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    Margaret Atwood anuncia continuação do livro que inspirou The Handmaid’s Tale

    28 de novembro de 2018 /

    Inspirada pelo sucesso da série “The Handmaid’s Tale”, a escritora do romance original, publicado no Brasil como “O Conto da Aia”, vai escrever uma continuação. Margaret Atwood anunciou seus planos, adiantou o título e até disse quando acontecerá o lançamento do novo livro num post do Twitter nesta quarta-feira (28/11). Intitulada “The Testaments”, a sequência do clássico distópico, originalmente publicado em 1985, chegará às livrarias em setembro de 2019. Mas a história não irá refletir os 34 anos que se passaram entre os dois volumes. Atwood revelou que “The Testaments” inicia 15 anos depois dos eventos do primeiro livro, e será narrada por três personagens femininas diferentes. “Sim, para todos os que perguntaram: Eu estou escrevendo uma continuação para ‘O Conto da Aia’. ‘The Testaments’ se passa 15 anos após a última cena de Offred e é narrado por três personagens femininas”, ela escreveu. No breve anúncio, a autora canadense ainda adiantou: “Tudo o que vocês já me perguntaram sobre Gilead e como ela funciona me inspirou para escrever este livro. Bom, quase tudo! A outra inspiração é o que está acontecendo no nosso mundo atualmente”. Para quem não conhece “O Conto da Aia”, Gilead é o nome da nova república fundada pelo grupo fundamentalista religioso que dominou os EUA no livro de Atwood, bem como na série premiada da plataforma Hulu. A obra original já tinha sido adaptada para o cinema em 1990, com o título nacional de “A Decadência de Uma Espécie”. Mas só foi atingir seu status icônico atual, que inspira roupas de “aias” em protestos feministas em todo o mundo, a partir da estreia da série lançada em 2017. “The Handmaid’s Tale” ganhou vários prêmios de TV, incluindo o Emmy e o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática por sua 1ª temporada, que adaptou todo o livro de Atwood. A 2ª temporada, já exibida, seguiu algumas dicas do epílogo da escritora, mas continuou a história de June/Offred para além das páginas do livro. Atualmente em produção, a 3ª temporada ainda não tem previsão de estreia. Yes indeed to those who asked: I’m writing a sequel to The #HandmaidsTale. #TheTestaments is set 15 years after Offred’s final scene and is narrated by three female characters. It will be published in Sept 2019. More details: https://t.co/e1umh5FwpX pic.twitter.com/pePp0zpuif — Margaret E. Atwood (@MargaretAtwood) 28 de novembro de 2018

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  • Etc,  Série

    Stephen Hillenburg (1961 – 2018)

    27 de novembro de 2018 /

    Stephen Hillenburg, o criador do desenho de Bob Esponja, morreu nesta terça (27/11) aos 57 anos de idade. Ele sofria de ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva e irreversível. “Estamos incrivelmente tristes com a notícia da morte de Steve Hillenburg após sua batalha contra a ELA”, disse o canal pago Nickelodeon, lar de Bob Esponja, em comunicado. “Ele era um amigo querido e um parceiro criativo de todos. Bob Esponja tinha um senso de humor único e uma inocência que trouxe alegria para muitas gerações de crianças e famílias em todos os lugares”. Hillenburg nasceu em 21 de agosto de 1961 em Oklahoma, nos Estados Unidos e se formou em biologia marinha na faculdade, virando professor no Orange County Marine Institute. O interesse pela vida marinha e o amor pela ilustração fizeram com que unisse suas duas paixões na hora de criar personagens e desenhos. Em 1987, começou a estudar animação experimental e partiu para outra fase de sua vida, mergulhando nos desenhos animados. Além de “Bob Esponja Calça Quadrada”, ele trabalhou em duas séries clássicas da Nickelodeon. Entre 1993 e 1996, foi artista de storyboard, roteirista e diretor da animação “A Vida Moderna de Rocko” e, com o fim do desenho, passou a roteirizar “Rugrats: Os Anjinhos” por mais dois anos. Mas logo se concentrou em sua primeira e única criação, reunindo boa parte da equipe de “Rocko” para formar o time de “Bob Esponja Calça Quadrada”, que estreou na TV americana em maio de 1999. Hillenburg criou inteiramente o personagem, do design aos humor de seus diálogos, bem como os coadjuvantes e a locação das aventuras, juntando seu conhecimento de biologia marinha com sua paixão pela animação. O personagem virou um fenômeno, transformando sua animação na mais bem-sucedida da história do Nickelodeon. Além de inúmeras mercadorias, o sucesso de Bob Esponja também rendeu videogames e dois longas animados para o cinema, “Bob Esponja: O Filme” (2004), escrito e dirigido por Hillenburg, e “Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água” (2017). Atualmente em sua 12ª temporada, a série animada continua popular e vai render um terceiro filme em 2020.

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  • Etc

    Filha de Jackie Chan anuncia casamento com a namorada

    26 de novembro de 2018 /

    Etta Ng, filha do ator Jackie Chan, anunciou nas redes sociais seu casamento com sua namorada, Andi Autumn. A união aconteceu no início de novembro, mas só agora o anúncio foi feito pela jovem de 19 anos. “Se você nunca desiste do amor e coloca todo o seu coração na família com a qual sonhou, uma mente aberta e um coração caloroso o guiarão para a felicidade”, diz o texto publicado no perfil que as duas mantêm juntas no Instagram. “Estamos em busca da felicidade desde o dia em que nascemos. Abusadas como crianças que nunca sentiram amor, temos muito a oferecer. Nós vencemos nossos medos, aceitamos nossas falhas, e agora entendemos que as pessoas que nos ferem estão sofrendo ainda. Todos nós fomos feridos, mas se você pode sonhar com amor, você pode encontrá-lo. O amor é gentil, não julga. O amor é força e fraqueza. O amor pode fazer mudanças. Amor vence”. Em maio, o casal postou um vídeo no YouTube afirmando que viviam em abrigos públicos por terem “pais homofóbicos”. Etta contou que chegou a virar moradora de rua em Hong Kong, ao ser expulsa de casa. Elas viajaram até o Canadá, onde o casamento gay é permitido e conseguiram formalizar sua relação. A jovem se assumiu lésbica no final de 2017 no seu perfil do Instagram. Ela é fruto do relacionamento que o ator teve com Elaine Ng, também conhecida como Elaine Wu, enquanto estava casado com a atriz Joan Lin. Após seu nascimento, o ator retomou seu casamento e manteve distância da “segunda família”, pagando pensão para Elaine e a filha. Ele nunca morou com a menina, que vivia com a mãe, ex-Miss Asia 1990. Visualizar esta foto no Instagram. United by love & law ♡ On our wedding day~ . . . If you never give up on love and you put all your heart into the family youve dreamed of, an open mind and warm heart will guide you to happiness. We have been in the persuit of happiness the day we were born. Abused as children who never felt love, we have so much to give. We have concorcured our fears, accepted our faults, and now we understand that the people who hurt us are hurting still. We have all been hurt but if you can dream of love, you can find it. Love is kind, it does not judge. Love is both strength and weakness. Love can make change. Love wins! ♡ #lovewins #gaymarriage #lgbtq #fightforwhatsright #love #iloveyou #teamlove Uma publicação compartilhada por *:・゚✧UCHU×2✧゚・:* (@uchux2) em 25 de Nov, 2018 às 4:14 PST

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  • Etc,  Filme

    Bernardo Bertolucci (1941 – 2018)

    26 de novembro de 2018 /

    O cineasta italiano Bernardo Bertolucci morreu nesta segunda-feira (26/11), aos 77 anos. Celebrado por clássicos como “O Último Tango em Paris” (1972) e “O Último Imperador” (1987), ele lutou por anos contra um câncer, mas não resistiu. Com a saúde deteriorada, locomovia-se com uma cadeira de rodas há cerca de uma década, porém nem isso o impediu de realizar um último filme recentemente. Bertolucci foi um dos maiores nomes do cinema italiano e mundial, o mais novo e último remanescente de uma geração que contava com Fellini, Antonioni, Pasolini e Visconti, cuja obra autoral marcou gerações. Vencedor do Oscar de Melhor Direção por “O Último Imperador” – filme que conquistou ao todo nove troféus da Academia – , ele também foi homenageado com a Palma de Ouro, do Festival de Cannes, pelo conjunto da obra. E que obra. Filho de Attilio Bertolucci, um famoso poeta italiano, ele costumava acompanhar seu pai ao cinema em Parma, a cidade onde ele nasceu e cresceu, e começou a fazer filmes de 16mm aos 16 anos de idade. Conheceu o poeta Pier Paolo Pasolini através de seu pai, e quando Pasolini dirigiu seu primeiro filme, “Accattone – Desajuste Social” (1961), Bernardo foi contratado como assistente de produção. Um ano depois, ele dirigiu seu primeiro longa-metragem, “A Morte” (1962), baseado em um esboço de cinco páginas de Pasolini. Rodado quando ele tinha 22 anos de idade, o filme investigava o mistério de um assassinato por meio de flashbacks e diferentes perspectivas de testemunhas, que narravam o que viram ao investigador do caso, um figura invisível para os espectadores. O estilo era diferente e ousado já naquela época, resultado, segundo ele, de quem “tinha visto muitos e muitos filmes”. “Antes da Revolução” (1964) foi um trabalho muito mais pessoal, explorando os problemas de um jovem egoísta de classe média que se vê dividido entre política radical e conformidade, e entre um caso apaixonado com sua jovem tia e seu casamento burguês. Ele opta por respeitabilidade em ambos os casos. Vagamente baseado no romance “A Cartuxa de Parma”, de Stendhal, o filme chamou atenção por ser tecnicamente impressionante e pela capacidade de Bertolucci de articular temas, como o pai traidor e a conexão da libido com a política, que ele exploraria ao longo da carreira. Em “Partner”, ele adaptou “O Duplo” de Dostoiévski, atualizando a trama para a Roma de 1968 e incluindo uma homenagem à novelle vague, ao mostrar o protagonista, interpretado por Pierre Clémenti, falando francês, enquanto todos os demais falam italiano. No mesmo ano, Bertolucci assinou o roteiro do filme que passou a ser celebrado como auge do gênero spaghetti western, “Era uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone, em que manifestou pela primeira vez suas aspirações épicas. Sua carreira estourou na década seguinte, após dar ao operador de câmera de “Antes da Revolução” o status de diretor de fotografia. A parceria com Vittorio Storaro marcou época. Fizeram oito filmes juntos, sendo o primeiro “A Estratégia da Aranha” (1970), que transpôs a história de Jorge Luis Borges da Irlanda para a Itália, mudando o contexto político para um retrato do fascismo dos anos 1930, ao mostrar que o pai, que o protagonista considerava um herói, era realmente um traidor. Um de seus maiores clássicos foi rodado quase ao mesmo tempo. “O Conformista” (1970) juntou as preocupações freudianas e políticas de Bertolucci em um estudo da Itália fascista, que procurava captar o pensamento da extrema direita por meio de um protagonista reprimido. Um homossexual que se recusava a se assumir, vivido por Jean-Louis Trintignant, e que por isso optava por valores burgueses e pela violência, recebendo do partido fascista a missão de assassinar seu ex-professor. O roteiro adaptado da obra de Alberto Moldavia rendeu ao cineasta sua primeira indicação ao Oscar. Impressionante, por ser um “filme falado em língua estrangeira”. O longa também se destacou pelo florescimento do estilo cinematográfico de Bertolucci, com tomadas elaboradas, ângulos de câmera barrocos, cores opulentas, cenografia repleta de ornamentos e um intrincado jogo de luz e sombra, que quase transformavam o filme em 3D só pelo impacto visual. Mas nenhum filme marcou mais sua carreira, para o bem e para o mal, que o que veio em seguida. “O Último Tango em Paris” se tornou um clássico do cinema erótico, por seu retrato de um relacionamento anti-romântico, baseado apenas em sexo, entre uma ninfeta e um homem bem mais velho, vividos por Maria Schneider, então com 19 anos, e Marlon Brando, de 48, que não querem saber nada um do outro, nem mesmo o nome. Altamente sensual, mas também violento, o filme provocou muitas discussões na época e rende assunto até hoje. Na ocasião, o cineasta foi indiciado por um tribunal em Bolonha por fazer um filme pornográfico. Embora tenha sido absolvido, perdeu seus direitos civis (incluindo seu direito de voto) por cinco anos e os tribunais italianos ordenaram que todas as cópias do filme fossem destruídas. Mas a obra estourou no exterior, lotou cinemas, gerou frisson e rendeu a segunda indicação ao Oscar para Bertolucci, desta vez como Melhor Diretor. Muito já se falou sobre a cena da manteiga, usada para simular lubrificação numa simulação de estupro. Uma violação não consentida que, na trama, levava a jovem protagonista a encerrar o relacionamento, algo que o homem não consegue entender. Maria Schneider denunciou Bertolucci e Brando, anos depois em sua autobiografia, pela violência da encenação. Mesmo que o estupro fosse simulado, ela se disse vítima de agressão, já que o uso da manteiga não estava no roteiro ou tinha sido combinado, e foi resultado de um ato violento, com Brando jogando-a no chão e tocando sua partes íntimas. Em uma entrevista de 2007, quatro anos antes de morrer, Schneider disse que suas “lágrimas eram verdadeiras” no filme. Em dezembro de 2016, a polêmica voltou à tona, quando uma entrevista antiga de Bertolucci ressurgiu nas redes sociais. Nela, Bertulucci assumia: “A sequência da manteiga foi uma ideia que eu tive com Marlon na véspera da filmagem. Eu queria que Maria reagisse, que ela fosse humilhada. Eu não queria que ela interpretasse a raiva, eu queria que ela sentisse raiva e humilhação”. A confissão ultrajou feministas. “A todos que gostaram do filme, vocês estão vendo uma jovem de 19 anos sendo violentada por um homem de 48 anos. O diretor planejou a agressão. Isso me dá nojo”, tuitou a atriz Jessica Chastain, que, depois, tomaria a frente do movimento Time’s Up, contra abusos e discriminação contra as mulheres em Hollywood. Essa discussão demorou décadas para assumir contornos mais negativos, o que levou Bertolucci a passar seus últimos anos se defendendo. Entretanto, ele também se beneficiou bastante da controvérsia. O interesse gerado pelas reputação de “O Último Tango em Paris” ajudou Bertolucci a obter o financiamento necessário para embarcar em seu projeto mais ambicioso, “1900”. O filme de 1977 foi o primeiro grande épico de sua carreira como diretor, com uma duração de nada menos de cinco horas, além de consumir um dos maiores orçamentos do cinema italiano. O diretor ainda quis aproximar duas escolas rivais de cinema, as grandes produções hollywoodianas e o realismo socialista do cinema russo dos anos 1930, para narrar a história da Itália sob o ponto de vista da luta de classes, representado pelos dois protagonistas: Olmo (Gérard Depardieu), o filho de uma camponesa, e Alfredo (Robert De Niro), o filho do dono da fazenda (Burt Lancaster), ambos nascidos no mesmo dia, 27 de janeiro de 1901. Imponente, mas também didático, o filme atinge o ápice em seus últimos 30 minutos, para encerrar seu painel histórico no Dia da Libertação da Itália pelos aliados, em 25 de abril de 1945. Ao buscar a grandiosidade, Bertolucci se afastou da introspecção que marcava seus trabalhos anteriores. E “1900” acabou considerado uma anomalia em sua filmografia. Suas obras seguintes voltaram aos temas psicológicos e políticos, em mergulhos na sexualidade e na relação paternal. “La Luna” (1979) foi a história de um relacionamento apaixonado, quase incestuoso, entre mãe e filho, rodado com simbolismos edipianos e virtuosismo cinematográfico. E “A Tragédia de um Homem Ridículo” (1981) representou o reverso de “A Estratégia da Aranha”, com um pai investigando a vida do filho, sequestrado misteriosamente e acusado de conspirar com a extrema esquerda. A ambiguidade das obras não agradaram público e crítica. Mas suas inclinações políticas de esquerda lhe permitiram ser bem-recebido na China, onde retomou o cinema épico, atingindo o ápice artístico de sua carreira. “O Último Imperador” foi o primeiro filme ocidental inteiramente rodado na China, e contou com participação oficial do governo do país, que lhe deu acesso à Cidade Proibida e outras locações imponentes, nunca antes registradas numa produção falada em inglês. O filme contava a história real de Pu Yi, o último imperador da China, que nasceu para governar e acabou como um jardineiro comum, após ser “reeducado” pelo regime maoísta, numa trajetória de 60 anos que cobria o período histórico mais controvertido da China. O filme era o equivalente chinês a “1900”, um novo retrato da luta de classes, mas muito mais suntuoso, ecoando o esplendor dourado do palácio na Cidade Proibida. As imagens deslumbrantes e a história inacreditável, mas real, impressionaram crítica e público em todo o mundo. Bertolucci venceu não um, mas dois Oscars, de Direção e Roteiro Adaptado, enquanto o longa colecionou 9 troféus, incluindo Melhor Filme e Fotografia (de Vittorio Storaro). “O Último Imperador” mudou os rumos da carreira de Bertolucci, que a seguir decidiu completar uma “trilogia oriental”, abrindo seu trabalho à temas existenciais e filosóficos por meio de “O Céu que nos Protege” (1990), filmado na Argélia e Marrocos, e “O Pequeno Buda” (1993), filmado no Butão e no Nepal. Mas embora fossem igualmente dispendiosos e exóticos, nenhum dos dois repetiu o êxito do longa chinês. Ele voltou para casa, descartou os excessos, retomou o cinema intimista e redescobriu o sexo com “Beleza Roubada” (1996), drama sobre o despertar sexual de uma adolescente americana (Liv Tyler) em uma vila na Toscana, habitada por artistas e boêmios, e “Assédio” (1998), ambientado em Roma, que se concentra na relação entre um pianista inglês recluso e sua jovem empregada africana (Thandie Newton). Com “Os Sonhadores” (2003), Bertolucci voltou a seus dias de juventude, tanto em termos de tema quanto de repercussão. Passado no ano de 1968, o filme juntava sexo e revolução, dois dos assuntos favoritos do diretor, usando a Primavera de Paris como pano de fundo para um relacionamento a três. Enquanto uma praia se revelava sob os paralelepípedos das ruas, os personagens se fechavam entre quatro paredes, como em “O Último Tango” passado na mesma Paris, para explorar sua paixão sexual e pelo cinema. O resultado se tornou a apoteose da cinefilia de Bertolucci e deslanchou a carreira dos jovens Louis Garrel, Michael Pitt e Eva Green, que fazia sua estreia nas telas. Foi um sucesso. Mas em vez de marcar um renascimento em sua carreira, foi quase uma despedida, pois logo em seguida ele passou a sofrer sérios problemas nas costas. Bertolucci se viu confinado a uma cadeira de rodas e não fez outro filme por nove anos. Foi buscar energia e vontade de filmar nos aplausos dos colegas, durante uma homenagem do Festival de Cannes, que lhe rendeu tributo pela carreira em 2011. Um ano depois, lançou “Eu e Você” (2012), seu primeiro filme italiano desde 1981 e último longa de sua filmografia. Foi um trabalho relativamente modesto com um pequeno elenco e, novamente, uma locação minimalista – um porão em que um adolescente se escondia com sua meia-irmã. Nos últimos anos, sua saúde deteriorou, acumulando um câncer. E, em vez de aplausos, Bertolucci precisou lidar com acusações de abusos cometidos num filme que ele dirigiu aos 31 anos de idade. Em sua derradeira manifestação pública, ele se defendeu: “Eu gostaria, pela última vez, de esclarecer um mal-entendido ridículo que continua a gerar reportagens sobre ‘O Último Tango em Paris’ em todo o mundo. Vários anos atrás, na Cinémathèque Française, alguém me perguntou detalhes sobre a famosa cena da manteiga....

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  • Etc,  Filme

    Ricky Jay (1948 – 2018)

    25 de novembro de 2018 /

    Morreu o ator e entertainer novaiorquino Ricky Jay, conhecido por papéis em filmes de David Mamet e pela série “Deadwood”. Ele tinha 70 anos e também era um mágico profissional renomado, que se especializou como consultor de grandes produções que envolviam ilusionismo no cinema. Richard Jay Potash já era uma figura conhecida do showbusiness por seus números de mágica em talk shows e especiais televisivos quando chegou a Hollywood. Seu primeiro trabalho no cinema foi como consultor de Francis Ford Coppola na produção de “O Pequeno Mágico” (1982), mas seu talento foi explorado até para ensinar Robert Redford a fazer truques com moedas em “Um Homem Fora de Série” (1984). Sua estreia diante das câmeras se deu pelas mãos do diretor David Mamet. O suspense dramático “Jogo de Emoções” (1987), que também foi o primeiro longa de Mamet, inaugurou uma grande parceria, que se estendeu à praticamente todos os filmes do cineasta, como “As Coisas Mudam” (1988), “Homicídio” (1991), “A Trapaça” (1997), “Deu a Louca nos Astros” (2001), “O Assalto” (2001) e “Cinturão Vermelho” (2008), além do especial de mágica “Ricky Jay and His 52 Assistants” (1996). Em muitos desses filmes, Ricky Jay também trabalhou como consultor técnico. Entre esses longas, ele atuou em dois dos melhores filmes de outro jovem iniciante em Hollywood, Paul Thomas Anderson, “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), antes de entrar na série western “Deadwood” (2004) para viver um jogador de pôquer que usava habilidades especiais para ser sempre vencedor. As habilidades mágicas de Ricky Jay também lhe renderam destaque num episódio de 2000 de “Arquivo X”, em que Mulder e Scully investigavam o assassinato de um famoso ilusionista, e principalmente um papel em “O Grande Truque” (2006), o filme de mágicos de Christopher Nolan, do qual também foi consultor. Como mágico, ele foi responsável por criar o truque da cadeira de rodas que dava a impressão de que Gary Sinise não tinha pernas em “Forest Gump” (1994) e foi consultor dos truques de “O Ilusionista” (2006), de Neil Burger, e “Treze Homens e um Novo Segredo” (2013), de Steven Soderbergh. Como ator, a filmografia de Ricky Jay ainda inclui “Últimos Dias” (2005), de Gus Van Sant, “Vigaristas” (2008), de Rian Johnson, e um papel de vilão num filme de James Bond, “007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997).

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  • Etc,  Filme

    Nicolas Roeg (1928 – 2018)

    24 de novembro de 2018 /

    Morreu o aclamado diretor inglês Nicolas Roeg, o homem que caiu no cinema com David Bowie e Mick Jagger. Ele faleceu em sua casa, em Londres, na madrugada de sexta (23/11), aos 90 anos de idade. Referenciado por seus clássicos dos anos 1970, Roeg dizia que só tinha ingressado na indústria cinematográfica porque havia um estúdio em frente à sua casa de infância em Marylebone, no centro oeste de Londres, onde conseguiu seu primeiro emprego em 1947. Ele começou como office boy e foi subindo de escalão aos poucos, passando para ajustador de foco, operador de câmera e finalmente assistente de fotografia nos anos 1960, quando comandou a segunda unidade de blockbusters como “Lawrence da Arábia” (1962) e “Doutor Jivago” (1965). Logo, assumiu a direção de fotografia de produções cultuadas como “A Orgia da Morte” (1964), “Fahrenheit 451” (1966), “Longe Deste Insensato Mundo” (1967) e “Petúlia, um Demônio de Mulher” (1968). Sua estreia na direção foi em “Performance” (1970), concebido como veículo promocional para o cantor Mick Jagger, mas que acabou se tornando uma obra tão experimental e complexa que o próprio estúdio relutou em fazer seu lançamento. O longa ficou dois anos guardado antes de chegar às telas, e mesmo após a estreia demorou a ser apreciado, tornando-se um dos primeiros exemplos do que se costuma chamar de “cult movie”. Seu filme seguinte também virou cult, “A Longa Caminhada” (1971), sobre duas crianças perdidas no outback australiano – uma deles, o próprio filho do diretor – , que são salvas por um jovem aborígene em meio a uma caminhada ritualista. O drama de sobrevivência, porém, quase foi proibido pela censura britânica, devido a uma cena de nu frontal da atriz Jenny Agutter, então com apenas 17 anos, que rendeu muita polêmica na época. Da mesma forma, “Inverno de Sangue em Veneza” (1973), suspense estrelado por Donald Sutherland, também enfrentou forte censura por uma cena de sexo entre os protagonistas e só foi ter maior reconhecimento após sair da sombra de “O Exorcista”, o grande lançamento de terror do ano, que o eclipsou completamente. Revisto, passou a ser considerado uma obra-prima por sua edição não convencional, que antecipou o padrão de cortes frenéticos que viriam a ser associados à montagem dos suspenses das décadas seguintes. Por mais celebrados que esses filmes tenham se tornado entre cinéfilos, nenhum atingiu a idolatria gerada pelo quarto longa de Roeg, “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que marcou a estreia de David Bowie no cinema. O filme também ajudou a popularizar a persona do cantor como um alienígena disfarçado entre humanos, imagem idealizada pelo próprio Bowie dois anos antes, na época do hit “Ziggy Stardust”. Bowie embarcou tanto no projeto que adotou como nova identidade o visual do filme, incorporando um personagem que batizou de Thin White Duke, além de usar fotos do longa como capas de dois discos, “Station to Station” (1976) e “Low” (1977). Mesmo assim, o impacto de “O Homem que Caiu na Terra” foi maior em circuitos de arte do que como sucesso comercial. Roeg voltou a trabalhar com um “roqueiro”, Art Garfunkel, em “Bad Timing – Contratempo” (1980), filme que venceu o Festival de Toronto, e decidiu tentar o cinema comercial com a comédia “Malícia Atômica” (1985), sobre um suposto encontro entre Marilyn Monroe e Albert Einstein, mas seu filmes dos anos 1980 tiveram ainda menos bilheterias. Em compensação, afetivamente essa foi sua melhor fase, graças à parceria artística e romântica com a atriz Theresa Russell, sua Marilyn Monroe e estrela da maioria de seus filmes do período, com quem se casou em 1986. Por ironia, ele só foi conhecer o êxito financeiro quando sua filmografia começou a estagnar e no primeiro filme sem a participação de sua esposa, desde que começaram a trabalhar juntos. Com “Convenção das Bruxas” (1990), Roeg finalmente atingiu as massas que não o conheciam, ao mesmo tempo em que manteve sua principal característica, ao criar um novo cult. Combinação de aventura e terror infantil, o filme em que Anjelica Huston vive uma bruxa continua a ser reprisado na TV e com grande audiência até hoje. O sucesso, porém, foi efêmero, já que o cineasta fez apenas mais três longas cinematográficos na carreira. O terror “Desejo Selvagem” (1991) marcou o fim de seu casamento com Theresa Russell e os dois últimos nem foram lançados no Brasil, apesar de “Two Deaths” (1995) ter sido estrelado por Sonia Braga. O diretor ainda fez alguns trabalhos na TV, como o telefilme “A Maldição da Selva” (1993), a minissérie “Sansão e Dalila” (1996) e um episódio de “O Jovem Indiana Jones”, que foi considerado o melhor da série, antes de sair de cena com o terror “Puffball” (2007), fracasso de público e crítica. O fato de não ter estudado cinema, mas aprendido na prática, numa escalada de funções ligadas à fotografia, ajudou-o a criar uma linguagem cinematográfica própria, que o tornou um verdadeiro autor e inspiração para gerações seguintes. “Filmes não são roteiros – filmes são filmes”, costumava dizer, para demonstrar a importância das imagens – da colocação das câmeras à edição, passando pela direção de arte e de artistas. Essa capacidade autoral não foi tão reconhecida como merecia. Ao longo da carreira, Nicolas Roeg foi indicado a três prêmios BAFTA (da Academia britânica), competiu três vezes pela Palma de Ouro e uma pelo Urso de Ouro nos festivais de Cannes e Berlim, além de ter vencido Toronto em 1980. Ainda assim, nada do que fez foi suficiente para que a Academia, o Globo de Ouro e sindicatos dos Estados Unidos percebessem que ele existia. Roeg jamais foi apreciado por Hollywood. Mas impactou cinéfilos de todo o mundo, tendo ajudado a formar o olhar cinematográfico de Christopher Nolan, Paul Thomas Anderson, Steven Soderbergh e Danny Boyle, que mais de uma vez assumiram-se influenciados por sua arte. Um diretor, em especial, deve sua paixão pelo cinema literalmente a Roeg, iniciada ainda na infância, no dia em que ele conheceu um set pela primeira vez, ao visitar o pai nas filmagens de “O Homem que Caiu na Terra”. Trata-se do filho de David Bowie e hoje cineasta Duncan Jones, que publicou uma foto no Twitter em que aparece de pijamas e pirulito na mão, ao lado do pai e de Roeg. “Obrigado por fazer tantas escolhas corajosas, e dar a este estranho rapaz de pijama um amor permanente pelo cinema”, ele escreveu, como homenagem. Just heard another great storyteller, the inimitable Nicolas Roeg left us today. What an incredible body of work he’s left us with!All my love to his family.Thank you for making so many brave choices, & giving this strange little lad in pajamas an ongoing love of filmmaking. pic.twitter.com/QVg2znq3Rs — Duncan Jones (@ManMadeMoon) November 24, 2018

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    Atriz de Jane the Virgin cria polêmica ao dizer que atores negros ganham mais que outras minorias em Hollywood

    24 de novembro de 2018 /

    A atriz Gina Rodriguez, que tem o papel-título da série “Jane the Virgin” (remake americano da novela “Joana, a Virgem”), causou polêmica ao afirmar que os atores negros recebem salários maiores que outras minorias, como latinos e asiáticos, em Hollywood. A declaração foi feita durante uma mesa redonda da versão online da revista de moda Porter, disponibilizada no canal do YouTube Net-a-Porter, que também contou com Ellen Pompeo (“Grey’s Anatomy”), Emma Roberts (“American Horror Story”) e Gabrielle Union (“Being Mary Jane”). “Mulheres brancas recebem mais que mulheres negras, mulheres negras recebem mais que asiáticas, asiáticas recebem mais que latinas”, afirmou a atriz durante a conversa. Veja a íntegra do vídeo abaixo. A fala de Rodriguez desagradou muitos internautas, que afirmaram que a declaração feita pela atriz não tinha nenhuma base teórica, e que discursos como esse prejudicam a luta pela diversidade. Muitos também apontaram que Sofia Vergara, atriz de descendência latina, é a mais bem-paga da TV americana. A entrevista também rendeu saia justa quando Ellen Pompeo apontou que a equipe por trás das câmeras não tinha diversidade. “Este dia tem sido incrível, e há uma tonelada de mulheres na sala. Mas eu não vejo cores suficientes”, ela disse sobre a Net-A-Porter. “Eu não vi cores suficientes quando entrei nessa sala hoje.” De acordo com dados de 2016, os homens brancos ainda ganham mais que todas as outras etnias e gêneros em todos os tipos de ocupação nos Estados Unidos, seguidos pelas mulheres brancas.

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    Ashton Kutcher ficou milionário graças a Uber, Airbnb e Spotify

    24 de novembro de 2018 /

    Ashton Kutcher ficou milionário com investimentos em marcas do novo milênio. Segundo a revista Business Insider, o ator da série “The Ranch”, da Netflix, possui uma fortuna estimada em US$ 250 milhões. Mas esse dinheiro não veio de suas atuações em séries e filmes. A revista financeira assegura que a fortuna foi acumulada porque o ator é um grande visionário no que diz respeito a investimentos. Ele sabe muito bem quando investir em alguma empresa ou projeto, com o qual pode lucrar no futuro. O ator, que já interpretou Steve Jobs no cinema, investe em companhias como Uber, Airbnb, Skype, Foursquare e Spotify, além de ter sua própria produtora de cinema, e um fundo de investimento que inaugurou em 2015. De acordo com a Business Insider, somente com o Uber, em que ele investiu US$ 500 mil no começo do projeto, Kutcher teria embolsado 100 vezes o valor inicial. O mesmo aconteceu com Airbnb. “Seu segredo é que ele só investe no que conhece e confia”, diz a publicação.

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    Produtor de Castlevania lança curta live action das Meninas Superpoderosas crescidas

    22 de novembro de 2018 /

    Mesmo realizando produções oficiais, como a série animada de “Castlevania”, Adi Shankar não perdeu o costume de realizar curtas com personagens conhecidos de grandes marcas, o que geralmente lhe rende problemas por pirataria de direitos autorais. Nesta semana, ele divulgou na página do YouTube de seu “Bootleg Universe” (universo pirata) sua mais nova produção ilegal: um curta live action que mostra a versão adulta das Meninas Superpoderosas, as heroínas animadas do Cartoon Network. As personagens são vividas no vídeo de 20 minutos pelas atrizes Krystle Martin (“The Adventures of Superseven”), Dina Cataldi (“Terror na Escuridão”) e Jisaura Cardinale (“Entirely Accidental”). Na trama, as irmãs se distanciaram por dez anos e desistiram de seus poderes, mas veem-se obrigadas a se unir novamente para salvar o Professor Utônio (Joe Abraham, de “Jersey Boys: Em Busca da Música”). O curta foi escrito pelo casal Flip Kobler e Cindy Marcus (“João e o Pé de Feijão”) e dirigido por Steven LaMorte (que fez os efeitos do terror “Tudo por Ela”). O vídeo faz parte de uma iniciativa de Shankar para estimular a produção de mais “filmes de fãs” com personagens famosos. Veja abaixo na íntegra.

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    Sandra Bullock, Andy Serkis e elenco de Stranger Things são confirmados na Comic Con Experience

    21 de novembro de 2018 /

    A Netflix divulgou um vídeo em que confirma a participação de integrantes do elenco mirim de “Stranger Things” e de outras atrações da plataforma na Comic Con Experience. Virão para São Paulo para participar do evento os atores Caleb Mclaughlin, Noah Schnapp e Sadie Sink, respectivamente Lucas, Will e Max da série sci-fi, além de Sandra Bullock e Trevante Rhodes, estrelas do filme de terror “Bird Box”, Andy Serkis, diretor do filme de fantasia “Mogli: Entre Dois Mundos”, o trio Tom Hopper, David Castañeda e Emmy Raver-Lampman, da vindoura série “Umbrella Academy”, e os criadores dos quadrinhos em que esta série se baseia, Gerard Way (da banda My Chemical Romance) e o ilustrador brasileiro Gabriel Bá. A Comic Con Experience servirá de palco para o marketing presencial da Netflix em dois dias consecutivos, 8 e 9 de dezembro. O evento também já confirmou a participação de outros artistas, como Brie Larson (a Capitã Marvel), Zachary Levi (o Shazam), Michael B. Jordan e Florian Munteanu (ambos de “Creed 2”), Ricky Whittle (astro de “American Gods”), Tom Welling (de “Smallville”), Sebastian Stan (o Soldado Invernal da Marvel), os diretores M. Night Shyamalan (“Vidro) e Dean DeBlois (“Como Treinar o Seu Dragão 3”), e John Romita Jr. (astro dos quadrinhos), entre outros. O evento também terá um painel sobre “Game of Thrones” e vai exibir para o público o filme “Aquaman”, com quase uma semana de antecedência em relação à estreia comercial nos cinemas brasileiros. Oi @CCXPoficial. Eu sei que já confirmei minha presença, mas tudo bem levar uns amigos? Segue lista pra deixar na porta: Sandra, Trevante, Caleb, Noah, Sadie, Andy, Tom, David, Emmy, Steve, Gerard e Gabriel. Valeeeeeu! pic.twitter.com/LU6ppTdeLD — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 21 de novembro de 2018

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    HBO anuncia painel de Game of Thrones na Comic Con Experience

    21 de novembro de 2018 /

    A HBO aproveitou que Sophie Turner foi confirmada na Comic Con Experience pela Fox, para falar de “X-Men: Fênix Negra”, e anunciou um painel de “Game of Thrones” no evento. Ele foi marcado para 6 de dezembro, um dia antes da data da Fox. E embora a HBO não tenha confirmado participações do elenco da série, é de se supor que a intérprete de Sansa Stark faça parte de sua programação. Além do painel, a HBO também contará com um estande dedicado ao universo criado por George R.R. Martin, onde os fãs poderão conferir experiências imersivas. A Comic Con Experience (que insiste em ser abreviada como CCXP) já confirmou outros artistas para o evento: Brie Larson (a Capitã Marvel), Zachary Levi (o Shazam), Michael B. Jordan e Florian Munteanu (ambos de “Creed 2”), Ricky Whittle (astro de “American Gods”), Tom Welling (de “Smallville”), Sebastian Stan (o Soldado Invernal da Marvel), os diretores M. Night Shyamalan (“Vidro) e Dean DeBlois (“Como Treinar o Seu Dragão 3”), e John Romita Jr. (astro dos quadrinhos), entre outros. O evento também terá um painel sobre “Stranger Things” e vai exibir para o público o filme “Aquaman”, com quase uma semana de antecedência em relação à estreia comercial nos cinemas brasileiros.

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    Millie Bobby Brown vira a mais nova embaixadora da boa vontade da história da ONU

    21 de novembro de 2018 /

    Millie Bobby Brown, estrela adolescente da série “Stranger Things”, tornou-se a mais jovem embaixadora da boa vontade da história para a agência de proteção às crianças das Nações Unidas, a Unicef. Ela foi nomeada na terça-feira (20/11) e deverá abordar os assuntos bullying e pobreza em seu novo papel. A atriz de 14 anos, que também é a pessoa mais jovem a figurar na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, foi apontada para o papel na sede da ONU para marcar o dia mundial da Criança, disse a agência. “É um sonho realizado”, disse Brown em nota. “Estou ansiosa para me encontrar com todas as crianças e jovens que conseguir, para ouvir suas histórias, e falar em nome deles.” Brown foi indicada duas vezes para o Emmy por seu papel na série “Stranger Things”, da Netflix, uma garota chamada Eleven, que tem superpoderes e ajuda seus amigos a enfrentar monstros. Ela já falou abertamente no passado sobre o bullying e chegou a apagar sua conta no Twitter em 2017, depois que gays passaram a “brincar” de atribuir comentários odiosos à sua pessoa. A Unicef disse que em seu novo papel ela irá ajudar a criar consciência para os direitos da criança e para outras questões ligadas aos jovens, incluindo o acesso à educação, o impacto da violência, bullying e pobreza. “As crianças são os principais defensores de si mesmas. Eu sei que Millie irá utilizar sua paixão e sua dedicação para defender os direitos de crianças em situação de vulnerabilidade e dos jovens em todo lugar do mundo”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef em um comunicado. Brown se junta a uma lista de embaixadores da boa vontade da Unicef que inclui o ex-capitão da seleção inglesa de futebol David Beckham, os atores Orlando Bloom, Jackie Chan e Liam Neeson e os cantores Ricky Martin e Shakira.

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    Atriz de Melrose volta a ser internada em clínica psiquiátrica

    19 de novembro de 2018 /

    A atriz Heather Locklear, que ficou conhecida pela série “Melrose” nos anos 1990, voltou a ser internada em uma clínica psiquiátrica. Segundo uma fonte do site TMZ, o terapeuta da atriz identificou outro colapso nervoso quando foi à casa dela no domingo (18/11), acompanhado do advogado de Heather. A dupla pediu a ajuda da polícia e a atriz foi levada ao hospital. O TMZ ainda registra que há boatos de que ela teria agredido seu namorado, mas fontes próximas ao caso garantiram ao site que isso é mentira. Não há informações se Heather havia consumido alguma bebida alcoólica, mas nenhum crime foi registrado. A decisão do médico foi para atender o bem-estar de sua paciente. Há alguns meses, Heather começou um tratamento contra abuso de substâncias após agredir os pais, tentar se matar e ameaçar atirar em policiais. Sua ficha criminal está repleta de confusões. Em 2008, Heather foi fichada por suspeita de dirigir sob influência de medicamentos. E em 2011, ela e o namorado da época, Jack Wagner, que também trabalhou em “Melrose”, tiveram uma briga feia que acabou na delegacia. O périplo mais recente começou em fevereiro, durante outra briga com namorado. Quando os policiais chegaram em sua casa atendendo a um chamado, a atriz teria ameaçado atirar neles. Em junho, ela foi hospitalizada à força para passar por uma avaliação psicológica após agredir os pais e dizer que ia matar com um tiro. Uma semana depois, foi presa, acusada de ter agredido um policial e um profissional da equipe de emergência que foi socorrê-la após nova chamada de emergência. Após ser solta, ela teria sofrido uma overdose.

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