Sony compra produtora de games que criou “Halo”
A Sony, dona do PlayStation, reagiu à compra da Activision Blizzard pela Microsoft e anunciou nesta segunda (31/1) a aquisição da produtora de games Bungie por US$ 3,6 bilhões. O negócio acontece duas semanas após a Microsoft fechar acordo para comprar a Activision Blizzard por US$ 75 bilhões, marcando uma nova onda de aquisições, agora no mercado de games, após a fusão de conglomerados de mídia. A ironia da compra atual é que a Bungie fazia parte da estrutura da Microsoft, tendo sido responsável pela criação do aclamado jogo de tiro em primeira pessoa “Halo: Combat Evolved”. O game foi fundamental para o sucesso do Xbox, incursão da Microsoft em consoles de videogames, e gerou várias sequências, antes que a Bungie se separasse da empresa de software em 2007. Outro detalhe do timing da negociação é que no domingo (30/1), um dia antes do anúncio, a plataforma de streaming Paramount+ divulgou o primeiro trailer da série baseada no game “Halo”. A Microsoft manteve os direitos sobre “Halo”, mas o time da Sony já identificou outra franquia para desenvolver em conteúdos para streaming: “Destiny”. As ações do Grupo Sony negociadas em Nova York subiram 4,1% após o anúncio na tarde desta segunda-feira.
Rihanna revela primeira gravidez
A cantora, atriz e empresária Rihanna assumiu que está grávida de seu primeiro filho, fruto do relacionamento com o rapper A$AP Rocky. A confirmação aconteceu nesta segunda-feira (31/1), quando Rihanna exibiu orgulhosamente sua barriga de grávida para todos verem, num passeio pelas ruas de Nova York. Para não deixar nada ao acaso, ela foi clicada no passeio com A$AP Rocky por um fotógrafo amigo do casal. E em poucos segundos os cliques se tornaram um dos tópicos mais comentados do dia no Twitter. A decisão de exibir a nova silhueta também teve figurino especialmente selecionado pela cantora, que deixou a barriga da gravidez à mostra num casaco pink vintage da Chanel (parte da coleção de inverno 1996) combinado com jeans e acessórios da Chanel e Christian Lacroix. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Miles Diggs (@diggzy)
Spotify terá aviso de conteúdo em podcasts sobre covid-19
Após Neil Young tirar suas músicas do Spotify e a empresa ver seu valor de mercado desabar da noite para o dia, a plataforma decidiu colocar um band-aid na hemorragia. O CEO da empresa, Daniel Ek, anunciou a implementação de um aviso em todos os conteúdos que tratarem de covid-19, em resposta aos protestos contra a manutenção, na plataforma, de podcasts acusados de espalhar desinformação sobre a pandemia. “O aviso que incluiremos na frente dos episódios de podcast que abarcam discussões sobre a covid-19 vai direcionar os usuários para a nossa central de informações sobre a pandemia, que por sua vez provém acesso fácil a fatos, dados e informações atualizadas compartilhadas por cientistas, médicos, acadêmicos e autoridades de saúde pública ao redor do mundo, além de links para fontes de informação confiáveis”, explicou Ek em comunicado à imprensa. A plataforma ainda anunciou que vai tornar públicas, pela primeira vez, as suas políticas de conteúdo, buscando promover maior transparência sobre o que é permitido ou não permitido no Spotify. No comunicado, Ek reiterou o comprometimento do serviço de streaming com a liberdade de expressão, deixando no mesmo patamar mentiras sobre a covid-19 que podem levar à morte com debates sobre temas políticos e sociais. “Escolha qualquer tópico, e você vai encontrar pessoas com opiniões diferentes sobre ele. Pessoalmente, há muitos indivíduos no Spotify que expressam visões com as quais eu discordo fortemente. Sabemos que temos que desempenhar, como empresa, o papel crítico de apoiar a expressão de nossos criadores, mas em equilíbrio com a segurança dos nossos usuários. É importante para mim que, nessa missão, nós não nos tornemos censores de conteúdo, mas estabeleçamos bem as regras e as consequências por quebrá-las”, escreveu o CEO. Por conta disso, o Spotify segue sem incluir botão de denúncia de conteúdo falso, ofensivo ou perigo, ao contrário do YouTube e redes sociais, usando a falácia da defesa de não fazer o papel de censor – em vez de equalizar as fake news da pandemia com “jogos” que incentivam situações de perigo para adolescentes, prontamente censurados sem discussão em todas as plataformas. Um dos principais acusados de promover desinformação no Spotify, Joe Rogan, também se manifestou. Ele postou um vídeo de mais de 10 minutos no Instagram um vídeo em que promete “pesquisar melhor os tópicos” que aborda no seu podcast e “convidar pessoas com opiniões diversas para expressá-las” no programa. “Eu não tenho a intenção de promover a desinformação, nem de ser controverso. Nunca tentei fazer nada com este podcast além de me sentar junto com as pessoas e ter conversas interessantes com elas. Tentarei o meu melhor para balancear os pontos de vista mais polêmicos de alguns convidados com as perspectivas de outras pessoas, para que possamos, talvez, encontrar uma opinião melhor”, disse ele. Durante a pandemia, Rogan (cujo podcast é ouvido por uma média de 10 milhões de usuários a cada episódio) foi criticado por desencorajar seus ouvintes mais jovens a tomarem a vacina contra a covid-19, e também por promover o uso da invermectina, remédio comprovadamente ineficaz contra a doença. Em seu vídeo, ele tenta responsabilizar os convidados pelas polêmicas. Mas assume que as entrevistas controversas foram iniciativas suas para apresentar uma narrativa diferente da “mainstream media”, fazendo um ataque velado às informações legítimas da imprensa profissional e uma defesa assumida da “desinformação”, porque “muitas das coisas que pensávamos como desinformação há pouco tempo agora são consideradas fatos”. Na verdade, a terra continua redonda, apesar dos terraplanistas. A revolta contra o podcaster eclodiu quando artistas como Neil Young e Joni Mitchell anunciaram que estavam retirando as suas músicas do Spotify por causa da insistência da plataforma em manter conteúdos como o de Rogan no ar.
Howard Hesseman (1940-2022)
O ator Howard Hesseman, que estrelou as séries clássicas “WKRP in Cincinnati” e “Uma Turma Genial”, morreu no sábado (29/1) no hospital Cedar Sinai em Los Angeles, aos 81 anos, de compilações após uma cirurgia no cólon. Ele era membro fundador da trupe de comédia de São Francisco The Commitee, que chegou a participar do programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour” entre 1968 e 1969. Ele também foi um DJ de rádio no começo da carreira, apresentando-se no ar com o pseudônimo de Don Sturdy. Hesseman coadjuvou em vários filmes nos anos 1970, incluindo “Billy Jack” (1971) com Tom Laughlin, “Cisco Pike” (1971) com Kris Kristofferson, “Três Ladrões Desajustados” (1973) com Jane Fonda, “Kid Blue não Nasceu para a Forca” (1973) com Dennis Hopper, “Shampoo” (1975) com Warren Beatty, “Uma Dupla Desajustada” (1975) com Walter Matthau e “A Última Loucura de Mel Brooks” (1976) com obviamente Mel Brooks. Mas foi na televisão que sua carreira deslanchou. Seu primeiro papel recorrente numa série veio em 1974, em “The Bob Newhart Show”. Ele se tornou fixo pela primeira vez em 1976, em “Mary Hartman, Mary Hartman”. E foi estourar com “WKRP in Cincinnati” em 1978. No papel de um DJ de rádio de rock chamado Dr. Johnny Fever, ele conquistou suas únicas indicações ao Emmy. Foram duas, em 1980 e 1981. “WKRP in Cincinnati” durou quatro temporadas, até 1982. E seu sucesso levou Hesseman de volta ao cinema, desta vez como protagonista. Ele namorou Sylvia Kristel (a eterna “Emmanuelle”) em “Uma Professora Muito Especial” (1981), rivalizou com Dan Aykroyd em “Doutor Detroit e suas Mulheres” (1983), participou do clássico absoluto “Isto é Spinal Tap” (1984), apareceu como irmão do Comandante Lassard (George Gaynes) em “Loucademia de Polícia 2: A Primeira Missão” (1985) e foi o vilão da sci-fi juvenil “O Voo do Navegador” (1986). Apesar da longa lista de produções emendadas em curto período, ele retornou rapidamente para a TV, voltando a se destacar na telinha como o professor de “Uma Turma Genial” (Head of the Class). Hesseman desempenhou o papel de Charlie Moore por quatro temporadas, entre 1986 e 1990, mas se cansou de ser coadjuvante de adolescentes, saindo da série antes do último ano da atração para retomar o papel de Dr. Johnny Fever no revival “The New WKRP in Cincinnati”. Só que a segunda versão de seu sucesso original não teve o mesmo impacto, sendo cancelada em 1993, após duas temporadas. Depois disso, o ator nunca mais protagonizou outra atração. Mas continuou aparecendo na TV, em capítulos de produções tão diversas quanto “O Toque de um Anjo”, “That ’70s Show”, “House”, “Justiça Sem Limites”, “Psych”, “CSI”, “Mike & Molly” e “Fresh Off the Boat”, que marcou sua despedida das séries com participação em dois episódios de 2017.
Anões protestam contra críticas de Peter Dinklage a “Branca de Neve”
Alguns atores com nanismo resolveram se manifestar contra as mudanças anunciadas pela Disney no remake de “Branca de Neve e os Sete Anões”, após críticas do ator Peter Dinklage (“Game of Thrones”) aos estereótipos perpetuados pelos papéis dos sete anões. Em uma entrevista ao podcast WTF, do comediante Marc Maron, na segunda-feira (24/1), Dinklage disse que a escolha de uma atriz latina (Rachel Zegler, de “Amor, Sublime Amor”) para o papel principal do filme era um “progresso”, mas classificou a história inspirada em um conto de fadas como “retrógrada”. “Dê um passo atrás e olhe para o que você está fazendo. Não faz sentido para mim. Você é progressista de uma maneira, mas ainda está fazendo uma história retrógrada sobre sete anões que vivem juntos em uma caverna. O que você está fazendo, cara? Será que eu não fiz nada para gerar um avanço com meu trabalho? Talvez eu não seja barulhento o suficiente”, disse ele. Em entrevista ao jornal britânica Daily Mail, atores com nanismo afirmaram que aceitariam interpretar os Sete Anões “com alegria” e que a crítica Dinklage pode ter custado o emprego para sete atores anões, que tem dificuldades de encontrar papéis em Hollywood. “Peter Dinklage é provavelmente o maior ator anão de todos os tempos, mas isso não o torna o rei dos anões”, disse Dylan Postl, que atuou em “Os Muppets”. “Me embrulha o estômago pensar que existem sete oportunidades de ouro para pessoas como nós, que não conseguem papéis normais, e agora elas se foram por causa desse cara”, disparou Jeff Brooks, também falando ao Daily Mail. Em resposta às críticas de Dinklage à “Branca de Neve e os Sete Anões”, a Disney afirmou que vai adotar uma abordagem diferente em relação aos personagens dos anões da história original, e que está consultando pessoas com nanismo para evitar reforçar estereótipos do filme original. Eles não detalharam quais serão essas mudanças, no entanto. “Estamos ansiosos para compartilhar mais sobre o filme enquanto ele se dirige à fase de produção após um longo período de desenvolvimento”, afirmou um porta-voz da empresa ao The Hollywood Reporter. Ainda assim, profissionais como Dylan Postl, Jeff Brooks e Katrina Kemp ainda avaliam que a decisão da companhia trouxe mais danos a eles do que benefícios. “Me embrulha o estômago pensar que existem sete papéis de ouro para anões, que não conseguem papéis normais ou conseguem muito poucos, e agora elas se foram por causa desse cara”, disse Jeff Brooks também ao Daily Mail. Apesar destas manifestações, a Disney não anunciou o corte dos personagens do filme. Em comunicado enviado à imprensa após as críticas de Dinklage, o estúdio disse que faria uma “nova abordagem” em relação aos anões de trama, mas sem dar detalhes, acrescentando que compartilharia mais informações em breve.
Jason Momoa vive num trailer após fim do casamento
Jason Momoa está vivendo em um trailer após encerrar seu casamento de 16 anos com Lisa Bonet. Mas não é qualquer trailer. O veículo luxuoso custa US$ 750 mil, mais que muitas casas bem equipadas. Ele optou pela residência móvel para poder ficar perto da casa da ex-mulher, especialmente por conta de seus dois filhos, Lola Iolani, de 14 anos, e Nakoa-Wolf, de 13, que ficaram com ela na separação. O trailer está estacionado no quintal da casa de um amigo do ator em Topanga Hills, região das colinas de Santa Monica, na Califórnia, até ele encontrar uma solução mais permanente.
Twitter lança campanha com tuítes inspiracionais de celebridades
O Twitter lançou uma nova campanha publicitária nos EUA para exaltar a força dos tuítes positivos. O foco são postagens antigas de celebridades manifestando desejos e planos para suas carreiras, que acabaram acontecendo. As mensagens inspiracionais foram espalhadas em oito cidades dos EUA, estampando grandes painéis estáticos em locais com boa visibilidade e grande circulação. Segundo Leslie Berland, diretora de marketing do Twitter, o ponto de partida da campanha, que ganhou a hashtag #TweetItIntoExistence (algo como “tuite para acontecer”), foi um tuite de Matthew Cherry, o diretor e animador que venceu o Oscar pelo curta “Hair Love”. “Vou ser indicado ao Oscar um dia. Já estou garantindo”, ele postou em 2 de junho de 2012, manifestando seus sonhos, que viraram realidade em 9 de fevereiro de 2020. “Este foi o primeiro tuite em que ancoramos”, escreveu Leslie Berland no próprio Twitter. “A visão, a confiança, a clareza!. Obrigado, Matthew, por nos inspirar”. Matthew Cherry também se pronunciou sobre a campanha. “Manifeste seus sonhos! Não custa nada e você nunca sabe, um dia pode se tornar realidade”, ele tuitou. Outros famosos que sonharam no Twitter e conseguiram realizar seus planos foram Simu Liu, que sugeriu para a Marvel sua escalação em Shang-Chi em 2018, Megan Thee Stallion, que previu que viraria uma rapper famosa em 2014, e muitos mais, incluindo Issa Rae, Niall Horan, Demi Lovato e diversos atletas americanas. Junto dos outdoors, o Twitter está doando quase US$ 1 milhão para instituições de caridade escolhidas pelas celebridades que tiveram seus tuítes incluídos na campanha. .@MatthewACherry was the original inspo for this campaign. His was the very first tweet we anchored on. The vision, the confidence, the clarity! Thank you Matthew for inspiring us all 🙏 @LaraKate #TweetItIntoExistence https://t.co/xG0VQ4h6G4 — Leslie Berland (@leslieberland) January 18, 2022
Carol Speed (1945–2022)
A atriz Carol Speed, que estrelou o cult de blaxploitation “The Mack”, morreu em 14 de janeiro em Muskogee, Oklahoma. Ela tinha 76 anos e sua família anunciou sua morte em um comunicado publicado online sem especificar a causa. Carol Ann Bennett Stewart virou Carol Speed na década de 1970, a partir do filme de presidiárias “The Big Bird Cage” (1972) e do policial “Os Novos Centuriões” (1972) – que chegou a virar série. Mas seu nome só foi tornar realmente conhecido a partir de “The Mack” (1973), ao interpretar a namorada prostituta do personagem-título vivido por Max Julien, que morreu no início deste mês. O culto em torno de “The Mack”, que também destacava em seu elenco o humorista Richard Pryor, transformou Speed em estrela desse tipo de filme. Ela filmou mais cinco produções do gênero até 1979, saindo de cena com “Disco Godfather”. Entre seus filmes de gângsteres negros, Speed ainda protagonizou o terror “Abby” em 1974, interpretando o papel-título, uma mulher possuída pelo antigo demônio nigeriano Exu. “Abby” foi um sucesso de público, mas a produção acabou processada pela Warner Bros. sob a alegação de ser um plágio de “O Exorcista” (1973). O processo fez o longa ser retirado dos cinemas e criou barreiras para sua comercialização, tornando-o quase esquecido. Mas cinéfilos que ouviram falar do filme acabaram resgatando seu status em cineclubes e sessões comemorativas. Mais que cult, “Abby” se tornou lendário. Após se afastar das telas, ela virou escritora. Seu romance semiautobiográfico de 1980, “Inside Black Hollywood”, se provou tão “escandaloso” que virou “o assunto da cidade”, segundo a revista Jet na época. A vida real da atriz também teve sua parcela de drama ao estilo blaxploitation. Enquanto ela estava filmando “The Mack”, seu namorado foi morto a tiros em Berkeley, Califórnia. Naquela época, ela estava lutando para pagar sua casa em Hollywood Hills, tentando sustentar seu filho, Mark Speed, e expulsando outro homem de seu lar. Ele foi embora, mas levou muitos dos pertences dela – até mesmo o colchão da cama em que dormia. Outra história curiosa aconteceu durante as filmagens de “Abby”, quando vários tornados atingiram Louisville, onde o filme estava sendo rodado, e uma mansão onde o elenco havia participado de uma festa luxuosa foi destruída. Então, quando Speed apareceu no set em sua fantasia demoníaca, o gerador começou a funcionar mal e seus colegas ficaram assustados. “A equipe quase começou a acreditar que eu estava possuída pelo poderoso Exu”, ela revelou, em uma entrevista para a Jet.
Sean Penn diz que os homens estão “muito afeminados”
O ator e diretor Sean Penn gerou polêmica ao dizer que os homens modernos ficaram “muito afeminados”. Em uma entrevista publicada nesta sexta (28/1) pelo jornal inglês The Independent, ele defendeu que os homens não deveriam abrir mão de sua masculinidade para agradar às mulheres. O tema foi trazido à tona porque o ator lamentou, há duas semanas, o que considerava uma afetação em curso na cultura norte-americana. “Estou no clube que acredita que os homens na cultura americana se tornaram descontroladamente feminizados. Eu não acho que ser um bruto ou ter insensibilidade ou desrespeito pelas mulheres tenha algo a ver com masculinidade, nunca teve. Mas não acho que [para] sermos justos com as mulheres, devemos nos tornar elas”, ele disse ao site britânico iNews. O Independent pediu, então, para ele elaborar esse pensamento. O resultado foi um reforço das mesmas ideias. “Acho que os homens, na minha opinião, se tornaram bastante feminizados. Eu tenho essas mulheres muito fortes na minha vida que não veem a masculinidade como um sinal de opressão contra elas. Acho que há muitos genes covardes que levam pessoas a abrir mão de seus jeans e colocar uma saia”, ele respondeu. Segundo o jornalista que o entrevistou, Sean estava acompanhado da filha, Dylan Penn, com quem filmou “Flag Day – Dias Perdidos”. A entrevista tinha o objetivo de promover o longa, que fracassou entre a crítica e o público dos EUA. E ao ouvir a declaração do pai, Dylan teria ficado apenas quieta e “olhou para o nada”. Apesar de uma carreira focada em atividades beneficentes nos últimos anos, Sean Penn ainda é lembrado por agredir fotógrafos durante seu casamento de quatro anos com a cantora Madonna, na década de 1980. Apesar de rotulado como agressivo pela imprensa, ele venceu um Oscar por interpretar, justamente, um homem “afeminado”: o militante gay Harvey Milk na cinebiografia “Milk: A Voz da Igualdade” (2008).
Spotify vira paraíso dos negacionistas no Brasil
A plataforma de áudio Spotify virou tema de debate político nesta semana, após enfrentar um ultimato do roqueiro Neil Young para tirar do ar um podcast negacionista da pandemia de covid-19. O Spotify preferiu tirar as músicas de Neil Young do ar do que perder a audiência do “Joe Rogan Experience”, um dos podcasts mais perigosos e mais lucrativos da empresa nos EUA. Ao responder a Neil Young, o Spotify disse ter uma “grande responsabilidade em balancear a segurança dos ouvintes com a liberdade dos criadores” e que tinha excluído 20 mil episódios de podcasts relacionados à covid-19 desde o início da pandemia. Infelizmente, nenhum destes supostos 20 mil episódios excluídos parece ter sido produzido no Brasil, onde o Spotify virou o paraíso dos negacionistas mais delirantes. Um levantamento do jornalista Edoardo Ghirotto para a Coluna de Guilherme Amado chamou atenção para a existência de vários podcasts que difundem fake news e desinformações que podem levar à morte de brasileiros, em plena atividade e sem o menor controle no Spotify Brasil. Os podcasts de bolsonaristas radicais são disponibilizados sem que a plataforma forneça um alerta de fake news ou um botão para denunciar seu conteúdo. Em 28 de outubro de 2020, o site bolsonarista Senso Incomum publicou um episódio no podcast “Guten Morgen” com o título “A vachina não é uma vacina”. No programa, Flavio Morgenstern chegou a dizer que a “vacina chinesa” da Sinovac é um “veneno”. “Eu sou contra a vacina chinesa, a vacina de Oxford, sobretudo porque elas não são vacinas”, disse o escritor, que em certo momento chamou as pessoas que aceitariam o imunizante de “cobaias”. No dia 21 de abril de 2021, o apresentador Gilberto Barros, do podcast “Rugido do Leão”, fez uma defesa de tratamentos que são comprovadamente ineficazes contra a Covid-19. No programa, ele ensinou falsamente que “inalação de bicarbonato [serve] para tornar a região do pulmão salinizada”. “Ela fica mais alcalina, insuportável para que sobreviva o Sars Cov 2, a praga da China, se é que ela existe”, declarou. Na edição de 28 de outubro do podcast “4talkcast”, a deputada federal Bia Kicis mentiu descaradamente que imunizantes são responsáveis pelo surgimento de variantes da Covid-19. “[O vírus] vai para uma mutação porque está tendo muitas pessoas vacinadas”, disse a deputada, que admitiu não estar vacinada. O campeão de divulgação de mentiras perigosas para a saúde dos brasileiros, segundo o levantamento publicado por Guilherme Amado, é “Fábio Sousa Com Você”, do pastor e ex-deputado Fábio Sousa. Em 7 de dezembro, ele trouxe a médica Raíssa Soares para horrorizar os ouvintes. Na ocasião, ela revelou que costuma dizer aos pais de crianças que vacinas podem causar efeitos colaterais, como miocardite. A médica também fez campanha contra o passaporte vacinal e a falta de necessidade das pessoas se vacinarem. “Por que eu vou obrigar as pessoas a tomarem uma vacina que não impede a doença?”, afirmou. “Quem não quer vacinar, não vacine. Não precisa se vacinar.” Demitido da CNN por insistir na propagação de mentiras negacionistas, o jornalista Alexandre Garcia foi convidado do programa poucos dias depois, em 16 de dezembro, onde indicou que o cantor Maurílio havia sofrido um tromboembolismo pulmonar por ter se vacinado. O sertanejo morreu no dia 29 de dezembro. “Não estou atribuindo à vacina, mas estou falando que temos casos de meninos recebendo massagem cardíaca nas escolas. Nunca tantos jovens tiveram AVC e problemas de trombose pulmonar e ataque cardíaco. Tenho muito medo e acho que isso é uma responsabilidade gigantesca da Anvisa”, afirmou Garcia, sem apresentar provas sobre o que estava falando. Mais de 150 milhões de brasileiros já foram vacinados contra a covid sem registros de efeitos colaterais graves. Garcia declarou que não se vacinará e criou teorias conspiratórias sobre a campanha de imunização infantil. “Mexeram na genética dessas crianças, já que essa vacina tem essa influência. Você não sabe o que vai acontecer quando chegar a idade de procriação”, ele mentiu. O levantamento aponta ainda uma participação do infectologista Francisco Cardoso em 27 de dezembro, para dizer a maior barbaridade de todas: de que o governo de Israel vacinou sua população à força, fazendo uma comparação com o Holocausto e relativizando a barbárie praticado pelos nazistas. “Imagina que incoerência? Israel propondo isolar em guetos [os não vacinados], ou sei lá, eles vão trocar o nome para não ter lembranças históricas, mas na prática é isso”, declarou. Cardoso também desinformou ao ser questionado por Fábio Sousa sobre a necessidade de vacinar pessoas que contraíram a covid-19. “Não precisa. Isso é mentira, é uma narrativa política que está sendo imposta para forçar todo mundo a tomar a vacina”, disse. Para completar, o médico mentiu que as vacinas para crianças estão “sob suspeita”. As vacinas infantis estão aprovadas pela Anvisa e por agências de saúde dos principais países do mundo.
Joe Exotic é sentenciado novamente a 21 anos de prisão
Em meio a uma campanha para liberar Joe Exotic da prisão, depois que um tribunal de apelações ordenou um novo julgamento, um juiz federal sentenciou novamente o “Tiger King” a 21 anos de confinamento nesta sexta-feira (28/1), reduzindo sua punição original em apenas um ano. Joe Exotic – cujo nome verdadeiro é Joseph Maldonado-Passage – foi condenado por encomendar o assassinato da ativista Carole Baskin. A história conflituosa dos dois foi apresentada na série documental “A Máfia dos Tigres”, da Netflix. Dono de um zoológico na Flórida, Joe Exotic precisou ser julgado novamente depois que um tribunal federal de apelações decidiu no ano passado que diretrizes impróprias foram usadas em sua condenação. Para sustentar seu caso, os promotores dizem que ele tentou contratar duas pessoas – incluindo um agente disfarçado do FBI – para matar Baskin, que havia criticado seu tratamento aos animais de seu zoológico. Mas os advogados de Exotic afirmam que ele nunca falou sério. Vários apoiadores de Joe Exotic lotaram o tribunal, alguns usando máscaras com estampas de animais e camisetas que diziam: “Free Joe Exotic”. Mas a nova sentença não foi a que esperavam. A briga pública entre Joe Exotic e Carole Baskin vai agora virar uma série de ficção: “Joe vs. Carole”, criada pela comediante Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), com lançamento marcado para 3 de março nos EUA pela plataforma Peacock.
CEO da Apple enaltece estratégia de streaming em balanço de lucros
O CEO da Apple, Tim Cook, fez raríssimos comentários sobre o conteúdo da Apple TV+ durante o balanço trimestral dos lucros do gigante tecnológico, observando com orgulho que a programação de streaming da empresa já soma quase 200 prêmios e 900 indicações no total. Ele citou nominalmente os impactos de “Ted Lasso”, “A Tragédia de Macbeth”, “No Ritmo do Coração” (CODA), “O Canto do Cisne” e as vindouras séries “Depois da Festa” (The Afterparty) e “Ruptura” (Severance). “Cada um deles é um tremendo crédito para todos os contadores de histórias, na frente e atrás da câmera”, disse ele a analistas de Wall Street durante a videoconferência que apresentou os últimos ganhos bilionários da Apple. Até recentemente, a plataforma lançada em novembro de 2019 era um ponto raramente mencionado no balanço corporativo da Apple, conglomerado que tem mais de US$ 366 bilhões em receita anual. Só no quarto trimestre de 2021 a empresa atingiu um recorde de US$ 124 bilhões, com vendas de equipamentos – em especial o iPhone 13 – que geraram lucros de US$ 34,6 bilhões contra US$ 28,7 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior, de acordo com o relatório de resultados da empresa. Pela primeira vez, porém, Cook resolveu incluir na celebração a estratégia de streaming da companhia. “Queríamos dar aos contadores de histórias um lugar para contar histórias originais e me sinto muito bem sobre onde estamos hoje e a posição estratégica do nosso produto.” “Não tomamos decisões puramente financeiras sobre o conteúdo. Tentamos encontrar ótimos conteúdos que tenham uma razão de ser, e adoramos programas como ‘Ted Lasso’ e vários outros que têm uma razão de existir e têm uma boa mensagem, e fazem as pessoas se sentirem bem no final. Mas não vejo que tenhamos estreitado nosso universo. Há muito o que escolher por aí e acho que estamos fazendo um bom trabalho.” A Apple não divulga as estatísticas da Apple TV+, e não foi desta vez que Tim Cook quebrou a regra. Gigante no mercado de tecnologia, a Apple começou como uma anã no segmento de streaming. Sem catálogo de séries e filmes antigos, a plataforma acabou se impondo por sua programação original. Os responsáveis pelo conteúdo premiado são Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, ex-presidentes da Sony Pictures Television, que assumiram o comando do projeto de desenvolvimento da Apple TV+ em 2019 e superaram expectativas. A dupla já tinha sido responsável pelo lançamento de diversos sucessos como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony, incluindo “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e “The Crown”. No ano passado, a empresa também contratou Jesse Henderson, ex-executiva da Warner Bros., para assumir a crescente divisão cinematográfica da plataforma.
Morgan Stevens (1951–2022)
O ator Morgan Stevens, que estrelou as séries “Fama” e “Melrose”, foi encontrado morto em sua casa na quarta (26/1) durante uma verificação de rotina da polícia. Nenhuma informação sobre a causa da morte foi divulgada. Ele tinha 70 anos. Nascido em 16 de outubro de 1951, em Knoxville, Tennessee, Stevens foi para Hollywood logo após se formar na faculdade. Ao longo dos anos 1970, ele apareceu em séries como “Mod Squad”, “One Day at a Time” e “Quincy”, até chamar atenção num episódio da última temporada de “Os Waltons”, em 1981. Apesar de curta, sua participação teve impacto na trama, e acabou rendendo seu retorno em três telefilmes de reencontro da atração em 1982, incluindo o especial de casamento de Erin Walton (interpretada por Mary Elizabeth McDonough), que virou a esposa de seu personagem. Stevens saiu de “Os Waltons” para seu primeiro papel fixo na TV, interpretando o professor David Reardon durante duas temporadas da série musical “Fama”. Ele chegou até a escrever um dos episódios do terceiro ano da produção, exibido em 1984. Após “Fama”, Stevens seguiu aparecendo como convidado em várias séries, incluindo os sucessos “O Barco do Amor”, “Águia de Aço”, “Magnum”, “Assassinato por Escrito” e “MacGyver: Profissão Perigo”. Mas sua carreira sofreu um duro golpe em agosto de 1989. Após sofrer um pequeno acidente de carro, ele foi preso pela polícia de Los Angeles por suspeita de dirigir embriagado. Enquanto estava sob custódia, o ator foi severamente espancado, sofrendo um nariz quebrado, bochecha fraturada, mandíbula deslocada e danos nos nervos do rosto. Ele foi desfigurado pela polícia. Depois de sofrer tortura física, um teste de álcool em seu sangue o inocentou da acusação de dirigir embriagado. Ele venceu um processo contra a polícia de Los Angeles, que teve que pagar todo seu tratamento de recuperação. Traumatizado, Morgan ficou afastado das telas por três anos, voltando a atuar apenas em 1992, quando interpretou o personagem Nick Diamond em sete episódios de “Melrose” (Melrose Place). Depois disso, seu trabalho tornou-se esporádico, levando a um final precoce em sua carreira em 1999, quando apareceu pela última vez nas telas, em um episódio de “Chuck Norris, Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger).











