Ray Fisher desafia Joss Whedon a processá-lo após reforçar denúncias de abuso
O ator Ray Fisher, que viveu Ciborgue em “Liga da Justiça”, aumentou o tom contra Joss Whedon. Após denunciar o diretor no Twitter, por comportamento abusivo no set do filme, ele fez novas acusações durante sua participação na convenção online Justice Con, neste sábado (25/7). “Eu não me importo de ficar mal-falado ou perder trabalhos por falar sobre isso, não se conseguir fazer justiça. O que eu quero dizer é que o cara provavelmente está assustado, e deveria estar mesmo, porque vamos chegar ao fundo de tudo o que aconteceu”, ele jurou. Whedon tinha participação confirmada na Comic-Con@Home, que também está acontecendo no fim de semana, mas seu painel foi discretamente cancelado pelos organizadores do evento virtual. Este foi um dos motivos de Fisher sugerir que ele estaria “com medo”. O ator ainda afirmou que está reunindo provas e testemunhas para corroborar sua acusação. “Demorei dois anos e meio para reunir as evidências e construir um caso sólido o bastante para que minhas acusações não fossem simplesmente ignoradas. Eu abordei algumas pessoas e perguntei se elas poderiam contar suas histórias, mesmo que fosse anonimamente, confidencialmente. Estamos no processo de reunir tudo isso, tendo certeza que essas pessoas não sofram retaliação por contarem suas histórias.” O intérprete do Ciborgue comentou que está acostumado a lidar com racismo em Hollywood, e que “não se ofende com qualquer comentário”, mas que o nível de abuso no set de “Liga da Justiça” não foi aceitável. O ator ainda voltou a acusar os produtores Jon Berg e Geoff Johns de acobertarem o que estava acontecendo, dizendo que, na época das filmagens, levou suas denúncias “às pessoas que estavam no comando”, mas que nada foi feito. Ele ainda desafiou o diretor. “Se qualquer coisa que eu disse sobre [Joss Whedon] for mentira, eu o convido, sinceramente, a me processar. Pode vir.” Whedon foi o diretor contratado para realizar refilmagens de “Liga da Justiça”, após a Warner aproveitar uma tragédia pessoal de Zack Snyder para afastar o diretor original. Responsável pelo blockbuster “Os Vingadores”, Whedon refilmou boa parte do longa dos heróis da DC, mas o resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, foi uma catástrofe, despertando curiosidade sobre a versão de Snyder, que será finalmente conhecida, após campanha dos fãs convencer os novos donos do estúdio a financiar a montagem alternativa – o lançamento vai acontecer em 2021 na HBO Max. Veja abaixo o vídeo com a participação de Ray Fisher. A polêmica vem à tona após os primeiros 26 minutos de conversa.
Estrela da série Greek é esfaqueada em restaurante de Nova York
A atriz Spencer Grammer, conhecida como protagonista da série “Greek” (2007-2011), sofreu ferimentos de faca ao ser atacada por um bêbado em um restaurante de Nova York. A artista, que é filha de Kelsey Grammer, o astro de “Frasier”, foi parar no hospital junto com seu acompanhante. As informações são do site TMZ, que explicou que Spencer jantava em pátio externo do restaurante The Black Ant, no East Village, quando foi repentinamente agredida durante uma briga envolvendo um homem embriagado e funcionários do local. Segundo o TMZ, o homem chegou no local e exigiu ser servido pelos funcionários, que se recusaram a atendê-lo por conta do fim do expediente. Furioso, ele se armou com uma faca e partiu para cima das pessoas que estavam no local. Frequentadores do restaurante, incluindo Spencer, tentaram contê-lo, mas foram feridos. Ela sofreu um corte profundo no braço, enquanto seu amigo Jan Mueller recebeu uma facada nas costas. Os dois foram levados ao Bellevue Hospital, onde receberam atendimento, após o agressor fugir do local. Ele não foi encontrado até o momento. Em depoimento à polícia, Spencer disse que inicialmente achou ter sido golpeada por uma cadeira. Depois de ter vivido a protagonista Casey em “Greek”, a atriz de 36 anos integrou as séries “Ironside”, “Mr. Robinson” e “Graves”, que só tiveram uma temporada. Ela também faz parte do elenco de dubladores de “Ricky & Morty”, vivendo Summer há cinco temporadas.
Kéfera dá adeus ao YouTube em vídeo emocional
Kéfera Buchmann se despediu do YouTube neste sábado (25/7) numa gravação emocional. O que parecia uma comemoração, divulgada num vídeo intitulado “10 Anos de Canal!”, na verdade foi um adeus. Há tempos ela vinha se dedicando mais à carreira de atriz, praticamente desde que estrelou “É Fada!”, em 2016. Mais recentemente, ela fez sua primeira novela, “Espelho da Vida” (2018 e 2019), o filme “Eu Sou Mais Eu” (2019) e a série “Ninguém Tá Olhando” (2019), e acabou deixando de lado sua página na plataforma de vídeos. Só que oficialmente não tinha encerrado a atividade que a projetou. Agora, Kéfera se assumiu como uma ex-YouTuber. No vídeo, ela explicou que este seria realmente seu último post no canal, pois já que não se sentia mais confortável em continuar fazendo isso. E lembrou que, logo no começo de sua carreira, já tinha deixado claro que o motivo principal de fazer o “5inco Minutos” era, justamente, conseguir se lançar como atriz. “Meu sonho sempre foi atuar e ainda é. É lógico que eu sei que a internet me expôs de uma forma positiva”, ela destacou. Além de considerar a plataforma uma etapa superada, ela listou outros motivos para largar o Youtube, como a pressão para que permanecesse sempre igual e não mudasse – apesar de ter começado o canal com 17 anos! “Eu tentei agradar ao público tentando ser quem eu não era mais e fazendo vídeos de assuntos que eu não queria mais. O que eu propus de novo tiveram relutância. Eu não tive mais saco para aguentar gente reclamando das minhas mudanças”, ela contou. “Parecia que nunca estava bom, que as pessoas nunca estavam satisfeitas”, desabafou, observando o crescimento dos comentários negativos. “E isso começou a me fazer mal. Meu saco encheu. É muito estranho, porque quando você se torna uma pessoa conhecida e relevante as pessoas acham que você é feita de cimento, que elas podem chutar e está tudo bem. Só que ‘oi!’, é um ser humano que está aqui”, continuou. Kéfera agora quer se dedicar totalmente à carreira de atriz e, para ela, isso implicava em encerrar seu canal. “Eu não sou uma atriz consagrada, mas eu quero ser. Sei que ainda vou dar muito duro para isso, nunca achei que fosse fácil. No meu último vídeo, eu não me despedi e agradeci dessa forma. Por hora, por alguns anos, talvez para sempre, não sei, esse é o último vídeo do canal. Por muito tempo eu fiquei me cobrando isso, de fechar esse ciclo direito”, contou. Claramente emocionada, ela se esforçou para não desabar em lágrimas. “Me sinto aliviada. Falei que não ia chorar, não sou bonita chorando! É uma exposição meio f***. Se abrir, chorar, geralmente era só com amigos íntimos. Já chorei muito na internet”, afirmou. Sobre a possibilidade de voltar atrás, ela ponderou: “Nunca diga nunca, vai que um dia eu resolva voltar? Por hora, não tenho vontade”. Veja o vídeo completo abaixo.
Claudia Raia é acusada de exercício ilegal da profissão por Conselho de Educação Física
A atriz Claudia Raia foi denunciada pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF1) por exercício ilegal da profissão. Em seu site oficial, o órgão diz ter protocolado uma notícia crime junto ao Ministério Público Estadual, após receber diversos alertas de irregularidades. O CREF1 destaca que, no mês de março, recebeu denúncias de que a atriz de 53 anos estava prescrevendo exercícios físicos em seu perfil no Instagram. “Como se comprova através dos links, a Denunciada começa o vídeo explanando que está iniciando com um aquecimento que pode ser realizado de qualquer jeito por quem está acompanhando. Cita como exemplo: pular corda, ou com um deslocamento frontal e lateral, que nada mais é do que uma corrida pra frente e pra trás ou de um lado para o outro e polichinelos”, afirma o órgão na denúncia. “Não podemos permitir que, reiteradamente, pessoas não habilitadas exerçam ilegalmente a profissão na prestação dos serviços à sociedade, como se Profissionais de Educação Física fossem”, diz trecho do documento, que ainda cita outras passagens de vídeos em que Raia indica exercícios. O CREF1 ainda afirma que a “nova modalidade de infração” por meio de ambientes virtuais e comercialização de programas de treinamentos por pessoas não habilitadas têm sido crescente e dificultado a fiscalização. Paralelamente, os profissionais de Educação Física lançaram uma campanha de conscientização, que alerta que Educação Física é uma ciência e não uma moda, e pede mais respeito para quem tem formação na área. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Educação Física BR 🇧🇷 (@educacao_fisica_) em 21 de Jul, 2020 às 8:33 PDT Ver essa foto no Instagram #diganãoparafalsosprofissionais . . . #edf #edfisica #edfisicaporamor #edfisicaescolar #personal #fit #fitness #treino #educacaofisica #emagrecimento #saude #atividadefisica #exerciciofisico #brasil Uma publicação compartilhada por Educação Física BR 🇧🇷 (@educacao_fisica_) em 23 de Jul, 2020 às 3:00 PDT
Noruega dispensa quarentena para filmagens de Missão Impossível
O governo da Noruega autorizou as filmagens de “Missão: Impossível” no país durante o período de outono (entre setembro e novembro), abrindo mão das exigências de quarentena, estabelecidas para a entrada de estrangeiros no país. A produção dos sétimo e oitavo filmes da franquia de ação da Paramount já tinha conseguido anteriormente a mesma autorização das autoridades do Reino Unido. “Ela (filmagem) será realizada sob um regime abrangente de (prevenção) de infecção”, disse a ministra da Agricultura e Alimentos, Olaug Bollestad, em uma entrevista coletiva. “Os participantes da produção serão separados das outras pessoas durante sua estadia na Noruega, e isto significa que nem todos poderão ver estes destruidores de corações”, acrescentou ela. A equipe precisará apresentar exames negativos de covid-19 antes de viajar e na chegada à Noruega, além de incluir pessoal médico e um laboratório de exames móvel à disposição. A mídia norueguesa disse que o próprio astro da franquia, Tom Cruise, apelou à primeira-ministra Erna Solberg e ao ministro da Cultura, Abid Raja, para realizar a filmagem no país “Adoro o povo, a cultura, as vistas, seus fiordes, montanhas, cada parte da Noruega. É um país lindo”, teria dito Cruise, segundo Raja.
Senador confirma plano para transferência “ilegal” da Cinemateca para Brasília
A confusão causada pelo desgoverno Bolsonaro em torno da Cinemateca Brasileira continua a produzir notícias surreais. Há alguns dias, a secretaria de Cultura enviou uma pessoa para pegar as chaves da instituição, que não é administrada pelo governo federal. Depois dessa iniciativa não colar, as cabeças pensantes tiveram outra ideia genial. Já que não conseguem tomar a sede em São Paulo, manifestaram intenção de transferi-la para Brasília. No início da semana, a coluna Radar, da revista Veja, apurou que o governo federal já tinha colocado um plano de transferência em marcha. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) disse à coluna ter sido escalado para encontrar uma sede para a instituição na capital federal. “Estou tentando identificar um local para poder disponibilizar ao Ministério do Turismo [atual responsável pela Cinemateca]”, assumiu o político, que ainda listou possíveis sedes. “Temos o CCBB do Banco do Brasil, por exemplo, e outras opções de lugares dentro do patrimônio público da União”, ele afirmou. O detalhe é que prédio da Vila Mariana foi restaurado nos anos 1990 já tendo em vista que abrigaria o acervo da Cinemateca – que é o maior acervo audiovisual da América Latina. Por isso, possui salas climatizadas, biblioteca, salas de exibição, etc. O material arquivado também é preservado em condições de refrigeração específicas. Não é algo que se resolva numa mudança simples de endereço. Além disso, qualquer transferência desse material para Brasília seria “ilegal”, de acordo com o procurador Gustavo Torres Soares, do Ministério Público Federal (MPF). Uma cláusula do contrato de doação da Cinemateca — originalmente privada — à União, em 1984, exige sua permanência em São Paulo, bem como sua autonomia financeira, administrativa e técnica. “Desrespeitar os termos da doação seria uma covardia, uma deslealdade e uma imoralidade”, afirmou Soares, também à revista Veja. “Se a União consultar sua Advocacia Geral antes de tomar a decisão, o órgão seguramente irá alertá-la para o fato de que se trata de uma medida ilegal”, diz o procurador — que, no passado, já atuou como advogado da União. Além de ilegal, esse movimento contraria ação civil pública ajuizada na semana passada pelo próprio Soares contra a União, ordenando a renovação do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) e o repasse imediato de R$ 12 milhões, recursos já previstos e não encaminhados pelo governo à organização social (OS) responsável pela manutenção da instituição. A dívida milionária está no centro de uma disputa entre a Acerp e o governo federal. Na semana passada, o secretário especial de Cultura, Mário Frias, publicou um vídeo no qual afirma que “não existe amparo legal” para que o Ministério do Turismo “assuma a dívida de um contrato não vigente”. A discussão já parou na Justiça e o desgoverno tem até o final de julho para se manifestar sobre ação da Procuradoria para a renovação emergencial do contrato “pelo período (transitório) de um ano, a contar (retroativamente) de 01.01.2020, com o consequente repasse orçamentário que originariamente já estava previsto e alocado para a execução do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira para o ano de 2020”. Mas em vez disso – ou seja, em vez de pagar quem já está cuidando da Cinemateca – , a secretaria de Cultura anunciou que 19 contratos emergenciais estão sendo realizados para manutenção predial, serviços de água e luz, segurança e contratação de técnicos especializados em acervo audiovisual para manter protegido o acervo da instituição. Não se sabe com qual valor ou com quem. Nos últimos meses, funcionários e ativistas vinham denunciando a total renúncia de responsabilidades do governo Federal em relação à manutenção do acervo, dos funcionários, da sede na Vila Clementino e de um depósito de material na Vila Leopoldina. Com a falta de pagamentos, a energia que mantém o material em temperatura baixa pode ser cortada a qualquer momento, criando condições para a repetição de uma tragédia como a do incêndio do Museu Nacional em 2018 no Rio. A diferença é que, desta vez, trata-se de uma tragédia anunciada, alardeada, com responsabilidades conhecidas e cobradas pela Justiça com antecipação. Diante desse perigo, vereadores, deputados estaduais e o próprio prefeito de São Paulo, Bruno Covas, envolveram-se nas negociações, gerando especulações de que a Prefeitura pretendia assumir o espaço. Este movimento gerou a ida atabalhoada de “fiscais” de Brasília para pedir a chave da Cinemateca. Sem decisão judicial ou documento de amparo, a Acerp não levou o pedido – e o governo – a sério. Vale lembrar que o responsável pela bagunça é aquele que Bolsonaro já chamou de seu “melhor ministro”. Então vinculada ao Ministério da Educação para a gestão da TV Escola, a Acerp ganhou a licitação para gerir a Cinemateca Brasileira em 2018 e assinou um termo aditivo ao Contrato de Gestão da emissora. Mas, no final de 2019, o desastroso ministro da Educação Abraham Weintraub decidiu encerrar de forma unilateral e abrupta o contrato de gestão da TV Escola e, com isso, também extinguiu o termo aditivo da Cinemateca Brasileira. Esse imbróglio político e jurídico colocou a administração da Cinemateca no limbo. A situação só veio à público devido a outra iniciativa surreal do desgoverno. Ao anunciar a demissão de Regina Duarte do cargo de secretária de Cultura, Jair Bolsonaro disse que ela iria comandar a Cinemateca, “do lado da sua casa”. Mas o cargo que Bolsonaro queria dar para a atriz não existia, uma vez que a Cinemateca não é administrada diretamente pelo governo federal e sim por uma organização social, a citada Acerp. A União não tinha poderes para nomear a atriz, mas desde então trabalha para “tirar as chaves” da Acerp e colocar a instituição sob controle estatal, quem sabe para finalmente dar o “presente” que Regina pediu – e contrariando frontalmente a campanha eleitoral de Bolsonaro, que prometeu um governo liberal anti-estatizante.
Assassino de ex-Chiquititas entra na lista dos mais procurados de São Paulo
O assassino do jovem ator Rafael Miguel (ex-“Chiquititas”) e de seus pais entrou na lista dos 24 criminosos mais procurados pela polícia do estado de São Paulo. Paulo Cupertino Matias, de 49 anos, está foragido há um ano. O assassino é procurado desde 9 de junho de 2019, quando fugiu depois de atirar 13 vezes em Rafael, de 22 anos, e no casal João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, na Zona Sul da capital. O empresário é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas). De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público (MP), Paulo não aceitava o namoro da filha, a estudante Isabela Tibcherani, com o ator. Ela estava com 18 anos à época do crime. Na ocasião do crime bárbaro, o jovem foi com seus pais visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. Estavam conversando com a jovem e a mãe dela, quando o pai, Paulo Curpertino Matias, chegou armado e disparou contra as vítimas. A justiça também incluiu como réus dois amigos do foragido. Eduardo José Machado, dono de uma pizzaria, e Wanderlei Antunes, motorista de aplicativo, irão responder em liberdade pelo crime de favorecimento pessoal. Eles são acusados de auxiliar o assassino a fugir logo após ter cometido o crime. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.
Mel Gibson passou uma semana internado em hospital com covid-19
O ator e diretor Mel Gibson passou uma semana internado em um hospital de Los Angeles em abril, depois de testar positivo para covid-19, revelou seu porta-voz nesta sexta-feira (24/7). O representante garante que o astro de 64 anos já se recuperou completamente e está “ótimo”, após sua breve estadia, acrescentando que desde então ele testou “inúmeras vezes” negativo para o coronavírus. Gibson procurou manter o tratamento em sigilo até ter alta e superar a doença. Ele é o mais recente de uma longa lista de figuras públicas que revelaram diagnósticos e recuperações de coronavírus nos EUA, incluindo Tom Hanks, Rita Wilson e a cantora Pink. Para a maioria das pessoas, o novo coronavírus causa sintomas leves ou moderados, como febre e tosse, que desaparecem em duas a três semanas. Mas para outras, especialmente adultos mais velhos e pessoas com problemas de saúde, pode causar doenças mais graves e ser fatal. Os EUA têm atualmente mais de 4 milhões de casos identificados de coronavírus, que geraram mais de 140 mil mortes, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. É o país mais afetado pela covid-19 em todo o mundo, seguido pelo Brasil – com 2,2 milhões de casos e 84 mil mortes até a presente data.
Próximo Homem-Aranha é adiado para dezembro de 2021
As mais recentes mudanças no cronograma de lançamentos da Disney causaram um efeito dominó. A Sony rapidamente aproveitou o súbito aparecimento de uma vaga no concorrido calendário de dezembro de 2021, com o adiamento de um ano de “Avatar 2”, para mudar a estreia de seu terceiro Homem-Aranha, ainda sem título. Prevista para 4 de novembro de 2021, a estreia do super-herói foi atrasada em algumas semanas e agora vai acontecer em 17 de dezembro, data até então reservada para “Avatar 2”. Não está claro se a mudança foi planejada em conjunto com a Disney, que é coprodutora do longa e tem excesso de títulos, com poucas vagas para encaixá-los, devido à compressão do calendário causada pela pandemia de coronavírus. A continuação de “Homem-Aranha: Longe de Casa” vai trazer de volta Tom Holland ao papel de Peter Parker/Homem-Aranha após o filme anterior bater o recorde de bilheteria da franquia, com US$ 1,13 bilhão. O valor também representou a maior arrecadação da história da Sony, superando o lançamento do “007: Operação Skyfall”, que faturou US$ 1,1 bilhão. O filme é bastante esperado pelos fãs, após o herói ser denunciado como criminoso e ter sua identidade secreta revelada nos instantes finais de “Homem-Aranha: Longe de Casa”.
Clint Eastwood processa remédio por uso fraudulento de seu nome
O ator e cineasta Clint Eastwood está processando fabricantes e comerciantes do remédio canabidiol (CDB) nos EUA por fazerem fraude usando seu nome. Ele entrou com duas ações no tribunal de Los Angeles contra várias empresas por tentarem relacioná-lo à droga de diferentes maneiras. O primeiro processo tem como alvo empresas envolvidas com a publicação e divulgação de artigos com entrevistas falsas, ilustradas por fotos de Eastwood, alegando que o astro de 90 anos é usuário e entusiasta da droga. Os textos também atribuíam ao diretor encontros para promover e vender produtos. A ação indica ainda que as três empresas — Sera Labs Inc, Greendios e For Our Vets LLC — enviaram e-mails de spam com o assunto “Clint Eastwood expõe um segredo impactante hoje”, que faziam referência a uma suposta entrevista à rede NBC, que nunca ocorreu. “A verdade é que o senhor Eastwood não tem nenhuma relação com nenhum produto de CBD e nunca deu tal entrevista”, assinala o processo por difamação, que busca “responsabilizar as pessoas e entidades que se beneficiaram ilegalmente do seu nome e semelhança”. O segundo processo visa 10 empresas e indivíduos de vários estados americanos, acusados de usarem tags embutidas nos códigos de páginas do remédio para que buscas com o nome do ator apontassem para os sites dos demandados. “Colocaram, no sentido figurado, um cartaz com a marca do senhor Eastwood na frente de sua loja eletrônica, para atrair clientes, e fizeram o consumidor acreditar que o senhor Eastwood estava associado ou apoiava essas empresas”, destaca o texto da ação. Eastwood, que reclama milhões de dólares em perdas e danos, também pediu que o tribunal determine que as empresas renunciem a toda a receita derivada do esquema. O CBD é um composto não-psicoativo da cannabis e também é derivado da planta de cânhamo. Legalizado nos EUA em 2018, é usado para tratar condições como dor, insônia e ansiedade. Não é a primeira vez que celebridades de Hollywood processam empresas que exploram endossos falsos. Sandra Bullock e Ellen DeGeneres também apresentaram queixas similares na justiça americana no ano passado.
Alice Braga e Ricardo Darín estrelam curta com texto clássico de García Márquez sobre a pandemia
A Fundação Gabo, criada pelo escritor Gabriel García Márquez (1927-2014) para estimular o jornalismo latino-americano, produziu um curta com vários astros da América Latina, que refletem sobre a pandemia a partir de textos do romance mais aclamado do autor, “Cem Anos de Solidão”. A obra de 1967 abordava uma epidemia de esquecimento e insônia que assolava a fictícia cidade de Macondo. Intitulado “La Peste del Insomnio” (a peste da insônia), o curta dirigido pelo venezuelano Leonardo Aranguibel (“Prisionera”) conta com 30 atores de 7 países diferentes, que abordam com as palavras de García Márquez a possibilidade de encarar de forma leve os tempos atuais. A produção traz artistas como a brasileira Alice Braga e o argentino Ricardo Darín lendo trechos do livro sobre a praga que vai tomando toda a população de Macondo. Mas as imagens que aparecem entre suas falas são de cidades reais e atuais da América Latina, sob o impacto da covid-19. O elenco ainda conta com a participação dos colombianos Andrés Parra e Ana María Orozco, do mexicano Héctor Bonilla, e da cubana Yoandra Suárez, entre outros.
Ancine ataca cinema brasileiro com reprovação recorde de contas
A Ancine divulgou nesta semana uma lista de filmes que tiveram suas prestações de contas reprovadas. A iniciativa não tem precedentes. Em mais de um sentido. Mas é apenas mais uma nova batalha da guerra cultural travada pelo desgoverno Bolsonaro contra o cinema brasileiro. Para começar, a Ancine nunca tinha divulgado listas similares. A iniciativa teria sido feita em nome da “transparência”, mas o motivo das reprovações não foi divulgado. Ou seja, um ato opaco – o oposto de transparente. O que mais chama atenção nesta iniciativa é a grande quantidade de filmes com contas reprovadas. De uma lista de 168 produções – de um total de cerca de 4 mil pendências – , a entidade reprovou completamente 102 delas — 60,7% do total analisado – , aprovou 56 com ressalvas e considerou apenas 10 projetos plenamente aprovados. É um volume recorde de reprovações. Ainda mais considerando que nos primeiros 20 anos de captação da Ancine, entre 1993 e 2013, apenas 17 (dezessete!) projetos tiveram contas totalmente reprovadas – e um deles teria revertido a condição, “Chatô, O Rei do Brasil”. Outro detalhe inusitado é a idade dos projetos. Há filmes que completaram a maioridade, como “Desmundo”, “Madame Satã” e “Rocha que Voa”, lançados em 2002, há 18 anos. Os títulos mais novos também são da década passada, “Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo”, “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” e “Budapeste”, que chegaram aos cinemas em 2009. Por conta dessa abrangência, a relação também enquadra obras de cineastas já falecidos, como Nelson Pereira dos Santos (1928-2018) e Carlos Reichenbach (1945-2012). Mas enquanto se observa uma mescla “democrática” de blockbusters (“2 Filhos de Francisco”) com trabalhos engajados (“Serra da Desordem”), chama atenção, por outro lado, um predomínio de títulos de diretores ligados à rede Globo, como Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”), Andrucha Waddington (“Casa de Areia”), Jorge Furtado (“Saneamento Básico, O Filme”), Cao Hamburger (“O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”) e Selton Mello (“Feliz Natal”), e principalmente de produções com a chancela da Globo Filmes – a grande maioria da relação. O presidente Jair Bolsonaro considera a Globo como uma de suas principais inimigas. Além de incentivar a hashtag #Globolixo nas redes sociais, ele já mandou cortar a verba de publicidade federal destinada à emissora e supostamente – embora não haja contradito – envolvido fiscais da receita numa devassa nos impostos dos principais artistas da emissora – mas não de outros canais. Ao justificar a lista, a Ancine alega atender uma demanda do Tribunal de Contas da União (TCU). Vale observar que o TCU tem considerado prescritas as dívidas públicas não cobradas após cinco anos. Todas as eventuais cobranças dos filmes com contas rejeitadas estariam, portanto, prescritas. Esta prescrição, contudo, não impede que as obras sejam incluídas numa lista negra. E aí encontra-se o objetivo prático da relação. As produtoras “negativadas” não poderiam, segundo os critérios para fomento da Ancine, “aprovar novos projetos, prorrogar, redimensionar, remanejar ou obter autorização para movimentar recursos já aprovados”. Elas também estariam “impedidas de contratar com o Fundo Setorial do Audiovisual ou receber apoio de fomento direto da agência”. Sem prestar contas do Fundo Setorial do Audiovisual e mantendo trancada a verba arrecadada em 2018 – e já aprovada – para fomento de novos filmes, a Ancine agora trabalha para impedir que as principais produtoras de cinema do Brasil possam apresentar novos projetos em busca de incentivos. Além da Globo Filmes, a relação inclui produções e coproduções da Conspiração Filmes, Gullane, Diller Associados, Bananeira Filmes, Casa de Cinema de Porto Alegre, até mesmo da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), com quem o governo está brigando por dever mais de R$ 12 milhões em custos de manutenção da Cinemateca Brasileira, entre outras. Mas não há na lista de contas reprovadas produções ligadas ao setor evangélico, relacionadas a movimento político de direita ou a canais de TV rivais da Globo.
Advogados vão recorrer de decisão que livrou Regina Duarte de processo
Não acabou. A autora de ação contra Regina Duarte por apologia a crimes de tortura vai recorrer da decisão judicial que livrou a atriz do processo. A jornalista e advogada Lygia Jobim, filha de José Jobim, diplomata morto pelo regime militar, cobrava uma retratação pública e R$ 70 mil de danos morais da atriz e ex-secretária de Cultura em processo motivado pela polêmica entrevista de Regina Duarte à CNN Brasil, em maio passado. Lygia Jobim alega que Regina relativizou os atos dos militares. Na ocasião, a então Secretária de Cultura disse que “sempre houve tortura” e que discutir os casos de violência nos governos militares seria “olhar para trás”. Em sua decisão, a juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirmou que Lygia só poderia ter apresentado a ação contra o órgão que a atriz representava. Ou seja, ela não poderia responder como pessoa física. Já o governo federal continua como réu. “Já conversei com meus advogados. Vamos recorrer da decisão, tendo em vista que Regina Duarte é uma pessoa pública, formadora de opinião e emitiu declarações de apologia a crimes de tortura na condição de secretária de Cultura, ou seja, como representante do Estado brasileiro, o mesmo Estado que assassinou o meu pai e tantas outras pessoas que representavam alguma ameaça ao regime militar. Exclui-la do processo é exclui-la da responsabilidade que a cabe”, disse a autora da ação, por meio de comunicado. “Nosso escritório vai recorrer da decisão, porque é impossível desassociar a senhora Regina Duarte da ação, tendo em vista que ela protagonizou as declarações de apologia a crimes de tortura. Não houve por parte dela qualquer tipo de pedido de desculpas ou manifestação de arrependimento. Nenhum tipo de empatia pela dor das famílias que perderam seus entes queridos, vítimas de violência de violações cometidas por militares durante a ditadura. Fazer apologia a crimes de tortura praticados na ditadura estão previstos no Código Penal (Lei nº 2.848/1940), Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei nº 1.079/1950) e na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983)”, sustentaram Carlos Nicodemos e Gustavo Proença, advogados do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que defende Lygia Jobim. Como filha de vítima da repressão no Brasil, Lygia Jobim se sentiu ofendida e indignada com as declarações de Regina Duarte. A autora do processo é filha de José Jobim, embaixador aposentado, de 69 anos, cujo corpo foi encontrado em 24 de março de 1979, pendurado numa árvore, com uma corda de náilon no pescoço, no Itanhangá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, numa simulação de enforcamento similar à do falecido jornalista Vladimir Herzog. Segundo relatos de testemunhas, o corpo apresentava sinais de tortura. Na época, o então delegado do caso, Rui Dourado, alegou que o diplomata havia se “suicidado”. Na verdade, José Jobim foi assassinado após ser sequestrado, quando iria denunciar corrupção no regime militar. Ele foi considerado oficialmente uma das vítimas da ditadura pela Comissão Nacional da Verdade.












