre a controvérsia em torno da escalação de Johnny Depp no ​​filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, spin-off da franquia que ele estrelou. Durante sua participação no evento de imprensa semestral da TCA (Television Critics Association), Radcliffe foi questionado pela revista Entertainment Weekly sobre o que achava de a franquia contratar um ator acusado de agressão por sua ex-esposa, Amber Heard. A roteirista do filme, JK Rowling, que também criou “Harry Potter”, e o diretor David Yates, que também trabalhou nos filmes de “Harry Potter”, estão à frente do spin-off e defenderam a participação de Depp. “É muito difícil para mim”, disse Radcliffe, destacando que sempre apoiará os produtores do filme, que “me deram um excelente começo na vida e um trabalho incrível”. Mas acrescentou: “Posso ver por que as pessoas estão frustradas. Não vou dizer nada que já não tenha sido dito, mas a analogia é que, na NFL (liga de futebol americano), há muitos jogadores presos por fumar maconha e outros com comportamento muito pior que são tolerados por serem muito famosos. O que me deixa impressionado é que tínhamos um cara que foi demitido por causa de maconha nos filme de ‘Potter’ e, obviamente, Johnny é acusado de algo muito maior do que isso”. Radcliffe refere-se ao ator Jamie Waylett, que interpretou o valentão de Hogwarts, Vincent Crabbe. Depois de aparecer em seis filmes de ‘Harry Potter’, Waylett foi retirado das duas partes de “Relíquias da Morte”, após ser preso por cultivar 10 plantas de maconha em 2009. O ator era pouco conhecido quando foi excluído da franquia e – ao contrário de Depp – foi preso e se declarou culpado de cultivar maconha na casa de sua mãe. Já Depp foi acusado de agressão pela atriz Amber Heard e proibido de voltar para casa pela justiça. Durante o processo tumultuado de divórcio, a atriz apareceu com o rosto machucado e sendo ameaçada, num vídeo, pelo ator bêbado e agressivo, o que acelerou o processo de separação. Para deixar claro que não estava atrás de dinheiro, Heard doou tudo o que obteve no divórcio para causas de defesa da mulher e para um hospital infantil. Desde então, fez muitas insinuações sobre ter sido vítima de violência doméstica. Daniel Radcliffe participou do evento da TCA para promover seu novo trabalho televisivo. Ele vai estrelar a série “Miracle Workers”, uma comédia sobre burocratas do céu, em que encarnará o anjo responsável por ouvir e anotar todos os pedidos da Terra, ainda sem estreia definida. Já “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” tem estreia marcada para novembro de 2018, e os planos da Warner preveem a produção de mais três continuações.

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    James Franco escreveu livro em que se gabava de seduzir muitas mulheres

    12 de janeiro de 2018 /

    O ator James Franco, acusado de assédio sexual nesta semana por ex-alunas de sua escola de atuação, descreveu com riqueza de detalhes no livro “Actors Anonymous”, de 2013, como seduzia jovens. A revista Variety lembrou da publicação infame, que foi destruída pela crítica, pela forma como o ator se gabava de suas conquistas sexuais. “Eu tinha uma rotina em que eu podia ver uma pessoa diferente a cada noite”, escreveu Franco. No livro, ele afirma que suas frequentes viagens permitiam que ele conhecesse mulheres de todas as partes do mundo, e aproveitava encontros com fãs para seduzir garotas. “Uma das minhas abordagens favoritas era pedir às garotas que tirassem uma foto comigo e depois me mandasse por e-mail uma cópia. Desta forma, eu poderia dar os meus contatos rapidamente na frente de uma multidão de fãs e mais tarde poder vê-las”, contou. Um desses casos ocorreu em Toronto onde ele estava para divulgar o filme “127 Horas”, do qual foi indicado ao Oscar. Franco conta que uma menina de “boa aparência” pediu uma foto com ele. Mais tarde, ela enviou a imagem por e-mail. Mas era tarde demais porque Franco já estava dormindo com uma garota de Princeton que “se ofereceu no festival”. “Nos meses seguintes, ela me enviou muitas fotos de seu corpo, especialmente do ponto G. Então, quando ela finalmente chegou no meu apartamento no Lower East Side, eu estava pronto e ela estava pronta. Ela não só me permitiu fazer tudo o que eu queria com ela, como também me deixou filmá-la com meu celular”. O ator também afirma no livro gostar de ser celebridade, dizendo que isso o ajuda a ter muito sexo. “Eu tinha muito sexo. Muito”, escreveu. “A maioria dos atores tem isso e capitaliza em cima de sua celebridade. É engraçado, muitos caras que se tornaram atores eram tímidos ou nerds ou sensíveis quando eram jovens. Então, quando eles se tornam famosos, realmente compensam aqueles anos em que foram rejeitados”.

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    Steven Seagal é acusado de estupro de figurante nos anos 1990

    11 de janeiro de 2018 /

    O ator Steven Seagal voltou a ser acusado de má conduta sexual. Desta vez, é mais sério. Regina Simons diz que foi estuprada por Seagal em 1993, quando tinha 18 anos de idade. Hoje com 43 anos e mãe de dois filhos, ela relatou ao site The Wrap que foi figurante do filme “Em Terreno Selvagem”. Seagal estava escalando norte-americanos com descendência indígena para o filme, e convidou a garota e o irmão dela para passar um teste em seu trailer particular. Algumas semanas depois, Simons recebeu um telefonema convidando-a para uma festa de encerramento das filmagens na casa de Seagal. Quando chegou, o lugar estava vazio e sem sinais de que aconteceria uma celebração. “Eu perguntei a ele onde estava todo mundo e ele falou que todos já tinham ido embora”, lembrou a mulher. Ela conta que em seguida o ator a levou até seu quarto “e então começou a me beijar”. “Ele tirou minhas roupas e antes que eu percebesse estava em cima de mim, me estuprando… eu ainda não era ativa sexualmente na época”, contou. “A única forma que consigo descrever a situação é que eu literalmente senti que eu deixei meu corpo. Eu estava completamente indefesa. Lágrimas desciam do meu rosto e sei que doeu, ele era três vezes maior que eu”. A mulher completa: “Tudo o que me lembro é dele perguntando se eu precisava de dinheiro no final. Eu balancei a cabeça e corri para meu carro. Chorei a volta inteira para casa”. Simmons ainda disse ao The Wrap que não denunciou o ator e nem falou nada para ninguém, porque sua família “não permitia nem que eu namorasse, então para mim era uma situação vergonhosa”. “Eu pensava, ‘meu Deus, como isso aconteceu?’, então acabei me culpando e fingindo que nada tinha acontecido”. Ela aponta que o trauma a afastou da atuação. Ela trabalha agora como advogada para famílias nativas norte-americanas. Essa é a primeira vez que Steven Seagal é acusado de estupro, mas o astro já foi alvo de mais de uma dúzia de denúncias de assédio sexual. Algumas das acusadoras são atrizes conhecidas. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, ficando de pé diante dela, apenas de cueca. E Portia de Rossi, da série “Arrested Development” e casada com a apresentadora Ellen DeGeneres, relatou no Twitter que, durante outro suposto teste, Seagal desceu o zíper da sua calça de couro, o que a fez sair correndo.

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    Cinco atrizes acusam James Franco de abuso sexual

    11 de janeiro de 2018 /

    A vitória de James Franco como Melhor Ator de Comédia por “Artista do Desastre”, no Globo de Ouro 2018, deixou muita gente indignada. Após as denúncias de abusos ventiladas no Twitter, cinco mulheres acusaram o ator de assédio sexual numa reportagem do jornal Los Angeles Times publicada nesta quinta-feira (11/1). Quatro das acusadoras cursaram a escola de atuação Franco’s Studio 4, fundada em 2014 pelo artista, enquanto a quinta disse ao jornal que considerava Franco um “mentor”. Sarah Tither-Kaplan, que havia denunciado Franco no Twitter, explicou ao jornal que foi escalada para atuar no filme “The Long Home” como prostituta e depois foi chamada para fazer uma cena “bônus” onde representaria uma orgia com Franco simulando sexo oral em diversas mulheres. A atriz disse que Franco removeu o tapa-sexo que cobria sua vagina e continuou a simular o sexo oral sem proteção. Em outro momento, as atrizes foram instruídas a fazer topless e a dançar ao redor de Franco, em uma cena que não estava originalmente no roteiro. “Eu percebi rapidamente que, OK, você não diz ‘não’ para este cara”, afirmou Tither-Kaplan. Katie Ryan, que também estudou na Studio 4, disse que Franco dava a entender que todas teriam chance em algum filme se elas estivessem dispostas a encenar atos sexuais ou fazerem topless. Ela disse ainda que Franco sempre enviava e-mails em massa sobre audições para papeis de prostitutas. Outras duas mulheres, Hilary Dusome e Natalie Chmiel, também reclamaram do comportamento do ator quando ele dava aulas de atuação no Playhouse West, antes de fundar a Studio 4. Elas disseram que, em uma ocasião, Franco pediu que as meninas tirassem as blusas, porém nenhuma delas aceitou. Segundo Chmiel, o ator ficou visivelmente nervoso com a negativa. As denúncias surgiram após James Franco ir ao Globo de Ouro com o broche do movimento “Times Up”, criado para ajudar vítimas de assédio sexual em Hollywood. A primeira pessoa a denunciar o ator foi a atriz Violet Paley, ainda durante a premiação do Globo de Ouro. “Que fofo esse pin do #TimesUp, James Franco”, ela escreveu no Twitter, acrescentando: “Você se lembra de quando empurrou a minha cabeça para perto do seu pênis exposto no carro? E aquela outra vez em que você falou para uma amiga minha ir até o seu hotel quando ela tinha 17 anos? Isso depois de você já ter sido pego fazendo aquilo com outra menina de 17 anos?” Ao jornal, Violet Paley deu mais detalhes. “Eu estava conversando com ele quando, de repente, seu pênis estava para fora. Eu fiquei realmente nervosa e disse: ‘Podemos fazer isso depois?’. Ele estava abaixando a minha cabeça e eu não queria que ele me odiasse, então eu fiz isso”. A atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), também publicou tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, durante a exibição do Globo de Ouro na TV. “Ok, espera. Tchau. Christian Slater e James numa mesa no Globo de Ouro. #MeToo. Por que um homem está apresentando [a cerimônia]? Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. O advogado do artista contestou as acusações e lembrou os comentários feitos por Franco em entrevista a Stephen Colbert após a premiação. Na ocasião, ele abordou os tuítes. “Eu não tenho ideia do que fiz à Ally Sheedy. Eu não tive nada além de um ótimo tempo com ela. Tenho total respeito e não sei porque ela ficou chateada. Mas ela apagou o tuíte e não posso falar por ela”. Sobre as demais, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”.

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    Greta Gerwig diz que não voltará a trabalhar com Woody Allen

    11 de janeiro de 2018 /

    Em meio ao clima de denúncias de assédios em Hollywood, a atriz, roteirista e diretora Greta Gerwig, responsável pelo filme indie do ano, “Lady Bird”, anunciou que não voltará mais a trabalhar para Woody Allen. Ela atuou em “Para Roma com amor”, filme de 2012 do diretor, e foi pressionada a se manifestar sobre o cineasta durante as entrevistas que se seguiram ao Globo de Ouro 2018. Woody Allen é acusado de abuso sexual por sua filha adotiva Dylan Farrow. O diretor sempre negou as acusações, alegando que a história foi inventada pela ex-esposa Mia Farrow. O caso dividiu a família, com pelo menos um filho adotivo de Allen e Farrow ficando ao lado do diretor, enquanto o filho biológico do casal, Ronan Farrow, rompeu com o pai e se tornou ativista contra o abuso sexual — foram dele as matérias da revista New Yorker que denunciaram o produtor Harvey Weinstein. Gerwig comentou o caso após uma pergunta sobre o possível efeito de denúncias no legado artístico e futuras oportunidades de trabalho dos acusados, durante uma mesa redonda online do jornal New York Times. “Eu queria falar especificamente sobre Woody Allen, pois me fizeram essa pergunta algumas vezes recentemente. É algo que levo muito a sério e venho pensando muito sobre, então tive tempo de organizar meus pensamentos e dizer o que quero dizer. Só posso falar por mim mesma e cheguei a essa conclusão: Se eu soubesse na época o que sei hoje, não teria atuado no filme.Não trabalhei com ele desde então e não voltarei a trabalhar com ele”. Gerwig mencionou diretamente dois artigos escritos por Dylan Farrow, o de 2014 e outro de outubro de 2017, no qual ela critica o movimento #metoo por poupar Allen e cita especificamente atrizes que trabalharam com ele, como Gerwig, Kate Winslet e Blake Lively. “Os dois artigos de Dylan Farrow me fizeram perceber que eu havia agravado a dor de outra mulher e eu fiquei arrasada com isso”, disse a atriz. “Eu cresci com os filmes dele e eles me formaram enquanto artista, esse é um fato que não posso mudar. Mas posso tomar decisões diferentes de agora em diante.”

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    Feministas francesas chamam Catherine Deneuve e defensoras do assédio de “tias inconvenientes”

    10 de janeiro de 2018 /

    As cem artistas e intelectuais europeias que assinaram um manifesto contra o movimento #Metoo, que denuncia abusos sexuais, foram chamadas de “as tias inconvenientes do jantar em família”, que não entendem o que acontece no mundo real, por importantes feministas francesas nesta quarta-feira (10/1). A reação veio um dia após atrizes como Catherine Deneuve, Ingrid Caven e Catherine Robbe-Grillet, que têm mais de 70 anos, assinarem um texto publicado no jornal Le Monde em que argumentam que a campanha #Metoo equivale a “puritanismo” e é alimentada por um ódio aos homens, além de defenderem o assédio “normal” – ou o direito de homens “importunarem” as mulheres. O manifesto contrastou com o tom assumido por atrizes americanas durante a premiação do Globo de Ouro 2018, no qual Oprah Winfrey, Nicole Kidman, Laura Dern e outras personalidades de Hollywood se manifestaram contra o assédio e a desigualdade nas relações profissionais. “Com essa coluna, elas estão tentando construir de volta o muro de silêncio que nós começamos a destruir”, disseram a ativista feminista Caroline De Haas e outras 30 mulheres, em um texto de resposta, publicado pelo site da emissora de TV Franceinfo, lembrando que milhares de mulheres usaram as redes sociais nos últimos meses para compartilhar suas histórias de agressões ou abusos sexuais, usando a hashtag #MeToo mundialmente ou #balancetonporc (#DenuncieSeuPorco) na França, após as acusações contra o produtor de cinema norte-americano Harvey Weinstein virem à tona. Para as feministas, as artistas que se manifestaram contra o movimento “utilizam a visibilidade que dispõe na mídia para banalizar a violência sexual”. “Assim que há algum progresso com a igualdade (de gênero), mesmo de meio milímetro, algumas boas almas advertem que nós podemos estar indo longe demais”, completa o texto. A reclamação não se resume a esta resposta. Até a ministra de Igualdade de Gênero, Marlene Schiappa, ficou incomodada com o texto de Deneuve e cia, que a certa altura chega ao absurdo de afirmar que mulheres podem ser fortes o suficiente para “não ficaram traumatizadas com assediadores no metrô”. “É perigoso colocar nestes termos”, disse a ministra à rádio France Culture, lembrando que o governo já tem dificuldades para convencer jovens mulheres de que elas não têm culpa quando alguém as assedia e de que elas devem ir à polícia prestar queixas quando isso acontece.

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    Harvey Weinstein leva tapa na cara em restaurante nos Estados Unidos

    10 de janeiro de 2018 /

    O produtor cinematográfico Harvey Weinstein, denunciado por mais de 100 mulheres por assédio sexual, abuso e até estupro, tomou dois tapas na cara de um desconhecido, na noite de terça-feira (8/1), em um restaurante em Scottsdale, nos Estados Unidos. O site americano TMZ divulgou um vídeo do ataque. As imagens mostram o produtor andando pelo estabelecimento quando um homem o aborda para falar algo e o acerta no rosto, enquanto um segurança de Weinstein tenta impedir que o vídeo seja gravado. De acordo com o TMZ, o homem que dá os tapas se chama Steve, e sua reação aconteceu após ele pedir para tirar uma foto com Weinstein. Como o magnata se recusou, isso teria motivado a agressão. Ainda segundo o site americano, Weinstein preferiu não dar queixa à polícia.

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    Michael Douglas revela que será acusado de assédio por ex-funcionária

    10 de janeiro de 2018 /

    O ator Michael Douglas resolveu trazer à tona uma acusação de assédio sexual que deverá sofrer. Ele adiantou a notícia na noite de quarta-feira (9/1), numa entrevista exclusiva ao site Deadline, após ser procurado pelas revistas Variety e The Hollywood Reporter para comentar a denúncia de uma ex-funcionária. Ele negou as acusações, que ainda não foram publicadas, e não revelou o nome de sua acusadora, dizendo que trabalhou com ela há mais de 30 anos e que atualmente ela é uma blogueira. Douglas disse ter tomado a iniciativa de revelar a acusação para ter controle da narrativa, já que foi procurado por jornalistas no final do ano para responder à denúncia de ter se masturbado diante da mulher e atrapalhado a carreira dela. “Nem sei por onde começar. É uma mentira completa, uma notícia fabricada, não há nenhuma verdade sobre isso”, ele afirmou na entrevista. “Eu me orgulho de apoiar o movimento feminino (contra assédio sexual em Hollywood). Minha mãe foi atriz, eu sou casado com uma atriz e tenho apoiado esse movimento integralmente nos últimos anos. Tive cerca de 20 mulheres que trabalharam como executivas em minha empresa em diversas áreas nos últimos anos. Dividi a produção de mais de 20 filmes com mulheres, sem contar todas as centenas de atrizes com quem trabalhei.” De acordo com Douglas, a acusação, mesmo que ainda não tenha sido publicada, o machucou. “É extremamente doloroso. Eu me orgulho da reputação que tenho nesse negócio, sem contar toda a história do meu pai (o ator Kirk Douglas). Não tenho esqueletos no meu armário ou alguma outra coisa escondida. Estou perplexo que, depois de 32 anos, essa história está aparecendo agora. A parte que mais machuca é ter que dividir esse tipo de coisa com sua mulher e seus filhos. Meus filhos estão muito tristes, indo para a escola preocupados que saia alguma matéria dizendo que eu sou um abusador. Eles estão assustados”, falou o ator. Michael Douglas também revelou que tem o apoio da mulher, a atriz Catherine Zeta-Jones. “Minha mulher tem uma longa carreira como atriz e ela tem me apoiado. Então o que é isso? A mulher (que o acusa) é uma blogueira. Fizemos uma rápida pesquisa e vimos que ela menciona o meu nome às vezes no seu blog, mas nada terrível. Isso me faz acreditar que ela escreveu ou está tentando escrever um livro. Não acredito que alguém pode causar tanto sofrimento a outra pessoa como ela está fazendo. Talvez ela esteja descontente com o rumo de sua carreira e esteja guardando rancor”. Ele afirmou que resolveu trazer a denúncia à tona, para negá-la prontamente e evitar uma repercussão que não possa ser controlada. “Eu tinha a opção de esperar pela história, que claramente seria repercutida por outros jornais e revistas, e então teria que tentar me defender. Ou poderia sair à frente da história e tentar compartilhar com o público meus pensamentos e preocupações”, afirmou. “Isso é realmente debilitante. Pode ter um grande efeito na minha carreira. E também, acho que realmente envia uma mensagem sobre o movimento. Olha, eu apoio o movimento #metoo com todo meu coração. Eu sempre apoiei as mulheres, ao longo do caminho. Mas este é o tipo de passo que pode implodir esse movimento. Ser acusado, sem prova alguma ou corroboração de outras pessoas”. Segundo o ator, a revista The Hollywood Reporter contatou diversos ex-funcionárias dele, em busca de denúncias que confirmassem seu mau comportamento. “Pessoas com quem trabalhei ao longo dos anos me contataram, avisando que foram procuradas para comentar essa história sobre Michael Douglas e assédio. Estão tentando obter qualquer corroboração. Pelo que me foi dito, tenho motivos para acreditar que ninguém mais se apresentou. Eu trabalhei com mulheres toda a minha vida. Nunca foi um problema”, comentou. “Estou tendo dificuldade em entender isso. Sou muito grato à minha família e parceiros de negócios que me apoiam. Tenho medo, tenho trabalhos com estúdios que por enquanto me apoiam neste momento. Mas estou ferido, realmente machucado e ofendido”, completou. O próximo filme de Michael Douglas é “Homem-Formiga e a Vespa”, da Marvel, que estreia em 5 de julho no Brasil.

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    James Franco diz que acusações de assédio contra ele “não estão corretas”, mas apoia sua divulgação

    10 de janeiro de 2018 /

    O ator americano James Franco falou pela primeira vez sobre as acusações de assédio sexual que apareceram no Twitter, após sua vitória no Globo de Ouro 2018. Em entrevista ao programa “Late Show”, na noite de terça-feira (9/1), Franco disse que não havia lido as postagens, mas tinha ouvido falar sobre as denúncias. Ele negou que tenha cometido alguma conduta sexual inapropriada. James Franco comentou diretamente uma mensagem postada por Ally Sheedy (do clássico “Clube dos Cinco”), que foi apagada. A atriz, com quem ele trabalhou numa peça em 2014, havia postado “James Franco venceu. Por favor nunca me perguntem por que eu deixei a indústria cinematográfica e televisiva”. Ela ainda complementou. “Ok, espera. Tchau. Christian Slater e James numa mesa no Globo de Ouro. #MeToo. Por que um homem está apresentando [a cerimônia]? Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. “Eu não tenho ideia do que fiz à Ally Sheedy. Eu não tive nada além de um ótimo tempo com ela. Tenho total respeito e não sei porque ela ficou chateada. Mas ela apagou o tuíte e não posso falar por ela”. Sobre as demais, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”. Mesmo assim, o ator afirmou ser a favor de que essas denúncias sejam feitas. “Apoio completamente as pessoas a exporem isso e terem a possibilidade de ter voz, afinal, elas não tiveram por tanto tempo. Eu não quero calá-las. Acho que é algo bom e eu apoio”. Ele completa: “Se eu fiz algo errado, eu vou consertar. Eu tenho que fazer isso. Eu não sei o que mais poderia fazer. Em relação à questão maior sobre como fazer isso, eu não tenho respostas. Acho que o ponto central disto é que nós devemos ouvir. Estou aqui para ouvir e mudar minha perspectiva onde ela estiver errada. Estou completamente disposto e quero fazer isso”.

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    Enfermeiras acusam Stan Lee de assédio sexual

    9 de janeiro de 2018 /

    A maior lenda viva dos quadrinhos, criador de personagens como Homem-Aranha, X-Men e os Vingadores, Stan Lee entrou na lista dos assediadores sexuais de Hollywood aos 95 anos de idade. Presente na maioria dos filmes da Marvel, o figurante mais famoso do cinema foi denunciado por enfermeiras que trabalharam em sua casa, em Los Angeles. Elas afirmam que foram tocadas diversas vezes por ele, que costumava andar nu pela mansão. Além disso, ele ainda teria pedido para receber sexo oral das funcionárias. O caso foi revelado pelo tabloide britânico Daily Mail. Segundo a publicação, a empresa de enfermeiras contratada por Lee teria parado de trabalhar com ele após uma série de reclamações e entrado em litígio. Mas a polícia americana não tem registro de nenhuma queixa contra Stan Lee. Os advogados do empresário rebatem as acusações e afirmam que entraram com uma ação contra a empresa, alegando difamação. “O sr. Lee não será extorquido nem chantageado, e não vai pagar qualquer dinheiro a ninguém porque não fez absolutamente nada de errado”, afirma o advogado Tom Lallas. Ainda de acordo com Lallas, Lee “nega categoricamente” as acusações “falsas e desprezíveis” e tem total intenção de limpar seu “estelar bom nome”. No ano passado, ele perdeu sua mulher, Joan B. Lee, com quem foi casado por 70 anos.

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    Gwyneth Paltrow anuncia noivado com criador de Glee e American Horror Story

    9 de janeiro de 2018 /

    Gwyneth Paltrow (“Homem de Ferro”) vai se casar novamente. Ela anunciou seu noivado com Brad Falchuk, cocriador de séries como “Glee” e “American Horror Story” ao lado de Ryan Murphy. “Nós nos sentimos incrivelmente sortudos por nos unirmos nesse ponto das nossas vidas, quando nossas realizações e fracassos podem servir como blocos na construção de um relacionamento saudável e feliz”, disse o casal em comunicado à imprensa americana. Os dois também aparecem abraçados na capa da nova edição da revista Goop, da empresa de Gwyneth, que chegou às bancas americanas nesta terça-feira (9/1). A atriz compartilhou a imagem em seu Instagram. Veja abaixo. Paltrow se separou de seu primeiro marido, o cantor do Coldplay Chris Martin, em 2014. Eles são pais de duas crianças e continuam amigos. Já o relacionamento com o produtor de “American Horror Story” tornou-se público em abril de 2015. A atriz conheceu Falchuk durante sua participação na série “Glee” em 2010, na qual interpretou a professora substituta Holly Holliday. Originalmente prevista para uma breve aparição, a personagem acabou fazendo muito sucesso e retornou em mais quatro episódios, em diferentes temporadas. ? Uma publicação compartilhada por Gwyneth Paltrow (@gwynethpaltrow) em 8 de Jan, 2018 às 8:59 PST

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    Versão televisiva de Jesus Christ Superstar ganha primeiro teaser

    8 de janeiro de 2018 /

    A rede NBC divulgou o primeiro teaser da versão televisiva do musical “Jesus Christ Superstar”, que será apresentada ao vivo no domingo de Páscoa nos Estados Unidos. O comercial traz apenas cenas de público e uma banda no palco, ao som da música mais conhecida do espetáculo, enquanto destaca os nomes dos cantores Alice Cooper, Sara Bareilles e John Legend – que interpretarão o Rei Herodes, Maria Madalena e Jesus Cristo, respectivamente. A produção é baseada na icônica ópera rock de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, grande sucesso da Broadway, que foi transformada em filme por Norman Jewison em 1973. O musical irá ao ar ao vivo no dia 1º de abril nos Estados Unidos.

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