Produtor de Hollywood é preso por fraudar fundo de auxílio à pandemia de coronavírus

O executivo de Hollywood William Sadleir, de 66 anos, foi preso nesta sexta (23/5) em Los Angeles por agentes do FBI por determinação da justiça da Califórnia e de Nova York.

Ex-presidente da produtora e distribuidora Aviron Pictures, Sadleir é acusado de envolvimento em uma fraude de US$ 30 milhões relacionada a um fundo criado para ajudar empresas durante a pandemia do novo coronavírus.

O Ministério Público de Los Angeles afirma que ele solicitou empréstimos de US$ 1,7 milhão usando um fundo criado a partir da crise sanitária. “Imediatamente após o recebimento do valor, uma quantia significativa foi desviada para as contas pessoais da Sadleir e usada para despesas pessoais”, diz o processo.

Parte do dinheiro foi usado para pagar os cartões de crédito American Express do produtor e de sua esposa, assim como para pagar parcelas do automóvel, segundo o documento.

Em outra denúncia apresentada em Nova York, ele é acusado de participar de vários planos fraudulentos relacionados a investimentos na Aviron Pictures e afiliadas.

Os promotores acusaram Sadlier de transferir ilegalmente US$ 25 milhões em fundos da Aviron e usar US$ 14 milhões do total para comprar uma residência em Beverly Hills.

“Ele passou a se passar por um funcionário de uma falsa empresa com suposta sede em Nova York, que ele criou para exercer sua atividade ilegal”, disse William Sweeney Jr, vice-diretor do FBI em Nova York.

Sadlier, que fundou a Aviron, foi demitido do cargo de alto executivo na empresa no final do último ano. O motivo não foi divulgado.

A Aviron Pictures produziu, entre outros filmes, “O Sequestro” (2017), com Halle Berry, o terror “Os Estranhos: Caçada Noturna” (2018), o drama “Uma Guerra Pessoal” (2018), com Rosamund Pike, o fracasso “Calmaria” (2019), com Matthew McConaughey e Anne Hathaway, o romance teen “After” (2019) e o thriller “O Informante” (2019), com Joel Kinnaman.

Se condenado pelas quatro acusações de fraude na Califórnia, Sadlier cumprirá 82 anos de prisão. Já as acusações de Nova York – duas de fraude eletrônica e uma de falsidade ideológica – representam outros 42 anos atrás das grades.