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    Nelly Kaplan (1931 – 2020)

    12 de novembro de 2020 /

    A cineasta e escritora franco-argentina Nelly Kaplan, que levou surrealismo e sexualidade à nouvelle vague, faleceu nesta quinta (12/11) aos 89 anos, vítima da covid-19, em um hospital de Genebra. Kaplan tinha viajado à Suíça para acompanhar seu companheiro, o ator e produtor Claude Makowski, que faleceu em agosto em consequência do mal de Parkinson. Desde então, permanecia em uma casa de repouso no país, onde contraiu o coronavírus. Nascida em Buenos Aires em 1931, numa família de judeus russos, ela se mudou para a França aos 22 anos, onde começou a colaborar com o famoso e veterano diretor Abel Gance (“Napoleon”). Ela foi assistente de Gance em vários projetos, incluindo “Austerlitz” (1960), e também o transformou em tema de um de seus primeiros filmes, um curta documental de 1963, além de um programa de TV em 1984. Ela fez uma série de curtas documentais sobre artistas renomados nos anos 1960, chegando a ganhar um prêmio no Festival de Veneza por “Le Regard Picasso” (1967), sobre Pablo Picasso. Paralelamente, começou a escrever ficções eróticas “anarco-feministas”, inicialmente sob pseudônimo, e que causaram tanto alvoroço que acabaram censuradas. Também desenvolveu trabalhos de jornalismo, crítica e teoria do cinema, enquanto a nouvelle vague começava a sacudir o cinema francês. Mas embora seus filmes se encaixassem confortavelmente nos parâmetros do movimento – são engraçados, sexy e politizados – , ela sempre adicionou um toque de surrealismo que os diferenciava. Kaplan ficou famosa com “A Noiva do Pirata”, exibido no Festival de Veneza de 1969. Cult idolatrado pelos cinéfilos de todo mundo, seu primeiro longa estabeleceu sua ambição como diretora e continua, ainda hoje, a ser o filme pelo qual é mais lembrada. A “história de uma bruxa dos tempos modernos”, nas palavras da realizadora, trazia Bernadette Lafont no papel de uma órfã que se vinga da aldeia mesquinha onde sua mãe foi explorada. O filme foi quase banido dos cinemas porque a personagem principal – uma prostituta empoderada – não era punida por suas escolhas. A própria Kaplan lutou contra os censores e acabou aceitando uma classificação para maiores de 18 anos que permitiu que a produção fosse lançada. Sua filmografia cresceu com “Papa les P’tits Bateaux” (1971), “Néa” (1976), “Charles e Lucie” (1979), “Plaisir d’amour” (1991), e o telefilme “Pattes de Velours” (1987). À exceção da comédia de 1979, eram celebrações da sensualidade feminina. Ela também escreveu roteiros para vários projetos do cineasta Jean Chapot (1930–1998), encerrando a carreira com uma minissérie póstuma do diretor, em 1999. Amante de escritores, como o surrealista André Breton, a cineasta teve em Claude Makowski um companheiro para toda a vida. Cinéfilo militante, ele ajudou a escrever, produziu e atuou na maioria de seus filmes, desde o célebre “A Noiva do Pirata”. Nelly Kaplan morreu três meses depois de seu funeral.

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  • Etc

    WarnerMedia promove centenas de demissões

    12 de novembro de 2020 /

    A WarnerMedia promoveu uma grande leva de demissões nesta semana. A largada começou com um e-mail do CEO Jason Kilar aos funcionários na manhã de terça (11/11), reconhecendo que o processo era “doloroso”, mas também uma etapa “crítica” na evolução da empresa, que virou uma divisão de entretenimento da AT&T após ser comprada pela companhia de telecomunicações. A Warner sofreu várias reduções de pessoal desde a aquisição de 2018, mas a tendência ganhou maior ênfase neste semestre atual, conforme a AT&T busca reorganizar seus negócios. Historicamente, as três unidades principais da companhia – HBO, Warner Bros e Turner – operavam principalmente como grupos autônomos. Agora, a palavra de ordem é sinergia, com equipes sendo mescladas pela primeira vez em décadas e muitas posições eliminadas no processo. O objetivo é reduzir uma dívida nada desprezível de US$ 151 bilhões, que disparou com a falta de receitas de cinema durante a pandemia de coronavírus e o investimento pesado no lançamento da plataforma HBO Max. Com cinemas fechados e empresas anunciando menos na TV, as demissões levaram em conta a nova realidade da companhia, que passa realmente por priorizar o streaming. A AT&T imagina reduzir entre 20% e 30% dos custos operacionais da WarnerMedia com a nova rodada de demissões, que inclui figurões e promove uma devassa no marketing da empresa. Entre os demitidos, estão Scott Rowe, vice-presidente de marketing da Warner Bros Television, que passou 27 anos na companhia, JP Richards, co-presidente de marketing do estúdio cinematográfico Warner Bros, e Jim Gallagher, vice-presidente de marketing do departamento de animações e filmes infantis. O departamento de recursos humanos da WarnerMedia não revelou números, mas a imprensa americana acredita que centenas de funcionários foram dispensados. Fontes do site Deadline revelaram que o CEO da companhia se dirigiu aos remanescentes numa videoconferência, na tarde de quarta (11/11), visando levantar a moral com um discurso de que, após os cortes, a WarnerMedia se posicionou para vencer no mercado. “Se tivermos convicção e coragem, seremos maiores do que a empresa jamais foi”, disse ele. Jason Kilar voltou a enfatizar a importância da HBO Max para o futuro da empresa, reiterando que “dizer que essa área é importante para nós é um eufemismo”, e confirmou os planos de expansão internacional para o streaming – sem fornecer detalhes. Embora o ritmo de demissões tenha estacionado nos EUA, após esta semana agitada, elas mal começaram no exterior, onde a empresa também passará por grande reformulação para lançar sua plataforma.

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  • Etc

    Casal de The Good Doctor testa positivo para covid-19

    11 de novembro de 2020 /

    O ator Richard Schiff, intérprete do Dr. Aaron Glassman em “The Good Doctor”, anunciou na terça-feira (10/11) que ele e a esposa, Sheila Kelley, testaram positivo para covid-19. Kelley também co-estrela a série médica da rede americana ABC como a barista Debbie Wexler, que recentemente se casou com o Dr. Glassman. Na vida real, os dois são casados há 31 anos. “No dia da eleição, testei positivo para Covid-19”, revelou Schiff no Twitter. “Esta tem sido a semana mais bizarra de nossas vidas. Sheila Kelley também é positiva. Isso é difícil. Estamos determinados a encontrar um caminho para a saúde novamente. Torcemos por todos que estão lutando contra isso.” Em uma postagem subsequente no Instagram, Kelley contou um pouco mais sobre a situação atual do casal. “Estamos em quarentena em nossa casa em Vancouver, nos recuperando”, ela compartilhou. “Este vírus é uma desgraça escorregadia. Num minuto você se sente quase bem e no seguinte não consegue recuperar o fôlego. Os sintomas mudam radicalmente diariamente, mesmo a cada hora. ” De acordo com uma fonte da série, ouvida pelo site TVLine, a programação das gravações de “The Good Doctor” foi ajustada para acomodar a licença temporária de Schiff e não houve impacto perceptível na produção dos episódios. A série médica retornou à TV americana em 2 de novembro, com os primeiros episódios de sua 4ª temporada abordando justamente a “linha de frente” do combate à pandemia de coronavírus. “The Good Doctor” é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Sony e pela plataforma Globoplay. On Election Day I tested positive for Covid-19. This has been the most bizarre week of our lives. @thesheilakelley is also positive. This is tough. We are determined to find a way to health again. We root for everyone out there who are struggling with this thing. Love from here. — Richard Schiff (@Richard_Schiff) November 10, 2020 Ver essa foto no Instagram Richard and I have some news. We have both tested positive for COVID-19. We‘re quarantined in our home in Vancouver, recovering. This virus is a slippery sucker. One minute you feel almost fine and the next you can’t catch your breath. Symptoms change radically daily even hourly. I am grateful for @s.factor.official embodiment practice as it tunes me deeply into my body. It is helping me cope from minute to minute. For those of you who do not have this virus stay healthy keep practicing physical distancing. If you have Covid we’re in this together. Breath deeply. Breath slowly. Breath fully. We will get through this together. Uma publicação compartilhada por Sheila Kelley (@sheilakelleys) em 10 de Nov, 2020 às 1:49 PST

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  • Etc,  Filme

    John Fraser (1931 – 2020)

    11 de novembro de 2020 /

    O ator escocês John Fraser, que se destacou no cinema britânico dos anos 1960, morreu em 7 de novembro após uma longa batalha contra o câncer, aos 89 anos de idade. Fraser tinha decidido que não faria quimioterapia e foi encontrado já inconsciente por sua parceira, a artista Rodney Pienaar, mas a família só tornou sua morte pública nesta quarta (11/11). Com mais de 70 créditos como ator ao longo da carreira, ele começou como figurante no clássico de guerra “Ratos do Deserto” (1954), de Robert Wise, e progrediu nos anos seguintes para pequenos papéis em outros exemplares famoso do gênero, vivendo aviadores em “Labaredas do Inferno” (1955), de Michael Anderson, e “O Vento Não Sabe Ler” (1958), de Ralph Thomas. Sua carreira deu um salto de qualidade em 1960, após encarnar Bosie (Lord Alfred Douglas, filho do Marquês de Queensberry) no filme “Os Crimes de Oscar Wilde”, de Ken Hughes, em que contracenou com Peter Finch (que foi o vencedor do BAFTA daquele ano pelo papel do célebre dramaturgo irlandês). Poucos meses depois, voltou a se destacar como um oficial em outro drama de guerra, “Glória Sem Mácula” (1960), de Ronald Neame, ao lado dos monumentais Alec Guinness e John Mills (que venceu a Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza pelo filme). Sua carreira de coadjuvante ilustre se estendeu a outros filmes marcantes da época, como a aventura “El Cid” (1961), de Anthony Mann, a comédia “A Valsa dos Toureadores” (1962), de John Guillermin, que foi estrelada por Peter Sellers, e o icônico thriller “Repulsa ao Sexo” (1965), de Roman Polanski. Em 1965, teve seu maior destaque cinematográfico em “Névoas do Terror” (1965), considerado um dos melhores filmes do famoso detetive Sherlock Holmes, no papel de Lord Carfax, o aristocrata britânico que seria Jack, o Estripador. Em seguida, voltou a trabalhar com Michael Anderson em novo thriller de guerra, “Operação Crossbow” (1965), juntando-se a Sophia Loren e George Peppard. Também teve proeminência em “Isadora” (1968), como o secretário para quem a dançarina Isadora Duncan, vivida por Vanessa Redgrave, ditava suas memórias (e a trama). Mas a partir daí passou a aparecer mais na TV que no cinema, com participações na atração americana “Columbo” (em 1972) e num arco de três episódios de “Doctor Who” (em 1981). Sua ligação com Sherlock Holmes também foi explorada em outros projetos, como a série “The Rivals of Sherlock Holmes” (em 1971) e a minissérie “Young Sherlock: The Mystery of the Manor House” (1982). O ator ainda participou de “Scarlett”, minissérie de 1994 que continuava a famosa história de “…E o Vento Levou”, antes de abandonar as telas em 1996, após um episódio da antologia “Screen One”.

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    Cadu Barcellos (1986 – 2020)

    11 de novembro de 2020 /

    Morto a facadas durante um assalto, na madrugada desta quarta-feira (11/11), o diretor Cadu Barcellos, de 34 anos, era um exemplo de superação para a juventude das comunidades pobres do Rio Aos 23, ele foi um dos cinco jovens cineastas aspirantes selecionados para dirigir episódios da antologia “5x Favela, Agora por Nós Mesmos” em 2009. O filme era uma atualização da antologia clássica do Cinema Novo “Cinco Vezes Favela”, originalmente dirigida por diretores iniciantes que se transformaram em grandes cineastas brasileiros. Cacá Diegues, que estreou em longa no filme de 1962, foi o produtor do projeto, que inclui apenas equipes de comunidades pobres, registrando seus cotidianos. Ele já trabalhava no setor audiovisual antes de ser “descoberto”, produzindo vídeos independentes desde a adolescência. Com 17 anos, já participava de cursos de internet e audiovisual em ONGs do Rio. Formado pela Escola Popular de Comunicação Critica (ESPOCC), projeto do Observatório de Favelas, virou oficialmente diretor aos 20 com o curta-metragem “Feira da Teixeira” (2006). No ano seguinte, assinou o programa “Crônicas da Cidade”, do Canal Futura. Barcellos foi selecionado por Diegues pela experiência precoce e por se destacar em oficinas dedicadas ao cinema nas comunidades do Rio de Janeiro. O diretor afirmou ao jornal O Globo que Cadu foi um de seus melhores alunos. “Quando nós resolvemos produzir ‘5x Favela, Agora por Nós Mesmos’ apenas com moradores de favela, um dos destaques que nós tivemos logo foi o Cadu Barcellos. Ele era tão inteligente, tão bem-humorado, tão talentoso, que nós demos a ele um dos episódios”, disse Diegues ao Globo. “Isso me deixa muito mal por ele, que foi uma pessoa que conheci muito, que foi muito meu amigo, como também pelo Rio de Janeiro que tá uma cidade impossível de se viver”, afirmou. Após “5x Favela” ser exibido no Festival de Cannes e ganhar o prêmio do público no Festival de Paulínia, o jovem deu sequência à carreira de diretor e roteirista com a série “Mais X Favela”. Ele escreveu 13 episódios e dirigiu três capítulos das duas temporadas da atração, exibida entre 2011 e 2014 no Multishow. Também escreveu e dirigiu o documentário “5x Pacificação” (2012) sobre a implementação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros do Rio, participou do roteiro de “Favela Gay” (2014) e foi diretor assistente de “Rio de Fé” (2013), documentário assinado por Cacá Diegues. Paralelamente, ajudou a lançar o Maré Vive, um canal de mídia comunitária feito de forma colaborativa por moradores do Complexo da Maré, e coordenou o projeto Jpeg, na ONG Promundo, em que liderava um grupo de jovens que promovia ações ligadas à saúde e à igualdade de gênero. Também foi dançarino e participou do Corpo de Dança da Maré, dirigido pelo coreógrafo Ivaldo Bertazzo, com espetáculos que rodaram o país, nos quais dançou por três anos. Em 2020, o profissional multitalentoso entrou para a equipe do Porta dos Fundos. Ele foi contratado como assistente de direção do programa “Greg News”, apresentado por Gregorio Duvivier e exibido pela HBO. Em seu perfil no Twitter, Duvivier afirmou que Barcellos era uma das melhores pessoas que já conheceu. “Um ser humano bom. Brilhante. Família. A morte do Cadu Barcellos deixa um buraco do tamanho do mundo.” Em nota, a equipe do Porta dos Fundos também ressaltou o talento do cineasta e disse que espera por justiça. “Hoje, nós do Porta dos Fundos acordamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de Cadu Barcellos, um profissional amável, gentil, talentoso e dedicado, que trabalhou com a gente como assistente de direção na temporada de 2020 do programa “Greg News” (HBO). Aguardamos a apuração dessa tragédia e esperamos pela justiça, cientes de que nada pode reparar a perda da vida de uma pessoa tão jovem e querida.” O cineasta deixa a esposa e um filho de dois anos.

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    Cineasta Cadu Barcellos é assassinado à facadas no Rio

    11 de novembro de 2020 /

    O cineasta Cadu Barcellos, de 34 anos, foi morto a facadas no centro do Rio, na madrugada desta quarta-feira (11/11). O crime aconteceu na Avenida Presidente Vargas, esquina com a Rua Uruguaiana. Ele estava no local após deixar a Pedra do Sal, no Santo Cristo, com uma amiga, que seguia para a Zona Sul em um carro de aplicativo. O assassinato aconteceu por volta das 3h30 em uma suposta tentativa de assalto. Ele chegou a ser visto gritando por socorro, mas não resistiu, tendo morrido ao caminhar alguns metros e cair. Policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) foram acionados, mas já o encontraram no chão. Desde os 17 anos no setor audiovisual, ele trabalhava na produtora Porta dos Fundos, no programa “Greg News” e dirigiu um curta da antologia “5x Favela, Agora por Nós Mesmos”, exibida no Festival de Cannes em 2010 (clique aqui para saber mais sobre a carreira e os multitalentos de Barcellos). Segundo o amigo William Oliveira, “Cadu foi assassinado possivelmente por conta de um celular, um Riocard e um punhado de reais”. O cineasta deixa a esposa e um filho de dois anos.

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    Festival Mix Brasil começa edição virtual de 2020

    11 de novembro de 2020 /

    O 28° Festival Mix Brasil começa nesta quarta (11/11) uma edição verdadeiramente mista, parte presencial e parte virtual, com várias atrações dedicadas à cultura LGBTQIA+. A programação, que se estende até o dia 22 de novembro, terá algumas sessões de cinema no CineSesc, espetáculos teatrais no Centro Cultural da Diversidade e exposição em diversos Centros Culturais de São Paulo. Mas a boa notícia para quem não mora em São Paulo ou ainda tem receio de ir ao cinema/teatro devido ao coronavírus, é que os organizadores mantém a tendência do período da pandemia, priorizando a oferta de acesso online e gratuito para a maioria de suas atividades. Apesar de abrir espaço para espetáculos teatrais, literatura e shows, o forte do Mix Brasil sempre foi sua seleção cinematográfica e a edição de 2020 traz 101 filmes de 24 países. A cerimônia de abertura será online, com um pocket show da cantora Linn da Quebrada e exibição do premiado filme argentino “As Mil e Uma” de Clarisa Navas, inédito no Brasil e selecionado para a seção Panorama do festival de Berlim. O longa será disponibilizado na plataforma do Festival logo após o show ao vivo, marcado para as 20h. A lista caprichada de filmes do evento contém muitos títulos com passagem nos grandes festivais europeus, e é de dar inveja na Mostra de São Paulo. Entre os destaques internacionais, todos inéditos no Brasil, incluem-se “Verão de 85”, do premiado cineasta francês François Ozon, “The World to Come”, de Mona Fastvold, que destaca a atriz Vanessa Kirby (“The Crown”) e venceu o Queer Lion no recente Festival de Veneza, “I Carry You With Me”, de Heidi Ewing, vencedor do prêmio do público em Sundance, “Saint-Narcisse” do enfant-terrible canadense Bruce LaBruce; “Língua Franca”, de Isabel Sandoval, melhor filme do Queer Lisboa deste ano, “Suk Suk”, Ray Yeung, que retrata a comunidade queer de Hong Kong, “A Cidade Era Nossa”, de Netty van Hoorn, documentário sobre o movimento lésbico holandês nos anos 1970, além de “Shiva Baby”, “Cured”, “A Morte Virá e Levará Seus Olhos” e muitos outros. Já a Mostra Competitiva de filmes nacionais reúne nove títulos: “A Torre”, de Sérgio Borges, “Alfabeto Sexual”, de André Medeiros Martins, “Limiar”, de Coraci Ruiz, “Mães do Derick” de Dê Kelm, “Valentina”, de Cássio Pereira Dos Santos, “Vento Seco”, de Daniel Nolasco, “Vil, Má”, de Gustavo Vinagre, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, e “Meu Nome É Bagdá” de Caru Alves de Souza, que foi premiado no Festival de Berlim deste ano. Toda a programação online do 28º Festival Mix Brasil poderá ser acessada gratuitamente pelo endereço mixbrasil.org.br e pelas plataformas digitais InnSaei (innsaei.tv), Sesc Digital (sesc.digital), Spcine Play (spcineplay.com.br/) e YouTube (https://www.youtube.com/user/fmixbrasil), onde acontecerão bate-papos virtuais. O acesso a alguns filmes será limitado e outros serão exibidos apenas em sessões presenciais (consulte a programação).

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  • Etc

    Jonathan Rhys Meyers é preso após sofrer acidente de carro embriagado

    10 de novembro de 2020 /

    Jonathan Rhys Meyers foi preso no domingo por dirigir alcoolizado, após sofrer um pequeno acidente de carro em Malibu, Califórnia. Os policiais que atenderam a ocorrência administraram um teste de sobriedade, no qual ele falhou, e o ator foi preso por contravenção – dirigir sob influência alcoólica. Ele já foi libertado da custódia, disse um porta-voz do Departamento do Xerife de Los Angeles. Conhecido por papéis em “Velvet Goldmine”, “Missão: Impossível III”, “Ponto Final: Match Point” e as séries “The Tudors”, “Dracula” e “Vikings”, o ator irlandês de 43 anos há muito luta contra o álcool. Meyers tem sido franco sobre o assunto, falando abertamente sobre o tempo que passou em reabilitação, numa jornada que começou há mais de 13 anos, e sobre o fato de já ter se internado em três clínicas diferentes num mesmo ano. O ator já chegou a ter problemas com autoridades policiais por causa da bebida. Em 2009, ele acabou detido durante um incidente de embriaguez no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. No ano seguinte, foi banido para sempre da United Airlines após ser “beligerante” enquanto embriagado no Aeroporto John F. Kennedy de Nova York. Em 2018, foi detido novamente no Aeroporto Internacional de Los Angeles, após uma “altercação verbal” com sua esposa, Mara Lane, enquanto viajavam para casa após um tratamento holístico para problemas de raiva.

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  • Etc

    Cena de Borat 2 pode fazer Alexa comprar brinquedos sexuais

    9 de novembro de 2020 /

    O filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte” teria feito a Alexa, assistente virtual da Amazon, comprar brinquedos sexuais durante sua exibição. A denúncia foi feita pela inglesa Katie Brown, de 26 anos, mas a empresa rebate a versão da jovem. Segundo a queixa de Brown, a Alexa estava ao lado da TV enquanto seu irmão, Bobby Harry Brown, assistia ao filme do personagem do ator Sacha Baron Cohen. Durante uma cena do longa, Borat tenta encomendar com a Alexa três lanternas, mas acaba comprando na verdade três brinquedos eróticos de borracha. A jovem afirmou que foi alertada por seu irmão que a assistente virtual fez as mesmas compras no valor de 107 libras durante a exibição da cena. De acordo com o jornal The Sun, Katie Brown recebeu reembolso ao fazer a queixa e configurou sua Alexa para que não faça mais pedidos automaticamente. “Meu conselho é: Não coloque sua Alexa perto da televisão. É uma lição aprendida”, disse a britânica para a publicação. A história pouco comum e com jeito de piada foi rebatida pela Amazon, que disse que a Alexa não tem capacidade de comprar produtos de imediato. “Quando os clientes fazem pedidos usando Alexa, o item não é comprado automaticamente, mas adicionado ao seu carrinho de compras”, disse a empresa, em comunicado. “Nossa política não permite que itens de conteúdo adulto sejam comprados no Reino Unido usando Alexa. Nós investigamos essa alegação e não fomos capazes de reportar esse comportamento. Além disso, a Alexa pedirá confirmação quando um cliente solicitar a compra de um item”, completou a Amazon. Um detalhe curioso dessa história é que, para promover o filme, a Amazon recentemente atualizou a Alexa com um comando chamado “Borat Assistant”, que permite interação com o personagem de Cohen, com direito a conselhos. Será que ele faz compras?

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  • Etc,  Série

    Bert Belasco (1982 – 2020)

    9 de novembro de 2020 /

    O ator Bert Belasco, mais conhecido por seus papéis nas séries “Let’s Stay Together” e “Pitch”, foi encontrado morto no domingo (8/11) em um hotel na Virgínia aos 38 anos. Os funcionários do hotel o acharam já falecido com sangue nos lençóis, de acordo com o site TMZ. O ator estava na Virgínia para um filme que iria estrelar. A família aguarda os resultados da autópsia antes de anunciar a causa oficial da morte, mas haveria sinais de que o ator morreu de aneurisma, assim como aconteceu recentemente com Tom Veiga, o intérprete do Louro José. Em “Let’s Stay Together”, Belasco viveu Charles, formando com a atriz Nadine Ellis o casal principal que batizava a atração. A série durou quatro temporadas no canal pago americano BET, entre 2011 e 2014. Ele também participou do elenco de “Pitch” em 2016 e “I’m Dying Up Here” em 2018, além de ter feito diversas aparições em episódios de séries como “The Mick”, “Key and Peele”, “House”, “NCIS: New Orleans”, “Justified”, “Superstore” e muitas mais.

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  • Etc,  Série

    Ken Spears (1938 – 2020)

    9 de novembro de 2020 /

    O veterano roteirista-produtor Ken Spears, co-criador do adorado personagem “Scooby-Doo” com o também recentemente falecido Joe Ruby, morreu na sexta-feira (6/11) aos 82 anos, de complicações relacionadas à demência corporal de Lewy. “Ken será para sempre lembrado por sua inteligência, sua narrativa, sua lealdade à família e sua forte ética de trabalho”, diz seu filho, Kevin Spears. “Ele não deixou só uma impressão duradoura em sua família, mas tocou a vida de muitos como co-criador de ‘Scooby-Doo’. Ken tem sido um modelo para nós ao longo de sua vida e ele continuará a viver em nossos corações”. Nascido Charles Kenneth Spears em 12 de março de 1938, o artista cresceu em Los Angeles, Califórnia, onde se tornou amigo do filho do produtor de animação William Hanna. Spears foi posteriormente contratada na empresa de Hanna, a famosa Hanna-Barbera Productions em 1959 como editor de som. Enquanto trabalhava no departamento de edição, conheceu Joe Ruby, e os dois iniciaram uma parceria frutífera como autores de diversas histórias de desenhos clássicos. Juntos, eles escreveram episódios e criaram personagens para a Hanna-Barbera, Sid e Marty Krofft Television Productions e DePatie-Freleng Enterprises. Spears e Ruby criaram séries clássicas como “Scooby-Doo, Cadê Você!”, “Dinamite, o Bionicão”, “Capitão Caverna e as Panterinhas” e “Tutubarão” para a Hanna-Barbera, além de “Os Caretas”, “Os Cometas” e “Missão Quase Imprevisível” para a DePatie-Freleng. Além disso, Spears também foi consultor da adaptação animada de “Planeta dos Macacos”, que virou um desenho cultuado pelos fãs dos filmes em 1974. Os desenhos da dupla fizeram tanto sucesso que Fred Silverman, presidente de programação infantil da CBS, contratou-os no início dos anos 1970 para supervisionar a programação infantil das manhãs de sábado do canal, e quando Silverman se mudou para a ABC, levou-os juntos. Em 1977, Spears e Ruby criaram seu próprio estúdio, Ruby-Spears Productions, pelo qual produziram várias séries de animação, incluindo “Superman”, “Alvin e os Esquilos”, “Bicudo, o Lobisomem”, “Mister T”, “O Homem Elástico” e “Thundarr, o Bárbaro”, entre outros. Em 1981, a Ruby-Spears Productions foi comprada pela Taft Entertainment, a empresa-mãe da Hanna-Barbera, e dez anos depois o catálogo foi vendido, junto com a Hanna-Barbera, para a Turner Broadcasting, que atualmente integra a WarnerMedia. Spears morreu pouco mais de dois meses após seu grande parceiro Ruby, falecido em 26 de agosto passado.

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    Ryan Reynolds quer transformar time da 5ª divisão britânica em “força global” do futebol

    8 de novembro de 2020 /

    O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) criou uma empresa com o colega Rob McElhenney (criador da série “Is Always Sunny in Philadelphia”) para oficializar uma proposta de compra do time de futebol local da cidade galesa de Wrexham, que joga na 5ª divisão do campeonato britânico. Administrado por um fundo criado por torcedores desde 2011, o time chamou atenção dos atores, que viram nele uma possibilidade de investimento. Após negociações iniciais, os dois puderam apresentar suas visões para o Wrexham AFC neste domingo (8/11), numa reunião por videoconferência com os sócios pelo fundo, prometendo investir US$ 2,6 milhões para começar, com o objetivo de transformar o time numa “força global” do futebol. “Este é o terceiro clube mais antigo do planeta e não vemos por que não pode ter um apelo global”, disse Reynolds, ao defender a proposta. “Queremos que o Wrexham seja uma força global.” A dupla, que criou a empresa RR McReynolds para o projeto, fez uma declaração de compromisso, prometendo, entre outras coisas, “sempre vencer” o arquirrival local do time, o Chester. Eles também juraram proteger “os valores, tradições e legado” do Wrexham AFC. “Entendemos e respeitamos a intensa lealdade e amor por este clube e como ele está inserido na estrutura da cidade [de Wrexham] e seus torcedores”, disseram. Ao mesmo tempo, afirmaram que usarão todos os seus recursos “para aumentar a exposição do clube” e atingir aquilo que os torcedores “mais desejam para o seu clube, que é … vencer, vencer, vencer.” Reynolds ainda acrescentou: “Nossa intenção é nos tornarmos parte da história do Wrexham, em vez do Wrexham se tornar parte de nossa história.” Mais de 2 mil membros do fundo de torcedores podem votar para decidir o futuro do clube, mas que o negócio seja feito 75% devem votar a favor até domingo que vem (15/11). O clube do norte do País de Gales foi formado em 1864 e joga na 5ª divisão do futebol britânico desde seu rebaixamento na English Football League em 2008. Caso o negócio seja finalizado, Reynolds será o segundo astro de Hollywood a ter um tipo de futebol galês. Em 2016, a atriz Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) integrou um consórcio americano que adquiriu o controle acionário do time de Swansea City.

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    Diretor francês é demitido de filmagem após denúncia de abuso

    8 de novembro de 2020 /

    O diretor francês David Moreau (“A Visão do Mal”) foi acusado de agressão sexual por um membro da equipe de seu novo filme, “King”, que terminou as filmagens em 9 de outubro. A mulher que fez a acusação não teve seu nome divulgado, mas a produtora Didar Domehri (“Elefante Branco”) confirmou os fatos nesta semana para o jornal Le Parisien. Assim que ela soube da acusação, tomou uma medida drástica, raramente vista no meio cinematográfico, demitindo o diretor. A reta final de filmagens foi comandada pelo diretor de fotografia Antoine Sanier. “Busquei ouvir todos para tentar entender a situação. Era importante que todos fossem ouvidos. Para preservar a [paz] na filmagem, decidimos agir rápido, respeitando a presunção de inocência”, disse a produtora ao Le Parisien. Uma investigação preliminar sobre a acusação já foi iniciada pelos promotores de Montpellier, no sul da França, onde a agressão sexual teria acontecido entre os dias 12 e 13 de setembro, durante as horas de folga da produção. A vítima do alegado abuso decidiu abandonar a produção na data em que revelou a agressão, enquanto Moreau foi afastado na semana seguinte. Um membro da equipe de filmagens disse ao Le Parisien que a produtora “reagiu com muita coragem, pois não fez vista grossa ao incidente e ouviu a todos”. E acrescentou: “Há cinco anos, David Moreau não teria sido descartado… ” Moreau ficou conhecido por dirigir filmes de terror, como “A Visão do Mal” (2008), remake do terror asiático “The Eye: A Herança” estrelado por Jessica Alba, e “Eles” (2006). Seus filmes mais recentes vinham buscando um público mais jovem, como a comédia romântica “20 Anos + Jovem” (2013) e a fantasia juvenil “Seuls” (2017). “King” seria seu filme de maior orçamento, uma produção infantil da Pathé de 15 milhões de euros sobre uma menina que resgata um filhote de leão de traficantes de animais e decide levá-lo de volta à África. O elenco inclui Gérard Darmon (“Asterix e Obelix: Missão Cleópatra”), Thibault de Montalembert (“O Rei”) e Eye Haïdara (“Assim é a Vida”). O roteiro foi co-escrito pelo próprio David Moreau, mas ele também foi afastado da pós-produção. Todas essas decisões foram tomadas em consulta com os co-produtores do filme, e em particular com a Pathé. A indústria cinematográfica francesa demorou a abraçar o movimento #MeToo e só começou a levar alegações de abuso a sério há cerca de um ano, após denúncias feitas por Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), uma das atrizes mais respeitadas do país, que acusou o diretor Christophe Ruggia de tê-la assediado sexualmente em sua estreia, “Les Diables”, quando ela tinha 12 anos. Recentemente, todas as filmagens na França são obrigadas a incluir um conselheiro no local para prevenir a má conduta sexual. O Centro Nacional de Cinema (CNC) da França também lançou no mês passado um workshop para produtores que trabalham nas indústrias de cinema, TV e videogame para combater o assédio sexual. No futuro, os produtores precisarão ter concluído o workshop e cumprido outros requisitos, como a nomeação de um conselheiro no set de filmagens, para terem direito aos subsídios do CNC.

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