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    Bohemian Rhapsody e A Favorita vencem prêmio do Sindicato dos Editores dos EUA

    2 de fevereiro de 2019 /

    O Sindicato dos Editores dos Estados Unidos (ACE, na sigla em inglês) realizou sua cerimônia de premiação na noite de sexta-feira (1/2), distribuindo troféus, batizados de Eddie Awards, aos melhores da profissão no último ano. Nas categorias de cinema, os premiados foram “Bohemian Rhapsody” e “A Favorita”, que concorrem ao Oscar 2019. O trabalho de John Ottman, por sinal, tem sido reconhecido como responsável pelo sucesso de “Bohemian Rhapsody”, após a demissão do diretor Bryan Singer em meio a um ambiente de filmagem caótica. Ottman é um parceiro antigo de Singer, tendo trabalhado em todos os filmes do diretor – desde o curta “Lion’s Den”, em 1988 – tanto na edição quanto na composição das trilhas sonoras. Confira abaixo a lista completa dos vencedores, que inclui também categorias televisivas. Melhor Edição – Drama “Bohemian Rhapsody” – John Ottman Melhor Edição – Comédia “A Favorita” – Yorgos Mavropsaridis Melhor Edição – Animação “Homem-Aranha no Aranhoverso” – Robert Fisher, Jr. Melhor Edição – Documentário Cinematográfico “Free Solo” – Bob Eisenhardt Melhor Edição – Documentário Televisivo “Robin Williams: Come Inside My Mind” – Greg Finton e Poppy Das Melhor Edição – Série de Comédia com Comerciais “Atlanta: Teddy Perkins” – Kyle Reiter Melhor Edição – Série de Comédia sem Comerciais “The Marvelous Mrs. Maisel: Simone” – Kate Sanford Melhor Edição – Série de Drama com Comerciais “Killing Eve: Nice Face” – Gary Dollner Melhor Edição – Série de Drama sem Comerciais “Bodyguard: Episode 1” – Steve Singleton Melhor Edição Minissérie ou Telefilme “Escape at Dannemora: Episode Seven” – Malcolm Jamieson e Geoffrey Richman Melhor Edição – Série sem Roteiro “Anthony Bourdain: Parts Unknown: West Virginia” – Hunter Gross

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    PETA protesta contra inclusão de boneca com cajado em Toy Story 4

    2 de fevereiro de 2019 /

    A PETA, organização não governamental que luta pela defesa dos animais, decidiu protestar contra a inclusão da personagem Betty (Bo Beep, no original) com um cajado em forma de gancho em “Toy Story 4”. O argumento é que o cajado é símbolo da crueldade contra as ovelhas, usado historicamente para prender os animais pelas pernas e pescoço. A personagem é uma boneca pastora – e namorada de Woody – , que não apareceu em “Toy Story 3”. Ela é dublada por Annie Potts (de “Os Caça-Fantasmas”), Betty vai voltar para a franquia após ter passado por uma evolução de sua personalidade e visual, virando uma mulher mais decidida e que enfrenta novos desafios. A ONG pede para a Disney completar sua evolução com o abandono do cajado. “Uma Betty durona provavelmente iria perseguir o tosquiador, e não as ovelhas”, manifestou-se a PETA em comunicado. “[Um] símbolo de dominação sobre qualquer animal é uma coisa do passado e não algo que pertença a ‘Toy Story 4’. Por favor, vocês não podem considerar remover o gancho da Betty da animação final?”. A Disney ainda não comentou o caso. “Toy Story 4” chega aos cinemas em 20 de junho.

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    Jussie Smollett revela estar bem e espera por justiça após sofrer ataque violento

    2 de fevereiro de 2019 /

    O ator Jussie Smollett, vítima de um ataque violento durante a semana em Chicago, pronunciou-se sobre a agressão com uma declaração oficial à imprensa, em que revela estar passando bem e espera por justiça. “Deixa eu começar dizendo que estou bem. Meu corpo está forte, mas minha alma está mais forte ainda. Mais importante, eu preciso dizer obrigado. A quantidade de amor e apoio que eu tenho recebido significa mais para mim do que eu poderei expressar”, escreveu Smollett. “Eu estou trabalhando lado a lado com as autoridades, e tenho sido 100% factual e consistente em todos os níveis [sobre o acontecido]. Apesar das minhas preocupações e frustrações com alguns detalhes incorretos que foram divulgados, eu ainda acho que a justiça vai ser feita”, continuou. Astro da série “Empire”, Smollett foi agredido na terça-feira (29/1), ao sair de um restaurante, por dois homens que utilizaram insultos homofóbicos e racistas enquanto o atacaram, jogaram uma substância contra sua pele e tentaram enforcá-lo com uma corda. Na série da Fox, ele interpreta o músico Jamal Lyon, filho de Lucious (Terrence Howard) e Cookie (Taraji P. Henson). Além de ser um jovem negro, o personagem é gay. O ator também assumiu ser gay publicamente em uma entrevista a Ellen DeGeneres, em 2015, afirmando que prefere manter sua vida pessoal longe dos olhos do público.

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    Editorial: Nova teoria sobre Vingadores: Ultimato é que Thanos dizimou o jornalismo cultural

    31 de janeiro de 2019 /

    Quem ainda aguenta ler sobre teorias de “Vingadores: Ultimato”? O fórum Reddit tem uma nova por dia. E o pior é que sites de notícias estão reproduzindo cada uma delas como se fossem… notícias. Com um estalar de dedos, Thanos dizimou o jornalismo cultural. O velho jornalismo cultural já andava combalido desde que a era dos blogues multiplicou as vozes dos fãs, causando, como efeito colateral, o inverso do imaginado. Em vez de disseminar dissonância, o aumento de opiniões elevou o volume da concordância. Formou-se uma geração de vozes redundantes, sem nada para acrescentar, a não ser a capacidade de elucubrar o elogio mais babante sobre o melhor boneco de personagem secundário de todos os tempos neste minuto. Com as redes sociais e a proliferação de fake news, a análise diferenciada e a reportagem investigativa foram condenadas de vez. Hoje, até o UOL publica a teoria do fã do dia como se fosse relevante. Jornalismo cultural virou fan fiction. Ao menos, é um fenômeno cultural. Para jornalistas analisarem. Onde estão? Ah, hoje é quinta e há uma nova teoria sobre Thanos. E a melhor “teoria do dia” ainda é de 2004. Tudo não passa de sonho do cachorro de “Lost”. Estale os dedos para acordar.

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  • Etc,  Filme

    Festival de Berlim assume compromisso de ter mais cineastas femininas em sua seleção

    31 de janeiro de 2019 /

    O Festival de Berlim 2019 vai se juntar à iniciativa de outras grandes eventos do cinema europeu, ao se comprometer a aumentar a quantidade de filmes de cineastas femininas em sua seleção. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto Dieter Kosslick, o diretor do festival, vai firmar o compromisso no dia 9 de fevereiro, durante cerimônia da edição 2019 do evento. Ele será acompanhado de ativistas do grupo 5050×2020, que idealizou o pacto, introduzido em Cannes. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto, que assume o compromisso de tornar o processo de seleção de seus filmes mais transparente. Além disso, o texto determina que metade das posições de gerência do festival sejam preenchidas por mulheres. No comunicado sobre a decisão, Kosslick destacou que o Festival de Berlim 2019 está bem mais perto do equilíbrio de gêneros que os demais festivais europeus. “Neste ano, temos 17 filmes concorrendo ao Urso de Ouro, e sete são dirigidos por mulheres”, relembrou. Vale lembrar que o Festival de Veneza foi muito criticado por sua edição de 2018, por selecionar apenas um filme dirigido por mulheres para a competição principal: “The Nightingale”, da australiana Jennifer Kent (“O Babadook”). No ano passado, o vencedor do Festival de Berlim foi “Não me Toque”, dirigido por uma mulher: a romena Adina Pintilie. Neste ano, o evento cinematográfico alemão acontece de 7 a 17 de fevereiro.

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  • Etc

    Leonardo DiCaprio cobra Brasil por tragédia de Brumadinho em seu Instagram

    31 de janeiro de 2019 /

    Conhecido por sua militância em defesa do meio ambiente, o ator Leonardo DiCaprio pronunciou-se em protesto contra a tragédia de Brumadinho em seu Instagram. Ele publicou imagens da tragédia, lembrou do desastre recente de Mariana e repassou a cobrança de responsabilidades das empresas e do governo brasileiro, publicando um texto originalmente escrito pelo Greenpeace. “Na última sexta-feira, uma barragem de uma pequena cidade do Brasil se rompeu, liberando mais de 13 milhões de metros cúbicos de uma lama tóxica e deixando para trás um rastro de morte e desolação. Isso aconteceu apenas três anos após o maior desastre ambiental do país, quando outra barragem rompeu. Passou dos limites. Governos e corporações PRECISAM parar de colocar os lucros acima das vidas das pessoas e da natureza”, diz o texto do Greenpeace replicado por DiCaprio. Pouco antes da tragédia, ele já tinha usado o Brasil como exemplo negativo em outro protesto ecológico. Pegando o gancho do desafio dos 10 anos, DiCaprio postou fotos de 2006 e 2018 de uma área da Floresta Amazônica em Rondônia, demonstrando o desmatamento desmedido que é feito no país. “O Estado de Rondônia, no Brasil, tinha originalmente mais de 200 mil km² de floresta, mas se tornou um dos lugares mais desmatados da Amazônia”, ele alertou na legenda da foto, em inglês. O ator criou a Leonardo DiCaprio Foundation em 1998, aproveitando a popularidade de “Titanic” (1997) para promover maior conscientização ecológica no mundo. Ele apoia ativamente organizações ambientais e tem produzido diversos documentários sobre temas relacionados, entre eles “A Conspiração da Vaca: O Segredo da Sustentabilidade” (2014), “O Extermínio do Marfim” (2016), “Seremos História?” (2016), sobre o aquecimento global, e o indicado ao Oscar “Virunga” (2014), dedicado aos últimos gorilas das montanhas africanas. Visualizar esta foto no Instagram. #Regram #RG @greenpeace: Last Friday, a mining dam collapsed in a small town in Brazil, releasing almost 13 million cubic meters of toxic mud and leaving behind a trace of death and sorrow. This comes only 3 years after the biggest environmental disaster in the country, when another dam broke off. Enough is enough. Governments and corporations MUST stop putting profits over the lives of people and nature. Aerial shots: Fernanda Ligabue Land shots: Nilmar Lage . . . . #Brumadinho #forçabrumadinho #brumadinhomg #SOSBrumadinnho #Brazil #brasil #Mariana #Vale #semlicençaparadestruir #environment #greenpeace #nature #environmentaldisaster Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 30 de Jan, 2019 às 7:23 PST

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  • Etc,  Filme

    Dick Miller (1928 – 2019)

    31 de janeiro de 2019 /

    O ator Dick Miller, que ficou conhecido por atuar em filmes cultuados dos cineastas Roger Corman e Joe Dante, morreu nesta quarta-feira (30/1) aos 90 anos, em Toluca Lake, na Califórnia. Com longa carreira no cinema, ele foi lançado por Corman, o lendário rei dos filmes B, durante os anos 1950. Reza a lenda que Miller procurou Corman para tentar emplacar um roteiro. Mas o cineasta respondeu que não precisava de roteiros e sim de atores. E assim o roteirista sem dinheiro Richard Miller virou Dick Miller, o ator de salário mínimo. De cara, ele estrelou dois westerns de Corman, “Pistoleiro Solitário” (1955) e “A Lei dos Brutos” (1956), antes de entrar nos clássicos de sci-fi e terror baratos que tornaram o nome do diretor mundialmente conhecido, como “O Conquistador do Mundo” (1956), “O Emissário de Outro Mundo” (1957), “Um Balde de Sangue” (1959), “A Loja dos Horrores” (1960), “Obsessão Macabra” (1962), “Sombras do Terror” (1963) e “O Homem dos Olhos de Raio-X” (1963), entre muitos outros. Ele também apareceu nos filmes de surfistas, motoqueiros e hippies da época, entre eles os cultuadíssimos “Os Anjos Selvagens” (1966) e “Viagem ao Mundo da Alucinação” (The Trip, 1967), ambos estrelados por Peter Fonda e dirigidos por Corman. O sucesso dos filmes baratos do diretor acabaram criando uma comunidade. Corman passou a contratar aspirantes a cineastas para transformar sua produtora numa potência, lançando mais filmes que qualquer outro estúdio de Hollywood, e isso fez com que Miller trabalhasse com Paul Bartel (em “Corrida da Morte – Ano 2000”), Jonathan Demme (em “Loucura da Mamãe”) e principalmente Joe Dante. Miller e Dante ficaram amigos desde que fizeram “Hollywood Boulevard” (1976) para Corman e essa amizade rendeu uma colaboração duradoura e cheia de clássicos, como “Piranha” (1978), “Grito de Horror” (1981), “Gremlins” (1985) e muito mais. Na verdade, todos os filmes de Dante tiveram participação do ator, até o recente “Enterrando Minha Ex” (2014). Querido pela comunidade cinematográfica, Miller também trabalhou com os mestres Martin Scorsese (“New York, New York” e “Depois das Horas”), Steven Spielberg (“1941”), Samuel Fuller (“Cão Branco”), Robert Zemeckis (“Febre de Juventude”, “Carros Usados”) e James Cameron (“O Exterminador do Futuro”). Ao atuar por sete décadas e aparecer em mais de 100 lançamentos, muitos deles reprisados até hoje na TV, tornou-se um dos rostos mais conhecidos de Hollywood. Por outro lado, por sempre interpretar papéis secundários, acabou não tendo uma projeção à altura da sua filmografia. Mas ele era reconhecido, sim, como apontou um documentário de 2014, que chamava atenção para o fato de todos já terem visto “That Guy Dick Miller” (aquele cara Dick Miller) em algum filme na vida. E ele ainda brincou com isso para batizar sua biografia de “You Don’t Know Me, But You Love Me” (você não me conhece, mas me ama). Ainda ativo, Miller tinha recém-finalizado o terror “Hanukkah”, que celebrava uma curiosidade de sua filmografia: era o sétimo filme em que o ator interpretava um personagem chamado Walter Paisley, costume inaugurado por Corman há 60 anos, em “Um Balde de Sangue”. No Twitter, o diretor Joe Dante lamentou a morte do grande parceiro. “Estou devastado em dizer que um dos meus melhores amigos e um dos meus colaboradores mais valiosos morreu”, escreveu. “Eu cresci assistindo Dick Miller em filmes dos anos 1950 e fiquei emocionado em tê-lo no meu primeiro filme”, disse. “Nós nos divertimos muito juntos e todo roteiro que eu escrevia tinha em mente um papel para o Dick – não apenas porque ele era meu amigo, mas porque eu amava vê-lo atuando! Ele deixa mais de 100 atuações, uma biografia e um documentário – nada mal para um cara que não gostava de personagens principais”, completou Dante.

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  • Etc,  Filme

    Louisa Moritz (1946 – 2018)

    31 de janeiro de 2019 /

    A atriz Louisa Moritz, que ficou conhecida nas telas por sua participação em filmes como “Um Estranho no Ninho” e “O Último Americano Virgem” e fora delas como uma das primeiras acusadoras de Bill Cosby, morreu na quarta-feira (30/1) em Los Angeles, de causas naturais aos 72 anos. Nascida Louisa Castro em 1946, em Havana, Cuba, ela se mudou nos anos 1950 para os Estados Unidos e mudou seu nome ao conhecer o hotel St. Moritz, em Nova York. Começou a trabalhar como modelo na década de 1960 e rapidamente se tornou um rosto conhecido dos comerciais. Isto a levou à atuação. O começo foi em comédias picantes, como “Assignment: Female” (1966) e “The Man from O.R.G.Y.” (1970), sempre fazendo a loira sensual. Mas logo caiu nas graças dos produtores de TV, que a escalaram numa dezena de séries clássicas, de “Happy Days” a “M*A*S*H”. Sua carreira cinematográfica ficou séria em 1975, quando participou dos clássicos “Um Estranho no Ninho” e “Corrida da Morte – Ano 2000”. A partir daí, alternou comédias picantes com filmes que viraram cult, como “Cannonball – A Corrida do Século” (1976), “Queimando Tudo” (1978), “Cuba” (1979), “Confissões Verdadeiras” (1981) e “O Último Americano Virgem” (1982). Ao longo da carreira, ela contracenou com astros como Robert De Niro, Robert Duvall, Jack Nicholson, Keith Carradine, Sean Connery, Sylvester Stallone e Alan Alda. Além de atriz, ela foi produtora, formou-se na universidade em direito, trabalhou como corretora imobiliária, cantora, foi dona de um hotel em Beverly Bills e lançou livros. Em 2014, ela revelou ter sido assediada sexualmente por Bill Cosby nos bastidores de um programa humorístico dos anos 1970, e se tornou uma das primeiras mulheres a processar o ator por abuso. Cosby nega as acusações, que prescreveram. Mas ele foi condenado a 10 anos de prisão por assédio mais recente contra outra mulher, Andrea Constand.

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  • Etc,  Série,  TV

    Fernando Gaitán (1960 – 2019)

    29 de janeiro de 2019 /

    O roteirista colombiano Fernando Gaitán, criador de “Betty, a Feia”, morreu de parada cardíaca nesta terça-feira (29/1) em Bogotá, informou a clínica onde estava internado. Gaitán, de 58 anos, entrou “no serviço de emergências com parada cardiorrespiratória, e sem responder às manobras de reanimação instauradas”, disse o comunicado oficial da Clínica del Country, no norte da capital colombiana. O roteirista iniciou sua carreira nos anos 1980 e assinou diversos sucessos televisivos, que tiveram repercussão internacional. Diversas de suas novelas foram exibidas no Brasil, como “Café com Aroma de Mulher” (1993), “Betty, a Feia” (1999) e “A Feia Mais Bela” (2007). Nenhum sucesso foi tão grande quanto “Betty, a Feia”, que entrou no livro Guinness dos recordes mundiais como a novela mais bem-sucedida de todos os tempos. A produção não só foi exibida em mais de 120 países, como inspirou nada menos que 28 remakes, inclusive no Brasil (“Bela, a Feia”, da Record) e nos Estados Unidos. Transformada na série de comédia “Ugly Betty” em 2006, a versão estrelada por America Ferrera marcou época na rede ABC. Seu sucesso abriu as portas para o humor latino na TV americana e popularizou temas da comunidade LGBTQIA+. Sem “Ugly Betty” não existiria “Jane the Virgin” ou o novo “One Day at a Time”. A história original ainda ganhou um spin-off (“Ecomoda”) e até uma versão animada, além de uma adaptação para o teatro, que reuniu em 2017 o elenco original da novela. Gaitán tinha assinado um contrato com a Sony Pictures e estava desenvolvendo uma minissérie para a plataforma digital da empresa, que misturava comédia romântica e thriller.

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    Ator da série Empire diz ter sido espancado e enforcado em crime de ódio nos Estados Unidos

    29 de janeiro de 2019 /

    O ator da série “Empire” Jussie Smollett teria sido atacado na madrugada desta terça-feira (29/1) em Chicago, num ato de violência que a polícia está chamando de crime de ódio. O ator de 36 anos estava saindo de um restaurante quando dois homens teriam começado a gritar insultos racistas e homofóbicos contra ele. Em seguida, os criminosos atacaram Smollett, socando-o antes de derramar uma substância química desconhecida sobre ele, segundo a polícia. Durante o ataque, um dos suspeitos ainda enrolou uma corda no pescoço de Smollett para enforcá-lo, como a Ku Klux Klan costumava fazer durante o período em que assassinava negros com impunidade. “Dada a gravidade das alegações, estamos levando essa investigação muito a sério e tratando-a como um possível crime de ódio”, disse a polícia de Chicago em comunicado. Smollett encontra-se hospitalizado por seus ferimentos. Na série da Fox, ele interpreta o músico Jamal Lyon, filho de Lucious (Terrence Howard) e Cookie (Taraji P. Henson). Além de ser um jovem negro, o personagem é gay. O ator também assumiu ser gay publicamente em uma entrevista a Ellen DeGeneres, em 2015, afirmando que prefere manter sua vida pessoal longe dos olhos do público.

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  • Etc,  Filme

    Dusan Makavejev (1932 – 2019)

    29 de janeiro de 2019 /

    O diretor e roteirista sérvio Dusan Makavejev, responsável por clássicos provocantes como “W.R. – Mistérios do Organismo” (1971) e “Montenegro” (1981), morreu na sexta-feira (25/1) em Belgrado, aos 86 anos. Makavejev foi um dos pioneiros da escola cinematográfica Black Wave que surgiu na antiga Iugoslávia no início dos anos 1960. Seus filmes empregaram provocação subversiva, sensualidade e humor para comentar e denunciar elementos cotidianos da vida sob o governo socialista autoritário de Tito. Muitos de seus trabalhos foram banidos na Iugoslávia e resultaram na sua saída do país para viver e filmar na Europa ocidental e na América do Norte. Seus filmes, conhecidos por cenas de nudez e sexo explícito, muitas vezes centravam-se na liberação sexual de uma personagem feminina. “Você descobre que não há nada tão engraçado, tão louco, tão perigoso, excitante e problemático quanto o sexo”, disse ele certa vez. Seus problemas com os censores comunistas começaram em 1958, com dois curtas-metragens, o erótico “Don’t Believe in Monuments” e “Damned Holiday”. Este último foi admirado pelo cineasta escocês John Grierson, o que pavimentou o caminho para sua exibição na televisão escocesa, dando início à notoriedade internacional de Makavejev. Mas quanto mais se tornava conhecido no exterior, mais ele foi censurado em casa. Sua peça “The New Men of Flower Market” foi tirada de cartaz à força em 1962 e, durante o mesmo ano, outro curta, “Parade”, foi proibido por ser “desrespeitoso”. Era uma mistura louca de música, fotografias e citações, todas satirizando a pompa bombástica da máquina militar soviética. E então começaram os longas. O primeiro foi “O Homem Não É um Pássaro” (1965), que explorava amor e sexo numa cidade mineira, sob a sombra do comunismo, e introduziu um estilo de abordagem de falso documentário que, após se aprimorar em “Um Caso de Amor ou o Drama de uma Empregada da Companhia Telefônica” (1967), se tornaria marca registrada de seu cinema. O auge desse estilo materializou-se em seu terceiro longa, “W.R. – Mistérios do Organismo” (1971), que deu o que falar. O filme começava como uma investigação sobre as controvertidas teorias sexuais do psicanalista radical Wilhelm Reich, antes de implodir em uma narrativa livre sobre a liberação sexual, zombando de tudo, incluindo o culto a Stalin e a visão da 2ª Guerra Mundial entre os soviéticos. “WR” foi considerada a crítica mais intensa da Revolução bolchevique produzida em um país comunista, e acabou premiado pela crítica no Festival de Berlim. Seu reconhecimento internacional culminou em seu exílio. “A melhor maneira de descrever o que aconteceu é que fui gentilmente expulso da Iugoslávia”, ele disse ao jornal Los Angeles Times em 1981. Para seu próximo longa, “Um Filme Doce” (1974), Makavejev buscou financiamento de estúdios franceses, com apoio do cineasta Louis Malle. Mas a violência e a sexualidade animal da obra assustaram até os produtores. O fiapo de trama acompanha uma Miss Canadá virgem que embarcava numa jornada de depravação surreal pela Europa, com cenas de vômito e defecação e onde nem o Holocausto escapava. Em sua crítica, a revista Time afirmou que, apesar do título, aquilo não era um filme, ​​mas “uma doença social”. A controvérsia aumentou seu prestígio e Makavejev arranjou emprego como professor de cinema na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 1978. Foi onde encontrou o produtor sueco Bo Jonsson, que lhe sugeriu uma mudança de trajetória, provocando-o a fazer uma comédia leve e de apelo popular, com um título como “Casablanca”. Ele ironizou a sugestão, dizendo que faria algo de nome similar, “Montenegro”, citando a região montanhosa da Iugoslávia que se tornaria independente em 2006. Produzido por Jonsson e filmada na Suécia, “Montenegro” acabou virando o maior sucesso comercial da carreira de Makavejev. Comédia de humor negro, acompanhava uma entediada dona de casa americana (Susan Anspach) em Estocolmo, que tem uma aventura com um grupo de ciganos iugoslavos. As cenas incluem sexo selvagem com um deles, chamado, justamente, de Montenegro, além de uma famosa sequência envolvendo vibradores. O final “engraçado” era a transformação da dona de casa em serial killer. Ele tentou se tornar mais comercial em seu filme seguinte, “Coca-Cola Kid” (1985), bancado por produtores australianos e estrelado por Eric (irmão de Julia, pai de Emma) Roberts no papel de um jovem executivo de marketing da Coca-Cola que tenta entender porque uma comunidade australiana preferia refrigerantes locais à marca multinacional. Com menos sexo que o habitual – envolvendo uma secretária vivida pela italiana Greta Scacchi – , acabou não tendo a mesma repercussão e sucesso. Seu único filme americano também foi contido. “Manifesto por uma Noite de Amor” (1988), adaptação de Émile Zola, era uma farsa sobre a tentativa de assassinar um tirano europeu, numa cidadezinha obcecada por sexo. Com a queda do comunismo nos anos seguintes, ele voltou para o Leste Europeu para filmar seu último longa de ficção, “Gorilla Bathes at Noon” (1993), enquanto seu país se dilacerava em guerras étnicas e territoriais. Ele ainda participou de uma antologia com o provocante título “Danish Girls Show Everything” (garotas dinamarquesas mostram tudo) e assinou sua última obra em 1994, o documentário “A Hole in the Soul”, que era parte autobiografia, parte meditação sobre a luta da identidade nacional iugoslava, ilustrando como a morte violenta da sua pátria deixou-o sentindo-se roubado de sua alma. Em uma entrevista de 2000, Makavejev explicou que tinha virado cineasta para tentar dar sentido ao mundo. “É muito difícil dizer o que faz você se envolver com o cinema. Os filmes sempre nos seguem como um material de referência ou como algum tipo de material onírico para lidar com coisas que não entendemos em nossas vidas. Os filmes nos dão soluções ou fornecem um comentário sussurrante sobre o que está acontecendo ao nosso redor”.

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    Carrie Bradshaw encontra o Dude para tomar cerveja em comercial

    28 de janeiro de 2019 /

    Dois personagens com absolutamente nada em comum se encontraram pela primeira vez para beber cerveja. Não é o começo de uma piada, mas o resumo do novo comercial americano da cerveja Stella Artois, que desvenda um mistério publicitário que vinha alimentando a imaginação de cinéfilos e fãs de séries clássicas. O vídeo mostra Carrie Bradshaw, a personagem encarnada por Sarah Jessica Parker na série “Sex and the City”, e o Dude, imortalizado por Jeff Bridges no cultuado “O Grande Lebowski”, saírem dos anos 1990 para um encontro casual num restaurante. Ambos os intérpretes tinham soltado teasers sobre o retorno aos papéis, mas ninguém supôs que seria para o mesmo projeto. A ideia do comercial é tentar convencer o público a pedir Stella em vez da bebida de sempre. Assim, ambos causam alvoroço no restaurante ao optar por cerveja, em vez de seus drinques tradicionais. Mas se Carrie troca seu cosmopolitan pela Stella, ao menos mantém a pronúncia francesa do nome da marca. Já o Dude suspende seu white russian para pedir Artois como os brasileiros. Vale lembrar que até 007 já trocou seu martini clássico por uma cerveja em comerciais. Mas foi de outra marca, de pronúncia mais fácil. O comercial da Stella Artois vai ao ar durante o Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, que costuma render a maior audiência televisiva anual dos Estados Unidos e, por isso, vira alvo de grande investimento publicitário. O Super Bowl acontece em 3 de fevereiro, mas já é possível ver a propaganda no YouTube. Ou imediatamente abaixo.

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    Chay Suede fica pelado e cria falsa polêmica com comentário sobre nudez

    28 de janeiro de 2019 /

    O ator Chay Suede fez um ensaio fotográfico em preto e branco para a revista Ela, do jornal O Globo, publicado no fim de semana. Clicado pelo veterano fotógrafo Bob Wolfenson, o ensaio foi inspirado em fotos do estilista francês Yves Saint Laurent, de 1971, e compartilhado pelo ator em seu Instagram. Mas o que deu mais o que falar não foram os pelos que apareceram a mais, mas as declarações da reportagem que acompanhou as imagens. Falando sobre a quantidade cada vez maior de cenas de nudez que tem encenado em novelas, o ator disse: “Eu fui perdendo qualquer pudor conforme a frequência das cenas em que eu precisava mostrar o corpo no set aumentava. Meus personagens sempre fazem cenas de sexo, no banho ou só pelados mesmo. Os diretores gostam de tirar a minha roupa”. A última frase foi dita em tom de brincadeira, mas o texto escrito não transmite ironia se isso não for indicado. A menção literal ao fato de que diretores gostam de tirar a sua roupa virou polêmica, especialmente sob a luz de casos de assédio que tem se tornado corriqueiros no noticiário de entretenimento. Entretanto, não era nada disso. O próprio ator precisou esclarecer o comentário, em nova postagem no Instagram. “Gostaria de esclarecer algo que me incomodou e que não condiz com a maneira que vejo a nudez na minha profissão, são essas aspas ‘os diretores gostam de tirar minha roupa’, que estão sendo usadas por alguns veículos fora de contexto. Essa frase não representa nenhuma linha de raciocínio minha e muito menos uma opinião”. “Estávamos eu e a jornalista conversando sobre nudez em cena e eu disse que não via como obstáculo a nudez caso fosse uma necessidade cênica, não é questão de gostar ou não gostar. Nudez numa obra é contextualizada, respeito muito meus diretores que sem exceção me respeitam muito também, então não é por aí. É isso, apenas para esclarecer”, finalizou. Chay Suede participou recentemente da novela “Segundo Sol” e se prepara para estrelar o filme “Minha Fama de Mau”, na pele do cantor Erasmo Carlos. A estreia nos cinemas será no dia 14 de fevereiro. Visualizar esta foto no Instagram. saiu hoje :)) obrigado @bobwolfenson @elaoglobo @michaelvendola @jakefalchi @brunoastuto @map_brasil ❤️ #Repost @elaoglobo ・・・ Pode vir quente que ele está fervendo! O ator @chay, que vai interpretar Erasmo Carlos no cinema, posa como veio ao mundo para a nossa capa deste domingo. Assinada pelo craque @bobwolfenson, a imagem é inspirada no icônico retrato de Yves Saint Laurent realizado por Jeanloup Sieff, em 1971, para a campanha de seu primeiro perfume masculino, “Pour Homme”. Uma publicação compartilhada por chay (@chay) em 27 de Jan, 2019 às 8:23 PST Visualizar esta foto no Instagram. Quando recebi a proposta pra fazer esse ensaio, em que a foto de capa seria inspirada num retrato icônico de Yves Saint Laurent, aceitei principalmente pela possibilidade de juntar artistas que admiro muito e registrar esse momento da vida. Sabia que a exposição era grande mas confio nos parceiros e tinha certeza de que seria bacana e foi! Mas pra que não fique nada pelo caminho, gostaria de esclarecer algo que me incomodou e que não condiz com a maneira que vejo a nudez na minha profissão, são essas aspas "os diretores gostam de tirar minha roupa", que estão sendo usadas por alguns veículos fora de contexto, essa frase não representa nenhuma linha de raciocínio minha e muito menos uma opinião, estávamos eu e a jornalista conversando sobre nudez em cena e eu disse que não via como obstáculo a nudez caso fosse uma necessidade cênica, não é questão de gostar ou não gostar. Nudez numa obra é contextualizada, respeito muito meus diretores que sem exceção me respeitam muito também, então não é por aí. É isso, apenas para esclarecer 🙂 Uma publicação compartilhada por chay (@chay) em 27 de Jan, 2019 às 1:15 PST

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