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    Dan Aykroyd defende cancelamento do humor ofensivo

    2 de novembro de 2021 /

    Na esteira da polêmica do especial de Dave Chappelle que revoltou a comunidade LGBTQIAP+, o veterano comediante Dan Aykroyd deu uma entrevista em que diz concordar com o cancelamento de humoristas que fazem piadas ofensivas. Para o astro de “Os Caça-Fantasmas” e “Irmãos Cara-de-Pau”, eles estão sendo “cancelados com razão” pelo público. “Há muita variedade no humor para que você não precise ir para o escatológico, não precise mexer em questões divisivas, para fazer alguém rir. Há tanta coisa acontecendo no mundo, tanta coisa para comentar fora do espectro ofensivo. Como escritor, digo com tranquilidade que é possível fazer humor com vários assuntos e ser bem sucedido”, disse o comediante à revista The Hollywood Reporter. “Há formas mais inteligentes de se fazer humor longe desse tipo de coisa que está sendo cancelada, e com razão, porque machuca as pessoas”, adicionou. Para finalizar a reflexão sobre o tema, Aykroyd usou um exemplo de seu próprio passado. “Quem pode ser imitado, e por quem, hoje em dia? Isso precisa ser discutido. Eu posso fazer minha antiga imitação de James Brown? Ele foi um grande amigo meu, e acho que fazia a voz dele bem, mas talvez eu não devesse mais fazer isso”, comparou. Aykroyd será visto a seguir em “Ghostbusters: Mais Além”, continuação do clássico “Caça-Fantasmas”, que ele coestrelou e coescreveu nos anos 1980. A estreia está marcada para 18 de novembro no Brasil.

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    Kristen Stewart anuncia que vai casar com a namorada

    2 de novembro de 2021 /

    A atriz Kristen Stewart (“As Panteras”) anunciou nesta terça-feira (2/11) que está noiva da roteirista Dylan Meyer (“Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta”). As duas namoram há dois anos e devem oficializar o casamento em breve. “Nós vamos nos casar, vamos realmente fazer isso”, disse Stewart no programa de Howard Stern na rádio SiriusXM. “Eu queria ser pedida (em casamento), então acredito que descobri claramente o que queria e ela acertou em cheio. Vamos nos casar, está acontecendo”, reforçou a atriz. O casal costuma ser bastante discreto sobre a relação nas redes sociais. Em abril, Meyer fez uma publicação para homenagear a namorada por seu aniversário de 31 anos, postando uma rara foto das duas juntas. “É o aniversário da minha pessoa absolutamente favorita e estou desejando a todos o volume de belos sentimentos que sinto por ela”, escreveu ao lado da imagem. “É uma curta viagem nesta terra, passe o seu tempo com alguém que te inspira a ser a melhor versão de si mesma e te incendeia”. Stewart e Meyer começaram a namorar em agosto de 2019. Por coincidência, naquele mesmo ano a atriz falou da relação no mesmo programa de Howard Stern. “Eu a percebi anos atrás em um filme e eu não a via há seis anos, e então ela apareceu na festa de aniversário de um amigo e eu fiquei tipo, ‘Onde você esteve e como não te conheci?'”, declarou. Kristen Stewart pode ter algo mais para comemorar em breve. A crítica americana tem elogiado muito sua atuação em “Spencer”, filme em que interpreta a princesa Diana, e há uma expectativa de vê-la conseguir sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz. “Spencer” estreia no Brasil na próxima semana, no dia 11 de novembro.

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    Netflix lança primeiros games para assinantes

    2 de novembro de 2021 /

    A Netflix lançou nesta terça (2/11) a “Netflix Games”, uma plataforma de jogos disponível para seus assinantes em todo o mundo. Por enquanto, os jogos estão disponíveis apenas para celulares e tablets com o sistema Android, e se resumem a cinco opções, duas delas com o nome da série “Stranger Things”: “Stranger Things: 1984”, “Stranger Things 3: The Game”, “Shooting Hoops”, “Card Blast” e “Teeter Up”. Para ter acesso aos games, só é necessário ter uma conta na Netflix e acessá-la usando aparelhos móveis com o sistema Android. Ao logar, os assinantes verão a lista dos jogos. “Assim como em todas as nossas séries, filmes e especiais, queremos oferecer opções para todos os tipos de jogadores, tanto iniciantes quanto experientes. Este é só o começo. Vamos continuar aprimorando a experiência, além de adicionar ainda mais jogos nos próximos meses”, disse em comunicado Mike Verdu, ex-executivo do Facebook e da empresa de games EA (Electronic Arts), que foi contratado como novo vice-presidente de desenvolvimento de jogos da Netflix para lançar o projeto. “Este é só o começo” é a definição mais adequada para a iniciativa, que veio à tona em julho passado, uma semana após a contratação de Verdu, quando a apresentação da Netflix Games parecia apontar um lançamento ainda distante. Ao fazer o balanço do segundo trimestre, a empresa explicou que a expansão para o mercado de jogos teria como base os “esforços anteriores em torno da interatividade”, vistos em episódios especiais de “Black Mirror” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, entre outras produções interativas. “Vemos os jogos como outra categoria de conteúdo para nós, semelhante à nossa expansão para filmes originais, animação e reality shows”, explicou o texto que apresentou o projeto. “Os jogos serão incluídos na assinatura da Netflix sem nenhum custo adicional aos membros, de forma semelhante como acontece atualmente com filmes e séries. A princípio, vamos nos concentrar principalmente em jogos para dispositivos móveis”. Acompanhando o comunicado, os executivos da Netflix participaram de uma sessão de perguntas e respostas, em que o co-CEO Ted Sarandos reforçou a ideia por trás da nova linha de produção. “Não é um produto separado. Somos uma empresa de um só produto”, ele destacou. No mesma conversa, Greg Peters, COO e diretor de produto, reforçou que os games serão relacionados a conteúdos da plataforma. “Os conteúdos que criamos, com mundos incríveis, histórias, personagens… Sabemos que os fãs querem um envolvimento mais profundo”, afirmou. Lembrem-se: “Este é só o começo”. Os mais entusiasmados com a perspectiva de a Netflix entrar no negócio de games chegaram a imaginar uma competição com a Microsoft, que, neste ano, colocou o Game Pass e o Xbox Cloud Streaming como pontos centrais de sua estratégia de crescimento – tentando criar o que muitos analistas chamaram, justamente, de “a Netflix dos games”. Por isso, os planos da Netflix Games, aparentemente tímidos, embutem futuras possibilidades. O próprio Peters admitiu em julho que, apesar de privilegiar adaptações de seus conteúdos, “também tentaremos jogos autônomos”. “Talvez um dia veremos um jogo que gere um filme ou série”, ponderou. E isso implica produção própria de games originais. O fundador e co-CEO Reed Hastings complementou lembrando que a empresa já explora várias propriedades intelectuais de produtoras de games, que tem adaptado como séries e filmes. “Você pode possuir o conteúdo e ter essas franquias longas. Será melhor se pudermos dominar o conjunto criativo”.

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    Entrevista de Wagner Moura irrita integrantes do governo

    2 de novembro de 2021 /

    O ator Wagner Moura, que estreia na direção à frente de “Marighella”, irritou integrantes do governo Bolsonaro e simpatizantes da ditadura militar brasileira ao dar uma entrevista contundente ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite de segunda (1/11). Ele falou sobre as ameaças sofridas durante a produção de seu filme “Marighella”, que conta a história do guerrilheiro Carlos Marighella e as barbaridades cometidas pela ditadura no país, mencionando ter enfrentado até tentativa de censura do filme por órgãos do governo, com o cancelamento de recursos da Ancine autorizados para o longa. “Os ataques foram todos. A questão com a Ancine é uma clara censura. O ‘Marighella’ tinha sido contemplado com o fundo setorial para complementação da produção e não recebemos o dinheiro porque foi negado pela Ancine, no momento em que o Bolsonaro falava abertamente em filtragem na Ancine”, declarou, lembrando ainda que outros editais, sobretudo aqueles com temática LGBTQIAP+, foram cancelados após lives de Bolsonaro atacarem as produções. Por conta da identificação do governo Bolsonaro com ideais da ditadura, Moura fez uma comparação à luta contra a repressão de outrora e o enfrentamento contra os representantes atuais do regime. “‘Marighella’ não é apenas sobre quem resistiu à ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970, é sobre os que resistem hoje no Brasil”, afirmou. Ele também comparou os atos de terrorismo de Marighella com o que considera terrorismo de estado praticado por Bolsonaro. “Os acusados de terroristas são os pobres, o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], o Black Lives Matter, e isso sempre me incomodou, mas 600 mil mortos por Covid é terrorismo, 19 milhões de pessoas passando fome, a Amazônia pegando fogo, o ministro da Economia que tem uma conta offshore enquanto o povo paga imposto alto é terrorismo”, afirmou, ao comentar a romantização do guerrilheiro. A respeito de uma declaração de Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, que chamou Marighella de “psicopata comunista”, Moura se recusou a comentar. “Eu não tenho nenhum respeito por nenhuma declaração de quem faça parte desse governo. Nem esse cara, nem aquele da secretaria de Cultura, eu não vou comentar.” Pelo Twitter, o ex-“Malhação” Mario Frias, “aquele da secretaria de Cultura”, decidiu fazer o que Moura não fez. Ele “comentou”: “Somos dois então. Não sinto nada além de desprezo por esse sujeito patético que bate palma pra bandido!”, escreveu. “Também não temos respeito por você”, apoiou André Porciuncula, capitão da PM e braço-direito de Frias na secretaria de cultura, responsável pela aprovação de projetos culturais para receber financiamentos via Lei Rouanet. Teve mais. “Terrorismo quem fez foi o personagem que este ator interpretou e ainda teve a desfaçatez de falar em ‘amor’ para resumir a história de um homicida. E covardia é defender o socialismo e ir morar em um país capitalista”, escreveu a deputada federal Carla Zambelli, sem definir se o país capitalista a que ela se refere é os EUA e se o Brasil é socialista na comparação inusitada. Não é de hoje que os simpatizantes da ditadura escolheram “Marighella” como alvo. A reação é tão extremada que fez o portal americano IMDb, conhecido por reunir avaliações do público sobre lançamentos de cinema, TV e streaming, alterar os pesos das notas dadas à produção após constatar que o filme sofria “review bombing” de usuários do Brasil, onde o filme permanece inédito. Graças à alteração dos critérios, a nota do longa pulou de 4 para 6,5 na semana passada. Embora reconhecidamente romanceie a luta de Carlos Marighella, que não era pela democracia, mas pelo comunismo, “Marighella” é um filme importante para o momento em que o Brasil atravessa, e isso se reflete nos aplausos e elogios que têm recebido em todo o mundo, desde que teve sua première em 2019 no Festival de Berlim. O filme tem 88% de aprovação entre a crítica americana e finalmente vai chegar no Brasil nesta quinta (4/11). Veja abaixo a íntegra da entrevista de Wagner Moura no programa “Roda Vida”, da TV Cultura.

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    Josh Brolin celebra oito anos de sobriedade

    2 de novembro de 2021 /

    O ator Josh Brolin celebrou em seu Instagram oito anos de sobriedade, numa postagem em que agradece a todos os que o ajudaram a se livrar da dependência química. No texto, o intérprete de Thanos no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) pondera que sua vida mudou para melhor após se livrar do álcool e das drogas, principalmente no convívio familiar com a esposa e as filhas. “Sobriedade é finalmente amar sem que cada pensamento seja sobre como isso afeta apenas você. Sobriedade é aquele momento em que você pode amar e ser consumido pela alegria que traz ao outro. Sobriedade é saber a diferença entre egoísmo e integridade. Sobriedade é saber que Deus está em tudo o que é feito de todos as cores (e misturas de cores) que existem”, iniciou o ator. Há várias outras frases sobre a definição da sobriedade para o ator de 53 anos, até chegar no parágrafo final: “Ainda, sobriedade é quando seus filhos olham para você e confiam no que veem (você consegue ver isso nas pupilas a sua frente), que eles sabem que não estão sendo apenas cultivados, mas celebrados no jardim em que estão crescendo. A sobriedade é viver melhor do que a lembrança do que foi sua maior bebedeira. Nada disso é merecido. Tudo isso foi conquistado. Obrigado Deus, família e amigos pela sobriedade mais punk rock que posso imaginar”, completou. Brolin teve um problema sério com o vício, que o levou a ser internado em uma clínica de reabilitação em 2013. Um ano depois, ele assumiu que ir para a clínica foi um “ponto de virada” em sua vida, após perceber que seguia um caminho “autodestrutivo”. “Sabia que precisava mudar e amadurecer”, declarou. “Eu usei heroína. Falando assim parece horrível. Mas, sim, eu usei. Nunca cheguei a me viciar, nem morri, o que é uma coisa boa. Mas 19 amigos meus morreram. Eu cresci com a maioria desses caras. Agora eles estão todos mortos”, disse o ator ao jornal The Guardian, lembrando até que chegou a roubar carros para comprar drogas. Atualmente, Josh Brolin está casado com a fotógrafa Kathryn Boyd Brolin, com quem tem duas filhas: Westlyn, de 3 anos, e Chapel, de 10 meses. O ator também é pai de outros dois filhos, Trevor, de 33, e Eden, de 27, frutos de seu antigo relacionamento com a atriz Alice Aidar. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Josh Brolin (@joshbrolin)

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    Boneca de “Round 6” aparece na Avenida Paulista

    1 de novembro de 2021 /

    A série sul-coreana “Round 6” já bateu todos os recordes de audiência desde que foi lançada em 18 de setembro, mas a Netflix continua investindo em sua divulgação. Neste feriadão, a boneca do primeiro jogo da trama apareceu simplesmente na Avenida Paulista, numa encenação com atores que parou o trânsito e envolveu transeuntes da região, uma das mais movimentadas de São Paulo. Para a ação, a boneca “aprendeu” português, dizendo com algum sotaque a frase coreana que repetia na série: “Batatinha, 1, 2, 3”. Veja abaixo. Fenômeno mundial, “Round 6” tinha sido vista por 142 milhões de assinantes da Netflix em seu primeiro mês. O número, divulgado em 19 de outubro, deve ter crescido muito mais desde então. Em termos de comparação, essa audiência é quase o dobro do 2º colocado, o sucesso de “Bridgerton”, até agosto passado a série mais assistida da Netflix com 82 milhões de visualizações. O volume de tráfego gerado pela produção foi tão grande que uma das maiores empresas provedoras de internet da Coreia do Sul resolveu processar a plataforma por monopolizar seus serviços. A SK Broadband está cobrando na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver “Round 6”. O lado mais sombrio do fenômeno é que a série está sendo vista por muitas crianças, que tentam recriar os jogos com colegas. O apelo encontra-se no fato de os desafios mortais serem baseados em brincadeiras infantis. Mas por conter muita violência a produção é imprópria para menores de 16 anos. O sucesso se reflete ainda na popularidade repentina dos atores da série. A estreante Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram praticamente da noite para o dia. Até então modelo, ela viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para o nível Juliette de mais de 23 milhões em um mês. Embora a Netflix ainda não tenho anunciado a continuação, o criador e diretor da série, Hwang Dong-hyuk, já está trabalhando em ideias para os próximos capítulos. Limites? Não temos! Em vídeos divulgados nas redes sociais, mostram uma boneca (a mesma de Round 6), nas ruas de São Paulo, mais especificamente, na Avenida Paulista. Com direito aos efeitos sonoros do kdrama (batatinha frita 1,2,3) e pessoas se divertindo no local. Iriam? 🗣 pic.twitter.com/bcMnogYDr3 — Round 6 Brasil (@Round6Brasil) November 1, 2021 Gente, que?????? Boneca da “batatinha 1,2,3”do Round 6 na Paulista pic.twitter.com/sllnjDvDbM — Laís Amaral (@lalamaral) October 30, 2021

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    Jo-Carroll Dennison (1923–2021)

    31 de outubro de 2021 /

    A atriz Jo-Carroll Dennison, que transformou sua coroa de Miss América numa carreira em Hollywood, morreu em 18 de outubro em sua casa em Idyllwild, Califórnia, aos 97 anos, revelou neste fim de semana o jornal New York Times. Dennison nasceu em 16 de dezembro de 1923 num dos locais mais inusitados possíveis: uma prisão masculina em Florence, Arizona. Sua mãe deu a luz enquanto viajava com seu pai de carro do Texas para a Califórnia. Sua carreira também foi levada pelas circunstâncias aos destinos mais improváveis. Ela participou do programa de medicina itinerante de seus pais e pretendia se formar em negócios (economia e finanças) em Tyler, no Texas, quando um homem impressionado por sua beleza a parou na rua, mudando sua vida. Era um banqueiro que queria que ela representasse seu banco no concurso de beleza da cidade. Ela venceu aquele concurso, foi parar numa disputa regional, virou Miss Texas e acabou escolhida como Miss América em 1942. Com a faixa de Miss, foi entreter as tropas americanas no começo da 2ª Guerra Mundial e conseguiu um contrato com a 20th Century Fox, que a escalou como figurante de clássicos como “Canção de Bernadette” e “Entre a Loura e a Morena” em 1943. Ela também figurou no musical “Alegria, Rapazes!” (1944), onde conheceu seu futuro marido, o ator Phil Silvers, e conquistou seu primeiro papel creditado no romance “Encontro nos Céus” (1945). Mas a expectativa de sucesso cinematográfico não se concretizou, encerrando-se após vestir um maiô de peles no trash “Mulheres Pré-Históricas” (1950) e virar femme fatale no noir barato “Eco do Pecado” (1951). Paralelamente, Dennison ainda tentou carreira televisiva, emplacando pelo menos um papel marcante, como a estonteante e perigosa Breathless Mahoney na série de “Dick Tracy” (1950). A personagem foi vivida por ninguém menos que Madonna no filme de 1990. Nesta época, ela iniciou seu segundo casamento, desta vez com o diretor-produtor de TV Russell Stoneham (de “Barnaby Jones” e “São Francisco Urgente”), despedindo-se das telas logo em seguida, com um episódio de 1953 da série “The Abbott and Costello Show”. Jo-Carroll Dennison teve dois filhos do segundo casamento, encerrado em 1981, e lançou um livro autobiográfico, “Finding My Little Red Hat”, no mês passado.

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    “007 – Sem Tempo para Morrer” supera US$ 600 milhões mundiais

    31 de outubro de 2021 /

    O filme “007 – Sem Tempo para Morrer” chegou a US$ 605 milhões de bilheteria mundial nesta domingo (31/10), somando quase US$ 100 milhões a mais em uma semana. A maior parte deste valor vem da China, onde a produção estreou neste fim de semana, faturando US$ 28,2 milhões nos últimos três dias. Ao todo, o longa arrecadou US$ 133 milhões na América do Norte e US$ 472 milhões no exterior, atingindo um faturamento raro em plena pandemia. Trata-se da segunda maior arrecadação de Hollywood desde o começo do surto de covid-19, ficando atrás apenas dos US$ 716,5 milhões de “Velozes e Furiosos 9”. Ambos os filmes são da Universal Pictures, mas o longa de 007 é uma coprodução com a MGM. Além da China, a última aventura de Daniel Craig como James Bond continua a ter um desempenho notável no Reino Unido, onde se tornou o 6º filme de maior bilheteria de todos os tempos, com pandemia e tudo, ultrapassando os blockbusters “Titanic” e “Star Wars: O Último Jedi”. O total do Reino Unido está agora em US$ 116,4 milhões. Outros países que puxam a arrecadação são a Alemanha, onde a produção fez US$ 62 milhões até o momento, a França com US$ 26,1 milhões e a pequena Holanda, onde “007 – Sem Tempo para Morrer” se tornou o maior lançamento da Universal de todos os tempos, com US$ 18,4 milhões. Graças a esse sucesso, o filme superou expectativas. Mesmo com as limitações de público ocasionadas pela pandemia, já deixou de ser o título de menor bilheteria da fase de Daniel Craig na franquia, deixando para trás “007 – Quantum of Solace”, que faturou US$ 589,5 milhões mundiais em 2008. Além disso, nos próximos dias vai ultrapassar os US$ 616,5 milhões arrecadados por “007 – Cassino Royale” em 2006. Embora tenha entrado em cartaz há cinco semanas, o longa ainda não chegou na Austrália, onde terá lançamento em 11 de novembro, possibilitando um novo impulso em sua bilheteria.

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    Funcionários transexuais processam Netflix após especial com piadas transfóbicas

    30 de outubro de 2021 /

    A Netflix vai enfrentar um processo trabalhista devido ao controverso especial de comédia de David Chappelle, em que o humorista fez piadas transfóbicas. Dois funcionários transexuais foram ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA para acusar a empresa de streaming de retaliação por terem criticado o especial “Encerramento” (The Closer). O ex-gerente de programas B. Pagels-Minor, demitido enquanto organizava uma manifestação de funcionários trans, e Terra Field, uma engenheira de software suspensa após criticar o especial, são os responsáveis pela queixa. Eles afirmam que as ações da Netflix foram projetadas para impedir que os trabalhadores protestassem, impedindo discussões sobre um ambiente seguro para os funcionários LGBTQIAP+. “Esta acusação não é apenas sobre B. e Terra, e não é sobre Dave. Trata-se de tentar mudar a cultura e ter um impacto para os outros”, diz a advogada deles, Laurie Burgess. “A acusação é um ação coletiva. Trata-se de apoiar colegas de trabalho e defender coisas que você se importa.” B. está grávido de 35 semanas e prestes a perder o plano de saúde. “Em meio a todo o estresse, estou tentando tirar um dia de cada vez e focar na minha saúde”, disse ele à revista. “Como é uma gravidez de alto risco, eu tenho que ter cuidado. Nem sabemos qual é a nossa situação de plano de saúde, e estamos programados para estar em um hospital tendo um bebê em menos de 30 dias.” No caso de Terra, uma das primeiras a denunciar as ofensas do especial, ela chegou a ser ameaçada de morte e teve seus dados pessoais vazados. “Isso é o que acontece com as pessoas trans – somos tolerados desde que fiquemos quietos, mas se protestarmos por algo somos assediados”. A Netflix, por sua vez, nega ter tomado qualquer atitude para silenciar os funcionários. “Reconhecemos a mágoa e a dor causadas aos nossos colegas trans nas últimas semanas”, disse um porta-voz do streamer em comunicado à imprensa. “Mas queremos deixar claro que a Netflix não tomou nenhuma ação contra os funcionários por reclamarem ou protestarem.” A plataforma justifica a demissão de B. Pagels-Minor por vazamento de informação sensível à imprensa, acusação que ele nega, e a suspensão de Terra Field por invadir uma reunião de diretores da empresa.

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    Alec Baldwin fala pela primeira vez sobre morte de Halyna Hutchins

    30 de outubro de 2021 /

    Alec Baldwin falou pela primeira vez com a imprensa sobre a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”. Ela faleceu no dia 21 de outubro após ser atingida por balas de um revólver disparado pelo ator, durante o ensaio de uma cena. A arma deveria conter festins ou estar descarregada. Além de atuar, Baldwin também era produtor do filme, por isso defendeu a equipe, ao mesmo tempo em que descreveu a cinematógrafa como amiga. “Ela era minha amiga. No dia em que cheguei em Santa Fé e comecei a filmar, levei ela para jantar com o Joel [Souza], o diretor”, disse Baldwin numa entrevista coletiva transmitida pelos canais de notícia dos EUA. “Éramos uma equipe muito, muito bem treinada filmando um filme juntos, e então esse evento horrível aconteceu”, prosseguiu. “Ocasionalmente ocorrem acidentes acidentais em sets de filmagem, mas nada como isso. Este é um episódio em um trilhão. É um evento em um trilhão”, completou o ator. Ele também destacou que sempre trabalhou com armas de verdade em sets de filmagem e que inúmeras produções são feitas assim, mas que a morte de Halyna Hutchins deve mudar essa prática. “O que precisa acontecer agora: temos que perceber que, quando acontecer uma coisa horrível e catastrófica, algumas novas medidas precisam ser tomadas. Pistolas de borracha, armas de plástico, formas de não usar nenhum armamento real no set. Mas isso não cabe a mim decidir”, acrescentou Baldwin. O ator de 63 anos também contou ter se encontrado com o marido e o filho de Hutchins, mas afirmou que não poderia responder nenhuma pergunta dos repórteres sobre o que aconteceu nas filmagens, dizendo que era uma ordem do xerife de Santa Fé, Adan Mendoza, por se tratar de uma investigação em andamento. Embora o tiro disparado por Baldwin tenha sido acidental, a promotora distrital Mary Carmack-Altwies e o xerife de Santa Fé ainda não descartaram uma acusação criminal contra o ator. “Neste momento, todas as opções estão na mesa. Não comentarei sobre acusações, se elas serão apresentadas ou não, ou sobre quem. Não podemos responder a essa pergunta até que concluamos uma investigação mais completa. Ninguém foi descartado”, afirmou Carmack-Altwies em entrevista coletiva na última quarta-feira (27/10). Por seu papel como produtor de “Rust”, Baldwin dificilmente escapará de processos civis da família de Hutchins e de outros envolvidos no incidente, em busca de indenizações financeiras. Além da diretora de fotografia, morta aos 42 anos, o diretor Joel Souza também foi ferido, ao receber uma bala no ombro durante o ensaio com Baldwin. O departamento do xerife de Santa Fé também investiga o assistente de direção Dave Halls, que entregou a arma a Balwin afirmando que ela não continha munições, e a armeira Hannah Gutierrez-Reed, que deveria ser a primeira a checar a segurança do revólver. Ambos tiveram problemas relacionados a segurança de armas em trabalhos anteriores. Além disso, também há relatos de que integrantes da produção praticavam tiro ao alvo com as armas do filme durante os intervalos da produção. Veja abaixo o vídeo da entrevista de Baldwin, transmitido pela rede americana de notícias CNN.

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    Camille Saviola (1950–2021)

    30 de outubro de 2021 /

    A atriz Camille Saviola, conhecida por interpretar Kai Opaka em “Star Trek: Deep Space Nine”, morreu na sexta (29/10) aos 71 anos, de causa não divulgada. Ela começou no show business como cantora da banda de rock Margo Lewis Explosion nos anos 1970, mas logo mudou de tom, fazendo sua estreia na Broadway como Mama Maddelena no musical “Nine”, em 1982. O sucesso da produção abriu-lhe as portas do cinema, por onde entrou pelas mãos do conterrâneo nova-iorquino Woody Allen. Sua primeira aparição nas telas foi num pequeno papel em “Broadway Danny Rose” (1984), seguido por outro filme de Allen, “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), e a partir de então teve uma carreira prolífica na TV e no cinema. Ela ainda voltou a trabalhar com o diretor mais uma vez em “Sombras e Neblinas” (1991). Outros papéis no cinema incluíram “Noites Violentas no Brooklyn” (1989), “O Casamento de Betsy” (1990), “Entre Amigos” (1991) e “A Família Addams 2” (1993), mas ela logo começou a conquistar mais espaço na TV, passando a interpretar Kai Opaka em “Star Trek: Deep Space Nine” em 1993. A líder espiritual de Bajor acabou se tornando personagem da série até 1996. Saviola também estrelou as séries “The Heights” e “First Monday”, que duraram apenas uma temporada – respectivamente em 1992 e 2002 – , e apareceu em “Jogo Duplo” (Remington Steele), “A Juíza” (Judging Amy), “Becker”, “Plantão Médico” (E.R.), “JAG: Ases Invencíveis”, “Saving Grace”, “Without a Trace”, “Nip/Tuck” e foi a mãe de Turtle (Jerry Ferrara) em “Entourage”, entre muitos outras participações televisivas. Seu último papel foi na série “Younger”, onde interpretou Filomena, a mãe de Enzo de Luca (Chris Tardio) entre 2018 e 2019.

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    Fim de meia-entrada é vetado pelo governo de São Paulo

    30 de outubro de 2021 /

    O governador de São Paulo em exercício, deputado Carlão Pignatari, vetou integralmente o projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa que propunha o fim da meia-entrada em eventos culturais no estado. A decisão saiu no Diário Oficial do estado deste sábado (30/10). A justificativa do veto apresentada por Pignatari no Diário Oficial é a de que o projeto conflita com disposições federais sobre o tema, uma vez que o benefício da meia-entrada para estudantes e idosos é garantido por lei federal. Músicos sertanejos e Dedé Santana chegaram a pedir a Jair Bolsonaro que revogasse a lei nacional, com a justificativa de que prejudicava lucros de artistas e empresas do setor cultural. O projeto paulista era de outro representante da direita brasileira, o deputado Arthur do Val, do Patriota, que afirmou não ver lógica em uma pessoa com menor poder aquisitivo pagar mais para que um estudante rico pague menos. O parlamentar citou o exemplo de um universitário rico que paga meia-entrada enquanto a “faxineira que trabalha na casa desse estudante paga inteira” no ingresso. Neste exemplo, ele não considerou que a faxineira pudesse ter um ou mais filhos estudantes, nem que a maioria da população do brasil (inclusive estudantes) é pobre. O projeto definia que todas as pessoas de 0 a 99 anos pudesse ter acesso à meia-entrada, criando, na prática, uma nova inteira. Todo mundo pagaria o mesmo. Mas não seria metade do preço, como alega a justificativa, uma vez que o próprio proponente indica que o fim da meia-entrada é uma reivindicação de empresários do setor. “Todo mundo sabe que a meia-entrada destrói todo um setor cultural”, escreveu Arthur do Val em seu Twitter, revelando o interesse financeiro por trás da “benesse”. “Foi o setor de eventos que me pediu, inclusive, me fez cartas de apoio de que queria a aprovação desse PL porque, basicamente, quando você tem uma casa de show ou é produtor de eventos, você precisa ter previsibilidade de quanto vai arrecadar, e você só fica sabendo disso sabendo quanto pode cobrar de ingresso”, detalhou o político, reforçando que o objetivo não é diminuir o preço. Assim, o preço médio subiria até atingir o atual valor cobrado por uma entrada inteira. Todos pagariam inteira para construir “todo um” setor cultural, na definição do deputado. Trata-se, como costumam ser os projetos da direita brasileira que dizem pensar nos mais pobres, uma tentativa de acabar com direitos adquiridos da população para beneficiar os mais ricos – notadamente, os promotores de evento. O deputado e todos que votaram a favor do projeto na Assembleia Legislativa de São Paulo também demonstram profunda ignorância sobre a função social da meia-entrada, instituída como incentivo para os mais pobres estudarem e não abandonarem a escola ao obter a Carteira de Trabalho, além de permitir a socialização e acesso a Cultura para aposentados constantemente prejudicadas por reformas insensíveis no Congresso. Se todos pagassem o mesmo, a função social inexistiria.

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    Sílvio de Abreu vai gerir núcleo de novelas na HBO Max

    29 de outubro de 2021 /

    A HBO Max anunciou a criação de um núcleo de desenvolvimento de “telesséries” para a América Latina, comandado pela chefe de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America, Mônica Albuquerque, e supervisionado por ninguém menos que Silvio de Abreu, ex-diretor do departamento de Dramaturgia da Globo e autor de filmes e novelas bem-sucedidas. O comunicado também faz uma descrição curiosa do que são essas “telesséries” que Sílvio de Abreu vai ajudar desenvolver. “É um formato que representa muito a criação artística da América Latina”, segundo Tomás Yankelevich, Chief Content Officer da WarnerMedia Latin America, que em seguida diferencia “telesseries” das séries americanas. “Nossa dramaturgia tem muito para compartilhar com o mundo. E nos últimos anos, com o desenvolvimento das séries americanas, assistimos claramente a busca pelo arco longo, tão característico dos folhetins que já habitavam as telas da América Latina há muito tempo”, completou. O que a HBO Max está anunciando, sem assumir, é que vai fazer novelas! Novelas “com cerca de 50 capítulos, trazendo conteúdo de ficção em formato híbrido que combina a base do melodrama com o ritmo de série”, descreve o texto. “As telesséries [leia-se novelas] têm o objetivo de se conectar de forma única à audiência brasileira e de toda região que tanto vibra, torce e se emociona com histórias nesse formato [isto é, com novelas]”. 50 episódios é justamente a duração da primeira novela de streaming da Globo, “Verdades Secretas 2”. Na nova função, descrita em comunicado como “showrunner”, Silvio de Abreu trabalhará em contato com autores e diretores de novos projetos do gênero na plataforma. “Estou muito feliz com esta nova caminhada e já me sinto em casa com um time tão competente, que já tive o prazer de conhecer em outras oportunidades. Criar narrativas e trazer temas relevantes que façam com que a audiência se envolva, se identifique e gere impacto na sociedade são combustíveis para este desafio que, tenho certeza, vai render muitos projetos incríveis”, afirmou o profissional. Dos filmes da pornochanchada dos anos 1970 à carreira televisiva, Sílvio de Abreu trilhou vários estilos, que se refletiram na versatilidade de suas novelas, como “Guerra dos Sexos” (1983), “Rainha da Sucata” (1990) e “A Próxima Vítima” (1995). A carreira executiva, porém, é bem mais recente. Ele se tornou Diretor de Dramaturgia da Globo em 2015, e neste cargo ajudou a revelar mais de 20 novos autores, abrindo espaço para novas ideias e formatos. O lançamento do núcleo de desenvolvimento da HBO Max faz parte de um projeto para lançar 100 novas produções latino-americanas até 2023. Todos esses novos títulos serão disponibilizados com exclusividade pela plataforma sob a marca Max Originals.

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