Honor Blackman (1925 – 2020)
A atriz inglesa Honor Blackman, conhecida por viver a Bond girl Pussy Galore em “007 Contra Goldfinger” (1964), morreu nesta segunda (6/4) em sua casa em Lewes, no Reino Unido, de causas naturais não relacionadas ao novo coronavírus, segundo disse a família ao jornal The Guardian. Ela tinha aos 94 anos. “Além de ter sido uma mãe e avó adorada por nós, Honor era uma atriz de talento criativo imensamente prolífico, com uma extraordinária combinação de beleza, inteligência e poderio físico, além de sua voz única e sua ética de trabalho dedicada”, escreveu a família em nota. Ela começou a carreira nos anos 1940, geralmente escalada como jovem recatada em filmes como “A Filha das Trevas” (1948) e “Quarteto” (1948). E sua longa carreira inclui muitos clássicos, entre eles “Angústia de uma Alma” (1950), “Somente Deus por Testemunha” (1958), uma das versões cinematográficas do desastre do Titanic, e “Jasão e o Velo de Ouro” (1963), em que viveu a deusa Hera. Mas, curiosamente, sua popularidade só explodiu quando ela foi para a TV, ao estrelar a série “Os Vingadores” (The Avengers) em 1962 como Catherine Hale, uma espiã em roupa de couro preto que marcou época na programação televisiva britânica. Ela deixou o papel em 1964, exatamente para se juntar a Sean Connery em “007 Contra Goldfinger”, a terceira aventura de James Bond nos cinemas. A personagem de Blackman, Pussy Galore, que liderava um esquadrão aéreo, rompeu com os clichês das Bond girls indefesas e submissas da franquia. “Ela era uma criatura fascinante e a menos previsível de todas as conquistas de James Bond”, disse Blackman uma vez. “Todas as outras sucumbiram rapidamente [à sedução de Bond], mas não Pussy. No livro [de Ian Fleming], ela era lésbica.” E ela era capaz de fazer mais que deixar os homens tontos com sua beleza, ela os fazia cair a seus pés, desmaiados após golpes de artes marciais. Graças ao papel de “Os Vingadores”, Blackman tinha treinado judô e a repercussão de seus papéis em produções de ação renderam até o lançamento de um livro em que atriz ensinava golpes de autodefesa. Seu papel em Pussy Galore ainda repercutiu na cultura pop, inspirando o nome de uma banda de rock, formada em Washington em 1985 pelo guitarrista e cantor Jon Spencer (posteriormente líder do trio The Jon Spencer Blues Explosion). O sucesso de “007 Contra Goldfinger” levou Blackman a estrelar três filmes em 1965: a comédia “O Segredo do Meu Sucesso”, o drama “Leilão de Almas” e o romance trágico “Por um Momento de Amor”. Ela voltou a contracenar com Sean Connery no western “Shalako” (1968) e continuou em alta até o fim dos anos 1970, aparecendo em “Twinky” (1970), de Richard Donner, e em vários terrores cultuados, como “Uma Noite de Pavor” (1971), “Uma Filha para o Diabo” (1976) e “O Gato e o Canário” (1978). Blackman também fez muitas produções televisivas, inclusive um arco em “Doctor Who”, nos anos 1980, e na maior parte dos anos 1990 estrelou a série de comédia “The Upper Hand”, a versão britânica da sitcom americana “Who’s the Boss?”, como uma mãe sexualmente ativa que contrata um empregado doméstico masculino. Entre seus últimos papéis estão participações nos filmes “O Diário de Bridget Jones” (2001), “Totalmente Kubrick” (2005), “Eu, Anna” (2012) e o terrir “Cockneys vs. Zombies” (2012). A atriz foi casada duas vezes. Seu último marido foi o também ator Maurice Kaufmann, com quem contracenou em “Uma Noite de Pavor”. O casal adotou dois filhos, Lottie e Barnaby, que lhes deram os netos Daisy, Oscar, Olive e Toby.
Lee Fierro (1929 – 2020)
A atriz Lee Fierro, conhecida por interpretar a Sra. Kintner em “Tubarão” (1974) e “Tubarão 4: A Vingança” (1987), morreu aos 91 anos, vítima de complicações relacionadas ao coronavírus. Ela era uma moradora de Martha’s Vineyard, onde o filme original de Steven Spielberg foi filmado, e acabou sendo escalada como habitante da fictícia Amity Island durante a produção. Sua personagem era mãe de Alex Kintner, a segunda vítima do ataque do tubarão da trama. Depois da projeção obtida pelo papel, ela se tornou diretora artística do Island Theatre Workshop, que ensinava atuação aos moradores da região. Fierro deu aulas de atuação para mais de mil crianças, até se aposentar aos 80 anos. O ator Jeffrey Voorhees, que interpretou seu filho em “Tubarão”, compartilhou uma história engraçada sobre Fierro em uma entrevista de 2014. “No meu restaurante [na cidade de Martha’s Vineyard] há um sanduíche chamado Alex Kintner Burger, e uma vez essa senhora entrou com sua amiga, e eu reconheci instantaneamente”, ele explicou. “Quando me aproximei da mesa dela, disse: ‘Posso fazer uma pergunta muito pessoal: você acredita em reencarnação? Porque eu acho que morri anos atrás, e você parece minha mãe de uma vida anterior’. E Lee percebeu quem eu era e embarcou na piada, dizendo: ‘Oh meu Deus, eu tive um filho que morreu anos atrás no oceano!’ E todos no restaurante, incluindo a amiga dela, ficaram espantados, perguntando-se o que diabos estava acontecendo!”
Shirley Douglas (1934 – 2020)
A atriz Shirley Douglas, mãe do ator Kiefer Sutherland, morreu neste domingo (5/4), aos 86 anos, por complicações de um pneumonia, no momento em que os EUA atravessam sua pior fase de contaminação do covid-19. “Minha mãe era uma mulher extraordinária que levou uma vida extraordinária”, escreveu o astro das séries “24 Horas” e “Designated Survivor” nas redes sociais. “Tristemente, ela estava lutando por sua saúde há algum tempo e nós, como família, sabíamos que esse dia estava chegando. Para todas as famílias que perderam entes queridos inesperadamente devido ao coronavírus, meu coração se parte por você. Por favor, fique seguro.” Douglas, que faria aniversário na quinta-feira, foi casada com o ator Donald Sutherland de 1966 até o divórcio de 1971, e eles tiveram um casal de filhos gêmeos, Kiefer e Rachel. Ela era filha de Tommy Douglas, o fundador do Medicare do Canadá. Moradora de Toronto, Douglas apareceu em clássicos do cinema, como “Lolita” (1962), de Stanley Kubrick, e “Gêmeos – Mórbida Semelhança” (1988), de David Cronenberg, entre outras produções, incluindo o telefilme “Sombras no Lago” (1999), que lhe rendeu o prêmio Gemini (equivalente canadense do Emmy). Ela também foi ativista e na juventude lutou contra a Guerra do Vietnã e pelos direitos civis, assistência médica pública e desarmamento nuclear.
Plataforma Quibi estreia em meio à quarentena do coronavírus
A plataforma Quibi vai estrear na segunda-feira (6/4) nos EUA – e aparentemente também no Brasil – num cenário completamente diferente do que previam seus idealizadores. Criada para ser uma alternativa “de bolso” da Netflix, a Quibi investiu quase US$ 1,8 bilhão e atraiu pesos-pesados de Hollywood, de Steven Spielberg a Jennifer López, com sua estratégia de programas de curta duração, para se tornar o primeiro serviço de streaming especializado em conteúdo exclusivo para celular. O nome Quibi vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites” (pedaços), que o marketing da companhia tentava transformar em sinônimo de conteúdo rápido nos comerciais do lançamento. O conceito do novo serviço é apresentar programas de até 10 minutos, tendo como público-alvo todos que têm um celular e que consomem vídeos curtos em transportes públicos ou durante pausas no expediente para tomar um café e ir ao banheiro. A proposta é claramente o oposto da que gerou o fenômeno comportamental por trás do sucesso da Netflix: as maratonas que, ao vararem noites, mudaram os hábitos de consumo de séries. Entretanto, a inauguração do serviço vai se dar num período em que a maioria da população americana está em suas casas, assistindo filmes e maratonando séries na televisão. Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, já confirmou publicamente que seu serviço está atingindo recordes históricos de audiência. Neste contexto, como fica o projeto de séries com episódios de 10 minutos? É o que o mercado, e especialmente os investidores do Quibi, querem saber. “Honestamente, não sabemos o que esperar”, confidenciou, de forma sincera, a CEO Meg Whitman (ex-CEO da eBay e da Hewlett Packard) ao MarketWatch, em entrevista por telefone na quinta passada (2/4). Dada a circunstância atual, ela disse: “As pessoas ainda têm seus momentos intermediários para se divertir, seja depois da escola em casa ou do Zoom”, ponderou, antes de concluir: “Teremos que esperar e ver”. Whitman foi a primeira contratada de Jeffrey Katzenberg, ex-Disney e fundador da DreamWorks Animation, quando o projeto da Quibi começou a sair do papel. Katzenberg é o verdadeiro responsável pela iniciativa e, graças às suas conexões na indústria de entretenimento, construiu um portfólio impressionante de produções para lançar sua plataforma. Atraídas pelo célebre executivo de Hollywood e pelos milhões de dólares prometidos, estrelas do cinema e da televisão prepararam várias séries e programas de variedades para a Quibi, desde um reboot da série clássica “O Fugitivo” até um reality de sobrevivência de Zac Efron, que ganhou manchetes após o ator ser hospitalizado. Mas a imprensa já reparou que muitas séries prometidas, algumas ligadas a franquias clássicas, têm na verdade a duração de um filme convencional e passam a impressão de ser longa-metragens fatiados em episódios. De fato, o serviço apresenta essas produções como filmes em capítulos, o que não soa como o atrativo imaginado pelos produtores. Por outro lado, antologias, como a produção de terror “50 States of Fear”, do cineasta Sam Raimi, tendem a funcionar melhor nesse formato por conta de suas histórias curtas completas. Não bastasse o desafio de emplacar uma nova forma de consumo de conteúdo, a Quibi ainda enfrenta uma batalha jurídica para ser lançada e permanecer no ar. O motivo é uma disputa de patentes tecnológicas. Todo o conteúdo da plataforma é produzido em formato vertical e horizontal, mudando automaticamente de um para o outro, conforme a preferência do espectador. A tecnologia e o conceito por trás dessa inovação, pensada no consumo em celular, teria sido desenvolvido por outra empresa, que foi à justiça americana tentar impedir o lançamento da plataforma, alegando roubo de propriedade intelectual. Em seu processo, a empresa Eko denuncia que fez uma demonstração de sua tecnologia para vários empregados da Quibi para fechar negócio, inclusive Katzenberg, e de repente a plataforma anunciou ter sua própria solução, desenvolvida internamente, que era exatamente igual à apresentada. O caso segue na justiça americana. Por tudo isso, a proposta revolucionária da Quibi chega ao mercado como uma grande incógnita. Para evitar o desapontamento e virar a possível maior vítima comercial do coronavírus, a empresa resolveu oferecer testes gratuitos de 90 dias para seus primeiros assinantes, o que supera ofertas semelhantes da Netflix e da Amazon. Após os primeiros três meses, a assinatura do serviço custará entre US$ 5 e US$ 8 mensais, dependendo da opção preferida – com ou sem anúncios. Veja abaixo o comercial americano do serviço.
Doctor Who ganha curta inédito escrito pelo ex-showrunner da série
“Doctor Who” ganhou um curta oficial, escrito por Steven Moffat, o antigo showrunner da série, que usou seu tempo de quarentena para criar uma história inédita sobre a jovem Amelia “Amy” Pond, personagem vivida por Karen Gillan. Disponibilizado neste sábado (4/4), “The Raggedy Doctor” foi ilustrado por Sophie Iles, uma fã de “Doctor Who” de longa data, e narrado por Caitlin Blackwood, que interpretou a versão criança de Amy. A trama ganha vida no diário de Amelia e serve de complemento para o episódio “The Eleventh Hour”, a primeira vez que ela encontrou o Doutor, então vivido por Matt Smith. O curta também faz referência aos dois melhores amigos da criança, incluindo seu futuro marido Rory e Mels – que os fãs mais atentos lembrarão como uma futura versão da filha de Amy e Rory, River Song. Todos os envolvidos na produção do vídeo contribuíram com seu tempo e talento gratuitamente, em apoio a um fundo de emergência para ajudar funcionários da indústria televisiva britânica durante a pandemia. Confira abaixo.
Carlos Vereza rompe com Bolsonaro: “Não dá mais”
O ator Carlos Vereza, que chegou a ser cotado para a secretaria de Cultura, rompeu publicamente com o presidente Jair Bolsonaro. Um dos maiores defensores de Bolsonaro na classe artística, Vereza fez críticas à postura do presidente em relação ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e anunciou que “tirou o time”, abandonado Bolsonaro. Numa série de postagens, o ator defendeu a atuação de Mandetta e a política de isolamento social, e rebateu o presidente, que prega o contrário, acusando-o de tentar “fritar” o ministro. A quarentena defendida pela ministro vem sendo constantemente criticada por Bolsonaro, que ontem, em entrevista à radio Jovem Pan, disse que vem “se bicando” com Mandetta, afirmando que falta “humildade” ao auxiliar. Vereza escreveu nas redes sociais que “o número de mortes no país não está maior porque as pessoas estão se preservando em casa”. E acrescentou: “Obrigado Mandettta”. Em seguida, ele repreendeu o presidente. “A mesma fritura de sempre: Bolsonaro agitando seus apoiadores radicais preparando o ambiente para demitir Mandetta”. Ele detalhou como o presidente abusa deste expediente: “Essa estratégia de vitimização de Bolsonaro esgotou-se pela repetição, tornou-se previsível, e portanto cansativa. Sempre elege um inimigo, seja real ou imaginário. Assim mantém seus radicais aficionados em constante tensão como se estivesse em clima de campanha permanente. E, ai de quem, em sua equipe, comece a destacar-se pela competência: é fritado e expelido sem remissão; e ele sempre vitimizado, ‘traído’ por aqueles em ‘quem tanto confiou'”. Em outro post, o ator tentou justificar seu apoio ao governo, apenas para anunciar o rompimento: “Estava tentando defender Bolsonaro, não tanto por ele, mas pela normalidade das instituições. Mas ele desautorizar publicamente o ministro da saúde por ciúmes, não dá mais: tirei o time”. Ele também anunciou que vai encerrar suas postagens abertas ao público na rede social. Na ocasião da posse de Regina Duarte na secretaria da Cultura, Vereza disse que tinha sido convidado pela ex-atriz a integrar o governo. “Fui convidado. Vou dar uma pensada. Eu não sei para qual cargo, acho que é para falar besteira”. Já Regina continua endossando o discurso do presidente em suas redes. Além de fazer postagens sobre os riscos da quarentena para a economia, marca dos discursos de Bolsonaro contra o isolamento social, ela também postou um meme de apoio ao presidente e, nesta sexta (3/4), publicou uma mensagem conclamando “jejum nacional” no domingo (5/4) contra o coronavírus. Curiosamente, a publicação ficou pouco tempo no ar, sendo removida após alguns minutos.
Selena Gomez participa de live de Miley Cyrus e revela ser bipolar
Selena Gomez revelou nesta sexta (3/4), em transmissão ao vivo no Instagram, que sofre de transtorno bipolar. Ela contou ter recebido o diagnóstico numa live de Miley Cyrus, encerrando mais de uma década de suposta inimizade entre as duas. Miley perguntou que conselho ela daria para pessoas sobre saúde mental neste momento de isolamento social. E foi quando Selena contou que recebeu o diagnóstico em um hospital psiquiátrico e que isso a ajudou: “Percebi que sou bipolar e então, quando busco mais informações, acaba me ajudando. Não me assusta mais, uma vez que eu sei o que é. Acho que as pessoas têm medo disso.” A conversa das duas mobilizou os fãs, já que elas eram consideradas inimigas há mais de uma década. No momento em que Selena entrou na transmissão ao vivo, o número de espectadores da live pulou de 86 mil pessoas para 165 mil, em menos de um minuto. A hashtag #MileyAndSelenaLive chegou a entrar na lista de assuntos mais comentados do momento no Twitter. As duas, por sinal, fizeram questão de explicar que não há qualquer tensão entre elas. “Eu sempre fui sua fã, eu sempre achei você uma das maiores cantoras de todos os tempos”, disse Selena para Miley. A briga das duas supostamente começou em 2008, quando Selena começar a namorar Nick Jonas, então ex-namorado de Miley. Nick é hoje casado com a atriz Priyanka Chopra. Miley está fazendo um programa de entrevistas no Instagram durante sua quarentena de coronavírus. Intitulado “Bright Minded”, o programa vai ao ar de segunda a sexta também contou com participações do cantor Elton John, da atriz Kerry Washington e o apresentador Jimmy Fallon. Veja o trecho com Selena abaixo.
Juan Giménez (1943 – 2020)
O quadrinista argentino Juan Giménez morreu nesta sexta (3/4), aos 76 anos. Ele estava internado em Mendoza, na Argentina, após ter sido diagnosticado com covid-19. Gimenez tinha retornado recentemente da Espanha, onde morava, antes de ser diagnosticado. Ele era celebrado como um dos grandes mestres dos quadrinhos de ficção científica, especialmente na Europa, onde ganhou notoriedade com uma série de histórias curtas chamada “Time Padarox”. Em 1981, Giménez também fez parte da equipe responsável pela realização do cultuado longa animado “Heavy Metal”, desenhando o segmento “Harry Canyon”. E logo em seguida ainda desenvolveu designs para a sci-fi espanhola “O Cavaleiro Estelar” (1986), estrelada por Klaus Kinski (“Fitzcarraldo”), Harvey Keitel (“O Irlandês”) e Fernando Rey (“Esse Obscuro Objeto do Desejo”). Colaborador das principais revistas europeias de quadrinhos, como a francesa “Métal Hurlant” e a italiana “L’Eternauta”, também publicou várias graphic novels e seu maior sucesso foi a saga “A Casta dos Metabarões”, criada em parceria com o cineasta chileno Alejandro Jodorowsky (“A Dança da Realidade”). A publicação durou até 2003 e foi traduzida para vários idiomas.
Justin Long revela sintomas de coronavírus, mas não consegue fazer teste
Justin Long (“Amor à Distância”) revelou que ele, seu irmão e a cunhada estão com sintomas de covid-19, mas não puderam fazer o teste para ter certeza. O ator compartilhou a informação com os ouvintes de seu podcast, “Life Is Short”, ao lado do irmão. “Deveríamos dizer a todos que você realmente tem corona. Você acha que sim. Eu também posso ter”, anunciou. Seu irmão Christian confirmou: “Não estamos apenas sendo paranoicos”. E em seguida explicou que sua namorada, Maggie, voltou para casa após uma viagem de trabalho e desenvolveu vários sintomas de covid-19. “Ela teve sintomas clássicos de corona. Ela estava com febre, tosse seca, tudo o que eles dizem que as pessoas têm com o covid”, comentou Justin. Segundo Christian, Maggie “está no dia 12 e, felizmente, nas últimas 24 horas, não teve febre e parece estar se sentindo muito melhor”. “O estranho é que, um dia depois que ela apresentou sintomas, algumas semanas atrás, Justin e eu apresentamos versões muito suaves dos mesmos sintomas”, acrescentou. Justin disse que começou a acreditar que tinha coronavírus com o aparecimento de “dores, náuseas, dores de cabeça e depois um aperto no peito”. “Mas a coisa mais estranha que aconteceu, que lemos depois ser típico desta doença, é que Maggie e Christian perderam o paladar e o olfato”, continuou Justin. Essa perda foi o que “me convenceu de que eu tive [coronavírus]”, completou Christian. “Mas, infelizmente, não podemos fazer os testes porque não somos considerados um risco suficientemente alto”.
Rachel Bloom, estrela de Crazy Ex-Girlfriend, vira mamãe
Rachel Bloom, co-criadora e estrela de “Crazy Ex-Girlfriend”, deu à luz seu primeiro bebê. Ela revelou o nascimento de sua filha na quarta-feira (1/4) no Instagram. Ao lado de uma imagem com a criança, ela escreveu que a pandemia de coronavírus “tornou essa de longe a semana mais emocionalmente intensa da minha vida e da de Gregor”, referindo-se ao marido, o produtor-roteirista Dan Gregor. “Conforme os adoráveis médicos e enfermeiras ajudavam minha filha a tirar um pouco de líquido dos pulmões, vimos a maternidade ao nosso redor mudar rapidamente para se preparar para a tempestade da covid”, acrescentou. Ela completou dizendo que já estava em casa com a família, e fez questão de agradecer aos “nossos profissionais da área médica”. Não só aos que a ajudaram, mas também aos que estão lidando “diretamente com pacientes de covid, como Adam, eles estão sacrificando tanto para lutar na linha de frente desta guerra”. O Adam a quem ela se refere é o roqueiro Adam Schlesinger, autor das músicas da série “Crazy Ex-Girlfriend”, que infelizmente veio a falecer por infecção de coronavírus nesta quarta. A atriz revelou que estava grávida após ganhar seu primeiro Emmy, que foi justamente compartilhado com Schlesinger. “Estou grávida de três meses e posso dizer à meu filha que ela estava comigo quando isso aconteceu, o que é bem legal”, disse Bloom, na ocasião. Ao ser informada da morte do parceiro, ela voltou ao Instagram. “Tenho tanto a dizer sobre Adam Schlesinger que estou completamente sem palavras. Ele era insubstituível”. Ver essa foto no Instagram She’s here. She’s home. Having a baby in the NICU during a pandemic while a dear friend was in the hospital 3,000 miles away made this by far the most emotionally intense week of mine and Gregor’s lives. As the lovely doctors and nurses helped my daughter get some fluid out of her lungs, we watched the maternity ward around us change hourly to prepare for the upcoming COVID storm. The whole family is now home safe and I am just so grateful to all of our medical workers. From those in our NICUs to those directly helping COVID patients like Adam, they are sacrificing so much to fight on the front lines of this war. Thank you thank you thank you. Brb, gonna go get to know the person who came out of my vagina. Uma publicação compartilhada por Rachel Bloom (@racheldoesstuff) em 1 de Abr, 2020 às 12:07 PDT Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rachel Bloom (@racheldoesstuff) em 1 de Abr, 2020 às 7:42 PDT
Harry Potter vai ajudar a entreter crianças confinadas na quarentena
A escritora J.K. Rowling resolveu tomar algumas iniciativas para ajudar a entreter as crianças confinadas em suas casas durante a pandemia de coronavírus. Ela criou o site Harry Potter at Home, que traz jogos e passatempos para os fãs da franquia do jovem bruxo, com apoio de suas editoras nos EUA e Reino Unido, e também fechou uma parceria com a plataforma Audible para liberar o acesso ao audiobook do primeiro primeiro volume de sua saga best-seller, “Harry Potter e A Pedra Filosofal”. “Os professores, pais e cuidadores que estão trabalhando para manter a vida das crianças o mais normal e feliz possível enquanto estamos todos trancados merecem um pouco de magia”, disse J. K. Rowling em comunicado. “Espero que iniciativas como essas ofereçam às crianças e também aos adultos uma distração alegre durante este isolamento forçado.” Parents, teachers and carers working to keep children amused and interested while we’re on lockdown might need a bit of magic, so I’m delighted to launch https://t.co/cPg0dZpexB pic.twitter.com/i0ZjTplVoU — J.K. Rowling (@jk_rowling) April 1, 2020
Daniel Dae Kim revela ter se curado da covid-19
O ator Daniel Dae Kim, de “Lost” e “Hawaii Five-O”, revelou ter se curado da covid-19. Ele contraiu coronavírus em meados de março e, após o período de quarentena, fez um novo exame que deu negativo para o vírus. “A boa notícia é que agora eu sou considerado livre do vírus”, disse o ator em um post no Instagram. “Meu período de auto-isolamento terminou, e eu estou livre para voltar para o mundo selvagem da minha própria casa. Estou livre para explorar lugares exóticos como a sala de estar e fazer coisas ousadas como levar o lixo para fora e passear com meu cachorro”. Daniel Dae Kim recebeu a confirmação de que tinha contraído o vírus em 18 de março. Ele foi contaminado em Nova York, enquanto gravava um episódio de “New Amsterdam”, na qual tinha acabado de entrar. Por ironia, o episódio lidava com pandemia gripal e teve sua exibição cancelada na TV. Em seu diário da doença, Kim afirmou que ficou um tempo assintomático, mas que, de uma hora para outra, o desconforto na garganta e as dores no corpo chegaram a preocupá-lo. O ator alertou para o fato de que muitas pessoas não demonstram sintomas, mas disse que, em seu caso, ficou realmente doente. “Para os jovens que acham que não é sério, saibam que é. Se vocês não tomam cuidado, arriscam a vida de muita gente, inclusive seus amados”. Kim ainda comemorou que seus familiares fizeram testes, mas nenhum foi diagnosticado com a covid-19. Ao superar a doença, ele agradeceu o apoio dos fãs e explicou que não vai mais falar sobre os sintomas do coronavírus: “Esse será meu último post sobre essa experiência. Há muitas outras vozes, mais importantes do que a minha, como médicos e cientistas que nós devemos ouvir para aprender. Sempre considerei minha jornada uma parte pequena do impacto dessa doença em nossa vida coletiva, e agora que estou melhor parece a hora natural para encerrar”. Ver essa foto no Instagram Thank you for your good wishes through this experience. I hope it was informative and helpful to anyone who needed it. Continued love and prayers to all who are fighting this illness. Uma publicação compartilhada por Daniel Dae Kim (@danieldaekim) em 29 de Mar, 2020 às 5:32 PDT
Adam Schlesinger (1967 – 2020)
Adam Schlesinger, músico da banda de rock Fountains of Wayne, que ficou mais conhecido pela composição de trilhas sonoras, faleceu na quarta-feira (1/4) aos 52 anos, após complicações causadas pelo coronavírus. O artista venceu três Emmys e um Grammy por seu trabalho musical, e chegou a disputar o Oscar pela composição de “That Thing That You Do”, a faixa-título do filme dirigido por Tom Hanks em 1996, batizado no Brasil de “The Wonders: O Sonho Não Acabou” (1996). Seus dois primeiros Emmys foram conquistados pela parte musical do evento televisionado dos Tony Awards (premiação do teatro) e, após concorrer por quatro anos seguidos pelas músicas originais da série “Crazy Ex-Girlfriend”, venceu seu terceiro Emmy em 2019, com a gravação de “Anti-Depressants Are So Not a Big Deal”, da 4ª e última temporada. Ele criou 157 músicas para a série, que também produziu, e ainda co-escreveu o episódio final, exibido em abril de 2019, em parceria com a criadora e estrela Rachel Bloom. Outros trabalhos de Schlesinger para a TV incluem composições para o programa infantil “Vila Sésamo” e as músicas-temas das séries “Big Time Rush”, “A Família Hathaways”, “Kathy” e “Supernoobs”. Além disso, ele assinou a adaptação musical do filme “Cry-Baby” (1990) para o teatro, compôs músicas para os filmes “Letra e Música” (2007) e “A Era do Gelo 4” (2012), e ainda concebeu e produziu um disco da “banda de TV” The Monkees em 2018. À frente do Fountains of Wayne, seu maior sucesso foi o single “Stacey’s Mom”, que atingiu o número 21 na parada de sucessos da Billboard em 2003. Schlesinger era primo do ator Jon Bernthal (“O Justiceiro”) e deixa duas filhas. Relembre abaixo a música que rendeu indicação ao Oscar para o compositor.












