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    Domingos Oliveira (1936 – 2018)

    23 de março de 2019 /

    O cineasta Domingos Oliveira morreu neste sábado (23/3), aos 82 anos, após sentir falta de ar e ser socorrido por paramédicos em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele sofria de mal de Parkinson há muitos anos. Autor de clássicos, como “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), e de filmes contemporâneos premiados, como “Barata Ribeiro, 716” (2016), ele também foi diretor de teatro, roteirista, dramaturgo, produtor e ator, e assinou mais de 120 obras ao longo da carreira no cinema, no teatro e na TV. Domingos Oliveira se formou em Engenharia Elétrica, mas nunca trabalhou na área. Sua carreira verdadeira iniciou em 1959, como diretor assistente de Joaquim Pedro de Andrade. Ele trabalhou nos três primeiros curtas do cineasta, além do segmento de Andrade em “Cinco Vezes Favela” (1962). Também foi redator da extinta revista Manchete nesse período, até ser convidado para participar da criação da TV Globo. Domingos foi o segundo produtor contratado pela emissora (após Haroldo Costa), e assumiu o comando do programa “Show da Noite”, apresentado por Glaúcio Gil. Ele produzia e dirigia a atração transmitida ao vivo de segunda a sexta-feira, ao mesmo tempo que desenvolvia roteiros de especiais e dirigia séries. Ele comandou a primeira série da TV brasileira, “22-2000 Cidade Aberta”, exibida em 1965 pela Globo. No ano seguinte, montou sua primeira peça de teatro, “Somos Todos do Jardim de Infância”, que lançou a atriz Leila Diniz, com quem Domingos era casado na época — seis anos depois, a trama foi adaptada para a TV, dentro da antologia “Caso Especial” (1972), da Globo. Seu primeiro filme chegou aos cinemas logo em seguida. “Todas as Mulheres do Mundo” (1966) trazia Paulo José como um mulherengo que se apaixonava por Leila Diniz e entrava em crise por se ver numa relação monogâmica. A obra escrita e dirigida por Oliveira fez enorme sucesso e se tornou um marco do cinema brasileiro, vencendo 12 troféus somente no Festival de Brasília. Vieram muitos outros filmes, séries e peças, num jorro de criatividade sem igual. Entre os destaques, o filme “Edu, Coração de Ouro” (1968) voltou a reunir o casal Paulo José e Leila Diniz, e o drama “A Culpa” (1971) foi premiado no Festival de Barcelona, na Espanha. Ainda dirigiu a icônica série “Ciranda, Cirandinha” (1978), sobre os jovens da época – estrelada pelos cabeludos Fábio Júnior, Lucélia Santos, Denise Bandeira e Jorge Fernando. Mas ao final dos anos 1970 largou as câmeras e passou a se dedicar ao teatro. Fez, entre outras peças, “Dinheiro pra que Dinheiro” (1976), “Ensina-me a Viver” (1981), “Escola de Mulheres” (1984) e “Confissões de Adolescente”(1992), baseada no livro de sua filha, a atriz Maria Mariana. Ele só foi voltar às telas como ator, em participações especiais nas novelas “Helena” (1987), “Bambolê” (1988) e nas minisséries “As Noivas de Copacabana” (1992) e “Contos de Verão” (1993). Até voltar a sentir vontade de filmar e iniciar uma nova fase na carreira com o lançamento de “Amores”, em 1998, abraçando um novo estilo de cinema, de baixo orçamento e muitas crises existenciais. O drama venceu quatro troféus no Festival de Gramado. E inaugurou uma história de amor entre o diretor e o evento gaúcho, que se estendeu por duas décadas. Oliveira lançou mais dez longas desde então, entre eles “Juventude” (2008), Melhor Roteiro e Direção em Gramado, “Primeiro Dia de Um Ano Qualquer” (2012) e “Infância” (2014), que também tiveram seus roteiros premiados no festival, mas principalmente “Barata Ribeiro, 716” (2016), consagrado como Melhor Filme e Direção em Gramado, e como Melhor Roteiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em “Barata Ribeiro, 716”, também conhecido como “BR 716”, o cineasta se debruçou sobre suas memórias de juventude, materializando uma Copacabana há muito tempo desaparecida. Foi seu último filme, que coincidiu com seus 80 anos de idade. E para comemorar o aniversário, Domingos de Oliveira fez uma festa de três dias, com a trilha sonora de sua vida. “As piores partes da vida são o princípio e o fim. A mocidade e a velhice”, explicou, ao fazer um balanço de sua existência na ocasião. “Na mocidade você dispende muita energia para encontrar o seu lugar no mundo e não tem tempo de aproveitar a vida. Na velhice, o corpo vai embora, e tampouco dá para aproveitar direito. O melhor é o meio. Você já entendeu mais ou menos as coisas, não faz xixi na cama, não tem tantas culpas, e a vida fica uma delícia.” O artista deixa a mulher, Priscilla Rozembaum, com quem esteve casado durante 38 anos, e quatro filhos. Também deixa uma série praticamente pronta para ser exibida no Canal Brasil, “Mulheres de 50”, que volta a reunir o quarteto de protagonistas de suas peças “Confissões das Mulheres de 30” e “Confissões das Mulheres de 40” – Cacá Mourthé, Clarice Niskier, Dedina Bernardelli e Pirscilla Rozenbaum – , ainda sem previsão de estreia.

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    Michelle Pfeiffer volta a usar o chicote da Mulher-Gato no Instagram

    22 de março de 2019 /

    Michelle Pfeiffer postou um vídeo nostálgico em seu Instagram, ao mostrar que “encontrou” o seu chicote de Mulher-Gato. A estrela usou o acessório ao interpretar a vilã dos quadrinhos em “Batman: O Retorno”, lançado em 1992, há 27 anos. “Olha o que eu achei”, ela diz, ao mostrar o chicote em primeiro plano, acrescentando que ele precisa de um pouco de cuidados (“TLC”, na gíria americana) por ter ficado guardado por tanto tempo. Não é a primeira vez que Pfeiffer se lembra de sua época de Mulher-Gato no Instagram. Em janeiro, quando fez sua estreia na rede social, ele postando uma cena da icônica personagem com uma legenda simples: “Miau, Instagram”. A atriz, que completou 60 anos de idade recentemente, vai aparecer a seguir em “Vingadores: Ultimato”, como Janet van Dyne, a Vespa original, e em “Malévola 2”, ao lado de Angelina Jolie e Elle Fanning. Visualizar esta foto no Instagram. Look what I found ? Uma publicação compartilhada por Michelle Pfeiffer (@michellepfeifferofficial) em 22 de Mar, 2019 às 9:03 PDT

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    Disney fecha Fox 2000, estúdio de A Culpa É das Estrelas e Clube da Luta

    22 de março de 2019 /

    Um dia após assumir o controle da Fox, a Disney desceu a guilhotina em seus novos funcionários, demitindo executivos veteranos de distribuição e marketing, entre outros departamentos que serão extintos na consolidação da fusão. A maior novidade, porém, foi o anúncio de que o estúdio Fox 2000 será fechado. Criado e comandado por Elizabeth Gabler desde 1999, o estúdio era especializado em filmes contemporâneos de médio orçamento. E lançou muitos sucessos, como “O Clube da Luta” (1999), “Nunca Fui Beijada” (1999), “Johnny & June” (2005), “O Diabo Veste Prada” (2006), “Marley & Eu” (2008), “A Culpa É Das Estrelas” (2014), “Joy: O Nome do Sucesso” (2015), “Ponte dos Espiões” (2015), “Estrelas Além do Tempo” (2016), “Com Amor, Simon” (2018) e “O Ódio que Você Semeia” (2018). A empresa será desativada após lançar “The Woman in the Window”, novo filme de Joe Wright (“Anna Karenina”), atualmente em pós-produção e previsto para chegar aos cinemas em outubro. Não há informação sobre se os demais projetos que estavam em desenvolvimento no estúdio foram cancelados ou se serão remanejados para outra divisão da Disney. Também não há posição oficial sobre a situação de Gabler – se ela será dispensada, virará executiva da Disney ou produtora associada. Curiosamente, a Fox 2000 fazia o tipo de filme que deve entrar em demanda com o lançamento da plataforma Disney+ (Disney Plus). A decisão de eliminar o estúdio é consequência de uma projeção de economia na cada dos US$ 2 bilhões com cortes de produções, cargos dobrados e redundâncias operacionais que decorreram da compra da Fox. Várias demissões aconteceram entre quarta e quinta (21/3) nos Estados Unidos e mais são esperadas ao redor do mundo. As divisões televisivas passaram sem muito trauma pela transição, mas a aquisição deixou a Disney com 11 estúdios de cinema: Walt Disney Pictures, Disney Animation, Pixar, Marvel, Lucasfilm, 20th Century Fox, Fox Searchlight, Fox Family, Fox Animation, Blue Sky e Fox 2000. Além de limar um estúdio, a Disney também vai diminuir a produção de filmes da Fox, que deixará de lançar cerca de 20 títulos por ano para se limitar a no máximo meia dúzia de lançamentos anuais a partir de 2020. Esta conta, ao menos, não incluirá os filmes dos X-Men, que passarão a ser produzidos pela Marvel. O detalhe é que a Marvel também vai diminuir – e não aumentar – a quantidade de seus lançamentos em decorrência do acúmulo de estúdios. Serão apenas dois filmes de super-heróis por ano.

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    Criador da série Demolidor é primeiro contratado da nova divisão televisiva da Disney

    21 de março de 2019 /

    A nova divisão televisiva da Disney, vitaminada pela compra da Fox, anunciou o roteirista e produtor Drew Goddard, criador da série “Demolidor”, como seu primeiro contratado. Ele assinou contrato de exclusividade para desenvolver séries para a 20th Century Fox TV, que desde quarta (20/3) é propriedade da Disney. A ideia é que ele crie atrações para os canais da Disney, que incluem, entre outros, a rede ABC, os canais pagos Freeform e FX, e as plataformas Hulu e Disney+ (Disney Plus). O negócio foi anunciado por Dana Walden, ex-presidente da Fox TV e nova chefona dos estúdios de TV da Disney, que trabalhou com Goddard no começo de sua trajetória na Fox. Na ocasião, ele também iniciava a carreira de roteirista nas séries “Buffy: A Caça Vampiros” e seu spin-off “Angel”. “Queríamos continuar a trabalhar com Drew desde o dia em que seu trabalho em ‘Angel’ acabou. Isso foi em 2004”, disse Walden. “Ter um novo acordo com ele depois de todo esse tempo me deixa indescritivelmente feliz. Como escritor e diretor, ele é nota 10; como colaborador e imã para outros escritores incríveis, diretores e atores, ele está acima de qualquer nota. Nosso objetivo é apoiar Drew para ele construir sua própria empresa de produção espetacular dentro do novo Disney Television Studios”. Além de roteirista e produtor de séries, Goddard também faz sucesso no cinema. Ele criou a franquia “Cloverfield” (em 2008) e foi indicado ao Oscar pelo roteiro de “Perdido em Marte” (2015). Além disso, dirigiu os elogiados “O Segredo da Cabana” (2011) e “Maus Momentos no Hotel Royale” (2018).

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    José de Abreu é processado pelo Hospital Albert Einstein em ação que o chama de “deficiente mental”

    21 de março de 2019 /

    O Hospital Albert Einstein, localizado em São Paulo, entrou com uma ação de indenização por danos morais contra José de Abreu por conta de uma postagem feita em uma rede social no início deste ano, em que o ator acusa a instituição de ter apoiado o atentado contra Jair Bolsonaro. Na ocasião, o hospital soltou uma nota afirmando que a acusação era “grave, insultuosa e infundada”. E dizia ainda que ia tomar medidas judiciais contra o ator para “zelar por seu compromisso com a sociedade brasileira”. No dia da posse do presidente Jair Bolsonaro, o ator publicou o seguinte texto no Twitter: “Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o fascista matador e corruptor Bibi. A união entre a igreja evangélica e o governo israelense vai dar m*.” Ele é acusado de difamação, ofensa e antissemitismo. O hospital solicita indenização no valor de R$ 100 mil para desestimular que outras pessoas repitam atitudes e postagens como a do ator. Segundo informações do jornalista Ricardo Feltrin, do UOL, a ação movida pelo hospital afirma que “o réu seria alguém carente de discernimento, um deficiente mental, para usar a terminologia da lei civil”.

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    Emilia Clarke revela sofrimento, cirurgias e quase morte durante auge de Game of Thrones

    21 de março de 2019 /

    A atriz Emilia Clarke, conhecida por viver Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”, revelou que quase morreu após gravar a 1ª temporada da série, e voltou a correr risco ao final da 3ª, tendo que sofrer três cirurgias no cérebro para sobreviver. Ela admitiu pela primeira os problemas de saúde que sofreu durante sua trajetória de oito anos na atração da HBO em um desabafo publicado na revista The New Yorker. Em seu relato, Emilia considera que contou com sorte e boa assistência médica para se manter viva e ser capaz de continuar sua carreira de atriz. Nenhum dos problemas teve a ver com condições árduas de gravações e, por coincidência, aconteceram durante os intervalos da produção, de modo que não impactaram o cronograma de “Game of Thrones” e, por isso, não foram notados pela imprensa. Apenas o tabloide National Enquirer chegou a publicar uma reportagem sobre seus problemas de saúde, mas ela negou a notícia sempre que foi perguntada por repórteres. Até agora. Com a 8ª temporada de “Game of Thrones” pronta e prestes a estrear, atriz resolveu contar o que ninguém sabia. Ela contou que estava malhando com o seu personal trainer em fevereiro de 2011, após encerrar as gravações da 1ª temporada da série, mas antes de a atração estrear na HBO, quando sentiu uma aguda dor de cabeça. “Eu tentei ignorar a dor e acabar o treinamento, mas não consegui. Eu disse ao meu personal trainer que tinha que fazer uma pausa. De alguma forma, quase engatinhando, cheguei até o vestiário [da academia]. Eu alcancei a privada, ajoelhei e vomitei violenta e profusamente”, escreveu a atriz. Clarke conta que começou a suspeitar que aquilo não era uma virose ou doença comum naquele mesmo momento. “Eu ouvi a voz de uma mulher, vinda da cabine ao meu lado no banheiro, perguntando se eu estava bem. Eu disse que não. Ela abriu a porta e me ajudou a ficar na posição de recuperação”, relatou Clarke. “A seguir, eu me lembro do som de uma sirene, da ambulância. Eu ouvi novas vozes, alguém dizendo que meu pulso estava fraco. Eu continuava vomitando. Alguém achou meu celular e ligou para os meus pais, e eles foram me encontrar na emergência do hospital”, relatou. Clarke relatou que o seu diagnóstico veio rápido: hemorragia subaracnoide, um tipo de derrame causado por sangramento no espaço do crânio que envolve o cérebro. Essa hemorragia, por sua vez, foi causada por um aneurisma, ou uma ruptura arterial. “Como eu descobri mais tarde, um terço dos pacientes que sofre esse tipo de hemorragia morre na hora”, escreveu a atriz. “Para os pacientes que sobrevivem, tratamento urgente é necessário, e há muitas chances de um segundo aneurisma acontecer”. Clarke passou por cirurgia pouco depois, no Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia, em Londres, no Reino Unido. “Por três horas, os médicos tentaram consertar o meu cérebro. Não seria minha última, nem minha pior cirurgia. Eu tinha 24 anos”, relatou. No texto, Clarke descreve ter acordado após a primeira cirurgia com “uma dor insuportável” e ouvir dos médicos que eles a manteriam em observação por pelo menos duas semanas – se ela passasse desta marca, suas chances de recuperação total eram altas. “Certa noite, depois de eu passar deste prazo, uma enfermeira me perguntou meu nome completo. Eu me chamo Emilia Isobel Euphemia Rose Clarke, mas não conseguia me lembrar. Ao invés disso, palavras que não faziam sentido saíram de minha boca, e eu entrei em pânico”, descreveu. “Eu sou uma atriz, preciso lembrar as minhas falas. Agora, não lembrava nem o meu nome”, disse, evocando seu pânico daquele momento. “Eu estava sofrendo de uma condição chamada afasia [dificuldade de expressão em palavras], devido ao trauma que meu cérebro teve que aguentar”. “Nos meus piores momentos, eu queria desistir de tudo. Eu disse aos médicos para me deixarem morrer. O meu trabalho, todo o sonho do que eu queria ser na minha vida, era centrado na linguagem e na comunicação. Sem isso, eu estava perdida”, completou. Felizmente, a afasia durou apenas uma semana. “Eu consegui falar de novo. Eu sabia dizer o meu nome. Muita gente ao meu redor naquelas semanas no hospital não teve a mesma sorte. Eu saí de lá um mês depois de ser internada. Dentro de poucas semanas, tinha que voltar ao set de ‘Game of Thrones'”, relembrou. Clarke acrescentou que, durante as filmagens da 2ª temporada, seu estado de saúde ainda era precário. “Depois do primeiro dia de filmagens, eu me arrastei para o hotel e mal consegui chegar na cama antes de desmaiar”, escreveu. Os médicos haviam dito para a atriz que ela tinha um segundo aneurisma no outro lado do cérebro, mas que ele era pequeno, e poderia nunca chegar a causar problemas. O importante era fazer exames periódicos. Em 2013, após finalizar a 3ª temporada de “Game of Thrones”, Clarke passou por um de seus exames de rotina, onde foi constatado que o segundo aneurisma havia duplicado de tamanho e uma nova cirurgia seria necessária. Os médicos prometeram um procedimento simples, mas problemas surgiram durante o processo e Clarke acordou “gritando de dor”. Foi necessária uma terceira cirurgia, mais invasiva e demorada, e a atriz passou mais um mês em recuperação no hospital. “Parecia que eu tinha passado por uma guerra pior que aquelas que Daenerys enfrentou. Partes do meu crânio foram substituídos por placas de titânio”, revelou. “Novamente, eu tive momentos em que perdi toda a esperança. Eu não conseguia olhar ninguém nos olhos. Tive ansiedade, ataques de pânico. Minha mãe me criou para nunca dizer ‘isso não é justo’, para sempre lembrar que há alguém em situação pior que você, mas foi difícil sentir algo positivo naquele momento”, admitiu. “É difícil para mim relembrar estes dias sombrios em detalhes. Minha mente os bloqueou”, acrescentou. “Eu lembro que estava convencida que ia morrer. Lembro que tinha certeza que as notícias sobre minha saúde sairiam na imprensa”. “Poucas semanas depois da minha última cirurgia, eu fui à Comic-Con de San Diego com meus colegas de elenco em ‘Game of Thrones’. Eu não queria desapontar os fãs. Eu estava com muita dor de cabeça pouco antes de entrar no palco para conversar com eles” escreveu Clarke ao final de seu relato na New Yorker. “Quando eu saí do palco, minha assessora me disse que um repórter da MTV estava me esperando. Eu pensei comigo: ‘Se eu vou morrer agora, que seja na televisão’. É claro, eu sobrevivi. Sobrevivi à MTV, e a muito mais”, continuou. Clarke disse que está “100% recuperada” hoje em dia. “Incontáveis pessoas sofreram muito mais que eu, e não tiveram a sorte de receber o tratamento que eu recebi”, ela ponderou. Mas a experiência de quase morte mudou sua perspectiva de vida. “Além de meu trabalho como atriz, eu decidi me dedicar a uma organização beneficente chamada SameYou, que ajuda a dar tratamento para pessoas que se recuperam de lesões cerebrais ou derrames”, contou. “Há algo de muito gratificante em chegar ao fim de ‘Game of Thrones’, e eu me sinto muito sortuda por estar aqui para ver o final desta história e o começo do que vem a seguir”, completou.

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    Os Simpsons e Deadpool dão boas-vindas ao Mickey

    20 de março de 2019 /

    Os Simpsons e Deadpool amanheceram como personagens da Disney – literalmente, no site da Walt Disney Company. E o showrunner da animação e o intérprete do super-herói não deixaram passar a ocasião. O produtor Al Jean e o ator Ryan Reynolds se manifestaram nas redes sociais com posts sobre a compra da Fox. Reynolds publicou uma foto em que aparece como Deadpool, usando um chapéu do Mickey no interior de um ônibus da Disneylândia. E Jean publicou um desenho de Matt Groening, criador dos Simpsons, em que Homer enforca o próprio Mickey, enquanto Bart dá as boas vindas ao novo integrante da família. É amor, ao melhor estilo dos desenhos e dos filmes da Fox. Confira abaixo .@TheSimpsons Thank you Fox and welcome Disney! pic.twitter.com/01uPrPsf7r — Al Jean (@AlJean) March 19, 2019 Feels like the first day of ‘Pool. pic.twitter.com/QVy8fCxgqr — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) March 19, 2019

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    Os Simpsons, Deadpool e Avatar já aparecem no site da Disney

    20 de março de 2019 /

    Desde a meia-noite desta quarta (20/3), a Fox é oficialmente parte da Disney. E o novo proprietário já exibe a novidade em seu site oficial. Atualizado nas últimas horas, o banner da site da Walt Disney Company agora traz os protagonistas de “Os Simpsons”, “Deadpool”, “Avatar”, “A Forma da Água” e da série “Atlanta” ao lado de Capitã Marvel, a Rey de “Star Wars”, o Woody de “Toy Story”, a Elsa de “Frozen” e, claro, o Mickey. Veja abaixo. A Disney pagou US$ 71,3 bilhões para fechar a compra, que começou a ser negociada em 2017 e foi concluída oficialmente nesta quarta. Com a transação, a Disney passa a controlar os estúdios de cinema 20th Century Fox, Fox Searchlight e Fox 2000, as produtoras de TV da Fox, os canais FX e National Geographic, a plataforma Hulu e os estúdios indianos Fox Star, além da fatia que restou na rede britânica Sky. Ficaram de fora do negócio a rede Fox americana e seus canais de notícias, Fox News, Fox Business, além da Fox Sports. Estas empresas continuam sob controle da família de Rupert Murdoch e formarão uma nova Fox americana – sem relações com a Fox brasileira.

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    Marlen Khutsiev (1925 – 2019)

    19 de março de 2019 /

    O cineasta Marlen Khutsiev, considerado o pai da “new wave” do cinema soviético dos anos 1960, morreu em Moscou aos 93 anos, anunciou a União de Cineastas da Rússia nesta terça (18/3). “Viveu uma vida cheia de drama e alegria”, declarou a porta-voz da organização, Tatiana Nemchinskaya. Ele nasceu em Tiflis (atualmente, parte Georgia) em 1925 logo após a Revolução Bolchevique, e seu nome Marlen era um acrônimo de Marx e Lênin. Apesar desse batismo, o regime comunista não foi benevolente com sua família. Sua mãe era uma ex-aristocrata que perdeu tudo e seu pai um dirigente do partido que acabou executado em 1937, durante os expurgos stalinistas. Sua carreira floresceu após a morte de Stalin, em 1953, representando um sopro de renovação nas artes soviéticas. “Primavera na Rua Zarechnaya”, lançado em 1956, o ano em que Nikita Khrushchev denunciou o culto à personalidade de Stalin, surpreendeu pelo realismo de sua história, ao retratar a vida de uma jovem professora que chega a uma cidade de província para dar aulas noturnas a operários. A obra chamou atenção por não seguir os enredos soviéticos: a mulher bem-educada da cidade grande não se apaixonava imediatamente por um trabalhador bruto, mas charmoso. Apesar disso, foi visto por mais de 30 milhões de espectadores nos cinemas, tornando-se cultuadíssimo na União Soviética. Seu segundo filme, “Two Fyodors” (1959), focou a reconstrução das famílias no período do pós-guerra, acompanhando um soldado que volta do front e adota um órfão com quem compartilha o nome (ambos se chamam Fyodor). Mas esse relacionamento é quase destruído quando ele se casa. Apesar das críticas sutis, seus problemas com o governo só começaram em seu filme seguinte, sobre a juventude soviética dos anos 1960. A história de “I Am Twenty” contrapunha os sonhos da idade com as limitações impostas pelo comunismo, acompanhando três jovens que ansiavam pela liberdade e não expressavam o menor fervor socialista. O filme venceu o Prêmio do Júri do Festival de Veneza em 1965, mas foi condenado por Khrushchev, que só liberou sua estreia comercial dois anos depois, após ser completamente reeditado. A versão original foi reconstituída e exibida para o público russo apenas em 1988, durante a abertura da glasnost. O diretor também chamou atenção com “July Rain”, filmado em 1967 de maneira similar a nouvelle vague francesa, usando câmera na mão, ao estilo dos documentários, atores não profissionais e um enredo que parecia inexistente. A partir de 1968, o regime o designou para trabalhar na TV estatal, sob censura ainda mais rígida, acabando com sua liberdade para filmar. Por conta disso, somente voltou ao cinema em 1984 com “Epilogue”. Khutsiev lançou apenas mais um longa de ficção depois disso, “Infinitas”, premiado no Festival de Berlim de 1992. Mas os poucos filmes que lançou durante a Guerra Fria representaram uma das principais resistências culturais da juventude russa à ditadura comunista, com enredos discretos e repletos de ambiguidades, que serviram de inspiração para gerações de cineastas que se seguiram, além de fornecerem algumas das imagens mais icônicas daquele período. Ele ainda foi premiado com um Leopardo de Ouro pela carreira no Festival de Locarno em 2015 e trabalhava num novo filme, que marcaria o seu retorno.

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    Disney vira oficialmente dona da Fox

    19 de março de 2019 /

    O site oficial da 21st Century Fox confirmou a previsão divulgada pela Disney na semana passada. A negociação do estúdio foi finalizada. O comunicado oficial, assinado pelos diretores da empresa, estabelece que a Disney será dona da maioria dos ativos da Fox a partir da meia-noite, no horário local – em torno da 1h da manhã em Brasília. Na semana passada, a Disney havia anunciado que os últimos obstáculos legais para a aquisição da Fox haviam sido superados, e estabelecido um prazo para que os executivos do estúdio decidissem como queriam ser pagos, visando assumir o controle de suas novas propriedades na quarta-feira (20/3). A Disney pagou US$ 71,3 bilhões para concluir o negócio, cifra consideravelmente maior do que a proposta inicialmente aceita por Rupert Murdoch e demais acionistas da Fox (US$ 52,4 bilhões). A diferença se deve a uma tática da rival Comcast, empresa proprietária do estúdio Universal, que decidiu entrar em leilão pela Fox, oferecendo mais dinheiro para sua aquisição. Graças a isso, a Disney precisou gastar quase US$ 20 bilhões a mais e se viu sem fôlego para superar a Comcast em outro front: na disputa pela rede de TV paga europeia Sky. A Fox, que detinha parte das ações da Sky, estava prestes a assumir o controle da empresa sediada na Inglaterra, com o compromisso de repassá-la para a Disney, mas a Comcast atropelou as duas, após exaurir as finanças da rival e jogar suas fichas no segundo leilão, ficando com a rede. Bob Iger, o CEO da Disney, recentemente esteve no Brasil para fechar o acordo no mercado nacional. Após sua vinda, ficou acertado que a empresa venderia o canal pago brasileiro Fox Sports quando assumisse o controle da Fox. Foi a única exigência feita pelo CADE para a aprovação da compra. Mesmo sem a Fox Sports, a compra da Fox pela Disney inclui estúdios de cinema e TV, redes de TV paga, fatias de empresas de streaming e negócios internacionais do magnata Rupert Murdoch. A partir desta quarta, a Disney passará a controlar os estúdios de cinema 20th Century Fox, Fox Searchlight e Fox 2000, as produtoras de TV da Fox, os canais FX e National Geographic, a plataforma Hulu e os estúdios indianos Fox Star, além da fatia que restou na rede britânica Sky. Ficaram de fora do negócio a rede Fox americana e seus canais de notícias, Fox News, Fox Business, além da Fox Sports. Estas empresas continuam sob controle da família Murdoch e formarão uma nova Fox americana – sem relações com a Fox brasileira.

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    Chefão da Netflix desdenha esforços de streaming de Disney e Apple: “atrasados”

    18 de março de 2019 /

    O executivo Ted Sarandos, chefe de programação da Netflix, provocou as concorrentes Apple e Disney ao desdenhar de seus esforços para lançar um serviço de streaming, dizendo que as empresas estão chegando “atrasadas para a festa”. Sarandos abordou os rivais ao responder um questionamento do site Deadline, durante um evento da empresa nos Estados Unidos, uma espécie de “Netfest” em que projetos da empresa foram apresentados à imprensa. A princípio, ele foi diplomático, dizendo: “Eu não tenho como saber exatamente o que eles estão fazendo até lançarem algo. Eu preciso reservar meu julgamento e meus comentários até isto acontecer”. Mas não se conteve, ao complementar a resposta. “O que eu posso dizer é que há anos estamos competindo com 500 canais a cabo, e mesmo assim estamos em quase todas as casas do mundo”, acrescentou. “No fim das contas, é só um aumento na mesa de competidores, e eles estão atrasados para a festa”. Sarandos ainda argumentou que a escala global da Netflix é sua principal vantagem em relação aos competidores. As plataformas novatas da Apple e da Disney devem se lançadas, num primeiro momento, apenas nos EUA. E a Netflix já está produzindo séries no mundo inteiro para diferentes audiências globais. “O que precisamos fazer é exportar tanto conteúdo de Hollywood quanto conteúdo do restante do mundo”, disse o executivo, que ainda destacou o acerto da estratégia com um exemplo concreto. “Às vezes, conseguimos algo como ‘La Casa de Papel’, que é um hit global no mesmo nível de ‘Stranger Things'”.

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    John Carl Buechler (1952 – 2019)

    18 de março de 2019 /

    O diretor e artista de efeitos especiais John Carl Buechler morreu nesta segunda (18/3) após luta contra o câncer de próstata. A morte do cineasta de 66 anos foi anunciada pelo amigo Ted Geoghan, organizador do evento Fantasia Film Festival. Buechler iniciou sua reputação como idealizador de efeitos especiais e maquiagens prostéticas para filmes da produtora Empire, especializada em filmes B nos anos 1980, como “Ragewar” (1984), “Trancers: O Tira do Futuro” (1984), “Ghoulies” (1984), “Re-Animator” (1985) e “TerrorVision” (1986). E foi por lá mesmo que estreou na cadeira de diretor, com “Troll – O Mundo do Espanto” (1986). Ele também dirigiu “O Monstro Canibal” (1988) para a produtora de Charles Band, antes de comandar uma franquia mais famosa, assumindo a direção de “Sexta-Feira 13, Parte 7: A Matança Continua” (1988). Buechler continuou trabalhando em continuações de franquias clássicas, mas como técnico de efeitos. A lista inclui desde “A Hora do Pesadelo 4: O Mestre dos Sonhos” (1988) e “Halloween 4: O Retorno de Michael Myers” (1988) até “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), entre outros. Ainda dirigiu “Os Ghoulies Vão ao Colégio” (1991), lançado direto em vídeo, mas nunca emplacou nenhum sucesso – ou filme que fosse pelo menos medíocre. Sua filmografia final é repleta de lançamentos de terror para VOD, inéditos no Brasil, que ele escreveu e dirigiu para horrorizar a crítica. Nenhum tem nem sequer nota no Rotten Tomatoes. Até os filmes de carnossauros, ciborgues e lobisomens adolescentes que receberam seus efeitos compartilham a mesma falta de elogios nos comentários do IMDb. Em compensação, o tempo transformou seu trabalho na Empire em objeto de culto e tema de convenções. No mês passado, a mulher do cineasta começou uma campanha no site Go Fund Me para ajudar no tratamento do marido. A família conseguiu arrecadar US$ 40 mil com doações dos fãs.

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    Ator de Girls revela ter sido assediado por padre na adolescência

    18 de março de 2019 /

    O ator Andrew Rannells, conhecido por seus papéis em séries como “Girls” e “Black Monday”, contou em sua autobiografia precoce que foi assediado por um padre durante a adolescência, quando tentou assumir sua homossexualidade durante o ritual de confissão. Intitulado “Too Much Is Not Enough”, o livro publicado recentemente nos EUA revela que isso afastou Ranells da religião, embora tenha sido criado como católico. O ator estudou em uma escola católica, em que os professores eram padres, e estavam sempre disponíveis para ouvir confissões dos alunos. “Às vezes, eles faziam você se sentar na frente deles em uma cadeira e colocavam a mão na parte de trás do seu pescoço, pedindo que você fechasse os olhos”, relembrou Rannells. Certa vez, o ator resolveu confessar sua atração por outros garotos ao Padre Dominic, um professor com quem tinha uma boa relação. “Eu me sentei e ele pegou o meu pescoço, como esperado. Eu comecei a falar, tentando explicar o que estava acontecendo comigo”, descreveu Rannells. “Eu comecei a chorar, estava tão envergonhado. O Padre Dominic apertou o meu pescoço mais forte e pegou minha mão com sua mão livre. Ele não disse nada, e eu só fiquei lá chorando. Depois, ele disse: ‘Está tudo bem. Você não fez nada de errado'”, continuou. “Ele se levantou e nós nos abraçamos. Eu me senti seguro e compreendido. Então, ele me segurou com mais força, e me beijou. Nos lábios. Ele forçou a língua para dentro da minha boca enquanto continuava segurando meu pescoço. Então, ele me soltou e fez o sinal da cruz, sorrindo”, completou. O mesmo padre voltou a assediar Rannells durante a festa de formatura de sua turma. “Estávamos na porta da casa dos meus pais, e ele estava se despedindo de mim. Ele me puxou e forçou sua língua na minha boca novamente”, escreveu o ator. “Eu não fiz nada. Não o beijei de volta, mas não me mexi. Ele me soltou e sorriu novamente, andando em direção ao seu carro. Eu voltei para a cozinha e virei uma taça de vinho antes de voltar para a festa”, completou.

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