Ice Cube teria abandonado filme por se recusar a tomar vacina
O rapper Ice Cube, quem diria, é antivacina. Ele teria deixado a produção da comédia da Sony “Oh Hell No”, na qual contracenaria com Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”), por se recusar a se vacinar. A denúncia foi publicada pelo site The Hollywood Reporter, que buscou confirmar e obteve um “sem comentários” duplo da Sony e do artista. O filme da Sony deveria começar a ser rodado no final do ano no Havaí, com direção de Kitao Sakurai (“Bad Trip”), e uma das exigências da produção é que todo o elenco e equipe técnica fossem vacinados até lá. A produção já estava atrasada, após Black se machucar em junho. Fontes disseram ao THR que o estúdio está agora procurando um substituto para Ice Cube, que abandou um cachê de US$ 9 milhões por se recusar a se vacinar. Curiosamente, durante a pandemia Ice Cube promoveu o uso de máscaras de proteção contra covid-19 e chegou a doar máscaras médicas profissionais a uma universidade de Oklahoma. Ele também promoveu a venda de uma camiseta incentivando testes, com recursos voltados a beneficiar profissionais de saúde da linha de frente do combate à pandemia. Apesar disso, “Oh Hell No” já é o segundo projeto que Ice Cube deixou nos últimos meses. Ele também deveria ter co-estrelado o drama de boxe “Flint Strong”, mas não está mais envolvido. Não está claro quais circunstâncias levaram à desistência do primeiro longa. A exigência de vacinação tem criado problemas em várias produções de Hollywood, graças à disseminação de fake news e a transformação de ciência em questão ideológica nos EUA. Desde julho, diversos sindicatos fecharam questão em torno da obrigatoriedade de vacinação para todos os atores e funcionários que trabalharem em proximidade nos sets de filmagens.
Matthew Perry será primeiro ator de “Friends” a publicar autobiografia
Matthew Perry, vai se tornar o primeiro ator de “Friends” a comentar os bastidores da série e sua vida pessoal numa autobiografia. Ele fechou um contrato milionário com a editora Flatiron Books para escrever o livro, ainda sem título, para ser lançado em 2022. O projeto prevê a revelação de detalhes de sua longa batalha contra seus vícios. Perry admitiu ter ficado dependente de analgésicos após sofrer um acidente de jet ski. O ator de 52 anos, que ficou muito conhecido por interpretar Chandler Bing em “Friends”, fez reabilitação pela primeira vez em 1997 e novamente em 2001. Ele até admitiu não se lembrar de ter participado de vários episódios da série devido ao seu uso de drogas. “Acho que a resposta é: não me lembro de três anos disso. Então, em algum lugar entre a 3ª e 6ª temporada eu estava um pouco fora de mim”, confessou à Radio 2 da BBC em 2016.
Assistente de “Rust” admite não ter checado arma que matou diretora de fotografia
Dave Halls, o assistente de direção do filme “Rust”, admitiu à polícia que não conferiu completamente a munição na arma que entregou ao ator Alec Baldwin durante as filmagens, e que acabou matando a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Ninguém foi preso ou acusado pelo incidente, que ocorreu na tarde da última quinta-feira (20/10), no rancho Bonanza Creek, enquanto o protagonista e coprodutor Baldwin ensaiava uma cena. Embora as autoridades não descartem acusações contra o ator, a investigação sugere que a morte foi causada por negligência dos responsáveis pelo armamento usado na produção, que continha munição real. O xerife do condado, Adan Mendoza, disse que cerca de 500 balas foram coletadas no set. Este total contém “uma mistura de cartuchos vazios, falsos e verdadeiros”. Agora, a investigação buscará “determinar como (essa munição real) entrou no set e por que estava lá, porque não deveria”, explicou Mendoza em entrevista coletiva para a imprensa. Mendoza ainda ressaltou que é “fundamental uma investigação completa e exaustiva para fazer uma avaliação”, mas já avalia que “houve alguma complacência neste set. “Muitos outros fatos precisam ser corroborados antes que possamos falar em negligência criminosa”, acrescentou, observando que as investigações ainda estão no começo. “É um caso muito complexo. Requer muita investigação, análise e revisões. É por isso que minha equipe está aqui”, comentou a promotora Mary Carmack-Altwies, encarregado do caso. “Não sabemos como isso vai acabar até que tenhamos uma investigação completa”. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, havia três armas no set do western de baixo orçamento “Rust”. A assistente de armas Hannah Gutierrez-Reed disse, numa declaração juramentada entregue aos tribunais nesta quarta-feira (27/10), que no dia do incidente as armas foram guardadas em um cofre durante o almoço, mas as balas não. Segundo Dave Halls, quando Hannah lhe mostrou a arma no set para o ensaio, ele se lembra de ter visto três balas “falsas”. “Ele admite que deveria tê-las conferido, mas não o fez, e não se lembra se ela girou o tambor”, detalha o boletim de ocorrência, que chegou ao público pela imprensa americana. Entretanto, ao entregar o revolver a Baldwin, Halls informou ao ator que se tratava de “arma fria” – isto é, sem munição – , indicando que a tinha checado. Mendoza também disse que investiga rumores de que pessoas praticavam tiro ao alvo no set antes do acidente.
Como Superman inspirou luta contra a homofobia no vôlei brasileiro
A revelação de que o novo Superman se assume bissexual nos quadrinhos de “Superman: Son of Kal-El”, em edição que será lançada em novembro nos EUA pela DC Comics, tirou do armário a homofobia brasileira e inspirou uma luta contra o preconceito no esporte nacional, com união de atletas LGBTQIAP+ e patrocinadores contra a intolerância e em defesa de “um mundo melhor”, como diz o slogan do super-herói para o século 21. Como todo bom quadrinho, esta luta tem um vilão. Bolsonarista assumido, o jogador Mauricio Souza assumiu o papel ao ser dispensado nesta quinta (27/10) pelo Minas Tênis Club, seu time de vôlei, e não voltará mais a ser relacionado para jogos da seleção, após declarações polêmicas contra as primeiras imagens divulgadas da publicação da DC, que mostram o jovem Superman de 17 anos, filho de Clark Kent e Lois Lane, trocando beijos com outro adolescente. “A é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”, ele escreveu no Instagram no Dia das Crianças, dando início a maior controvérsia do ano no esporte brasileiro, após manifestações de outros atletas do vôlei, como Sidão e Wallace. Este último escreveu “Misericórdia”, ecoando o repúdio de Mauricio. Muitos torcedores consideraram a postagem como indireta contra companheiros de seleção. E Douglas Souza (sem parentesco), assumidamente homossexual, rebateu logo em seguida. “Engraçado que eu não ‘virei heterossexual’ vendo os super-heróis homens beijando mulheres… Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para a sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim. Obrigado, DC [Comics], por pensar em representar todos nós e não só uma parte”, disse o jogador, que participou das Olimpíadas do Japão com Mauricio. Apesar das críticas, Mauricio resolveu reforçar sua opinião nas redes sociais. Com fundo preto, ele escreveu: “Hoje em dia o certo é errado e o errado é certo… Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias!”. E ainda acrescentou, fazendo referência à suposta “heterossexualidade frágil” citada por Douglas: “Pra cima de mim não! Aqui é frágil igual esticador de canto de cerca!”. O novo post gerou mais repercussão, forçando o Minas Tênis Clube a se manifestar. O clube soltou um comunicado dizendo estar “ciente do posicionamento público do atleta Maurício Souza”. Mas defendeu seu direito à “liberdade de expressão”: “Todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”. Para se sustentar em cima do muro, o texto ainda acrescentou: “O Clube é apartidário, apolítico e preocupa-se com a inclusão, diversidade e demais causas sociais. Não aceitamos manifestações homofóbicas, racistas ou qualquer manifestação que fira a lei. A agremiação salienta que as opiniões do jogador não representam as crenças da instituição sócio desportiva”. E concluiu, visando dar o assunto por encerrado: “O Minas Tênis Clube pondera que já conversou com o atleta e tem orientado internamente sobre o assunto”. Mas o discurso “apaziguador” só aumentou a polêmica, que chegou aos patrocinadores do time. A montadora Fiat e a metalúrgica Gerdau assinaram comunicados opostos ao tom do Minas, exigindo o enquadramento de Mauricio. Em sua nota, a Fiat disse que estava “cobrando as medidas cabíveis”, afirmando ter “posicionamento inegociável diante do respeito à diversidade e à inclusão” e que “repudia qualquer tipo de declaração que promova ódio, exclusão ou diminuição da pessoa humana”. A Gerdau também cobrou “tratativas necessárias ao caso” e a adoção de “medidas cabíveis, o mais rápido possível”, reforçando seu “compromisso com a diversidade e inclusão, um valor inegociável para a companhia”. Após a cobrança pública, o Minas mudou de tom. Em comunicado bem mais duro, anunciou que “não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma” e “intensificará campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais”. Além do comunicado, o clube multou e suspendeu o jogador, forçando-o ainda a fazer uma retratação pública. Na terça (26/10), Mauricio pediu desculpas sem dizer pelo quê, escrevendo uma mensagem sem a esperada retratação no Twitter, onde tem menos seguidores, ao mesmo tempo em que manteve as publicações com teor homofóbico no Instagram. “Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção. Tenho refletido muito e reitero minhas desculpas pelo posicionamento”, o jogador escreveu, sem se aprofundar. Acompanhando o caso da Itália, onde defende atualmente o Vibo Valentia, Douglas desabafou: “O famoso não vai dar em nada, né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso, de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma ‘multa’ e uma retratação nas redes sociais. Até quando? Feliz pelas empresas se juntando contra e triste por atletas tentar passar o pano nisso. Vergonhoso. Todos os dias, todas as horas um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação”. Craque da seleção e capitã do time feminino do Minas, Carol Gattaz compartilhou a publicação de Douglas mostrando solidariedade. “Estou com você”, disse. A central também se posicionou em seu Instagram, destacando que “homofobia é crime” e exigindo respeito. “Já toleramos desrespeito, gracinhas e preconceitos disfarçados de opinião por muito tempo. Chega”, postou. As reações reforçaram que a resolução do caso não era o que se esperava. Após indícios de que os patrocinadores procuraram a diretoria do clube de Belo Horizonte para cobrar a necessidade de um post no Instagram e que fossem deletados os posts homofóbicos, Mauricio foi novamente às redes sociais nesta quarta (27/10), desta vez em vídeo gravado para o Instagram, onde voltou a “pedir desculpas a quem se sentiu ofendido”. Entretanto, ele se recusou a fazer uma retratação. Ao contrário, defendeu que “ter opinião e defender o que se acredita não é ser homofóbico com ninguém”. “Eu fico triste com tudo que está acontecendo, porque infelizmente a gente não pode mais dar opinião, colocar os valores acima de tudo. Valores de família, valores que a gente acredita. Mas os valores de vocês a gente tem que respeitar de qualquer custo, se não a gente é taxado de homofóbico, preconceituoso…”, reclamou o jogador. O anúncio do desligamento do Minas ocorreu logo depois que a nova postagem foi ao ar. “O Minas Tênis Clube informa que o atleta Maurício Souza não é mais jogador do Clube”, divulgou a entidade esportiva, de forma curta e seca, nas redes sociais. Procurado pela imprensa para repercutir o fato, Renan dal Zotto, técnico da seleção brasileira de vôlei, também fechou as portas para Maurício Souza. O treinador se posicionou de forma contundente contra as declarações homofóbicas do meio de rede do Minas Tênis Clube. Em entrevista ao jornal Extra, Renan justificou sua posição: “É inadmissível este tipo de conduta do Maurício e eu sou radicalmente contra qualquer tipo de preconceito, homofobia, racismo. Em se tratando de seleção brasileira, não tem espaço para profissionais homofóbicos. Acima de tudo, preciso ter um time e não posso ter este tipo de polêmica no grupo. Não me refiro apenas ao elenco dos atletas. É geral, para todos os profissionais”.
Gilberto Braga (1945-2021)
Gilberto Braga, um dos mais importantes autores de novelas do Brasil, morreu nesta terça-feira (26/10). O escritor, que completaria 76 anos na próxima segunda-feira, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde enfrentava uma infecção sistêmica após uma perfuração do esôfago – lesão apontada como causa da morte. Casado com o decorador Edgar Moura Brasil, o autor também sofria do Mal de Alzheimer. Braga escreveu mais de 20 novelas, especializando-se em apresentar tramas de assassinato misterioso, que precisava ser resolvido nos últimos capítulos. Ele foi o primeiro teledramaturgo autêntico do Brasil, o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente na televisão – jamais escreveu para teatro – , e fez sua trajetória praticamente inteira na rede Globo, iniciando com tramas do “Caso Especial” (antologia de teledramas) em 1972. Em toda a carreira, ele só fez uma obra fora da Globo, o roteiro do filme “Fim de Festa”, dirigido por Paulo Porto em 1978. A especialização em novelas aconteceu por acaso e sob pressão. Após entregar o quinto roteiro de “Caso Especial”, foi convencido pelo diretor Daniel Filho, na época responsável pela dramaturgia da Globo, a escrever seu primeiro folhetim em 1974, em parceria com o já experiente Lauro César Muniz. O resultado foi a novela “Corrida do Ouro”, desenvolvida para o horário das 19h “aos trancos e barrancos”, como ele próprio descreveu em entrevista à sua irmã historiadora Rosa Maria Araujo, num especial sobre os 70 da televisão do jornal O Globo. Em seguida, recebeu de Daniel Filho a missão de preencher o novo horário de novelas da emissora às 18h, inaugurando a fase áurea de adaptações de romances históricos com “Helena”, de Machado de Assis, em 1975. No mesmo ano, ainda escreveu a adaptação de “Senhora”, de José de Alencar, antes de criar seu primeiro fenômeno de audiência. Estrelada por Lucélia Santos, “Escrava Isaura” marcou época. A versão televisiva do romance de Bernardo Guimarães tornou-se a novela das 18h mais famosa de todos os tempos, ampliando sua popularidade com a passagem do tempo, graças a várias reprises. A produção também virou o primeiro grande produto de exportação da Globo, numa época em que a emissora carioca mal tinha planos de expansão internacional. Foi exibida até na China. Depois de despedir-se das 18h com “Dona Xepa” (1977), outro sucesso, foi direto, sem escalas, para o horário nobre, assinando sua primeira novela das 20h: o estouro “Dancin’ Days” em 1978. O melodrama, que combinava vida noturna moderna e drama existencial de uma ex-presidiária, foi a primeira novela urbana de Sonia Braga, fez deslanchar a carreira da adolescente Gloria Pires e contou com uma das melhores brigas femininas da história da TV brasileira (entre Sonia Braga e Joana Fomm), sem esquecer que lançou moda, vendeu muitos discos e ajudou a popularizar as discotecas no país. O autor continuou a fazer sucesso em “Água Viva” (1978), na qual inaugurou sua mania de mistérios criminais, lançando o bordão “Quem matou Miguel Fragonard?” (Raul Cortez), além de ter sido responsável por introduzir em “Brilhante” (1980) o primeiro protagonista homossexual (então no armário) da teledramaturgia nacional, vivido por Dennis Carvalho. Mais: com “Corpo a Corpo” e a genial atriz Zezé Motta, assinou mais um divisor de águas, transformando racismo em tema de novela em 1984. Entre tantas novelas, Braga ainda teve tempo para revolucionar as minisséries com sua primeira incursão no gênero, a romântica e nostálgica “Anos Dourados”, que fez o país se apaixonar por Malu Mader em 1986, seguida pela produção de “O Primo Basílio”, adaptação primorosa do romance histórico de Eça de Queirós. Revigorado pelas minisséries, ele voltou com tudo às narrativas longas. E dez anos depois de eletrizar o público com “Dancin’ Days”, parou o Brasil com “Vale Tudo” (1988). A trama de mau-caratismo consagrou a jovem adulta Gloria Pires como a malvadinha Maria de Fátima, eternizou a diva Beatriz Segall como a vilã das vilãs, Odete Roitman, e terminou quebrando todos os recordes de audiência, graças ao mistério de “Quem matou Odete Roitman”. Ironicamente, foi quando se achou o dono do mundo, em que nada que escrevia parecia falhar, que Braga amargou seu maior – talvez o único – dissabor, com a rejeição do público à trama de “O Dono do Mundo” (1991). A novela enfrentou vários protestos por sua premissa, em que Antonio Fagundes apostava ser capaz de tirar a virgindade de Malu Mader. A intenção era discutir ética. Mas o público se assustou. A ironia é que, dois anos depois, o mesmo público foi lotar os cinemas para ver uma parábola moral similar, só que made in Hollywood, no filme americano “Proposta Indecente”. O autor se vingou com a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), retratando a resistência à ditadura, então ainda recente, com cenas de tortura para sacudir o público. A série acabou projetando Cláudia Abreu, que depois faria o melhor papel da carreira na melhor novela de Braga, “Celebridade”, em 2003. Juntando suas estrelas de “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, Braga mostrou um novo “Vale Tudo” na era do culto às celebridades e com direito até a um “quem matou Lineu?” (Hugo Carvana). Só que, diferente dos anos 1980, pela primeira vez controlou todos os aspectos da obra, da escalação do elenco à trilha sonora. Por isso, dizia que “Celebridade” era sua novela favorita. Entre outras novelas, ainda se consagrou com “Paraíso Tropical” (2008), que também é lembrada por seus vilões – Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura. A obra recebeu indicação ao Emmy Internacional. Ele continuou a escrever novelas até 2015, quando assinou “Babilônia”, mas a doença o tirou da TV. Nos últimos anos, tornou-se recluso. Mesmo assim, tinha planos. Na entrevista à irmã, publicada em 2020 em O Globo, disse que estava aproveitando a quarentena da pandemia para realizar com colaboradores uma adaptação do clássico britânico “Feira das Vaidades”, de William Makepeace Thackeray, passada no Rio de Janeiro dos anos 1920.
Keanu Reeves presenteia dublês de “John Wick 4” com relógios de US$ 10 mil
O astro Keanu Reeves resolveu presentear seus dublês no filme “John Wick 4” com um mimo especial: relógios de luxo da marca Rolex, avaliados em cerca de US$ 10 mil cada. Os presentes foram em agradecimento ao trabalho realizado no quarto filme da franquia, que Reeves estrela e produz. As filmagens aconteceram em Paris e foram recentemente concluídas. O gesto só se tornou conhecido por conta de fotos compartilhadas pelos dublês nas redes sociais. Em seu Instagram, Jeremy Marinas, um dos profissionais envolvidos na produção, ainda comentou: “Melhor presente de final das gravações de todos os tempos”. Keanu Reeves considera os dublês fundamentais para o sucesso da franquia de ação, que foi lançada por profissionais que trabalharam com ele em “Matrix”: Chad Stahelski, dublê pessoal do ator no filme de 1999 e nas duas continuações seguintes, e David Leitch, que integrou a equipe de dublês do clássico sci-fi. O primeiro “John Wick”, lançado no Brasil com o título de “De Volta ao Jogo” em 2014, marcou a estreia de Stahelski e Leitch como diretores de cinema. Graças ao apoio de Reeves, que aceitou fazer o papel principal e produzir o longa, eles se consagraram e são atualmente disputados para dirigir vários blockbusters. Leitch, por exemplo, fez “Deadpool 2” e “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”, enquanto Stahelski, que dirigiu os quatro filmes de “John Wick”, prepara agora o remake de “Highlander”. Keanu Reeves gifted the 'John Wick 4' stunt team $10K Rolex watches to thank them for their work on the film ⌚️ 📷 Watchmania pic.twitter.com/medDb4jQpm — Culture Crave 🍿 (@CultureCrave) October 26, 2021
Richard Evans (1935–2021)
Richard Evans, que estrelou o western “O Pequeno Billy” e antagonizou Ryan O’Neal na popular novela americana “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place) em 1965, morreu de câncer no dia 2 de outubro, em sua residência na Ilha Whidbey, no estado de Washington (EUA), aos 86 anos. Evans e a esposa moraram em Whidbey Island por 32 anos, desde que deixaram Los Angeles no final dos anos 1980, quando a carreira do ator estagnou. Antes disso, e por cerca de quatro décadas, ele apareceu em várias atrações clássicas da TV, de “Caravana” (em 1958) a “Esquadrão Classe A” (1986), passando por “Jornada nas Estrelas” (1968) e quase todas as séries de western da era de ouro do gênero. Entretanto, a participação em “A Caldeira do Diabo” foi seu único papel recorrente. Ele teve projeção em 26 capítulos da 1ª temporada, vivendo Paul Hanley, personagem que acusou falsamente Rodney Harrington (O’Neal) de assassinar sua irmã num dos muitos escândalos do melodrama, baseado no filme de mesmo nome, indicado a nove Oscars em 1958. Como ator, também participou de vários filmes, tendo seu maior destaque em 1972 no papel de Goldie, o mentor psicopata do famoso pistoleiro Billy the Kid (Michael J. Pollard) em “O Pequeno Billy”, última produção da vida de Jack L. Warner, um dos fundadores e presidente da Warner Bros. Outros longas de sua carreira incluem “Cedo Demais para Amar” (1960), de Richard Rush, “Os Ressuscitados” (1965), de Richard Quine, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, “A Ilha do Adeus” (1977), de Franklin J. Schaffner, e até o telefilme “Madonna – A Inocência Perdida” (1994) sobre o começo da carreira da cantora Madonna. Além de atuar, Evans também escreveu, dirigiu e produziu quatro filmes independentes, três deles em longa-metragem, que tiveram lançamentos bastante limitados. A primeira iniciativa autoral em longa-metragem foi em 1972, a comédia “Original: Do Not Project”. E, após longo hiato, ele vinha tentando um retorno atrás das câmeras nos últimos anos, com o lançamento de “Harry Monument” (2004) e “Shuffle & Cut (A Question for Godard)” (2010). No biográfico “Shuffle & Cut”, ele interpretou a si mesmo, apresentando-se como um cineasta independente que se via sem futuro numa indústria dominada pela mentalidade dos blockbusters. Foi seu último longa atrás e à frente das câmeras, mas não sua última obra artística. Meses antes de morrer, Evans publicou um livro com uma coleção de peças de sua autoria, para serem encenadas de graça por qualquer interessado, desde que parte dos lucros fosse destinado a ajudar os sem-teto.
Annabelle visita cenários de “Friends”, “Batman” e “Harry Potter” em vídeo de Halloween
Um ano depois de ter produzido um vídeo com a boneca Annabelle, da franquia “Invocação do Mal”, durante a quarentena provocada pela covid-19, a Warner lançou uma continuação, mostrando que a criatura demoníaca continua à solta em seus estúdios. Se no vídeo original Annabelle aproveitava os estúdios vazios para passear à vontade, ela agora passa a assustar os funcionários, aparecendo nos lugares mais inusitados, enquanto continua sua turnê por cenários e adereços famosos do cinema. Lançado para celebrar o Halloween, o vídeo mostra, entre outras cenas, a boneca na poltrona de “Friends”, no trono de ferro de “Game of Thrones”, no batmóvel e com o chapéu seletor de Hogwarts. Veja abaixo.
Data de nascimento de Paulo Gustavo vira Dia do Humor no Rio de Janeiro
Depois de virar nome de rua em Niterói, Paulo Gustavo foi homenageado com uma data comemorativa no estado do Rio de Janeiro. A partir de agora, o dia 30 de outubro, data de nascimento de Paulo Gustavo, será comemorado como o “Dia Estadual do Humor”. A data foi estabelecida por lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e sancionada pelo governador Cláudio Castro nesta terça (26/10). O texto determina: “Fica banido o mau humor, a partir da publicação da presente Lei, especialmente, na data de que trata o artigo 1º [30 de outubro]”. Pela lei, os deputados estaduais deverão fazer uma sessão solene anual em homenagem aos artistas que vivem do humor, sempre em 30 de outubro. O projeto de lei é do deputado estadual André Ceciliano, presidente da casa. “Nosso objetivo é eternizá-lo no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro e promover uma celebração ao ato de fazer rir, reconhecendo a importância que a comédia tem na vida dos cidadãos fluminenses e a sua potência para transformar o mundo e as pessoas para melhor. Paulo conseguia, por meio do riso, levar uma mensagem de tolerância e respeito”, afirmou Ceciliano. Paulo Gustavo foi uma das muitas vítimas da pandemia de covid-19 no Brasil. Falecido no auge da carreira, aos 42 anos, o ator e criador de “Minha Mãe É uma Peça” deixou dois filhos e o marido, Thales Bretas.
Assistente de direção de “Rust” foi demitido por problema com arma em outro filme
Uma nova acusação veio à tona durante a investigação do acidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O assistente de direção que entregou ao ator Alec Baldwin a arma carregada que resultou na fatalidade já tinha sido demitido de outra filmagem por causa de um problema similar, informou um produtor nesta segunda-feira (25/10). Hutchins morreu na quinta-feira (21/10) depois que Baldwin recebeu de Dave Halls um revólver anunciado como “frio”, isto é, sem munição. Entretanto, durante um ensaio em que o ator demonstrava como iria disparar, as balas da arma mataram Hutchins e feriram o diretor Joel Souza. Agora, a produtora Rock Soul Studios, responsável por outro filme independente passado no Velho Oeste, chamado “Freedom’s Path”, revelou ter demitido Halls daquela filmagem “depois que um membro da equipe sofreu um ferimento leve quando uma arma, de forma inesperada, disparou”. “Halls foi retirado imediatamente do set depois que a arma cenográfica foi disparada. A produção não voltou a ser filmada até que Dave estivesse fora da locação. Um relatório sobre o incidente foi coletado naquela ocasião”, acrescentou em comunicado a produtora de “Freedom’s Path”, que ainda não estreou. O assistente já tinha sido criticado por uma produtora de adereços que trabalhou com ele na série “Into the Dark”. Maggie Goll afirmou em entrevista para o canal de notícias americano NBC News que ele era conhecido por não prezar pela segurança no ambiente de trabalho. “Ele permitia que os sets ficassem cada vez mais claustrofóbicos, sem rotas de fuga em caso de incêndio e com as saídas de emergência bloqueadas… Reuniões sobre segurança nem existiam”, afirmou. Goll ainda contou que Halls exigiu que as câmeras continuassem filmando mesmo depois de o técnico de pirotecnia — responsável pelos efeitos especiais que envolvem fogo — avisar que havia algo errado. O site Deadline procurou uma declaração da produtora Blumhouse, responsável pela série “Into the Dark”, sobre investigações sobre o comportamento de Halls, após o registro de uma queixa contra ele em 2019. Em nota, a Blumhouse apenas afirmou que o assistente de direção trabalhou em dois episódios naquele ano “e não foi recontratado depois dessa época”. O estúdio não explicou porque não quis voltar a trabalhar com ele.
Jonas Brothers terão especial de humor na Netflix
A Netflix anunciou nesta segunda-feira (25/10), um programa especial de humor estrelado por Joe, Nick e Kevin Jonas intitulado “Jonas Brothers’ Family Roast”, em que os irmãos músicos participarão de várias atividades para que o público os conheça melhor. O teaser em que o trio apresenta o projeto pode ser visto abaixo. Para quem não sabe, “Roast” virou subgênero de programas de comédia nos EUA. Trata-se de um evento ultrajante, onde um “homenageado” – ou três – vira alvo de piadas, insultos e histórias — tanto verdadeiras quanto falsas — apresentadas por convidados. Além dos irmãos, o especial também contará com as participações do humorista e ator Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), o ex-One Direction Niall Horan, o comediante Gabriel Iglesias (“Professor Iglesias”), o cantor John Legend, a atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”) e o ator Jack Whitehall (“Jungle Cruise”). O “Jonas Brothers’ Family Roast” estreia na plataforma em 23 de novembro.
Anya Taylor-Joy é a nova embaixadora global da Dior
A atriz Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) foi oficializada como a nova embaixadora global da grife Dior. Ela vestirá e usará os novos produtos da grife, desenvolvidos pela diretora criativa feminina Maria Grazia Chiuri e o diretor criativo e de imagem de maquiagem Peter Philips, em seus próximos desfiles de tapete vermelho, incluindo a première desta segunda (24/10) de seu novo filme, “Noite Passada em Soho”, em Los Angeles. A nomeação reflete a preferência da atriz por looks Dior, usados no ano passado, quando ela experimentou uma temporada de sucesso com a minissérie “O Gambito da Rainha”. Ela apareceu na Dior em uma série de premiações e aparições em festivais, incluindo no Emmy, quando usou um vestido de cetim de seda amarelo claro com casaco de ópera da Dior Haute Couture, e no Festival de Veneza, onde optou por um conjunto de cetim rosa da grife. Os próximos filmes da atriz são “The Northman”, de Robert Eggers, um longa-metragem sem título de David O. Russell, “The Menu” com Ralph Fiennes e “Furiosa”, prólogo de “Mad Max: Estrada da Fúria”, em que desempenhará o papel-título.
JoAnna Cameron (1951–2021)
A atriz JoAnna Cameron, que marcou época como “A Poderosa Isis”, morreu na sexta-feira (22/10) no Havaí, após sofrer um acidente vascular cerebral, com 70 anos de idade. Antes de virar super-heroína, ela já chamava atenção por aparecer em várias comédias que exploravam sua beleza. Seu primeiro papel foi em “Como Cometer um Casamento” (1969), contracenando com os comediantes Bob Hope e Jackie Gleason. Também apareceu em “O Seu Caso Era Mulher” (1970) com Elliott Gould, “Garotas Lindas aos Montes” (1971) com Rock Hudson e “O Super Amante” (1971) com Peter Kastner. Sua conversão em atriz televisiva aconteceu na série “Marcus Welby, M.D.”, na qual viveu uma enfermeira recorrente de 1970 a 1972. Ainda teve participações em “Daniel Boone”, “Os Audaciosos”, “Controle Remoto” e “Columbo”, mas só entrou para a História da TV ao vestir o microvestido da primeira super-heroína da televisão. “A Poderosa Isis” foi uma criação original de Marc Richards (que também assinou o desenho dos “Ghostbusters”) como complemento para as aventuras do Capitão Marvel em “Shazam!”. Na série, uma arqueóloga chamada Andrea Thomas ganhava poderes e minissaia ao encontrar uma relíquia egípcia da deusa Isis. Como a personagem também apareceu em crossovers de “Shazam!”, a DC Comics resolveu lançar seus quadrinhos. Com isso, ela virou personagem da editora e teve até sua própria revista, embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1975 e 1976. Isis acabou se tornando pioneira, ao provar que mulheres poderosas poderiam ter suas próprias séries de ação. Um ano depois de sua estreia, a TV ganhou mais duas heroínas: a Mulher Biônica de Lindsay Wagner e a Mulher-Maravilha de Lynda Carter. Após o fim de “A Poderosa Isis”, a atriz ainda foi para a Marvel e apareceu na série live-action do “Homem-Aranha” em 1978, mas largou a atuação logo em seguida, após o telefilme “Swan Song” com Davis Soul, em 1980. Tinha apenas 29 anos. Depois de deixar a TV, Cameron trabalhou por 10 anos como enfermeira no setor de saúde domiciliar antes de iniciar uma carreira em marketing hoteleiro no Havaí, onde morou até o fim da vida. A personagem que ela originou também desapareceu por várias décadas, mas acabou retornando durante a minissérie “52”, que serviu de reboot para os quadrinhos da DC Comics em 2006. Na ocasião, Isis teve seu nome alterado para Adrianna Tomaz e relacionada ao anti-herói Adão Negro. Embora tenha sido uma volta breve – ela morre na minissérie – , a editora decidiu rever seu status num novo reboot, “Os Novos 52”, que a devolveu permanentemente à continuidade dos quadrinhos da DC em 2011. Quase tão popular quanto na época de JoAnna Cameron, a personagem – sem o nome original, que hoje é relacionado à sigla em inglês do grupo terrorista Estado Islâmico – , pode ser vista atualmente na série “Legends of Tomorrow”, interpretada por Tala Ashe, e estará no filme “Adão Negro”, previsto para 2022, com interpretação de Sarah Shahi (“Sex/Life”).












