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    Como Superman inspirou luta contra a homofobia no vôlei brasileiro

    27 de outubro de 2021 /

    A revelação de que o novo Superman se assume bissexual nos quadrinhos de “Superman: Son of Kal-El”, em edição que será lançada em novembro nos EUA pela DC Comics, tirou do armário a homofobia brasileira e inspirou uma luta contra o preconceito no esporte nacional, com união de atletas LGBTQIAP+ e patrocinadores contra a intolerância e em defesa de “um mundo melhor”, como diz o slogan do super-herói para o século 21. Como todo bom quadrinho, esta luta tem um vilão. Bolsonarista assumido, o jogador Mauricio Souza assumiu o papel ao ser dispensado nesta quinta (27/10) pelo Minas Tênis Club, seu time de vôlei, e não voltará mais a ser relacionado para jogos da seleção, após declarações polêmicas contra as primeiras imagens divulgadas da publicação da DC, que mostram o jovem Superman de 17 anos, filho de Clark Kent e Lois Lane, trocando beijos com outro adolescente. “A é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”, ele escreveu no Instagram no Dia das Crianças, dando início a maior controvérsia do ano no esporte brasileiro, após manifestações de outros atletas do vôlei, como Sidão e Wallace. Este último escreveu “Misericórdia”, ecoando o repúdio de Mauricio. Muitos torcedores consideraram a postagem como indireta contra companheiros de seleção. E Douglas Souza (sem parentesco), assumidamente homossexual, rebateu logo em seguida. “Engraçado que eu não ‘virei heterossexual’ vendo os super-heróis homens beijando mulheres… Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para a sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim. Obrigado, DC [Comics], por pensar em representar todos nós e não só uma parte”, disse o jogador, que participou das Olimpíadas do Japão com Mauricio. Apesar das críticas, Mauricio resolveu reforçar sua opinião nas redes sociais. Com fundo preto, ele escreveu: “Hoje em dia o certo é errado e o errado é certo… Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias!”. E ainda acrescentou, fazendo referência à suposta “heterossexualidade frágil” citada por Douglas: “Pra cima de mim não! Aqui é frágil igual esticador de canto de cerca!”. O novo post gerou mais repercussão, forçando o Minas Tênis Clube a se manifestar. O clube soltou um comunicado dizendo estar “ciente do posicionamento público do atleta Maurício Souza”. Mas defendeu seu direito à “liberdade de expressão”: “Todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”. Para se sustentar em cima do muro, o texto ainda acrescentou: “O Clube é apartidário, apolítico e preocupa-se com a inclusão, diversidade e demais causas sociais. Não aceitamos manifestações homofóbicas, racistas ou qualquer manifestação que fira a lei. A agremiação salienta que as opiniões do jogador não representam as crenças da instituição sócio desportiva”. E concluiu, visando dar o assunto por encerrado: “O Minas Tênis Clube pondera que já conversou com o atleta e tem orientado internamente sobre o assunto”. Mas o discurso “apaziguador” só aumentou a polêmica, que chegou aos patrocinadores do time. A montadora Fiat e a metalúrgica Gerdau assinaram comunicados opostos ao tom do Minas, exigindo o enquadramento de Mauricio. Em sua nota, a Fiat disse que estava “cobrando as medidas cabíveis”, afirmando ter “posicionamento inegociável diante do respeito à diversidade e à inclusão” e que “repudia qualquer tipo de declaração que promova ódio, exclusão ou diminuição da pessoa humana”. A Gerdau também cobrou “tratativas necessárias ao caso” e a adoção de “medidas cabíveis, o mais rápido possível”, reforçando seu “compromisso com a diversidade e inclusão, um valor inegociável para a companhia”. Após a cobrança pública, o Minas mudou de tom. Em comunicado bem mais duro, anunciou que “não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma” e “intensificará campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais”. Além do comunicado, o clube multou e suspendeu o jogador, forçando-o ainda a fazer uma retratação pública. Na terça (26/10), Mauricio pediu desculpas sem dizer pelo quê, escrevendo uma mensagem sem a esperada retratação no Twitter, onde tem menos seguidores, ao mesmo tempo em que manteve as publicações com teor homofóbico no Instagram. “Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção. Tenho refletido muito e reitero minhas desculpas pelo posicionamento”, o jogador escreveu, sem se aprofundar. Acompanhando o caso da Itália, onde defende atualmente o Vibo Valentia, Douglas desabafou: “O famoso não vai dar em nada, né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso, de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma ‘multa’ e uma retratação nas redes sociais. Até quando? Feliz pelas empresas se juntando contra e triste por atletas tentar passar o pano nisso. Vergonhoso. Todos os dias, todas as horas um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação”. Craque da seleção e capitã do time feminino do Minas, Carol Gattaz compartilhou a publicação de Douglas mostrando solidariedade. “Estou com você”, disse. A central também se posicionou em seu Instagram, destacando que “homofobia é crime” e exigindo respeito. “Já toleramos desrespeito, gracinhas e preconceitos disfarçados de opinião por muito tempo. Chega”, postou. As reações reforçaram que a resolução do caso não era o que se esperava. Após indícios de que os patrocinadores procuraram a diretoria do clube de Belo Horizonte para cobrar a necessidade de um post no Instagram e que fossem deletados os posts homofóbicos, Mauricio foi novamente às redes sociais nesta quarta (27/10), desta vez em vídeo gravado para o Instagram, onde voltou a “pedir desculpas a quem se sentiu ofendido”. Entretanto, ele se recusou a fazer uma retratação. Ao contrário, defendeu que “ter opinião e defender o que se acredita não é ser homofóbico com ninguém”. “Eu fico triste com tudo que está acontecendo, porque infelizmente a gente não pode mais dar opinião, colocar os valores acima de tudo. Valores de família, valores que a gente acredita. Mas os valores de vocês a gente tem que respeitar de qualquer custo, se não a gente é taxado de homofóbico, preconceituoso…”, reclamou o jogador. O anúncio do desligamento do Minas ocorreu logo depois que a nova postagem foi ao ar. “O Minas Tênis Clube informa que o atleta Maurício Souza não é mais jogador do Clube”, divulgou a entidade esportiva, de forma curta e seca, nas redes sociais. Procurado pela imprensa para repercutir o fato, Renan dal Zotto, técnico da seleção brasileira de vôlei, também fechou as portas para Maurício Souza. O treinador se posicionou de forma contundente contra as declarações homofóbicas do meio de rede do Minas Tênis Clube. Em entrevista ao jornal Extra, Renan justificou sua posição: “É inadmissível este tipo de conduta do Maurício e eu sou radicalmente contra qualquer tipo de preconceito, homofobia, racismo. Em se tratando de seleção brasileira, não tem espaço para profissionais homofóbicos. Acima de tudo, preciso ter um time e não posso ter este tipo de polêmica no grupo. Não me refiro apenas ao elenco dos atletas. É geral, para todos os profissionais”.

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    Gilberto Braga (1945-2021)

    27 de outubro de 2021 /

    Gilberto Braga, um dos mais importantes autores de novelas do Brasil, morreu nesta terça-feira (26/10). O escritor, que completaria 76 anos na próxima segunda-feira, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde enfrentava uma infecção sistêmica após uma perfuração do esôfago – lesão apontada como causa da morte. Casado com o decorador Edgar Moura Brasil, o autor também sofria do Mal de Alzheimer. Braga escreveu mais de 20 novelas, especializando-se em apresentar tramas de assassinato misterioso, que precisava ser resolvido nos últimos capítulos. Ele foi o primeiro teledramaturgo autêntico do Brasil, o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente na televisão – jamais escreveu para teatro – , e fez sua trajetória praticamente inteira na rede Globo, iniciando com tramas do “Caso Especial” (antologia de teledramas) em 1972. Em toda a carreira, ele só fez uma obra fora da Globo, o roteiro do filme “Fim de Festa”, dirigido por Paulo Porto em 1978. A especialização em novelas aconteceu por acaso e sob pressão. Após entregar o quinto roteiro de “Caso Especial”, foi convencido pelo diretor Daniel Filho, na época responsável pela dramaturgia da Globo, a escrever seu primeiro folhetim em 1974, em parceria com o já experiente Lauro César Muniz. O resultado foi a novela “Corrida do Ouro”, desenvolvida para o horário das 19h “aos trancos e barrancos”, como ele próprio descreveu em entrevista à sua irmã historiadora Rosa Maria Araujo, num especial sobre os 70 da televisão do jornal O Globo. Em seguida, recebeu de Daniel Filho a missão de preencher o novo horário de novelas da emissora às 18h, inaugurando a fase áurea de adaptações de romances históricos com “Helena”, de Machado de Assis, em 1975. No mesmo ano, ainda escreveu a adaptação de “Senhora”, de José de Alencar, antes de criar seu primeiro fenômeno de audiência. Estrelada por Lucélia Santos, “Escrava Isaura” marcou época. A versão televisiva do romance de Bernardo Guimarães tornou-se a novela das 18h mais famosa de todos os tempos, ampliando sua popularidade com a passagem do tempo, graças a várias reprises. A produção também virou o primeiro grande produto de exportação da Globo, numa época em que a emissora carioca mal tinha planos de expansão internacional. Foi exibida até na China. Depois de despedir-se das 18h com “Dona Xepa” (1977), outro sucesso, foi direto, sem escalas, para o horário nobre, assinando sua primeira novela das 20h: o estouro “Dancin’ Days” em 1978. O melodrama, que combinava vida noturna moderna e drama existencial de uma ex-presidiária, foi a primeira novela urbana de Sonia Braga, fez deslanchar a carreira da adolescente Gloria Pires e contou com uma das melhores brigas femininas da história da TV brasileira (entre Sonia Braga e Joana Fomm), sem esquecer que lançou moda, vendeu muitos discos e ajudou a popularizar as discotecas no país. O autor continuou a fazer sucesso em “Água Viva” (1978), na qual inaugurou sua mania de mistérios criminais, lançando o bordão “Quem matou Miguel Fragonard?” (Raul Cortez), além de ter sido responsável por introduzir em “Brilhante” (1980) o primeiro protagonista homossexual (então no armário) da teledramaturgia nacional, vivido por Dennis Carvalho. Mais: com “Corpo a Corpo” e a genial atriz Zezé Motta, assinou mais um divisor de águas, transformando racismo em tema de novela em 1984. Entre tantas novelas, Braga ainda teve tempo para revolucionar as minisséries com sua primeira incursão no gênero, a romântica e nostálgica “Anos Dourados”, que fez o país se apaixonar por Malu Mader em 1986, seguida pela produção de “O Primo Basílio”, adaptação primorosa do romance histórico de Eça de Queirós. Revigorado pelas minisséries, ele voltou com tudo às narrativas longas. E dez anos depois de eletrizar o público com “Dancin’ Days”, parou o Brasil com “Vale Tudo” (1988). A trama de mau-caratismo consagrou a jovem adulta Gloria Pires como a malvadinha Maria de Fátima, eternizou a diva Beatriz Segall como a vilã das vilãs, Odete Roitman, e terminou quebrando todos os recordes de audiência, graças ao mistério de “Quem matou Odete Roitman”. Ironicamente, foi quando se achou o dono do mundo, em que nada que escrevia parecia falhar, que Braga amargou seu maior – talvez o único – dissabor, com a rejeição do público à trama de “O Dono do Mundo” (1991). A novela enfrentou vários protestos por sua premissa, em que Antonio Fagundes apostava ser capaz de tirar a virgindade de Malu Mader. A intenção era discutir ética. Mas o público se assustou. A ironia é que, dois anos depois, o mesmo público foi lotar os cinemas para ver uma parábola moral similar, só que made in Hollywood, no filme americano “Proposta Indecente”. O autor se vingou com a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), retratando a resistência à ditadura, então ainda recente, com cenas de tortura para sacudir o público. A série acabou projetando Cláudia Abreu, que depois faria o melhor papel da carreira na melhor novela de Braga, “Celebridade”, em 2003. Juntando suas estrelas de “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, Braga mostrou um novo “Vale Tudo” na era do culto às celebridades e com direito até a um “quem matou Lineu?” (Hugo Carvana). Só que, diferente dos anos 1980, pela primeira vez controlou todos os aspectos da obra, da escalação do elenco à trilha sonora. Por isso, dizia que “Celebridade” era sua novela favorita. Entre outras novelas, ainda se consagrou com “Paraíso Tropical” (2008), que também é lembrada por seus vilões – Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura. A obra recebeu indicação ao Emmy Internacional. Ele continuou a escrever novelas até 2015, quando assinou “Babilônia”, mas a doença o tirou da TV. Nos últimos anos, tornou-se recluso. Mesmo assim, tinha planos. Na entrevista à irmã, publicada em 2020 em O Globo, disse que estava aproveitando a quarentena da pandemia para realizar com colaboradores uma adaptação do clássico britânico “Feira das Vaidades”, de William Makepeace Thackeray, passada no Rio de Janeiro dos anos 1920.

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  • John Wick 2
    Etc

    Keanu Reeves presenteia dublês de “John Wick 4” com relógios de US$ 10 mil

    26 de outubro de 2021 /

    O astro Keanu Reeves resolveu presentear seus dublês no filme “John Wick 4” com um mimo especial: relógios de luxo da marca Rolex, avaliados em cerca de US$ 10 mil cada. Os presentes foram em agradecimento ao trabalho realizado no quarto filme da franquia, que Reeves estrela e produz. As filmagens aconteceram em Paris e foram recentemente concluídas. O gesto só se tornou conhecido por conta de fotos compartilhadas pelos dublês nas redes sociais. Em seu Instagram, Jeremy Marinas, um dos profissionais envolvidos na produção, ainda comentou: “Melhor presente de final das gravações de todos os tempos”. Keanu Reeves considera os dublês fundamentais para o sucesso da franquia de ação, que foi lançada por profissionais que trabalharam com ele em “Matrix”: Chad Stahelski, dublê pessoal do ator no filme de 1999 e nas duas continuações seguintes, e David Leitch, que integrou a equipe de dublês do clássico sci-fi. O primeiro “John Wick”, lançado no Brasil com o título de “De Volta ao Jogo” em 2014, marcou a estreia de Stahelski e Leitch como diretores de cinema. Graças ao apoio de Reeves, que aceitou fazer o papel principal e produzir o longa, eles se consagraram e são atualmente disputados para dirigir vários blockbusters. Leitch, por exemplo, fez “Deadpool 2” e “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”, enquanto Stahelski, que dirigiu os quatro filmes de “John Wick”, prepara agora o remake de “Highlander”. Keanu Reeves gifted the 'John Wick 4' stunt team $10K Rolex watches to thank them for their work on the film ⌚️ 📷 Watchmania pic.twitter.com/medDb4jQpm — Culture Crave 🍿 (@CultureCrave) October 26, 2021

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    Richard Evans (1935–2021)

    26 de outubro de 2021 /

    Richard Evans, que estrelou o western “O Pequeno Billy” e antagonizou Ryan O’Neal na popular novela americana “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place) em 1965, morreu de câncer no dia 2 de outubro, em sua residência na Ilha Whidbey, no estado de Washington (EUA), aos 86 anos. Evans e a esposa moraram em Whidbey Island por 32 anos, desde que deixaram Los Angeles no final dos anos 1980, quando a carreira do ator estagnou. Antes disso, e por cerca de quatro décadas, ele apareceu em várias atrações clássicas da TV, de “Caravana” (em 1958) a “Esquadrão Classe A” (1986), passando por “Jornada nas Estrelas” (1968) e quase todas as séries de western da era de ouro do gênero. Entretanto, a participação em “A Caldeira do Diabo” foi seu único papel recorrente. Ele teve projeção em 26 capítulos da 1ª temporada, vivendo Paul Hanley, personagem que acusou falsamente Rodney Harrington (O’Neal) de assassinar sua irmã num dos muitos escândalos do melodrama, baseado no filme de mesmo nome, indicado a nove Oscars em 1958. Como ator, também participou de vários filmes, tendo seu maior destaque em 1972 no papel de Goldie, o mentor psicopata do famoso pistoleiro Billy the Kid (Michael J. Pollard) em “O Pequeno Billy”, última produção da vida de Jack L. Warner, um dos fundadores e presidente da Warner Bros. Outros longas de sua carreira incluem “Cedo Demais para Amar” (1960), de Richard Rush, “Os Ressuscitados” (1965), de Richard Quine, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, “A Ilha do Adeus” (1977), de Franklin J. Schaffner, e até o telefilme “Madonna – A Inocência Perdida” (1994) sobre o começo da carreira da cantora Madonna. Além de atuar, Evans também escreveu, dirigiu e produziu quatro filmes independentes, três deles em longa-metragem, que tiveram lançamentos bastante limitados. A primeira iniciativa autoral em longa-metragem foi em 1972, a comédia “Original: Do Not Project”. E, após longo hiato, ele vinha tentando um retorno atrás das câmeras nos últimos anos, com o lançamento de “Harry Monument” (2004) e “Shuffle & Cut (A Question for Godard)” (2010). No biográfico “Shuffle & Cut”, ele interpretou a si mesmo, apresentando-se como um cineasta independente que se via sem futuro numa indústria dominada pela mentalidade dos blockbusters. Foi seu último longa atrás e à frente das câmeras, mas não sua última obra artística. Meses antes de morrer, Evans publicou um livro com uma coleção de peças de sua autoria, para serem encenadas de graça por qualquer interessado, desde que parte dos lucros fosse destinado a ajudar os sem-teto.

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    Annabelle visita cenários de “Friends”, “Batman” e “Harry Potter” em vídeo de Halloween

    26 de outubro de 2021 /

    Um ano depois de ter produzido um vídeo com a boneca Annabelle, da franquia “Invocação do Mal”, durante a quarentena provocada pela covid-19, a Warner lançou uma continuação, mostrando que a criatura demoníaca continua à solta em seus estúdios. Se no vídeo original Annabelle aproveitava os estúdios vazios para passear à vontade, ela agora passa a assustar os funcionários, aparecendo nos lugares mais inusitados, enquanto continua sua turnê por cenários e adereços famosos do cinema. Lançado para celebrar o Halloween, o vídeo mostra, entre outras cenas, a boneca na poltrona de “Friends”, no trono de ferro de “Game of Thrones”, no batmóvel e com o chapéu seletor de Hogwarts. Veja abaixo.

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    Data de nascimento de Paulo Gustavo vira Dia do Humor no Rio de Janeiro

    26 de outubro de 2021 /

    Depois de virar nome de rua em Niterói, Paulo Gustavo foi homenageado com uma data comemorativa no estado do Rio de Janeiro. A partir de agora, o dia 30 de outubro, data de nascimento de Paulo Gustavo, será comemorado como o “Dia Estadual do Humor”. A data foi estabelecida por lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e sancionada pelo governador Cláudio Castro nesta terça (26/10). O texto determina: “Fica banido o mau humor, a partir da publicação da presente Lei, especialmente, na data de que trata o artigo 1º [30 de outubro]”. Pela lei, os deputados estaduais deverão fazer uma sessão solene anual em homenagem aos artistas que vivem do humor, sempre em 30 de outubro. O projeto de lei é do deputado estadual André Ceciliano, presidente da casa. “Nosso objetivo é eternizá-lo no calendário oficial do Estado do Rio de Janeiro e promover uma celebração ao ato de fazer rir, reconhecendo a importância que a comédia tem na vida dos cidadãos fluminenses e a sua potência para transformar o mundo e as pessoas para melhor. Paulo conseguia, por meio do riso, levar uma mensagem de tolerância e respeito”, afirmou Ceciliano. Paulo Gustavo foi uma das muitas vítimas da pandemia de covid-19 no Brasil. Falecido no auge da carreira, aos 42 anos, o ator e criador de “Minha Mãe É uma Peça” deixou dois filhos e o marido, Thales Bretas.

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    Assistente de direção de “Rust” foi demitido por problema com arma em outro filme

    25 de outubro de 2021 /

    Uma nova acusação veio à tona durante a investigação do acidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O assistente de direção que entregou ao ator Alec Baldwin a arma carregada que resultou na fatalidade já tinha sido demitido de outra filmagem por causa de um problema similar, informou um produtor nesta segunda-feira (25/10). Hutchins morreu na quinta-feira (21/10) depois que Baldwin recebeu de Dave Halls um revólver anunciado como “frio”, isto é, sem munição. Entretanto, durante um ensaio em que o ator demonstrava como iria disparar, as balas da arma mataram Hutchins e feriram o diretor Joel Souza. Agora, a produtora Rock Soul Studios, responsável por outro filme independente passado no Velho Oeste, chamado “Freedom’s Path”, revelou ter demitido Halls daquela filmagem “depois que um membro da equipe sofreu um ferimento leve quando uma arma, de forma inesperada, disparou”. “Halls foi retirado imediatamente do set depois que a arma cenográfica foi disparada. A produção não voltou a ser filmada até que Dave estivesse fora da locação. Um relatório sobre o incidente foi coletado naquela ocasião”, acrescentou em comunicado a produtora de “Freedom’s Path”, que ainda não estreou. O assistente já tinha sido criticado por uma produtora de adereços que trabalhou com ele na série “Into the Dark”. Maggie Goll afirmou em entrevista para o canal de notícias americano NBC News que ele era conhecido por não prezar pela segurança no ambiente de trabalho. “Ele permitia que os sets ficassem cada vez mais claustrofóbicos, sem rotas de fuga em caso de incêndio e com as saídas de emergência bloqueadas… Reuniões sobre segurança nem existiam”, afirmou. Goll ainda contou que Halls exigiu que as câmeras continuassem filmando mesmo depois de o técnico de pirotecnia — responsável pelos efeitos especiais que envolvem fogo — avisar que havia algo errado. O site Deadline procurou uma declaração da produtora Blumhouse, responsável pela série “Into the Dark”, sobre investigações sobre o comportamento de Halls, após o registro de uma queixa contra ele em 2019. Em nota, a Blumhouse apenas afirmou que o assistente de direção trabalhou em dois episódios naquele ano “e não foi recontratado depois dessa época”. O estúdio não explicou porque não quis voltar a trabalhar com ele.

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    Jonas Brothers terão especial de humor na Netflix

    25 de outubro de 2021 /

    A Netflix anunciou nesta segunda-feira (25/10), um programa especial de humor estrelado por Joe, Nick e Kevin Jonas intitulado “Jonas Brothers’ Family Roast”, em que os irmãos músicos participarão de várias atividades para que o público os conheça melhor. O teaser em que o trio apresenta o projeto pode ser visto abaixo. Para quem não sabe, “Roast” virou subgênero de programas de comédia nos EUA. Trata-se de um evento ultrajante, onde um “homenageado” – ou três – vira alvo de piadas, insultos e histórias — tanto verdadeiras quanto falsas — apresentadas por convidados. Além dos irmãos, o especial também contará com as participações do humorista e ator Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), o ex-One Direction Niall Horan, o comediante Gabriel Iglesias (“Professor Iglesias”), o cantor John Legend, a atriz Lilly Singh (“Perfeita É a Mãe”) e o ator Jack Whitehall (“Jungle Cruise”). O “Jonas Brothers’ Family Roast” estreia na plataforma em 23 de novembro.

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    Anya Taylor-Joy é a nova embaixadora global da Dior

    25 de outubro de 2021 /

    A atriz Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) foi oficializada como a nova embaixadora global da grife Dior. Ela vestirá e usará os novos produtos da grife, desenvolvidos pela diretora criativa feminina Maria Grazia Chiuri e o diretor criativo e de imagem de maquiagem Peter Philips, em seus próximos desfiles de tapete vermelho, incluindo a première desta segunda (24/10) de seu novo filme, “Noite Passada em Soho”, em Los Angeles. A nomeação reflete a preferência da atriz por looks Dior, usados ​​no ano passado, quando ela experimentou uma temporada de sucesso com a minissérie “O Gambito da Rainha”. Ela apareceu na Dior em uma série de premiações e aparições em festivais, incluindo no Emmy, quando usou um vestido de cetim de seda amarelo claro com casaco de ópera da Dior Haute Couture, e no Festival de Veneza, onde optou por um conjunto de cetim rosa da grife. Os próximos filmes da atriz são “The Northman”, de Robert Eggers, um longa-metragem sem título de David O. Russell, “The Menu” com Ralph Fiennes e “Furiosa”, prólogo de “Mad Max: Estrada da Fúria”, em que desempenhará o papel-título.

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    JoAnna Cameron (1951–2021)

    25 de outubro de 2021 /

    A atriz JoAnna Cameron, que marcou época como “A Poderosa Isis”, morreu na sexta-feira (22/10) no Havaí, após sofrer um acidente vascular cerebral, com 70 anos de idade. Antes de virar super-heroína, ela já chamava atenção por aparecer em várias comédias que exploravam sua beleza. Seu primeiro papel foi em “Como Cometer um Casamento” (1969), contracenando com os comediantes Bob Hope e Jackie Gleason. Também apareceu em “O Seu Caso Era Mulher” (1970) com Elliott Gould, “Garotas Lindas aos Montes” (1971) com Rock Hudson e “O Super Amante” (1971) com Peter Kastner. Sua conversão em atriz televisiva aconteceu na série “Marcus Welby, M.D.”, na qual viveu uma enfermeira recorrente de 1970 a 1972. Ainda teve participações em “Daniel Boone”, “Os Audaciosos”, “Controle Remoto” e “Columbo”, mas só entrou para a História da TV ao vestir o microvestido da primeira super-heroína da televisão. “A Poderosa Isis” foi uma criação original de Marc Richards (que também assinou o desenho dos “Ghostbusters”) como complemento para as aventuras do Capitão Marvel em “Shazam!”. Na série, uma arqueóloga chamada Andrea Thomas ganhava poderes e minissaia ao encontrar uma relíquia egípcia da deusa Isis. Como a personagem também apareceu em crossovers de “Shazam!”, a DC Comics resolveu lançar seus quadrinhos. Com isso, ela virou personagem da editora e teve até sua própria revista, embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1975 e 1976. Isis acabou se tornando pioneira, ao provar que mulheres poderosas poderiam ter suas próprias séries de ação. Um ano depois de sua estreia, a TV ganhou mais duas heroínas: a Mulher Biônica de Lindsay Wagner e a Mulher-Maravilha de Lynda Carter. Após o fim de “A Poderosa Isis”, a atriz ainda foi para a Marvel e apareceu na série live-action do “Homem-Aranha” em 1978, mas largou a atuação logo em seguida, após o telefilme “Swan Song” com Davis Soul, em 1980. Tinha apenas 29 anos. Depois de deixar a TV, Cameron trabalhou por 10 anos como enfermeira no setor de saúde domiciliar antes de iniciar uma carreira em marketing hoteleiro no Havaí, onde morou até o fim da vida. A personagem que ela originou também desapareceu por várias décadas, mas acabou retornando durante a minissérie “52”, que serviu de reboot para os quadrinhos da DC Comics em 2006. Na ocasião, Isis teve seu nome alterado para Adrianna Tomaz e relacionada ao anti-herói Adão Negro. Embora tenha sido uma volta breve – ela morre na minissérie – , a editora decidiu rever seu status num novo reboot, “Os Novos 52”, que a devolveu permanentemente à continuidade dos quadrinhos da DC em 2011. Quase tão popular quanto na época de JoAnna Cameron, a personagem – sem o nome original, que hoje é relacionado à sigla em inglês do grupo terrorista Estado Islâmico – , pode ser vista atualmente na série “Legends of Tomorrow”, interpretada por Tala Ashe, e estará no filme “Adão Negro”, previsto para 2022, com interpretação de Sarah Shahi (“Sex/Life”).

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    Diretor revela detalhes inéditos da tragédia no set de “Rust”

    25 de outubro de 2021 /

    O diretor Joel Souza fez um relato detalhado do incidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”. Após sair do hospital na sexta-feira (22/10), ele prestou depoimento à polícia, e os documentos do caso foram obtidos pelo jornal The New York Times, que tornou alguns trechos públicos. De acordo com Souza, a armeira Hannah Gutierrez-Reed e o assistente de direção Dave Halls haviam checado a arma utilizada por Alec Baldwin na cena que provocou o acidente. Este era o protocolo básico para todas as sequências com armas no filme, garantiu o diretor. O revólver que acabou matando Hutchins foi liberado e anunciado no circuito de avisos do set, em alto e bom som, como uma “arma fria” – ou seja, sem nenhuma bala de verdade -, antes de ser colocado nas mãos do ator Alec Baldwin. A novidade no relato do diretor é que, após as checagens e antes do evento fatídico, equipe e elenco fizeram uma pausa para o almoço. O local de refeição ficava em outro lugar longe do set. Após a volta ao trabalho, Souza não se lembra se as armas foram checadas mais uma vez. Neste ponto, como se verificou posteriormente, elas continham munição real. Relatos trazidos pela imprensa americana revelaram que integrantes da equipe faziam tiro ao alvo com as armas do set durante os intervalos da produção. O diretor ainda revelou que o incidente aconteceu durante os ensaios da cena, e não nas filmagens, quando Balwin foi demonstrar como iria atirar. Souza estava perto da câmera, bem ao lado de Hutchins, decidindo detalhes sobre o ângulo das filmagens, quando viu a colega segurando o abdômen e percebeu que seu ombro também estava sangrando. Por fim, ele também reconheceu que a produção de “Rust” enfrentava problemas de atrasos e falta de equipe, uma vez que vários funcionários haviam se demitido, protestando contra questões financeiras e condições de segurança ruins no set. O cineasta, no entanto, disse que toda a equipe “se tratava de maneira cordial e se dava muito bem” durante as filmagens. O incidente ainda está sob investigação do departamento do Xerife do condado de Santa Fé, no Novo México. Até o momento, nenhuma prisão ou acusação formal foi feita.

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    Elenco de “Friends” homenageia James Michael Tyler

    25 de outubro de 2021 /

    O elenco da série “Friends” usou as redes sociais para homenagear o colega James Michael Tyler, intérprete de Gunther, que morreu no domingo (24/10), aos 59 anos, após lutar por três anos contra um câncer de próstata. “Perdemos um bom amigo ontem em James Michael Tyler. Gunther, você fará falta”, tuitou Matthew Perry. “‘Friends’ não seria a mesma sem você”, escreveu Jennifer Aniston, a Rachel, no Instagram. “Obrigada pelas risadas que você trouxe à série e às nossas vidas. Sentiremos muito a sua falta”. “O tamanho da gratidão que você demonstrava todos os dias no set é o mesmo da gratidão que eu sinto por ter conhecido você”, acrescentou Courteney Cox, a Monica. “Obrigado por estar lá por todos nós”, disse Lisa Kudrow, a Phoebe, numa referência à letra da música-tema de “Friends”. “Obrigado por interpretar um papel tão maravilhoso e inesquecível em ‘Friends’, e por ser um cavalheiro tão caloroso e uma pessoa tão íntegra atrás das câmeras”, comentou David Schwimmer, o Ross. “Nós demos muitas risadas juntos, amigo. Sentiremos sua falta. Descanse em paz, meu amigo”, concluiu Matt LeBlanc, o Joey – e último “friend” a contracenar com Tyler, na série “Episodes” em 2012. We lost a good Friend yesterday in James Michael Tyler. Gunther, you will be missed. Read in Peace. — matthew perry (@MatthewPerry) October 25, 2021 View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Aniston (@jenniferaniston) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Courteney Cox (@courteneycoxofficial) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Lisa Kudrow (@lisakudrow) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por David Schwimmer (@_schwim_) View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Matt LeBlanc (@mleblanc)

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    Jensen Ackles homenageia diretora de fotografia morta nas filmagens de “Rust”

    25 de outubro de 2021 /

    O ator Jensen Ackles (“Supernatural”) usou seu Instagram para homenagear a diretora de fotografia Halyna Hutchins, que morreu na quinta-feira (21/10) num acidente com arma no set do filme “Rust”, do qual ele fazia parte. “Eu nem tenho certeza por onde começar”, diz o texto no Instagram. Enviando suas condolências ao marido de Hutchins, Matthew, e ao filho de 9 anos da cinematógrafa, ele ponderou que a morte causada pela bala de um revólver que não deveria ter munição foi “uma tragédia de proporções épicas que ainda estamos processando”. E compartilhou seu último momento com ela. “No início da semana passada, me senti compelido a dizer a Halyna o quão incrível eu a achava”, escreveu ele. “Eu disse a ela como estava achando incrível a fotografia do filme e como era emocionante vê-la trabalhar com sua equipe. Verdadeiramente. Ela riu, agradeceu e me deu um abraço. Serei eternamente grato por termos tido aquele momento. Ela tinha tanta coragem e paixão que infectavam toda a equipe de cima abaixo. Ela foi uma inspiração. ” Ackles acrescentou que ele e sua esposa, Danneel, fizeram uma doação ao fundo estabelecido pelo American Film Institute em nome de Halyna Hutchins e outra para a conta do GoFundMe organizada pelo sindicato dos diretores de fotografia para apoiar o marido e o filho de Hutchins. Ele também compartilhou os links para incentivar seus fãs a fazerem o mesmo. “Simplesmente não há palavras suficientes para expressar essa imensa perda”, escreveu Ackles. Além da morte de Hutchins, o diretor do filme, Joel Souza, também foi ferido no incidente. A tragédia aconteceu durante a filmagem de uma cena do western “Rust”, em que o ator Alec Baldwin deveria disparar tiros em direção à câmara. Mas o revólver, entregue pelo assistente de direção com a informação de que estava sem munição, continha balas de verdade. Halyna Hutchins foi atingida em cheio no peito, enquanto Joel Souza, que estava atrás dela durante a filmagem, foi ferido no ombro. O incidente está sob investigação da polícia de Santa Fé e, até o momento, nenhuma prisão ou acusação formal foi feita. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Jensen Ackles (@jensenackles)

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