Brasileiros já assistem mais streaming que canais pagos na TV
Uma pesquisa da Kantar Ibope apontou que a população brasileira já assiste mais transmissões da Netflix, YouTube, Globoplay, Amazon Prime Video e outros serviços de streaming que canais de TV por assinatura em suas televisões. E maio, a audiência entre 7h e 0h de conteúdo em streaming foi de 6,9 pontos, representando 14,6% de todas as TVs ligadas no Brasil, enquanto os canais pagos somaram 6,7 pontos e 14,1%. No Brasil, cada ponto de medição representa 250 mil domicílios. No entanto, é bem provável que a audiência online seja ainda maior, pois a medição do Kantar Ibope considera apenas conteúdo exibido em TVs, deixando de lado o consumo de conteúdo por meio de smartphones, tablets e computadores. Não é surpresa que os serviços de streaming tenham boa performance. Não só o custo mensal da TV por assinatura é muito mais elevado, como obriga o público a seguir seus horários de exibição. Já as plataformas de streaming têm custo muito mais baixo, quando não gratuito – como no caso do YouTube – , e seu conteúdo pode ser assistido a qualquer hora. Mas ainda que os streamings estejam cada vez mais relevantes, as plataformas digitais ainda estão longe de superar a acessibilidade dos canais gratuitos da TV aberta. Entre 7h e 0h, mais de 60% dos televisores do Brasil sintonizam as grandes redes de TV, sendo que pelo menos metade desse público acompanha a Globo.
Estrela transexual de Supergirl refuta argumentos transfóbicos de J.K. Rowling
A atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, deu um depoimento à revista Variety em que desarma os ataques de J.K. Rowling contra comunidade trans. A intérprete da Sonhadora refutou os argumentos da escritora dos livros de “Harry Potter” e dos filmes “Animais Fantásticos” para justificar sua transfobia, afirmando que eles contradizem as próprias histórias que ela escreveu. Nicole Maines não é apenas atriz. Ele se tornou ativista trans ao enfrentar, aos 15 anos de idade, o mesmo preconceito assumido por Rowling em seus ataques contra a comunidade transexual. Após redefinir sua identidade, ela foi humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e virou um marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E também tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todos os EUA. O argumento do banheiro exclusivo feminino foi utilizado por Rowling para justificar seus ataques à comunidade trans. Rowling já tinha se manifestado contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no sábado passado (6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. Mas foi Maines quem teve a paciência de demonstrar, com clareza, a falta de fundamento dos argumentos da escritora, que expressariam apenas preconceito. “A parte central do movimento trans-excludente e seus argumentos residem na ideia de que mulheres trans são uma ameaça para a segurança de mulheres cisgênero e, assim, ao conquistarmos o direito de existir em locais públicos e participar da sociedade, estaríamos tirando os direitos de outras mulheres”, escreveu Maines. “Eu conheço bem esse argumento. A primeira vez que eu o ouvi, ainda estava na escola. Um ofício estava circulando sobre eu usar o banheiro feminino em minha escola em Orono, Maine. Havia uma garota, que devia ser de uma série ou duas acima da minha, e que disse que tinha medo de me ver no mesmo banheiro porque ‘ela vai olhar pra mim enquanto eu estiver me trocando’”, ela lembrou. “Como uma criança da 6ª série, foi muito desolador saber que eu estava sendo excluída porque as pessoas achavam que eu era algum predador perigoso.” Maines diz que é um absurdo mulheres se sentirem inseguras porque banheiros e vestiários são frequentados pela comunidade trans. “Nos 20 estados e em aproximadamente 200 cidades que têm políticas de gênero, descobrimos que permitir que as pessoas trans utilizem as instalações que correspondem à sua identidade de gênero não traz o menor impacto negativo na segurança pública.” “Acho engraçado no ensaio dela que ela também crie uma ‘câmara de eco’, porque acho que é exatamente onde e como essa mentalidade se desenvolve, e como essas ideologias permaneceram tão fortes por todos esses anos, porque são as pessoas que afirmam ser especialistas e pessoas que afirmam ter feito suas pesquisas que ficam alimentando seus preconceitos mutuamente. Achei surpreendente que ela dissesse que estava fazendo toda essa pesquisa e conversando com psiquiatras e membros da comunidade. Um, eu adoraria ver os recibos. Segundo, acho que ela está realizando pesquisas de maneira bastante tendenciosa, porque na minha pesquisa a grande maioria do mundo da medicina discorda da sua linha de pensamento”, acrescenta. “Outra coisa que Rowling mencionou em seu ensaio é que uma pessoa pode mudar sua certidão de nascimento sem ter que se submeter a terapia sexual ou hormonal – ou seja, agora qualquer pessoa pode entrar em um banheiro específico de gênero. Isso é falso”, ela contesta. “Eu tive que passar por anos de terapia e aconselhamento antes de mudar minha identificação de gênero na carteira de identidade. Eu tive que obter duas cartas de recomendação vindas de diferentes psicólogos. Eu fui questionada por todos na minha vida se eu me conhecia bem como eu dizia que me conhecia. Ninguém passa por todo esse questionamento, essa invasão em sua identidade para ir a um banheiro e ver um completo estranho dizer: ‘Ei, você não pode estar aqui. Você é alguém que apenas decidiu ser uma garota um dia’”. “Não, eu não ‘decidi’ apenas: tive que provar a mim mesmo e reforçar minha identidade com estranhos e outras pessoas da minha família, psiquiatras, amigos, colegas e colegas e minha comunidade, repetidamente”, contou. A atriz também revelou que decidiu fazer a transição médica, mas nem todo transexual faz. “Existem milhões de razões pelas quais uma pessoa trans pode não querer uma transição médica e nenhuma delas é da conta de ninguém, a não ser de quem precisa decidir. Tudo isso remonta à autonomia corporal. Ninguém – cis, trans, homem ou mulher – deve sujeitar seu corpo a mais ninguém. As pessoas trans não precisam e não devem ser obrigadas a alterar seu corpo para serem consideradas aceitáveis. Quero dizer, não é exatamente a mesma coisa pelas quais as mulheres lutam há décadas? Contra a pressão para mudar a nós mesmas e nossos corpos para agradar outras pessoas? Este é apenas mais um conjunto de padrões de beleza irracionais. E isso machuca todos nós”. “O que torna tudo isso tão decepcionante é que eu era – e ainda sou – uma fã de ‘Harry Potter’. Eu sou completamente Sonserina. E esses comentários são de partir o coração para muitos fãs LGBTQIA+. Esses livros ajudaram muitos a assumirem e aceitarem suas identidades. Quantas crianças fantasiam sair do armário e aprender mágica?”, lamentou. “Os comentários de Rowling falam contra a própria mensagem de seus livros – sobre sermos mais fortes juntos, sobre inclusão, sobre autodescoberta, bravura e triunfo sobre as adversidades. São contraditórios em relação ao mundo que ela criou”. É neste ponto que ela defende a separação entre arte e artista, defendendo que, a partir do momento da publicação, a arte pertence ao público. “Mas ainda sou fã e vou lhe dizer o porquê: porque esses livros e suas mensagens ainda existem, e o que quer que Rowling acredite pessoalmente não pode tirar isso de nós. Ninguém pode tirar isso de nós, e esse mundo realmente pertence aos fãs agora. Ninguém pode mudar se isso te ajudou a se assumir. Isso pertence a você”. “Eu acho que é realmente importante reconhecer e falar que, num momento em que estamos testemunhando uma mudança histórica na luta para acabar com a opressão contra vidas negras, ela tenha escolhido atacar identidades trans e usar sua enorme plataforma para se afastar da discussão racial. O movimento trans e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) compartilham uma luta semelhante em nossas batalhas para nos sentirmos seguros em nossos corpos e em nossas peles, quando outras pessoas determinam que somos de alguma forma inferiores. É exaustivo ter que constantemente tentar explicar às pessoas, em termos cada vez mais simples, que merecemos direitos humanos, que merecemos nos sentir tão seguros quanto eles. E é sobre isso que deveríamos estar falando”, ela conclui.
Pequim adia abertura de cinemas após ressurgimento do coronavírus
As autoridades de saúde de Pequim decidiram abandonar os planos de ampliar uma reabertura de negócios na cidade, incluindo os cinemas, após o ressurgimento de casos de covid-19. O site noticioso chinês Supchina afirma que as autoridades locais restabeleceram regras de distanciamento social e reverteram decisões sobre o relaxamento do isolamento social quando os casos começaram a se multiplicar rapidamente, após o anúncio de que tinham sido eliminados. Como resultado, os locais de entretenimento interno, incluindo cinemas e salas de karaokê, permanecerão fechados até novo aviso. Da mesma forma, todos os eventos esportivos estão suspensos e as escolas que deveriam reabrir na segunda-feira não receberão mais os alunos de volta. Seis mercados atacadistas visitados pelos pacientes afetados também foram fechados. Os novos casos aparecem pela primeira vez na quarta-feira (10/6) depois de quase dois meses sem novos casos em Pequim. O primeiro paciente, descrito como um homem de 52 anos, deu entrada num hospital com febre. Ele não saiu da cidade e não teve contato recente com ninguém que viajou para o exterior. Um dia depois, mais mais duas pessoas infectadas. Os pacientes eram colegas de trabalho em um centro de pesquisa de carne e também não tiveram contato recente com viajantes do exterior. No entanto, um deles viajou para a cidade de Qingdao, no leste da China, para uma viagem de negócios de cinco dias antes de adoecer. Na sexta (12/6), surgiram mais quatro casos, que as autoridades de Pequim relacionaram ao mercado atacadista de carne de Xinfadi, que foi fechado para passar por um processo de desinfecção. O diretor do mercado disse a repórteres da agência France Presse que o vírus foi detectado em tábuas usadas para manipular salmão importado. No sábado (13/6), seis novos casos foram confirmado, levando ao fechamento de mais dois mercados e ao isolamento total de 11 bairros na capital da China. Temendo uma segunda onda de infecções, as autoridades chinesas decidiram agir com rapidez e determinação, fechando todas as comunidades onde os novos infectados vivem. Os moradores também estão sujeitos a verificações de temperatura e as autoridades estão trabalhando para desinfetar locais públicos e implementar um programa de rastreamento.
Comic-Con Internacional vai acontecer na internet para todo mundo
Com sua tradicional edição anual cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a Comic-Con Internacional, de San Diego, encontrou uma forma de acontecer online. A convenção geek vai se tonar um evento digital gratuito na data originalmente prevista para sua realização física, entre 22 e 26 de julho, confirmaram seus organizadores. “Pela primeira vez em nossos 50 anos de história, estamos felizes em receber virtualmente qualquer pessoa de todo o mundo. Embora as condições de permanência em casa tornem esse período muito difícil, vemos isso como uma oportunidade de espalhar alegria e fortalecer nosso senso de comunidade”, diz o comunicado oficial do evento. Os organizadores prometem oferecer uma experiência inédita ao público, apresentando diversos painéis, exposições de quadrinhos e várias atividades a que os fãs terão acesso e poderão acompanhar de seus próprios lares. Maiores detalhes sobre a programação do evento serão revelados em breve. Assim como a confirmação de sua suposta gratuidade.
WarnerMedia acaba com HBO Go e renomeia HBO Now para diferenciar da HBO Max
Foi só depois de lançar a HBO Max que a WarnerMedia percebeu que tinha criado confusão com três serviços de streaming diferentes com o nome da HBO – HBO Go, HBO Now e HBO Max. Não foi por falta de aviso, foi por falta de criatividade mesmo. Agora, a empresa resolveu abordar essa confusão. Nesta sexta (12/6), anunciou que está aposentando a HBO Go e renomeando a HBO Now simplesmente como HBO. A HBO que acabou, a HBO Go, era um serviço que permitia aos assinantes do canal pago original assistir gratuitamente a programação da TV em outras mídias, como o computador e o celular, via plataforma digital. Já a HBO Now era… a mesma coisa, só que com uma assinatura paga e voltada para quem não é assinante do canal. Foi este serviço que se tornou apenas HBO. “Agora que o HBO Max foi lançado e está distribuído de forma ampla, nós podemos implementar algumas mudanças significativas em nossa oferta de aplicativos nos Estados Unidos”, disse a WarnerMedia em comunicado. Na verdade, a empresa decidiu simplificar o que tinha complicado desnecessariamente, oferecendo um único aplicativo para quem quiser acessar o conteúdo da HBO, seja assinante da TV ou não. Quem possuía acesso ao HBO Go por ter plano de operadora de TV, passará a entrar nos conteúdos pelo aplicativo renomeado HBO. O mesmo acontecerá para quem já assinava o HBO Now à parte. Em outras palavras, a WarnerMedia unificou o local de acesso aos dois serviços em apenas um. A empresa avisou que pretende remover o aplicativo HBO Go das plataformas de aplicativos em 31 de julho. Recém-lançada nos EUA, em 27 de maio, a HBO Max não foi afetada pelas mudanças, a não ser em piadas. Algumas pessoas sugeriram nas redes sociais que a WarnerMedia rebatizasse seus serviços de HBO Max, HBO Mid e HBO Mini.
Dennis O’Neil (1939 – 2020)
O escritor e editor Dennis “Denny” O’Neil, um dos melhores roteiristas dos quadrinhos da DC Comics em todos os tempos, morreu na quinta (11/6) em sua casa de causas naturais, aos 81 anos. Ele nasceu no mês e no ano em que Batman estreou nos quadrinhos e foi responsável pelas mudanças mais importantes da trajetória do personagem. Mas, curiosamente, sua carreira começou na editora rival, contratado pelo próprio Stan Lee para escrever para a Marvel nos anos 1960. Seu começo foi com histórias do Doutor Estranho e dos X-Men. Mas, para completar sua renda, ainda desenvolvia tramas para a editora Charlton, sob pseudônimo. Só que esse “segredo” foi por terra quando o editor da Charlton, Dick Giordano, foi contratado para comandar a DC em 1968 e decidiu levar consigo seus roteiristas favoritos. Dennis, que na época assinava Denny O’Neil, foi responsável por uma revolução nos quadrinhos da DC. Em suas histórias, tornou-se pioneiro na abordagem de temas sociais em quadrinhos de super-heróis, especialmente na publicação que juntou Lanterna Verde e Arqueiro Verde numa jornada pelos rincões dos EUA. Em vez de supervilões, os personagens se depararam com racismo, miséria e vício em drogas. A história em que o antigo parceiro mirim do Arqueiro, Ricardito (Speedy), revelou-se viciado é considerada até hoje uma das mais impactantes e relevantes do gênero. Estes quadrinhos foram os primeiros a chamar atenção da grande imprensa para o fato de que super-heróis podiam ser mais que diversão infantil. “Eu saí da obscuridade total para ver meu nome em destaque no The New York Times e ser convidado para fazer talk shows”, lembrou O’Neil numa entrevista de 1986. O’Neil também tirou os super-poderes da Mulher-Maravilha, explorando sua identidade de Diana Prince em histórias de espionagem, mudou pela primeira vez a formação da Liga da Justiça, mas nenhuma dos personagens da editora foi tão afetado por seus textos quanto Batman. Na época, ninguém queria escrever Batman. O personagem estava desacreditado na editora, após ser ridicularizado na série de TV, exibida entre 1966 e 1968. Ele recebeu a missão de salvar o herói. E sua ideia foi mergulhar fundo nas trevas. Batman sofreu um reboot completo, sem que O’Neil anunciasse que era isso que estava fazendo. Para começar, tirou Robin de cena – faculdade, briga, rompimento, Titãs, etc – deixando Batman sozinho pela primeira vez em 30 anos. Um por um, ele também foi reintroduzindo os vilões clássicos. O’Neil foi quem explorou a loucura do Coringa, transformando o palhaço do crime num psicopata assassino. Fez o mesmo com o Duas Caras, etc. E ainda criou um dos maiores inimigos do herói, Ra’s Al Ghul, assim como o maior amor – Tália, a filha do vilão. O escritor também criou a personagem coadjuvante Leslie Thompkins. E suas histórias desenhadas por Neal Adams, Jim Aparo e Dick Giordano figuram entre as mais influentes já feitas sobre Batman. Ele também ajudou a ressuscitar O Sombra, personagem da era do rádio e dos pulps, que sob sua direção se transformou em personagem da DC, e ainda assinou a famosa graphic novel da luta entre Superman e Muhammad Ali. Seu sucesso o levou de volta à Marvel, onde assumiu o carro-chefe da editora, o Homem-Aranha, além de Homem de Ferro e Demolidor durante os anos 1980. Neste período, criou a Madame Teia e os vilões Homem Hídrico, Monge de Ferro (Obadiah Stane) e Lady Letal (Yuriko Oyama). Ainda editou a fase de Frank Miller à frente do Demolidor. E, ao supervisionar o lançamento dos quadrinhos dos Transformers, concebeu e nomeou ninguém menos que Optimus Prime. A DC o trouxe de volta em 1986 com uma promoção, tornando-o editor de Batman, papel que ele cumpriu durante toda a era das graphic novels sombrias do personagem, até os anos 2000. Ele lançou a revista “Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas” dedicada a coleções de minisséries adultas de Batman, também se dedicou ao herói Questão, criou Richard Dragon, o personagem Azrael e ainda adaptou os roteiros dos filmes “Batman Begins” (2005) e “O Cavaleiro das Trevas” (2008) em quadrinhos. Sua carreira não se resumiu aos quadrinhos. Ele escreveu livros sobre a arte sequencial e também roteiros de séries, tanto para a versão animada de Batman quanto para a primeira série live-action do Superboy. Mas também trabalhou fora do gênero, roteirizando episódios de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), a série derivada do filme “Fuga do Século 23” (1976), e da animação “Comandos em Ação” (G.I. Joe). Para completar, foi professor da Escola de Artes Visuais de Manhattan. Jim Lee, atual editor-chefe da DC, chamou Denny O’Neal de “um dos arquitetos visionários da DC Comics”, citando como ele “ajudou a reviver o Batman nos anos 1970” e como continua a ser o seu “escritor favorito do Lanterna Verde até hoje”. Lee resumiu a impacto de suas obras ao lembrar que, “por meio de sua edição e redação, Denny foi um dos primeiros escritores cujo trabalho e foco em questões sociais impulsionaram os quadrinhos” para fora de seu universo infantil.
Regina King critica Trump por comício em local histórico de chacina racista
A atriz Regina King está furiosa com a decisão de Donald Trump de realizar um comício em Tulsa, local do pior massacre racial já acontecido nos EUA, justamente no dia em que os americanos comemoram o fim da escravidão. Em campanha para sua reeleição, o presidente dos EUA decidiu ir na próxima sexta-feira (19/9) a Tulsa, em Oklahoma, onde em junho de 1921 uma multidão de brancos racistas armados invadiu o bairro negro da cidade, um dos mais ricos de todo o país, apelidado de Black Wall Street, e, com auxílio de artilharia aérea, executou cerca de 300 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, deixando outras 800 feridas, além de incendiar e destruir suas casas e comércios. O crime hediondo foi retratado recentemente na série “Watchmen”, da HBO, estrelada, claro, por Regina King, que comentou os planos de Trump em entrevista a eth Meyers, durante participação no programa “Late Night”, que foi ao ar na noite de quinta-feira (11/6). “Eu tenho calafrios porque, de várias maneiras – e ele faz isso o tempo todo – , ele está realmente mostrando o dedo [do meio]”, disse King. “Ele está mesmo dizendo que não está se f****** e mostrando o dedo. É enfurecedor…”, ela continuou. “E machuca fundo”. Vários outros artistas e celebridades criticaram a falta de sensibilidade de Trump, especialmente diante dos protestos antirraciais que estão acontecendo em todos os EUA, após a morte de George Floyd por policiais brancos. A escritora Bess Kalb, que é judia, comparou a escolha de Trump por Tulsa no dia do fim da escravidão com um comício de direita em Auschwitz, na data em que se relembra as vítimas do Holocausto. Veja abaixo o vídeo com os comentários de Regina King e a cena de “Watchmen” que recria o massacre verídico de Tulsa.
São Paulo vive renascimento dos cinemas drive-in
Sem cinemas drive-in em funcionamento há vários anos, São Paulo experimenta um renascimento do segmento. Três espaços do gênero estão sendo abertos nestes dias – dois já nesta sexta-feira, o terceiro na próxima semana. Popularizados nos anos 1950 e em decadência desde os 1970, os drive-in ressurgiram com força como alternativa durante a pandemia de coronavírus e atualmente são responsáveis pelas únicas bilheterias de cinema do Brasil. O grande atrativo desses cinemas é a possibilidade das pessoas assistirem filmes de dentro de seus carros, o que deixa de ter um apelo simplesmente nostálgico para ser a grande aposta do entretenimento em 2020, o ano do distanciamento social. Um dos espaços mais badalados – e caros – , o Arena Estaiada Drive-In, idealizado junto à Visualfarm, reúne diferentes frentes de negócio, priorizando ações 360º, e começa suas projeções nesta sexta (12/6), Dia dos Namorados, com a realização do Cine Stella Artois – sessão de cinema patrocinada pela marca de cerveja. Com capacidade de até 100 carros e ingressos ao preço de R$ 100 por carro (de até quatro passageiros), as duas sessões desta sexta já estão esgotadas, mas o cinema vai funcionar até agosto. O Centro de Tradições Nordestinas também vai receber um cinema ao ar livre com a primeira sessão nesta noite. Em parceria com a rede Centerplex, o Cine Drive-in Centerplex CTN tem espaço para 107 veículos e uma tela de 72m², que deve funcionar por dois meses. Por fim, o Belas Artes Autorama Drive-in, idealizado pelo cinema de rua paulistano Petra Belas Artes, será inaugurado na quarta (17/6) no Memorial da América Latina, com um telão de 15 metros de largura. São cem vagas e o ingresso custa R$ 65 para até quatro pessoas no mesmo carro. O público-alvo dos três espaços serão bem diferentes. Enquanto o Cine Stella Artois e o Cine Drive-in Centerplex CTN vão oferecer sucessos comerciais, o Belas Artes Autorama Drive-in prioriza títulos cults. A programação divulgada até o momento não prevê lançamentos inéditos em nenhuma das três telas.
Atriz detalha problemas com Lea Michele nos bastidores de Glee
A atriz Samantha Ware, que acusou Lea Michele de atitudes abusivas e racistas durante as gravações na série “Glee”, deu uma entrevista para a revista Variety nesta sexta (12/6), em que detalhou o que ocorreu nas gravações e refletiu sobre o comportamento da ex-colega de elenco. Ware explicou porque se revoltou com o tuíte de Michele apoiando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que tem liderado protestos pelos EUA após a morte de George Floyd sob custódia policial. Mas diz não defender a “cultura do cancelamento”, por acreditar que todo mundo merece uma segunda chance. “Quando você posta algo assim, é preciso ter um entendimento do que a hashtag significa, e para mim é óbvio que ela não tem”, disse. “Será que Lea sabe o que é uma microagressão? Eu não sei. Tudo o que o pedido de desculpas dela fez foi afirmar que ela não aprendeu nada”. “Estou chamando Lea de racista? Não. Lea tem tendências racistas? Olha, eu acho que ela sofre de um sintoma de viver neste mundo, em uma indústria que é desenhada para beneficiar pessoas brancas”, continuou. A artista contou que seu primeiro contato com Michele em “Glee” já foi hostil. “Não houve nada de gradual nisso. Assim que ela decidiu que não gostava de mim, estava feito. Foi no dia em que gravei minha primeira performance que tudo começou”, lembrou. “Ela não falava comigo e me olhava torto, fazendo comentários maldosos baixinho… Era uma série de atitudes passivo agressivas, e só foi piorando”, contou. “Mas as ações dela não eram novas, eram algo comum. No dia em que eu resolvi falar com as pessoas sobre isso, elas deram de ombros e disseram: ‘Lea é assim'”. “Eu acho que isso, em si, é um problema, porque ninguém estava fazendo nada para mudar o que estava acontecendo. Era um ambiente que ajudava a perpetuar este tipo de abuso”, refletiu. Diante da repercussão de seus comentários, que fizeram mais pessoas que trabalharam com Lea Michele em “Glee” e outras séries se manifestarem contra o comportamento da atriz, Ware pretende se posicionar mais para ajudar as produções em que participa a incluir vozes diversas do jeito certo. “Não adianta colocar pessoas de cores diferentes na sala se você não as deixa falar, ou compartilhar suas ideias de algum jeito”, disse. “Existem muitos desequilíbrios de poder e estruturas que se tornaram inerentes da nossa indústria com os anos. Essas coisas precisam desmoronar. Todo mundo precisa se sentir ouvido e validado”, completou.
Jas Waters: Morte da roteirista de This Is Us foi suicídio
Poucas horas depois da comoção entre as equipes das séries “This Is Us” e “Kidding”, a morte da roteirista Jas Waters teve sua causa revelada pela polícia. O consultório médico legista do condado de Los Angeles afirmou na tarde desta quinta-feira (11/6) que Waters morreu em 9 de junho por enforcamento. Sua morte foi considerada suicídio. A notícia da morte de Waters tinha sido comunicada pela sala de roteirista de “This Is Us” e, posteriormente, de “Kidding”, duas séries em que ela trabalhou. foram confirmadas quarta-feira por “Toda a família #ThisIsUs ficou arrasada ao saber da passagem de Jas Waters”, dizia o comunicado original. “No nosso tempo juntos, Jas deixou sua marca em nós e em todo o show. Ela era uma contadora de histórias brilhante e uma força da natureza. Enviamos nossas mais profundas simpatias a seus entes queridos. Ela era uma de nós”. Leia mais sobre a carreira e a repercussão da morte da roteirista aqui.
Viggo Mortensen negocia estrelar novo filme do diretor de Green Book
O ator Viggo Mortensen negocia repetir sua recente parceria com o diretor Peter Farrelly, com quem filmou “Green Book”, vencedor do Oscar de Melhor Filme no ano passado. A informação é do site The Hollywood Reporter. Ainda sem título, o novo filme será um drama passado na Guerra do Vietnã, baseado no livro “The Greatest Beer Run Ever: A True Story of Friendship Stronger Than War”, de Joanna Molloy e John “Chickie” Donohue, com produção da Skydance Media. Assim como “Green Book”, trata-se de uma história supostamente real sobre o autor do livro, Donohue, que deixou Nova York em 1967 para ir ao Vietnã encontrar seus amigos de infância no exército, querendo apenas beber algumas cervejas com eles. A adaptação está sendo escrita por Brian Currie (co-roteirista de “Green Book”), Pete Jones (“Passe Livre”) e o próprio Farrelly. Ainda não há previsão para o começo das filmagens.
Mel Winkler (1941 – 2020)
O ator Mel Winkler, que apareceu em diversos filmes entre os anos 1970 e 1990 e se destacou como dublador, morreu nesta quinta-feira (11/6), pacificamente em seu sono de causas desconhecidas aos 78 anos. Nascido em St. Louis, Winkler chamou atenção de Hollywood após estrear na Broadway, na montagem de “A Grande Esperança Branca”, em 1968. No ano seguinte, ele virou o Dr. Simon Harris na novela diurna “The Doctors”, da NBC, fazendo sua transição para o cinema em 1972, no clássico “A Máfia Nunca Perdoa”. Ao longo da carreira, ele ainda apareceu nos filmes “A Chance” (1983), com Tom Cruise, “Policial por Acaso” (1986), com Judge Reinhold, “Dominick e Eugene” (1988), com Tom Hulce, Ray Liotta e Jamie Lee Curtis, “Dr. Hollywood: Uma Receita de Amor” (1991), com Michael J. Fox, “O Diabo Veste Azul (1995), com Denzel Washington, “City Hall: Conspiração no Alto Escalão” (1996), com Al Pacino, e “Por uma Vida Menos Ordinária” (1997), com Cameron Diaz e Ewan McGregor. Também apareceu em episódios de várias séries, incluindo o piloto de “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, em 1993, como o inspetor William Henderson, de Metropolis. O papel acabou sendo repetido em “Superman: A Série Animada”, lançando sua carreira como dublador em 1996. Em seguida, ele foi contratado para dar voz a Lucious Fox, famoso personagem dos quadrinhos de Batman, na animação “As Novas Aventuras do Batman”, e Johnny Snowman em “Oswalt”, do Cartoon Network. Seus últimos filmes foram “Coach Carter: Treino para a Vida” (2005), com Samuel L. Jackson, e o drama indie “The Disciple” (2008).
Jas Waters (1981 – 2020)
A roteirista Jas Waters faleceu na terça (9/6) aos 39 anos. A informação foi revelada por seus colegas da série “This Is Us”, na qual ela trabalhou entre 2017 e 2018. A equipe da produção expressou seu pesar pela morte de Waters em um post no Twitter, chamando-a de uma “brilhante contadora de histórias e uma força da natureza”. O criador da série, Dan Fogelman, acrescentou: “Jas era absolutamente brilhante e ainda tinha muitas histórias para contar. Ela deixou uma marca indelével em nosso programa e meu coração se parte por seus entes queridos”. Entre 2018 e 2020, ela também escreveu para “Kidding”, estrelada por Jim Carrey, e o criador desta série, Dave Holstein, também se pronunciou comovido. “Jas era uma voz única e… essa é uma perda devastadora para quem a conhecia e vivia sob sua luz. Uma das minhas frases favoritas dos roteiros dela está ressonando especialmente alto comigo: ‘Nossas cicatrizes não significam que estamos quebrados. Elas são a prova de que estamos curados'”. Waters nasceu em Evanston, Illinois, e cresceu em um lar de idosos, onde morava com os avós. Aos 20 e poucos, lançou seu próprio site e virou colunista da revista Vibe, o que a fez ser convidada para participar do programa de variedades “The Gossip Game”, da VH1, em 2013. Depois disso, virou roteirista, trabalhando nas séries “Hood Adjacent with James Davis”, do Comedy Central, e “The Breaks”, da VH1. Ela ganhou mais destaque como escritora da 2ª temporada de “This Is Us” e foi contratada como editora das histórias de “Kidding”, deixando sua marca em cada um dos episódios das duas temporadas da série. Atualização: Em pronunciamento na tarde desta quinta (11/6), a equipe médica legista de Los Angeles revelou que a causa da morte foi enforcamento e considerou o falecimento como suicídio. Leia mais aqui.












