Michael J. Fox ganha Oscar por seu ativismo humanitário
O ator Michael. J. Fox, que estrelou a trilogia “De Volta Para o Futuro” nos anos 1980, recebeu um Oscar honorário por seu trabalho como ativista, que arrecadou US$ 1,5 bilhão para a pesquisa sobre o Mal de Parkinson. Fox foi diagnosticado com Parkinson, desordem neurológica que causa tremores e outros sintomas, aos 29 anos. Desde então, ele limitou sua carreira de ator e criou a Fundação Michael J. Fox para Pesquisa do Parkinson para ajudar a busca por tratamentos da doença em 2000. Parkinson ainda não tem cura. “É com a mais profunda humildade que estou aqui e aceito a sua bondade”, disse o astro na noite de sábado (19/11) no evento anual Governors Awards, organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA (AMPAS, na sigla em inglês). Ele foi aplaudido de pé por uma constelação de estrelas presentes, como Tom Hanks e Jennifer Lawrence. Fox disse que a pior parte do seu diagnóstico foi “lidar com a incerteza” e que ele manteve o diagnóstico como uma questão privada por anos porque “não sabia se o público conseguiria rir [de suas comédias] se soubessem que eu estava sofrendo”. O ator canadense, que atualmente tem 61 anos, recebeu o prêmio humanitário Jean Hersholt do comitê de governadores (os diretores) da Academia, que foi entregue por seu amigo Woody Harrelson. “Ele transformou um diagnóstico arrepiante em uma missão corajosa”, disse o ator ao presenteá-lo com a homenagem. Além de Fox, o evento do Governors Awards também fez a entrega de Oscars honorários para a cineasta francófona Euzhan Palcy, a compositora americana Diane Warren e o diretor australiano Peter Weir pelas realizações de suas carreiras. Considerada uma cineasta revolucionária, Euzhan Palcy, natural da Martinica, no Caribe, foi a primeira diretora negra premiada no Festival de Veneza e no César (o Oscar francês), façanha realizada com o marcante “Rue Cases Nègres” em 1983. Diane Warren é uma compositora veterana, com nada menos que 12 indicações ao Oscar, mas que nunca obteve vitórias na premiação. Ela compôs músicas como “I Don’t Want to Miss a Thing”, gravada pela banda Aerosmith para a trilha sonora de “Armageddon” (1998), “Til It Happens to You”, cantada por Lady Gaga na trilha do documentário “The Hunting Ground” (2015), e “Stand Up for Something”, representada pelo rapper Common em “Marshall: Igualdade e Justiça” (2017). Para completar, Peter Weir é um diretor consagrado com seis indicações ao Oscar. Sua filmografia inclui clássicos modernos como “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), “A Costa do Mosquito” (1986), que virou série da Apple TV+, e “O Show de Truman” (1998), homenageado no cartaz do Festival de Cannes deste ano. Mas após sua última indicação ao Oscar, por “Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo” (2003), fez apenas mais um longa: “Caminho da Liberdade” (2010). Ele está há 12 anos sem filmar.
Andressa Urach tem alta psiquiátrica após tentar sacrificar o próprio filho
A ex-Fazenda Andressa Urach teve alta da ala psiquiátrica do hospital em que estava internada por conta de um surto, em que ameaçou sacrificar seu filho pequeno, Leon, bebê de apenas oito meses de idade. Ela voltou para casa no sábado (19/11) após passar 20 dias internada e atualizou os fãs sobre seu estado de saúde. “Oi, gente. Tudo bem? Olha eu passando por aqui depois de tanto tempo. Agradeço todos vocês que nos acompanham aqui sempre, minhas seguidoras fiéis que estão sempre torcendo e orando por mim”, disse a influenciadora ao surgir lado da mãe, Marisete De Faveri, num vídeo em sua página oficial no YouTube. “Estou orientada a não ficar muito sobre tudo o que está acontecendo…”, continuou Urach. A mãe dela pediu aos internautas que não mandem mensagens, já que ela precisa de descanso. “Recomendação médica, viu meninas? A médica conversou comigo e nesta primeira semana é relax, sem mídias sociais, sem ficar falando muita coisa, depois quando passar, ela vai falar, vai conversar, então peço que vocês nos ajudem, nos respeitem. Ela precisa desse tratamento, agora em casa”, disse Marisete. Veja a íntegra do registro abaixo. Quem revelou que ela estava internada foi seu marido, Thiago Lopes, num vídeo publicado nas redes sociais no fim de semana passado. Dizendo que daria entrada no pedido de divórcio, ele informou que ela teve “um delírio psicótico místico” com “certa desconexão com a realidade”. A mãe de Urach o criticou muito pela decisão de interná-la sem consultar os familiares. Mas ele deu uma explicação para agir de forma urgente. “Na noite da madrugada de sábado, a Andressa teve um surto psicótico aqui em casa, foi um episódio bem assustador”, ele relatou. “Chegou a colocar a vida do Leon em risco, a minha e da minha mãe. Durante o surto ela chegou a falar que o Leon seria o Isaac [da Bíblia], que eu oferecesse Leon como sacrifício. São coisas desconexas com a realidade. Foram várias coisas assustadoras que são tristes de falar”. Thiago Lopes era casado Andressa Urach desde dezembro de 2020. De acordo com ele, não há como continuar junto com a esposa diante dos últimos acontecimentos, até para preservar a vida do filho Leon. Em outubro do ano passado, a ex-Fazenda revelou que sofria de transtorno borderline, o que explicaria suas mudanças radicais de comportamento, de uma hora querer ser crente e num instante seguinte desejar se prostituir. A situação quase acabou com seu casamento durante a gravidez. Seu marido chegou a ir com a política tirá-la da boate Gruta Azul, conhecido prostíbulo de Porto Alegre, em julho passado, durante a gestação de Leon. Leon é o segundo filho de Andressa, mas o primeiro com o empresário Thiago Lopes. A ex-dançarina do cantor Latino, que chegou a ser obreira da Igreja Universal, tem um filho mais velho de 17 anos, chamado Arthur, que ela renega. Athur conseguiu sua emancipação após acusar a mãe de negligência e de quase deixá-lo morrer para passar um dia inteiro na Igreja em vez de levá-lo ao hospital, quando ele era pequeno e reclamava de dores intensas na barriga. “Eu estava com a minha vida em risco. Basicamente, quase morri por conta da fé fanática dela, depois ela fala que eu era prioridade, mas preferiu ir a um evento da igreja do que cuidar de mim quando eu estava passando mal”, ele denunciou, numa gravação de vídeo divulgada em julho passado.
Débora Falabella se casa em festa repleta de celebridades
Atriz Débora Falabella (“Aruanas”) se casou com o diretor e roteirista Fernando Fraiha (“Ninguém Tá Olhando”) na noite de sábado (19/11) numa cerimônia repleta de celebridades no Rio Fotos e vídeos compartilhados nos Stories do Instagram mostraram toda a movimentação dos convidados durante a festa, além de mostrar o casal, que assumiu o relacionamento em dezembro do ano passado, dançando e trocando carinhos. Mas o mais curioso foram os vídeos que mostram Débora cantando acompanhada do noivo ao violão. A atriz Andréia Horta (39), que é grande amiga de Débora, também postou registros da cerimônia, em que apareceu de outras amigas famosas, como Adriana Esteves, Mariana Ximenes e Bianca Comparato. “O maravilhoso casamento da grande amiga onde dancei tanto que a sandália chegou sem sola”, escreveu Andréia. “Vocês brilharam! Minha bochecha estava doendo de tanto rir de felicidade!!!”, acrescentou. Antes de iniciar o novo relacionamento, Débora namorava Gustavo Vaz, seu colega na série “Aruanas”. Já Fernando namorou a atriz Maria Ribeiro em 2019. Veja abaixo algumas imagens do evento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por AndréiaHorta (@aandreiahorta)
Jason David Frank, o Power Ranger verde, morre aos 49 anos
O ator Jason David Frank, que viveu o Power Ranger verde, morreu no sábado (19/11) aos 49 anos. A morte do artista, que também era lutador de MMA, foi informada por Mike Bronzoulis, que foi seu treinador, sem revelar a causa. Mas o site americano TMZ publicou que foi suicídio. Frank deveria aparecer como Tommy Oliver apenas num punhado de episódios da atração original de 1993, mas acabou se tornando o segundo ator que mais estrelou capítulos e produções derivadas da franquia, encarnando versões diferentes do herói entre 1993 e 2018, em sete títulos diferentes. Na trama da série original, ele foi apresentado na 1ª temporada inicialmente como um inimigo dos heróis. No entanto, logo mudou de lado. Em sua trajetória, o personagem Tommy também vira o Power Ranger branco e o novo líder do grupo – condição em que aparece em dois filmes da década de 1990. Além disso, em 2017 Frank fez uma breve participação no filme “Power Rangers”, reboot cinematográfico da série original, produzido pela Lionsgate, e estrelou um reality show sobre sua vida, “My Morphin Life”, entre 2014 e 2018. Ele era faixa preta 8º dan em Karatê, faixa roxa em Brazilian Jiu-jitsu, além de praticar wrestling, Kickboxing e Boxe regularmente. A partir de 2010, começou a lutar em competições de MMA. Era fã do lutador Anderson Silva e tinha uma tatuagem em homenagem ao brasileiro em seu pé esquerdo. O artista deixa quatro filhos de dois casamentos. Veja abaixo a primeira cena de Frank em “Power Rangers”, quando foi introduzido como antagonista, e o registro de seu retorno à franquia, décadas depois.
Hacker invade Koo de Felipe Neto: “Será processado”
Um dos incentivadores da troca do Twitter pelo Koo, o influenciador Felipe Neto teve seu perfil na plataforma indiana invadido por um hacker. “Sim, galera. Invadiram o meu Koo. Algum ‘hackerzinho’ quis fazer graça e deixou todos os rastros e, por isso, será processado criminalmente pelo que fez”, informou Felipe na própria plataforma. Na sequência, o influencer contou que entrou em contato com a equipe do Koo, que informou trabalhar para resolver o problema. “Até lá, pode ser que o hacker poste alguma coisa por aqui. Não se preocupem, vai ter justiça sendo feita”, completou Felipe Neto. A plataforma indiana também se posicionou em relação ao caso. “Nossa equipe relaxou um pouco a segurança e o hacker usou essa falha”, explicou. Após pedir desculpas pelo ocorrido, a página oficial do Koo no Twitter também garantiu que todos os dados estão seguros na plataforma. O app indiano está passado por uma grande atualização após atrair o interesse dos brasileiros, que estão abrindo milhares de perfis na rede após boatos do fim do Twitter. O público nacional adorou o nome do Koo, fazendo intermináveis trocadilhos. Neste sábado (19), o Koo passou a ser o app gratuito mais baixado nas duas principais lojas de aplicativo do Brasil, a Play Store (do sistema Android, do Google) e a App Store (do iOS, da Apple). Para atender a invasão brasileira, a plataforma fez uma postagem anunciando que a rede social ganhará uma versão em português nos próximos dias, permitindo que “brasileiros publiquem em sua língua e em inglês em uma só tela”.
Filme de ataque terrorista à Brasília define elenco
A Disney brasileira definiu os protagonistas no filme baseado no caso do sequestro do Boeing 375 da Vasp, que aconteceu em 1988. Na época, um rapaz armado obrigou o piloto a desviar para Brasília para tentar cometer um atentado terrorista conta o Palácio do Planalto. Jorge Paz (“Marighella”) viverá o sequestrador, Danilo Grangheia (“Irmandade”) será o piloto e Gabriel Godoy (“O Negócio”) interpretará o delegado responsável pela negociação dos reféns com o criminoso. Juliana Alves (“Barba, Cabelo e Bigode”), Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”), Cláudio Jaborandy (“Aruanas”), Johnnas Oliva (“Bom Dia, Verônica”) e Roberta Gualda (“O Rei da TV”) também estão no elenco. O Boeing 375 saiu de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro, mas Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, obrigou o piloto a desviar de rota, com o objetivo de atingir o Palácio do Planalto. O comandante conseguiu pousar em Goiânia, onde a aeronave foi cercada por policiais. Após a ação, o sequestrador acabou baleado e morreu. De acordo com informações apuradas após o crime, ele tinha perdido o emprego numa construtora por conta da crise econômica no país e colocava a culpa no então presidente José Sarney. A história foi recentemente lembrada no podcast “Atenção Passageiros Vasp 375: O Atentado Terrorista no Brasil”, da Globoplay. Em desenvolvimento há tempos, o filme tem roteiro de Lusa Silvestre (“Medida Provisória”) e será dirigido por Marcos Baldini (“Bruna Surfistinha”). “O Sequestro do Voo 375” tem previsão de estreia para 2023.
Centro Dom Bosco perde mais um processo contra Porta dos Fundos
Colecionando derrotas em processos contra o grupo Porta dos Fundos, o Centro Dom Bosco de Fé e Cultura perdeu mais um nessa semana. A 30ª Vara Cível do Rio extinguiu a ação que pedia a retirada do ar do vídeo “Corpo de Cristo”, produzido pelo Porta Fundos em 2018. A Justiça concluiu que a entidade de tendência ultraconservadora, que acusava a produção de “achincalhar com a fé católica”, não era parte legítima para propor ação individual em nome de seus associados. A sentença destaca que “a liberdade de culto e de religião, a fé, a crença e o sentimento religioso são direitos e atributos vinculados exclusivamente às pessoas naturais, que são o público-alvo das religiões”. E que cumpria à entidade ter distribuído ação coletiva, indicando, através de lista, os associados representados, o que não foi feito. Exibido originalmente no feriado religioso de Corpus Christi de 2018, o vídeo na verdade usa o contexto da data para fazer uma crítica jocosa à “cultura fitness”, que leva as pessoas a restrições alimentares desmedidas como forma de emagrecimento. O esquete traz Evelyn Castro questionando um padre se a hóstia tem glúten. Veja abaixo. O Centro Dom Bosco possui um longo histórico de processos perdidos para o Porta dos Fundos. Todo o especial de Natal do grupo rende uma ação da associação religiosa na justiça comum. Mas como os casos tratam de liberdade artística e de expressão, nas raras vezes em que a associação vence, as sentenças são sempre revertidas no STF. Em uma decisão de 2019, o ministro relator Gilmar Mendes sugeriu aos religiosos ofendidos simplesmente não assistirem ao conteúdo. A repetição de ações já chamou atenção na Justiça e levou a 11ª Vara Cível de São Paulo a multar o grupo religioso no mês passado. O Dom Bosco foi condenado a pagar R$ 10 mil por conduta de má-fé ao abrir processo contra a animação “Te Prego Lá Fora”, especial de Natal do Porta dos Fundos levado ao ar no final de 2021 pela plataforma de streaming Paramount+. A ação, que pedia a censura da produção por supostamente “atacar a fé católica”, foi julgada improcedente. Além de considerar falta de motivo para pedir censura, a Justiça considerou que a associação agiu de má-fé ao processar as empresas responsáveis pela divulgação do especial, após ter acionado judicialmente o Porta dos Fundos por diversas vezes em função de produções anteriores. “O conteúdo do especial, repisa-se, não se trata de discurso de ódio, mas, de uma sátira, por mais questionável que seja a qualidade da produção”, citou a decisão. Confira o esquete que ocasionou a derrota mais recente dos ultraconservadores.
Anya Taylor-Joy sofreu bullying e largou escola aos 16 anos
A atriz Anya Taylor-Joy, que venceu o Emmy por protagonizar a série “O Gambito da Rainha”, revelou que teve que abandonar a escola aos 16 anos por sofrer excesso de bullying devido à sua aparência e sotaque. Ela detalhou os problemas de adolescência em entrevista à atriz Drew Barrymore, no programa “The Drew Barrymore Show”. Anya contou que foi criada na Argentina até os seis anos de idade, mas depois se mudou com os pais para Londres, onde passou a ser perseguida pelos colegas de aula. “A Argentina era toda verde, eu tinha cavalos e animais ao meu redor. De repente, eu estava em uma cidade grande e não falava a língua. Eu me senti deslocada. Eu era inglesa demais para ser argentina e argentina demais para ser inglesa”, afirmou. “As crianças não me compreendiam de nenhuma forma. Elas tinham o hábito de me trancar em armários”, denunciou. Cansada de ser maltrata, ela decidiu abandonar a escola. Pouco antes, tinha recebido uma oferta para trabalhar como modelo e decidiu seguir essa carreira. Dois anos depois veio o convite para atuar em “A Bruxa” (2015). E ela explodiu nas telas. Ela diz que teve sorte de contar com o apoio de seus pais em todas as decisões, além de elogiar sua mãe por ter sido responsável por reforçar sua autoestima. “Eu tive muita, muita sorte com os meus pais, porque, quando me senti atacada pela minha aparência, a minha mãe sempre me disse para sempre buscar o interior das pessoas. Você olha para o interior de alguém, não a sua aparência, você ignora todo o resto. Não importa o que a pessoa faz da vida, diz respeito apenas ao coração de alguém”, relembrou. “Preciso agradecer a minha mãe, porque ela realmente me ajudou muito”, completou. Veja a íntegra da entrevista abaixo.
José de Abreu diz que radicalismo de Cassia Kis é “deficiência psíquica”
O ator José de Abreu voltou a comentar sobre sua relação estremecida com Cassia Kis, após a colega da Globo fazer declarações homofóbicas e passar a frequentar manifestações antidemocráticas. Em uma live promovida pelo canal MyNews nesta sexta (18/11) no YouTube, Abreu afirmou que a intérprete de Cidália em “Travessia” sofre de transtornos “psíquicos” e que se recusa a tomar a medicação. Isto explicaria sua radicalização e a postura que vem adotando na vida pessoal. Relacionadas “Ela tem uma petulância que me parece ser algo psíquico, como se a maneira que ela pensasse fosse a correta. Essa certeza dela revela uma certa deficiência psíquica – o ser humano é feito de dúvidas”, analisou o ator da novela “Mar do Sertão”. “Ela tem uma deficiência, e o terapeuta medicou, mas ela parou com os remédios”, acrescentou. “É complicada a situação da Cassia, ela nunca foi uma pessoa fácil. Nunca fomos amigos, mas eu estive na casa dela”. Vale lembrar que Cassia Kis realmente anunciou em 2009 que sofria de transtorno bipolar. No entanto, alguns anos mais tarde, em 2016, ela voltou atrás e contou que deixara de se medicar porque o diagnóstico médico havia sido equivocado. Abreu revelou ainda que bloqueou Cássia nas redes sociais. “Senti que ela começou a provocar, mandar mensagens agressivas, uma coisa que passou do bolsonarismo. Eu bloqueei, e soube por amigos que estava impossível de conversar com ela.” No início da semana, o ator entrou com processos contra a atriz por conta das falas homofóbicas proferidas no final de outubro numa live da jornalista Leda Nagle. Por meio da advogada Luanda Pires, especialista em Direito Antidiscriminatório, Abreu entrou com uma notícia-crime no Ministério Público Federal e ingressou na Secretária de Justiça de São Paulo, acusando a atriz de cometer o crime de LGBTfobia. Ele também protocolou uma ação cível coletiva, pleiteando uma indenização a ser revertida em favor da comunicade LGBTQIAP+. A ação é movida em conjunto com a psicóloga Paula Dalaio e instituições como Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos) e o Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual e de Gênero. Os processos são motivados por falas que atacam as relações homossexuais e a “ideologia de gênero” (definição bolsonarista para a sexualidade humana) por destruírem as famílias e a “vida humana”. “Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem, essa ideologia de gênero que já está nas escolas”, disse a atriz. “Eu recebo as imagens de crianças de 6, 7 anos se beijando, duas meninas se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo”, ela disse na live de Leda Nagle, no melhor estilo “kit gay” (famosa fake news bolsonarista da eleição presidencial passada). Segundo Cássia, quando há uma relação entre duas pessoas de sexo igual há uma “destruição à vida humana”. “O que está por trás disso? Destruir a família. Destruir a vida humana, na verdade, porque onde eu saiba homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não dá filho. Como a gente vai fazer?”, questionou. Ela também criticou a adoção de crianças por casais homossexuais, porque elas são geradas apenas pelo “útero de uma mulher”. José de Abreu tem uma filha transexual, Bia.
Abaixo-assinado junta 25 mil contra Mario Frias na Cultura de São Paulo
A perspectiva de o bolsonarismo se instalar em São Paulo com a vitória de Tarcísio de Freitas no governo estadual mobilizou diversos artistas e trabalhadores do segmento cultural a protestar contra a possibilidade de Mario Frias assumir a Secretaria de Cultura. “Não queremos o Mario Frias na cultura de São Paulo”, diz o título do abaixo-assinado criado na tarde de quinta-feira (17/11), que em poucas horas juntou cerca de 25 mil assinaturas na plataforma change.org ( https://www.change.org/p/não-queremos-o-mario-frias-na-cultura-de-são-paulo). O ex-ator e ex-secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro tem sido cotado para assumir uma das secretarias de Cultura mais importantes do país, nas mãos do governador eleito Tarcísio de Freitas. “Os trabalhadores da Cultura dizem não ao nome de Mario Frias para comandar a Secretaria de Cultura no Estado de São Paulo!”, explicita o texto do manifesto. “Isso seria uma desgraça para a Cultura Paulista. Mario Frias não é respeitado na área cultural e trará para o estado a política de destruição do setor implementada por Jair Bolsonaro. Mario Frias não pode assumir este importante cargo no Estado de São Paulo!”, completa o abaixo-assinado. Responsável pela destruição de políticas culturais, mutilação da Lei Rouanet e por fazer campanha declarada contra subsídios para artistas, como a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc, a passagem de Frias pelo governo Bolsonaro também foi marcada por bate-bocas e viagens mal explicadas para os EUA com custos bancados pelos contribuintes. Além disso, ele fez uma live para insinuar que o ator Paulo Gustavo não morreu de Covid e disse no Twitter que o historiador pernambucano Jones Manoel, um homem negro com cabelo em estilo black power, tinha que tomar “um bom banho”.
Chris Hemsworth anuncia pausa na carreira após descoberta sobre saúde
O ator Chris Hemsworth (“Thor: Amor e Trovão”) anunciou que fará uma pausa na sua carreira para passar mais tempo com a esposa e os filhos. O anúncio do hiato veio após a revelação, feita durante as gravações da série documental “Limitless”, de que ele tem uma predisposição genética para a doença Alzheimer. A descoberta dessa predisposição genética foi o ápice em uma série de situações que obrigaram o ator a enfrentar “a realidade” de sua própria mortalidade. “Isso realmente desencadeou algo em mim para querer tirar uma folga. E desde que terminamos a série, tenho completado as coisas para as quais já fui contratado”, revelou Hemsworth em entrevista à revista Vanity Fair. “Agora, quando eu terminar esta turnê [de imprensa] esta semana, irei para casa e terei um bom tempo livre e apenas simplificarei. Vou ficar com as crianças, ficar com minha esposa.” A revelação da condição médica de Hemsworth foi feita no quinto episódio de “Limitless”, que estreou na íntegra na última quarta (16/11) na plataforma de streaming Disney+. As especificidades do diagnóstico indicam que Hemsworth possui duas cópias do gene APOE4, uma de sua mãe e outra de seu pai. Segundo estudos, esse gene é associado a um risco aumentado da doença Alzheimer. Uma em cada quatro pessoas carrega uma única cópia do gene, mas apenas 2% a 3% da população mundial tem ambos, de acordo com um estudo de 2021 do National Institutes of Health. Hemsworth revelou que tem avô afetado pela doença, que afeta progressivamente a memória. Mas ele fez questão de enfatizar que não recebeu “um diagnóstico duro” de Alzheimer, mesmo que a dupla ocorrência de APOE4 seja de fato um “motivo de preocupação”. Ele sabe que agora tem de 8 a 10 vezes mais chances de desenvolver a doença. Hemsworth também revelou que a Disney discutiu a ideia de omitir seu diagnóstico de “Limitless”, mas ele insistiu que a informação ficasse na série. “Olha, se isso é um fator motivador para que as pessoas se cuidem melhor e também entendam que existem passos que podem ser dados – então fantástico”, comentou ele. “Minha preocupação era que eu simplesmente não queria manipular e dramatizar demais a informação, e transformar em algum tipo de empatia piegas ou qualquer outra coisa para entretenimento.” O intérprete de Thor também esclareceu que “não é como se eu estivesse anunciando a minha aposentadoria”. Ele disse que vai aproveitar para tomar “medidas preventivas” concretas, sendo ainda mais consciente em relação ao seu sono, seu condicionamento físico, sua nutrição e seus níveis de estresse para minimizar o potencial de um dia desenvolver a doença. “Para mim, o lado positivo [da descoberta] foi tipo, ‘Certo, se eu não soubesse dessa informação [do Alzheimer], não teria feito as mudanças que fiz’”, disse o ator. “Eu simplesmente não sabia de nada disso, então agora me sinto grato por ter em meu arsenal o tipo de ferramentas necessárias para me preparar melhor e evitar que as coisas aconteçam dessa maneira.” A série “Limitless” foi criada pelo cineasta Darren Aronofsky (“Mãe!”) e examina novas pesquisas científicas que estão superando a sabedoria convencional sobre os limites do corpo humano, oferecendo revelações fascinantes sobre como todos desbloquear os superpoderes do corpo para combater doenças, ter um melhor desempenho e até mesmo reverter o processo de envelhecimento. Esta ciência é testada por Hemsworth que, apesar de estar no auge da sua condição física, embarca em uma missão pessoal para aprender a como estender a saúde, a força e o intelecto ainda mais. Chris Hemsworth será visto a seguir no filme “Extraction 2”, continuação de “Resgate” (2020), e “Furiosa”, derivado de “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015). Os filmes, que já terminaram as suas filmagens, tem estreias previstas para 2023 e 2024, respectivamente.
Criador de “Sonic” é preso por crime no mercado financeiro
Yuji Naka, criador do personagem e da franquia de games “Sonic”, foi preso nesta sexta (18/11) no Japão, sob a acusação de usar informações privilegiadas no mercado de ações. Segundo o comunicado oficial emitido pelos investigadores do caso, Naka supostamente obteve informações confidenciais sobre um novo jogo para smartphone da série “Dragon Quest” em janeiro de 2020, enquanto trabalhava para a desenvolvedora Square Enix. O jogo em questão estava sendo desenvolvido pela Square Enix e pela produtora de jogos online Aiming. Na ocasião, Naka supostamente comprou 10 mil ações da Aiming, por aproximadamente US$ 20 mil, antes do anúncio do lançamento do jogo. Ou seja, ele sabia que o anúncio iria fazer o valor das ações subirem e aproveitou essa informação para comprar ações com o mercado em baixa. Caso seja comprovada a acusação, isso representa uma violação da Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio do Japão. Dois outros homens, um ex-funcionário da Square Enix e um amigo de Naka, também foram presos por compras antecipadas de ações da Aiming. Não se sabe até o momento se algum dos três homens vendeu suas ações na época da alta. A Square Ennix divulgou uma declaração oficial afirmando que “como a investigação do Ministério Público do Distrito de Tóquio está em andamento, continuaremos a cooperar totalmente com a investigação”. Lançado em 1991 para a desenvolvedora Sega, o primeiro jogo do “Sonic” foi um sucesso comercial e de crítica, tornando o simpático e veloz ouriço azul um personagem capaz de rivalizar com o Mario, do jogo do “Super Mario Bros”, como um dos maiores ícones da era de ouro dos videogames. Naka deixou a Sega em 2006 para abrir sua própria empresa de jogos, a Prope, que desenvolveu jogos para o console Nintendo Wii. Em 2016, ele chegou a ingressar na Square Enix, mas saiu em 2022 após ser afastado do cargo de diretor do jogo “Balan Wonderworld”. Depois da sua saída, ele processou a empresa e a criticou publicamente nas suas redes sociais. O personagem do “Sonic” ganhou duas adaptações para o cinema, uma lançada em 2020 e outra em 2022, que juntas renderam mais de US$ 700 milhões nas bilheterias.
Ativistas publicam carta aberta em defesa de Amber Heard
Um grupo de ativistas e artistas publicou uma carta aberta em apoio à atriz Amber Heard (“Aquaman”) e chamando o veredito do seu julgamento com Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) de “prejudicial”. A carta foi assinada por mais de 140 organizações e ativistas de direitos das mulheres e contra a violência doméstica. “Grande parte desse assédio [contra Heard] foi alimentado por desinformação, misoginia, bifobia e um ambiente de mídia social monetizado, onde as alegações de uma mulher a respeito de violência doméstica e de agressão sexual foram ridicularizadas para entretenimento”, diz o texto. “A mesma desinformação e acusações de culpar as vítimas agora estão sendo usadas contra outras pessoas que alegam abuso.” “Em nossa opinião, o veredito de ‘Depp vs. Heard’ e o discurso continuado em torno dele indicam um mal-entendido fundamental a respeito do parceiro íntimo e da violência sexual e de como as sobreviventes respondem a isso”, continua. “As consequências danosas da disseminação dessa desinformação são incalculáveis. Temos sérias preocupações sobre o uso indevido crescente de processos por difamação para ameaçar e silenciar sobreviventes.” A carta conclui condenando a “humilhação pública de Amber Heard” e acrescentando que “apoiamos a capacidade de todos de denunciar violência sexual e de parceiro íntimo sem assédio e intimidação”. Entre as pessoas e entidades que assinaram a carta estavam a atriz Constance Wu (“Podres de Ricos”), a icônica feminista Gloria Steinem, a documentarista Amy Ziering (“Allen contra Farrow”), além das organizações National Women’s Law Center, The National Organization for Women, Women’s March Foundation, Women’s Equal Justice Project e muitas outras. Ao final do julgamento de Amber e Depp, o júri concluiu que Heard difamou Johnny em seu artigo de 2018 sobre violência doméstica, embora ela não o tenha mencionado por nome naquele texto. Ele foi punida em mais de US$ 10 milhões em danos. Apesar disso, Heard ganhou uma acusação de difamação contra Depp, mas os valores decididos pelo júri foram desproporcionais: US$ 2 milhões. Ambos estão apelando dos vereditos. Em uma declaração após o julgamento, Depp disse: “Minha decisão de prosseguir com este caso, sabendo muito bem os obstáculos legais que enfrentaria e o inevitável espetáculo mundial em minha vida, só foi tomada após considerável reflexão. Desde o início, o objetivo de apresentar este caso era revelar a verdade, independentemente do resultado. Falar a verdade era algo que eu devia aos meus filhos e a todos aqueles que permaneceram firmes em seu apoio a mim. Sinto-me em paz sabendo que finalmente consegui isso.” “Espero que minha busca para que a verdade seja dita tenha ajudado outras pessoas, homens ou mulheres, que se encontraram na minha situação, e que aqueles que os apoiam nunca desistam. Também espero que a posição volte agora para ‘inocente até ser considerado culpado’, tanto nos tribunais quanto na mídia”, completou ele. Heard, por sua vez, disse na época que estava “desapontada com o que esse veredito significa para outras mulheres” e chamou o resultado de um “retrocesso”. “Isso atrasa o relógio para uma época em que uma mulher que falava e denunciava podia ser envergonhada e humilhada publicamente. Isso atrasa a ideia de que a violência contra as mulheres deve ser levada a sério”, disse Heard. “Acredito que os advogados de Johnny conseguiram fazer com que o júri ignorasse a questão-chave da liberdade de expressão e ignorasse as evidências que eram tão conclusivas, que ganhamos [outro processo similar] no Reino Unido. Estou triste por ter perdido este caso. Mas estou ainda mais triste por parecer ter perdido um direito que pensei que tinha como americana: o direito de falar livre e abertamente.”












