Diretor de Aftershock será investigado pela justiça chilena por abuso sexual
A Promotoria chilena confirmou nesta terça (3/7) que abriu uma investigação de abuso sexual contra o diretor de cinema Nicolás López, após as denúncias de oito mulheres divulgadas em uma revista local. Manuel Guerra, promotor da região Metropolitana, disse ao jornal La Tercera que “pelo que aparece na revista, existem dois casos que podem virar crime de abuso sexual, mas isso será determinado pela diligências que forem realizadas”. Guerra explicou que a Promotoria irá assessorar as vítimas, cujo depoimento “será muito relevante no momento de determinar a configuração ou não do que for indagado”. Em declarações à publicação, a atriz e cantora chilena Daniela Ginestar disse que, após um jantar, López mostrou-lhe um vídeo dele fazendo sexo com uma atriz famosa, deixando implícito de que ela deveria fazer o mesmo para conseguir trabalho. Depois, López masturbou-se na frente dela. Outro caso foi relatado pela modelo Bernardita Cruz, que afirmou ter sido apalpada por López em 2012 após o cineasta ter feito comentários sobre os seus seios. A atriz María Vidaurre denunciou o fato mais grave, ao afirmar que em 2015 foi chamada por López para um teste na casa do diretor e que ele a jogou na cama e tentou estuprá-la. López fez sucesso no cinema chileno e chegou a Hollywood por meio do cineasta Eli Roth. Roth dirigiu “O Albergue” (2005) e estrelou “Bastardos Inglórios” (2009). Ele também aceitou estrelar “Aftershock”, trabalho mais famoso de López, que teve até participação de Selena Gomez. A boa repercussão desse filme fez Roth retribuir ao chileno com um convite para escrever “Bata Antes de Entrar”, um remake do cult “Death Game” (1977), que ele dirigiu. Depois disso, o chileno também fechou um acordo de produção com a Netflix, que o serviço de streaming anunciou que será revisto. Diante da repercussão, López pediu desculpas em um vídeo e negou ser um abusador, o que irritou ainda mais a denunciantes e os movimentos dos direitos da mulher. Nos últimos meses, o Chile tem sido cenário de uma versão nacional do #MeToo, que tomou força com maciços protestos contra a violência e as desigualdades. Como resultado desse movimento, em abril a Justiça chilena abriu uma investigação por abuso sexual contra o diretor Herval Abreu, conhecido como o “czar” das novelas chilenas.
Público americano já assiste mais Netflix que TV convencional
Pesquisa da empresa de consultoria Cowen & Co., publicada pela revista Variety nesta terça (3/7), revelou que o público americano já vê mais Netflix do que TV. A pesquisa perguntou a 2,5 mil pessoas “qual plataforma você usa mais frequentemente para ver conteúdo de vídeo na TV”. E 27% do público respondeu que usa a Netflix. Na segunda posição, a TV a cabo teve preferência de 20% do público, enquanto apenas 18% disseram preferir a TV aberta. Para completar, a pesquisa ainda assinalou que 11% assistem à maioria do seu conteúdo original no Youtube. A prevalência da Netflix é ainda maior quando a pesquisa considera apenas os entrevistados entre 18 e 34 anos, considerados o público alvo dos anunciantes da TV americana. Entre os jovens adultos, 40% preferem a Netflix, 17% usam mais o Youtube, 12,6% assistem à TV paga básica, 7,6% assinam o serviço Hulu e apenas 7,5% ainda assistem à TV aberta. Por fim, o levantamento também aponta que a Amazon tem um problema sério de conteúdo, já que apenas 3,4% dizem preferir o serviço, quase o mesmo número de pessoas que assinam pacotes premium da TV paga (tipo HBO). A empresa Cowen & Co. conclui que a dominação da Netflix só tende a crescer nos próximos anos, com o investimento cada vez maior do serviço de streaming. Mas a chegada de novos concorrentes de peso, como os serviços da Disney e da Apple, apontam ainda outra tendência: a irreversível obsolescência da TV convencional. Vale observar também que a pesquisa só levou em conta vídeos exibidos no aparelho televisor. Mas a maioria do público da Netflix, segundo estudos da própria plataforma, prefere assistir ao conteúdo da plataforma em aparelhos móveis. Ou seja, a percentagem do domínio da Netflix é muito maior, quando consideradas todas as formas de consumo de conteúdo de vídeo.
Guy Pearce revela ter sofrido assédio de Kevin Spacey em Los Angeles: Cidade Proibida
O ator australiano Guy Pearce se juntou à lista de homens que denunciaram Kevin Spacey por assédio sexual. Falando a um programa da TV australiana, Pearce revelou que sua experiência com Spacey, durante as filmagens do cultuado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997) foi “um pouco complicada”. Ele contou que Spacey era “cheio de mãos-bobas”. “Felizmente, eu tinha 29 anos quando atuamos juntos, e não 14”, comentou, referindo-se a suposta preferência do ator por garotos mais jovens. “Kevin Spacey é um ótimo ator. Um tremendo ator, na verdade. É difícil falar sobre isso no momento”, completou Pearce. Em “Los Angeles: Cidade Proibida”, Pearce e Spacey interpretavam dois policiais que perseguiam um serial killer. Pearce era o novato Ed Exley, visto como o “menino de ouro” do departamento de polícia, enquanto Spacey era o corrupto Jack Vincennes. Spacey se viu envolto com denúncias de assédio no final de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) afirmou ter sido molestado pelo colega quando ainda era menor de idade. Desde então, diversas denúncias semelhantes surgiram contra Spacey, inclusive no set da série “House of Cards”. Como consequência, ele foi demitido da série, que estrelava para a Netflix, e foi apagado e substituído no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”. A nova denúncia vem à tona quando o último filme estrelado por Spacey está prestes a chegar ao cinema. “Billionaire Boys Club” foi filmado em 2016 e traz Spacey como trapaceiro que se aproveita de jovens ingênuos com sonhos de fortuna. A estreia está marcada para 3 de agosto nos Estados Unidos.
História bizarra por trás da prisão do ex-empresário de Stan Lee finalmente vem à tona
A história por trás da prisão de Keya Morgan, o ex-gerente de negócios de Stan Lee, foi finalmente revelada nesta segunda-feira (2/7) pela promotoria de Los Angeles, após ele se declarar inocente da acusação de ter apresentado falsa denúncia policial no mês passado. E ela é bastante bizarra. De acordo com a transcrição de uma chamada feita em 30 de maio da casa de Stan Lee, Morgan ligou para o serviço de emergência afirmando que “três estranhos” tinham invadido a casa do criador dos super-heróis Marvel, bloquearam sua segurança e possivelmente estavam “prejudicando” Lee. Os estranhos eram na verdade dois policiais de Los Angeles e uma assistente social, que queriam realizar uma verificação do bem-estar do escritor de 95 anos. Morgan supostamente tentou impedir o encontro com Lee por meio da chamada de emergência. Ele não queria que a polícia falasse com o escritor. Morgan fez uma segunda ligação para o 911, de acordo com o Daily News, no dia seguinte, depois que um guarda de segurança se recusou a assinar um acordo de confidencialidade sobre o que teria visto. Morgan teria dito a um operador do 911 que um homem estava armado e sendo agressivo em casa, o que por sua vez levou a um helicóptero e a cinco carros de patrulha a serem despachados para a propriedade de Lee. Verificada a falsidade das duas denúncias, Morgan foi indiciado e preso, sendo libertado após pagar fiança de US$ 20 mil. Dois dias depois da prisão do ex-empresário, Lee conseguiu uma ordem de restrição na Justiça contra Morgan, impedindo-o de procurá-lo. Isto aconteceu uma semana após escritor gravar um vídeo e postar nas redes sociais, afirmando que o empresário era o único que o representava e estava autorizado a fazer negócios em seu nome. Este tuíte ainda está no ar na conta oficial de Stan Lee. Em meados de junho, Morgan disse via Twitter que seu problema legal e os relatos de abuso de idoso contra Lee eram “notícias falsas”. “Por mais de 10 anos eu mostrei nada além de amor, respeito e gentileza para Stan Lee, e sua esposa, um fato que ele repetiu inúmeras vezes”, Morgan twittou. “Eu NUNCA abusei do meu querido amigo. Tudo o que você lê são #FakeNews e pura mentira maliciosa e eu vou provar isso. A verdade vai vir à tona.” O caso da falsa denúncia policial terá uma audiência preliminar em 26 de julho.
Matthew McConaughey veste camisa da seleção brasileira para torcer com a família
A modelo Camila Alves publicou uma foto em seu Instagram mostrando seu marido, o ator norte-americano Matthew McConaughey (vencedor do Oscar por “Clube de Compra Dallas”) torcendo pelo Brasil com a camisa da seleção de futebol. A torcida era pelo jogo desta segunda-feira (2/7), em que a seleção brasileira superou o time do México pelo placar de 2 x 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. O filho mais velho do casal, Levi, de nove anos, também aparece na foto – e na torcida. Confira abaixo. Let’s go Brasil!!!!!! ??????vamos lá Brasil!!!!! ?? #worldcup #brasil Uma publicação compartilhada por Camila Alves (@iamcamilaalves) em 2 de Jul, 2018 às 7:04 PDT
YouTuber Júlio Cocielo perde patrocínios após repercussão de tuíte racista
O YouTuber Júlio Cocielo, um dos mais populares representantes de sua geração, perdeu a maioria dos patrocinadores após um tuíte considerado racista no fim de semana. Ao mencionar o veloz craque francês de 19 anos Kylian Mbappé, ele escreveu: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein.” O tuíte foi ao ar no sábado (30/1), causou repulsa generalizada e foi apagado logo em seguida, junto com um impressionante número de outros tuítes ofensivos de Cocielo – nada menos que 50 mil. A explicação para tantos “comentários infelizes” foi que na época “tinham uma interpretação totalmente diferente de hoje, um momento delicado”. A íntegra de seu comunicado pode ser lida abaixo. Exemplos do que Cocielo achava que tinha “uma interpretação totalmente diferente de hoje” incluem um tuíte de 2013, em que ele escreveu: “Gritei vai macaca pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”. Outro comentário do mesmo ano abordava justamente esse tipo de problema com uma solução exemplar: “O Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”. O momento é realmente delicado para manifestações racistas, que deixam de valer a pena para os comediantes quando empresas de peso buscam estabelecer exemplos de responsabilidade social. Como a rede americana ABC, que decidiu cancelar “Roseanne”, sua série de maior audiência, justamente devido a um tuíte racista da protagonista e criadora da atração, a comediante Roseanne Barr. No caso de Cocielo, o comediante se viu pressionado por seus patrocinadores – empresas como Adidas, McDonald’s e Coca-Cola, patrocinadoras oficiais da Fifa, além de Submarino, Itaú, Tic-Tac e Foster. Algumas dessas empresas emitiram comunicados oficiais. A Adidas afirmou que, por repudiar “todo e qualquer tipo de discriminação, decidiu suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo”. A Coca-Cola afirmou que não pretende ter mais ligação com Cocielo e completou: “O respeito à diversidade é um dos principais valores da nossa companhia, em nossas campanhas celebramos as diferenças e promovemos a união. Manifestações preconceituosas não são toleradas. Repudiamos qualquer forma de racismo, machismo, misoginia ou homofobia”. O site Submarino também afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação racista e que tomará as providências necessárias”. E o Itaú, que exibiu até sábado um vídeo para a Copa com Cocielo, comunicou que o youtuber “não faz mais parte” de qualquer ação publicitária” e “repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito. Esperamos que o respeito à diversidade sempre prevaleça”. Além disso, o banco também tirou do ar a peça publicitária com o YouTuber. O jovem que dava seus primeiros passos como ator, após estrelar “Internet – O Filme” e “Os Penetras 2” no ano passado, acabou virando a maior vítima de si mesmo. Mas vale lembrar que não foi o primeiro YouTuber a revoltar o público com piadas irresponsáveis. O mais popular de todos, Whindersson Nunes, também causou com piadas machistas, ao desdenhar uma campanha feminista em vídeo de 2014 e num tuíte, que descreveu estupro como “uma palavra muito forte, vamos chamar de sexo sem aviso prévio”. Veja a íntegra do post que originou a polêmica e aquele em que Júlio Cocielo se desculpa: sobre tudo que tá rolando pic.twitter.com/siQUpz8tC9 — júlio cocielo (@cocielo) June 30, 2018
Disney inventa primeiro “dublê eletrônico”, um robô capaz de fazer acrobacias perfeitas
A Walt Disney Imagineering, braço de design e desenvolvimento da The Walt Disney Company, responsável pela criação e construção dos parques temáticos da empresa, surpreendeu o mundo nesta segunda (2/7) ao demonstrar ter superado os engenheiros de robótica mais avançados do planeta com a criação do primeiro robô capaz de realizar acrobacias aéreas com precisão. A empresa revelou o que chama de “Stuntronics figures” (o que pode ser traduzido como dublês eletrônicos) num vídeo, que mostra a evolução do projeto, desde a peça original até ganhar seu esqueleto, e dos movimentos em trapézios até a realização de um voo de teste extremamente realista, graças ao ângulo da trajetória e ao mergulho perfeito da invenção numa rede de proteção. O objetivo da invenção é criar personagens para os parques temáticos que pareçam mais flexíveis e interativos – isto é, menos robóticos. Mas os stuntronics também abrem a possibilidade de substituir a computação gráfica na realização de cenas de ação mais arriscadas. Os dublês eletrônicos dariam muito mais realismo aos balanços acrobáticos do Homem-Aranha, por exemplo. O robô desenvolvido pela empresa é uma figura humanóide de 90 quilos, repleta de sensores suficientes para tomar decisões em tempo real, literalmente na hora. “Sabe quando dobrar os joelhos para dar uma cambalhota, quando puxar os braços para girar e até mesmo para desacelerar o giro para ter certeza de que vai aterrissar perfeitamente”, disse a Disney, em comunicado, ao anunciar a invenção. Veja abaixo.
Edgar Wright sugere planos para continuação de Em Ritmo de Fuga
O diretor Edgar Wright sugeriu que está considerando fazer uma continuação de “Em Ritmo de Fuga”. Em uma mensagem no Twitter, para comemorar um ano de lançamento do longa, o diretor escreveu que “talvez a gente voltar para a estrada em breve”. “‘Em Ritmo de Fuga’ foi lançado há um ano. Tive uma jornada louca com ele nos últimos 365 dias. Então agradeço a todos vocês pelas belas respostas, significa tudo. E, quem sabe, talvez a gente possa voltar para a estrada em breve”, diz o texto, que pode ser conferido na íntegra abaixo. A revelação do projeto de uma continuação veio à tona em dezembro e foi feita por Eric Fellner, um dos proprietários do estúdio Working Title, responsável pela produção. “Edgar definitivamente tem mais idéias e acho que, no Ano Novo, ele vai se sentar e decidir se vai escrever esse roteiro”, disse o produtor. “Eu certamente acho que seria ótimo ver Ansel Elgort e Lily James de volta. Eles foram brilhantes juntos”, completou. Orçado em US$ 34 milhões, “Em Ritmo de Fuga” acabou faturando mais de US$ 100 milhões só nos Estados Unidos, atingindo US$ 226 milhões em todo o mundo. 'Baby Driver' was released one year ago today. Had a wild ride with it in the last 365 days. so I thank you for all your beautiful responses, it means everything. And who knows, maybe he could get back on the road soon… pic.twitter.com/MgtRlPACau — edgarwright (@edgarwright) June 28, 2018
Noivo bilionário compartilha fotos de seu casamento com atriz de The Big Bang Theory
A atriz Kaley Cuoco, intérprete de Penny na série “The Big Bang Theory”, casou-se no sábado (30/6) com Karl Cook, um herdeiro bilionário que compete no hipismo. Por conta da atividade do noivo, a cerimônia aconteceu em um haras perto de San Diego, nos Estados Unidos. E ele compartilhou fotos em seu Instagram que mostram até o casal se beijando dentro de um estábulo. Veja abaixo as fotos. Este é segundo casamento da atriz, que em 2013 se casou com outro esportista, o tenista Ryan Sweeting. O relacionamento durou apenas dois anos. Ela começou a namorar Cook em 2016 e virou noiva em 30 de novembro de 2017 – dia em que completou 32 anos. Kaley Cuoco é uma das atrizes mais bem pagas da TV norte-americana, recebendo cerca de US$ 900 mil por episódio de “The Big Bang Theory”. Mas Karl Cook não fica atrás em termos financeiros, pois é filho do bilionário Scott Cook, diretor da eBay e da multinacional Procter & Gamble, maior empresa de produtos de consumo do mundo – dona da Gillette, Duracell, Pantene, Oral-B e muitas outras marcas famosas. Ok let’s party!!! #kcsquared ? ? Uma publicação compartilhada por @ normancook em 30 de Jun, 2018 às 11:18 PDT Legally KCSQUARED 6-30-18 ❤️ Uma publicação compartilhada por @ normancook em 30 de Jun, 2018 às 10:56 PDT
Plataforma de streaming DC Universe ganha vídeo de apresentação oficial
A plataforma DC Universe divulgou um vídeo de apresentação oficial, revelando que está mais para iTunes que Netflix. O vídeo promete um serviço que combina conteúdo inédito de séries, filmes clássicos e material de arquivo, além de acesso a quadrinhos, compra de brinquedos e outros produtos, e um fórum para encontro de fãs das produções derivadas da editora americana. Atualmente estão sendo desenvolvidas ao menos seis produções originais para o DC Universe: as séries live-action “Titans” (dos Novos Titãs), “Doom Patrol” (Patrulha do Destino) e “Swamp Thing” (Monstro do Pântano), e as séries animadas “Young Justice: Outsiders” (Justiça Jovem: Renegados) e “Harley Quinn” (Arlequina). Dessas, somente “Titans” pode estar pronta a tempo para a estreia do streaming, prometida para a temporada de outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos. Mas não faltará material para os fãs, como todas os quatro filmes originais do Super-Homem com Christopher Reeve, além de séries clássicas remasterizadas, como “Batman: The Animated Series” dos anos 1990, o “Superboy” dos anos 1980 e a “Mulher-Maravilha” da década de 1970. O serviço também contará com uma seleção das animações produzidas pela DC Animation, incluindo “Liga da Justiça: Flashpoint”, “Lanterna Verde: Primeiro Voo” e “Mulher-Maravilha”. Sem esquecer o acesso à versão digital dos quadrinhos da editora, notícias, uma enciclopédia de personagens e os demais itens mencionados. A princípio, o serviço estará disponível apenas na América do Norte, mas há planos de expandir para o resto do mundo.
Governo chinês decide limitar salário de atores para impedir “culto ao dinheiro”
O governo chinês decidiu limitar os salários dos atores e atrizes do país, para impedir evasões fiscais e o “culto ao dinheiro”. Segundo reportou a agência oficial Xinhua, o governo pretende com essa medida promover o “desenvolvimento saudável da indústria cinematográfica” da China. Segundo a medida, as estrelas de cinema e televisão terão seus salários limitados a 40% de todo o custo da produção e os atores principais não poderão receber mais que 70% do restante do elenco. O governo diz que é preciso acabar com os altos salários na indústria e com os contratos “yin e yang”, em que atores supostamente assinam dois contratos com salários diferentes, mas só apresentam o de valor mais baixo para o governo. Trata-se de uma tática para reduzir os impostos recolhidos. Os casos de contratos “yin e yang” e de evasão fiscal vieram à tona na mídia chinesa no mês passado. Em maio, o apresentador Cui Yongyuan revelou nas redes sociais que um contrato da famosa atriz Fan Bingbing supostamente seria de US$ 1,6 milhão e que celebridades utilizavam os contratos “yin e yang” como meio de cometer o crime fiscal. Os estúdios em que Fan trabalha negaram que a atriz realize evasão fiscal e ameaçaram processar o apresentador por ter revelado seu contrato. Em junho, o governo começou a investigar “casos de evasões fiscais de certos filmes e profissionais de TV, alegadas em discussões on-line”. “Esses problemas não só empurram os custos de programas de televisão e produções de filmes para cima, como afetam a qualidade da criação, destroem a saúde da indústria cinematográfica e criam uma tendência de adoração ao dinheiro”, reporta a agência oficial. O governo afirma que as produções cinematográficas chinesas devem reforçar o benefício à sociedade mais que as bilheterias. Embora não seja tão grande quanto Hollywood, nos Estados Unidos, e Bollywood, na Índia, a indústria de filmes chinesa caminha para se tornar uma das maiores do mundo, com filmes que chegam a arrecadar centenas de milhões de dólares.
Susan Sarandon é presa junto a 500 mulheres em protesto contra Trump
A veterana atriz Susan Sarandon foi presa na quinta-feira (29/6) junto a outras 500 mulheres (incluindo uma congressista) durante um ato na capital americana contra a política de “tolerância zero” do presidente Donald Trump em relação aos imigrantes em situação ilegal. Segundo a Polícia do Capitólio, 575 pessoas fizeram um protesto sentadas no átrio de um edifício de escritórios do Senado e foram acusadas de manifestar-se ilegalmente, autuadas no local e liberadas. Muitas das detidas cantavam e gritavam palavras de ordem e usavam cobertores prateados de emergência, similares aos utilizados pelas crianças nos centros de detenção. Susan Sarandon disse que foi detida perto do Departamento de Justiça, onde também houve protesto. “Presa. Permaneçam fortes. Se mantenham lutando. #WomenDisobey”, ela escreveu no Twitter. Trump e o Congresso estão em um embate para resolver a crise que separou mais de 2 mil crianças de seus pais imigrantes desde que o governo anunciou, no começo de maio, uma política na fronteira de “tolerância zero”. A política exige o estrito cumprimento de leis que estabelecem que qualquer imigrante que atravesse a fronteira de modo irregular seja preso e processado. Após protestos da comunidade internacional e de críticas feitas por democratas e republicanos, Trump pediu recentemente que seja interrompida a separação das famílias, mas efetivamente nada foi feito para resolver a crise, já que as crianças continuam separadas dos pais, inclusive bebês.
Harlan Ellison (1934–2018)
Morreu Harlan Ellison, lendário escritor de ficção científica que criou a série “Starlost – A Estrela Perdida” e assinou alguns episódios clássicos do gênero na televisão americana. Ele morreu enquanto dormia nesta quinta-feira (28/6), aos 84 anos. Ellison teve vários contos adaptados e roteiros originais escritos para a antologia “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), tanto na versão original da série dos anos 1960 quanto na sua reencarnação dos anos 1990. Também assinou histórias de “Viagem ao Fundo do Mar”, “O Agente da UNCLE”, “Além da Imaginação”, “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), “Babylon 5” e até mesmo um capítulo de “A Noviça Voadora” – porque era apaixonado por Sally Field, a estrela da série. Mas seu trabalho mais celebrado é sem dúvida o roteiro para “The City on the Edge of Forever”, de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek). Penúltimo episódio da 1ª temporada da “Star Trek” clássica, a trama venceu o prêmio Hugo, dedicado aos melhores textos da ficção científica, e o WGA Award (do Sindicato dos Roteiristas) como Melhor Episódio de Série Dramática de 1967. A história gira em torno de uma viagem no tempo, quando a tripulação da Enterprise tenta impedir o Capitão Kirk (William Shatner) de mudar a História para salvar uma ativista (Joan Collins) dos anos 1930 por quem se apaixonou. O roteiro original, porém, foi reescrito por Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, e outros editores de texto da produção, porque a história de Ellison era muito cara para o orçamento televisivo. Em resposta, Ellison submeteu seu roteiro original ao Hugo e ao WGA, ignorando as “contribuições” dos demais. E foi seu texto original que acabou reconhecido. Por conta disso, Ellison e Roddenberry ficaram sem se falar durante anos, especialmente após o criador de “Star Trek” mentir que o roteiro do escritor transformava o engenheiro-chefe Scotty (James Doohan) em traficante de drogas. Não foi a única vez que Ellison teve problemas com produtores. O que deu origem a um hábito curioso. Quando não ficava satisfeito com a forma como seu trabalho era tratado, ele exigia que seu nome fosse substituído nos créditos pelo pseudônimo “Cornwainer Bird”. E fez isso com freqüência. Inclusive na série canadense “Starlost”, sua única criação televisiva, estrelada por Keir Dulea (o astro de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”) em 1974. Ele também tinha fama de intratável, e isso desde que foi expulso da Universidade Estadual de Ohio por dar um soco em um professor que havia criticado sua escrita, em 1953. Uma das anedotas mais citadas de sua biografia lembra que, logo ao chegar no seu primeiro dia de trabalho na Disney, que foi seu primeiro emprego em Hollywood em 1962, Ellison brincou que adoraria fazer um filme pornográfico com os personagens das animações do estúdio. Roy Disney o ouviu e o demitiu no local, antes de entrar no prédio. Ellison também enviou 213 tijolos pelo correiro – e à cobrar – para uma editora que lhe deu calote e um bicho morto para outra empresa que publicava seus livros. Durante um discurso de 1969 em uma convenção de ficção científica do Texas, ele se referiu ao Corpo de Cadetes da universidade local como “a próxima geração de nazistas da América”. E também foi acusado de agredir o autor e crítico Charles Platt durante uma cerimônia de premiação da Nebula Awards. Outro de seus hábitos favoritos era abrir processos. Ele processou a CBS por direitos a uma percentagem dos lucros com seu episódio de “Jornada nas Estrelas” e recebeu uma quantia não revelada num acordo em 2009. Também acionou na justiça a rede ABC por plágio cometido com a série “Future Cop” (1977) e até James Cameron por plágio em “O Exterminador do Futuro” (1984). Graças a esse temperamento, só foi contratado para escrever um único roteiro de cinema, “Confidências de Hollywood” (1966), adaptação de um romance sobre um ator arrogante que se torna ainda mais insuportável ao ser indicado ao Oscar. Mas teve um de seus livros transformados em filme, a sci-fi distópica “O Menino e seu Cachorro”, estrelada pelo jovem Don Johnson em 1975. A obra, por sinal, está para ganhar remake. Mesmo com todas essas confusões, muitos produtores de sci-fi reconheciam seu talento e o empregaram como consultor criativo, trabalho que exerceu em algumas séries cultuadas, como “O Sexto Sentido” (1972), o remake de “Além da Imaginação” (1985–1989) e “Babylon 5” (1994-1998). Ellison chegou a aparecer em três episódios de “Babylon 5”. E foi considerado famoso o suficiente para ganhar uma versão animada num episódio de “Os Simpsons”, exibido em 2014.












