Paramount+ reúne principais personagens em vídeo do Super Bowl
A Paramount+ divulgou o primeiro comercial de seu serviço de streaming durante o intervalo do Super Bowl 2021, a final do campeonato americano de futebol, que foi ao ar na noite de domingo (7/2) nos EUA. O vídeo mostra Patrick Stewart (da série “Star Trek: Picard”) em traje de gala, recebendo alpinistas famosos no topo do monte Paramount para revelar que os convidou a escalar a montanha porque agora todos moram lá. As imagens incluem, entre outros, o casal clássico (e em preto e branco) Lucy e Ricky Ricardo (de “I Love Lucy”), os capitães Michael Burnham (de “Star Trek: Discovery”) e Christopher Pike (da vindoura “Star Trek: Strange New Worlds”), o Sr. Spock (também de “Strange New Worlds”), a advogada Diane Lockhart (de “The Good Fight”), os policiais Daniel “Hondo” Harrelson (de “SWAT”) e Frank Reagan (“Blue Bloods”), o Jovem Sheldon, os apresentadores de talk show Stephen Colbert e James Corden, os apresentadores de reality show Jeff Probst e RuPaul, o jurado de reality show DJ Khaled, os desenhos Dora, a Aventureira, Bob Esponja, Patrulha Canina, Leonardo das Tartarugas Ninja e Beavis & Butt-head, além de uma personagem que deixa todos nervosos, Samara (a criatura de “O Chamado”). A variedade de personagens serve para demonstrar a abrangência da plataforma, que vai exibir os programas do conglomerado ViacomCBS e até recentemente era conhecida nos EUA como CBS All Access. A mudança de nome vai acontecer em 4 de março.
Patricia Healey (1936 – 2021)
A atriz britânica Patricia Healey, que apareceu em diversas séries do Reino Unido, morreu na quinta-feira (3/2), aos 85 anos, de complicações relacionadas à covid-19. Seu marido, o cantor Engelbert Humperdinck, anunciou o falecimento nas redes sociais, dizendo que estava “com o coração partido pela perda de minha querida esposa”, que morreu “cercada por nossos filhos”. Healey enfrentou a doença de Alzheimer por mais de uma década, contou Humperdinck. “Seus cuidadores de longa data amorosamente ajudaram a tornar sua transição mais fácil para todos nós”, ele escreveu, acrescentando que a batalha de sua esposa contra o Alzheimer “foi corajosa desde o início”. Entretanto, no final de janeiro, Humperdinck revelou que ele, Patricia, seu filho Jason e dois de seus cuidadores haviam testado positivo para o novo coronavírus. Apenas a atriz não conseguiu se recuperar. Ela teve uma carreira constante na TV britânica, aparecendo em séries de 1954 a 1980. Mas nunca teve um papel fixo. Também foram poucas as participações cinematográficas, que aconteceram em três filmes: como protagonista no surreal “The White Bus” (1967) e figurante em “Um Homem de Sorte” (1973) e “Hospital dos Malucos” (1982). Seu último trabalho foi na minissérie “Middlemarch” em 1994, após um hiato de 12 anos sem aparecer nas telas. A atriz era casada com Engelbert Humperdinck desde 18 de abril de 1964 e eles tiveram quatro filhos.
Cheer: Série documental esportiva da Netflix vira caso de polícia
A série documental “Cheer”, sobre os bastidores do universo de competições de cheerleaders, virou uma coleção de boletins de ocorrência policial. Cinco meses após Jeremiah “Jerry” Harris, um dos rostos mais conhecidos da série lançada no início do ano passado pela Netflix, ser preso e indiciado por produzir pornografia infantil, mais dois ginastas destacados na produção foram detidos pela polícia dos EUA. O atleta Mitchell Ryan foi preso pela polícia de Dallas por “assédio sexual grave” contra um menor, supostamente cometido em 24 de julho do ano passado, e Robert Joseph Scianna, técnico, coreógrafo e bicampeão do mundial das competições de líderes de torcida, foi detido no estado da Virgínia após tentar convencer um adolescente a manter relações sexuais com ele, por meio de conversas na internet. Segundo a polícia local, Ryan ficou menos de 24 horas preso, sendo liberado depois de pagar uma fiança de US$ 50 mil. Já Scianna continua em prisão provisória sem possibilidade de fiança. Depois dessa sucessão de escândalos, dificilmente a série terá 2ª temporada. A menos que vire série criminal. Para complicar ainda mais, o próximo campeonato nacional de cheerleaders foi adiado por causa da pandemia e não tem previsão para ser realizado.
Donald Trump é barrado por toda a vida do Sindicato dos Atores
Não adiantou Donald Trump pedir sua desfiliação do Sindicato dos Atores dos EUA para evitar ser expulso. O conselho do SAG-AFTRA aprovou neste sábado (7/2) uma resolução que o impede de voltar ou tentar qualquer tipo de filiação por toda a vida. O conselho tomou sua decisão após os integrantes do sindicato votarem “esmagadoramente” a favor da abertura de um processo por violação da Constituição por Trump. A medida refletiu o repúdio nacional contra o ataque ao Capitólio perpetrado em 6 de janeiro por apoiadores e fãs do ex-apresentador do reality show “O Aprendiz”. A resolução final cita as mesmas preocupações que motivaram as acusações disciplinares iniciais, notadamente seu antagonismo em relação aos jornalistas filiados ao sindicato e o desrespeito pelos valores e a integridade exigida pelo sindicato. “Impedir que Donald Trump volte a juntar-se ao SAG-AFTRA é mais do que um passo simbólico”, disse a presidente da entidade, Gabrielle Carteris, em comunicado. “É uma declaração retumbante que ameaçar ou incitar danos contra outros membros não será tolerado. Um ataque contra um é um ataque contra todos.” Trump entrou no SAG-AFTRA em 1989, quando apareceu em seu primeiro filme, o trash de baixo nível “Os Fantasmas Não Transam”, interpretando seu papel favorito: ele mesmo. A partir daí passou a exigir aparecer em todo o filme que usasse alguma de suas propriedades como cenário, o que o levou a entrar em produções como “Esqueceram de mim 2: Perdido em Nova York” (1992), “Celebridades” (1998), “Zoolander” (2001) e nas séries “Um Maluco no Pedaço” e “Sex and the City”. Sempre como Donald Trump. Embora tenha renunciado ao sindicato, Trump não atendeu a pedidos da sociedade americana para renunciar à presidência dos EUA após o vexame de janeiro passado. Por conta disso, um processo de impeachment foi aberto no Congresso. Embora o mandado de Trump tenha acabado, ele ainda será julgado – a partir de terça (9/2) – e pode ter os direitos políticos caçados caso seja considerado culpado pelo Senado. O ex-presidente dos EUA também foi expulso das redes sociais.
Robert C. Jones (1936 – 2021)
O editor e roteirista Robert C. Jones, vencedor do Oscar pela história de “Amargo Regresso” (1978), morreu na segunda-feira (1/2) em sua casa após uma longa doença, aos 84 anos. Ele começou a carreira durante o período em que serviu como recruta no Exército dos EUA, trabalhando de 1958 a 1960 como editor de filmes de treinamentos e documentários militares no Centro de Cinema do Exército (Army Pictorial Center). Ao voltar à vida civil, a experiência lhe rendeu emprego com o editor veterano Gene Fowler Jr. Os dois trabalharam juntos em 1963 nas montagens do drama “Minha Esperança é Você”, de John Cassavetes, e da comédia ambiciosa “Deu a Louca no Mundo”, de Stanley Kramer. E acabaram indicados ao Oscar pelo segundo filme. Um ano depois, Jones montou sozinho seu primeiro longa-metragem: o western “Convite a Um Pistoleiro” (1964), estrelado por Yul Brynner. E logo se tornou bastante requisitado. Quem trabalhava com ele, sempre queria reprisar a parceria. O primeiro desses grandes parceiros foi o próprio Stanley Kramer, com quem Jones trabalhou em mais dois filmes importantes, o drama “A Nau dos Insensatos” (1965) e a comédia “Adivinhe Quem vem para Jantar” (1967). Ele voltou a concorrer ao Oscar de Melhor Edição pelo lançamento de 1967. Depois foi a vez de Arthur Hiller, para quem editou nada menos que sete filmes, entre eles a aventura de guerra “Tubruk” (1967), o fenômeno “Love Story: Uma História de Amor” (1970) e a comédia “Cegos, Surdos e Loucos” (1989). Hal Ashby tornou-se cativado por seus talentos editoriais a partir de “A Última Missão” (1973), estrelado por Jack Nicholson, e repetiu a dose mais quatro vezes, incluindo na comédia “Shampoo” (1975), com Warren Beatty, e no drama “Esta Terra é Minha Terra” (1976), que rendeu a terceira indicação de Jones ao prêmio da Academia. Não por acaso, quando Warren Beatty resolveu ir para trás das câmeras, soube exatamente quem chamar para montar seu filmes. Jones editou a estreia do astro na direção, “O Céu pode Esperar”, e também um trabalho mais recente do ator-diretor, “Politicamente Incorreto” (1998). Apesar dessa vasta experiência, ele nunca venceu o Oscar por sua função principal. Entretanto, foi premiado ao estrear em nova atividade, como roteirista de “Amargo Regresso” (1978), dirigido pelo velho amigo Hal Ashby. Jones se inspirou em sua experiência no Exército para ajudar a contar a história de um soldado que volta inválido da guerra do Vietnã, envolvendo-se num triângulo amoroso com a esposa de um militar distante. O filme estrelado por Jane Fonda e Jon Voight venceu três Oscars em 1979. Fonda ganhou como Melhor Atriz, Voight como Melhor Ator e Jones dividiu o prêmio de Melhor Roteiro Original com Nancy Dowd e Waldo Salt. Depois desta consagração, ele voltou a editar filmes, incluindo “Dias de Trovão” (1990), com Tom Cruise e Nicole Kidman, até se aposentar com “Amor a Toda Prova” (2002), de P.J. Hogan. Mesmo distante dos estúdios, Jones continuou ligado ao cinema, como professor na Escola de Artes Cinematográficas (SCA) da Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde ensinou edição para uma nova geração de Hollywood.
Evan Rachel Wood revela ameaças por denunciar Marilyn Manson
A atriz Evan Rachel Wood revelou neste sábado (6/2) ter recebido ameaças de vazamento de fotos indiscretas que a registrariam drogada e desinibida quando era menor e namorava Marilyn Manson. As fotos estariam na posse de Leslee Lane, que lidera um fã-clube do cantor, e seriam vazadas assim que Lindsay Elizabeth Warner, esposa de Manson, desse o sinal. Ela explicou em seu Stories, do Instagram, que as ameaças surgiram quando decidiu que tornaria público os abusos que sofreu durante seu relacionamento com o cantor. “Em 19 de dezembro, tive que registrar um boletim de ocorrência policial depois de ser alertada sobre ameaças feitas por Leslee Lane e Lindsay Elizabeth Warner ao conspirarem para liberar fotos minhas quando eu era menor, depois de receber grandes quantidades de drogas e álcool, depois que Brian [nome real do cantor] se apresentou no Halloween em Las Vegas, para ‘arruinar minha carreira’ e ‘me calar'”, escreveu a atriz. Wood incluiu uma troca de mensagens que flagra a confissão do plano e uma cópia do boletim de ocorrência no post, para comprovar que não estava inventando nada. A revelação das fotos comprometedoras seria a “retaliação” que ela mencionou em seu post original, publicado na segunda (1/2). Quando chamou Manson de “abusador”, ela explicou: “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”. E completou: “Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Além de tornar pública a ameaça, a estrela de “Westworld” aproveitou para fazer novas acusações, descrevendo o antissemitismo de Manson. “Fui chamada de ‘judia’ de maneira depreciativa”, escreveu. “Ele desenhava suásticas na minha mesa de cabeceira quando estava com raiva de mim”. “Minha mãe é judia e fui criada na religião”, continuou Wood. “Porque ela se converteu e não era de ascendência judia, ele dizia coisas como, ‘assim é melhor’ porque eu não era ‘judia de sangue'”. A atriz acrescentou que Manson “não tinha essas tatuagens quando começamos a namorar”, descrevendo símbolos nazistas que ele acrescentou no corpo. Ela ainda explicou que o abuso que sofreu não era parte de nenhum jogo de “sexo ‘pervertido'”. “Brian [nome real do cantor] e eu nunca tivemos um relacionamento ‘BDSM'”, disse ela em outra postagem. “Nós nem mesmo fizemos sexo ‘pervertido’. Nós não tínhamos relações sexuais quando eu era torturada, nem antes nem depois”. Mas acrescentou: “sofri lavagem cerebral e fui manipulada para me tornar submissa”. Evan Rachel Wood também compartilhou histórias semelhantes da fotógrafa Ashley Walters, da modelo Sarah McNeilly, de uma artista que se identificou apenas como Gabriella, além da estudante Ashley Morgan.
Fernanda Montenegro e Elza Soares são vacinadas e celebram Ciência
A atriz Fernanda Montenegro, de 91 anos, e a cantora Elza Soares, de 90, compartilharam nas redes sociais terem sido imunizadas contra o novo coronavírus. “Meu agradecimento à Fiocruz e seus pesquisadores incansáveis; ao SUS e seus colaboradores; aos postos de saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro. Obrigada a todos os envolvidos”, escreveu Montenegro ao postar um vídeo da vacinação no Instagram. Elza, por sua vez, escreveu ao lado de uma foto: “Vacinada. Com o coração cheio de esperanças, o braço pronto para receber a vacina em prevenção ao Coronavírus, a bandeira do meu Brasil nas mãos, o pensamento em cada brasileiro que ainda aguarda sua vez chegar e sem furar a fila da vacinação. Precisamos imunizar toda a nossa população. Nossa gente merece ter o mesmo direito a vida, que qualquer um de nós. Estou aqui pra comemorar esse feito da ciência, que menos de um ano depois do decreto de pandemia pela OMS, nos presenteia com a vacina para uma doença antes desconhecida, desafiadora e que ceifou a vida de tanta gente. A ciência venceu o medo, o negacionismo e a desinformação.” E completou: “Vou carregar pra sempre comigo essa foto maaaara, feita pela Denise Ricardo, do momento em que uma seringa cheia de esperança rompeu a pele do meu braço e fez correr vida em meu sangue, pelas mãos abençoadas de um profissional da saúde”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fernanda Montenegro (@fernandamontenegrooficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fernanda Montenegro (@fernandamontenegrooficial)
Lima Duarte celebra vacinação: “A ciência venceu”
O ator Lima Duarte usou as redes sociais nesta sexta-feira (5/2) para compartilhar o registro de sua vacinação. “Enfim, vacinado”, ele comemorou, buscando transmitir otimismo e esperança para seus seguidores. “Tantas coisas eu passei ao longo dos meus quase 91 anos. Batalhas pessoais e profissionais, período de ditadura e repressão, e o mais recente: o isolamento e a luta pela vida diante de um inimigo invisível aos nossos olhos. Uma pandemia que nos trouxe a incerteza do que aconteceria nos próximos dias e meses”, escreveu. Ele continuou o relato otimista, celebrando que “a ciência venceu”. “Estamos tendo a oportunidade de ter a esperança de um recomeço e de dias melhores. E que essa esperança possa ser para todos”, concluiu o ator. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lima Duarte (@__limaduarteoficial)
Armie Hammer é dispensado por sua agência
O ator Armie Hammer foi dispensado por sua agência, WME, que representava seus negócios artísticos, cuidando de seus contratos e negociações para novos papéis. Ele vive um pesadelo de relações públicas após supostas mensagens privadas virem à tona, em que o astro de “Me Chame pelo Seu Nome” se confessa canibal e com desejos típicos de um serial killer. As mensagens foram publicadas por uma conta de Instagram administrada por uma mulher não identificada, que afirma ter vivido um caso com o ator. Desde então, várias outras mulheres disseram ter recebido mensagens ou ter ouvido conversas semelhantes de Hammer, que nega as acusações. Por conta do escândalo, ele perdeu dois papéis recentes. Hammer teria tomado a iniciativa e se afastado da comédia “Shotgun Wedding”, que estrelaria ao lado de Jennifer Lopez, e sido demitido da minissérie “The Offer”, sobre os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão” (1972), na qual desempenharia o papel principal, como o produtor Al Ruddy. A única referência pública que ele fez sobre a polêmica foi um comunicado à época de seu distanciamento de “Shotgun Wedding”, em que afirmou: “Não estou respondendo a essas alegações de m*rda, mas à luz dos ataques online viciosos e espúrios contra mim, não posso, em sã consciência, deixar meus filhos por quatro meses para fazer um filme na República Dominicana. A Lionsgate está me apoiando nisso e sou grato a eles por isso”.
Christopher Plummer (1929 – 2021)
O ator Christopher Plummer, intérprete de papéis icônicos desde “A Noviça Rebelde” nos anos 1960 ao recente “Entre Facas e Segredos”, morreu nesta sexta (5/2) de causas naturais e cercado pela família aos 91 anos. Natural de Toronto e bisneto do ex-primeiro-ministro canadense John Abbott, Plummer começou sua trajetória pelos palcos e televisão de seu país natal. Mas sua voz estrondosa perfeita para o teatro o motivou a mudar-se para Nova York e tentar entrar na Broadway. Acabou se destacando na TV, em teleteatros gravados ao vivo, e fez sua estreia cinematográfica em 1958, no filme “Quando o Espetáculo Termina”, de Sidney Lumet, no papel de um dramaturgo. Sua carreira só foi deslanchar mesmo em meados dos anos 1960. Ele começou a chamar atenção como o vilão Commodus no épico “A Queda do Império Romano” (1964), de Anthony Mann – o mesmo antagonista que Joaquin Phoenix interpretou em “Gladiador” (2000). E em seguida deu vida a um de seus personagens mais famosos, o Capitão Von Trapp, viúvo que contrata a jovem Maria (Julie Andrews) como babá de seus filhos em “A Noviça Rebelde” (1965). O musical se tornou um dos maiores sucessos de Hollywood, catapultando o ator ao estrelato. Colhendo os louros de “A Noviça Rebelde”, Plummer assumiu uma coleção variadíssima de papéis, como o Marechal Rommel no suspense de guerra “A Noite dos Generais” (1967), o personagem-título da tragédia grega “Édipo Rei” (1968), o imperador inca Atahualpa em “Real Caçador do Sol” (1969), o Duque de Wellington em “Waterloo” (1970), o escritor Rudyard Kipling em “O Homem que Queria ser Rei” (1975) e até o detetive Sherlock Holmes em “Assassinato Por Decreto” (1979). A voz poderosa, o rosto sério e a postura enérgica lhe renderam uma filmografia repleta de figuras de autoridades. Ele parecia sisudo até na hora de fazer rir, como um aristocrata em “A Volta da Pantera Cor-de-Rosa” (1975), a comédia mais engraçada da franquia de Blake Edwards. Mas após o sucesso da ficção científica romântica “Em Algum Lugar do Passado” (1980), sua carreira deu uma guinada rumo ao cinema B, com suspenses, thrillers de ação e até filmes de terror, entre eles o cultuado “Morte nos Sonhos” (1984), passando uma década com mais destaque na TV, onde estrelou o mega hit “Os Pássaros Feridos” (1983) e telefilmes que lhe renderam prêmios da Academia da Televisão. Plummer venceu dois Emmys, como Melhor Ator por “Arthur Hailey’s the Moneychangers” (1976) e Melhor Dublagem pela animação “As Novas Aventuras de Madeline” (1994). Ele retomou as produções cinematográficas de prestígio com uma pequena aparição em “Malcolm X” (1992), de Spike Lee, que foi seguida por desempenhos em “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Eclipse Total” (1995), de Taylor Hackford. A lista segue com o papel de pai de Brad Pitt na influente sci-fi “Os 12 Macacos” (1995), de Terry Gilliam, de avô de Nicolas Cage em “A Lenda do Tesouro Perdido” (2004), além de um klingon em “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991), Van Helsing em “Drácula 2000” (2000) e Aristóteles em “Alexandre” (2004). Também teve participações destacadas em “O Informante” (1999), de Michael Mann, indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Uma Mente Brilhante” (2001), de Ron Howard, vencedor do Oscar de Melhor Filme, e “Syriana – A Indústria do Petróleo” (2005), que rendeu um Oscar para George Clooney. Mas ele próprio teve reconhecimento tardio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sendo indicado ao Oscar pela primeira vez apenas aos 80 anos de idade, por “A Última Estação” (2009), em que viveu o escritor russo Tolstoi. Curiosamente, após a indicação, não demorou a comemorar sua vitória, conquistando o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2012 por “Toda Forma de Amar” (2010), drama indie de Mike Mills, onde interpretou um viúvo que se assumia gay para o filho (Ewan McGregor). Na ocasião, aos 82 anos de idade, Plummer se tornou o ator mais velho a vencer um Oscar. “Você é só dois anos mais velha que eu, querida. Onde esteve minha vida toda?”, disse ele ao subir no palco e receber a estatueta, arrancando gargalhadas e aplausos da plateia de estrelas. Plummer ainda recebeu uma última nomeação por “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), de Ridley Scott, após substituir Kevin Spacey em refilmagens emergenciais, como o milionário pão-duro John Paul Getty. E com isso registrou um novo recorde em Hollywood. Aos 88 anos, se tornou o ator mais velho a ser indicado ao Oscar. Entre seus últimos desempenhos marcantes estão os papéis-títulos de “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus” (2009) e “Barrymore” (2011, cinebiografia do ator John Barrymore), de Júlio César em “César e Cleópatra” (2009), do kaiser Guilherme II em “A Exceção” (2016), do velho Scrooge em “O Homem Que Inventou o Natal” (2017), sem esquecer o desempenho como empresário de Al Pacino em “Não Olhe para Trás” (2015), como par de Shirley Maclaine em dois romances de terceira idade, “Um Amor para Toda a Vida” (2007) e “Elsa & Fred: Um Amor de Paixão” (2014), e os dois milionários excêntricos que dão início às tramas de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011) e “Entre Facas e Segredos” (2019). Com a vasta carreira e reconhecimento artístico, a morte do ator repercutiu em Hollywood, trazendo à tona muitas memórias compartilhadas por atores e diretores que trabalharam com ele. Ellen Mirren foi uma das estrelas a celebrar o colega: “Tive a grande honra de trabalhar com Chris Plummer em seu papel indicado ao Oscar, Tolstoi [no filme ‘A Última Estação’]. Ele era uma força poderosa tanto como homem quanto como ator. Ele era um ator no significado da palavra no século 19 – seu compromisso com sua profissão. A sua arte era total, sendo o teatro uma constante e a parte mais importante da totalidade da sua vontade de se envolver com a narrativa. Ele era destemido, enérgico, corajoso, experiente, profissional e um monumento ao que um ator pode ser. Um Grande Ator no sentido mais verdadeiro. ” “Uma lenda viva que amava seu ofício e era um cavalheiro absoluto”, definou Rian Johnson, que o dirigiu em “Entre Facas e Segredos”. “Tive a sorte de ter compartilhado um set com ele”. “Que sorte eu tive de ter você ao meu lado naquela que foi uma das melhores experiências da minha carreira”, acrescentou Ana de Armas, também sobre “Entre Facas e Segredos”. “Obrigada para sempre por suas risadas, seu calor, seu talento, suas histórias sobre Marilyn, as vitaminas quando adoeci, sua paciência, sua parceria e sua dedicação. Sempre pensarei em você com amor e admiração”, completou. Christopher Plummer era casado com a atriz Elaine Taylor (“Cassino Royale”) desde 1970, com quem teve uma filha famosa, a também atriz Amanda Plummer, conhecida por “Pulp Fiction” (1994) e “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013).
Donald Trump renuncia antes de ser expulso do Sindicato dos Atores
Donald Trump apresentou nesta quinta (4/2) uma carta com pedido de desfiliação ao sindicato dos atores dos EUA, SAG-AFTRA. A notificação aconteceu após o Conselho Nacional da instituição abrir um processo administrativo, visando sua expulsão. A presidente do sindicato, Gabrielle Carteris, justificou a ação em janeiro, dizendo que “Donald Trump atacou os valores pelos quais este sindicato mais preza — democracia, verdade, respeito aos americanos de todas as raças e religiões, e a santidade da imprensa livre”. A instauração do processo aconteceu após o então presidente dos EUA incitar uma turba de seguidores fanáticos a invadir o Congresso americano, dando início a cenas de violência e vandalismo, que resultaram em quatro mortes e várias prisões. Trump inicia sua carta dizendo: “Escrevo sobre a audiência do tal Comitê Disciplinar que visa revogar minha filiação ao sindicato. Quem liga!” Ele cita seus trabalhos como ator (como “Esqueceram de Mim 2”, “Zoolander” e “O Aprendiz”) e completa: “Sua organização fez pouco para seus membros, e nada para mim — além de pedir dinheiro e promover políticas e ideias nada americanas —, como fica evidente pelas enormes taxas de desemprego e processos de atores renomados”. O então empresário entrou no SAG-AFTRA em 1989, quando apareceu em seu primeiro filme, o trash de baixo nível “Os Fantasmas Não Transam”, interpretando seu papel favorito: ele mesmo. A partir daí passou a exigir aparecer em todo o filme que usasse alguma de suas propriedades como cenário, o que o levou a entrar em produções como “Esqueceram de mim 2: Perdido em Nova York” (1992), “Celebridades” (1998), “Zoolander” (2001) e nas séries “Um Maluco no Pedaço” e “Sex and the City”. Sempre como Donald Trump. Embora tenha renunciado ao sindicato, Trump não atendeu a pedidos da sociedade americana para renunciar à presidência dos EUA após o vexame de janeiro passado. Por conta disso, um processo de impeachment foi aberto no Congresso. Embora o mandado de Trump tenha acabado, ele ainda será julgado – a partir de terça (9/2) – e pode ter os direitos políticos caçados caso seja considerado culpado pelo Senado. O ex-presidente dos EUA também foi expulso das redes sociais.
Humberto Braga (1946 – 2021)
Humberto Braga morreu nesta quinta (4/2) no Rio, aos 74 anos, de causa ainda não revelada. Ator e produtor, ele teve atuação mais destacada como servidor público, iniciada em 1968, no então Ministério da Educação e Cultura. Em 1976, ainda sob a ditadura militar, integrou o Serviço Nacional de Teatro (STN), entidade que, em 1982, passou a se chamar Instituto Nacional de Artes Cênicas (Inacen). Depois, em 1989, já na redemocratização, participou da Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen). A partir da criação da Funarte, em 1994, tornou-se diretor de Artes Cênicas da instituição, até 2000, quando assumiu a secretaria de Música e Artes Cênicas do Ministério da Cultura (MinC), que ocupou até 2003. Braga também chefiou o setor de teatro de bonecos do extinto SNT, fundou a Escola Nacional de Circo, criador dos projetos Mambembão e Pixinguinha e participou ativamente da regulamentação das profissões de artista e técnico. Ele foi braço direito de Regina Duarte e articulador do plano de cultura da atriz, chegando a ser cotado para ser secretário especial do Ministério da Cultura, em maio do ano passado. Mas foi alvo de uma campanha de ódio dos apoiadores de Bolsonaro, que o rotularam de “esquerdista” tentando se infiltrar no governo do presidente. Seu nome foi vetado. Já a Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR) o definiu de forma bem diferente, em nota sobre seu falecimento: “Um homem das artes com um legado de honestidade, ética e amor ao teatro”. “Humberto era um aliado e defensor da democracia, do diálogo, da liberdade de expressão e da classe artística”, concluiu a nota da APTR.
Fim de semana não terá estreias de cinema
Os cinemas não vão receber estreias nesta quinta-feira (4/2), refletindo a decisão de manter as salas fechadas durante os fins de semana em São Paulo. As distribuidoras desistiram de lançar suas produções porque, sem os fins de semana paulistas, o circuito não se sustenta. O estado – e principalmente a capital paulista – concentra a maior quantidade de cinemas do país. O detalhe é que o governo estatual, que tinha anunciado o fechamento até meados de fevereiro, voltou atrás e liberou o funcionamento dos serviços não essenciais já neste fim de semana. A decisão de suspender a fase mais restritiva foi tomada após uma melhora nos indicativos de novos casos de covid-19 e, principalmente, de internações em leitos primários e de UTIs no estado. Segundo o governador João Doria, esse recuo permitiu que as atividades de final de semana fossem retomadas. Com essa decisão, 11 regiões do estado classificadas na fase laranja, incluindo a Grande São Paulo, terão o retorno dos serviços não essenciais aos finais de semana, mas com o horário reduzido. Nas seis regiões que permanecem na fase vermelha, os serviços seguem suspensos. Na fase laranja, os serviços não essenciais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento das atividades às 20h. Apesar da reabertura na capital, a política de sanfona, fecha e abre, implodiu a programação dos exibidores, que agora funcionarão sem nenhuma estreia neste fim de semana. A programação da semana que vem também não prevê lançamentos, o que pode ser revisto diante dos novos desdobramentos.











